Os bundas-moles e as bundas-de-ouro

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A capa de hoje do Notícia Agora apresenta as bundas de tanajura, e prepara os leitores para o Carnaval e para o BBBrazil. A Play Boy faz até concurso

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As clínicas faturam com implantes.

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Preferencia-Nacional bunda e peitos

O brasileiro só pensa nisso. Dizem que andar para trás faz bem. Escreve Carolina Cagno, na revista Boa Forma:”Caminhar de costas é tendência no mundo fitness, mas será que vale a pena? ‘Como o movimento não é natural, o corpo precisa se esforçar para se adaptar, o que aumenta a queima calórica’, fala o personal trainer Márcio Atalla, do Rio de Janeiro. Em um estudo da Universidade de Nevada, nos Estados Unidos, atletas que andaram de costas na esteira três vezes por semana por 15 minutos notaram menos dor na lombar. ‘A técnica ajuda mesmo, porque oferece menos impacto’, explica Atalla. Mas a novidade pede cuidados: comece devagar, alternando com a caminhada normal, e aumente o tempo e a velocidade à medida que ganhar confiança – a mesma regra vale para o exercício no transport, que também permite o movimento para trás. Na rua, escolha um lugar calmo para evitar trombadas. Na esteira, concentre-se para não perder o equilíbrio”.

Eike Batista revelou que possui uma “bundinha de ouro”. Que lhe fez bilionário. Menos de um por cento dos brasileiros tem a sorte do dono da Eikelândia e rei do Rio. Está comprando tudo. Até o Maracanã.

O Brasil anda para trás.

Fernando Henrique privatizou mais de 70 por cento das estatais (fatiou e mudou o nome da Petrobras). A crise continuou com Lula, que também desestatizou. Se Dilma bater o martelo nas privatizações anunciadas, sinal de que o país continua com o pibinho baixo.

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Significa que o povo também anda para trás. É o Brasil da peste (dengue, malária, tuberculose, mal de chagas, febre amarela), da fome, da guerra interna das milícias (paramilitares). De um povo que precisa deixar de ser bunda-mole e bunda-suja.

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Apatia nossa virou uma arte de levar um pé na bunda dos governos que nunca fizeram nada que preste para o povo.
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Pelo rabo vive a praxe. O famoso tomar no…

por Paula Cardoso

Hospitalizado após introduzir vinho pelo ânus, um universitário do Tennessee, nos EUA, relançou a discussão sobre os excessos das repúblicas e o perigo da moda do butt chugging.

Inanimado e com indícios de sodomização. Como em tantas outras festas universitárias encerradas por um coro de sirenes – de carros patrulha e de ambulâncias –, também no campus do Tennessee todos os sinais de excessos apontavam para os suspeitos do costume: sexo e drogas.

Mas, para surpresa geral da nação norte-americana, o culpado pela hospitalização do estudante Alexander P. Broughton chama-se butt chugging. Sem rodeios: a prática de introduzir bebidas alcoólicas pelo ânus com a ajuda de um tubo.

Conferência de imprensa para afastar rumores gays

Ponto de partida para animados fóruns de discussão online, o pressuposto também enche páginas da imprensa norte-americana, pontuadas há várias semanas com ecos da polémica de Tennessee. Por exemplo, noticiava o The Washington Post, «os exaustivos interrogatórios policiais indicaram que os membros da república recorreram a tubos de borracha que, uma vez introduzidos nos seus rectos, serviram de via para a passagem de álcool para o organismo».

Resultado: apesar de Alexander Broughton ter sido o único hospitalizado – com 0,4% de álcool no sangue – as autoridades garantem que encontraram mais do que uma mão-cheia de estudantes inconscientes, lado a lado com tubos e garrafões de vinho.

Cenas de morte e acção de cinema

Foi o suficiente para fazer soar um alerta nacional de saúde, centrado nos perigos associados ao butt chugging. «A abundância de veias e vasos capilares na zona rectal faz com que o organismo absorva o álcool mais rapidamente, acelerando a sensação de embriaguez e aumentando o risco de morte».

“Que mundo é este que, para ser escravo, é preciso estudar”

Os estudantes foram declarar o apoio aos professores grevistas, tendo em vista o sucateamento da educação, que os docentes buscam melhorá-la.

Bom ver a estudantada sair do comodismo, do velho costume de dar uma dos três macaquinhos.

No campus da Universidade Federal de Juiz de Fora estupraram uma caloura, menor de 17 anos, virgem, e todo mundo calado.

Bancar o cego é gostar de viver na escuridão magnífica da ditadura da reitoria.

Bancar o mudo é viver como um morto. Curtir o silêncio do túmulo.

Quem não reivindica como estudante será amanhã um empregado acomodado, que não faz greve, que aceita, sem reclamar, o salário de fome .

Bancar o surdo é virar as costas para o clamor do povo. Perder o sentimento de fraternidade, de solidariedade, de união.

Ensina a canção: Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Tem o filhinho do papai, bichinho de estimação, que prefere a condição de estudante adestrado, encabrestado, fura-greve. Este tipo de bunda mole a canção dos indignados portugueses chama de parvo.

O bunda mole nasceu para dançar na boquinha da garrafa.