À espera do Pai-Nosso da Bancada Evangélica para Rafael Barbosa

por Thiago de Araújo

homofobia

O estudante Rafael Barbosa de Melo, de 14 anos, foi morto a pedradas na manhã de sábado (13) em Cariacica (ES), cidade que fica na região metropolitana de Vitória. Mais um crime brutal no Brasil, certo?

Na semana passada, parlamentares da Bancada Evangélica pararam uma sessão que discutia a reforma política para rezar um Pai-Nosso. O ato de repúdio contra a Parada Gay de São Paulo, como sempre fazem questão de dizer, foi mais uma demonstração em ‘defesa da família’, dizem.

Rafael era o mais velho de sete filhos de dona Wanderléia Barbosa. Segundo ela, o filho tinha o sonho de ser um estilista famoso. Foi interrompido por um brutal espancamento com pedradas e pancadas. O corpo foi encontrado no bairro onde a família residia.

“Muitas pessoas implicavam com ele, caçoavam e o xingavam. Implicavam com o jeito dele andar, e por ele fazer roupas. Ele sofria muito, por isso meu filho era uma pessoa de poucos amigos e muito fechado”, disse a mãe da vítima ao site Gazeta Online.

No domingo (14), a polícia prendeu Gleisson Pereira Miranda, de 26 anos, suspeito de ter cometido o crime. Ele negou o crime, apesar de ter sido visto próximo ao corpo de Rafael logo após o crime. O delegado responsável pelo caso acredita em uma tentativa de abuso, seguida de assassinato, e não um crime de homofobia.

Não entrando no mérito do Estado laico brasileiro, seria a morte do estudante em Cariacica digna de um Pai-Nosso no plenário da Câmara dos Deputados? Seria o cruel homicídio digno de um ato de revolta por parte da Bancada Evangélica, mesmo que tal defesa envolvesse um jovem que a própria família dizia ser homossexual?

Fica o espaço (e a oportunidade) para os nobres deputados falarem, uma vez que foram eleitos democraticamente para representar o País – e não só a parcela da população que julguem conveniente a si mesmos.

Leia Um gay brasileiro é morto a cada 28 horas, vítima da homofobia

diferente homofobia

Com a turma do Bolsonaro eu não caminho

por Manuela D’Ávila

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Sei que muitas pessoas pensam em se juntar aos manifestantes com os melhores sentimentos de combate à corrupção. Mas o combate à corrupção precisa de respostas muito mais consistentes (como a reforma política) do que se unir à quem não aceita uma derrota eleitoral.

Semelhança entre 1964 e...
Semelhança entre 1964 e…

 

2015
… 2015

 

A história se repete como farsa… Quanta semelhança entre 1964 e 2015!! Esse discurso anti-comunista, em defesa da liberdade e da “família” é o mesmo que une os “Bolsonaros” ao “Marco Feliciano”. Não é uma casualidade que o mesmo Bolsonaro que combate aos negros, gays e mulheres seja autor do pedido de impeachment. Porque ele não respeita a democracia! Acha que a ditadura foi a maior maravilha que o Brasil já viveu (leiam os discursos).

Então, vamos lutar pelo fim da corrupção? Sim!! Quem sabe o diagnóstico de que ela é sistêmica nos ajude a refletir sobre a mudança do sistema? Eu luto pela reforma política. Quero mudar profundamente nosso sistema político. Vamos ser aliados dessa marcha? Com a turma do Bolsonaro eu não caminho. Afinal, como diz o sábio ditado popular: “de boas intenções o inferno está cheio”.

 

 

Revista gay elege Papa personalidade do ano

Francisco eleito

 

 “The Advocate”, a mais antiga revista gay dos Estados Unidos, assinalou o 77.º aniversário do Papa Francisco nomeando-o personalidade do ano.

“Se 2013 será memorável para a ação de centenas de pessoas que lutaram pela igualdade do casamento, o ano será também memorável pela ação de um homem só”, diz a revista, a mais antiga nos Estados Unidos pela defesa dos direitos dos homossexuais.

A “The Advocate” recorda sobretudo a abertura do Papa Francisco relativamente aos homossexuais. “Quem sou eu para julgar”, questionou ele, o que para a comunidade gay é “um sinal para os católicos e para o mundo de que este novo Papa não é como o anterior”.

Apesar de se manter contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo, o Papa, segundo o entendimento feito pela revista, “levou a Igreja a refletir e a pensar”. Líder de 1,2 mil milhões de católicos em todo o mundo, Francisco “queira-se ou não faz a diferença”.

O Papa já fora eleito, a 11 de dezembro, personalidade do ano pela revista “Time”.

O reino ideal do pastor Feliciano: Cadeia para os heréticos da Santa Inquisição

As Nadezhda Tolokonnikova goes on hunger strike, questions are being asked about the brutal conditions that she is having to endure

Nadezhda Tolokonnikova
Nadezhda Tolokonnikova

The Pussy Riot trial was seen by many as part of a Kremlin crackdown on dissent that has since continued with the conviction of the opposition leader, Alexei Navalny, in a politicised trial in July, and the ongoing prosecution of people present at a Bolotnaya Square protest against Vladimir Putin’s re-election in May 2012. Laws have been passed labelling non-governmental organisations that receive money from abroad as “foreign agents” and banning “homosexual propaganda” – a vague term for behaviour that is deemed to promote homosexuality.

The Russian Orthodox Church has served as a linchpin of this trend. On the same day that the State Duma passed the controversial “gay propaganda” law in June, it also approved a blasphemy law outlawing public actions that offend the “religious feelings of believers”. Orthodox activists have beaten gay-rights activists at rallies and attempted to disrupt art exhibitions and performances, including a show by Pussy Riot supporters at a Moscow theatre in August 2012.

Russia

Não sou contra as ONGs. E, sim, contra os serviços de espionagem disfarçados em ONGs. Idem ONGs e fundações e entidades beneficentes que visam passar notas frias, e que são não governamentais apenas no nome.

the_independent.

O Papa Francisco declarou que a Igreja Católica se tornou “obcecada” com os temas do aborto, do casamento homossexual e da contracepção.

“Não podemos concentrar-nos só nestes temas. Não tenho falado muito sobre estes temas e por vezes isso tem-me sido apontado. Mas quando se fala destes assuntos, deve ser no devido contexto. Sabemos qual é a opinião da Igreja e eu sou um filho da Igreja, mas não é preciso continuarmos a falar disto assim.”

Jesus jamais tocou no assuntos homossexualidade. Jamais. No Novo Testamento existe apenas uma referência de São Paulo contra o homossexualismo masculino. E contra o sexo anal. Nada que se possa garantir que foi uma referência ao amor lésbico.

Considero a preocupação do pastor Feliciano doentia e radical. É o mesmo discurso raivoso de Bolsonaro.

O suicidio de um terrorista da direita, racista, xenófobo, anti-muçulmano

Apenas em Maringá: 73 casos. E no Brasil todo: quantas expulsões e suicídios?
Apenas em Maringá: 73 casos. E no Brasil todo: quantas expulsões e suicídios?

Por Eduardo Febbro
Desde París

Dominique Venner eligió uno de los lugares más emblemáticos del cristianismo, la Catedral de Nôtre Dame, para dejar un último mensaje contra la decadencia de la civilización blanca y pura en la que creía: a las cuatro de la tarde, este ensayista y militante de la extrema derecha francesa se suicidó a los 78 años con un tiro en el altar de la Catedral. Figura influyente de la ultraderecha y hombre clave en la consolidación ideológica y programática de esta corriente política, Dominique Venner era la eminencia marrón de la ultraderecha contemporánea: estaba considerado como el pensador de la renovación del nacionalismo francés y el actor decisivo en su renacimiento luego de la Segunda Guerra Mundial. Su suicidio tiene una clara lectura política que él mismo se encargó de distribuir antes de quitarse la vida. En una carta entregada a la radio francesa Courtoisie, Venner dice: “Siento la obligación de actuar mientras me quedan fuerzas. Creo que mi sacrificio es necesario para romper el letargo que nos aplasta. Elijo un lugar muy simbólico, al que respeto y admiro. Mi gesto encarna una épica de la voluntad. Me mato para despertar las conciencias adormecidas. En momentos en que defiendo la identidad de todos los pueblos en sus propios lugares, me revelo contra el crimen que apunta al reemplazo de nuestras poblaciones”.

Ese “reemplazo” era, para Venner, la inmigración. En un último post publicado en su blog este ensayista e historiador autor de una obra prolífica se dirige a los opositores a la ley que autorizó el casamiento entre personas del mismo sexo –fue aprobada por la Asamblea y luego validada por el Consejo Constitucional– diciéndoles que “no pueden ignorar la realidad de la inmigración afro-magrebí. Su combate no puede limitarse al rechazo del matrimonio gay”. Desde luego, Venner consideraba esa ley como una cosa “infame”. Rasgo común de la extrema derecha francesa y Europa, Dominique Venner era de un racismo radical, sobro todo contra los árabes y los negros. Habitado por una obsesión poderosa sobre la identidad nacional, los valores occidentales y la decadencia de Occidente, Venner convocaba de manera vigorosa e inequívoca a pensar nuevas formas de acción contra los “musulmanes” que, decía, estaban sumergiendo a Occidente: “Harán falta gestos nuevos, espectaculares y simbólicos para hacer cimbrar las somnolencias, sacudir las conciencias y despertar la memoria de los orígenes”. De toda evidencia, se eligió a sí mismo para encarnar esa acción. Aunque se mató en la Catedral de Nôtre Dame, Venner no la frecuentaba con asiduidad.

Dominique Venner fue un compendio ilustrado de lo que es la extrema derecha y su razón de existir, la idea tenaz según la cual el mestizaje constituye el preludio del fin de la civilización europea. Venner escribió numerosos libros de historia y dirigió dos revistas de historia ligadas a la extrema derecha: Enquête sur l’histoire y La Nouvelle revue d’histoire. De hecho, este ensayista politemático nunca salió de las ideas que lo envolvieron desde su pasado colonial. En los años ’50 formó parte del movimiento extremista Joven Nación y durante la guerra de Argelia se sumó a los comandos de los terroristas de la OAS que luchaban contra la independencia de Argelia y contra el mismo general De Gaulle, que la había promovido. Encarcelado en los años ’60, cuando salió en libertad fundó el movimiento Europa Nación y más tarde participó en la creación del Agrupamiento de Investigaciones y Estudios por la Civilización Europea (Grece), un círculo de “estudios” de la extrema derecha que elaboró una estrategia de combate político y cultural para la conquista de las mentalidades. Venner y los miembros del Grece eran adeptos a la idea “de las raíces y la sangre” como zócalo de la identidad y ese principio tan occidental y erróneo según el cual sólo existe una jerarquía dominante: la de Occidente. A los casi 80 años, Venner eligió ser un mártir de esa causa. Con camperas negras o sin ellas, con corbatas o sonrisas resbalosas, la extrema derecha no ha variado sus convicciones. La líder del ultraderechista Frente Nacional, Marine Le Pen, publicó en Twitter tras la muerte de Venner que su suicidio era un “último gesto eminentemente político” y con el cual Venner “intentó despertar al pueblo de Francia”.

De Antônio Cícero

ONDA

Vaso grego, 500 - 490 a.C., Louvre. Detalhe: Ganimedes tem pousado na mão um galeto. Daí a origem do termo depreciativo frango. Quando na mitologia grega era o símbolo do amor entre os homens. Ou entre o deus supremo Zeus e Ganimedes.

Conheci-o no Arpoador.
garoto versátil, gostoso,
ladrão, desencaminhador
de sonhos, ninfas e rapsodos.

Contou-me feitos e mentiras
indeslindáveis por demais:
eu todo ouvidos, tatos, vistas,
e pedras, sóis, desejos, mares.

E nos chamamos de bacanas
e prometemos-nos a vida:
Comprei-lhe um picolé de manga

e deu-me ele um beijo de língua
e mergulhei ali à flor
da onda, bêbado de amor.

***
Vaso grego, 500 – 490 a.C., Louvre. Detalhe: Ganimedes tem pousado na mão um galeto. Daí a origem do termo depreciativo frango. Quando na mitologia grega era o símbolo do amor entre os homens. Ou entre o deus supremo Zeus e Ganimedes.

La militancia lgbtt. Orgullo monstruo

La española Beatriz Preciado acuñó el concepto de “multitudes queer”, un modo político de enfrentarse desde lo raro y lo variado a lo que se supone que es normal. Qué relación tiene esta multitud de muchxs y distintxs con la historia de la militancia lgbtti y qué aporta a la humanidad.

orgulho LGTB gay indignados

Por Vero Marzano y Sonia Gonorazky

Durante mucho tiempo los grupos lgtbi se construyeron a partir del autorreconocimiento de sus integrantes como sujetos alienados, minorías expuestas a la arbitrariedad de “no tener derechos” reconocidos socialmente. Como pidiendo permiso, reclamaron y reclaman integrarse (y ser integradxs) a la mundanidad bien vista de la normalidad.

En los años ’80, y en consonancia con muchos otros movimientos sociales, empezó a cobrar fuerza otra modalidad de situarse en el mundo, la forma queer, que irrumpe en la arena política con posiciones fuertes, invirtiendo el sentido del estigma y celebrando las variaciones más que la variedad. Quizá pueda verse a las multitudes queer ponerse en evidencia dentro de las marchas del orgullo y de las contramarchas, de los cientos de grupos de dos, de cinco activistas que se arman, se desarman, se rearman, de las intervenciones en el espacio público, de los pasquines que circulan callejera y cibernéticamente o en esos “raros” discursos que intervienen esporádicamente la hegemonía mediática.

Múltiples en sus expresiones y discursos, lxs sujetxs de las multitudes queer no buscan uniformidad de criterios, ni unidad en la diferencia: son muchxs y distintxs; no sostienen demandas efectistas y lineales, fácilmente traducibles en slogans y titulares, sino más bien cuestionamientos, indagaciones, preguntas incómodas, pero ¡atenti!, comparten ciertas bases sólidas, por ejemplo, las luchas contra las imposiciones de la normalidad entendida como congruencia sexo/género/estereotipo y contra los atropellos de la heterosexualidad y el racismo como regímenes de opresión.

Preciado nos advierte sobre dos posibles lecturas erróneas pero frecuentes de “lo queer”. Por un lado, la que propende a la segregación del espacio político convirtiendo a las MQ en una reserva de transgresión y “la potencia política de los anormales en una óptica de progreso”. Y por otro lado, la que entiende que las estrategias de las MQ se oponen a las estrategias identitarias (o proponen una nueva, la queer), tomando la multitud como una acumulación de individuos soberanos e iguales ante la ley, sexualmente irreductibles, propietarios de sus cuerpos y que reivindicarían su derecho inalienable al placer. Esta interpretación silencia los privilegios de la mayoría y de la normalidad (hetero)sexual, que no se reconoce como identidad dominante.

“Cuerpos transgéneros, hombres sin pene, bolleras lobo, ciborgs, femmes butchs, maricas lesbianas…” Para Preciado el sujeto de la política queer es la multitud sexual. Propone abandonar conceptos marcados por la debilidad como “diferencia sexual”, “minorías” y todos los esencialismos de las políticas feministas y homosexuales. Lo que está en juego, indica, es cómo resistir o reconvertir las formas de subjetivación sexopolíticas de una modernidad que, a pesar de su persistencia, quedó atrás hace varios lustros.

Ni hombres ni mujeres, ni hétero ni homosexuales, las MQ se reivindican y actúan dentro de la “anormalidad” que les atribuye la sociedad. Lejos de la patologización y el miedo, engordan (o aumentan) ese alejamiento de las normas y las convenciones y lo convierten en “monstruosidad”. Una monstruosidad gozosa y provocativa, llena de potencia, que cuestiona los binarismos clásicos y tranquilizadores de la sexología y otros discursos modernos.

¿Qué piensan las MQ concretamente? Reconocen que en la visibilidad existe resistencia, protección y posibilidad. También que permanecer demasiado tiempo al amparo de una categoría produce efectos anquilosantes. Proponen moverse para resistir los efectos de la política de nombrar, etiquetar, encasillar y diferenciar para entonces jerarquizar, discriminando. Eso es la biopolítica, artimaña que invisibiliza, bajo consignas “igualitarias”, puntos de vista de un sujeto que —irónicamente o no— es siempre blanco, hétero, varón, propietario.

Las tecnologías 3D

Las MQ proponen principalmente tres banderas para su programa. Se trata de acciones o enfoques francamente deconstructivos, que parten de lecturas intencionadas de Foucault, Wittig, Derrida, De Lauretis, Hardt y Negri, y otrxs, y que decidimos llamar, polisémicamente, “el enfoque 3D”. Estas son:

l Des-identificarse de las categorías hegemónicas. Lesbianas que no son mujeres, putos que no son hombres, trans que no son hombres ni mujeres, etc. permiten cuestionar a los sujetos políticos clásicos y, al mismo tiempo, producir prácticas hiperidentitarias que los parodian y debilitan.

l Des-ontologizar el sujeto de la política sexual, repensando cuáles son esos sujetos sin considerar nada como evidente. Ejemplo de este proceso es el cuestionamiento, por parte de las lesbianas negras, chicanas y marimachas, al sujeto dominante de la teoría feminista standard (mujer, femenino, blanco y heterosexual).

l Des-territorializar la heterosexualidad. La emergencia de los cuerpos que encarnan las MQ en los espacios individuales tanto como en los urbanos supone una resistencia activa a los procesos de “llegar a ser normal” y detona inevitablemente la metamorfosis de la heterosexualidad. Sí: leíste bien. Cambios dentro del propio régimen político que constituye la matriz hétero, produciendo infinidad de opciones legítimas.

Y por casa, ¿cómo andamos?

En Argentina, legislaciones como el matrimonio igualitario y la Ley de Identidad de Género pueden atemorizar o generar desconfianza frente al riesgo de que conduzcan —intencionadamente o no— a las trampas de un sistema republicano universalizador que, lejos de cuestionarse a sí mismo, se reafirma asimilando bolsones de sujetxs hasta hoy en los márgenes, pero ahora necesarixs para expandir sus fronteras y mantener su hegemonía. Así, desde una lectura ingenua y lineal podríamos decir que las recientes leyes, en lugar de des-identificar, identifican; en lugar de des-ontologizar, ontologizan y en lugar des-territorializar, territorializan.

Pero si consideramos las advertencias de no caer en poses transgresoras que sólo pueden sostenerse en las políticas de mercado o invisibilizando los privilegios heterosexuales, decididamente apostamos a la potencia que conllevan los cuerpos de las MQ como “horadadores” de todas las seguridades sexopolíticas por el solo hecho de hacer uso de las instituciones hegemónicas. Aun cuando la única ilusión que persigan legítimamente los sujetos individualmente sea la ilusión de la “normalidad”.

De ese modo los usos de la ley de identidad de género recientemente sancionada nos permite reapropiarnos de las tecnologías del género estatales y reconvertir las formas heterosexuales de varón y mujer y sus relaciones de poder, encarnándolas monstruosamente: en Argentina hoy bien se puede ser varón sin pene, mujer sin concha, y todas las variantes que la imaginación nos permita, aun cuando quienes mayoritariamente hagan uso de la ley sólo busquen ser “lo más normales que sea posible”. Y esto definitivamente cambia el panorama de la política sexual. Porque lo que importa es la invención de nuevos imaginarios, el corrimiento de los límites, el traspaso de ciertas fronteras para todxs y para cada unx. Porque lo que buscamos es desterritorializar la heterosexualidad que como régimen domina el escenario político y social en el que nos movemos. Y porque finalmente “la sexopolítica no es sólo un lugar de poder, sino sobre todo un espacio de creación”.

En síntesis, las políticas de las MQ se oponen a las instituciones tradicionales soberanas y universalmente representativas. Justamente porque sus estrategias inauguran procesos de metamorfosis del espacio urbano, del conjunto social y de los sujetos políticos corrientes, inyectando en su seno monstruosidades queer que se meten por los orificios de la heterosexualidad y dan como resultado otros sujetos, que quizás aún no tengan un lenguaje propio. Construir ese lenguaje es tal vez un desafío similar al de Wittig en El cuerpo lesbiano y podría ser, por qué no, una de las próximas luchas.

Pelo rabo vive a praxe. O famoso tomar no…

por Paula Cardoso

Hospitalizado após introduzir vinho pelo ânus, um universitário do Tennessee, nos EUA, relançou a discussão sobre os excessos das repúblicas e o perigo da moda do butt chugging.

Inanimado e com indícios de sodomização. Como em tantas outras festas universitárias encerradas por um coro de sirenes – de carros patrulha e de ambulâncias –, também no campus do Tennessee todos os sinais de excessos apontavam para os suspeitos do costume: sexo e drogas.

Mas, para surpresa geral da nação norte-americana, o culpado pela hospitalização do estudante Alexander P. Broughton chama-se butt chugging. Sem rodeios: a prática de introduzir bebidas alcoólicas pelo ânus com a ajuda de um tubo.

Conferência de imprensa para afastar rumores gays

Ponto de partida para animados fóruns de discussão online, o pressuposto também enche páginas da imprensa norte-americana, pontuadas há várias semanas com ecos da polémica de Tennessee. Por exemplo, noticiava o The Washington Post, «os exaustivos interrogatórios policiais indicaram que os membros da república recorreram a tubos de borracha que, uma vez introduzidos nos seus rectos, serviram de via para a passagem de álcool para o organismo».

Resultado: apesar de Alexander Broughton ter sido o único hospitalizado – com 0,4% de álcool no sangue – as autoridades garantem que encontraram mais do que uma mão-cheia de estudantes inconscientes, lado a lado com tubos e garrafões de vinho.

Cenas de morte e acção de cinema

Foi o suficiente para fazer soar um alerta nacional de saúde, centrado nos perigos associados ao butt chugging. «A abundância de veias e vasos capilares na zona rectal faz com que o organismo absorva o álcool mais rapidamente, acelerando a sensação de embriaguez e aumentando o risco de morte».

A “Boneca na Mochila” de Serra

“A Ecos sempre trabalhou na gestão do Serra, ele está cuspindo no pote (sic) que comeu. O material que fizemos para o MEC tem 80% do material do Estado de São Paulo. É um absurdo se utilizar do preconceito para ganhar voto”, afirmou Toni Reis, presidente da ABGLT

O material anti-homofobia distribuído, em 2009, para escolas pelo governo do Estado de São Paulo na administração do tucano José Serra (2007-2010), candidato a prefeito de São Paulo, tem pelo menos dois vídeos iguais ao chamado “kit gay” do MEC (Ministério da Educação), elaborado na época da gestão do petista Fernando Haddad, que também concorre à prefeitura.

Desde a semana passada, Serra e Haddad tem trocado ataques por causa da produção e distribuição desses kits. O tucano nega que o material seja o mesmo. Serra trouxe o assunto para a campanha no primeiro turno. Na semana passada, o tema foi objeto de um vídeo do pastor Silas Malafaia –da igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo– que apoia Serra. Nesta segunda-feira (15), Haddad disse que o tucano mentiu ao atacar o material do MEC sem dizer que o seu governo tinha produzido algo semelhante.

Os filmes para os kits de Serra e Haddad foram produzidos pela ONG (organização não governamental) Ecos. O guia sobre preconceito e discriminação na escola do governo Serra indica vídeos e textos da entidade, que foi uma das responsáveis pelo projeto Escola sem Homofobia do MEC/Secad (Ministério da Educação/Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade), que ficou conhecido como “kit gay”.

Dois vídeos recomendados aos professores pelo kit tucano, “Boneca na Mochila” e “Medo de quê?”, foram produzidos pela Ecos e faziam parte da primeira versão do material elaborado para o MEC.