O PEZÃO DA CALAMIDADE PÚBLICA DO RIO E OS QUADRILHEIROS DO GOLPE

Informa a agência BBC: Na reta final para a Olimpíada, o Rio de Janeiro decretou estado de calamidade pública, chamando a atenção para a gravidade da crise que atinge as finanças do Estado menos de 50 dias antes de sediar para o maior evento esportivo mundial.

Diversos veículos de imprensa publicaram que, com o decreto, o governo federal irá viabilizar de forma mais rápida um socorro federal de R$ 2,9 bilhões ao Estado do Rio.

Os recursos seriam usados para finalizar a ligação Ipanema-Barra da linha 4 do metrô, pagar horas extras de policiais e garantir salários de servidores ao menos até os Jogos.

Na visão dos especialistas, é impossível entender o cenário que levou o Estado do RJ a decretar estado de calamidade pública sem levar em conta falhas de gestão.

“O Rio de Janeiro quebrou por excesso de gastos obrigatórios, aumento de gastos com pessoal acima do permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal, e não por endividamento. O governo fluminense também contou com receitas temporárias, como os royalties do petróleo, para expandir gastos permanentes, inchando a máquina”, explica Jucá Maciel, especialista em finanças públicas.

O professor da FGV-Rio Michael Mohallem diz que a medida do governo do RJ é um “atestado de má gestão” e “passa uma imagem terrível para o mundo” às vésperas da Olimpíada.

Diante do não pagamento de salários de servidores e parcelamento de benefícios nos últimos meses, além da crise na saúde pública e na educação, o uso de verbas federais para quitar obras olímpicas pode causar desgaste ao governo estadual.

“(O decreto) tem o objetivo de obter mais recursos e direcioná-los para obras que não são prioritárias para a cidade. Enquanto isso, centenas de milhares de pessoas estão passando por necessidades básicas, tanto servidores e terceirizados que não recebem seus salários como a população em geral que sofre com a precarização dos serviços públicos”, diz Renato Cosentino, pesquisador do IPPUR/UFRJ e membro do Comitê Popular de Copa e Olimpíadas.

Outro ponto para entender o decreto é a possibilidade de execução de medidas excepcionais sem autorização do Legislativo, como realocação de verbas e cortes de serviços para priorização de outras áreas. Melhor explicado: obras e serviços sem licitação. Por preços olímpicos.

O Rio vem sendo governado por corruptos. O atual golpe é uma conspiração de políticos que comandam o Estado: governadores Sérgio Cabral Filho, Luiz Fernando Pezão, Francisco Dornelles, Moreira Franco, senadores Marcelo Crivella, Romário, deputados federais Jair Bolsonaro, com quase meio milhão de votos, Eduardo Cunha, prefeitos Cesar Maia, Eduardo Paes.

Que esperar dessa gentalha?

 

A crise no Rio, os porcalhões responsáveis e os guardanapos

Jornal do Brasil – Os responsáveis pela crise no Rio de Janeiro, que fez com que o governador em exercício decretasse estado de calamidade pública — o que já repercute na imprensa internacional –, são aqueles porcalhões que se sujaram dos pés à cabeça em uma festa milhardária no exterior, e tiveram que lavar a cabeça com guardanapo, enquanto riam e gargalhavam do sofrimento do povo fluminense. Em entrevista, o governador destacou que se o Estado do Rio de Janeiro fosse uma empresa, iria ser fechada. Mas, e o povo, como fica com isso?

O jornal inglês The Guardian deu destaque na noite desta sexta-feira (17) ao decreto de calamidade pública, destacando que a medida ajuda a engrossar a lista de outros problemas que o país já precisava enfrentar, como impeachment da presidente Dilma, Zika, investigações sobre corrupção e dificuldades econômicas.

“A maior preocupação para os 500 mil visitantes esperados para os Jogos é o corte no orçamento da segurança pública, o que contribui para os problemas enfrentados pela ‘pacificação’ de favelas e para um ressurgimento de crimes violentos. Isto em meio a advertências de que terroristas teriam o evento como alvo”, diz o jornal inglês.

> ‘The Guardian’: Calamidade pública no Rio é embaraço para anfitrião da Olimpíada

Entre os personagens daquela festa milhardária estava o antigo secretário da Fazenda do Estado, que foi ministro da Fazenda no governo Dilma e hoje engana o mundo ao dirigir organismo internacional na área financeira. Outros que estavam ali enganam empresários, se empregando em suas empresas, talvez para fazer lobby de cobrança. E outro, da área de saúde, deve estar enganando ou tentando também com lobby para receber o que, quando secretário, ficou devendo a essas empresas.

Em agosto de 2010, Sérgio Cabral já dizia: “Ganhamos as Olimpíadas, que parecia um sonho impossível. Estamos mudando o Rio”. Ele tinha razão, ele já sabia que o Rio ia quebrar, mas na mão de outros. Mais tarde, em novembro do mesmo ano, Cabral declarou: “Ganhamos as Olimpíadas de 2016 não foi para termos 21 dias de alta cobertura de segurança dos convidados. Ganhamos para dar à população do Rio.”

E o povo, como fica?

É obrigado a assistir a tudo isso calado.

O próprio decreto fala em necessidade de atender às áreas de segurança, saúde e educação, basicamente.

Na segurança pública, o cidadão é assaltado e morto.

Na saúde, o enfermo tem como expectativa a morte. O acidentado no trânsito e o pobre doente em casa, se necessitarem do Samu, vão morrer, na ausência de ambulâncias, médicos e remédios.

Na educação, o aluno do colégio público, como não pode estudar, corre o risco da delinquência ou da sobrevivência sofrida.

Os servidores não recebem seus salários.

E La Nave Va…

E a Justiça não dará a esses senhores nem uma ‘tornozeleirinha’. Eles, os responsáveis por questões desde a queda de helicópteros com crianças mortas até o superfaturamento de empresas terceirizadas de todas as áreas, que não recebem do governo estadual mas também não reclamam, o que indica que os contratos firmados devem ter sido bem vantajosos para os envolvidos.

E o povo, como fica?

Depois que eles financiaram a Olimpíada, o povo se limita a trafegar por vias engarrafas, correndo o risco de perderem o emprego, os que ainda têm um, por não conseguirem chegar aos locais de trabalho na hora certa.

E o povo, como fica?

Os cientistas políticos e os sociólogos fazem suas previsões sobre o que pode vir a acontecer com esse povo. Eles concluem, por exemplo, que os policiais que vão para as ruas para tentar defender o estado e as famílias saem de casa conscientes de que suas próprias famílias podem perder o provedor. Os criminosos estão mais armados. Já a família precisaria esperar dois ou seis meses para receber os proventos do policial que morreu.

E o povo, como fica?

Enquanto o Brasil sofre, eles já providenciaram suas passagens e passaportes para viverem nas residências que devem ter no exterior.

>> Secretários de Paes e Cabral viajaram com empresário

>> MP irá investigar Sérgio Cabral por “voo da alegria”

A guarda pretoriana do prefeito Eduardo Paes quando não bate, humilha

A guarda municipal do prefeito Eduardo Paes anda caçando os retirados da favela Oi Telerj  que estão jogados no chão das ruas do Rio de Janeiro. A ordem é mandar todos para bem longe… em algum lugar onde o cão perdeu as botas.

Thiago Lagra fotografou e escreve:

caes

 

 

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Até a parte de manter a ordem eu compreendo o trabalho da guarda municipal. Mas eu gostaria de saber o porquê de tratar o cidadão dessa maneira. Ele precisava ter jogado a água fora e em cima das roupas deles?
Estão seguindo ordens? Mas vocês não tem ordem para odiar. O tratamento que você dá para as pessoas é reflexo do seu caráter e não das ordens que recebe.

De mal parecido sofrem os professores

Jean Wyllys

Lixo-no-Rio-3 Netto

Quando a reivindicação de uma categoria é justa, quando essa categoria está unida, determinada, acontece o que estamos vendo nas ruas da Cidade Maravilhosa. O Rio de Janeiro tem uma das piores distribuições de renda e uma burguesia com mentalidade ainda escravista. Um gari no Rio, trabalhando em condições insalubres, ganha muito pouco.

Todo mundo sabe que R$ 803,00, salário antes do reajuste de 9%, não faz jus aos que livram a cidade dos seus dejetos. Eles defendem que o piso vá de R$ 803,00 para R$ 1,200,00, mais adicional e outros direitos trabalhistas: o que pedem é tão pouco que a resposta do prefeito dá vergonha alheia; eles têm direito a muito mais! A população está reclamando que pagam caro, que suas ruas estão imundas, que é um absurdo, mas não compra a briga. Não são poucos os que não veem problema em atacar a greve para defender um governo que os escraviza.

Será que quem se diz contra a paralisação e ataca o legítimo movimento de um grupo de homens e mulheres que ganha 803 reais por mês aceitaria fazer uma experiência de um dia na função? Ou acham que resolvem o problemas de salários defasados desde o governo de Cesar Maia somando um adicional de insalubridade para fingir que é maior do que realmente é? A maioria que se posiciona contra os garis afirma que foi oportunismo da parte deles ter iniciado a greve justo durante o carnaval. Devem pensar: “Ah…que absurdo pararem de nos servir logo no carnaval, que é quando a gente mais gosta de emporcalhar a cidade”. É também vergonhosa a postura do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Asseio do Rio de Janeiro, que não tem apoio das bases. Seus dirigentes criminalizam os grevistas e, para dar fim aos atos, acertaram com a Prefeitura a demissão dos que não voltassem ao trabalho após a assinatura de um acordo que é apenas vantajoso para o lado dos mais fortes.

Ah, e ainda inventaram que há infiltração partidária na greve. Por acaso, como sempre, do Psol. Quem me dera todos esses garis serem filiados ao Psol! Eu teria muito orgulho disso! Mas quem fala em infiltração partidária esquece de falar das doações à campanha do prefeito de algumas lideranças do sindicato que hoje se colocam do lado dos patrões, da filiação de alguns deles a partidos da base governista, enfim… parece que aí não veem interesses políticos. Enquanto isso, a Prefeitura não recebe os garis; prefere colocar escolta armada para forçar o trabalho dos que não estão no movimento por medo de perder seus empregos, já que foram anunciadas a demissão de 300 profissionais. Escolta? Estão tratando garis como bandidos! Agora parece que todo aquele que protesta e exerce seus direitos constitucionais é um bandido no Rio de Janeiro. Os garis afirmam estar sendo ameaçados caso não furarem a greve. A Justiça do Trabalho também considera a greve ilegal. Como pode um gari, um serviçal invisível que tem “apenas” a função de limpar a nossa sujeira, reivindicar aumento? Gostaria de ver esses juízes tentando sustentar suas famílias com o salário de um gari…

De mal parecido, sofrem os professores do ensino público que também ganham um salário que mais parece piada de mau gosto para ajudar a construir o futuro do país, e a resposta do prefeito Eduardo Paes sempre é a mesma: bala de borracha! Gás lacrimogêneo! Ele já parece o policial do vídeo do Porta dos Fundos! Nossos garis são verdadeiros heróis. Essa bravura merece ser valorizada com a pressão e a solidariedade da sociedade!

Ao prefeito porcalhão

por Helio Fernandes

Rio-de-Janeiro Netto

Como carioca que nasceu e sempre viveu no Rio, constrangido e envergonhado com a sujeira da cidade. Vergonha e constrangimento que Paes não tem.

Como cidadão, estou revoltado com o que fazem e pagam a esses garis, simpaticíssimos, eles e os “bombeiros do fogo”, sempre aplaudidos.

Mas depois de somar tudo, com os 40% de insalubridade, chegam a um mil, 124 reais. Comparem essa miséria com os supersalários da Câmara, Senado, Justiça e até do ínclito Tribunal de Contas, e concluam.

Parabéns à Justiça, que está multando diariamente os “sindicatos governistas”, que condenam a greve. É preciso uma solução imediata, mesmo que não fique isolada sob o comando desse prefeito do “Engenhão”. URGENTÍSSIMO.

Com a dupla Debi e Lóide no governo, o Rio de Janeiro vive uma fase deprimente

por Carlos Newton / Tribuna da Imprensa

Debi e loide

O povo teve muita esperança nos dois. Quando Sergio Cabral Filho surgiu na política, na aba do pai, que era vereador, e do sogro, Gastão Neves, diretor da Paranapanema e sobrinho de Tancredo Neves, parecia que se tratava de um jovem ético e idealista.

O pai, que sempre se declarou comunista e até hoje frequenta a roda dos velhos camaradas, descaminhou e deu um jeito de ser nomeado para o Tribunal de Contas do Município. O filho, na primeira oportunidade que teve, candidatou-se a prefeito pelo PSDB, mesmo sem chances, e começou a fazer fortuna com as famosas “sobras de campanha”. Depois, eleito presidente da Assembléia, aliou-se ao deputado Jorge Picciani e tornou um dos maiores corruptos da política brasileira.

Seu padrinho no PSDB era o ex-governador Marcello Alencar, que chegou a denunciar o enriquecimento ilícito do afilhado, mas não pode ir em frente, porque Cabralzinho ameaçou com um dossiê sobre Marco Aurelio Alencar, filho de Marcello, que então recolheu os flaps, como se diz na linguagem aeronáutica.

NO PAPEL DE LÓIDE

Como na série de comédias de Hollywood, Cabralzinho é o Debi e seu pupilo Eduardo Paes faz o papel de Lóide, com grande maestria. Criado na Barra da Tijuca, o prefeito não conhece a cidade, especialmente o Centro. Altamente irresponsável e delirante, é capaz de derrubar o mais importante viaduto do Rio, sob o argumento de que enfeia a cidade, e consequentemente criar um dos maiores engarrafamentos do mundo.

Na primeira chuva forte, seus planos foram literalmente por água abaixo, desculpem o inevitável jogo de palavras. E ainda bem que não chegou a concretizar seu outro projeto genial e mirabolante – a transformação da Avenida Rio Branco em rua de pedestres. Se o fizesse, seria caso de internação compulsória no Hospital Pinel.

Agora, a honorabilidade de Eduardo Paes também despencou, com a revelação das contas no Panamá, abertas em nome do pai, da mão e da irmã, no valor total de R$ 20 milhões. Ou seja, além de idiota e debilóide, o rapaz é também corrupto, vejam quanto talento.

E a culpa é nossa, que colocamos essas raposas para tomar conta dos galinheiros. Os dois deveriam estar atrás das grades, juntos com Luiz Fernando Pezão, que contratava as obras com a Delta de Fernando Cavendish, e com Sergio Cortes, o secretário de Saúde, que faz papel de Médico e de Monstro. Além, é claro, do empresário Arthur Cesar, o rei das concorrências fraudadas e grande peça do “esquema”.

Ah, que saudades do meu Rio de Janeiro…

Treino para as olimpíadas
Treino para as olimpíadas
Chuva deixa ruas alagadas no Centro. A Via Binário ficou alagada na altura da Cidade do Samba - Márcia Foletto: Agência O Globo
Chuva deixa ruas alagadas no Centro. A Via Binário ficou alagada na altura da Cidade do Samba – Márcia Foletto: Agência O Globo
Queda de um muro na estação de trens da Piedade, na zona norte do Rio de Janeiro provocou atrasos nesta quarta-feira (11) - Fábio Gonçalves: Agência O Dia
Queda de um muro na estação de trens da Piedade, na zona norte do Rio de Janeiro provocou atrasos nesta quarta-feira (11) – Fábio Gonçalves: Agência O Dia

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AGORA VOCÊ ENTENDE A MANIA DE HELICÓPTERO DE SÉRGIO CABRAL

Eduardo Paes considera crime divulgar as empresas da familia no exterior

Interessante essa de empresa secreta, inimiga da publicidade comercial, quando a propaganda é a alma de qualquer negócio.

gama

Deu em O Globo/ Tribuna da Imprensa

O site Brasil 247 publicou nesta quinta-feira a informação de que familiares do prefeito Eduardo Paes (PMDB) são donos de duas empresas com sede no Panamá. A Vitznau International Corporation e a Conval Corporation  de Valmar Souza Paes (pai do prefeito), Consuelo da Costa Paes (mãe) e Letícia da Costa Paes (irmã). As duas empresas, que teriam capital de cerca de R$ 20 milhões, foram registradas em junho de 2008 na República do Panamá.

Procurado nesta quinta à tarde, Eduardo Paes afirmou que as empresas constam da declaração de Imposto de Renda dos seus pais. Ele disse ainda que não há qualquer ilegalidade no caso.

— Meu pai é um advogado bem-sucedido que trabalha com direito internacional há muito tempo. A legislação brasileira não proíbe a participação em empresas no exterior, desde que sejam registradas no Banco Central e declaradas à Receita Federal. E foi isso que o meu pai fez.

Pela manhã, ao saber que a deputada estadual Clarissa Garotinho (PR) havia reproduzido a informação sobre as empresas numa rede social, Paes se defendeu:

— Em primeiro lugar, a deputada Clarissa Garotinho não é necessariamente a pessoa que mais merece esse tipo de respaldo, não é? O que se tem é que meu pai é um advogado. Está tudo na declaração de Imposto de Renda dele, e isso não compete a ninguém. Eles vazam (os adversários políticos) provavelmente pela Receita Federal, o que é um crime divulgar esse tipo de coisa. Não tem nenhum tipo de ilegalidade nisso (ter empresas no Panamá) — disse Paes, que completou: — Ele (pai do prefeito) é um advogado muito bem-sucedido, ao contrário da família Garotinho que enriqueceu na política, isso antes de ele ser prefeito. Os lugares que essa família Garotinho conheceu, depois que ele entrou na política, são os lugares que eu conheci desde pequeno, antes de entrar na política.

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Comenta Carlos Newton: A política nacional está cada vez mais interessante. As mafiosas “famiglias” enriquecem com a maior facilidade. Quando são apanhadas em flagrante, colocam a culpa nas outras. Essa do Eduardo Paes foi ótima, tentando colocar a família Garotinho no fogo. Mas a desculpa do prefeito é pífia. Pessoas de bem não abrem contas em paraísos fiscais. Simples assim.

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A conta da família de Eduardo Paes no Panamá

Na noite de terça-feira, o Jornal Nacional, editado e apresentado pelo jornalista William Bonner, divulgou, em tom de escândalo, que o hotel brasiliense St. Peter, o mesmo que ofereceu um emprego ao ex-ministro José Dirceu, já foi controlado por uma empresa offshore no Panamá, cujo dono, Jose Eugenio Silva Ritter, seria um laranja. Embora não tenha conseguido estabelecer uma conexão direta entre Dirceu e a empresa no Panamá, uma vez que o contrato do St. Peter envolvia o empresário Paulo Abreu e o suposto laranja, o JN deixou no ar a insinuação de que o St. Peter talvez pertencesse ao próprio ex-ministro. Ou seja: Dirceu estaria sendo contratado por ele próprio, o que seria um argumento a mais para que a Vara de Execuções Penais do Distrito Federal negasse a ele o direito ao regime de prisão semiaberto – ao qual, diga-se de passagem, foi condenado.

Um dia depois, no entanto, o Brasil 247 revelou com exclusividade que Jose Eugenio Silva Ritter atuou em outras transações importantes no Brasil. Uma delas, a compra de três operações da TVA vendidas pelo grupo Abril, que edita a revista Veja – a mesma cujo colunista mais notório, Reinaldo Azevedo, vinha usando o caso panamenho para pressionar juízes a negar a oferta de emprego a Dirceu.

Parte do contrato de criação das empresas da família de Eduardo Paes no Panamá
Parte do contrato de criação das empresas da família de Eduardo Paes no Panamá

Um caso muito mais explosivo, no entanto, acaba de chegar à redação do Brasil 247. O mesmo personagem, Jose Eugenio Silva Ritter, já foi dono de duas empresas offshore que hoje pertencem à família do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes. As empresas se chamam Conval Corporation e Vittenau Corporation. A primeira foi constituída em 12 de junho de 2008 e a segunda uma semana depois, em 19 de junho daquele ano – o mesmo em que Eduardo Paes se elegeu pela primeira vez para governar a cidade. Hoje elas pertencem a Valmar Souza Paes, pai do prefeito, Consuelo da Costa Paes, a mãe, e Letícia da Costa Paes, a irmã caçula.

Cada uma delas tem um capital social de US$ 4 millhões, ou seja, US$ 8 milhões, que, hoje, equivaleriam a cerca de R$ 20 milhões. Ambas foram constituídas pelo escritório Morgan y Morgan, um dos mais atuantes no Panamá, que, ao que tudo indica, tem farta clientela no Brasil. Informações trazidas ao Brasil 247 revelam que Jose Eugenio Silva Ritter é ou foi “dono” de mais de 1,5 mil empresas – a maioria delas no País.

A dúvida que fica no ar é: será que a Globo, que mantém boas relações com o prefeito do Rio de Janeiro, irá se aprofundar na investigação dos negócios do Morgan y Morgan e do laranja panamenho? A resposta será dada na noite de hoje por William Bonner.

Fonte: Jornal do Brasil/ Transcrito do Desacato, que avisa:

“Desacato não se identifica, necessariamente, com os conteúdos publicados, com exceção dos assinados pela Redação”.

Digo o mesmo. Que tem togado que considera transcrever notícias um crime. Idem curtir. Idem compartilhar. Quando o jornalismo se faz com o debate de idéias. Com a crítica do que foi publicado pela própria imprensa. Com as opiniões de diferentes poderes e classes.

Basta de jornalismo fútil, flor de laranja. Viciado em press releases. Brasil é, talvez, o único país que tem coluna social. Um país de esfomeados, que comer é notícia. Prefiro falar dos comedores de moedas.

El sector docente toma el relevo de la indignación en Brasil

HUELGA INDEFINIDA DEL PROFESORADO BRASILEÑO

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El modelo de competencia entre centros y la baja retribución del profesorado son las causas de unos paros que han sido reprimidos duramente por la policía

por Rosa Jiménez
Diagonal

En junio, las principales ciudades de Brasil se vieron, por primera vez en muchos años, tomadas por manifestaciones multitudinarias. Las protestas se iniciaron como reacción al aumento de las tarifas en el transporte público en distintas ciudades y siguieron tras la brutal actuación de la policía contra manifestantes en Sao Paulo. Uno de los temas más urgentes de descontento es la educación: según el censo de 2010, aproximadamente la mitad de la población brasileña con más de 25 años no ha asistido o no ha concluido el nivel elemental de enseñanza, y aunque el acceso a la escuela elemental hoy en día esté casi universalizado, existen aún cerca de un 5% de las niñas y niños que no tienen acceso a la alfabetización. Aun en los casos en los que el acceso a la escolarización existe, el alumnado de la red pública se encuentra con dificultades tales como la falta de profesionales o material.

En este contexto se inserta la huelga indefinida de profesoras y profesores de la enseñanza pública, que se ha iniciado en agosto y hasta el momento ha estado marcada por la hostilidad del Gobierno hacia las personas que han secundado la huelga.

Las demandas presentadas por el Sindicato Estatal de los Profesio­nales de la Educación (SEPE) incluyen no sólo el aumento salarial, sino también la reducción del número de alumnos por clase, la mejoría de las infraestructuras en las escuelas, la dedicación de un tercio de las horas de trabajo a la preparación de las clases, la unificación de las condiciones para la progresión de carrera para todas las profesionales de la categoría y el fin de la política meritocrática impuesta por el Gobierno a las escuelas.

El modelo, inspirado en un fracasado modelo estadounidense de los años 90, determina el establecimiento de metas para las escuelas, metas de las que depende su financiación, lo cual obliga en la práctica a los profesores y escuelas a competir entre ellos y precarizar las condiciones
laborales para destacarse en el mercado. Desde la aplicación de esta política, la Secretaría de Educación promueve agresivamente la unificación de los materiales de clase, pese a las constantes críticas de la docencia, que apunta, además de a la baja calidad de los materiales, al hecho de que la estandarización perjudica la autonomía de las docentes y dificulta la adaptación de los contenidos y su abordaje al contexto específico en el que cada escuela se inserta. Entre las denuncias está asimismo que los materiales son producidos por ONG como la Fundación Roberto Marinho, vinculada al conservador imperio mediático Globo.

200 personas detenidas

La huelga, que se inició el 8 de agosto, es periódicamente discutida en la asamblea de las trabajadoras, que es también la vía de toma de decisiones sobre la continuidad de la lucha, las manifestaciones y el posicionamiento respecto a las reacciones del Gobierno, que ha utilizado métodos ilegales, represión jurídica, económica y policial contra los huelguistas. El profesorado no ha sido autorizado a entrar en la Cámara Municipal durante la votación de su plan de carrera; se ha intentado ilegalizar la huelga y cortar la remuneración de las profesoras, u obligarlas a dimitir. Finalmente, la represión policial a las manifestaciones ha sido brutal, con utilización de nuevos armamentos “menos letales”, tales como la sustitución de las balas de goma por balas de acrílico, el aumento de la concentración utilizada en las bombas de gases lacrimógenos, detenciones masivas y denuncias de la práctica de vigilancia online de activistas.

Tras meses de conflicto, el sindicato SEPE reaccionó convocando a la población a sumarse a la lucha del sector docente en una protesta multitudinaria que marcó el día del profesor, 15 de octubre. Las casi 200 detenciones arbitrarias perpetradas por la policía durante la manifestación del día 15 han llevado al presidente de la comisión nacional de derechos humanos de la orden de los abogados de Brasil, Wadih Damous, a calificar la situación en Río de Janeiro como “insoportable”. Las personas detenidas han sido denunciadas por formación de grupo
criminal –aunque en la práctica la policía no haya podido comprobar ninguna conexión entre ellos–. Además, Wadih recientemente denunció la actuación policial que intencionalmente dificulta la acción del equipo de abogados, desplazando a las personas detenidas a comisarías distantes entre ellas, lo que busca, a su juicio, restringir los derechos de las personas detenidas a la asistencia jurídica.

Entre las personas detenidas, está un profesor e investigador de la Fundación Oswaldo Cruz (Fiocruz), un centro de investigación en el área de la salud, que se ha comprometido a hacer lo posible para liberar a todas las presas de la pasada manifestación. “Muchos de nosotros hemos estado detenidos y hemos sido torturados en la dictadura”, afirmó este investigador de la institución, dirigiéndose a sus colegas en una concentración de apoyo a las presas, “hoy son otros los que están detenidos, pero ellos como nosotros son presos políticos”. La comparación de este docente refleja una percepción cada vez más presente entre la población de Río de Janeiro: la de que hay más continuidades que rupturas entre el régimen militar de los años 60-80 y la democracia actual.

Estado de excepción

Esa percepción se justifica no sólo por la brutal actuación policial contra las activistas, sino también por el constante estado de excepción que vive la población más pobre. Es emblemático el caso del albañil Amarildo Souza, que desapareció en la favela de Rocinha el 14 de julio. Tras meses de investigación y la apertura de un expediente a los policías locales por dificultar el proceso de investigación, la policía federal ha concluido que Amarildo fue torturado hasta la muerte y que no sobrevivió porque era epiléptico. Las investigaciones desvelaron más casos de tortura realizados por la Unidad de Policía Pacificadora (UPP), así como la presencia de restos humanos aún no identificados. En consecuencia, diez policías se encuentran presos; sin embargo, los asesinatos y violaciones de derechos humanos permanecen en las áreas militarizadas por las UPP: la semana del 14 de octubre, otro hombre fue asesinado por policías en la comunidad de Manguinhos, en la periferia de Río. Era joven, negro y pobre, como lo son la mayoría de las víctimas de homicidios en Brasil.

El proyecto liberal de Rio: más show y menos escuelas

Pese a la actual coyuntura de crecimiento económico, las distintas instancias de Gobierno en Brasil no han invertido en mejorías significativas en la educación. En Río de Janeiro, la gestión del gobernador Sergio Cabral y del alcalde Eduardo Paes ha contribuido a la precarización del sistema de enseñanza. Prueba de que la educación es la última prioridad para el gobierno de la ciudad olímpica es que en 2013, más de 50 escuelas han sido cerradas, mientras las obras de equipamientos deportivos y turísticos se multiplican por la ciudad. Según las voces que llaman a la huelga, el sistema promovido por la gestión Cabral-Paes subordina la red pública de enseñanza a la lógica neoliberal.