Eduardo Paes considera crime divulgar as empresas da familia no exterior

Interessante essa de empresa secreta, inimiga da publicidade comercial, quando a propaganda é a alma de qualquer negócio.

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Deu em O Globo/ Tribuna da Imprensa

O site Brasil 247 publicou nesta quinta-feira a informação de que familiares do prefeito Eduardo Paes (PMDB) são donos de duas empresas com sede no Panamá. A Vitznau International Corporation e a Conval Corporation  de Valmar Souza Paes (pai do prefeito), Consuelo da Costa Paes (mãe) e Letícia da Costa Paes (irmã). As duas empresas, que teriam capital de cerca de R$ 20 milhões, foram registradas em junho de 2008 na República do Panamá.

Procurado nesta quinta à tarde, Eduardo Paes afirmou que as empresas constam da declaração de Imposto de Renda dos seus pais. Ele disse ainda que não há qualquer ilegalidade no caso.

— Meu pai é um advogado bem-sucedido que trabalha com direito internacional há muito tempo. A legislação brasileira não proíbe a participação em empresas no exterior, desde que sejam registradas no Banco Central e declaradas à Receita Federal. E foi isso que o meu pai fez.

Pela manhã, ao saber que a deputada estadual Clarissa Garotinho (PR) havia reproduzido a informação sobre as empresas numa rede social, Paes se defendeu:

— Em primeiro lugar, a deputada Clarissa Garotinho não é necessariamente a pessoa que mais merece esse tipo de respaldo, não é? O que se tem é que meu pai é um advogado. Está tudo na declaração de Imposto de Renda dele, e isso não compete a ninguém. Eles vazam (os adversários políticos) provavelmente pela Receita Federal, o que é um crime divulgar esse tipo de coisa. Não tem nenhum tipo de ilegalidade nisso (ter empresas no Panamá) — disse Paes, que completou: — Ele (pai do prefeito) é um advogado muito bem-sucedido, ao contrário da família Garotinho que enriqueceu na política, isso antes de ele ser prefeito. Os lugares que essa família Garotinho conheceu, depois que ele entrou na política, são os lugares que eu conheci desde pequeno, antes de entrar na política.

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Comenta Carlos Newton: A política nacional está cada vez mais interessante. As mafiosas “famiglias” enriquecem com a maior facilidade. Quando são apanhadas em flagrante, colocam a culpa nas outras. Essa do Eduardo Paes foi ótima, tentando colocar a família Garotinho no fogo. Mas a desculpa do prefeito é pífia. Pessoas de bem não abrem contas em paraísos fiscais. Simples assim.

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A conta da família de Eduardo Paes no Panamá

Na noite de terça-feira, o Jornal Nacional, editado e apresentado pelo jornalista William Bonner, divulgou, em tom de escândalo, que o hotel brasiliense St. Peter, o mesmo que ofereceu um emprego ao ex-ministro José Dirceu, já foi controlado por uma empresa offshore no Panamá, cujo dono, Jose Eugenio Silva Ritter, seria um laranja. Embora não tenha conseguido estabelecer uma conexão direta entre Dirceu e a empresa no Panamá, uma vez que o contrato do St. Peter envolvia o empresário Paulo Abreu e o suposto laranja, o JN deixou no ar a insinuação de que o St. Peter talvez pertencesse ao próprio ex-ministro. Ou seja: Dirceu estaria sendo contratado por ele próprio, o que seria um argumento a mais para que a Vara de Execuções Penais do Distrito Federal negasse a ele o direito ao regime de prisão semiaberto – ao qual, diga-se de passagem, foi condenado.

Um dia depois, no entanto, o Brasil 247 revelou com exclusividade que Jose Eugenio Silva Ritter atuou em outras transações importantes no Brasil. Uma delas, a compra de três operações da TVA vendidas pelo grupo Abril, que edita a revista Veja – a mesma cujo colunista mais notório, Reinaldo Azevedo, vinha usando o caso panamenho para pressionar juízes a negar a oferta de emprego a Dirceu.

Parte do contrato de criação das empresas da família de Eduardo Paes no Panamá
Parte do contrato de criação das empresas da família de Eduardo Paes no Panamá

Um caso muito mais explosivo, no entanto, acaba de chegar à redação do Brasil 247. O mesmo personagem, Jose Eugenio Silva Ritter, já foi dono de duas empresas offshore que hoje pertencem à família do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes. As empresas se chamam Conval Corporation e Vittenau Corporation. A primeira foi constituída em 12 de junho de 2008 e a segunda uma semana depois, em 19 de junho daquele ano – o mesmo em que Eduardo Paes se elegeu pela primeira vez para governar a cidade. Hoje elas pertencem a Valmar Souza Paes, pai do prefeito, Consuelo da Costa Paes, a mãe, e Letícia da Costa Paes, a irmã caçula.

Cada uma delas tem um capital social de US$ 4 millhões, ou seja, US$ 8 milhões, que, hoje, equivaleriam a cerca de R$ 20 milhões. Ambas foram constituídas pelo escritório Morgan y Morgan, um dos mais atuantes no Panamá, que, ao que tudo indica, tem farta clientela no Brasil. Informações trazidas ao Brasil 247 revelam que Jose Eugenio Silva Ritter é ou foi “dono” de mais de 1,5 mil empresas – a maioria delas no País.

A dúvida que fica no ar é: será que a Globo, que mantém boas relações com o prefeito do Rio de Janeiro, irá se aprofundar na investigação dos negócios do Morgan y Morgan e do laranja panamenho? A resposta será dada na noite de hoje por William Bonner.

Fonte: Jornal do Brasil/ Transcrito do Desacato, que avisa:

“Desacato não se identifica, necessariamente, com os conteúdos publicados, com exceção dos assinados pela Redação”.

Digo o mesmo. Que tem togado que considera transcrever notícias um crime. Idem curtir. Idem compartilhar. Quando o jornalismo se faz com o debate de idéias. Com a crítica do que foi publicado pela própria imprensa. Com as opiniões de diferentes poderes e classes.

Basta de jornalismo fútil, flor de laranja. Viciado em press releases. Brasil é, talvez, o único país que tem coluna social. Um país de esfomeados, que comer é notícia. Prefiro falar dos comedores de moedas.

Polícia de Sérgio Cabral mata treze em favela

Moradores fazem protesto na Favela Nova Holanda, na tarde desta terça, após ação da PM que deixou treze mortos. A Globo, repetindo a polícia, contou nove cadáveres. 

Tiroteio na Nova Holanda esta madrugada
Tiroteio na Nova Holanda esta madrugada
Um dos treze cadáveres abandonados nas travessas da favela
Um dos treze cadáveres abandonados nas travessas da favela

 

PROTESTOS TAMBÉM NA ROCINHA

Informa Garotinho: Moradores da Rocinha decidiram aderir à onda de protestos. Vão se concentrar às 17h, em frente à quadra da Acadêmicos da Rocinha e depois pretendem seguir em passeata pela Avenida Niemeyer até a esquina da rua de Sérgio Cabral.

Aliás, políticos do PMDB estão fazendo pressão em cima da Associação de Moradores para tentar suspender a manifestação.

Em, Niterói também está prevista manifestação, às 17h.

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Acrescenta Garotinho: “Já tinham me contado, e cheguei a relatar aqui no blog, que na primeira manifestação com 2 mil pessoas, aquela na Central do Brasil, violentamente reprimida pela PM, Cabral – por telefone – gritou para o comandante da PM, coronel Erir: “Coronel, tire esses vagabundos do meio da rua, custe o que custar’. E deu no que deu.

Posso imaginar os chiliques arrogantes de Cabral, berrando com assessores, dando socos na mesa, como é seu estilo, ainda mais agora que foi colocado para correr do Leblon. Mais tarde vou tentar descobrir onde Cabral passou a noite, já que manifestantes continuam acampados na esquina do seu prédio.

Aliás, além dos chiliques de Cabral, por coincidência (será?), ontem, o líder do acampamento do Leblon que protesta contra o governador foi ameaçado de morte.

Uma coisa é certa, Cabral está doido para ‘soltar os cachorros’ em cima das manifestações.

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O povo não larga a esquina da casa de Sérgio Cabral. Vem a polícia e dispersa.

Sai a polícia e o povo volta.

É o povo botar o pezinho, que Cabral manda a polícia, com seu pezão, pisotear, machucar, esmagar quem estiver na rua.

Manifestações acontecem noutras ruas.

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Denuncia Garotinho: “Mais uma manhã de sufoco para os trabalhadores do Rio de Janeiro. Metrô e dois ramais da Supervia pararam com problemas. Depois não adianta Cabral dar chiliques por causa das manifestações. Ninguém aguenta mais!”

 

Nota do Observatório de Favelas

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Desde a noite de ontem a favela Nova Holanda, na Maré, está ocupada por agentes do BOPE, da Tropa de Choque e da Força Nacional. A ação se deu supostamente em resposta a um arrastão ocorrido em Bonsucesso momentos antes. Durante a incursão, por volta de 19h, bombas de gás lacrimogêneo foram arremessadas contra os moradores, sendo que uma delas atingiu o pátio externo da sede do Observatório, assustando as pessoas que estavam na instituição. O fato foi seguido de intenso tiroteio, que se estendeu pela madrugada, quando a energia da comunidade foi cortada.
Na manhã de hoje, a favela seguia ocupada, ainda sem luz, com o comércio fechado e a presença ostensiva de policiais. Segundo relatos de moradores, a operação, que até agora resultou em treze mortes, também teve como saldo uma série de violações de direitos, como invasões de domicílio seguidas de depredações, saques e intimidação de moradores por parte de policiais.

Até às 10h da manhã de hoje, apenas uma serralheria local já trabalhava na troca da quinta porta arrombada por policiais. Além das invasões e depredações, moradores denunciaram o confisco ilegal de dinheiro e documentos.

Agora à tarde, a entrada da Nova Holanda foi ocupada por policiais aparentemente equipados para confronto com manifestantes. Segundo o comando da operação, a presença destes agentes é para que a Av. Brasil não seja fechada.

Neste momento, há cerca de 400 policiais do BOPE no interior da favela realizando uma ação que até agora os moradores não conseguiram entender o sentido da operação.

O Observatório de Favelas convoca uma mobilização, com concentração em sua sede — na Rua Teixeira Ribeiro, 535, na Nova Holanda –, às 15h, para pressionar as autoridades a interromperem a operação imediatamente.

Fotos do protesto

Polícia favela nove mortos

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Este protesto de hoje é o segundo. O protesto de ontem motivou a chacina.

NOTA CONTRA A VIOLÊNCIA POLICIAL: APÓS PROTESTOS POLÍCIA REALIZA CHACINA NA MARÉ

As favelas da Maré foram ocupadas por diferentes unidades da Polícia Militar do Estado do Rio (PMERJ), incluindo o Batalhão de Operações Especiais (Bope), com seu equipamento de guerra – caveirão, helicóptero e fuzis – ontem, dia 24 de junho. Tal ocupação militar aconteceu após manifestação realizada em Bonsucesso pela redução do valor da passagem de ônibus, como as inúmeras que vêm sendo realizadas por todo o país desde o dia 6 de junho. As ações da polícia levaram à morte de um morador na noite de segunda-feira. Um sargento do Bope também morreu na operação e a violência policial se intensificou, com mais nove pessoas assassinadas, numa clara demonstração de revide por parte do Estado.

Diversas manifestações estão ocorrendo em todo o país e intensamente na cidade do Rio de Janeiro. Nas última semanas a truculência policial se tornou regra e vivemos momentos de bairros sitiados e uma multidão massacrada na cidade. No ato do último dia 20, com cerca de 1 milhão de pessoas nas ruas, o poder público mobilizou a Polícia Militar do Rio de Janeiro (PMERJ), contando com o Choque, Ações com Cães (BAC), Cavalaria, além da Força Nacional. A ação foi de intensa violência contra a população, causando um clima de terror em diversos bairros da cidade.

Não admitimos que expressões legítimas da indignação popular sejam transformadas em argumento para incursões violentas e ocupações militares, seja sobre a massa que se manifesta pelas ruas da cidade, seja nos territórios de favelas e periferias!

Tal ocupação das favelas da Maré evidencia o lado mais perverso deste novo argumento utilizado pelos órgãos governamentais para darem continuidade às suas práticas históricas de gestão das favelas, de suas populações e da resistência popular. Sob a justificativa de repressão a um arrastão, a polícia mais uma vez usou força desmedida contra os moradores da Maré, uma prática rotineira para quem vive na favela. É importante observar que, quando o argumento de combate a um arrastão foi usado contra manifestantes na Barra da Tijuca, não houve a utilização de homens do Bope, nem assassinatos, mostrando claramente que há um tratamento diferenciado na favela e no “asfalto”.

Repudiamos a criminalização de todas as manifestações. Repudiamos a criminalização dos moradores de favelas e de seu território. Repudiamos a segregação histórica das populações de favela – negras/os e pobres – na cidade do Rio de Janeiro.

Não admitimos que execuções sumárias sejam noticiadas como resultado de confrontos armados entre policiais e traficantes. Não se trata de excessos, nem de uso desmedido da força enquanto exceção: as práticas policiais nesses territórios violam os direitos mais fundamentais e a violação do direito à vida também está incluída nessa forma de oprimir. Foi reconhecendo a gravidade destas práticas nos diferentes estados da federação que o Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH) produziu, em dezembro de 2012, a resolução nº8, recomendando o fim da utilização de designações genéricas como “auto de resistência” e “resistência seguida de morte” e defendendo o registro de “morte decorrente de intervenção policial” ou, quando for o caso, “lesão corporal decorrente de intervenção policial”.

O governo federal também contribui com o que ocorre nas favelas cariocas, não apenas pela omissão na criação de políticas públicas, mas também por manter as tropas da Força Nacional de Segurança dentro da cidade, reproduzindo o mesmo modelo aplicado pelo governo estadual.

As/Os moradoras/es de favelas e toda a população têm o direito de se manifestar publicamente – mas pra isso precisam estar vivas/os. E o direito à vida continua sendo violado sistematicamente nos territórios de favelas e periferias do Rio de Janeiro e de outras cidades do país.

Exigimos a imediata desocupação das favelas da Maré pelas forças policiais que estão matando suas/seus moradoras/es com a justificativa das manifestações. Exigimos que seja garantido o direito à livre manifestação, à organização política e à ocupação dos espaços públicos. Exigimos a desmilitarização das polícias.

A nota está aberta para adesões de movimentos sociais e organizações através do e-mail contato@enpop.net.

Assinam a nota:

Arteiras Alimentação do Borel
Bloco Planta na Mente
Casa da Mulher Trabalhadora (CAMTRA)
Central de Movimentos Populares (CMP)
Centro de Promoção da Saúde (CEDAPS)
Cidadania e Imagem-UERJ
Círculo Palmarino
Coletivo Antimanicomial Antiproibicionista Cultura Verde
Coletivo de Estudos sobre Violência e sociabilidade – CEVIS-UERJ
Coletivo das Lutas
Coletivo Tem Morador
Comitê Popular Rio Copa e Olimpíadas
Conselho Regional de Psicologia (CRP/RJ)
Conselho Regional de Serviço Social (CRESS/RJ)
DCE-UFRJ
Deputado Federal Chico Alencar (PSOL/RJ)
DPQ
FASE
Fórum de Juventudes RJ
Fórum Social de Manguinhos
Frente de Resistência Popular da Zona Oeste
Grupo Conexão G
Grupo Eco Santa Marta
Grupo ÉFETA Complexo Alemão
Instituto Brasileiro De Análises Sociais E Econômicas (IBASE)
Instituto Búzios
Instituto de Formação Humana e Educação Popular (IFHEP)
Instituto de Defensores dos Direitos Humanos (DDH)
Instituto de Estudos da Religião (ISER)
Justiça Global
Levante Popular da Juventude
Luta Pela Paz
Mandato do Deputado Estadual Marcelo Freixo (PSOL/RJ)
Mandato do Deputado Federal Chico Alencar (PSOL/RJ)
Mandato do Vereador Renato Cinco (PSOL/RJ)
Mandato do Vereador Henrique Vieira (PSOL/Niterói)
Mariana Criola
Movimento pela Legalização da Maconha
Movimento DCE Vivo (UFF)
Nós Não Vamos Pagar Nada
Núcleo Piratininga de Comunicação
Núcleo de Direitos Humanos da PUC
Núcleo Socialista de Campo Grande
Ocupa Alemão
Ocupa Borel
PACS
Partido Comunista Brasileiro (PCB)
Pré-Vestibular Comunitário de Nova Brasília Complexo Alemão
Raízes em Movimento do Complexo do Alemão
Rede FALE RJ
Rede de Instituições do Borel
Redes e Movimentos da Maré
União da Juventude Comunista (UJC)
Universidade Nômade
Revista Vírus Planetário
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A escola de Marcos Valério

 Festança em Paris e o X-9 de Sérgio Cabral
Informa o Blog de Garotinho: O deputado Geraldo Pudim (PR – RJ) fez da tribuna da ALERJ graves denúncias, que confirmam a espionagem que o grupo de Sérgio Cabral montou com policiais civis e federais, envolvendo agências de publicidade que trabalham para o governo do Estado. É um caso gravíssimo. Até para não proporcionar aos integrantes dessa quadrilha pistas das providências que estamos adotando.
Trechos do discurso:
O esquema funciona dentro das empresas FSB e PROLE, contratadas pelo governo do Estado para tratar de propaganda e assessoria de imprensa, mas que acobertam uma estrutura criminosa de espionagem política e de fabricação de dossiês.As verbas destinadas a essas empresas são milionárias. Elas já receberam do governo Cabral quase 170 milhões de reais. Esse dinheiro público está sendo usado escancaradamente para pagar ‘arapongas’, detetives particulares, policiais e comprar informações.Vários jornalistas também já foram contratados para se debruçar sobre os dossiês fabricados pelo grupo e transformá-los em matérias jornalísticas deturpadas, inventadas, com o viés fácil do escândalo mentiroso e infamante.

Além disso, também o dinheiro que sai dos cofres do Estado para as empresa FSB e PROLE também está sendo usado para irrigar um esquema de corrupção de jornalistas, principalmente vinculados às organizações Globo. A ordem de Cabral para seus asseclas que se prestam a esse papel é destruir a candidatura de garotinho ao governo do Estado. Segundo a pessoa que me fez a denúncia, a orientação é “sangrar o inimigo até a morte”.

Recebi também denúncias oriundas da própria Secretaria de Segurança, por intermédio de agentes policiais revoltados, de que continuam as atividades de espionagem naquela Secretaria, que vem se utilizando de elementos do aparato repressor estatal, cooptados a troco de promoções e benesses, para realizar investigações oficiosas e escutas telefônicas, inclusive contra este parlamentar que vos fala, além de fotos e filmagens.Ao menos três nomes de policiais que prestam serviços ao Palácio Guanabara já vieram à tona: o ex-policial civil MIGUEL LAINO, expulso por corrupção no início desse ano; o inspetor da Polícia Civil FERNANDO CESAR JORGE BARBOSA, indiciado na CPI do narcotráfico, e o escrivão da Policia Federal TARIMAR GOMES CUNHA, os dois últimos com cargos no Gabinete Civil. Todos possuem um padrão de vida nababesco, apesar de seus salários.Para piorar, fomos informados de que esse esquema obtém dados sigilosos de servidores da Receita Federal, que vem fornecendo material obtido através da quebra ilegal de sigilo fiscal e que atinge pessoas ligadas a nós e ao nosso partido, principalmente ao deputado Garotinho. Os fatos são graves, mas não é a primeira vez que o sistema repressor é usado de forma partidária, talvez não seja a última. Todas essas medidas vergonhosas tem origem no Palácio Guanabara.

Quando penso que parte daquelas pessoas que participam da grande mídia se vendem para um governo corrupto e, depois, tem a coragem de falar em liberdade de imprensa, tenho náuseas. São as mesmas pessoas, os mesmos repórteres que vem recebendo dinheiro do desgoverno Cabral para blindar muitas das suas ações ilícitas. Não é difícil identificá-los.

Se faltando um ano para o início do processo eleitoral, a ditadura da gangue do guardanapos que se instalou neste estado, se utiliza da estrutura administrativa, usando agentes do aparato repressor e jornalistas, pagos através das verbas milionárias que irrigam as empresas FSB e PROLE nesta vil tarefa, podemos aguardar gravíssimas ocorrências nos próximos meses.

No entanto, se a lei não mostra a sua face no Rio de Janeiro, não tenham dúvidas de que ela existe nas instâncias superiores da Justiça. Não nos amedrontam ameaças, partam de onde partirem, pois começaremos a agir e com todos os meios à nossa disposição para fazer frente ao banditismo oficial.

“Sérgio Cabral é o governo do Eike Batista, que manda no Marcanã. É um governo daqueles que têm dinheiro”

CANDIDATO A GOVERNADOR, GAROTINHO CONCEDE ENTREVISTA AO JORNAL DO BRASIL

"A próxima eleição será de mudança"
“A próxima eleição será de mudança”

 

 

JB – Qual seria sua bandeira de campanha? O que o senhor acha que precisa mudar no Rio em prol da população?

Garotinho – O Rio de Janeiro precisa de um governo para todo mundo. Não podemos ter um governo exclusivamente para a Zona Sul. Precisamos de um governo que olhe pela Zona Sul, mas que olhe também para Zona Oeste, pela Baixada, pela Região Serrana, um governo que olhe para todo o Estado e de um governo para todos. Não podemos também ter um governo só para empresários. Esse Governo é o Governo da Fetranspor, que manda nos ônibus, é o governo do Eike Batista, que manda no Marcanã. É um governo daqueles que têm dinheiro e um governo, na verdade, tem que ser para todos. Não queremos desprezar os empresários, mas o bom governo é aquele que governa para todos.

JB – E como senhor avalia as atuais políticas voltadas para a população carioca, como educação, saúde, transportes, etc?

Garotinho – A população sabe que a saúde está um desastre. As pessoas morrem nos hospitais de uma forma dramática. Na educação, a posição do Rio de Janeiro é vergonhosa no ranking nacional e no saneamento o avanço foi mínimo.

JB – Mas o que seria o carro chefe da sua campanha?

Garotinho – Eu diria o seguinte: Por que o Rio de Janeiro hoje tem Olimpíada? Por que tem Copa do Mundo? Por que vai receber a Jornada Mundial da Juventude? Por que o Rio está tendo todos esses eventos? Porque alguém tirou o Rio de Janeiro da falência. Quando eu assumi o Governo do Estado, o Rio era o único Estado do país que não tinha sua dívida renegociada com a União. Eu renegociei, paguei em royalties do petróleo e saneei as finanças públicas do Estado. Então, a minha principal bandeira é: “Aquele que salvou o Rio da falência, agora vai fazer muito mais”.

JB – O senhor acha que essa arrumação financeira foi mantida, evoluiu, qual avaliação que o senhor faz?

Garotinho – As coisas mudam muito de um tempo para outro. A política de arrecadação do Estado hoje é perversa. Por exemplo, existe uma coisa chamada Simples Nacional que enquadra as empresas dentro de um regime tributário específico. O Rio de Janeiro é um dos poucos estados do país que baixou um decreto do governador obrigando as empresas que são optantes do Simples Nacional a recolher imposto pelo sistema de substituição tributária. Com isso elas são tributadas duas vezes e estão incluídas nessa diretriz as pequenas empresas. Isso representa muito pouco para os cofres do Estado, mas representa muito e pesa bastante para milhares de empresas, micro e médias empresas. Isso precisa mudar. Por exemplo, a política de incentivos fiscais tem que ser criteriosa. Demos incentivos fiscais e somos favoráveis a isso. Em meu governo dei incentivo fiscal para a Peugeot – Citroen, para a Companhia Siderúrgica do Atlântico, para o Pólo Gás-químico de Duque de Caxias. O Sérgio Cabral deu incentivo fiscal para Termas do Aeroporto, para Werner Coiffeur, que é o cabeleireiro da esposa dele. Isso não é política de incentivos fiscais. Isso é uma falta de respeito com o dinheiro público.

JB – Aproveitando o momento, a população do Rio tem ficado chocada com a quantidade e a perversidade dos estupros ocorridos ultimamente. Como o senhor vê essa questão? O senhor acha que a violência de alguma forma está voltando?

Garotinho – Não é que a violência esteja voltando. A violência nunca acabou. O que houve foi uma política de UPPs que resolve apenas um tipo de problema, mas não resolve o principal. Como se explica que há sete anos não é construído nenhum presídio e nenhuma casa de custódia no Estado se as prisões de bandidos estão ocorrendo? Para onde eles estão indo? Na verdade não há prisão de bandidos. Há mudança geográfica de bandido. O Governo, por exemplo, ocupa uma comunidade na Tijuca e o bandido sai dali e vai para a Zona Oeste. Há um deslocamento da mancha criminal. Ocupa o Dono Marta e o cara sai dali e vai para o Complexo da Maré. Na verdade não há uma política de combate à violência, mas uma política de marketing, de UPP, de retomada de território. Não há uma política de segurança pública e, inclusive, falta transparência. Quando o Instituto de Segurança Pública (Insp) foi criado por mim, nós fizemos questão que fosse dirigido por pessoas da sociedade, da Academia. Sua última presidente foi a Socióloga Ana Paula Miranda. Eles tiraram os dados do Insp e colocaram nas mãos de policiais e hoje esses dados são divulgados pela própria Polícia. Ora, a Polícia não vai divulgar dados contra ela. (Transcrevi trechos)