Prefeitos e governadores aumentam as tarifas da passagem de ônibus

Movimento tarifa zero, quinta-feira última, em São Paulo
Movimento tarifa zero, quinta-feira última, em São Paulo

Não tem outra: quem aumenta o preço das passagens dos transportes municipais são os prefeitos, com a aprovação dos vereadores; dos transportes intermunicipais, os governadores.

Isso escondem os movimentos tarifa zero, não vai ter copa e outros. Os protestos são legítimos, desde que falem a verdade.

Dos prefeitos, devemos cobrar, principalmente, mais e melhores postos de saúde, escolas de primeiro grau, pavimentação de ruas, passeios públicos, praças, centros de lazer, iluminação, tudo no padrão Fifa. Que o dinheiro existe para a gastança com a Câmara de Vereadores, viagens internacionais, festas e mais festas, camarotes e outros luxos.

Prefeito prometer segurança pública é sacanagem. Os guardas municipais devem existir para a proteção dos prédios municipais, e  ser desarmados. Quem cuida da segurança nas ruas são os soldados dos governadores, e a polícia civil. Para um exemplo, a Polícia Militar de São Paulo possui um efetivo de cem mil homens, para bater e atirar no povo.

 

 

HOMEM É ATROPELADO APÓS AÇÃO DA GUARDA MUNICIPAL CONTRA DESPEJADOS DA FAVELA DA OI NO RIO

CINCO PESSOAS JÁ MORRERAM

estudante atropelado

Vídeo com imagens de VIK BIRBECK e GUILHERME CHALITA

Rio — Depois de quatro dias de vigília, na tarde de ontem, desabrigados da Favela da TELERJ foram informados de que não houve acordo com a Prefeitura, o que gerou revolta. Guardas municipais, então, bloquearam a passarela de acesso ao Metrô, estação Cidade Nova, obrigando os pedestres a atravessar a Avenida Presidente Vargas pela rua. Um homem foi atropelado e morreu momentos depois.

Após o atropelamento, veículos do monopólio anunciaram que o homem identificado como Luiz Fernando, 19 anos, estava praticado crimes nas imediações. Os desabrigados dizem que o homem era trabalhador e que Guardas Municipais teriam liberado o motorista que o atropelou. Hoje pela manhã, nossa redação pediu explicações à secretaria de segurança e à Guarda Municipal, sobre as acusações contra Luiz Fernando, porém não fomos respondidos em nenhuma das tentativas. Nas delegacias locais, nenhum registro de roubo ou furto foi registrado na tarde de ontem (15). In jornal A Nova Democracia

ATROPELADO É IDENTIFICADO

por Vik Birkbeck

Na Contra Mão:

Fernando morreu porquê a Prefeitura mandou a Guarda Municipal impedir as pessoas a utilizar a passarela pública para atravessar a via perigosa do Presidente Vargas. O carro que atropelou o estudante de Manguinhos, que participou da ocupação do antiga Telerj, parou para prestar socorro ao rapaz, mas o GM o mandou embora sem ao menos anotar a placa do carro. O rapaz chegou a ser levado para o Hospital Souza Aguia mas não resistiu aos ferimentos.

A Rede Esgoto, que não esteve presente, se apressou a dizer que o rapaz era assaltante, mantendo sua tradição de afirmar que pretos e pobres são sempre culpados da própria morte.

Como Fernando, milhares de pessoas ficarem desabrigados com a violenta invasão do antigo Telerj, edifício da união abandonado ha quase vinte anos. Muitas pessoas, sonhando com a possibilidade de uma casa própria, investirem todas suas economias na compra de madeira para fazer barraco. Hoje muitas dessas pessoas estão ao relento. A Prefeitura, ao invés de buscar uma solução, vai enxotando as pessoas de um lado para outro. Com a morte do Fernando sobe para cinco o numero de mortos.

O FB ESTA AMEAÇANDO TIRAR ESSA FOTO DO AR – “POR DENUNCIA”. VIOLENCIA PODE. O QUE NAO PODE É MOSTRAR O QUE ACONTECEU. In Facebook. Veja vídeo

A guarda pretoriana do prefeito Eduardo Paes quando não bate, humilha

A guarda municipal do prefeito Eduardo Paes anda caçando os retirados da favela Oi Telerj  que estão jogados no chão das ruas do Rio de Janeiro. A ordem é mandar todos para bem longe… em algum lugar onde o cão perdeu as botas.

Thiago Lagra fotografou e escreve:

caes

 

 

caes 3

 

caes 4

 

caes 6

Até a parte de manter a ordem eu compreendo o trabalho da guarda municipal. Mas eu gostaria de saber o porquê de tratar o cidadão dessa maneira. Ele precisava ter jogado a água fora e em cima das roupas deles?
Estão seguindo ordens? Mas vocês não tem ordem para odiar. O tratamento que você dá para as pessoas é reflexo do seu caráter e não das ordens que recebe.

70% dos garis continuam em greve no Rio de Janeiro

O protesto dos garis que anunciaram que continuariam em greve nesta quinta-feira (6) terminou por volta das 15h35, em frente à Câmara Municipal do Rio, no Centro. Os manifestantes prometem um novo ato para esta sexta-feira (7), com concentração a partir das 10h, em frente à Prefeitura do Rio.

Na Câmara Municipal, líderes do movimento pronunciaram discursos e cantaram uma paródio do samba da Unidos da Tijuca, campeã do carnaval do Rio neste ano: “Acelera Comlurb que eu quero ver, esse lixo vai render”.

Fura-greves e trabalhadores avulsos, com escolta armada de guardas municipais e empresas de segurança, assumiram a coleta de lixo em alguns pontos da Cidade, conforme decisão do prefeito Eduardo Paes.

“Nós somos trabalhadores e decentes. Mobilizaram uma escolta armada pra que? Somos bandidos? Que venha bala de borracha e bomba de efeito moral. Quero meu direito de cidadão. A nossa proposta era de 1200 de salário básico, 40 por cento de insalubridade nesse valor, auxilio creche, salários diferenciados , tiquete refeição de 20 reais e a da prefeitura era de 800. Nós queremos um salário digno. Isso aqui é independente de sindicato, o sindicato nao nos representa mais. O nosso trabalho ninguém quer fazer. O prefeito nao quer pagar por isso. “, disse William Rocha de Oliveira, da comissão de greve da Comlurb.

Galeria de fotos da sujeira

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Mais uma molecagem de Eduardo Paes e Sérgio Cabral

por Garotinho

Como sempre as Organizações Globo (O Globo e Extra e RJ TV) cumprem seu papel de porta-voz oficial do PMDB – RJ. Afirmam que o PR estaria por trás da greve dos garis. Francamente, isso é um absurdo. Da mesma maneira que inventaram que o partido patrocinava os Black Blocs para salvar Cabral, agora querem nos por a culpa pela incompetência da prefeitura em resolver seus problemas.

Quero deixar claro que embora respeite o direito de greve dos garis, como de todos os trabalhadores, não tenho nenhuma participação no movimento. Aliás, soube da greve pelo jornal, que por sinal afirmava que eram apenas 300 garis de um total de 15 mil, enganando a população, que agora vê que 70% estavam parados.

O lixo que se acumula pelas ruas do Rio é um problema que deve ser resolvido pelo prefeito dialogando com as partes envolvidas. Querer usar uma foto de alguém que está à frente do movimento tirada comigo pelo fato de ter sido candidato a vereador nas últimas eleições é uma falta de compromisso com a verdade.

Cabral e Paes têm essa mania querem sempre arrumar um culpado para a incompetência deles. Quer dizer que agora o prefeito não se entende com os garis, o culpado é Garotinho? As UPPs vão mal, o culpado é Garotinho? Quem gastou em R$ 1,2 bilhão em publicidade e marketing nos últimos sete anos podia pelo menos arrumar uma desculpa melhor.

Polícia de Santa Catarina armada com pistola taser. Pronta para eletrificar movimentos estudantis e passeatas dos sem terra, dos sem teto, e piquetes grevistas

A Corregedoria da Polícia Militar de Santa Catarina instaurou um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar as circunstâncias em que ocorreram a morte do assistente de controladoria Carlos Barbossa Meldola, de 33 anos, ocorrida após PMs usarem contra ele um disparo de pistola taser, que emite eletrochoques.

Foi assassinado na madrugada de domingo (25), em Santa Catarina, após ser imobilizado por policiais militares com o uso de choques elétricos de uma pistola taser. Isto é,

torturado e morto.

Segundo informações do 21º Batalhão da PM de Santa Catarina, a ocorrência ocorreu por volta das 4h40 de domingo, quando a mulher da vítima ligou para a polícia afirmando que o casal estava discutindo e o marido estava destruindo o apartamento, localizado no bairro dos Ingleses, na ilha de Florianópolis.

A PM informou que ao chegar ao apartamento do casal, encontrou o rapaz descontrolado e que aparentava ter feito de uso drogas. Os policiais fizeram uso da taser para imobilizar o homem e só perceberam que ele estava sem sinais vitais após acionarem apoio. Dão as cargas elétricas e nem percebem que a vítima não se mexe. Apagou.

Segundo o tenente-coronel Silvio Gomes Ribeiro, comandante do 21º Batalhão da PM de Santa Catarina: “O PM que fez o disparo é um cabo experiente e habiilitado na taser. Não houve falha da  PM. O disparo do choque é de uma voltagem fraca, o fabricante diz que não tem como matar uma pessoa. Só o resultado da perícia vai dizer se o choque contribuiu ou não para a morte”. Cabo experiente, essa é ótima. Doutor em choques. Garantia do fabricante: mata não. Mata sim. Taí um homem morto.

Se o fabricante deu essa garantia, que não acredito, precisa ser processado. Mentiu para o governador de Santa Catarina, e para o comandante de sua Polícia.

Os jornais de Santa Catarina publicaram hoje o mesmo release da policia, e sem nenhuma declaração da mulher do morto, como testemunha do crime.

No Brasil essa arma não é recomendada. Muitas dessas armas podem ser disfarçadas nos mais variados tipos de objetos, desde canetas até celulares.

Taser International fabrica e vende diversos modelos de armas de eletrochoque, popularizando seu uso principalmente pelas polícias de diversos países.

Taser do governador do Paraná
Taser do governador do Paraná

In Wikipédia:
Mortes relacionadas ao uso de armas de eletrochoque

Um caso recente é de um turista brasileiro de 21 anos, ocorrido em Sydney na Austrália no dia 19 de março de 2012, noticiado pelo jornal local The Sidney Morning Herald.

Outro caso é o de Robert Dziekanski, ocorrido em 14 de outubro de 2007 e que resultou no Inquérito Braidwood. O incidente inflamou o debate a cerca do uso de armas de eletrochoque, especificamente as de fabricação pela Taser Internacional. O resultado parcial do Inquérito, recomenda restrições extensas ao uso de armas de energia em geral, incluindo as armas de eletrochoque.

O mapa das mortes relacionadas com uso de taser no Canadá indica que o alto grau de treinamento das forças policiais no uso da arma não evita a ocorrência de fatalidades. Grupos de direitos civis argumentam que elas aumentam a violência policial, uma vez que não deixam marcas e a morte pode ocorrer horas após o incidente, sendo dada como por outras causas. Após estudos realizados por laboratórios imparciais, como o caso dos estudos realizados em Montreal, Canadá,

a fabricante Taser International deixou de reivindicar que os dispositivos sejam “não-letais”,

e atualmente diz que eles “são mais eficazes e mais seguros do que o uso de outras opções de força.”

O comitê contra tortura das Nações Unidas aponta para o fato de que o uso de armas de energia dirigida como as de eletrochoque pode constituir

um objeto de tortura

devido à dor aguda que eles causam, e alerta contra a possibilidade de morte. O uso dos cintos de descarga elétrica foi condenado pela Anistia Internacional como a tortura, não só para a dor física causada pela arma mas também pelas maiores possibilidades de abuso, uma vez que causa intensa dor sem deixar marcas. Seria a tortura sem contato, facilmente negada.

Tortura legal

Informa o Diário Catarinense:

Em todo o Estado, já foram realizadas cerca de 200 ações envolvendo esses equipamentos. Esta é a primeira vez que uma morte é relacionada ao uso da arma, que é tida pelos policiais como “não letal”.

Três tipos de órgãos podem adquirir Tasers. Primeiro, os de segurança pública e Guardas Municipais, que compram diretamente no fabricante estrangeiro. Depois, empresas de segurança privada, com autorização da Polícia Federal e do Exército para importar esse tipo de arma, que não é fabricada no Brasil. Por último, outros órgãos públicos podem ser autorizados a comprar, de acordo com a necessidade.