Qual a palavra certa: aumento ou equiparação de salário?

  Pavel Constantin
Pavel Constantin

“Não se trata de demonizar o Severino, vai ver ele é mesmo um retrato da representação parlamentar brasileira”, escreve Tereza Cruvinel.

“Mas nem por isso devemos todos nos submeter os valores políticos que ele está pregando, alguns em absoluta contradição com o politicamente correto que a sociedade brasileira, ou pelo menos uma parte dela, vem buscando. Ou achando correto. Vem o Severino e diz que a população não tem nada contra o aumento dos salários dos deputados”.

Tereza, Severino prefere a palavra equiparação. E a Imprensa nem pergunta por quê. In Aurélio, equiparar quer dizer igualar, conceder à pessoa ou entidade determinadas regalias já usufruídas por outra pessoa ou entidade.

Os colunistas jamais comentam sobre a paridade pretendida por Severino. O que surpreende é a fala pessimista de Tereza: “Tudo termina em festa, no poder. Severino veio do baixo clero, da multidão parlamentar, como diz o Ze, mas em breve será um fidalgo da corte. Está descobrindo outros mundos. Assim é o poder, a política. Daqui a pouco ele se cansa da gestão assembleísta que está fazendo. O poder seduz, atrai, suga, alicia, transfigura”.

Espero que Severino continue o mesmo. Seria bom para o povo e para a nação que a farra acabasse. Que a paridade valesse para todos. Não fosse uma exclusividade do judiciário e do legislativo, ou de algumas categorias do executivo. Mas de todos os brasileiros.

Precisamos diminuir a discriminadora distância entre o piso e o andar de cima nos quatro poderes. E que a mesma política trabalhista fosse válida para as empresas públicas e privadas. Um salário mínimo de 300 pratas não garante as prometidas três refeições/dia da campanha de Lula.

 

 Nayer
Nayer

Texto escrito em 27/02/2005 no nosso Aqui e Agora. O salário mínimo passou de R$ 724 para R$ 788 no primeiro dia deste ano de 2015 da graça do Senhor.

Pobre de quem vive no Brasil do salário mínimo e do salário base, quando se trabalha em empresas escravocratas como a Contax. 

Equiparação no Brasil desigual é utopia. No Rio de Janeiro temos os muros separando as favelas dos negros dos edifícios dos brancos.

Como justificar os salários diferentes dos porteiros das portas dos palácios do executivo, do legislativo, do judiciário, de uma fábrica, de um condomínio residencial?

Várias profissões não possuem um salário piso único.

O salário mínimo existe porque é realmente mínimo. E tem banqueiro que reclama. Principalmente quando estava cotado para ser o todo poderoso chefe da equipe de Aécio Neves presidente.

 aecio_arminio_sm (2)

BRA_CB trabalho salário justo

Hoje Dia Mundial para Justiça Social defende fim do tráfico humano

Por Leda Letra Fonte
Rádio ONU

 

trafico-de-pessoas-2

O Dia Mundial para Justiça Social é celebrado esta sexta-feira, 20 de fevereiro, com o secretário-geral da ONU pedindo garantia de uma “vida digna e com direitos iguais para todos”.

Ban Ki-moon diz que a data é celebrada num momento decisivo para a comunidade e o planeta, com pessoas no mundo todo exigindo que suas vozes sejam respeitadas. Ban destaca que no centro desse movimento está a necessidade de justiça social.

Minorias

Quem explica mais sobre o conceito é a diretora-presidente do Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social. De São Paulo, Paula Fabiani falou com a Rádio ONU:

“Justiça social a gente está sempre tratando de pessoas que estão numa situação de vulnerabilidade, desigualdade ou representando uma minoria que pode estar sofrendo algum tipo de injustiça. Causas como a questão racial ou de minorias como o homossexualismo. E também quando falamos das pessoas em situação de vulnerabilidade devido à pobreza, falta de saneamento, falta de acesso aos serviços básicos que uma população tem direito.”

Exploração Humana

Paula Fabiani acredita que o debate neste sentido está sendo ampliado no Brasil, mas que ainda faltam mais ações e investimentos sociais, como doações a instituições de caridade.

Neste ano, o Dia Mundial para Justiça Social tem como tema o combate ao tráfico humano e ao trabalho forçado. Segundo o secretário-geral da ONU, 21 milhões de adultos e crianças sofrem com essas formas modernas de escravidão, que incluem também a prostituição forçada e trabalho forçado para o pagamento de dívidas.

Ban Ki-moon ressalta não ser possível alcançar o desenvolvimento para todos se forem deixadas para trás as pessoas que sofrem exploração social ou econômica.

Na construção da nova agenda global de desenvolvimento sustentável, Ban pede que sejam erradicadas todas as formas de exploração humana, “para que todas as pessoas possam viver e trabalhar com liberdade, dignidade e igualdade”.

 

 

Isenção e prudência, virtudes do Juiz: Papa Francisco ao Conselho Superior da Magistratura Italiana

justiça_bandidos togados

 

 

Recebendo, nesta terça-feira 17, no Vaticano, 280 membros do Conselho Superior da Magistratura Italiana, Papa Francisco reconheceu que a tarefa a eles confiada ao serviço da nação é fundamental para o bom funcionamento de um setor vital da convivência social. Exprimiu, pois, a sua “estima e encorajamento” pelas pessoas “envolvidas neste setor com consciência limpa e com profundo senso de responsabilidade jurídica e cívica.”

Evocando o “aspeto ético” da tarefa do magistrado, “trabalho importante e delicado”, o Santo Padre recordou a objetividade e prudência indispensáveis “para manter uma imparcialidade incontestável; para discernir com objetividade e prudência, baseando-se unicamente na justa norma jurídica e, sobretudo, para responder à voz de uma consciência infalível, alicerçada sobre valores fundamentais”.

“A independência do magistrado e a objetividade do julgamento necessitam de uma atenta e pontual aplicação das leis vigentes. A certeza do direito e o equilíbrio dos diversos poderes de uma sociedade democrática encontram a sua síntese no princípio da legalidade através da qual o juiz opera.”

A qualidade da prudência

Papa Francisco prosseguiu, enaltecendo as principais qualidades que um magistrado deve ter e a importância de seu papel na sociedade:
“Entre todas as qualidades, a que é dominante, específica do magistrado, é a prudência: uma virtude que leva a ponderar com serenidade as razões de direito e de facto que devem estar na base do juízo.”

Terá mais prudência se tiver um elevado equilíbrio interior, capaz de dominar as pressões provenientes do próprio caráter, das próprias visões pessoais, das próprias convicções ideológicas.” A concluir, Papa Francisco observou ainda que os juízes se devem esforçar por ser um exemplo de integridade moral:

“A sociedade italiana espera muito da magistratura, especialmente no contexto actual, caracterizado, entre outros, por um empobrecimento dos valores e pela evolução das estruturas democráticas. Empenhai-vos em não desiludir as legítimas expectativas das pessoas. Esforçai-vos por ser cada vez mais um exemplo de integridade moral para toda sociedade”.

 

«A sociedade italiana – frisou o Pontífice – espera muito da magistratura, sobretudo no actual contexto caracterizado, entre outras coisas, por um esgotamento do património de valores e pela evolução da organização democrática.

Seja vosso compromisso não desiludir as legítimas expectativas das pessoas. Esforçai-vos por ser cada vez mais exemplo de moralidade íntegra para toda a sociedade».

E neste contexto o Papa indicou dois modelos de referência: «Vitorio Bachelet, que guiou o Conselho Superior da Magistratura em tempos de grandes dificuldades e foi vítima da violência dos chamados “anos de chumbo”» e «Rosário Livatino, assassinado pela máfia, do qual está a decorrer a causa de beatificação». «Eles ofereceram – disse – um testemunho exemplar do estilo próprio do fiel leigo cristão: leal às instituições, aberto ao diálogo, firme e corajoso na

«A sociedade italiana – frisou o Pontífice – espera muito da magistratura, sobretudo no actual contexto caracterizado, entre outras coisas, por um esgotamento do património de valores e pela evolução da organização democrática. Seja vosso compromisso não desiludir as legítimas expectativas das pessoas. Esforçai-vos por ser cada vez mais exemplo de moralidade íntegra para toda a sociedade». E neste contexto o Papa indicou dois modelos de referência: «Vitorio Bachelet, que guiou o Conselho Superior da Magistratura em tempos de grandes dificuldades e foi vítima da violência dos chamados “anos de chumbo” e «Rosário Livatino, assassinado pela máfia, do qual está a decorrer a causa de beatificação». «Eles ofereceram – disse – um testemunho exemplar do estilo próprio do fiel leigo cristão: leal às instituições, aberto ao diálogo, firme e corajoso na defesa da justiça e da dignidade da pessoa humana»

 

Deus pôs na Cruz de Jesus o peso de todas «as injustiças – disse o Papa Francisco – perpetradas por cada Caim contra o seu irmão, de toda a amargura da traição de Judas e de Pedro, de toda a vaidade dos prepotentes e de toda a arrogância dos falsos amigos»

02 - ICONE BIZANTINO

Esperança, ressurreição e amor de Deus. São estas três palavras que resumem o dia no qual a Igreja faz memória da Paixão de Jesus. É o Papa Francisco quem as confia ao mundo inteiro, no encerramento da Via-Sacra presidida no Coliseu, no início da noite de Sexta-Feira Santa, 18 de Abril.

Deus pôs na Cruz de Jesus o peso de todas «as injustiças – disse o Pontífice – perpetradas por cada Caim contra o seu irmão, de toda a amargura da traição de Judas e de Pedro, de toda a vaidade dos prepotentes e de toda a arrogância dos falsos amigos».

Precisamente por isso, «era uma Cruz pesada, como a noite das pessoas abandonadas, pesada como a morte das pessoas queridas, pesada porque sintetiza toda a fealdade do mal». Todavia, é também «uma Cruz gloriosa, como a aurora de uma longa noite – acrescentou o Santo Padre – porque em tudo representa o amor de Deus, que é maior do que as nossas iniquidades e traições».

Portanto a Cruz – explicou o bispo de Roma – sinal da «monstruosidade do homem quando se deixa guiar pelo mal», torna-se o símbolo da «imensidão da misericórdia de Deus», porque Ele «não nos trata segundo os nossos pecados, mas em conformidade com a sua misericórdia». E assim, diante daquela Cruz, sentimos que somos «filhos e não coisas nem objectos», ressaltou o Papa, recitando uma oração de são Gregório de Nazianzo.

O Papa Francisco evocou nesta Sexta-Feira Santa os sofrimentos provocados pela doença e pelo abandono, ao concluir a Via-Sacra no Coliseu de Roma, e condenou as injustiças cometidas por “cada Caim contra o seu irmão”.
“Todos juntos, recordemos os doentes, lembremos todas as pessoas abandonadas sob o peso da cruz, a fim de que encontrem na provação da cruz a força da esperança, da esperança da ressurreição e do amor de Deus”, disse o Santo Padre.

Após as 14 estações, que evocam o julgamento e execução de Jesus, o Papa Francisco disse que Deus colocou na Cruz de Cristo o peso dos pecados da humanidade, “a amargura” da traição, a “vaidade” dos prepotentes, a “arrogância dos falsos amigos”.

“Era uma cruz pesada, como a noite das pessoas abandonadas, como a morte dos entes queridos” – referiu num texto lido antes da bênção final – mas era também “uma cruz gloriosa”, porque simboliza o amor de Deus.
“Na cruz vemos a monstruosidade do homem, quando se deixa guiar pelo mal, mas também vemos a imensidão da misericórdia de Deus, que não nos trata segundo os nossos pecados” – afirmou o Papa Francisco.

“O mal – declarou – não terá a última palavra”, mas sim “o amor, a misericórdia, o perdão”.

Uma forte crítica às chagas da sociedade atual foi o mote das reflexões da Via-Sacra propostas por D. Giancarlo Bregantini, Arcebispo de Campobasso em Itália. Este refere que no madeiro da Cruz levado por Jesus até ao calvário estão “o peso de todas as injustiças que produziram a crise económica, com as suas graves consequências sociais: precariedade, desemprego, demissões, dinheiro que governa em vez de servir, especulação financeira, suicídios de empresários, corrupção e usura, juntamente com empresas que deixam os países”.

Nas reflexões feitas pelo arcebispo italiano para as 14 estações da Paixão, o sofrimento das mulheres também ocupou o seu lugar. Neste contexto, D. Bregantini pediu que se chore “pelas mulheres escravizadas pelo medo e a exploração”, mas recordou que “não basta bater no peito e sentir comiseração”. As mulheres devem “ser tranquilizadas como Ele fez, devem ser amadas como um dom inviolável para toda a humanidade”, acentuou o prelado.

O texto da Via-Sacra teve como tema “Rosto de Cristo, Rosto do Homem” e numa das estações o arcebispo Bregantini criticou também as condenações e “acusações fáceis, os juízos superficiais entre o povo, as insinuações e os preconceitos que fecham o coração e se tornam cultura racista, de exclusão e de descarte”. D. Bregantini, no texto da Via Sacra, questionou ainda se os homens e as mulheres de hoje sabem “ter uma consciência reta e responsável, transparente, que nunca volte as costas ao inocente, mas se posicione, com coragem, em defesa dos fracos, resistindo à injustiça e defendendo em todo o lado a verdade violada?”

De referir que a Cruz foi transportada nesta noite de sexta-feira, no Coliseu de Roma por um operário, um empresário, dois sem-abrigo, crianças, idosos, doentes e presos.

Segundo D. Giancarlo Bregantini, Cristo é o rosto que ilumina o Homem – como referiu à Rádio Vaticano em entrevista à Tiziana Campisi:

“…Cristo é o rosto que ilumina o Homem é o homem e o rosto que encarna. Este é o título: ‘Rosto de Cristo, Rosto do Homem’. Por isso é muito belo poder dizer: ‘Eu sofro com o meu Senhor. O sofrimento é o seu beijo, a aliança que eu crio com Ele leva-me a tornar-me seu aliado. E outra mensagem é aquela muito sublinhada pela ‘Evangelii Gaudium’: ‘o sofrimento do outro é redentor do meu sofrimento’. Eu não encontro sentido olhando para mim e acariciando as minhas feridas, mas eu encontro esperança olhando os sofrimentos do outro’.

A guarda pretoriana do prefeito Eduardo Paes quando não bate, humilha

A guarda municipal do prefeito Eduardo Paes anda caçando os retirados da favela Oi Telerj  que estão jogados no chão das ruas do Rio de Janeiro. A ordem é mandar todos para bem longe… em algum lugar onde o cão perdeu as botas.

Thiago Lagra fotografou e escreve:

caes

 

 

caes 3

 

caes 4

 

caes 6

Até a parte de manter a ordem eu compreendo o trabalho da guarda municipal. Mas eu gostaria de saber o porquê de tratar o cidadão dessa maneira. Ele precisava ter jogado a água fora e em cima das roupas deles?
Estão seguindo ordens? Mas vocês não tem ordem para odiar. O tratamento que você dá para as pessoas é reflexo do seu caráter e não das ordens que recebe.

Rolezinho proibido. A justiça PPV contra a lei

Presidência da República
Casa Civil
Subchefia para Assuntos Jurídicos

LEI Nº 7.716, DE 5 DE JANEIRO DE 1989.


Vide Lei nº 12.735, de 2012 
CONTRA O RACISMO

Define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor.

 

Art. 1º Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.[Idem moradores das favelas e cortiços] (Redação dada pela Lei nº 9.459, de 15/05/97)

Art. 5º Recusar ou impedir acesso a estabelecimento comercial, negando-se a servir, atender ou receber cliente ou comprador.
Pena: reclusão de um a três anos.

Art. 8º Impedir o acesso ou recusar atendimento em restaurantes, bares, confeitarias, ou locais semelhantes abertos ao público.
Pena: reclusão de um a três anos. [Todo shopping tem praça de alimentação]

Art. 10. Impedir o acesso ou recusar atendimento em salões de cabeleireiros, barbearias, termas ou casas de massagem ou estabelecimento com as mesmas finalidades.
Pena: reclusão de um a três anos.[Serviços oferecidos pelos shoppings]

Brasília, 5 de janeiro de 1989; 168º da Independência e 101º da República.

JOSÉ SARNEY
Paulo Brossard

 

Transcrevo do jornal El País, Espanha:

 

O Brasil coleciona histórias de discriminação em seus centros de consumo. No último mês de dezembro, um músico cubano negro ganhou uma indenização de 6.700 reais porque a Justiça considerou que ele foi vítima de preconceito ao ser abordado e levado para uma sala por seguranças no Shopping Cidade Jardim, o mais luxuoso da cidade, onde ele faria um show. Em 2000, um grupo de moradores de uma favela do Rio chegou de ônibus a um shopping da zona sul para mostrar à mídia que eram recebidos pelos lojistas e seguranças com preconceito e “cara de nojo”.

Mas no último final de semana, o fenômeno transpassou a fronteira da periferia. A decisão da Justiça de proibir os rolezinhos e ameaçar seus praticantes com multa de 10.000 reais, além da repressão policial vista em um novo encontro de cerca de 1.000 jovens no shopping Metrô Itaquera, mobilizou pelas redes sociais um setor da classe média do país todo refratário à violência policial. Os mesmos que foram reprimidos com balas de borracha e gás de pimenta nos protestos de junho. Agora, novos dez rolezinhos estão marcados para as próximas semanas em apoio aos jovens da periferia, entre eles um no JK Iguatemi, um dos mais caros de São Paulo que, com a liminar colada nas suas portas automáticas, barrou até seus próprios funcionários no último sábado.

Nota do redator do blogue:

Eduardo Campos, candidato a presidente, é contra o rolezinho.

Aécio Neves, outro presidenciável, é contra o rolezinho.

Dilma também.

E Joaquim Barbosa?

A imprensa é sempre contra o povo.

São Luís
São Luís

Araraquara
Araraquara

BRA_DGABC São Paulo