Supremo Tribunal da Islândia confirma condenações de banqueiros

Quatro executivos do banco Kaupthing condenados a penas de 4 a 5anos e meio de prisão, o veredicto mais pesado por fraude financeira na história da Islândia.

 

Um polícia de uma pequena aldeia piscatória foi o único a aceitar o cargo de procurador especial
Um polícia de uma pequena aldeia piscatória foi o único a aceitar o cargo de procurador especial

 

O Supremo Tribunal da Islândia manteve as condenações por manipulação de mercado a quatro ex-executivos do falido banco Kaupthing, numa decisão histórica que demonstra, segundo o procurador especial nomeado para o caso, que é possível punir os banqueiros fraudulentos.

Hreidar Mar Sigurdsson, ex-executivo-chefe do Kaupthing, Sigurdur Einarsson, ex-presidente, Magnus Gudmundsson, ex-CEO do Kaupthing Luxembourg e Olafur Olafsson, o segundo maior acionista do banco na época, foram condenados a penas de 4 a 5 anos e meio de prisão.

Trata-se do veredicto mais pesado por fraude financeira da história da Islândia.

A sentença considerou provado que o Kaupthing Bank financiou a maior parte da compra de 5% das suas próprias ações, no valor de mais de 170 milhões de euros, através de uma sociedade ligada a um xeque do Qatar, pouco antes do colapso da instituição.

O Supremo Tribunal manteve a sentença de um tribunal de primeira instância, proferida em dezembro de 2013, e nalguns casos aumentou mesmo as penas.

Nenhum dos condenados estava presente à leitura da sentença, dado que vivem no exterior.

O procurador especial Olafur Hauksson disse à agência Reuter que este processo “mostra que estes casos financeiros podem ser difíceis, mas podem também produzir resultados”, e que representa um sinal para outros países que nenhum indivíduo é poderoso demais para não ser processado.

Polícia de uma pequena aldeia piscatória
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A nomeação de um procurador especial para este processo não foi fácil. Na primeira tentativa, não apareceram candidatos. Até que Hauksson, 50 anos, um polícia de uma pequena aldeia piscatória, acabou por avançar.

A tarefa teve alguns tropeções. Dois ex- executivos do banco foram ilibados, e as sentenças condenando outros foram consideradas demasiado leves. Ainda assim, os tribunais condenaram os executivos-chefe dos três maiores bancos pela responsabilidade de uma crise que revelou a existência de um clube de ricos financeiros, num país de 320 mil habitantes.

Uma decisão fundamental, tomada pelo Parlamento, foi a de levantar o segredo bancário

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para ajudar os procuradores a investigar documentos bancários sem precisar de ordem judicial. “É perigoso o facto de existir alguém demasiado grande para ser investigado”, observou Hauksson, “Dá a sensação de que há sempre um refúgio seguro”.
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Até agora, sete processos envolvendo banqueiros chegaram ao Supremo, que manteve as condenações de seis. Há outros cinco que ainda aguardam o veredicto do Supremo Tribunal. E há 14 processos que ainda devem avançar.

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A Islândia põe os seus banqueiros na prisão

Indignar-se, patrimônio da humanidade. Agora, Brasil

por Esther Vivas/Público/Espanha

 

protesto greve poder povo

Inesperada, intempestiva, não anunciada, assim se apresenta a indignação. Vimos isso em Túnis, no Egito, na Islândia, no Estado espanhol, mais recentemente na Turquia e, agora, no Brasil. A estela indignada surpreendia a todos e hoje se repete na história com o pipocar social brasileiro.

O ciclo de protesto inaugurado com as revoltas no mundo árabe continua em aberto. E, apesar de que todos esses processos de mudança, de emergência do mal estar dos de baixo, partilham elementos em comum, não são cópia e nem decalque. Cada um deles responde às suas próprias particularidades, contextos, experiências… e, assim, escreverão sua história. No entanto, é inegável uma dinâmica de contaminação mútua, e mais ainda em um mundo globalizado, fortemente conectado e com o papel chave e propulsor das redes sociais e dos meios de comunicação.

A indignação expressa nesses dias no Brasil significa sua entrada no continente latino-americano referência das lutas sociais recentes contra o neoliberalismo e o imperialismo. Apesar de que os protestos de massa de estudantes no Chile, em 2011, já demonstravam a saturação da juventude para com uma classe política subordinada aos interesses dos mercados. O atual protesto brasileiro, porém, com todas as suas particularidades, reproduz e, ao mesmo tempo, reinventa discursos, uso de ferramentas 2.0, atores… do ciclo de protesto indignado global.

Os jovens das grandes cidades, esquecidos da política nas altas esferas são os que, uma vez mais, encabeçam a luta. Na maioria, não organizados, muitos deles expressam por primeira vez seu descontentamento tomando as ruas, ocupando o espaço público e fazendo sua voz ser escutada. O que começou como um protesto contra o aumento abusivo das tarifas do transporte público, em um dos países com as taxas mais altas em comparação com os salários populares, derivou em uma mobilização cidadã sem precedentes, a mais importante na história recente do país.

A corrupção, a desigualdade, os péssimos serviços públicos, os grandes eventos e as infraestruturas faraônicas que esvaziam os cofres públicos… são somente algumas das causas. Há também o desgosto com uma classe política que blinda as práticas corruptas, surda e indiferente às demandas sociais, com banqueiros e tecnocratas viciados na usura e no roubo, conservadores religiosos no poder, que ditam leis para “curar homossexuais”, em uma cruzada contra as liberdades sexuais e reprodutivas; e latifundiários assassinos de povos indígenas e ecologistas. Descontentamento latente que, finalmente, explode.

Ante tal mobilização social, as autoridades de dezenas de cidades, entre elas o Rio de Janeiro e São Paulo, tornaram sem efeito o aumento nas passagens de ônibus. A resposta oficial, porém, chegava tarde. Como antes em Sidi Bouzid (Túnis) ou Taksim (Turquia), a mecha já havia sido acesa. O que começou como uma expressão de raiva ante uma injustiça conectou-se a um mal estar muito mais profundo. E o medo começou a mudar de lado. Ficou demonstrado que a indignação é patrimônio da humanidade. Agora é a vez do Brasil. Quem será o seguinte?

Islândia reduz desemprego dos 12 para os 5% em dois anos

Reykjavík, maior cidade
Reykjavík, maior cidade
Akureyri
Akureyri
Kópavogur
Kópavogur
Mosfellsbær
Mosfellsbær

A Islândia preferiu desobedecer o FMI. Fez tudo que a troika não ordenou. Nada de cortes no orçamento. Em vez de ajudar os bancos falidos, mandou os banqueiros corruptos para a cadeia. O povo nas ruas e nas urnas criou uma nova Islândia, com um novo governo, uma nova constituição. O povo legisla e governa via referendos e plebiscitos.  Resultado: Escreve Catarina Correia Rocha, in iOnline, Portugal:

A Islândia conseguiu descer para menos de metade a sua taxa de desemprego em apenas dois anos. Em Maio de 2010, a taxa situava-se nos 12% mas, em Setembro de 2012, já tinha descido para os 5%. As informações são do Gabinete de Estatística islandês, citados pelo jornal ABC. Este facto já mereceu rasgados elogios da comunidade internacional, levando mesmo a agência de notação Standard&Poor’s a adjectivar a economia islandesa como “próspera e flexível”. As mulheres continuam, contudo, a ser as mais afectadas pelo desemprego. Em 2011, o Fundo Monetário Internacional (FMI) previu um crescimento do PIB de 2,5% para esse ano, acompanhado de um novo crescimento de 2,5% em 2012. Estes números que representam quase o triplo do crescimento económico de todos os Estados-membros da União Europeia.

Parlamento Nacional da Islândia
Parlamento Nacional da Islândia
Dettifoss, a maior queda d'água da Europa, localizada no nordeste islandês
Dettifoss, a maior queda d’água da Europa, localizada no nordeste islandês
Geysir, um géiser no vale Haukadalur. É o mais antigo géiser conhecido
Geysir, um géiser no vale Haukadalur. É o mais antigo géiser conhecido

Islandia y el rechazo de la austeridad

Los resultados de la política económica y social islandesa han sido espectaculares. Mientras la Unión Europea se encuentra en plena recesión, Islandia se benefició de una tasa de crecimiento de un 2,1% en 2011 y prevé una tasa de 2,7% para 2012, y una tasa de desempleo de un 6%. El país hasta se dio el lujo de proceder al rembolso anticipado de sus deudas al FMI.

El presidente islandés Olafur Grímsson explicó este milagro económico: “La diferencia es que en Islandia dejamos que los bancos quebraran. Eran instituciones privadas. No inyectamos dinero para salvarlas. El Estado no tiene por qué asumir esta responsabilidad”.

Contra todo pronóstico, el FMI saludó la política del gobierno islandés –el cual aplicó medidas en las antípodas de las que preconiza–, que ha permitido preservar “el precioso modelo nórdico de protección social”. En efecto, Islandia dispone de un índice de desarrollo humano bastante elevado. “El FMI declara que el plan de rescate al modo islandés ofrece lecciones para los tiempos de crisis”. La institución agrega que “el hecho de que Islandia haya logrado preservar el bienestar social de las unidades familiares y conseguir una consolidación fiscal de gran envergadura es uno de los mayores logros del programa y del gobierno islandés”. No obstante, el FMI omitió precisar que estos resultados fueron posibles sólo porque Islandia rechazó su terapia de choque neoliberal y elaboró una programa de estímulo económico alternativo y eficiente.

El caso de Islandia demuestra que existe una alternativa creíble a las políticas de austeridad que se aplican a través de Europa. Éstas, además de ser económicamente ineficientes, son políticamente costosas y socialmente insostenibles. Al elegir ubicar el interés general por encima del de los mercados, Islandia muestra el camino al resto del continente para escapar del callejón sin salida. Por Salim Lamrani. Leer más

“El dinero de los rescates no llega a la gente griega” (com vídeo)

Los recortes para cumplir con los requerimientos de la Unión Europa aboca a la población griega a situaciones de auténtica miseria

Los recortes y la austeridad del país heleno para intentar cumplir con los requerimientos y deudas pendientes que mantiene con la Unión Europea están abocando a la población griega a situaciones de auténtica miseria.

Desde las 6 de la mañana, jubilados y enfermos graves mendigan sus medicamentos en una de las 5 farmacias sociales de la capital que atienden los casos más críticos. El Estado no paga y las farmacias han cortado el grifo de las farmacias gratis, cuenta una empleada que afirma: “La situación es insostenible ahora para nosotros y ya no podemos dar los medicamentos gratis”. “Hay gente que se está por morir, va a los hospitales para recoger los medicamentos y los hospitales no los tienen”, lamenta un hombre en un establecimiento farmaceutico.

La tasa de suicidios en Grecia ha aumentado un 40% desde el inicio de la crisis

En los comedores benéficos son frecuentes los racionamientos y esperas a la hora de conseguir un plato de comida y sus trabajadores se indignan: “El dinero de los rescates no llega a la gernte griega”, asegura una de ellos.

Tan crítica es la situación que el trasiego a las puertas de los bancos es continuo y la gente no puede sacar dinero de los cajeros. En el Hotel Lido no se aceptan tarjetas de crédito ni se dan mapas del  Acrópolis. Los huéspedes, como el país, sobreviven.

Desde el inicio de la crisis, Grecia, que presentaba la tasa más baja de suicidios del continente, con 2,8 casos por cada 100.000 habitantes, ha visto aumentar la cifra en un 40% en Grecia.

O bem escondido exemplo da Islândia que saiu da crise com o famoso “fora FMI”

 

 

Aurora boreal
Aurora boreal

A imprensa ocidental evita falar da Islândia, um país que recusou a ajuda do FMI, e decidiu não ajudar os bancos, e colocar na cadeia os responsáveis pela crise: os banqueiros e autoridades.

  • Em 2001 o sistema bancário islandês foi totalmente desregulado, isto quer dizer que o governo deixou de intervir directamente nos bancos. Com esta medida permitiu-se que os bancos e empresas se expandissem por todo a zona económica europeia. Sobretudo no Reino Unido, Holanda e Alemanha.
  • Tudo ia bem na economia islandesa, até que em 2008 rebenta a crise nos EUA com a falência do Lehman Brothers e corta-se o crédito entre bancos por falta de confiança entre eles. Nessa altura descobre-se que os três maiores bancos islandeses se tinham endividado dez vezes mais do que aquilo que o país produzia (PIB).
  • O que fez o governo da altura foi nacionalizar esses bancos, garantindo os depósitos islandeses na Islândia, mas não pagando as contas icesave dos investidores do Reino Unido e Holanda. Os dois países acabaram por pagar esses depósitos aos investidores pedindo posteriormente á Islândia o dinheiro que eram cerca de 4 mil milhões de euros.
  • Na altura o governo islandês pediu ajuda ao FMI, mas manifestações populares contra a entrada do órgão internacional acabaram por impedir a intervenção. O governo fez também um referendo sobre se a Islândia devia pagar o que devia á Holanda e Inglaterra, onde ganhou o “Não” nas urnas. Há um processo em tribunais que ainda está em desenvolvimento.
  • Houve também uma responsabilização judicial dos culpados da crise, levando políticos e banqueiros a tribunal. Exemplo do ex-primeiro ministro que foi julgado nos últimos dias.

Sin noticias de Islandia

por Manuel E. Yepe

Hace cuatro años que en Islandia, esa glacial isla adscrita a Europa que descansa en medio de Atlántico Norte con apenas unos 300.000 habitantes, ocurren cosas interesantes y novedosas que no se reflejan en los medios corporativos de occidente, confirmando la manipulación inexorable de que es objeto la humanidad por el control que sobre los medios de prensa en el mundo ejercen la superpotencia y las oligarquías a ella adscritas.

En Islandia no ha tenido lugar una revolución social, pero sí ha ocurrido algo casi tan grave para la alta jerarquía de las finanzas: una revolución contra la tiranía de los bancos capitalistas en un mundo globalizado con raíces que conducen inexorablemente a Wall Street.

Aunque gracias a sus centrales geotérmicas Islandia disfruta de gran independencia energética, el país dispone de muy escasos recursos naturales adicionales y su economía, dependiente en un 40% de las exportaciones pesqueras, es por ello muy vulnerable. Al igual que los demás países europeos, se fue endeudando con la banca en la especulación para vivir por encima de sus posibilidades reales en el sistema financiero neoliberal impulsado por Estados Unidos al que ahora la economía real ajusta cuentas.

Fontes termais
Fontes termais

 

El gobierno dispuso una investigación para ventilar las responsabilidades de la crisis y comenzaron las detenciones de banqueros y altos ejecutivos. La INTERPOL dictó una orden de captura y todos los banqueros implicados abandonaron el país.

En este contexto se elige una asamblea para redactar una nueva Constitución que recoja las lecciones aprendidas de la crisis y que sustituya a la actual. Para ello, se recurre directamente al pueblo soberano representado por 25 ciudadanos sin filiación política elegidos entre 522 candidatos propuestos.

La asamblea constitucional trabaja desde febrero de 2011 en un proyecto de Carta Magna a partir de las recomendaciones consensuadas en distintas asambleas que se celebran por todo el país. Deberá luego ser aprobado por el actual Parlamento y por el que se constituya tras las próximas elecciones legislativas.

La recuperación económica experimentada por la isla tras liberarse de la carga parasitaria de la deuda con los bancos es vista por las cúpulas capitalistas europeas como un peligroso ejemplo para países que tildan de “morosos”, como Grecia e Irlanda. Sobre todo porque los éxitos recientes que viene logrando Islandia han llevado a muchos economistas a considerar que ha sido el colapso de los bancos lo que más ha ayudado a tales avances.

No sólo la economía islandesa no se derrumbó con la solución de la crisis a partir del impago de la deuda sino que cerrará el 2011 con un crecimiento del 2,1% que será del 1,5% en 2012, cifra que triplica la de los países de la zona euro.

Gran parte de ese crecimiento se basa en incrementos productivos, principalmente en el turismo y la industria pesquera. Ello contrasta con el cuadro que exhiben otras economías europeas, estancados o en declive.

Islandia demostró que con la recuperación de su soberanía han venido aparejadas la justicia y la dignidad.

Políticos y banqueros corruptos han sido sometidos a juicios.

Dettifoss, a maior queda d'água da Europa, localizada no nordeste islandês
Dettifoss, a maior queda d’água da Europa, localizada no nordeste islandês

LA REVOLUCION DE ISLANDIA: EJEMPLAR

¡ ¡ ISLANDIA ! !

Queridos hermanos de todo el planeta, aquí tenemos UN EJEMPLAR e inteligente pueblo humano que ha sabido echar del poder a los parásitos que manipulaban sus vidas para, la propia ciudadanía, tomar el control de su país y su existencia para comenzar a vivir en libertad de manera que algún día sus hijos tengan lo que ha sido negado a la humanidad desde sus albores: LA LIBERTAD.

Por supuesto, estos HECHOS son ocultados COMPLETAMENTE por los esbirros, desinformadores e intoxicadores medios de comunicación para que no lo sepamos. Por favor, difundamos esta información al máximo para que toda la humanidad comprenda que vamos a comenzar una nueva existencia en nuestro amado planeta sin parásitos controladores y esclavistas del ser humano.

Difunde, copia, COMPARTE PULSANDO ABAJO EN EL BOTÓN DE FACEBOOK, traduce y extiende esta información por todo el planeta, LA HUMANIDAD HA COMENZADO SU LIBERACIÓN POR PRIMERA VEZ EN LA HISTORIA. EL IMPERIO DEL MAL HA TERMINADO EN NUESTRA MADRE TIERRA.

DESPERTARES

LA REVOLUCION DE ISLANDIAObsérvese al luchador anónimo de la capucha a la derecha V…

Recientemente nos han sorprendido los acontecimientos de Túnez que han desembocado en la huida del tirano Ben Alí, tan demócrata para occidente hasta anteayer y alumno ejemplar del FMI. Sin embargo, otra “revolución” que tiene lugar desde hace dos años ha sido convenientemente silenciada por los medios de comunicación al servicio de las plutocracias europeas. Ha ocurrido en la mismísima Europa (en el sentido geopolítico), en un país con la democracia probablemente más antigua del mundo, cuyos orígenes se remontan al año 930, y que ocupó el primer lugar en el informe de la ONU del Índice de Desarrollo Humano de 2007/2008. ¿Adivináis de qué país se trata? Estoy seguro de que la mayoría no tiene ni idea, como no la tenía yo hasta que me he enterado por casualidad (a pesar de haber estado allí en el 2009 y el 2010). Se trata de Islandia, donde se hizo dimitir a un gobierno al completo, se nacionalizaron los principales bancos, se decidió no pagar la deuda que estos han creado con Gran Bretaña y Holanda a causa de su execrable política financiera y se acaba de crear una asamblea popular para reescribir su constitución. Y todo ello de forma pacífica: a golpe de cacerola, gritos y certero lanzamiento de huevos. Esta ha sido una revolución contra el poder político-financiero neoliberal que nos ha conducido hasta la crisis actual. He aquí por qué no se han dado a conocer apenas estos hechos durante dos años o se ha informado frivolamente y de refilón: ¿Qué pasaría si el resto de ciudadanos europeos tomaran ejemplo? Y de paso confirmamos, una vez más por si todavía no estaba claro, al servicio de quién están los medios de comunicación y cómo nos restringen el derecho a la información en la plutocracia globalizada de Planeta S.A.

Esta es, brevemente, la historia de los hechos:

  • A finales de 2008, los efectos de la crisis en la economía islandesa son devastadores. En octubre se nacionaliza Landsbanki, principal banco del país. El gobierno británico congela todos los activos de su subsidiaria IceSave, con 300.000 clientes británicos y 910 millones de euros invertidos por administraciones locales y entidades públicas del Reino Unido. A Landsbanki le seguirán los otros dos bancos principales, el Kaupthing el Glitnir. Sus principales clientes están en ese país y en Holanda, clientes a los que sus estados tienen que reembolsar sus ahorros con 3.700 millones de euros de dinero público. Por entonces, el conjunto de las deudas bancarias de Islandia equivale a varias veces su PIB. Por otro lado, la moneda se desploma y la bolsa suspende su actividad tras un hundimiento del 76%. El país está en bancarrota.
  • El gobierno solicita oficialmente ayuda al Fondo Monetario Internacional (FMI), que aprueba un préstamo de 2.100 millones de dólares, completado por otros 2.500 millones de algunos países nórdicos.
  • Las protestas ciudadanas frente al parlamento en Reykjavik van en aumento. El 23 de enero de 2009 se convocan elecciones anticipadas y tres días después, las caceroladas ya son multitudinarias y provocan la dimisión del Primer Ministro, el conservador Geir H. Haarden, y de todo su gobierno en bloque. Es el primer gobierno (y único que yo sepa) que cae víctima de la crisis mundial.
  • El 25 de abril se celebran elecciones generales de las que sale un gobierno de coalición formado por la Alianza Social-demócrata y el Movimiento de Izquierda Verde, encabezado por la nueva Primera Ministra Jóhanna Sigurðardóttir.
  • A lo largo del 2009 continúa la pésima situación económica del país y el año cierra con una caída del PIB del 7%.
  • Mediante una ley ampliamente discutida en el parlamento se propone la devolución de la deuda a Gran Bretaña y Holanda mediante el pago de 3.500 millones de euros, suma que pagarán todos las familias islandesas mensualmente durante los próximos 15 años al 5,5% de interés. La gente se vuelve a echar a la calle y solicita someter la ley a referéndum. En enero de 2010 el Presidente, Ólafur Ragnar Grímsson, se niega a ratificarla y anuncia que habrá consulta popular.
  • En marzo se celebra el referéndum y el NO al pago de la deuda arrasa con un 93% de los votos. La revolución islandesa consigue una nueva victoria de forma pacífica.
  • El FMI congela las ayudas económicas a Islandia a la espera de que se resuelva la devolución de su deuda.
  • A todo esto, el gobierno ha iniciado una investigación para dirimir jurídicamente las responsabilidades de la crisis. Comienzan las detenciones de varios banqueros y altos ejecutivos. La Interpol dicta una orden internacional de arresto contra el ex-Presidente del Kaupthing, Sigurdur Einarsson.
  • En este contexto de crisis, se elige una asamblea constituyente el pasado mes de noviembre para redactar una nueva constitución que recoja las lecciones aprendidas de la crisis y que sustituya a la actual, una copia de la constitución danesa. Para ello, se recurre directamente al pueblo soberano. Se eligen 25 ciudadanos sin filiación política de los 522 que se han presentado a las candidaturas, para lo cual sólo era necesario ser mayor de edad y tener el apoyo de 30 personas. La asamblea constitucional comenzará su trabajo en febrero de 2011 y presentará un proyecto de carta magna a partir de las recomendaciones consensuadas en distintas asambleas que se celebrarán por todo el país. Deberá ser aprobada por el actual Parlamento y por el que se constituya tras las próximas elecciones legislativas.
  • Y para terminar, otra medida “revolucionaria” del parlamento islandés: la Iniciativa Islandesa Moderna para Medios de Comunicación (Icelandic Modern Media Initiative), un proyecto de ley que pretende crear un marco jurídico destinado a la protección de la libertad de información y de expresión. Se pretende hacer del país un refugio seguro para el periodismo de investigación y la libertad de información donde se protegan fuentes, periodistas y proveedores de Internet que alojen información periodística; el infierno para EEUU y el paraíso para Wikileaks.

Pues esta es la breve historia de la Revolución Islandesa: dimisión de todo un gobierno en bloque, nacionalización de la banca, referéndum para que el pueblo decida sobre las decisiones económicas trascendentales, encarcelación de responsables de la crisis, reescritura de la constitución por los ciudadanos y un proyecto de blindaje de la libertad de información y de expresión. ¿Se nos ha hablado de esto en los medios de comunicación europeos? ¿Se ha comentado en las repugnantes tertulias radiofónicas de politicastros de medio pelo y mercenarios de la desinformación? ¿Se han visto imágenes de los hechos por la TV? Claro que no. Debe ser que a los Estados Unidos de Europa no les parece suficientemente importante que un pueblo coja las riendas de su soberanía y plante cara al rodillo neoliberal. O quizás teman que se les caiga la cara de vergüenza al quedar una vez más en evidencia que han convertido la democracia en un sistema plutocrático donde nada ha cambiado con la crisis, excepto el inicio de un proceso de socialización de las pérdidas con recortes sociales y precarización de las condiciones laborales. Es muy probable también que piensen que todavía quede vida inteligente entre sus unidades de consumo, que tanto gustan en llamar ciudadanos, y teman un efecto contagio. Aunque lo más seguro es que esta calculada minusvaloración informativa, cuando no silencio clamoroso, se deba a todas estas causas juntas.

Algunos dirán que Islandia es una pequeña isla de tan sólo 300.000 habitantes, con un entramado social, político, económico y administrativo mucho menos complejo que el de un gran país europeo, por lo que es más fácil organizarse y llevar a cabo este tipo de cambios. Sin embargo es un país que, aunque tienen gran independencia energética gracias a sus centrales geotérmicas, cuenta con muy pocos recursos naturales y tiene una economía vulnerable cuyas exportaciones dependen en un 40% de la pesca. También los hay que dirán que han vivido por encima de sus posibilidades endeudándose y especulando en el casino financiero como el que más, y es cierto. Igual que lo han hecho el resto de los países guiados por un sistema financiero liberalizado hasta el infinito por los mismos gobiernos irresponsables y suicidas que ahora se echan las manos a la cabeza . Yo simplemente pienso que el pueblo islandés es un pueblo culto, solidario, optimista y valiente, que ha sabido rectificar echándole dos cojones, plantándole cara al sistema y dando una lección de democracia al resto del mundo.

El país ya ha iniciado negociaciones para entrar en la Unión Europea. Espero, por su bien y tal y como están poniéndose las cosas en el continente con la plaga de farsantes que nos gobiernan, que el pueblo islandés complete su revolución rechazando la adhesión. Y ojalá ocurriera lo contrario, que fuera Europa la que entrase en Islandia, porque esa sí sería la verdadera Europa de los pueblos.

Publicado el 23 enero, 2011 por nosinmibici

Agradecimientos especiales a Francisco Javier

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