Caritas: “as pessoas que cada vez se tornam sem-abrigo e passam fome”. Laudato si: Papa apela a responsabilidade ecológica

Francisco adianta preocupação com os mais pobres na nova encíclica

Rita Angus
Rita Angus

Cidade do Vaticano, 17 jun 2015 (Ecclesia) – O Papa Francisco revelou hoje no Vaticano que a sua próxima encíclica, ‘Laudato si’, quer ser um apelo à “responsabilidade” ambiental e em favor dos mais pobres.

“Amanhã [quinta-feira], como sabeis, será publicada a encíclica sobre o cuidado da casa comum que é a criação. Esta nossa casa está a ficar em ruínas e isso prejudica todos, especialmente os mais pobres”, disse, na audiência pública semanal que decorreu na Praça de São Pedro.

Perante milhares de pessoas, Francisco afirmou que o novo documento é “um apelo à responsabilidade, com base na missão que Deus deu ao ser humano na criação: ‘cultivar e guardar’ o ‘jardim’ em que o colocou”.

“Convido todos a acolher com espírito aberto este documento, que surge na linha da Doutrina Social da Igreja”, acrescentou.

Francisco tinha pedido no último domingo que a sua nova encíclica promova uma maior atenção de “todos” sobre os problemas do meio ambiente.

“Convido a acompanhar este acontecimento com uma renovada atenção sobre a situação de degradação ambiental, mas também de recuperação, nos territórios de cada um”, disse, perante milhares de pessoas reunidas para a oração do ângelus.

“Esta encíclica dirige-se a todos: rezemos para que todos possam receber a sua mensagem e crescer na responsabilidade para com a casa comum que Deus nos confiou”, acrescentou.

‘Laudato si, sobre o cuidado da casa comum’ é o título da encíclica que vai ser lançada no Vaticano, com a presença do presidente do Conselho Pontifício Justiça e Paz, cardeal Peter Turkson; do metropolita de Pérgamo, Ioannis Zizioulas, representante do Patriarcado Ecuménico e da Igreja Ortodoxa; de John Schellnhuber, cientista do Instituto Potsdam para a Investigação da Impacto Climático (Alemanha) e autor da proposta de limitar o aumento médio de temperatura em 2º; e a economista Carolyn Woo, natural de Hong Kong e presidente do ‘Catholic Relief Services’ (EUA), congénere norte-americana da Cáritas.

A encíclica é o grau máximo das cartas que um Papa escreve; entre os principais documentos do atual pontificado estão a encíclica ‘Lumen Fidei’ (A luz da Fé), que recolhe reflexões de Bento XVI, e a exortação apostólica ‘Evangelii Gaudium’ (A alegria do Evangelho), estando a decorrer um Sínodo sobre a Família, em duas sessões.

A expressão ‘Laudato si’ (louvado seja) remete para o ‘Cântico das Criaturas’ (1225), de São Francisco de Assis, o religioso que inspirou o Papa argentino na escolha do seu nome, após a eleição pontifícia.

“Bomba” climática

“A Encíclica do Papa Francisco chega num momento-chave para o desenvolvimento. A Caritas espera que nos dê todo o ímpeto e a inspiração necessária para alcançar a transformação da mudança climática à mudança pessoal e política. Em meados dos anos 80 não sabíamos se íamos ser eliminados da terra a qualquer momento”, escreve Michelle Hough, da Caritas Internacional.

Nesse sentido, refere que passados 30 anos a bomba que caiu “não é nuclear mas climática”, com eventos extremos como “o aumento do nível do mar, o degelo da calote polar e as pessoas que cada vez se tornam sem-abrigo e passam fome”. Michelle Hough destaca que pelas informações recolhidas, a Encíclica do Papa Francisco vai encorajar a olhar para a relação com o meio ambiente e a viver com simplicidade.

A Caritas Internacional está animada com a publicação da Encíclica e contextualiza que muitas organizações do braço caritativo da Igreja Católica em todo o mundo trabalham sobre o clima e o meio ambiente e exemplifica que, com as comunidades, distribuem ajuda durante o período da seca e dos tufões, auxiliando as pessoas a reconstruírem as suas casas, os meios de subsistência e a reduzir o impacto dos desastres.

Michelle Hough adianta também que trabalham com comunidades devastadas por indústrias extrativas e promovem uma mudança fundamental nas questões políticas pessoais e ambientais. Neste contexto, a Caritas Internacional relaciona o tema do documento do Papa com o tema de trabalho da instituição para os próximos quatro anos – “Uma família humana, cuidando de criação”.

Oito mitos sobre o meio ambiente, segundo a Caritas 
Miguel Villalba Sánchez
Miguel Villalba Sánchez

A Cáritas Internacional publicou um artigo onde aborda oito “mitos” sobre o clima, no contexto da encíclica ‘Laudato si, sobre o cuidado da casa comum’, do Papa Francisco.

Mito 1: Os cientistas não concordam sobre se existe ou não o aquecimento global.

FATO: A grande maioria dos cientistas concorda que a atividade humana é responsável pelo aquecimento global. Eles também concordam que o clima está mudando pela atividade humana.

O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas ( IPCC) é considerado a principal autoridade científica sobre a mudança climática . É constituída por 2.000 cientistas de mais de 150 países. O seu relatório em 2013/14 – Quinto Relatório de Avaliação ( ‘ AR5 ” ) – fornece as informações mais detalhadas e atualizadas sobre o estado da nossa informação climática. As conclusões do IPCC são aprovados pelos seus 195 países membros.

MITO 2: E apenas parte da mudança natural.

FATOS: O clima sempre mudou ao longo da história da terra , no entanto, as enormes mudanças que ocorrem ao nosso clima hoje não são devido a causas naturais . As variações naturais ocorrem a milhões de anos. A investigação científica mostra que a última era glacial terminou cerca de 11.000 anos atrás, e desde então o clima da Terra tem sido relativamente estável, em cerca de 14° C.

No entanto, durante o último século, o nosso clima começou a mudar rapidamente, com um aumento anormal da temperatura global, acompanhada de mau tempo. Há evidências científicas de que o IPCC sugere que isso é devido a um aumento da quantidade de gases de efeito estufa na atmosfera . Gases do efeito estufa ocorrem naturalmente na atmosfera, mas a atividade humana, a queima de combustíveis fósseis como o carvão e o petróleo, aumenta.

MITO 3: O mundo parou de aquecer-se

FATOS: Os registros das temperatura mostram claramente que o mundo se aqueceu gradualmente ao longo do século passado e continua a fazê-lo agora. A intensidade do aquecimento varia, mas a tendência é sempre para cima. Por exemplo, os últimos 30 anos foram os mais quentes que o hemisfério norte experimentou durante os últimos 1.400 anos. Este aquecimento começou a ter um impacto sobre o sistema climático e os projetos não só no aumento da temperatura global, mas também alterou os padrões de precipitação e um aumento de eventos climáticos extremos. Os seus efeitos já se fazem sentir em todo o mundo.

MITO 4: Os vulcões emitem mais dióxido de carbono que os humanos.

FATO: Em média, os vulcões emitem menos de 1% de CO2 que os seres humanos deixam na atmosfera em um ano. Esta percentagem está diminuindo, porque as emissões resultantes da atividade humana estão a aumentar.

MITO 5: O dióxido de carbono não é um poluente; é natural e essencial à vida.

FATOS: O “natural” nem sempre significa “seguro”. As altas concentrações de CO2 e de outros gases do efeito estufa estão aumentando rapidamente, geradas pela atividade humana, estão provocando mudanças climáticas e ameaçam a sobrevivência humana, a saúde e o bem-estar.

MITO 6: Voltando no tempo, episódios de aquecimento global não tinham nada a ver com os níveis de dióxido de carbono.

FATOS: O papel do dióxido de carbono, na história do planeta, está razoavelmente bem compreendido. Embora as mudanças nos níveis de CO2 certamente não são a única força que influencia o clima, as mudanças em curso no fenômenos meteorológicos não poderiam ser explicada sem compreender os efeitos do dióxido de carbono no aquecimento.

MITO 7: Alguns países sempre tiveram secas, ondas de calor e condições meteorológicas extremas. Não há nenhuma relação com as alterações climáticas.

FATOS: Os efeitos das mudanças climáticas estão causando o aumento de eventos extremos, como ondas de calor e secas, que por sua vez afetam nossos modos de vida e saúde. Esses eventos climáticos extremos, segundo as previsões, vão piorar nas próximas décadas.

Mito 8: O aquecimento global é bom para nós!

FATOS : Sem qualquer intervenção, a mudança climática tornará a vida muito mais difícil para muitas pessoas, especialmente pobres do mundo, aqueles que menos podem dar ao luxo de se adaptar. Se as previsões do IPCC se tornarem realidade, as alterações climáticas influenciarão tudo, desde o abastecimento de alimentos até a saúde global. O maior impacto dos efeitos da mudança climática no futuro, como agora, ocorrerá nas comunidades mais pobres e vulneráveis ​​do planeta.

Hallado muerto a tiros en Brasil un activista ambiental español

por Juan Arias/ El País/ Es

El biólogo Gonzalo Alonso Hernández, en una imagen cedida por su viuda
El biólogo Gonzalo Alonso Hernández, en una imagen cedida por su viuda

 

 

 

El biólogo español, Gonzalo Alonso Hernández, de 48 años, un destacado activista ambiental, fue encontrado muerto, el pasado martes, muy cerca de su casa en una cascada de agua en el Parque Cunhambebe, en el Estado de Río de Janeiro (Brasil), país en el que vivía con su mujer desde hacía diez años. Fue ejecutado en su domicilio y después arrojado a esas aguas de un paraje que, durante años, defendió de cazadores furtivos y pirómanos que buscaban abrir espacios para la ganadería. La policía y su viuda, Maria de Lourdes Pena Campos, relacionan el crimen con sus molestas e insistentes denuncias y apuntan a que pudo haber sido torturado.

Los investigadores encontraron manchas de sangre en la casa vacía. La esposa de Gonzalo, que trabaja en Río y que vuelve a su domicilio en la sierra solo los fines de semana, se acababa de ir a trabajar.

Aunque no se ha dado aún una versión oficial de los motivos del asesinato, en el Consulado de Río, que están en contacto con la policía, ya no albergan dudas de que se ha tratado de un crimen perpetrado contra Gonzalo Alonso Hernández por su lucha contra los crímenes ambientales en el parque natural de Cunhambebe.

Fue asesinado en casa y arrojado a una cascada del parque que defendía

Su esposa confirmó a EL PAÍS que su marido “estaba siempre en guerra contra los cazadores ilegales de animales del parque y contra los incendios dolosos para abrir espacios para los ganaderos”. Gonzalo se destacaba también por su defensa de las especies de plantas y animales en peligro de extinción.

El biólogo fue trasladado por Telefónica a Brasil, donde ejerció como director en Río de Janeiro de la empresa de telefonía móvil Vivo. En 2005 dejó su cargo para dedicarse exclusivamente a la labor ambiental. Trabajaba como voluntario en la ONG Instituto Terra, que está ligada a la norteamericana CNT.

La policía confirmó que de la casa del biólogo asesinado faltó solo el ordenador, probablemente para apagar las huellas de sus denuncias en el campo ambiental. Sus asesinos cortaron también la línea telefónica y la luz de su casa.

La viuda resaltó el hecho de que el biólogo fuera ejecutado en su casa y su cuerpo arrojado después a una cascada de agua del parque cuya protección llevaba defendiendo desde hacía ocho años. Ella, según admitió a este diario, no tiene la menor duda de que el crimen fue cometido por los que se sintieron tocados por sus denuncias. “Nunca tuvo más enemigos, que aquellos a los que denunciaba por sus ilegalidades contra la naturaleza”, dijo muy afectada aún por la tragedia, pero con entereza.

Los investigadores barajan la hipótesis de que pudo haber sido torturado

Gonzalo Alonso Hernández nunca había recibido amenazas explícitas. Lo único anormal que la viuda recuerda es que vieron sobrevolar sobre la casa, el día anterior al asesinato, un helicóptero en vuelo raso, algo que nunca había acontecido antes. En aquel momento no le dieron importancia.

Felipe Paranhos, de la ONG Instituto Terra, que conocía al activista, explicó que el biólogo trabajaba también con un proyecto de las autoridades del Gobierno de Río de Janeiro para la protección de las aguas de aquel parque. Se trata de agua potable muy importante desde el punto de vista ambiental.

“Ayudaba mucho a todos en esta lucha para proteger los nacimientos de agua”, dijo Paranhos. Preguntado sobre lo que pensaban de él las autoridades locales, explicó lo siguiente: “Gonzalo llegó con la mentalidad europea de que todo lo que es ilegal hay que denunciarlo abiertamente”. Y añadió: “Y usted sabe que en Brasil la mentalidad es diferente”. Se refería a que aquí no se puede desafiar abiertamente ciertos intereses protegidos muchas veces por los caciques locales.

Una de las principales razones por las que la policía sospecha que se trata de un crimen ordenado por aquellos que se veían desenmascarados por el ecologista español es el hecho de que lo único que robaron de su casa fue el ordenador. “Probablemente lo hicieron para adueñarse de las informaciones recogidas por el biólogo contra los que actuaban ilegalmente en el parque”, afirmó el delegado de policía, Marco Antonio Alves.

Las autoridades de Brasil aún no se habían pronunciado sobre el crimen al cierre de esta edición. El Ministerio de Asuntos Exteriores español solo confirmó su muerte.

Indignar-se, patrimônio da humanidade. Agora, Brasil

por Esther Vivas/Público/Espanha

 

protesto greve poder povo

Inesperada, intempestiva, não anunciada, assim se apresenta a indignação. Vimos isso em Túnis, no Egito, na Islândia, no Estado espanhol, mais recentemente na Turquia e, agora, no Brasil. A estela indignada surpreendia a todos e hoje se repete na história com o pipocar social brasileiro.

O ciclo de protesto inaugurado com as revoltas no mundo árabe continua em aberto. E, apesar de que todos esses processos de mudança, de emergência do mal estar dos de baixo, partilham elementos em comum, não são cópia e nem decalque. Cada um deles responde às suas próprias particularidades, contextos, experiências… e, assim, escreverão sua história. No entanto, é inegável uma dinâmica de contaminação mútua, e mais ainda em um mundo globalizado, fortemente conectado e com o papel chave e propulsor das redes sociais e dos meios de comunicação.

A indignação expressa nesses dias no Brasil significa sua entrada no continente latino-americano referência das lutas sociais recentes contra o neoliberalismo e o imperialismo. Apesar de que os protestos de massa de estudantes no Chile, em 2011, já demonstravam a saturação da juventude para com uma classe política subordinada aos interesses dos mercados. O atual protesto brasileiro, porém, com todas as suas particularidades, reproduz e, ao mesmo tempo, reinventa discursos, uso de ferramentas 2.0, atores… do ciclo de protesto indignado global.

Os jovens das grandes cidades, esquecidos da política nas altas esferas são os que, uma vez mais, encabeçam a luta. Na maioria, não organizados, muitos deles expressam por primeira vez seu descontentamento tomando as ruas, ocupando o espaço público e fazendo sua voz ser escutada. O que começou como um protesto contra o aumento abusivo das tarifas do transporte público, em um dos países com as taxas mais altas em comparação com os salários populares, derivou em uma mobilização cidadã sem precedentes, a mais importante na história recente do país.

A corrupção, a desigualdade, os péssimos serviços públicos, os grandes eventos e as infraestruturas faraônicas que esvaziam os cofres públicos… são somente algumas das causas. Há também o desgosto com uma classe política que blinda as práticas corruptas, surda e indiferente às demandas sociais, com banqueiros e tecnocratas viciados na usura e no roubo, conservadores religiosos no poder, que ditam leis para “curar homossexuais”, em uma cruzada contra as liberdades sexuais e reprodutivas; e latifundiários assassinos de povos indígenas e ecologistas. Descontentamento latente que, finalmente, explode.

Ante tal mobilização social, as autoridades de dezenas de cidades, entre elas o Rio de Janeiro e São Paulo, tornaram sem efeito o aumento nas passagens de ônibus. A resposta oficial, porém, chegava tarde. Como antes em Sidi Bouzid (Túnis) ou Taksim (Turquia), a mecha já havia sido acesa. O que começou como uma expressão de raiva ante uma injustiça conectou-se a um mal estar muito mais profundo. E o medo começou a mudar de lado. Ficou demonstrado que a indignação é patrimônio da humanidade. Agora é a vez do Brasil. Quem será o seguinte?

Corrupção e pistolagem em São João da Barra. A primeira vez ninguém esquece

Prefeita Carla Machado
Prefeita Carla Machado

A prefeita Carla Machado, de São João da Barra, deve muitas explicações sobre o contrato, que selou, para matar uma assistente social da Apae.

Fica claro, bem explícito, que conhecia o covil de malfeitores, e tinha uma antiga e íntima relação com um bandido.

Tanto que chegou no bar ou boteco e, na primeira fala para o Samuca, diz:

“Que que (sic) está havendo, meu bichinho, que você tá diferente comigo”.

Chama de “meu bichinho”, nada mais amoroso.

Samuca dá uma desculpa besta para a impassibilidade.

Quem fala é uma prefeita (uma autoridade) para um criminoso (um indivíduo qualquer), que está vendendo cerveja para um bando de alcoólatras. Gente do submundo. Num local barra pesada. Não se sabe se Samuca é o dono ou mero garçom do botequim reles. Tudo indica que as duas coisas.

Samuca larga uma desculpa besta para o desprezo.  E responde com a mesma intimidade. Fica constatado que conhece a prefeita até demais:

“Não tá havendo nada não, Carla. Eu só tava com dor de cabeça na hora que você chegou”.

A prefeita esperava ser recebida com o sorriso de Eike Batista. Encontrou um Samuca de cara fechada.

CARLA CONHECE A PROFISSÃO SECRETA DE SAMUCA

A prefeita abre o jogo. Isso imediatamente. Sem rodeios.

Carla: “Eu vim aqui conversar com você (sic) se você pode dar uma surra numa pessoa”.

Samuca: “Uma surra? Em quem?”

Carla: “Mas tem que ser até a morte (risos)”.

É muita frieza, uma proposta de assassinato ser feita com sorrisos de prazer, de contentamento, de gozo antecipado.

POR QUE MATAR UMA ASSISTENTE SOCIAL?

Samuca: “Quem é a pessoa?”

Carla: “Ela trabalha lá na Apae. É assistente social”

Samuca: “Entendi”.

Qual o interesse da prefeita em eliminar uma assistente social? Fala-se que se trata de uma profissional que trabalha com moradores das terras que a prefeitura está desapropriando para Eike Batista. Vários moradores estão sendo assistidos e aconselhados pela Apae. Um trabalho que incomoda os planos milionários da prefeita, e bilionários de Eike Batista.

MAIS PESSOAS ENVOLVIDAS NA EMPREITADA

Carla Machado explica com detalhes como o crime está planejado, e fornece informações que obteve via pessoas que usou para espionar a vítima, o marido e o filho da vítima. Idem  locais de trabalho, residência, toda a vida de uma família que, covarde e cruelmente, programou destruir.

Samuca aprova a trama assassina.

Carla: “Isso, por isso gosto de conversar com você Samuca, você entende da situação”.

Este prazer da prefeita “por isso gosto de conversar com você”, sinaliza conversas outras entre os dois criminosos; e  “você entende da situação”, pode ser mais que um elogio, e sim uma referência a outras empreitadas realizadas”.

O INSTINTO ASSASSINO E PERVERSIDADE

Carla: “Você espanca ela, mas deixa ela bem caída”.

Samuca: “Mas Carla, não é até a morte, né?”

Carla: “Não, mas se caso acontecer, eu vou fazer o quê? Se caso acontecer, aconteceu”.

Samuca: “Tá certo”.

Carla: “Aí você pega, faz isso,  espanca ela, dá nela…”

 SAMUCA É UM MATADOR OU UM AGENCIADOR?

Carla: “Não é você que vai fazer o serviço. Você quer falar para mim, Samuca? Você vai mandar uma pessoa fazer”.

Samuca: “É, mas como eu falei com você, isso é comigo, né?

Carla: “Quando você me cobraria para fazer esse serviço?

Samuca: “É dois mil. Dois mil. Não é até a morte, né?”

Carla: “Não. Mas se acontecer… fazer o quê, né?”

TUDO TEM A PRIMEIRA VEZ

Este foi o primeiro contrato da prefeita Carla Machado?

Esta foi a primeira empreita do Samuca?

As respostas ficam para a polícia do governador Sérgio Cabral, para o judiciário do Estado do Rio de Janeiro, para os políticos e empresários que dependem do apoio e favores da prefeita, e para o povo de São João da Barra.

Veja gravação da conversa de Carla com Samuca

Veja quanto a prefeita gasta para limpar as sujeiras

A prefeita responde a vários processos de corrupção. Roubou até o dinheiro da festa do santo padroeiro da cidade:

“Num levantamento recente, com base em convênios firmados pelo Ministério do Turismo, o governo identificou irregularidade em dezenas de contratos com municípios e entidades diversas, inclusive para a realização das tradicionais festas de São João. Já são mais de R$ 13 milhões sendo cobrados de prefeituras. Entre os municípios reprovados, São João da Barra, no Rio de Janeiro, recebeu mais R$ 500 mil para organizar o 6o Circuito Junino. Os responsáveis, segundo a CGU, não apresentaram documentos para comprovar o correto uso de todo o dinheiro” (revista Época).

Produtores rurais são retirados à força de terras em São João da Barra. Veja vídeo. É muita violência. Bandidagem legal. Uma nova Pinheirinho de São José dos Campos. Um imenso Pinheirinho. Compreendendo matas nativas, bosques, pequenas e médias fazendas, lagos e praias.  Este o Brasil que vivemos para que Eike Batista fique cada vez mais rico. Malditos sejam. São terras desapropriadas pelo governador Sérgio Cabral e pela prefeita Carla Machado. Para aproveitadores nacionais e internacionais. E como ninguém faz nada de graça… vai ser um desmatamento com muito toco. Disse Eike, que ele e mais trinta empresários nacionais e estrangeiros vão investir 40 bilhões. E quanto vale cem quilômetros de praias?

Quem defenderá São João da Barra da ganância de Eike Batista?

Em São João da Barra, cidade fundada em 1677, ficam as belas praias do Grussai,  Chapéu de Sol,  Açu e Atafona, e as lagoas de Iquipari e Salgado.

No Pontal de Atafona,  o encontro do Rio Paraíba do Sul com o mar.

Toda uma beleza que será roubada pelo projeto do Porto do Açu  e do Distrito Industrial que o acompanha. Veja vídeo do crime contra o povo. Clique aqui.  Segundo ambientalistas fluminenses,  tais projetos poderão ocasionar a degradação ambiental dos Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo, trazer impactos à pesca e provocar o êxodo de milhares de agricultores que vão inchar as favelas cariocas. Favelas que já passam de mil na ex-Cidade Maravilhosa.

Agricultores e pescadores que condenam o projeto estão sendo ameaçados de morte, inclusive ambientalistas, assistentes sociais da Apae e líderes sindicais.  Isso em um município cuja prefeita Carla Machado, condenada por corrupção, possui uma forte ligação com a pistolagem.

O site da prefeitura foi desativado. Veja fotos aqui. Veja vídeo do paraíso que será destruído.

O DESASTRE ECOLÓGICO 

Eike Batista está anunciando investimentos de R$ 40 bilhões em São João da Barra.

Trinta empresas nacionais e estrangeiras assinaram protocolo de intenções para investirem R$ 30 bilhões na retroárea do porto do Açu.

Ele anunciou também que o grupo italiano Techint irá investir  R$ 10 bilhões na instalação de uma siderúrgica que produzirá chapas de aço e tubos.

Disse Eike que o Complexo Logístico e Portuário do Açu ocupará uma extensão de 100 quilômetros de praias.

É uma imensidão de terra, cuja origem precisava ser investigada, principalmente a participação da prefeitura.

Casal XX é Barra. Carla Machado condecorou Eike Batista com medalha de ouro pelos benefícios recebidos de São João
Casal XX é Barra. Carla Machado condecorou Eike Batista com medalha de ouro pelos benefícios recebidos de São João