Supremo Tribunal da Islândia confirma condenações de banqueiros

Quatro executivos do banco Kaupthing condenados a penas de 4 a 5anos e meio de prisão, o veredicto mais pesado por fraude financeira na história da Islândia.

 

Um polícia de uma pequena aldeia piscatória foi o único a aceitar o cargo de procurador especial
Um polícia de uma pequena aldeia piscatória foi o único a aceitar o cargo de procurador especial

 

O Supremo Tribunal da Islândia manteve as condenações por manipulação de mercado a quatro ex-executivos do falido banco Kaupthing, numa decisão histórica que demonstra, segundo o procurador especial nomeado para o caso, que é possível punir os banqueiros fraudulentos.

Hreidar Mar Sigurdsson, ex-executivo-chefe do Kaupthing, Sigurdur Einarsson, ex-presidente, Magnus Gudmundsson, ex-CEO do Kaupthing Luxembourg e Olafur Olafsson, o segundo maior acionista do banco na época, foram condenados a penas de 4 a 5 anos e meio de prisão.

Trata-se do veredicto mais pesado por fraude financeira da história da Islândia.

A sentença considerou provado que o Kaupthing Bank financiou a maior parte da compra de 5% das suas próprias ações, no valor de mais de 170 milhões de euros, através de uma sociedade ligada a um xeque do Qatar, pouco antes do colapso da instituição.

O Supremo Tribunal manteve a sentença de um tribunal de primeira instância, proferida em dezembro de 2013, e nalguns casos aumentou mesmo as penas.

Nenhum dos condenados estava presente à leitura da sentença, dado que vivem no exterior.

O procurador especial Olafur Hauksson disse à agência Reuter que este processo “mostra que estes casos financeiros podem ser difíceis, mas podem também produzir resultados”, e que representa um sinal para outros países que nenhum indivíduo é poderoso demais para não ser processado.

Polícia de uma pequena aldeia piscatória
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A nomeação de um procurador especial para este processo não foi fácil. Na primeira tentativa, não apareceram candidatos. Até que Hauksson, 50 anos, um polícia de uma pequena aldeia piscatória, acabou por avançar.

A tarefa teve alguns tropeções. Dois ex- executivos do banco foram ilibados, e as sentenças condenando outros foram consideradas demasiado leves. Ainda assim, os tribunais condenaram os executivos-chefe dos três maiores bancos pela responsabilidade de uma crise que revelou a existência de um clube de ricos financeiros, num país de 320 mil habitantes.

Uma decisão fundamental, tomada pelo Parlamento, foi a de levantar o segredo bancário

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para ajudar os procuradores a investigar documentos bancários sem precisar de ordem judicial. “É perigoso o facto de existir alguém demasiado grande para ser investigado”, observou Hauksson, “Dá a sensação de que há sempre um refúgio seguro”.
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Até agora, sete processos envolvendo banqueiros chegaram ao Supremo, que manteve as condenações de seis. Há outros cinco que ainda aguardam o veredicto do Supremo Tribunal. E há 14 processos que ainda devem avançar.

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A Islândia põe os seus banqueiros na prisão

“¿Cómo puede ser que la justicia sea siempre para los poderosos, los que más tienen, para los que nos aplastan, nos reprimen y nos golpean?”

“¿Cómo un pueblo puede pensar bien de una Corte Suprema que nunca se pronuncia para el lado de los pobres, de los que más sufrimos? ¿Cómo puede ser que no podamos sentir la justicia en su plenitud, como corresponde?”

 Anne Derenne
Anne Derenne

La titular de Madres de Plaza de Mayo, Hebe de Bonafini, escribió una carta abierta a los magistrados del máximo tribunal en la que les pide que “en este momento en donde hay tantas cautelares, en donde hay tanta injusticia, que ustedes alguna vez se pongan del lado del pueblo, no puede ser todo el tiempo del lado de las corporaciones” e insiste: “Tal vez ustedes nunca entendieron a las Madres, no entendieron lo que nos pasó, pero por favor entiéndannos ahora”.

Al inicio del comunicado, Hebe resalta que “hace mucho tiempo que las Madres esperamos justicia. Hace muchos años, para algunos no serán tantos pero para nosotras sí, que venimos luchando por la justicia, exactamente 36 años. Si bien hemos conseguido algunas cosas, no son todas las que queremos”.

Luego, la referente de Madres de Plaza de Mayo destaca el paquete de seis leyes promulgados por el Congreso Nacional e impulsado por el Ejecutivo para “democratizar la justicia” al mencionar que la reforma que “propone Cristina nos llenó de alegría, nos llenó de satisfacción, nos llenó de sorpresa pero también de responsabilidad, por eso sentimos la necesidad de escribirles a ustedes: a los señores de la Corte Suprema de Justicia, que para nosotros ha sido siempre la Corte Suprema de la Injusticia”.

En ese sentido, Hebe apunta: “¿Cómo un pueblo puede pensar bien de una Corte Suprema que nunca se pronuncia para el lado de los pobres, de los que más sufrimos? ¿Cómo puede ser que no podamos sentir la justicia en su plenitud, como corresponde? ¿Cómo puede ser que la justicia sea siempre para los poderosos, los que más tienen, para los que nos aplastan, nos reprimen y nos golpean?”

“Señores de la Corte Suprema no la voy a hacer muy larga: en nombre de la Asociación Madres de Plaza de Mayo y los más de 30.000 desaparecidos que dieron su vida por una patria mejor, les pido por favor que alguna vez se pronuncien de nuestro lado para que las Madres empecemos a sentir que alguna vez, aunque sea de a gotitas, la Corte Suprema está cambiando”, afirma la referente en Derechos Humanos.

Y finalizó: “Los saludo a todos los miembros de la Corte Suprema con un grito en mi garganta en donde les digo: Señores, por favor queremos empezar a pensar que ustedes realmente son hombres y mujeres que piensan en la igualdad y en este saludo quiero decirles que tal vez ustedes nunca entendieron a las Madres, no entendieron lo que nos pasó, pero por favor entiéndannos ahora”. (Página 12, Buenos Aires)

Na justiça dos ricos, juiz do fisco ganha um milhão por mês

por Fausto Macedo – O Estado de S. Paulo

Élcio Fiori Henrique, juiz e "especulador imobiliário"
Élcio Fiori Henrique, juiz e “especulador imobiliário”

Acumula bens de R$ 30 mi em 30 meses

A Justiça decretou o bloqueio de todos os bens do juiz Élcio Fiori Henriques, do Tribunal de Impostos e Taxas (TIT) da Secretaria da Fazenda do Estado. Agente fiscal de rendas de carreira do Fisco paulista desde 2006, Fiori amealhou patrimônio de R$ 30,75 milhões em imóveis de alto padrão em apenas dois anos e meio – sua remuneração bruta é de R$ 19.490; a líquida é de R$ 13.020.

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Ele é suspeito de lavagem de capitais e crime contra a administração pública – como juiz de impostos, segundo os investigadores, teria negociado redução de valores de autuações impostas a pessoas jurídicas.

Duas decisões judiciais congelam sua fortuna, uma da Justiça criminal, outra da 9.ª Vara da Fazenda Pública, que viram risco de ocultação e dilapidação de ativos de Fiori. Foi ordenado o sequestro de 19 imóveis que o juiz incorporou ao seu patrimônio e ao de sua empresa, a JSK Serviços, Investimentos e Participações Ltda., entre 4 de março de 2010 e 5 de outubro de 2012. Parte dos imóveis foi adquirida com dinheiro em espécie, relatam testemunhas.

Entre 15 de março de 2010 e 9 de agosto de 2011, o magistrado da Fazenda e a JSK compraram, e posteriormente revenderam, 22 imóveis de luxo. Nessas transações ele desembolsou R$ 1,84 milhão e, pela venda, recebeu R$ 5,66 milhões, lucro de 208%, ou R$ 3,82 milhões. “Mesmo num mercado imobiliário superaquecido, os lucros obtidos são desproporcionais e fora dos padrões observados no mercado”, diz o Ministério Público.

Os investigadores apontam para o “incrível acúmulo de riqueza de Fiori”. Além dos imóveis adquiridos e revendidos, entre 4 de março de 2010 e 5 de outubro de 2012, Fiori comprou em nome próprio ou da JSK Serviços outros 19 apartamentos residenciais e salas comerciais, que registrou por R$ 15,28 milhões. O valor real empregado na aquisição dos bens é estimado em R$ 30,75 milhões.

Operação. A investigação sobre o enriquecimento relâmpago do magistrado tem base na Operação Lava-Rápido – missão da Polícia Federal e da Procuradoria da República que desarticulou organização criminosa infiltrada em setores da Fazenda para se apoderar de processos fiscais de empresas autuadas.

O TIT, composto de 16 Câmaras, é vinculado à Coordenadoria de Administração Tributária da Fazenda. Os juízes podem ser representantes da Fazenda ou dos contribuintes. Os juízes servidores públicos são indicados pela Fazenda e pela Procuradoria-Geral do Estado. Os que representam contribuintes são indicados por entidades de diversos setores envolvidos com a tributação estadual.

Em 2008, com apenas dois anos na Fazenda, Fiori foi designado para as funções de assistente fiscal no TIT e assumiu cadeira de juiz, participando de julgamentos de impugnações e recursos contra autuações milionárias. Agora, é suplente na 16.ª Câmara Julgadora.

Os investigadores suspeitam que Fiori construiu seu tesouro “mediante numerário possivelmente proveniente de crime de corrupção passiva”. Antes de assumir a função de juiz de impostos, em sua declaração de Imposto de Renda, exercício 2007, não constava nenhum bem imóvel. O acréscimo patrimonial coincidiu com o período da nomeação de Fiori no TIT.

Lucro. Os imóveis foram registrados por um valor muito abaixo do praticado no mercado, o que tipifica lavagem de dinheiro, segundo investigadores. Em 5 de outubro de 2011, ele comprou conjuntos comerciais no Edifício Wilson Mendes Caldeira, na Avenida das Nações Unidas, Vila Olímpia, ao preço de R$ 3,9 milhões, valor de registro em cartório. A investigação mostra que o valor real era R$ 7 milhões. Um ano depois, outubro de 2012, Fiori comprou outro conjunto no mesmo prédio, incluindo 9 vagas na garagem, e pagou R$ 3,2 milhões, segundo a matrícula 30.394, mas com valor de mercado de R$ 6 milhões, diferença de 87,5%.

Na compra de um apartamento no Edifício Adress Cidade Jardim – matrícula 119.378 -, ele teve lucro a realizar de 900%. Registrou o bem em 16 de abril de 2010 por R$ 50 mil, mas o valor real batia em R$ 500 mil.

Em outra transação, a 13 de setembro de 2010, declarou ter desembolsado R$ 510 mil na compra de um apartamento no Edifício Serra Azul – matrícula 115.871 -, em Cerqueira César. O valor real: R$ 2,7 milhões, lucro a realizar de 429,41%.

Ele constituiu a JSK Serviços em 4 de maio de 2011, supostamente para assumir o patrimônio desproporcional e ocultar e dissimular os bens conquistados no exercício da função de juiz do TIT. Figura como sócio-proprietário da JSK com 99,99% do capital social e integralizou R$ 1,3 milhão.

Justiça e Governo do Amazonas: Indenizem inocente que contraiu AIDS depois de 3 anos preso injustamente

Heberson Oliveira
Heberson Oliveira
  • Nathalia Ziemkiewicz
  • Petition by Nathalia Ziemkiewicz

    São Paulo, Brazil

    Em 2003, o ajudante de pedreiro Heberson Oliveira foi acusado de entrar numa casa na periferia de Manaus e estuprar uma criança no quintal. Ele foi para a cadeia, onde aguardou julgamento por três anos jurando inocência. O rapaz sem antecedentes criminais assistiu a rebeliões, entrou em depressão, foi abusado e contraiu o vírus HIV.

    Até que uma defensora pública mostrou que não havia provas suficientes. O juiz concedeu a liberdade. Mas Heberson nunca mais seria um homem livre. 7 anos após a absolvição, ele segue desempregado pelo preconceito. Hoje cata latinhas nas ruas e consume drogas. “Eu morri quando me fizeram pagar pelo que não fiz”, diz Heberson aos 32 anos, que não toma o coquetel contra a Aids.

    Heberson não entrou com um pedido de indenização contra o Estado. Perdeu a fé na Justiça e nenhum dinheiro amenizaria sua dor. Tudo o que ele quer é uma casa para os filhos e um emprego que lhe devolva a dignidade. Heberson está livre da cadeia, mas preso ao passado.

    *Relatório da ONU mostrou que, dos 550 mil presos no Brasil, 217 mil aguardam julgamento. Por lei, eles não poderiam ficar mais de 120 dias na cadeia, mas passam meses ou anos, sem que um juiz determine a culpa ou a inocência.

    Soube do caso de Heberson porque sou jornalista e escrevi uma reportagem para a ISTOÉ. Fiquei indignada por essa vida roubada graças a arbitrariedades cometidas pelo Estado. Quis devolver esperança a ele e mostrar que mais gente se importa.

    Para:
    Desembargador Ari Jorge Moutinho da Costa, Presidente – Tribunal de Justiça do Amazonas
    José Eduardo Cardozo, Ministro da Justiça
    Omar Aziz, Governador do Amazonas
    Frederico de Sousa Marinho Mendes, Secretário-Executivo do Gabinete de Gestão Integrada
    Coronel PM Louismar de Matos Bonates, Secretário-executivo de Justiça e Direitos Humanos – Amazonas
    Arthur Virgílio, Prefeito de Manaus
    Indenize inocente que, depois de 3 anos na cadeia, contraiu o vírus da AIDS
    Matteo Bertelli
    Matteo Bertelli
    • Débora Landim Quinaud FLORIANOPOLIS

      Os juízes não podem, sem serem provocados (leia-se, sem uma ação) agir de oficio e “indenizar” o rapaz.

      O princípio da inércia do juiz significa que o Estado só atua se for provocado pela parte interessada. Ou seja, o juiz não age por iniciativa própria, justamente por ser o julgador. Não pode ele declarar o direito das partes ou punir alguém, caso não seja provocado por quem de direito (quem tem a legitimidade para tal-Sr. Heberson)

      Vocês precisam convencê-lo a processar o Estado por Responsabilidade Civil por erro judiciário.

      Pode, ai sim, juntar o abaixo assinado. Mas de nada adiantará se o Sr. Heberson não entrar com a ação. Nada poderá ser feito pelos juízes.

      Convençam ele a buscar a defensoria publica para entrar com essa ação.

      Somente assim algo poderá de fato ser feito.

      Assinei a petição, todavia ela dificilmente terá algum efeito pratico sem os devidos procedimentos.

      Compadeço-me enormemente por esse absurdo que retrata a quantas anda o procedimento judicial e as condições absurdas nas cadeias; espero ter ajudado com estas informações.

      Atenciosamente

      Débora Quinaud

    • Eu fui a Defensora Pública que acompanhou o processo do Heberson e por várias vezes tive os pedidos de liberdade negados, tanto pelo MP como pelo Juiz. Após o resultado da perícia, provando que não se tratava da mesma pessoa que a vítima descrevera, o MP pediu absolvição, mas os 2 anos e 7 meses que Heberson ficou preso não saiu de sua memória, porque a violência do presídio e a consequência maior ficou para sempre… adquiriu o vírus HIV, e hoje, desgostoso e discriminado pela sociedade, perdeu a esperança de ver seus direitos acontecerem. Eu ainda acredito na Justiça!

    • Sou irmão caçula do Heberson, eu era inda criança quando ele foi preso, nossa família sofreu e continua sofrendo, é triste lembrar de tudo novamente.

    • Sou o padastro do Heberson, sabendo da inocência do mesmo, busquei ajuda desta maravilhosa defensora pública, doutora IMAIR FARIA SIQUEIRA, através do brilhante trabalho dela, conseguiu provar a inocência do mesmo, hoje sofremos as consequências desta injustiça.

    • Num sistema penal inoperante e injusto como o nosso,como se falar de redução da maioridade penal e pena de morte. Só os mesmos serão assassinados. Os Pretos, pobres.

      —————————————————————————————–

      O Brasil precisa urgente de uma reforma no judiciário. De Justiça para os pobres. Uma Justiça com quatro instâncias para prender um rico, é uma justiça tarda e falha.

      Uma justiça que o pobre, para arranjar um advogado, precisa apresentar atestado de pobreza é muita humilhação.

      A Justiça para fazer não precisa de intermediário.

      Talis Andrade

      Deixa isso pra lá

      Deixa que digam
      Que pensem
      Que falem

      Deixa isso pra lá
      Vem pra cá
      O que que tem?
      Eu não estou vendo nada
      Você também
      Faz mal bater um papo
      Assim gostoso com alguém?

      Vai, vai, por mim
      Balança da justiça é assim
      Mãozinha com mãozinha pra lá
      Beijinhos e beijinhos pra cá

      Vem balançar
      Justiça é balanceio
      Só vai no meu balanço
      quem tem
      advogado pra balançar
      meu bem

Vídeos:

Barbosa repete o povo: existem duas justiças no Brasil

Débora Zampier
Repórter da Agência Brasil

Elena
Elena

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, disse ontem (3), em debate na Costa Rica, que um dos fatores da impunidade no país é o tratamento desigual dado pela Justiça. Segundo ele, há diferença na condução de ações envolvendo pessoas com maior poder aquisitivo, com dinheiro para pagar bons advogados, e aquelas relacionadas aos  “pobres, negros e pessoas sem conexões”.

As pessoas são tratadas de forma diferente de acordo com seus tatus, sua cor de pele e o dinheiro que têm. Tudo isso tem um papel enorme no sistema judicial e especialmente na impunidade”, disse Barbosa. O ministro está em San José participando de um evento sobre liberdade de imprensa promovido pela Unesco.

Segundo o ministro, no país prevalece uma proximidade antiética entre advogados poderosos e juízes, o que acaba desequilibrando a prestação de Justiça. “Essa pessoa poderosa pode contratar um advogado poderoso com conexões no Judiciário, que pode ter contatos com juízes, sem nenhum controle do Ministério Público ou da sociedade. E depois vêm as decisões surpreendentes: uma pessoa acusada de cometer um crime é deixada em liberdade”, argumentou.

Mesmo apontando essa falha, que considera existir não só no Brasil e na América Latina, mas no mundo todo, Barbosa disse que o Judiciário brasileiro é confiável, forte e independente do Legislativo e do Executivo. “Os juízes são respeitados pela maioria das pessoas”, analisou.

O presidente do Supremo também justificou a demora da resposta do Judiciário brasileiro devido ao complexo sistema recursal do país, que admite até quatro instâncias para analisar a mesma questão. Ele também falou dos problemas da prerrogativa de foro, que permite aos políticos e determinadas autoridades serem julgados por tribunais superiores, e não pela Justiça de primeiro grau.

 

Argentina. “Sólo queremos una Justicia pareja para todos”

Durante un acto en Casa de Gobierno, la presidenta Cristina Kirchner reveló que el fallo contra la Ley de Medios la “enmudeció” y afirmó que la reforma del Poder Judicial que discute el Congreso se propone terminar con “la idea aristocratizante” de la Justicia. Ponderó, además, las modificaciones que se incluirán en el proyecto sobre las medidas cautelares -sugeridas por el CELS- aunque se preguntó “¿Quién puede pensar que este Gobierno va a tomar medidas cautelares contra los sectores vulnerables. (…) Me parece una magnífica coartada para no enfrentar a los que más tienen”.

La Presidenta sostuvo que la justicia “tiene sectores aristocratizantes que se manejan como un ghetto”, y aseguró que el fallo de Cámara Civil y Comercial sobre la Ley de Medios “es la punta del iceberg, que revela el entramado que funciona debajo”.

Más adelante Cristina se refirió a la columna de Mario Wainfeld, publicada en la edición de hoy de Página/12, en la que el periodista destaca que, entre los fundamentos del fallo de uno de los camaristas firmantes, Ricardo Guarinoni dijo sentirse insultado por “quienes ocupan transitoriamente cargos en el Estado” (en alusión al carácter vitalicio del suyo), y respondió “transitorios, sí, pero elegidos por el voto popular”. “Todos somos transitorios, pero hay magistrados nunca removidos que tienen una idea casi aristocratizante del Poder Judicial. Por eso entran a la Justicia los hijos, los amigos o los recomendados de los jueces, y por eso el pibe que se recibe de abogado no puede entrar”, agregó, y acto seguido aclaró que tampoco se debe generalizar “porque seguro que en la Justicia también hay muy buenos magistrados”.

Luego de una teleconferencia con Susana Trimarco, quien inauguró en Tucumán el primer jardín de infantes para los hijos de las víctimas de la trata y la prostitución, Cristina recordó la desazón que generó la absolución de todos los imputados por el secuestro de su hija, Marita Verón, y comparó su caso con otros similares, entre ellos la causa por lavado de 5000 millones de dólares “parada desde 2008”, en la cual la Justicia no permite ni a la AFIP ni a la UIF constituirse como querellantes. También mencionó la expropiación del predio de La Rural en Palermo, causa en la cual el juez privilegió a la SRA.

Asimismo consignó el caso de un juez de Córdoba acusado de delitos de lesa humanidad, frente a quien “se excusaron 70 jueces aduciendo relaciones de amistad” con el procesado, y añadió que le preocupaba mucho más que todavía tuviera “70 amigos” que la causa en sí misma. También recordó el reclamo de 130 millones de pesos de impuestos adeudados por el diario La Nación, causa frenada hace más de diez años por una cautelar. “Todo esto revela el entramado que provoca atrasos incomprensibles. La Ley de Medios demostró cómo se maneja esto”.

Más adelante, pidió a la oposición un “debate serio y amplio”, recordando su propio desempeño legislativo en los 90, en minoría aún dentro del bloque del PJ, cuando el Congreso aprobó la privatización del Banco Hipotecario. “Sé lo que es ser minoría y estar en soledad, cuando en realidad no había oposición”, advirtió, y consideró que “para lograr verdaderos consensos hay que comenzar por lo que estamos de acuerdo”.

Además, la mandataria exhortó a la oposición a “tener espíritu propositivo y debatir”, porque entre todos “tenemos que hacer el esfuerzo de mejorar la Argentina”. Y advirtió que “para lograr un consenso, lo primero que hay que hacer es hablar de las cosas en que estamos de acuerdo. Y ¿alguien puede decir que la Justicia no necesita ser reformada? Ese puede ser el primer acuerdo, en vez de negarse a la discusión y al debate”.

 

Luiz Carlos Azenha censurado por Ali Kamel, via justiça dos ricos

CENSURADO O BLOG

Escreve Azenha:

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Não sei para onde minhas escolhas vão me levar, mas é para lá que eu quero ir.

Caros amigos. Começo por aqui minha despedida. As discussões com a Conceição Lemes, que é co-editora do Viomundo, tem sido intensas. Ela tentando me convencer a manter o blog, em nome do idealismo. Eu, pensando na coisa concreta: Ali Kamel, que é apenas o nome que pisca REDE GLOBO, tentando sufocar e calar os críticos à atuação criminosa da emissora contra os governos trabalhistas, contando com advogados caríssimos fundos sem fim, além dos lobistas no Congresso, na Justiça e em todos os governos. Talvez por ser mulher, muito mais corajosa, Lemes acha que dá; eu estou no limite. Vamos refletir…

COMENTÁRIOS DOS LEITORES

http://www.blogdacidadania.com.br/2013/03/o-imperio-contra-ataca-2/

Emília disse…

Não desista, Azenha!
Teime, Azenha!

Ralph disse…

Azenha,
Eles podem ser grandes, mas nós somos muitos.
abraço,
Ralph

Nilson Dimas disse…

Fale agora ou cale-se para sempre. Garanta seu pão, não olhe para trás. Já passamos por isso em 68, vista seu pijama daqui alguns anos e esqueça o resto.

Anônimo disse…

Azenha, imagine a pressão que os ministros que julgaram o mensalão receberam..

Gilberto Burlamaqui Bastos disse…

Azenha,

Permita que a audiencia do blogue demonstre o seu apreco pela causa. Crie uma conta para querelas judiciais.

Nanda disse…

Marco, o Azenha tem que refletir.
Tudo que o Ali Kamel quer é calar todos os que não se alinham com o seu pen$amento pequeno. Azenha tem idealismo e Ali tem ideali$$$mo.

Raquel disse…

Marco, se tu tiveres amizade ou um contato mais próximo com o Azenha, conversa com ele, tente demovê-lo dessa ideia.

Anônimo disse…

Reitero o que comentei no Azenha:
acho que juntando muitos podemos ajudá-lo. Elisabete

Anônimo disse…

Companheira Conceição:
Convença o Azenha para continuar.
Sugiro que seja formado um fundo a
ser administrado pelo Baraão de Itararé/PHA/LNassif e outros blogueiros sujos. Em um post você
informou que recebeu mais 48 000
apoios no STF. Com R$ 10,00/mês
teremos R$ 480 000,00. Este fundo
será importantíssimo apoiar outros
jornalistas/blogueiros que venham
ser perseguidos e ou censurados.
Não desanimem.
José Carlos Martins

Luís CPPrudente disse…

É necessário estudar a ideia de se criar um fundo para a defesa judicial de blogues filiados ao Barão de Itararé.

Tendo esse fundo, os diversos blogues podem divulgar e pedir o apoio dos comentaristas e leitores dos blogues progressistas filiados ao Barão de Itararé.

Muitos de nós leitores e comentaristas queremos ajudar na manutenção desse fundo que será utilizado em casos como esse do Azenha.

Leve essa ideia adiante. Ela pode ser o início de uma frente única de blogues progressistas, nacionalistas e de esquerda na defesa da liberdade de imprensa, da democracia e da Ley de Medios.

Rossi disse…

Quando o “ratzinger” cair no ostracismo ou a própria “organização” cair(já vimos esse filme)o porvir será melancólico.Walter Clark todo poderoso e servil sentiu.

 —
Talis Andrade disse…
Nestes tempos de ditadura da justiça, muitos jornalistas apelam para o anonimato.

A multa judicial como forma de censura é a “morte e vida severina” do jornalista. Assim como o Congresso funcionava na ditadura militar, para aparentar a existência da democracia, a justiça evita prender. Fica feio para o Brasil, apesar das mortes matadas.

Este ano já assassinaram três ou quatro jornalistas. Tudo indica que vamos manter o índice de um defunto a cada mês.

Somos muitos Severinos
iguais em tudo na vida:
na mesma cabeça grande
que a custo é que se equilibra,
no mesmo ventre crescido
sobre as mesmas pernas finas,
e iguais também porque o sangue
que usamos tem pouca tinta.
E se somos Severinos
iguais em tudo na vida,
morremos de morte igual,
mesma morte severina:
que é a morte de que se morre
de velhice antes dos trinta,
de emboscada antes dos vinte,
de fome um pouco por dia
(de fraqueza e de doença
é que a morte severina
ataca em qualquer idade,
e até gente não nascida).
Somos muitos Severinos
iguais em tudo e na sina:
a de abrandar estas pedras
suando-se muito em cima,
a de tentar despertar
terra sempre mais extinta,
a de querer arrancar
algum roçado da cinza.
(João Cabral de Melo Neto)

A morte é a solução final da censura. Mas a morte por bala, encomendada, tem choro e vela.
Tem o mesmo efeito o apagão dos blogs por falência econômica, parece morte morrida, coisa natural e desonrosa em um regime de capitalismo selvagem.

Eis o motivo da queixa crime: buscar na justiça uma multa que o jornalista não consiga pagar, e mais a censura prévia.

A arma dos verdadeiros jornalistas é a palavra, o debate democrático, apenas os covardes apelam para a justiça.

E o juiz censor deve ter seu nome propagado. Dele a vergonha ou a honra do feito.