Os prefeitos dos shoppings roubam inclusive a vida das cidades

m2_gr

 

 

A onda destruidora dos shoppings. O que faz viva uma cidade é o povo nas ruas.

Afirmou Gustavo Krause, quando prefeito do Recife: “Se a cidade é uma das mais extraordinárias construções da natureza humana, se nela tudo acontece em função do exercício político da cidadania, tudo se passa na rua – extensão da casa, e no bairro – extensão da família”.

Escreve hoje Sergio Kiernan: En Nueva York, por ejemplo, la estricta y total prohibición de los shopping centers en los cinco “boroughs” neoyorquinos, que ni siquiera el multimillonario intendente saliente logró levantar. La idea es que el perfil urbano de la ciudad es alimentado y caracterizado por un zócalo de comercios minoristas, por galerías comerciales y por tiendas de departamentos que se especializan más que nada en ropa y maquillaje. Nueva York es la ciudad más caminable de Estados Unidos, por lejos, no sólo porque tiene un buen sistema de subtes sino porque hay mucho que ver y hacer, porque sus calles son foros públicos.

El macrismo (Buenos Aires) tiene en mente un modelo de ciudad tipo country: privado, de auto, con derecho de admisión, lucrativo y con tarjeta de crédito. A esta gente le falta calle y por eso no sabe para qué sirve la calle, con lo que firma alegremente toda autorización para un shopping. De paso, alguna constructora amiga hace un buen negocio y todos reciben facilidades, como no pagar por el cambio de infraestructura necesaria, otra cosa que podrían copiar de Nueva York, meca del capitalismo donde para abrir un estadio, por ejemplo, hay que pagar por el asfaltado reforzado, las cloacas ampliadas y los semáforos extra para manejar el influjo puntual de público.

Los shoppings, en comparación, son criaturas potencialmente dañinas.

 

 

Islândia reduz desemprego dos 12 para os 5% em dois anos

Reykjavík, maior cidade
Reykjavík, maior cidade
Akureyri
Akureyri
Kópavogur
Kópavogur
Mosfellsbær
Mosfellsbær

A Islândia preferiu desobedecer o FMI. Fez tudo que a troika não ordenou. Nada de cortes no orçamento. Em vez de ajudar os bancos falidos, mandou os banqueiros corruptos para a cadeia. O povo nas ruas e nas urnas criou uma nova Islândia, com um novo governo, uma nova constituição. O povo legisla e governa via referendos e plebiscitos.  Resultado: Escreve Catarina Correia Rocha, in iOnline, Portugal:

A Islândia conseguiu descer para menos de metade a sua taxa de desemprego em apenas dois anos. Em Maio de 2010, a taxa situava-se nos 12% mas, em Setembro de 2012, já tinha descido para os 5%. As informações são do Gabinete de Estatística islandês, citados pelo jornal ABC. Este facto já mereceu rasgados elogios da comunidade internacional, levando mesmo a agência de notação Standard&Poor’s a adjectivar a economia islandesa como “próspera e flexível”. As mulheres continuam, contudo, a ser as mais afectadas pelo desemprego. Em 2011, o Fundo Monetário Internacional (FMI) previu um crescimento do PIB de 2,5% para esse ano, acompanhado de um novo crescimento de 2,5% em 2012. Estes números que representam quase o triplo do crescimento económico de todos os Estados-membros da União Europeia.

Parlamento Nacional da Islândia
Parlamento Nacional da Islândia
Dettifoss, a maior queda d'água da Europa, localizada no nordeste islandês
Dettifoss, a maior queda d’água da Europa, localizada no nordeste islandês
Geysir, um géiser no vale Haukadalur. É o mais antigo géiser conhecido
Geysir, um géiser no vale Haukadalur. É o mais antigo géiser conhecido