Oposição representa contra Lula e defende Gilmar Mendes. Mas não explica a escolha de Gilmar, de exclusivamente Gilmar
Foi encaminhada à primeira instância da Justiça Federal a representação contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apresentada pelos partidos de oposição à Procuradoria Geral da República. O entendimento do procurador-geral, Roberto Gurgel, é de que, como Lula não tem mais foro privilegiado, uma investigação contra ele deve ser analisada pelo Ministério Público Federal do Distrito Federal e não pela PGR.
Líderes do PSDB, DEM, PSOL e PPS (ex PCB) representaram contra o ex-presidente, acusando-o de praticar os crimes de tráfico de influência, coação no curso do processo penal e corrupção ativa pela suspeita de ter feito “pressão” junto ao ministro Gilmar Mendes para que o Supremo Tribunal Federal adiasse o julgamento do escândalo do Mensalão. A informação foi publicada pela revista Veja desta semana a partir de entrevista de Gilmar Mendes.
Interessante se Lula cantou Gilmar. Diz mais de Gilmar do que de Lula.
Lula indicou oito ministros para o STF, com uma composição atual de 11 juízes. Os ministros nomeados pelo ex-presidente petista são Eros Grau, Carlos Alberto Menezes Direito, Ayres Britto, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Cezar Peluso, Joaquim Barbosa e Dias Toffoli. Os dois primeiros não atuam mais como magistrados do STF.
Dilma Rousseff, atualmente com um ano e meio de governo, escolheu dois: Luiz Fux e Rosa Weber. Sarney, Collor e Fernando Henrique nomearam Celso de Mello, Marco Aurélio e Gilmar Mendes, respectivamente.
Interessante que Lula procurasse um ministro designado por Fernando Henrique do PSDB, partido da oposição.
O peita de Lula a Gilmar Mendes teria sido feita no escritório do ex-ministro da Justiça e ex-ministro do STF Nelson Jobim. Em troca, Lula teria oferecido a Gilmar Mendes “blindagem” na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista que investiga as relações de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com agentes públicos e privados.
Lula divulgou nota dizendo-se indignado e, negando o pedido de adiamento do julgamento do Mensalão, admitiu ter se encontrado com Gilmar Mendes no escritório de Nelson Jobim. O ex-ministro da Justiça também confirmou o encontro, mas negou os termos da entrevista de Gilmar Mendes.
O Brasil precisa acabar com o foro especial, criado por Fernando Henrique, e com os julgamentos secretos. Que a Veja plante notícia, entendo. Que sempre usou o “jornalismo” marrom praticado por Cachoeira, e Cachoeira sempre foi a principal fonte da Veja. Só não compreeendo porque, se verdadeiro, Lula apenas “pressionou” Gilmar Mendes…
Também interessante que a grande imprensa não destaque porque o Ministério Público Federal do Distrito Federal não investiga a “blindagem”: as relações do bicheiro Cachoeira com agentes públicos e privados. No caso, em que esse escudo beneficiaria Gilmar.
Pobre brasileiro pobre, apático e desempregado
Entenda o impacto da privatização massiva de bens públicos e toda a ideologia neoliberal que está por detrás. Entenda a maldade tucana de Fernando Henrique, com a privataria. O Brasil entregou mais de 70 por cento de suas estatais. E Lula presenteou o resto. Assim apareceram os nossos novos bilionários. Os Daniel Dantas. Os Eike Batista. Os Carlinhos Cachoeira. Um 1% ricos. E 99% dos brasileiros ficam cada vez mais pobres.
A propaganda da imprensa fala de uma nova classe média. Qual?
O Brasil está dividido! 1% de ricos, que suborna os corruptos do judiciário, do legislativo e do executivo, os advogados de porta de palácio, os gatos executivos das empresas de serviço, de segurança e da medicina de vanguarda, uma corte reduzida, antigamente chamada de classe média alta.
Pobres & miseráveis
Miseráveis são os bolsas família e os que recebem menos de 270 reais por mês. Os miseráveis passam dos cem milhões – metade da população brasileira. Acrescente os que ganham salário, aposentadoria e pensão no valor mínimo de 620 reais (310 dólares hoje), a grande maioria dos trabalhadores brasileiros.
Dados do IBGE: Em 2009, dentre as 162,8 milhões de pessoas de 10 anos ou mais de idade, 62,1% faziam parte da força de trabalho, ou seja, estavam trabalhando ou procurando trabalho e, por isso, eram consideradas economicamente ativas. Esse percentual manteve-se estável tanto em relação a 2008 quanto a 2004 (62% em ambos os anos).
Entre essas 101,1 milhões de pessoas economicamente ativas, 91,7% trabalhavam na última semana de setembro de 2009, e as demais 8,3% procuravam trabalho. A população ocupada em 2009 (92,7 milhões) não se alterou significativamente frente a 2008 (aumento de 0,3%) e representava 56,9% das pessoas de 10 anos ou mais de idade.
Todas essas multidões pertencem a classe média? Na Europa em crise, quem ganha 500 euros é considerado pobre.
O que está a acontecer na Irlanda, Grécia, Portugal, Espanha, Itália, Fernando Henrique promoveu no Brasil junto com Lula, e Dilma vai na mesma pisada, prometendo entregar os aeroportos e portos.
Catastroika
Veja o que se reclama hoje na Europa:
De forma deliberada e com uma motivação ideológica clara, os governos estrangulam ou estrangularam serviços públicos fundamentais, elegendo os funcionários públicos como bodes expiatórios, para apresentarem, em seguida, a privatização como solução óbvia e inevitável. Sacrifica-se a qualidade, a segurança e a sustentabilidade, provocando, invariavelmente, uma deterioração generalizada da qualidade de vida dos cidadãos.
As consequências mais devastadores registam-se nos países obrigados, por credores e instituições internacionais (como a Troika), a proceder a privatizações massivas, como contrapartida dos planos de «resgate».
Catastroika evidencia, por exemplo, que o endividamento consiste numa estratégia para suspender a democracia e implementar medidas que nunca nenhum regime democrático ousou sequer propor antes de serem testadas nas ditaduras do Chile e da Turquia. O objectivo é a transferência para mãos privadas da riqueza gerada, ao longo dos tempos, pelos cidadãos. Nada disto seria possível, num país democrático, sem a implementação de medidas de austeridade que deixem a economia refém dos mecanismos da especulação e da chantagem — o que implica, como se está a ver na Grécia, o total aniquilamento das estruturas basilares da sociedade, nomeadamente as que garantem a sustentabilidade, a coesão social e níveis de vida condignos.
Se a Grécia é o melhor exemplo da relação entre a dividocracia e a catastroika, ela é também, nestes dias, a prova de que as pessoas não abdicaram da responsabilidade de exigir um futuro. Cá e lá, é importante saber o que está em jogo — e Catastroika rompe com o discurso hegemónico omnipresente nos media convencionais, tornando bem claro que o desafio que temos pela frente é optar entre a luta ou a barbárie.
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Roteiro de um filme de máfia
Veja amarrou guardanapos na cabeça de Cachoeira, Demóstenes e Gilmar em Berlim
Tem gente que veste carapuças, mas o que está na moda, em tempos de Cachoeira, é vestir guardanapos na cabeça .
Pois a revista Veja os vestiu (simbolicamente) na cabeça de Gilmar Mendes, em Berlim, em uma operação desastrada.
A Veja fez uma matéria que mais parece uma ópera bufã, onde tenta transformar o lobo-mau em vovozinha, e o chapeuzinho vermelho em lobo-mau.
Mas como até da reciclagem do lixo, se extrai matéria prima, dá para tirar boas hipóteses da matéria. Leia.
Cachoeira grampeou o Supremo . Uma história que só ficará conhecida quando abrirem o secreto, mais do que secreto, dossiê da Operação Las Vegas.
¿Primavera mexicana?
por Gustavo Esteva
Es demasiado pronto para hablar de primavera mexicana
. Llamamos primavera árabe
a un despertar radical que permitió al mundo árabe deshacerse de algunos dictadores y desatar transformaciones profundas que lo pusieron en sintonía con el resto del mundo. Es una desproporción sostener que la reciente movilización de los jóvenes, que apenas empieza a extenderse, tiene ya ese carácter. Pero no es un despropósito. Sería igualmente desproporcionado considerarla irrelevante y efímera y descartar la posibilidad de que adopte ese rumbo.
Fueron los Ocupa Wall Street quienes hablaron de la primavera mexicana
y la saludaron con entusiasmo. Podemos hacer una extrapolación y decir a estos jóvenes lo que Naomi Klein dijo a los de Wall Street: “Los confundidos líderes de opinión se preguntan en la televisión ‘¿por qué están protestando?’. El resto del mundo, mientras, se pregunta: ‘¿Por qué tardaron tanto? Nos preguntábamos cuándo iban a aparecer. En todo caso: Bienvenidos’”.
Y sí, bienvenidos. Hacían falta.


















