Tucanos reconhecem que privatizações de FHC tiram votos

O presidente do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE), acusou neste sábado a presidente Dilma Rousseff de utilizar a máquina pública para atacar os adversários.

Sem citar FHC, Dilma afirmou que o “antigo e questionável modelo de privatizações das ferrovias torrou o patrimônio público para pagar dívida e ainda terminou por gerar monopólios, privilégios, frete elevado e baixa eficiência”.

“A presidente Dilma se valeu da prerrogativa de convocar uma cadeia nacional de rádio e TV para atacar a política de privatizações adotada pelo governo tucano do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, como se seu governo não tivesse aderido à mesma tese para garantir a retomada do crescimento da economia brasileira e obras indispensáveis para a infraestrutura do país”, diz a nota de Sérgio Guerra.

O único trecho do discurso conservador de Dilma, que irritou os tucanos:

“Minhas amigas e meus amigos,

A redução do custo da energia elétrica não é a única importante decisão que estamos tomando para baixar o custo de produção e, por consequência, aumentar o emprego e diminuir o preço dos produtos brasileiros.

Também acabamos de assinar um conjunto de medidas que vai provocar, no médio e no longo prazo, uma verdadeira revolução no setor de transportes no nosso país.

Criamos a Empresa de Planejamento e Logística que, em parceria com a iniciativa privada, vai promover uma completa reformulação no setor de rodovias, ferrovias, portos e aeroportos.

Além de restabelecer a capacidade de planejamento do sistema de transporte, o novo modelo vai promover a integração e acelerar a construção e modernização de ferrovias, rodovias, portos e aeroportos.

Para que vocês tenham uma ideia, vamos investir 133 bilhões de reais em rodovias e ferrovias. Isso significa ampliação e melhorias em 10 mil quilômetros de ferrovias e quase 8 mil quilômetros de rodovias.

Este plano significa, também, um novo tipo de parceria entre o poder público e a iniciativa privada, que trará benefícios para todos os setores da economia e para todo o povo brasileiro.

Ao contrário do antigo e questionável modelo de privatização de ferrovias, que torrou patrimônio público para pagar dívida, e ainda terminou por gerar monopólios, privilégios, frete elevado e baixa eficiência, o nosso sistema de concessão vai reforçar o poder regulador do Estado para garantir qualidade, acabar com os monopólios, e assegurar o mais baixo custo de frete possível”.

Fernando Henrique vendeu as privatizações como salvação da economia brasileira, e leiloou mais de 70 por cento das estatais brasileiras. Lula usou o eufemismo rodadas. Dilma, concessões. O entreguismo é o mesmo. Tal política, a troika está impondo aos países em crise do Mercado Comum Europeu: os endividados Portugal, Espanha, Grécia, Irlanda. Isto é, tudo que Fernando Henrique fez: ajuda aos bancos, privatizações, cortes no orçamento dos servicos essenciais, cassação dos direitos do trabalhador e dependência. Na Europa, o povo revoltado está nas ruas. Talvez o protesto brasileiro se manifeste nas urnas. Principalmente este ano. E em 2014.

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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