Nova Grécia de Tsipras provoca onda anti-austeridade na Irlanda

Arcadio Esquivel
Arcadio Esquivel

 

Na Irlanda existe a possibilidade dos partidos historicamente dominantes, Fine Gael e Fianna Fail, ficarem fora do poder pela primeira vez desde a fundação do Estado em 1922. A vitória do Syriza na Grécia deu um impulso extra aos partidos da oposição, principalmente ao Sinn Féin, que há meses acumula novos apoiantes.

A economia irlandesa cresce e o desemprego desce, mas a chegada ao poder de um governo de esquerda radical na Grécia reavivou o debate sobre os sacrifícios provocados pela austeridade e pelos cortes.

A vitória do Syriza na Grécia deu um impulso extra aos partidos da oposição, entre eles o partido de esquerda Sinn Féin, que há meses acumula novos apoiantes.

“Esta carga insustentável de dívida que se impôs ao nosso povo é a principal causa da nossa miséria económica”, disse o líder do Sinn Féin, Gerry Adams, no Parlamento após as transcendentais eleições na Grécia.

“Não é só um problema irlandês”. É um problema europeu. Necessitamos de uma solução europeia”, disse Adams, que defende uma conferência europeia sobre a dívida como sugeriu o novo primeiro-ministro grego Alexis Tsipras. A Irlanda estima que o seu crescimento em 2014 foi de 4,7%, será de 3,9% em 2015, e que o desemprego cairá para os 9,8% este ano.

O país já não está a contrair novos empréstimos junto da UE e do FMI, todavia está envolvido nos reembolsos dos anteriores, e o Sinn Féin quer uma renegociação, em particular, dos 64 mil milhões de euros injetados nos bancos desde 2008.

Governo insiste que não é a Grécia

Apesar de algumas semelhanças, o Governo irlandês insiste que não é a Grécia, e exibe os dados macroeconómicos positivos. “A especulação na comunicação social e a especulação política vão à frente do Governo grego”, disse Simon Harris, secretário de Estado das Finanças.

“Não sabemos exatamente o que é que o Governo grego vai pedir”, disse.

Harris também assinalou que a Irlanda já reestruturou as dívidas do seu resgate em quatro ocasiões para reembolsar antes, cortar nas taxas de juro e estender os prazos de pagamento.

Esta semana, o Fundo Monetário Internacional (FMI) disse que a recuperação da Irlanda vive um “bom começo”, mas são necessários esforços para pôr “a dívida pública num ritmo descendente”.

“As perspetivas a médio prazo da Irlanda são positivas, mas o estancamento da zona euro cria inconvenientes”, disse o FMI na sua última avaliação pós-resgate.

Novas tarifas da água e outros contratempos empurram o voto para a esquerda

A introdução de novas tarifas para a água a partir de 1 de janeiro deste ano, assim como uma série de contratempos políticos em 2014, fizeram com que os apoios dos partidos do Governo caíssem para os níveis mais baixos dos últimos meses.

O imposto da água era a última peça de um pacote de aumento de impostos e cortes na despesa no valor de 30 mil milhões de euros desde 2008 e que afetou todos os cidadãos, num país em que o desemprego atingiu os 15,1% em 2012.

Este mês, no entanto, existiu um corte modesto nos impostos, naquele que foi o primeiro Orçamento de Estado expansionista em sete anos, por seu lado os ministros vendem a ideia de recuperação económica sempre que podem.

Porém, as eleições gregas demonstram que uns resultados considerados impossíveis “há cinco anos são agora uma possibilidade”, realçou Nat O’Connor, da Tasc, uma organização de análise e estudos independente.

“Agora existe a possibilidade de um cataclismo eleitoral similar na Irlanda, mas também em Portugal e em Espanha”, disse.

Na Irlanda existe a possibilidade dos partidos historicamente dominantes, Fine Gael e Fianna Fail, ficarem fora do poder pela primeira vez desde a fundação do Estado em 1922.

Negociações a serem acompanhadas de perto

Com eleições legislativas em 2016, as negociações sobre a reestruturação da dívida grega serão observadas com atenção na Irlanda.

“Se os gregos recebem algum tipo de oferta melhor por terem votado no Governo que votaram, os irlandeses farão o mesmo e dirão que essa é a verdadeira resposta aos nossos problemas”, disse à AFP o comentador político Johnny Fallon.

No entanto, o economista chefe do banco KBC Bank, Austin Hughes, diz que há diferenças entre a Grécia e a Irlanda.

“A lição fundamental é que é necessário ter uma economia que gere pelo menos a promessa de aumento dos rendimentos e do emprego, e a Irlanda está, provavelmente, nessa etapa”, disse.

“O desafio que o Governo enfrenta é encontrar um equilíbrio que faça sentir às pessoas que estão no caminho correto, por que as suas expetativas não estão claras sobre o que a economia pode razoavelmente proporcionar-lhes”, disse Hughes.

Tradução de Fabian Figueiredo para esquerda.net

 

FMI e países imperialistas temem o efeito dominó da Grécia

Uma Grécia incomoda muita gente, duas Grécias incomodam, incomodam muito mais.

Duas Grécias incomodam muita gente, três Grécias incomodam, incomodam, incomodam muito mais.

Espanha, Portugal e Irlanda são bolas da vez. A direita européia está em polvorosa. Tremem de medo os governos conservadores, monitorizados pelo FMI e vassalos dos Estados Unidos.

A imprensa vendida, elitista, que defende os interesses da pirataria do colonialismo europeu, principalmente na África e América do Sul, faz a orquestração do medo. A propaganda de que Hugo Chávez, Lula da Silva e Alexis Tsipras são terroristas. Antes este tipo de jornalismo marrom satanizava Che Guevara, Fidel Castro e Mandela.

Desde a queda do muro de Berlim, o comunismo não faz medo. Depois da implosão das torres gêmeas, nos Estados Unidos, a palavra-chave é terrorismo. Tanto que, na véspera das eleições na Grécia, a França realizou uma passeata com chefes de governos que condenaram a chacina de jornalistas na redação do jornal satírico Charlie Hebdo. Lideravam a passeata François Hollande e Ângela Merkel, que fizeram campanha contra Alexis Tsipras.

A imprensa hoje cria um novo Frankenstein ou Drácula.

ESPANHA 

larazon. espanha populismo medo

 

PORTUGAL

Portugal
‘FT’ questiona se novo líder grego pode vir a ser um Lula ou um Chávez

 

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O G1 (Globo) faz a verberação da orquestração do medo da Inglaterra, que é o medo da França, que é o medo da Alemanha, que é o medo dos Estados Unidos:

Transcrevo:

Texto foi publicado após vitória do partido contrário a austeridade no país.
Autor faz conjecturas sobre como deverá ser o mandato de Alexis Tsipras.

 

Texto do FT questiona se novo líder grego será como Lula ou Chávez (Foto- Reprodução: FT)
Texto do FT questiona se novo líder grego será como Lula ou Chávez (Foto- Reprodução: FT)

 

Neste final de semana, o partido Syriza venceu as eleições legislativas da Grécia. Entre seus principais pontos, o programa econômico do Syriza compreende o fim das medidas de austeridade e a renegociação da dívida pública do país, que representa 175% do PIB.

Diante desse cenário de desconfiança do mercado, já que o partido do líder do Syriza, Alexis Tsipras, é contra a austeridade, o jornal britânico “Financial Times” publicou um texto em que questiona se a nova liderança poderá vir a ser “um Lula” ou “Chávez”, em referência aos ex-presidentes do Brasil e da Venezuela.

Para Tony Barber, autor do texto, a questão central, “para a qual nenhuma resposta definitiva pode ser dada”, é saber se Tsipras está disposto a fazer acordos com os credores da Grécia. Segundo Barbar, “durante três anos, Tsipras, às vezes, soava como Hugo Chávez , o presidente populista e ‘bicho-papão’ dos EUA, e , por vezes, como Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-presidente brasileiro, que, uma vez no cargo, governou como um reformista, em vez de um esquerdista radical”.

Jovem e carismático

Tsipras, um líder político jovem (tem 40 anos) e carismático, foi fundamental nessa transformação do Syriza.
Conhecido por seus discursos empolgantes e sua aversão a gravatas, ele assumiu a liderança do partido em 2008 e foi eleito para o Parlamento em 2009.

“A crise econômica e o colapso dos partidos tradicionais certamente ajudaram a aumentar a influência do Syriza, mas foi Alexis Tsipras que catapultou o partido”, explica Christoforos Vernardakis, professor de ciência política da Universidade Aristóteles de Salonica e fundador do instituto de pesquisas VPRC.

“Isso aconteceu porque Tsipras é jovem e não parece ter medo. Ele pegou uma esquerda que estava na defensiva e a transformou em uma opção crível para o governo.”

Para seus simpatizantes, Tsipras é um líder nato, que trata com respeito quem está a seu redor. “Ele gosta de processos e decisões coletivas”, diz Samanidis.

Nikos Karanikas, um velho amigo e colega de partido, por exemplo, diz que, apesar da ter se tornado um líder político proeminente, Tsipras ainda vive em um bairro de classe média de Kypseli, em Atenas, e continua a trabalhar como engenheiro civil.

Seus críticos, porém, costumam retratá-lo como um político arrogante, inexperiente e com fome de poder.

Mudança

No que diz respeito a suas propostas políticas, o Syriza não só se opõe ao resgate internacional da Grécia e às medidas de austeridade como quer renegociar parte da dívida grega.

Cartazete de propaganda espanhola
Cartazete de propaganda espanhola

Essas promessas têm gerado nervosismo nos mercados financeiros e já se especula sobre uma possível saída da Grécia da zona do euro.

De acordo com o correspondente da BBC na Grécia, Mark Lowen, muitos no país parecem dispostos a dar uma chance a Tsipras.

Outros, porém, acreditam que uma vitória do Syriza poderia aprofundar a crise no país e levar a um confronto entre a Grécia e a União Europeia.

 

 

Quem é Eduardo Giannetti de Marina Silva?

sonegadores marina

 

Marina reúne os economistas mais retrógrados do Brasil, da direita e da extra-direita e os liberais (liberal, classificou o grande deputado Djalma Aranha Marinho, “é um direitista envergonhado”).

A equipe econômica de Marina tem a aprovação da velha imprensa conservadora do Brasil e do Império, e o apoio da troika que arruinou as economias da Grécia, da Espanha, da Irlanda, de Portugal e outros países da Europa.

Escreve Umberto Martins: O jornal britânico Financial Times voltou a criticar a presidenta Dilma Rousseff em editorial publicado nesta quinta, 2, no qual intima a chefe do Estado brasileiro a mudar os rumos da política econômica, levando em conta a reação e os desejos do mercado, que segundo os oráculos de plantão demanda ajuste fiscal e rigor total na aplicação do tripé neoliberal (juros altos, câmbio flutuante e superávit fiscal primário).

Bordão reacionário

Marina marionnete

O bordão que o jornal alardeia contra Dilma não é novo e vem sendo repetido pelos candidatos das forças conservadoras e neoliberais à exaustão. A receita desta gente, repudiada por Dilma, é a mesma que está sendo aplicada na Europa sob a batuta do Fundo Monetário Internacional. Significa estagnação da economia, desemprego em massa, redução de salários, corte de direitos e desmantelamento do chamado Estado de Bem Estar Social. É o que a direita, encarnando os desejos da oligarquia financeira, quer impor a qualquer preço por aqui.

A visão do mundo de Giannetti

Giannetti diz

Escreve Paulo Nogueira: Almocei com um amigo jornalista um dia desses e ele colocou na conversa, por uma fração de minuto, Eduardo Giannetti, o principal economista de Marina.

“Lembra que ele não declarava o voto e você ficava bravo com isso?”

Meu amigo se referia aos dias em que nós dois dirigíamos a Exame, coisa de uns quinze anos atrás.

Tinha esquecido.

Mas logo lembrei: Giannetti, como se fosse jornalista da Folha, nos dissera, numa entrevista, que não podia declarar seu voto.

Para mim, ali estava uma mistura de pretensão – como se o voto dele fosse influenciar multidões – e medo de se comprometer.

Naqueles dias, Giannetti era um típico economista ortodoxo, mais um entre tantos filhos de Thatcher.

Não havia nada de substancial nele que o distinguesse de outros da mesma linhagem, como André Lara Resende e Armínio Fraga.

As promessas de Marina 

marina mudança

Giannetti condicionou os compromissos de Marina em áreas como saúde e educação ao “equilíbrio fiscal”.

Quer dizer: se houver dinheiro, os compromissos serão honrados. Se não houver, serão engavetados. Os eleitores? Esqueçamos.

Esse tipo de compromisso é o melhor que qualquer ser humano pode assumir. Você promete o que quiser. E só entrega se puder.

Marina fala na “nova política”. Giannetti parece nos trazer o “novo orçamento”.

Marina conhece mesmo Giannetti além das superficialidades?

Se não, cometeu um erro extraordinário na escolha.

Se sim, a mudança principal que ela representa é o lado que ela agora defende.

marina nova política opção

 

O retrocesso proposto por Marina

 

Marina perigo programa governo

 

Leia mais Paulo Nogueira. O editor deste blogue acrescentou o material ilustrativo. Pelo programa de governo de Marina, que teve em Gianetti um dos principais redatores, uma das principais propostas da candidata é reduzir a meta da inflação para 4% em 2016 e 3% em 2019. Um dos prováveis efeitos colaterais dessa redução é o desaquecimento da economia e consequentes demissões. Quando questionado sobre o assunto, Giannetti traz uma clara resposta sobre possíveis demissões. Convém repetir as palavras do economista: “O custo de não fazer [reduzir a meta da inflação] é maior que o de fazer” . E aí, como não cabe dizer que o desemprego é galopante ou crescente (adjetivos usados antes dos governos de Lula e Dilma), ele afirma que a geração de empregos despencou – sem mencionar que o Brasil se encontra em cenário de pleno emprego, o que explica a desaceleração na criação de novas vagas.

Segundo ele, não há relação negativa entre estabilidade e desemprego. É verdade: prova disso é que Lula e Dilma mantêm a estabilidade econômica e a geração de emprego mesmo enfrentando graves crises econômicas mundiais, desencadeadas nos Estados Unidos (crise no mercado de crédito imobiliário que quebrou o tradicional banco Lehman Brothers), Grécia e Espanha.

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Enquanto Dilma e Lula garantem a manutenção dos direitos trabalhistas, o aumento real da renda e a geração de emprego, Giannetti parece acreditar que esses não são os principais valores a serem preservados: “o custo de não fazer é maior que o de fazer”. A receita, então, para reduzir a meta da inflação, seria, segundo o economista, reajustar tarifas públicas, reduzir gastos públicos, rever isenções tributárias e~restabelecer ~ o tripé macroeconômico (de câmbio flutuante, meta de inflação e disciplina fiscal).

Reajustar tarifas públicas implica em onerar o cidadão, com mais gastos para o povo. Reduzir gastos públicos é reduzir gastos em políticas sociais (em outras palavras, é fazer o país voltar ao passado). Giannetti propõe explicitamente a revisão isenções tributárias, e parece não reconhecer que a desoneração da folha de pagamento das indústrias é uma das responsáveis por garantir a manutenção do emprego, beneficiando as indústrias, os empregados e os consumidores.

O governo também desonerou de PIS e Cofins a cesta básica (e olha que tentou expandir o benefício incluindo o ICMS e ISS, mas estados e municípios não abriram mão das receitas). Além disso, o governo reduziu (até chegou a zerar nos momentos mais críticos da economia mundial) o IPI sobre produtos como automóveis, linha branca e móveis.

Quanto a “restabelecer o tripé macroeconômico”, não se restabelece o que está em vigência. No Brasil de 2014, a inflação está dentro da meta, a disciplina fiscal está mantida (vide a aprovação das contas públicas pelo TCU e a Lei de Responsabilidade Fiscal) e persiste a política do câmbio flutuante. Como se vê, o tripé econômico de Giannetti da Fonseca é o mesmo que Dilma e Lula adotaram. A diferença está em como o governo petista e de seus aliados realizam esse trabalho: com emprego e conquistas sociais.

Giannetti também defende a autonomia do Banco Central, assim como Neca Setúbal, coordenadora do programa de governo do PSB (e membro de uma das famílias controladoras do Itaú). O Banco Central cuida da política monetária do país – decide sobre taxa de juros, crédito e moeda -, e sua autonomia significa menos controle social, uma vez que o quadro diretor do BC não estaria sob as decisões do executivo, eleito pelo voto. Esse quadro pode levar a aumento dos juros, diminuição da renda e várias outras consequências, a depender da dinâmica do mercado, com interferência governamental muito reduzida. Seguimos observando.

O Banco Central, na ditadura militar, tinha autonomia e independência. Coisa do presidente Castelo Branco, que cassou a estabilidade no emprego de todos os trabalhadores.

Tv Marina Collor mudança

Marina Collor mudança

política marina

A temida autonomia do Banco Central, o poder dos banqueiros, a dependência do Brasil colônia e a servidão do trabalhador

 Rasha Mahdi
Rasha Mahdi

 

Em nova inserção que começou a ser exibida nas redes de TV e rádio de todo o Brasil, o PT diz que a ideia de Marina de dar autonomia ao Banco Central “tira o poder do presidente e do Congresso” de controlar a política econômica, transferindo decisões importantes sobre a vida dos brasileiros para os banqueiros.

“Marina tem dito que, se eleita, vai dar autonomia ao Banco Central. Parece distante da vida da gente, né?! Parece. Mas não é. Isso significa entregar aos banqueiros um grande poder de decisão sobre a sua vida e da sua família. Os juros que você paga. Seu emprego. Preços e até salários. Ou seja, os bancos assumem um poder que é do presidente e do Congresso, eleitos pelo povo. Você quer dar a eles esse poder?”, declara o locutor na nova propaganda do PT (ver vídeo).

banco morador rua mendigos

 

 

marina banco

 

A autonomia do Banco Central implicará na terceirização do emprego, que passará a ser temporário, porque quanto mais mínimo o salário maior o lucro das empresas.

Dilma Rousseff afirmou hoje (17) que não fará reformas na lei trabalhista que reduzam direitos dos trabalhadores, “nem que a vaca tussa”. Segundo Dilma, o direito às férias e ao décimo terceiro salário está entre os itens que não podem ser alterados para atender a interesses de empresários.

“Eu não mudo direitos na legislação trabalhista. Férias, décimo terceiro, FGTS [Fundo de Garantia do Tempo de Serviço], hora extra, isso não mudo nem que a vaca tussa”, enfatizou a candidata, em entrevista após encontro com empresários na Associação Comercial e Industrial de Campinas, no interior paulista.

Em alguns casos, segundo Dilma, é possível fazer adaptações na lei, mas sem reduzir direitos, como no caso de trabalho de jovens aprendizes em micro e pequenas empresas. A candidata lembrou que a lei determina que os empresários paguem pela formação dos aprendizes, mas, para estimular a contratação, o governo anunciou na última semana que, nesses casos, a formação será custeada com recursos do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).

A candidata à reeleição voltou a comentar uma proposta apresentada nos últimos dias, de que, se reeleita, criará um regime tributário de transição para que micro e pequenos empresários não tenham que limitar o crescimento por medo de perder os benefícios e isenções do Simples Nacional. Dilma também se comprometeu a “acabar com a indústria da multa”, garantindo que a atuação dos fiscais tributários nas empresas de pequeno porte seja primeiro educativa, antes da aplicação da punição.

Ela reforçou o compromisso de reduzir a burocracia para os processos de abertura e, principalmente, fechamento de empresas e disse que as primeiras medidas serão anunciadas ainda neste mês. “Abrir e fechar empresas no Brasil é, de fato, um grande desafio. Temos o compromisso de assegurar que esse tempo seja reduzido, que saia de 100, para, em alguns casos, cinco dias”.

Campanhas internacionais 

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Juan Hervas
Juan Hervas

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Rally against the austerity measures

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QUANDO OS INIMIGOS DO POVO FALAM EM ESTIMULAR A ECONOMIA, ESTÃO PRESSIONANDO POR UM SALÁRIO MÍNIMO DE FOME, PELO FIM DO BOLSA FAMÍLIA, E PARA O GOVERNO NÃO INVESTIR NO BEM-ESTAR DA POPULAÇÃO

Os bancos, as indústrias e as empresas nacionais e estrangeiras aumentaram seus ganhos neste 2013, tanto que um jornal direitista e conservador festejou:

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Outras manchetes que desmentem os mensageiros de notícias ruins:

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Curitiba
Curitiba

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A ganância não tem limite. No Brasil do tráfico de minérios, de água, de moedas e de imensos latifúndios, o Jornal Estado de São Paulo, neste primeiro de janeiro, trapaceia quando faz a previsão: “O governo terá de lidar com diversas amarras em 2014, o que dará pouco espaço para estimular a economia brasileira. A expectativa é que o padrão econômico do País dos últimos anos se repita com baixo crescimento e inflação elevada”.

O que propõe o monopólio do Estado de São Paulo da família Mesquita, proprietária de diversificados negócios?

Quando perde a credibilidade, a imprensa seleciona algum tecnocrata para vender sua mensagem. O escolhido foi  Armando Castelar, “coordenador da área de economia aplicada do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV)”. O destaque para o cargo visa reforçar a “profecia científica”.

“Para Castelar, as consequência de um eventual ajuste seriam redução no reajuste do salário mínimo e alta no desemprego. ‘Acho que o governo não quer tocar demais no bem-estar da população. O custo é tão grande que o governo deve empurrar com a barriga’, diz. Embora afirme que o ajuste terá de ser feito algum dia, o economista acredita que as reservas internacionais podem ajudar a adiar mudanças pouco populares”.

O achismo de Castelar – em defesa de medidas antipopulares, e do gosto das ditaduras, das elites e das agências internacionais de risco, controladas pelos banqueiros – é uma repetida catilinária contra os governos nacionalistas. Que provocou o suicídio de Vargas e a deposição de Jango. Que pregou o vitorioso golpe de 64, defendido pelo jornal Estadão. Uma ditadura militar que cassou a liberdade sindical e a estabilidade no emprego do trabalhador brasileiro.

Com a redemocratização, o jornal dos Mesquita apoiou os ajustes do governo Fernando Henrique, que rasgou a CLT e privatizou mais de 75% das empresas estatais, entregando ao capital estrangeiro todas nossas riquezas, as terras raras, os aquíferos, os latifúndios na devastação da Floresta Amazônica, a telefonia, os bancos estaduais, as empresas de energia, a Vale do Rio Doce, os poços de petróleo e gás, e que fatiou a Petrobras. Foi o maior roubo da história mundial.

Os reajustes de Fernando Henrique, hoje são realizados nos países da Europa que não possuem bomba atômica: Espanha, Portugal, Irlanda, Grécia e outros, pela Troika formada pelo FMI, e conforme avaliações de agências de risco, que são a SERASA, o SPC internacionais, que protegem os interesses dos especuladores e das multinacionais da colonização global.

As agências de risco são serviços de defesa do capitalismo selvagem e colonizador do Terceiro Mundo, e de espionagem econômica e financeira. E guardiães dos paraísos fiscais.

Para as agências de risco e a imprensa conservadora e entreguista, o Brasil não tem futuro, e para o povo brasileiro não existe salvação, condenado a uma vida sem esperança nos empregos temporários, e recebendo o salário da fome e do medo.

Profetiza o Estãdão: ” Se o governo decidir, por exemplo, aumentar os gastos para estimular a economia, a situação fiscal tende a piorar ainda mais, e aumenta o risco de o Brasil ser rebaixado pelas agências de risco num ano de disputa eleitoral – em junho, a agência Standard & Poor’s colocou a perspectiva de rating brasileiro de estável para negativo.

‘O desejo do governo seria o de colocar o pé no acelerador porque 2014 é um ano eleitoral. Mas existe uma restrição dada pelas agências de risco”, afirma Juan Jensen, economista e sócio da Tendências Consultoria. A estimativa para 2014 é que o Produto Interno Bruto (PIB) cresça 2,1% e inflação, medida pelo IPCA, fique em 6%.”

Para o Estadão, a política econômica do Brasil deve ser decidida pela Standard & Poor’s, e por (in)tendências de anônimos tipo Juan Jensen.

Para o Estadão, se Dilma continuar beneficiando a “classe média” de Lula, e investindo em políticas sociais, não há jeito maneira:  “A inflação, em particular, também tende a ser um incômodo neste ano por causa da pressão dos preços administrados. Em 2013, esse grupo foi beneficiado pelo congelamento das tarifas dos transportes e pelo baixo reajuste do combustível [para beneficiar os acionistas estrangeiros, especuladores podres de ricos. Soros é um deles]. Assim, os administrados devem subir apenas 1,5% em 2013, nível considerado baixo e que não deve se repetir em 2014”.

Relembre que foi o preço dos transportes que acordou o povo para as manifestações de rua. Protestos reprimidos com violência e mortes pelos governadores estaduais, notadamente Geraldo Alckmin, em São Paulo; e Sérgio Cabral, no Rio de Janeiro.

O Estadão que condena o povo nas ruas, justifica o aumento dos preços das passagens de ônibus. Mais do que isso: tudo que for aumento nos preços dos serviços essenciais: “A economia está tão amarrada que desamarrá-la não vai ser fácil. A inflação reprimida está muito alta e, se o governo liberá-la, o BC terá de subir os juros para impedir um patamar mais alto da inflação’, afirma Armando Castelar. Novas altas da taxa básica juros (Selic) podem esfriar ainda mais a economia brasileira. A expectativa do Ibre é que o PIB cresça 1,8% em 2014, e a inflação fique em 6,1%.”

Inacreditavelmente para o Estadão, o que é bom para os Estados Unidos não é bom para o Brasil: “O controle inflacionário também deve ser dificultado pela normatização da política monetária dos Estados Unidos, o que trará mais pressão para o câmbio – com a desvalorização do real – e um possível repasse para os preços. O Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) iniciou em dezembro a retirada dos estímulos da economia. Reduziu as compras mensais de ativos de US$ 85 bilhões para US$ 75 bilhões.

‘O fim dos estímulos nos Estados Unidos diminui a liquidez internacional e complica um pouco o mercado brasileiro’, afirma Jensen. Para ele, o BC está se aproximando do fim do ciclo de aumento da taxa básica de juros (Selic). Desde abril, os juros subiram de 7,25% ao ano para 10% ao ano.”

Certamente, o Estadão não recomenda que o Banco Central do Brasil “inicie a retirada dos estímulos da economia”.  Escreveu este editorial (que transcrevi na íntegra) para rogar “mais espaço para estimular a economia”. Confira

Os vândalos (infiltrados e terroristas policiais) dos protestos não amedrontam o povo que quer paz e um Brasil melhor sem colonialismo

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Existem balões de ensaio na imprensa. Escreve Leandro Mazzini:

“Embaixadas alertam estrangeiros para saírem do Brasil

Não foi só por compromissos que o presidente da FIFA, Joseph Blatter, viajou para a Europa em meio à Copa das Confederações.

Desde Segunda, as principais Embaixadas em Brasília e escritórios governamentais de dezenas de países emitem alertas sigilosos para seus compatriotas deixarem o Brasil, diante da crescente onda de protestos e violência nas capitais e interior.

Entraram na lista políticos e empresários CEOs de multinacionais. A coluna teve confirmação de dois casos, um dos Estados Unidos e outro de país do Oriente Médio.

Embora haja esforço do governo para manter a ordem e as manifestações indicam arrefecimento dos movimentos, há preocupação das outras nações com as consequências dos protestos sem controle nas ruas, que comparam às mobilizações da Primavera Árabe”.

Este ano tivemos várias greves gerais na Europa e sem alertas nas embaixadas

Vou colocar vários posts (clique neles) para a devida comprovação de vários protestos e greves em Portugal, Espanha, Inglaterra, França, Itália, Grécia e outros países. Não houve nenhuma ameaça de golpe. E  a imprensa de cada país fez o serviço de sempre: nenhuma propaganda para desestabilizar o governo.

Veja manchete de hoje do principal jornal golpista de Porto Alegre:

BRA_ZH jornal de direita diz povo prot

Primeira mentira do Zero Hora: “A democracia não está em cheque”. O jornal não teve coragem de nomear os “grupos radicais”. 

Sobre Joseph Blatter noticia hoje o Portal da Imprensa

 

Jornalista escocês da BBC comemora vaias ao presidente da Fifa

 

O repórter e escritor escocês da BBC, Andrew Jennings, um dos principais adversários da cúpula da Fifa e do seu presidente, Joseph Blatter, publicou, na última terça-feira (18/6), um texto em que aborda os protestos que tomam conta do Brasil e as vaias direcionadas a Blatter e à presidente Dilma Rousseff na abertura da Copa das Confederações.

Crédito:Divulgação
Jornalista comemorou vaias ao presidente da Fifa
De acordo com a Pública, contente pela reação da torcida, Jennings fez um pedido: “Forcem o Blatter e a Fifa a deixarem os estádios. Tirem a Fifa da Copa do Mundo”. Ele ainda escreveu: “Continuem vaiando, camaradas. Continuem vaiando Blatter e os ardilosos da Fifa seja lá onde eles aparecerem durante a Copa das Confederações. Tirem os ladrões das ruas, dos hotéis, das extravagantes celebrações regadas a champanhe e, principalmente, tirem eles dos futuros elefantes brancos que vão se tornar os estádios”.

Jennings é o autor do livro “Foul!”, publicado no Brasil com o nome “Jogo Sujo”, e do especial “Fifa’s Dirty Secrets” (Os Segredos Sujos da Fifa), especial transmitido pela emissora britânica BBC no programa “Panorama”. Seu trabalho relata as práticas fraudulentas realizadas dentro da Fifa, que envolvem alguns dos principais dirigentes que passaram pela entidade que rege o futebol.

“Vaiem e assobiem quando as limousines deles chegarem, vaiem nos camarotes VIPs, vaiem tão alto que impeça o início dos jogos, que o apito do juiz não seja ouvido”, disse o repórter. “E depois disso? Direcionem sua raiva para reclamar seu país de volta e tirar de cena os seus próprios trapaceiros”, completou.

Segundo informações apresentadas pelo escocês, altos dirigentes da Fifa recebiam propinas milionárias da falida agência de marketing ISL para direcionar a venda da transmissão televisiva. Entre os envolvidos revelados pela Suprema Corte da Suíça estavam os brasileiros João Havelange e Ricardo Teixeira, que precisaram pagar uma multa para a justiça do país europeu.

 

Murió Margaret Thatcher, una brutal guerrera de la clase dominante

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Socialist Worker

Quienes recuerdan lo que Thatcher hizo a los mineros (y a muchas otras comunidades de la clase trabajadora) preferirán inmortalizarla como el poeta Shelley inmortalizó a otro político conservador, Lord Castlereagh, después de la masacre de Peterloo en 1819: “Encontré el asesinato en el camino/ tenía una máscara como Castlereagh”.

Y es que a lo que se dedicaba Tatcher era al asesinato. A veces el asesinato era metafórico (de industrias y comunidades). Con todo, destruyó vidas humanas.

Otras veces el asesinato era real. Supervisó la guerra sucia que se estaba desarrollando entonces en Irlanda. La crueldad de Tatcher también se hizo manifiesta cuando condenó a los huelguistas de hambre irlandeses a la muerte en vez de concederles el reconocimiento como presos políticos por el que estaban luchando.

Los 907 miembros del personal militar argentino y británico muertos en las Islas Malvinas en 1982 no habrían muerto si Thatcher no hubiera decidido retomar por la fuerza una absurda anomalía colonial. Su legado fue que continuara la posesión británica de las Malvinas, lo que sigue envenenando las relaciones con Argentina.

Thatcher se regodeaba con la guerra. Cuando finalmente su gobierno decidió prescindir de ella en noviembre de 1990, suplicó permanecer como primera ministra hasta que terminara la guerra que estaba por llegar contra el Iraq de Saddam Huseín.

Aunque fue moralmente despreciable, probablemente Thatcher podía afirmar que fue la última dirigente británica de importancia histórica mundial. Asumió el cargo en mayo de 1979 en una coyuntura histórica crítica.

En aquella década la economía mundial estaba entrando en su segunda gran recesión, prueba de que el largo periodo de bonanza de las décadas de 1950 y 1960 había más que acabado. Por debajo de la crisis económica hubo un brusco descenso de la tasa de beneficio sobre el capital en comparación con los años del último periodo de bonanza.

Recuperar la rentabilidad exigía forzar la tasa de explotación de los trabajadores. Pero, particularmente en Gran Bretaña, la clase dirigente estaba atrapada entre la espada y la pared. Se enfrentaba a una clase trabajadora bien organizada y combativa que durante el periodo de bonanza había construido en los centros de trabajo una poderosa estructura organizativa de base.

El movimiento de los trabajadores británicos, dirigido por los mineros y estibadores, había acabado con el predecesor conservador de Thatcher, Ted Heath, entre 1972 y 1974. La gran revuelta por el jornal de 1978-1979, el “invierno del descontento” que destruyó el Contrato Social introducido por los laboristas después de Heath, mostró la persistente fuerza de este movimiento.

Antes de que Thatcher ganara las elecciones generales de 1979, ya se había calificado a sí misma de “Dama de Hierro” para representar una forma de hacer política de la clase dirigente mucho más dura y combativa de lo que se había vuelto común en los años del periodo de bonanza. Desenterró las ortodoxias del libre mercado que habían sido enterradas con la Gran Depresión de la década de 1930.

Más que cualquier otro prominente político capitalista Thatcher promovió lo que pronto se conocería como el neoliberalismo. Pronto tuvo un aliado inmensamente poderoso en el nuevo presidente republicano de derecha de Estados Unidos, Ronald Reagan.

Pero Reagan se enfrentaba a un movimiento de los trabajadores menos poderoso y en la época en la que asumió la presidencia en enero de 1981 se pudo beneficiar del impacto de la brutal recesión impuesta por Paul Volcker, director de la Reserva Federal estadounidense, en octubre de 1979.

A Thatcher y a sus aduladores les gustaba elogiar su valor. De hecho, particularmente en sus primeros años en Downing Street, fue cautelosa y a menudo hizo todo lo posible para evitar confrontaciones prematuras que pudieran provocar una respuesta demasiado poderosa de la clase trabajadora.

Gozó de una enorme ventaja que heredó de sus predecesores, el primer ministro laborista Harold Wilson y después de él, Jim Callaghan. El Contrato Social finalmente falló, pero consiguió integrar a una cada vez más burocratizada capa de prominentes representantes sindicales para colaborar en la administración y el Estado.

Esto significó, por ejemplo, que los jefes de la gigante empresa del automóvil British Leyland podían actuar en contra de uno de los más poderosos de estos representantes. Derek Robinson, el enlace sindical de la fábrica Longbridge en Birmingham, se encontró apartado del taller y se consiguió discriminarle.

También significó que a menudo el sectarismo falsificó la solidaridad. Esto hizo que para Thatcher fuera más fácil aislar la épica huelga de mineros de 1984-1985.

Pero también tuvo suerte. Si los armeros argentinos hubieran colocado las espoletas adecuadas en sus bombas, la mayoría de los barcos de guerra británicos habrían acabado en el fondo del Atlántico sur y Thatcher habría tenido que dimitir en medio de la ignominia.

También fue afortunada con sus enemigos, lo cual fue cierto respecto a sus oponentes laboristas: primero Michael Foot y después Neil Kinnock ocultaron una política cada vez más de derecha detrás de un globo de aire caliente de retórica.

Por encima de todo esto fue cierto respeto a los dirigentes sindicales que para su eterna vergüenza permitieron que los hombres y mujeres de las comunidades mineras lucharan solos durante un año. Escuadrones militarizados de policía ocuparon pueblos mineros y los compinches de Thatcher organizaron un sindicato esquirol a medida que la desesperación y las privaciones minaban la voluntad de lucha de los mineros.

Pero hubo momentos en los que se la podría haber derrotado, sobre todo en julio de 1984, cuando una operación organizada de esquiroles provocó una huelga nacional de estibadores y también ese mismo otoño cuando los sustitutos de los mineros (supervisores) amenazaron con abandonar el trabajo. En ambas ocasiones la burocracia sindical acudió a rescatarla.

En el periodo subsiguiente a su victoria Thatcher trató de radicalizar sus intentos de remodelar Gran Bretaña para el individualismo posesivo del mercado. Para finales de la década de 1980 ella y su ministro de Hacienda Nigel Lawson habían maquinado la primera bonanza creada por la burbuja financiera de la era neoliberal.

Pero al final Thatcher intentó hacer demasiado. Jactanciosamente en 1989-1990 impuso el impuesto de capitación [poll tax] por el cual todo el mundo, fueran millonarios o indigentes, tenía que pagar la misma cantidad [de impuestos] para financiar el gobierno local.

Llegó una explosión social caída del cielo, los mayores disturbios que había visto Londres desde la década de 1930 y un movimiento de masas de 14 millones de personas que se negaban a pagar ese impuesto. Finalmente, el instinto de supervivencia obligó a los conservadores a echar a Thatcher de su búnker y a abolir el impuesto.

Esta es la lección más importante del mandato de Thatcher. Por suerte ha muerto cuando está entrado en vigor un ataque aún mayor al estado de bienestar que cualquiera de los que ella preparó.

La mejor forma de venganza de clase de Thatcher sería crear un movimiento social aún mayor para acabar con el gobierno de coalición y sepultar todo lo que ella levantó aún más profundamente que el ataúd en el que va a yacer.

Traducido del inglés para Rebelión por Beatriz Morales Bastos