Estupro ou curra no campus da Universidade Federal de Juiz de Fora?

A Polícia Civil instaurou o inquérito que vai apurar o estupro de uma estudante de 17 anos, que (aconteceu) dentro do Campus da UFJF, no último fim de semana. Conforme a titular da Delegacia de Proteção e Orientação à Família, Maria Isabela Bovalente Santo, a investigação deve ser concluída em 30 dias. A apuração não teve início de imediato, já que o crime teria acontecido dentro de um instituição pública federal, portanto, o caso seria encaminhado à Polícia Federal. Somente na terça-feira foi definido que a competência seria da Polícia Civil. (Quem definiu esta competência?)

Paralelamente à investigação criminal, docentes da UFJF coletam assinaturas para cobrar a apuração interna e a punição dos autores, além da implantação de ações educativas dentro do campus. O manifesto de repúdio, que já foi assinado por quase 30 professores, será encaminhado à Reitoria e à direção do Instituto de Artes e Design, além de outras autoridades. “Muito embora saibamos que a violência física e simbólica contra as mulheres ocorre em toda a sociedade, não podemos admitir tais atrocidades no ambiente acadêmico”, diz o documento.

A Associação dos Professores de Ensino Superior (Apes) também cobra providências da UFJF. “A Apes apoia a manifestação de repúdio e enxerga nesse episódio a situação de barbárie que vive nossa sociedade. O caso depõe contra o processo de humanização pregado dentro de uma instituição de ensino”, destacou o presidente da Apes, Rubens Rodrigues. (Tribuna de Juiz de Fora)

A UFJF informou que, hoje, o reitor Henrique Duque deve anunciar medidas visando a disciplinar eventos na instituição, até que uma comissão seja reativada. O reitor está viajando. O crime aconteceu na noite da última sexta-feira. Vai chegar cansado da viagem. Que cansada é a vida de um reitor.

O Ministério da Educação continua calado. Essa de  reativar comissão é piada. Expulsão dos implicados. E justiça rápida.

Cadeia para os sádicos, os estupradores, os desviados sexuais de uma sociedade corrupta. Cadeia sim!  Continuo acreditando que foi uma curra. Isto é, um grupo de universitários covardes, machistas,  safados, desajustados, brutamontes e torturadores seviciaram sexualmente uma menina de 17 anos.

Antes de 64, nos meus tempos universitários, os estudantes realizavam trotes. Eles são necessários. Era uma oportunidade para criticar a política, os costumes, o comportamento de personalidades. A estudantada ainda continua com medo de tocar em assuntos controversos.

Os jornais vendidos querem transformar os trotes em ações beneficentes de escoteiros. Tipo doar sangue, caminhada pela paz dos ricos etc. Não é por aí.

O Projeto Camelot, da CIA, na ditadura militar, aplicou no Brasil, via Ministério da Educação, o lema distorcido dos hippies: “Faça o amor, e não faça a guerra”. Então, com os projetos Mauá e Rondon começaram o liberou sexual, das drogas e os embalos de sábado à noite. Este programa do Brasil da tortura, dos sequestros, dos estupros continua nos trotes e calouradas.

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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