ALAGOAS Um blogueiro marcado para morrer

A corrupção mata mais jornalistas políticos do que uma guerra. Aliás, a corrupção é mais sangrenta do que qualquer guerra. Porque mata silenciosamente pela fome, pela falta de medicamentos, pela marginalização econômica dos sem emprego, dos sem terra, dos sem teto, dos sem nada.

Mata com o fogo do chumbo das balas, ou com o aço frio das facas todos os que denunciam os corruptos e corruptores.

Jornalistas sérios, independentes e livres são os principais alvos das máfias do desvio de verbas públicas, da sonegação, dos precatórios, do comércio dos burocratas e tecnocratas, dos serviços fantasmas, das obras inacabadas, dos traficantes de moedas, dos bandidos togados, políticos e militares.

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Comunicador é morto a tiros e pedradas e corpo encontrado na orla de Pilar

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Antonio Victor Lopes

Victor Lopes, executado com certeiros tiros na cabeça
Victor Lopes, executado com certeiros tiros na cabeça

por Cláudia Galvão


Vários tiros na região da cabeça, além de lesões cuja origem será investigada, assim foi encontrado o corpo do comunicador Antônio Victor Lopes, de 24 anos, sábado último, 24 out, na orla da cidade de Pilar, na região metropolitana de Maceió.

Victor foi morto com vários tiros e havia pedaços de tijolos próximo à sua cabeça, o que pode indicar que o jovem também foi agredido. A vítima saíra de casa na noite de sexta-feira, e seu cadáver foi encontrado por volta das 9h30 na orla da Lagoa Manguaba. Não há informações sobre os assassinos.

Quantos às motivações, o delegado Manoel Wanderley, titular da cidade, deve iniciar as investigações pelas atividades políticas da vítima. Dono de uma fanpage (Pilar Online), Victor Lopes era extremamente atuante nas redes sociais, com críticas bastante incisivas contra vereadores e ex-prefeitos.

De acordo com informações apuradas pelo Alagoas 24 horas, o blogueiro voltou à cidade há pouco mais de dois anos, após se ‘desentender’ com vereadores da cidade. O jovem ainda teria denunciado ter sofrido duas agressões, que não teriam sido formalizadas junto à polícia judiciária. Entre amigos, Victor é descrito como uma pessoa “polêmica”.

Natural da Bahia, Victor afirmava ser servidor da Prefeitura de Pilar, logo, partidário do atual gestor Carlos Alberto Canuto. A família ainda não informou detalhes sobre velório e sepultamento, que devem ocorrer neste domingo, 25.

Sindicato dos Jornalistas

A diretoria do SINDJORNAL, bem como toda a classe de jornalistas, vem a público emitir uma nota de pesar pelo falecimento do jovem Antonio Victor Lopes, na cidade do Pilar.

Mesmo não tendo registro profissional, o jovem que era proprietário do perfil PILAR ONLINE, e prestava relevantes serviços de comunicação a população daquela cidade.

Nós, enquanto comunicadores, lamentamos o assassinato brutal de um jovem que tomou para sí um compromisso com sua comunidade de passar informações e manter a sociedade em alerta sobre os fatos ocorridos no Pilar.

Muito respeitosamente prestamos solidariedade à família ao mesmo tempo que em cobramos das autoridades a mesma competência nas investigações do assassinato do jovem comunicador, demonstrada em outras ocasiões.

Julgamos ser importante esclarecer os fatos para saber se o crime tem qualquer tipo de envolvimento com a atividade que ele desempenhava, o que representaria um retrocesso e uma afronta a sociedade.

A classe de comunicadores do Estado de Alagoas está em luto, com mais essa voz que foi calada de forma violenta. Que a justiça seja feita

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DIREÇÃO DO SINDICATO DOS JORNALISTAS PROFISSIONAIS DO ESTADO DE ALAGOAS

15-M Brasil. Não temos movimento de indignados. Temos despejos da justiça. Sempre contra o povo

Esta manchete ( “15 horas de terror”) de um jornal de Belo Horizonte me enganou. Fui ler a notícia acreditando que falasse dos mil habitantes da Capital mineira que, às 6 horas da madruga, acordaram com a zoadeira dos latidos e dos relinchos da polícia, enquanto o prefeito de m. dormia, e dormia o desembargador Afrânio Vilela.

Justamente às 6 horas,  mais de mil belo-horizontinos eram acordados pela polícia montada e a pé, com seus cachorros treinados. Isto sim que é terror. Que a polícia em bairro de pobre, em rua de pobre, sempre chega metendo o pé na porta, e atirando.

A manchete do “Aqui” era sobre mais um sequestro de gerente em um assalto de banco. Para resolver tais casos falta polícia.

A imprensa chora. Não pelo pobre bancário. A imprensa conservadora sempre geme pelos bancos.

Espanto besta da imprensa. Dinheiro roubado de banco, o seguro paga. Banco sempre recebe com juros.

Um vivente retirado de sua casa, na marra, também considero terrorismo. E quando são mais de mil?

E quando as moradias dessas pessoas são derrubadas…  isso tem nome?

Descreve Diniel Silveira 

Em meio a um amontoado de colchões, roupas e o pouco que restou das dezenas de barracos da ocupação Eliana Silva, na Vila Santa Rita, Região do Barreiro, em Belo Horizonte, cerca de 100 pessoas decidiram permanecer no local desde essa sexta-feira, quando a Polícia Militar iniciou o cumprimento do mandado de reintegração de posse da área. Dormindo ao relento e se valendo de sombrinhas para se proteger do sol forte, os integrantes do grupo mantinham esperança de poder permanecer no local. Entretanto, após reunião entre as lideranças do movimento, ficou decidido que o terreno seria totalmente desocupado. As pessoas saíram da área no começo desta noite.

Entre as pessoas que permaneceram na área, cerca de 20 são crianças, a maioria de colo. Segundo um dos líderes da ocupação, Leonardo Péricles, coordenador do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas, a situação precária em que as crianças se encontram foi determinante para a decisão de deixar a área.

Cerca de 50 policiais militares também permaneceram no local desde a noite anterior. Segundo o tenente Thiago Rocha, não houve nenhum tipo de protesto ou confronto. Ele permitiu a entrada de água e alimentos no terreno. Como os fogões industriais que havia no local foram retirados pela PM, restou ao grupo improvisar um fogão a lenha.

Frei Gilvander é uma das pessoas que também permaneceram no local. Articulador dos movimentos de sem teto e sem terra, ele recebeu permissão dos policiais para receber até cinco pessoas por vez dentro da área. Enquanto isso, todo o terreno começou a ser cercado pela prefeitura com arames farpados. Tal situação, segundo a assessoria do Ministério Público, seria questionada à Justiça por dois promotores da Coordenadoria de Inclusão e Mobilização Social, uma vez que a cerca está sendo instalada em um terreno sub-judice.

Com informações de Pedro Ferreira.

Cerca de arame farpado lembra campo de concentração. Veja vídeo 

Veja a razão da minha revolta, de meu nojo dessa gente. Leia 

Prefeito de m. Márcio Lacerda despeja 350 famílias. Falta agora doar o terreno para um empresário amigo

Belo Horizonte virou uma Roma de Nero
Belo Horizonte virou uma Roma de Nero

A justiça brasileira tão lenta e cara, costuma agir rápida e militarmente no desalojamento de pobres famílias pobres. Isso no Brasil dos sem teto. É a justiça PPV. Do Pinheirinho, em São José dos Campos. Com a soldadesca comandada pelo presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, o desembargador Ivan Sartori. Cães de guerra que atiram balas contra o povo, jogam bombas contra o povo, toda uma batalha desigual para favorecer um empresário corrupto, Naji Nahas, ex-preso da Polícia Federal. É a justiça PPV. Do governador Sérgio Cabral, também inimigo do povo, que desapropriou matas, bosques, fazendas e praias, em São João da Barra, para presentear o bilionário Eike Batista, que se autodenomina Bundinha de Ouro. Leia mais 

É a justiça dos despejos e dos precatórios que beneficiam os  corruptos moradores de palácios encantados no Brasil e no exterior. Taí o dono da Delta como exemplo. Isso acontece porque empresas corruptas não podem ser punidas criminalmente.  Tanto que, só agora,  informa o jornalista Flávio Ferreira,

a comissão do Senado que prepara a proposta de um novo Código Penal aprovou a inclusão da criminalização de empresas que participam de casos de corrupção contra a administração pública.

Se aprovado, o anteprojeto poderá permitir o fechamento ou a imposição de penas como multas ou prestação de serviços à comunidade contra as empresas.

Segundo o relator da comissão, o procurador da República Luiz Carlos Gonçalves, nos delitos contra o patrimônio público é insuficiente punir apenas os executivos ou funcionários de pessoas jurídicas diretamente envolvidos nos crimes.

“A ideia é surpreender esse fenômeno infelizmente comum no Brasil no qual a pessoa jurídica se vale de funcionários como se fossem laranjas, e quando chega a hora da responsabilização criminal, só os funcionários são responsabilizados e a empresa continua com sua atividade perniciosa e nociva. Pela nossa proposta isso acabou”, disse Gonçalves.

É a justiça de um Brasil cruel. Que escravizar uma pessoa constitui uma inflação menor que um conflito de trânsito. Confira .  E todo escravocrata sequestra, prende, tortura e rouba o salário dos miseráveis.

A polícia herodiana em ação hoje em Belo Horizonte
A polícia herodiana em ação hoje em Belo Horizonte

PREFEITO DE M.

O prefeito de Belo Horizonte, do PSB, mandou despejar 350 famílias sem teto da Ocupação Eliana Silva, localizada no bairro Barreiro de Baixo, na Avenida Perimetral, Santa Rita, em Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil. O despejo começou a partir das 6 horas da manhã desta sexta-feira, quando “seu” M. ainda dormia. Cem barracos já foram demolidos e os moradores que se danem.

Faz bem o povo cantar. O nome dele  “Começa com m, termina com erda. Adivinha o que que é”.  Escute a música.

Os cães contra o povo
Ensinaram 400 cães a morder os pobres

DIVINA AÇÃO

A ação de despejo coletivo, realizada no prende e arrebenta, por 400 policiais fortemente armados, foi autorizada pela juíza da 6ª Vara de Feitos da Fazenda Municipal da Comarca de Belo Horizonte,  Luzia Divina de Paula Peixoto, cujo despacho foi publicado em 26 de abril último. Exemplar justiça rápida!  Veja vídeo da brutalidade policial contra o pobre povo pobre. São 1. 400 pessoas jogadas na rua. Viviam miseravelmente. Mesmo assim toda mãe de família, que morava em um casebre,  chora: – perdi tudo.

Cavalaria montada no povo de Belo Horizonte
Cavalaria montada no povo de Belo Horizonte

Leia. 

Honradez e coragem de uma menina: apresenta os nomes dos selvagens estupradores da Universidade Federal de Juiz de Fora

Pai de estudante vítima de suposto (Suposto? Existem dois laudos médicos) estupro (ou curra?) na UFJF oficializa registro de crime na delegacia. A estudante de 17 anos também prestou depoimento sobre o crime que teria (Teria? Foi um hospital que acionou a Polícia Militar. E a PM remeteu o boletim de ocorrência para a Polícia Federal e Civil)  acontecido durante uma calourada. A delegada responsável pelas investigações vai intimar as pessoas citadas pela universitária.

por Luana Cruz

A estudante de 17 anos, que afirmou (Os médicos que constataram. A vítima nem sabia) ter sido vítima de estupro dentro (Tanto faz dentro ou fora. Todos diretórios estudantis têm o reconhecimento oficial da Reitoria) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), e o pai dela prestaram depoimento na Delegacia de Orientação e Proteção à Família sobre o crime. De acordo com a Polícia Civil, na quarta-feira, o pai da adolescente oficializou na delegacia a denúncia do crime de estupro (Essa providência já tinha sido tomada pela Polícia Militar), cujo registro é condicionado à representação da vítima, de acordo com a legislação vigente.A família da jovem alega (Alega? A palavra certa é confirma) que o abuso aconteceu durante uma calourada realizada no Instituto de Artes e Design da universidade na última sexta-feira. Durante a comemoração, a garota tomou um copo de cerveja. Após ingerir o líquido, a jovem informou que não se lembrava de nada (Desapareceu a informação de que foi colocado entorpecente no copo).Ela foi encontrada por algumas veteranas ( Por que sabiam o local do crime?) caída (E desmaiada) atrás do prédio do instituto e levada para um quarto. No dia seguinte, a adolescente acordou com dores e sangramento e foi encaminhada para a Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora. A universitária passou por exames médicos que constataram os abusos (E que a garota era virgem).A delegada Maria Isabela Bovalente Santo, responsável pelas investigações, vai intimar as pessoas citadas pela universitária tanto em depoimento, como no registro do boletim de ocorrência feito pela Polícia Militar.

O laudo de corpo de delito será solicitado ao Posto de Medicina Legal a fim de materializar o crime em apuração. Um equipe de policiais civis foi designada para fazer levantamentos que possibilitem a autoria do estupro (A vítima já apresentou nomes. A amiga universitária que levou a adolescente para o hospital também sabe os nomes dos covardes seviciadores, um bando de tarados estupradores). O prazo para conclusão do inquérito é de 30 dais.

A UFJF informou que a festa não foi realizada pela instituição (Notinha safada. Não realizada pela reitoria. Mas por um diretório estudantil da instituição)  e que as possíveis ocorrências registradas durante o evento estão sendo conduzidas pelos órgãos competentes (Não tanto. Que manobraram a retirada, a debandada da Polícia Federal). Serão instalados procedimentos internos de apoio às investigações das autoridades policiais. Estado de Minas 
 
Honradez: Observação rigorosa dos deveres da moral e da justiça. Honestidade. Probidade. Decoro. Pudonor. Integridade de coragem.
Coragem: Firmeza de ânimo ante o perigo, os reveses, os sofrimentos. Constância. Perseverança (com que se prosegue no que é difícil de conseguir).

Estupro ou curra no campus da Universidade Federal de Juiz de Fora?

A Polícia Civil instaurou o inquérito que vai apurar o estupro de uma estudante de 17 anos, que (aconteceu) dentro do Campus da UFJF, no último fim de semana. Conforme a titular da Delegacia de Proteção e Orientação à Família, Maria Isabela Bovalente Santo, a investigação deve ser concluída em 30 dias. A apuração não teve início de imediato, já que o crime teria acontecido dentro de um instituição pública federal, portanto, o caso seria encaminhado à Polícia Federal. Somente na terça-feira foi definido que a competência seria da Polícia Civil. (Quem definiu esta competência?)

Paralelamente à investigação criminal, docentes da UFJF coletam assinaturas para cobrar a apuração interna e a punição dos autores, além da implantação de ações educativas dentro do campus. O manifesto de repúdio, que já foi assinado por quase 30 professores, será encaminhado à Reitoria e à direção do Instituto de Artes e Design, além de outras autoridades. “Muito embora saibamos que a violência física e simbólica contra as mulheres ocorre em toda a sociedade, não podemos admitir tais atrocidades no ambiente acadêmico”, diz o documento.

A Associação dos Professores de Ensino Superior (Apes) também cobra providências da UFJF. “A Apes apoia a manifestação de repúdio e enxerga nesse episódio a situação de barbárie que vive nossa sociedade. O caso depõe contra o processo de humanização pregado dentro de uma instituição de ensino”, destacou o presidente da Apes, Rubens Rodrigues. (Tribuna de Juiz de Fora)

A UFJF informou que, hoje, o reitor Henrique Duque deve anunciar medidas visando a disciplinar eventos na instituição, até que uma comissão seja reativada. O reitor está viajando. O crime aconteceu na noite da última sexta-feira. Vai chegar cansado da viagem. Que cansada é a vida de um reitor.

O Ministério da Educação continua calado. Essa de  reativar comissão é piada. Expulsão dos implicados. E justiça rápida.

Cadeia para os sádicos, os estupradores, os desviados sexuais de uma sociedade corrupta. Cadeia sim!  Continuo acreditando que foi uma curra. Isto é, um grupo de universitários covardes, machistas,  safados, desajustados, brutamontes e torturadores seviciaram sexualmente uma menina de 17 anos.

Antes de 64, nos meus tempos universitários, os estudantes realizavam trotes. Eles são necessários. Era uma oportunidade para criticar a política, os costumes, o comportamento de personalidades. A estudantada ainda continua com medo de tocar em assuntos controversos.

Os jornais vendidos querem transformar os trotes em ações beneficentes de escoteiros. Tipo doar sangue, caminhada pela paz dos ricos etc. Não é por aí.

O Projeto Camelot, da CIA, na ditadura militar, aplicou no Brasil, via Ministério da Educação, o lema distorcido dos hippies: “Faça o amor, e não faça a guerra”. Então, com os projetos Mauá e Rondon começaram o liberou sexual, das drogas e os embalos de sábado à noite. Este programa do Brasil da tortura, dos sequestros, dos estupros continua nos trotes e calouradas.

Universitárias da tradicional família mineira: “Caloura com cara de puta”

Estupro e homofobia na Federal de Juiz de Fora

Circula na lista da Associação Nacional dos Programas de Pós-graduação em Comunicação (Compós) uma notícia de causar asco: uma moça de 17 anos fora estuprada em uma festa do Instituto de Artes e Design da Universidade Federal do Juiz de Fora (UFJF).

Obrigados pelo próprio Diretório Acadêmico que, pasmem leitores e leitoras, se chama Vladimir Herzog, estudantes da Faculdade de Comunicação daquela Instituição aplicaram o seguinte trote: andar com cartazes com os seguintes dizeres: “Caloura com cara de sapatão”, “Caloura com cara de puta”.

Esse tipo de trote, espantosamente praticado por estudantes de Comunicação, incitou uma onda de conservadorismo, machismo e homofobia que culminou com o estupro da estudante.

Como tem sido regra em quase todas as universidades federais, ninguém quer apurar nada e muito menos assumir a violência. A direção da UFJF lavou as mãos alegando que o fato ocorreu “fora dos muros da UFJF”. O fato fez com que o Departamento de Jornalismo da Facom/UFJF uma Nota de Repúdio contra todas as formas de discriminação. Um absurdo não apenas o estupro da estudante mas a violência psicológica praticada contra e pelos calouros. Meu repúdio e minha solidariedade aos atingidos. De longe, sinto-me, também violentado por cartazes tão imbecis. Por Gilson Monteiro

Calouro passa mal em trote depois de beber cachaça

Calouro obrigado a vestir trajes de menina e beber uma garrafa de cachaça. Tem apenas 17 anos
Calouro obrigado a vestir trajes de menina e beber uma garrafa de cachaça. Tem apenas 17 anos

Um calouro que foi forçado a beber ficou desmaiado na calçada e teve de ser socorrido pelos bombeiros depois do trote que recebeu ao entrar em uma faculdade de Juiz de Fora. Veteranos disseram que ele virou uma garrafa de pinga e que ele não estava mal ao final da “brincadeira”.

Ele foi socorrido pelo Bombeiros e encaminhado ao hospital. Assista ao flagrante. Clique aqui

Galeria de fotos

Estupro ou curra de estudantes da Universidade Federal de Juiz de Fora

As polícias Federal e Civil de Minas Gerais vão atuar juntas na investigação do estupro de uma estudante de 17 anos, ocorrida entre a noite de sexta-feira (13) e a manhã de sábado (14). Vão. Isso pode demorar.

Cinco dias após o registro do estupro, no Campus da Universidade Federal de Juiz de Fora, Minas Gerais, as polícias ainda não iniciaram as investigações.

O trâmite burocrático emperra o início da apuração do crime. Somente ontem ficou definido que caberá à Polícia Civil, por meio da Delegacia de Proteção e Orientação à Família, investigar, e não a Polícia Federal. Apesar do crime ter acontecido em um prédio da União.

Mesmo assim, até a tarde de ontem, o expediente ainda não havia chegado nas mãos da delegada titular da especializada em crimes de família, Maria Isabella Bovalente. Essa demora precisa ser explicada.

A Polícia Militar registrou um boletim de ocorrência e avisou as polícias Federal e Civil. A Delegacia de Mulheres e o Conselho Tutelar de Juiz de Fora também acompanham o caso. “As primeiras informações (anônimas) acusam  a jovem de ter ingerido bebida alcoólica misturada a uma substância que a deixou desacordada”. Pretendem incriminar a vítima. Talvez exista um abafa da UF-JF ou pressão política por parte dos pais dos estudantes envolvidos.

De acordo com a PM, a estudante do curso design da instituição foi socorrida por amigas, que a levaram ao hospital no sábado (14).

Perícia médica constata violência sexual

A vítima deu entrada na Santa Casa de Misericórdia após acordar, no sábado, e sentir desconforto e dores nas partes íntimas. No hospital, ficou constado o estupro, e a PM acionada.

Uma colega de classe da vítima, 21 anos, relatou aos policiais que havia deixado a amiga no evento, por cerca de 40 minutos, na companhia de outros jovens, que são os pricipais suspeitos. Ao retornar, teria encontrado a garota descomposta e com arranhões nos braços. Ela teria levado a estudante para sua casa e, no dia seguinte, acompanhado a adolescente na consulta médica, por imaginar que ela poderia ter sofrido abuso sexual.

Após o atendimento na Santa Casa, a adolescente foi submetida a exame de corpo de delito no Hospital de Pronto Socorro (HPS). Conforme a PM, o crime ficou comprovado durante a perícia médica. A ocorrência teve o acompanhamento da conselheira tutelar Delfina Mônica Costa, já que os pais da jovem moram no interior de São Paulo.

“Fizemos o acompanhamento, inclusive no hospital. Ela recebeu atendimento ambulatorial, mas não precisou ser internada. Agora, vamos informar o ocorrido à Vara e à Promotoria da Infância e Juventude. Se o fato ocorreu mesmo na universidade, é muito preocupante, porque a festa tinha bebidas para adolescentes.” Na manhã de ontem, ela e o vereador Noraldino Júnior (PSC) acompanharam os pais da vítima até a 1ª Delegacia Regional de Polícia Civil, em Santa Terezinha.

“Fui acionado pelo Conselho Tutelar como presidente da Comissão Antidrogas da Câmara. Como ela teria tomado só essa dose e ficado desacordada, suspeitamos que o criminoso colocou no copo algum entorpecente. O fato é que ela desacordou e, quando voltou, estava com sangue nas pernas e muito grogue. O próprio laudo apontou que ela era virgem. Vemos com decepção o fato de eles (família) terem escolhido a cidade e voltarem com uma imagem tão negativa.”

Pais vieram às pressas do interior de SP

Informados no final da noite de sábado sobre o estupro da filha mais velha, os pais viajaram às pressas do interior de São Paulo para poderem encontrar a jovem que mora há apenas 45 dias em Juiz de Fora. “Às 23h30, a conselheira tutelar me ligou e falou que havia acontecido um problema, que minha filha havia sido estuprada. Viemos imediatamente. Ela me disse que lembra de ter ido com uma pessoa para um lugar escuro atrás do prédio, mas estava completamente dopada e não tinha como reagir”, disse a mãe da jovem, 40 anos.

“A UFJF, até agora, não entrou em contato conosco. As investigações nem começaram. Talvez, se agissem mais rápido, o culpado pudesse ser pego, já que eles têm o nome de todos os alunos. O que aconteceu com minha filha foi muito sério. Se tivesse mais segurança no campus, nada disso teria ocorrido. Ela me ligou e pediu para ir. Só deixei porque jamais pensei que isso pudesse acontecer no prédio e dentro da universidade em que ela estuda”, acrescentou, no final da manhã de ontem, quando procurou ajuda na 1ª Delegacia Regional de Polícia Civil, em Santa Terezinha.

“Vou entrar com processo contra a instituição e contra o responsável pelo evento. Ela passou em três universidades e optamos pela UF-JF. Mandei minha filha para a instituição que considerávamos melhor e mais segura. Ela era virgem e, agora, estou levando minha filha para casa desse jeito. Vai passar, mas vai demorar e vai ser difícil.”

O bullying sempre indica a presença de uma gangue

O coordenador do Diretório Central dos Estudantes (DCE), Felipe Fonseca, classificou o episódio como “violência bárbara”. Ele ressaltou que a situação reforça o machismo da sociedade, problema que também afeta a universidade, evidenciado, principalmente, nos trotes e nas calouradas. “Vamos fazer uma campanha, por meio de um informativo, e o caso do estupro, com certeza, vai estar presente. Precisamos resgatar o debate dentro da UF-JF.”  É outro vai-vai.

Representantes do Coletivo Feminista Maria Maria – Mulheres em Movimento, núcleo da Marcha Mundial de Mulheres em Juiz de Fora, também repudiaram o crime, e afirmaram que a discussão precisa ser mais ampla. “Como grupo de mulheres criado e organizado na UFJF para debater e promover ações que discutam a mulher na universidade e na sociedade em geral, é inaceitável que o caso seja tratado apenas como problema de segurança no campus, sem levantar o debate de violência contra a mulher, que deveria ser o foco do caso.”

Temos vários crimes acontecendo na Universidade: o bulismo, o tráfico de drogas, a presença de um estrupador, ou mais de um, aproveitando que a menina estava desacordada. Era uma festa fechada, com senhas numeradas, e quem distribuiu as senhas sabe os nomes de todos os participantes.

Este pode ser mais um  caso de uma série de estupros dentro da Universidade. Um tarado que a polícia precisa mostrar a cara, e a justiça encontrar uma lei para punir o covarde torturador e estuprador, o maníaco sexual solto dentro da UF-JF.

Há uma forte possibilidade de curra. Pelos arranhões em várias partes do corpo. Pelas insuportáveis dores nas partes íntimas. Todo mundo sabe que o ato sexual não hospitaliza ninguém. Isso indica várias penetrações. Duas ou mais almas sebosas.

Polícia e Universidade desacreditados

Indignados, os pais da caloura do Curso de Artes e Design informaram que já entraram em contato com advogados no município onde moram, no interior paulista, os quais ficarão responsáveis por cobrar agilidade na apuração.

“Não tivemos retorno das polícias. Não estamos nem surpresos com essa demora. Como tudo no país, acredito que vai dar em nada. Mas nossos advogados ficarão em cima. É uma pena porque, se não houver rigor na investigação, outras pessoas podem acabar sendo vítimas como nossa filha”, comentou o pai da adolescente.

Segundo ele, a filha não voltará para cursar a faculdade na UF-JF. “Juiz de Fora acabou para ela. Escolhemos a instituição por ser segura. Permitimos que ela fosse à festa porque aconteceria dentro do local onde estuda, onde havíamos subentendido que estaria em segurança. Mas aconteceu tudo ao contrário”, desabafou o pai.

A UF- JF informou ontem que, durante todo o dia, levantou informações sobre o crime, mas que, somente no final da tarde, o Setor Jurídico teve acesso ao boletim de ocorrência da Polícia Militar. Passou essas informações para a delegada Maria Isabella Bovalente? A instituição garantiu que irá tomar providência administrativa. Até sexta-feira, o reitor Henrique Duque, que está em viagem, deve anunciar uma medida a curto prazo para regular os eventos no campus. A instituição ainda informou que o reitor irá procurar a família da adolescente e se colocar à disposição. O reitor deve explicações para todos os pais de alunas. Todos.

Cabe ao reitor exigir o máximo rigor da polícia nas investigações, expulsar os envolvidos, e reclamar da justiça justiça.

Até agora o Ministério da Educação continua calado. O famoso nada a declarar.