A divisão europeia sobre os refugiados vê-se nos dezenas de milhares que saíram à rua FÉLIX RIBEIRO 12/09/2015 – 20:16

Multidões em Londres e Copenhaga exigiram aos seus governos que façam mais. Aos apelos do Ocidente, responderam concentrações nacionalistas e anti-imigração nos países do Centro da Europa.

Estocolmo, Suécia AFP PHOTO/ JONATHAN NACKSTRAND
Estocolmo, Suécia AFP PHOTO/ JONATHAN NACKSTRAND
Nice, França AFP PHOTO/ VALERY HACHE
Nice, França AFP PHOTO/ VALERY HACHE
Berlim, Alemanha AFP PHOTO/ AXEL SCHMIDT
Berlim, Alemanha AFP PHOTO/ AXEL SCHMIDT
Lisboa ENRIC VIVES-RUBIO
Lisboa ENRIC VIVES-RUBIO
Lisboa ENRIC VIVES-RUBIO
Lisboa ENRIC VIVES-RUBIO
Varsóvia, Polónia REUTERS/ SLAWOMIR KAMINSKI/AGENCJA GAZETA
Varsóvia, Polónia REUTERS/ SLAWOMIR KAMINSKI/AGENCJA GAZETA

O dia da defesa dos refugiados foi também o dia das grandes divisões europeias. Quarenta mil pessoas em Londres e 30 mil em Copenhaga exigiram este sábado que os seus governos fizessem mais para acolher as centenas de milhares de refugiados que chegaram este ano à Europa. No Ocidente, dezenas de cidades europeias fizeram eco destes dois epicentros da reivindicação por uma Europa inclusiva. Mais a Leste, porém, sobressaiu o tom anti-imigração.

Os protestos enquadram as divisões europeias à entrada para uma semana de decisões importantes em Bruxelas. E, nos casos de Londres e Copenhaga, são dedos apontados a governos conservadores que resistem em abrir portas.

Assistiu-se ao mesmo tom em várias cidades francesas, em Haia marcharam centenas em silêncio e, em Viena, ponto-chave do fluxo de refugiados na Europa, cerca de 6000 pessoas repetiram as palavras de ordem que chegaram às redes sociais: “Refugiados bem vindos”.

Em Berlim esperavam-se 5000 pessoas para uma vigília à luz das velas e, em Hamburgo, onde se proibiu um protesto da extrema-direita, mais de 10 mil pessoas apoiaram quem foge à guerra, fome, perseguição e discriminação. Reportagem de Félix Ribeiro. Leia mais e veja vídeos.

O racismo, o preconceito, o fanatismo religioso, o extremismo político, campanhas odientas provocaram guerras civis na Europa de ditaduras marcadas por massacres e holocaustos, como ainda hoje acontece, e o chamado Brasil Cordial está a pedir um novo massacre à 1964.

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Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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