RJ: ‘Grande ato e passeata contra a violência do Estado’ é esta tarde

PROFESSOR RIO

 

Diário Liberdade – A greve da categoria da educação já ultrapassa os dois meses de duração. Na quinta feira, organizam debate sobre as mobilizações.


A greve da categoria da educação já ultrapassa os dois meses de duração e tem enfrentado toda classe de repressão e intoxicação midiática, por enquanto com notável êxito. Segundo o Sepe-RJ, a última manipulação veio diretamente da Prefeitura, quem segundo o sindicato terá “tentado confundir a categoria e a sociedade” divulgando informações falsas sobre as reivindicações do Professorado.

Quanto à repressão, à escandalosa ação violenta da PM (ainda estão na memória as agressões e detenções de faz pouco mais de uma semana no desalojo da Câmara do Rio de Janeiro), somam-se agora ataques cibernéticos. Assim, o site do Sepe foi alvo de uma sabotagem na noite de sábado, resultando na perda de informações do site. O sindicato “estranha que tal tipo de ataque ocorra em um momento de grande mobilização das redes estadual e municipal e a coincidência de tal ataque ocorrer às vésperas do grande ato e passeata contra as violências do Estado programados para ocorrer nesta segunda-feira (dia 7 de outubro), com concentraçao na Candelária, a partir das 17h”.

Mobilização nessa tarde

O Sepe-RJ convoca uma passeata unificada para hoje (segunda-feira) pelas 17:00 horas, com saída da Candelâria. É no âmbito da histórica greve do ensino no Rio de Janeiro, brutal e repetidamente reprimida pela PM ao serviço de Paes e Cabral, e os convocantes esperam “um grande ato e passeata contra as violências do Estado”.

O sindicato da categoria chama a mobilizar-se nessa tarde com o seguinte texto de convocação:

“A educação pública no Rio de Janeiro está ameaçada. Paes e Cabral, fecham escolas e turmas, superlotam salas de aulas e berçários de creches, pagam salários miseráveis e promovem aprovação automática.

Isso tudo para desviar o dinheiro público para empresários e promover a privatização da educação.

Os educadores estão em greve, desde do dia 8 de setembro, para defender uma educação pública de qualidade e ao invés de receber o sindicato para buscar resolver os problemas, Paes e Cabral, chamam a Polícia militar que joga bombas e gás de pimenta nos educadores.

Não podemos aceitar mais essa violência!

Chega de repressão!

Queremos negociação e revogação do Plano aprovado de forma autoritária no dia 30 de setembro!

Queremos uma Educação Totalmente Publica e de Qualidade para todos, sem deslocação de verba publica parafundões privadas, como a Fundação Roberto Marinho e o Instituto Ayrton Senna.

Venha lutar em defesa da educação pública, antes que ela desapareça!”

greve professor polícia

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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