Madrid canta Grândola, Vila Morena

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Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade
Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada esquina um amigo
Em cada rosto igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto igualdade
O povo é quem mais ordena
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola a tua vontade
Grândola a tua vontade
Jurei ter por companheira
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
“Grândola, Vila Morena” é a canção composta e cantada por Zeca Afonso que foi escolhida pelo Movimento das Forças Armadas (MFA) para ser a segunda senha de sinalização da Revolução dos Cravos em Portugal. A canção refere-se à fraternidade entre as pessoas de Grândola, no Alentejo, e banida pelo regime salazarista como uma música associada ao comunismo. Às zero horas e vinte minutos do dia 25 de abril de 1974, a canção era transmitida na Rádio Renascença, a emissora católica portuguesa, como sinal para confirmar as operações da revolução. Por esse motivo, virou símbolo popular da revolução assim como do início da democracia em Portugal. Hoje a música vem sendo cantada pelos espanhóis nos protestos de rua contra as privatizações dos serviços e empresas estatais.

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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