Cinco ações para derrubar um governo

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Basta o acompanhamento diário das manchetes dos jornais da elite, nos países democráticos, para se ter uma leitura da propaganda golpista.

Paradoxalmente a mídia é mantida ora pelos governos nacionalistas ora pelos governos estrangeiros colonialistas. É esta imposição, em nome da liberdade de imprensa, que os governos da Argentina, Venezuela, Bolívia e Equador decidiram não aceitar.

Primeiro não se financia o inimigo. Segundo, a liberdade de imprensa não é uma propriedade exclusiva da empresa, do barão da mídia, e sim um direito do trabalhador, do jornalista.

Conheça o mais famoso teórico de golpes neste novo milênio sangrento. No You Tube existem várias conferências e filmes sobre Gene Charp.

 

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¿Cómo se llevan a cabo los golpes de Estado en el siglo XXI? En tiempos en que la guerra ‘cuerpo a cuerpo’ no es eficaz, han surgido nuevos métodos para tomar el poder.

“La naturaleza de la guerra en el siglo XXI ha cambiado.” Así lo manifiesta desde hace tiempo el politólogo Gene Sharp, que recuerda que “nosotros combatimos con armas psicológicas, sociales, económicas y políticas”.

Estas son las armas que en la actualidad se usan para derrocar Gobiernos sin tener que recurrir a las armas convencionales. Sharp es autor de un polémico ensayo titulado ‘De la dictadura a la democracia’, que describe 198 métodos para derrocar Gobiernos mediante lo que se conoce como ‘golpes suaves’.

Esos golpes se llevarían a cabo mediante una serie de medidas que van desde el debilitamiento gubernamental hasta la fractura institucional, como sería el caso de lo que está ocurriendo en Venezuela promovido por la oposición, según algunos expertos.

Derrocamiento de Gobiernos en cinco pasos

Los ‘golpes suaves’ de Estado se desarrollarían en cinco etapas:

Primera etapa: Consistiría en llevar a cabo acciones para generar y promocionar un clima de malestar. Entre dichas acciones destacan la realización de “denuncias de corrupción y la promoción de intrigas”, señalan los expertos.

Segunda etapa: Se procedería a desarrollar intensas campañas en defensa de la libertad de prensa y de los derechos humanos acompañadas de acusaciones de totalitarismo contra el Gobierno en el poder.

Tercera etapa: Esta fase se centraría en la lucha activa por reivindicaciones políticas y sociales y en la promoción de manifestaciones y protestas violentas, amenazando las instituciones.

Cuarta etapa: En este punto se llevarían a cabo operaciones de guerra psicológica y desestabilización del Gobierno, creando un clima de “ingobernabilidad”.

Quinta etapa: La fase final tendría por objeto forzar la renuncia del presidente mediante revueltas callejeras para controlar las instituciones, mientras se mantiene la presión en la calle. Paralelamente se va preparando el terreno para una intervención militar, mientras se desarrolla una guerra civil prolongada y se logra el aislamiento internacional del país.

La “violencia no es tan eficiente”, opina Sharp, dado que el poder no es monolítico y que “en los Gobiernos, si el sujeto no obedece, los líderes no tienen poder”.

sharp violência

Gene já sofreu vários tipos de acusações. De ser agente da CIA e defensor do Black Bloc, que me parece ser a mesma coisa.

Undoubtedly the most successful and best known proponent of nonviolence in the last two decades, Gene Sharp received funding for his doctoral dissertation from the Defense Department’s Advanced Research Projects Agency, and his Albert Einstein Institution received grants from the International Republican Institution and the National Endownment for Democracy (the international agencies of the Republican and Democratic Parties, respectively) in order to translate and distribute some of Mr. Sharp’s writings internationally (this even according to a pro-Sharp article that initially claims his organization has received no government funding). Campaigns for nonviolent movements in other countries in which Sharp played an influential role also received major funding from the IRI and the NED, as well as the Rand Corporation, George Soros, and others.

Soldados desenho o símbolo da paz, por Banksy
Soldados desenho o símbolo da paz, por Bristol Banksy

O Black Bloc é financiado pela CIA?

PALHAÇO – AÇO

palhaço-aço-aço
de imposto
em dia
e aço na bacia
no baço
na boca
e
o braço
palhaço-aço-aço
que vira
sardinha degradada
quando sobe
a escada
da
baldeação
palhaço que
perde
a
graça
no meio da praça
com bombas
e
efeitos imorais
palhaço que
sem fazer rir
sobrou partir
rumo
à
revolução
não tem
palhaço
aqui
não
seus
comédia
tem tragédia
querendo ser
revertida
tem história
querendo
ser
ouvida
roteiro de rua
a responsa
também
é
SUA

———————-

TEXTO: Fabio Chap

FOTO: Dani Berwanger

AUDIODESCRIÇÃO: Destaque de um manifestante com capacete branco, nariz de palhado, cobrindo a boca segura um pedaço de papelão branco como se fosse um escudo e segurando um cassetete de borracha, escrito no papelão a palavra “NHOQUE”. Uma alusão ao batalhão de choque que está com seu fardamento completo e seus escudos no plano de fundo com o destaque da palavra “CHOQUE”

SELETA: Fotógrafos Ativistas

Foto Dani Berwanger

Levantes libertários: do ludismo aos Black Blocs

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por Rodrigo Oliveira
   Se olharmos a História percebemos que levantes populares são uma constante no passado: os hebreus se rebelaram e fugiram dos egípcios, os escravos romanos sob comando de Espártaco quase destruíram Roma, entre tantos outros exemplos. Em nosso passado recente percebe-se que desde o século XVII começam a haver levantes libertários no mundo ocidental. Originalmente se rebelavam contra a opressão do clero e da nobreza nos campos e nas cidades. Intelectuais iluministas tentavam compreender o fenômeno e as explicações eram das mais variadas.
         Para alguns membros do pensamento iluminado – que surgia dentro da burguesia como uma forma de resistência ao mercantilismo e às “justificativas” divinas para os privilégios feudais – tais levantes eram uma forma de expressão popular e, dessa forma, justificada pela opressão. Para outros iluministas, mesmo avessos à nobreza e ao clero a destruição de campos, igrejas e símbolos dessas duas castas era um grande barbarismo.
         Do século XVII em diante percebemos que cada geração descobriu formas próprias de resistência, baseados nas condições que se apresentavam para a luta social. Algumas vezes tais manifestações mostravam o desconhecimento de quem era o verdadeiro inimigo.
         O movimento ludista – atribuído a um indivíduo que pode não ter existido chamado Ned Ludd – é um exemplo. Na transição do século XVIII para o XIX o sistema capitalista dava seus primeiros passos. Não se sabia muito bem o que era – tanto que sequer era chamado dessa forma. Os trabalhadores seguidamente perdiam seus empregos devido ao desenvolvimento de novas tecnologias. Cada máquina podia substituir cem funcionários.
         Como os ludistas agiram? Simples, quebrando as máquinas. Eles não conseguiam ver que a máquina não era o inimigo e sim o dono da máquina que explorava sua força de trabalho. Como sempre, os donos do poder reagiram e uma violenta repressão caiu sobre esses operários: qualquer um que se rebelasse seria violentamente perseguido e quem quebrasse uma máquina teria a pena de morte decretada. Ainda, para proteger os interesses econômicos os soldados dos exércitos nacionais passaram a defender as fábricas.
ludismo
         No desenvolvimento dos levantes populares ao longo do século XIX, uma das formas de resistência era impedindo que as forças armadas – que defendiam o capital e não os cidadãos (alguma mudança?) – tivessem livre trânsito. Como as ruas eram estreitas, a população bloqueava com entulhos fazendo barricadas nas ruas. Desse jeito, os soldados tinham seu poder de mobilidade e formação de combate limitados. O povo podia, mesmo com paus, pedras e outras armas artesanais enfrentar as forças regulares, pois atacavam nas barricadas, nas sacadas e topo dos prédios.
Isso ocorreu na Revolução Francesa, nas jornadas de 1830 e 1848 e deixou de acontecer pelo fato dos estados perceberem e reformularem as cidades para impedir esse tipo de organização. Essa é uma das causas pelas quais a Comuna de Paris ter falhado: Napoleão III depois dos acontecimentos de 1848 reorganizou as ruas de Paris para que fossem largas e dificultar a construção das barricadas que necessitavam de muito mais materiais e eram rapidamente destruídas pelos soldados que tinham condições de fazer suas formações ofensivas sem riscos de ataques pelos flancos (prédios).
         Ainda no século XIX, mas principalmente no século XX, os trabalhadores se organizavam em grandes sindicatos e partidos de esquerda (algumas vezes até supranacionais) e com movimentos solidaristas os trabalhadores faziam amplas greves gerais que paralizavam as nações e ameaçavam os donos do capital.
         A estruturação do Estado de Bem Estar Social foi uma espécie de vacina “natural” utilizada pelos países e a ultima grande greve parece ter acontecido no glorioso Maio de 1968.
         Ao mesmo tempo, no século XX houve movimentos pacifistas que colocavam em xeque o poder militarista das nações ao não enfrentar os opressores com armas e sim com a simples desobediência civil – não trabalhavam ou não obedeciam às ordens de quem os subjugava. A Índia sob o comando de Gandhi é o maior exemplo de resistência pacífica, conseguindo a libertação do jugo britânico. Outro grande exemplo é a conquista dos direitos civis pelos afro-descendentes nos Estados Unidos sob o comando de Martin Luther King Jr.
         Em outros momentos simplesmente eclodia rebeliões das mais variadas formas e espontâneas quando a tirania era grande e colocava em risco a própria sobrevivência das populações ou quando a exploração era demasiada. As Intifadas palestinas contra os opressores israelenses tanto no século XX como no XXI são exemplos.
         No final do século XX e início do século XXI surgiu uma nova forma em que as manifestações passaram a ser realizadas. Essas são conhecidas vulgarmente como Black Blocs e conjugam em si algumas características do nosso tempo.
         Em um primeiro plano percebemos que os jovens que aderem aos Black Blocs sempre utilizam os rostos tapados por capuzes, lenços ou camisetas. Sim, isso é algo lógico se pensarmos que estamos vivendo em um mundo onde câmeras estão em todos os lugares e é muito fácil a identificação dos cidadãos. Tendo em vista que o Estado tem uma premissa a autodefesa, certamente tentará identificar e enquadrar esses cidadãos nos rigores da lei.
         Muitos críticos – inclusive parte daqueles que lutaram contra os militares durante o período ditatorial – dizem que quando se manifestavam estavam de peito aberto e rosto desnudo. E comparam isso como se essa nova geração fosse um bando de covardes.
         Estranho, pois todos os guerrilheiros abandonavam sua vida civil e iam para a clandestinidade. Trocavam de nome, corte ou cor de cabelo, cidade, estado. Eram mecanismos para ocultar a própria identidade. Mesmo assim, o regime postava cartazes com os rostos dos cidadãos e muitos caíram presos por isso. Isso são formas diversas de ocultar a própria face e se livrar da repressão.
         Outra característica é a violência descabida não apenas contra os símbolos do capitalismo como o patrimônio público e privado. Isso é um fato interessantíssimo se formos analisar sociologicamente. No passado – e vamos pegar no século XX – os trabalhadores brasileiros é que detinham uma grande organização. Havia um princípio teórico e prático de ação: a mobilização através de greves. Nos períodos ditatoriais (Estado Novo e Regime Militar) muitas vezes a resposta foi de grupos armados enfrentando o sistema, mesmo assim havia um inimigo a ser combatido e com formas e objetivos claros de intervenção.
         Nos dias de hoje percebemos uma grande desestruturação de valores políticos, culturais e sociais. Isso é um reflexo da pós-modernidade que descentralizou completamente as lutas político-sociais. Diante de um quadro de levante popular sem uma organização central e com objetivos claros tende-se à violência descabida.
         Há uma espontânea ação de destruição. Os objetivos são menos claros que dos antigos ludistas, que viam e centralizavam nas máquinas a sua rebeldia. Agora os Black Blocs são desprovidos de uma coordenação geral e se juntam espontaneamente através das redes sociais. Existem dos mais variados interesses políticos. Ou seja, ideologicamente é pulverizado. Não há um comando da esquerda, do centro ou da direita.
         É por isso que os Black Blocs assustam tanto, pois é um movimento espontâneo que surge exatamente em um momento de completo afastamento da classe política do resto da Nação. Não segue os padrões conhecidos, não possui uma agenda definida e pode eclodir em qualquer momento sob qualquer bandeira, desde que consiga sensibilizar simpatizantes pelas redes sociais (que são incontroláveis). O Estado ainda não sabe como enfrentar essa “ameaça”.
         Ou seja, os Black Blocs são a síntese da pós-modernidade dos dias atuais: inexistência de uma única causa, ora individualismo ora a irracionalidade de uma multidão, a busca pelo anonimato, um ódio contra a máquina do sistema, mas não se sabe bem o que é o sistema, pois as novas gerações estão cada vez menos politizadas.
          Isso leva a grandes equívocos para a compreensão dentre nossos intelectuais, em sua grande maioria presos aos valores e conhecimentos do século XX. A direita vai enquadrá-los como criminosos (sim atacam os símbolos do capital e o patrimônio) e arruaceiros. A esquerda sem ter o controle sobre o movimento vai enquadrá-la como vândalos e analisá-los com o desdém de uma multidão despolitizada. E disso resulta que a direita os vêem como “anarquistas” e a esquerda como se fossem os “freikorps” que surgiram na Alemanha pré-nazista. Um verdadeiro erro de ambas as partes.
           Como pode ser visto, os Black Blocs não são um simples bando de arruaceiros. Eles refletem a forma espontânea que ressurgiu a luta social nesse novo mundo pós-moderno do século XXI: o capitalismo triunfou de tal forma que as lutas sociais foram pulverizadas e ninguém mais vislumbra a exploração capitalista no âmago de todos os problemas sociais da humanidade.
           Enquanto isso, dezoito milhões de pessoas morrem de fome todos os anos (e a cada seis anos mais de cem milhões). O capital gera mais exclusões e sofrimento às nações e comunidades como nunca antes visto na nossa História.
Se analisarmos friamente, os Black Blocs são apenas uma entre tantas contradições do sistema capitalista. Apesar de tudo, mesmo que possamos julgar suas ações de forma errônea, são os Black Blocs que estão nas ruas lutando por um país e um mundo melhor.
            Para deter a ação dos Black Blocs não adiantará a repressão, pois para cada mascarado que seja desmascarado e preso, outros dez poderão ir para as ruas se forem sensibilizados pelas redes sociais. A melhor forma para lidar com eles é melhorando a sociedade ou criando (ou recriando) formas mais eficientes e politizadas de luta popular.

Chávez el Mito y la Europa incrédula

De lo Real Maravilloso
Foto: Juan Barreto
Foto: Juan Barreto

 

 

 

La leyenda venezolana de la Llorona cuenta como una joven enamorada es abandonada por su amante y en su locura asesina a su propia hija, es maldecida por el pueblo, huye a los llanos venezolanos donde se convierte en un espanto. Desde entonces, en el silencio de algunas noches oscuras, se escucha como llama a su hija en forma de lamento aterrador. Esta historia me la contó por primera vez un buen amigo venezolano al que estimo por su inteligencia clara y pragmática, fundamental para entender el proceso venezolano. Le pregunté, en tono de broma, si había escuchado alguna vez a la Llorona, y me contestó que “por supuesto que sí, todo el mundo la ha oído”. Le miré escandalizado y me sonrió. Pensé que su sonrisa era de complicidad pero con el tiempo me di cuenta que en realidad se estaba riendo de la incredulidad y el escepticismo europeo.Alejo Carpentier, en su maravillosa novela “El Reino de este Mundo”, cuenta la historia del esclavo François Mackandal al que atribuían propiedades mágicas en su lucha contra la dominación blanca en Haití. Mackandal fue capturado por las autoridades de la colonia, tras reunir a todos los esclavos negros para que presenciaran su ejecución, cuentan cómo se convirtió en mariposa para ser eternamente libre. El mito de Mackandal desencadenó una rebelión popular. La cuestión no está en si Mackandal tenía cualidades mágicas porque fue absolutamente real la rebelión de los esclavos. Una mística que tuvo consecuencias políticas. Alejo Carpentier le llamaba a estas historias mágicas y reales “de lo real maravilloso”.

Ante la ola de rumores que habitualmente sacuden las calles caraqueñas, un buen amigo europeo, rendido ante lo incomprensible del fenómeno, llegó a la conclusión que “en Venezuela la realidad es irreal”. Sin embargo, esta interpretación de la existencia permite que en América Latina todo sea posible. Los pueblos latinomericanos creen en sus leyendas, en sus mitos y en sus revoluciones porque creen en una realidad mágica, acuosa y voluble que pueden transformar.

Chávez ha muerto, ahora es una leyenda y un mito. El debate en Europa es si el Chavismo se mantendrá unido, mientras se escandalizan por las manifestaciones místicas del dolor de un pueblo. No consiguen relacionar cómo van de la mano la mística y la unidad de los movimientos populares en los procesos de liberación de América Latina. El Chávez Mito es un cemento, un hormigón armado que actúa en la unidad de las facciones del Chavismo y que actuará por mucho tiempo. Quien pisotee la memoria de Chávez saldrá del Chavismo.

De cara a las elecciones del 14 de abril, el Chavismo tiene garantizada la unidad mientras que la oposición, que se mantenía unida por un conjunto de intereses en contra de Chávez, tiene graves problemas de cohesión que pueden influir negativamente en la movilización de su electorado. Chávez en vida mantenía unido al Chavismo pero, aún más, mantenía unida a la oposición.

Aunque La Mesa de la Unidad Democrática, MUD, finalmente, haya conseguido la candidatura única con Capriles, el electorado opositor percibe estas divisiones internas y una falta de dirección política por la heterogeneidad de las corrientes políticas que la conforman. Es cierto que la oposición se ha acercado bastante en las últimas presidenciales pero, electoralmente, el Chavismo no se tendría que preocupar por la oposición: si el Chavismo moviliza a todo su electorado, ganaría con facilidad. Paradójicamente, la oposición, para tratar de arañar votos Chavistas, también se vea obligada a utilizar a Chávez el Mito con el argumento: “Chávez sí era un verdadero líder y ustedes no son Chávez”.

En cualquier caso, la Revolución Bolivariana ya tiene su leyenda que le dará cuerpo y consistencia durante un largo tiempo y la América Latina continuará por la senda de cambios con sus leyendas, sus mitos y sus revoluciones. Europa, sin embargo, no cree ni en sí misma. En la Europa de la crisis, creen en una realidad inerte, inmóvil y acartonada. Quizás Europa haga su revolución la noche que recupere su mística, crea en sus leyendas y escuche el terrorífico lamento de su Llorona cuando mate por hambre.

Madrid canta Grândola, Vila Morena

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Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade
Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada esquina um amigo
Em cada rosto igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto igualdade
O povo é quem mais ordena
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola a tua vontade
Grândola a tua vontade
Jurei ter por companheira
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
“Grândola, Vila Morena” é a canção composta e cantada por Zeca Afonso que foi escolhida pelo Movimento das Forças Armadas (MFA) para ser a segunda senha de sinalização da Revolução dos Cravos em Portugal. A canção refere-se à fraternidade entre as pessoas de Grândola, no Alentejo, e banida pelo regime salazarista como uma música associada ao comunismo. Às zero horas e vinte minutos do dia 25 de abril de 1974, a canção era transmitida na Rádio Renascença, a emissora católica portuguesa, como sinal para confirmar as operações da revolução. Por esse motivo, virou símbolo popular da revolução assim como do início da democracia em Portugal. Hoje a música vem sendo cantada pelos espanhóis nos protestos de rua contra as privatizações dos serviços e empresas estatais.

“Sin jóvenes rebeldes no hay cambios ni revoluciones”

“El pasado es referencia, no prisión, por eso los recambios generacionales que suceden cada cierto tiempo, son nueva vida y sin ellos no habría continuidad en las resistencias y en las luchas. Si nos dejamos atrapar por el pasado, la creatividad y la vida deja de tener sentido, pues repetir lo ya conocido es muerte”, sostuvo el periodista uruguayo Raúl Zibechi durante la charla “La emergencia juvenil en América”.

“Ser joven y no ser revolucionario es una contradicción hasta biológica”, recordó frente a un aula repleta Adazahira Chávez, de Desinformémonos,tras la presentación de un video con imágenes de las coberturas a movimientos estudiantiles que durante el último año ha realizado el equipo de la revista electrónica.

Fabio Alkim, de Brasil, advirtió sobre la importancia de no idealizar el crecimiento económico de su país, pues esta idea se basa en “datos que esconden muchas desigualdades internas”, que incluyen la modernización, privatización y mercantilización de las universidades federales y sus diversas áreas, por ejemplo, el financiamiento de las investigaciones en manos privada. Y entonces, se pregunta Alkim, “¿quién va a financiar las investigaciones que buscan generar un conocimiento crítico para la sociedad?”

Durante su participación, Brisa Araujo, de la Universidad de Sao Paulo, habló sobre la huelga estudiantil del primer semestre del 2012, que duró 113 días y en la cual participaron 95 por ciento de universidades federales y bachilleratos. Esta huelga, dijo, ha sido “la más larga de la historia estudiantil brasileña”.

Araujo dijo que el gobierno busca defenderse, recalcando el hecho de que se crearon 14 universidades federales, “pero ¿qué universidades? Se abrieron campus nuevos, con estructuras precarias, sin bibliotecas, sin comedores universitarios, con contrataciones precarias de profesores, bajo el modelo sustituto, sin ninguna clase de garantía, sin planes de carrera y con una inminente sobrepoblación, pues en el Plan de Restructuración y Expansión, se advierte que serán duplicadas las vacantes en las universidades”.

Venezuela. O choro contido da imprensa

Democracia se faz assim: nenhum jornalista foi preso. Diferente do Recife. A imprensa não foi censurada pela justiça. No Brasil até o Google teve seu diretor detido. As urnas eletrônicas da Venezuela têm comprovação do voto. No Brasil, não. A prova no Brasil é a fé na justiça cega.

Veja a raiva da imprensa venezuelana. Uma fera contida pela democracia do voto livre e direto e claro e possível de provar e constatar.

 

El nuevo triunfo del presidente, en 2012, amplía el horizonte de transformaciones estructurales de Venezuela. El gobierno ha fortalecido el papel del Estado en la economía, con mayor poder para planificar e implementar políticas, buscando intervenir – con creciente participación popular – en los principales medios de producción. Internamente, el petróleo ha financiado la estructuración y el fortalecimiento del mercado nacional, con un proceso soberano de industrialización (distinto a la industrialización dependiente y asociada a las transnacionales, llevada a cabo a partir de los años sesenta por Rómulo Betancourt y Nelson Rockefeller), la creación de nuevas empresas básicas e importantes obras de infraestructura.

Paulatinamente, los recursos que antes habían sido canalizados para las compañías petroleras o hacia cuentas bancarias de la élite privilegiada, fueron transformados en herramienta del Estado para combatir la pobreza y la economía rentista, improductiva e importadora. Externamente, los recursos del petróleo han sido utilizados como instrumento para la integración latinoamericana y caribeña, así como para el impulso a la construcción de un mundo multipolar. Venezuela ha asumido una nueva posición en sus relaciones internacionales: intenta diversificar su producción y sus exportaciones; diversificar los orígenes y los destinos del intercambio, no dependiendo comercialmente de un país comprador o un país proveedor.

La gran victoria de Chávez abre las puertas, por lo menos hasta 2019, para un camino largo hacia la consolidación de un país independiente, soberano e industrializado. El gran espectáculo democrático de todos los venezolanos debería ser suficiente para abrir los ojos de los desinformados. Debería ser suficiente para ridiculizar a los grandes medios de comunicación, que niegan lo que es innegable. Ganó Chávez, de nuevo. Ganó la democracia en Venezuela. Los derrotados fueron la élite liberal y privatizadora, las transnacionales del petróleo y del gas, los poderosos medios de comunicación. Junto a los perdedores, por detrás de ellos, están la CIA y el Departamento de Estado de los Estados Unidos.

Latinoamérica sigue respirando sin sobresaltos: en las inmaculadas elecciones presidenciales venezolanas, el presidente Hugo Chávez fue reelecto para un tercer mandato, impidiendo la restauración neoliberal alentada desde Estados Unidos y varios países europeos y avivando, una vez más, el proceso integrador de la región.

El triunfo bolivariano es un aliento para aquellos que en Latinoamérica y el mundo buscan salida a la crisis del neoliberalismo: sí se puede luchar contra el capitalismo. “Venezuela ha cambiado. La lucha de clases (ocultada por la historia tradicional) que se inició desde el mismo siglo XVI, hoy día está culminando: la antigua hegemonía de la cultura burguesa está siendo suplantada por una contrahegemonía de la clase popular”, dice el historiador y antropólogo Mario Sanoja Obediente.

Seguramente el análisis de los guarismos compruebe que la oposición derechista y ultraderechista del pasado ha logrado calar sectores de las clases medias e incluso a sectores populares. Sectores que gracias a la Revolución Bolivariana no tienen como preocupación principal comer, acceder a la educación y a la salud y tener techo propio.

Entre los logros en los 14 años de gobierno bolivariano, se pueden sumar la reducción de la pobreza y del desempleo, la eliminación del analfabetismo, la consecución de un alto nivel de desarrollo humano, un acceso gratuito al sistema de salud y a una red eficiente de alimentos, y la ubicación del país como el quinto en matrícula universitaria.

Vivimos un momento especial de regocijo por esta victoria de CHÁVEZ, todos los pueblos de Amé- rica Latina, y el Caribe, la consideramos nuestra, especialmente porque le imprime vigencia de patria nueva, renovada, fresca y revolucionaria al pensamiento de Bolívar, Morazán, Sucre, Martí, el Che y tantos y tantas mártires que ofrendaron sus vidas por nuestra libertad.

Tahrir. Una plaza sin jefes, órdenes, capitanes ni jerarquías

 

EN EL EMBLEMATICO ESPACIO PUBLICO FRENTE A LA SEDE DEL GOBIERNO EGIPCIO SE DECIDE EL FUTURO DE UN PAIS QUE QUIERE DEMOCRACIA

Manifestantes rezan
Manifestantes rezan

Los guerreros de plaza Tahrir tienen entre 20 y 30 años y ya van por su segunda revolución. Los une una fraternidad a toda prueba y un coraje capaz de desafiar a cualquier soldado de elite de un ejército profesional.

Los guerreros de la plaza

Tahrir no le tienen miedo a nada. Los potentes gases lacrimógenos que tira la policía tienen una carga letal denunciada por todas las ONG internacionales, pero ellos se pasean entre el humo como si fuera un jardín. “Ya estamos acostumbrados a los palos, las balas de goma, las corridas y el humo. No nos amedrentarán con eso”, dice Ali. Los grupos que protegen la plaza se mueven de manera despareja pero con la misma función: impedir que la policía entre y los desaloje: “Este es el espacio de nuestra revolución. Mientras permanezcamos acá, la revolución sobrevivirá”, afirma Abdel Gamal.

Vista aerea plazaTahrir esta noche
Vista aerea plazaTahrir esta noche

Para los guerreros de Tahrir, eso significa algo muy profundo: “Quiere decir que un movimiento popular y nacional es una expresión de soberanía y de legitimidad mucho más válida y transparente que los arreglos a espaldas del pueblo entre los militares y los políticos del viejo sistema”. Tahrir se prepara ya a una nueva velada revolucionaria. Sus defensores escrutan atentos los movimientos de la policía. Se mueven como felinos pacíficos, auténticos guerreros que protegen su legitimidad y el territorio conquistado a pesar de las heridas, de los golpes, de las diferencias entre ellos, de la amenaza inminente de una nueva barbarie policial. A su manera juvenil y comprometida, los guerreros sin armas de Tahrir son los guardianes de un sueño universal siempre inconcluso, siempre distorsionado. Aquí, en este espacio ya lamido por la luz de la luna se juega una partida que excede los espacios de la plaza. En Midan-Tahrir confluyen muchas cosas: estaciones de metro, avenidas importantes y la imagen del Egipto eterno con el Museo Egipcio rebosante de las maravillas más hermosas de la civilización de los faraones. Del otro lado está el pasado con el edificio ennegrecido por las llamas de la sede del partido de Hosni Mubarak, incendiado en enero apenas se inició la revuelta que lo derrocó. En el centro de la plaza está el presente y el aún incierto futuro. La democracia o la dictadura. Leia mais. Por Eduardo Febbro. Desde El Cairo