Quem é Eduardo Giannetti de Marina Silva?

sonegadores marina

 

Marina reúne os economistas mais retrógrados do Brasil, da direita e da extra-direita e os liberais (liberal, classificou o grande deputado Djalma Aranha Marinho, “é um direitista envergonhado”).

A equipe econômica de Marina tem a aprovação da velha imprensa conservadora do Brasil e do Império, e o apoio da troika que arruinou as economias da Grécia, da Espanha, da Irlanda, de Portugal e outros países da Europa.

Escreve Umberto Martins: O jornal britânico Financial Times voltou a criticar a presidenta Dilma Rousseff em editorial publicado nesta quinta, 2, no qual intima a chefe do Estado brasileiro a mudar os rumos da política econômica, levando em conta a reação e os desejos do mercado, que segundo os oráculos de plantão demanda ajuste fiscal e rigor total na aplicação do tripé neoliberal (juros altos, câmbio flutuante e superávit fiscal primário).

Bordão reacionário

Marina marionnete

O bordão que o jornal alardeia contra Dilma não é novo e vem sendo repetido pelos candidatos das forças conservadoras e neoliberais à exaustão. A receita desta gente, repudiada por Dilma, é a mesma que está sendo aplicada na Europa sob a batuta do Fundo Monetário Internacional. Significa estagnação da economia, desemprego em massa, redução de salários, corte de direitos e desmantelamento do chamado Estado de Bem Estar Social. É o que a direita, encarnando os desejos da oligarquia financeira, quer impor a qualquer preço por aqui.

A visão do mundo de Giannetti

Giannetti diz

Escreve Paulo Nogueira: Almocei com um amigo jornalista um dia desses e ele colocou na conversa, por uma fração de minuto, Eduardo Giannetti, o principal economista de Marina.

“Lembra que ele não declarava o voto e você ficava bravo com isso?”

Meu amigo se referia aos dias em que nós dois dirigíamos a Exame, coisa de uns quinze anos atrás.

Tinha esquecido.

Mas logo lembrei: Giannetti, como se fosse jornalista da Folha, nos dissera, numa entrevista, que não podia declarar seu voto.

Para mim, ali estava uma mistura de pretensão – como se o voto dele fosse influenciar multidões – e medo de se comprometer.

Naqueles dias, Giannetti era um típico economista ortodoxo, mais um entre tantos filhos de Thatcher.

Não havia nada de substancial nele que o distinguesse de outros da mesma linhagem, como André Lara Resende e Armínio Fraga.

As promessas de Marina 

marina mudança

Giannetti condicionou os compromissos de Marina em áreas como saúde e educação ao “equilíbrio fiscal”.

Quer dizer: se houver dinheiro, os compromissos serão honrados. Se não houver, serão engavetados. Os eleitores? Esqueçamos.

Esse tipo de compromisso é o melhor que qualquer ser humano pode assumir. Você promete o que quiser. E só entrega se puder.

Marina fala na “nova política”. Giannetti parece nos trazer o “novo orçamento”.

Marina conhece mesmo Giannetti além das superficialidades?

Se não, cometeu um erro extraordinário na escolha.

Se sim, a mudança principal que ela representa é o lado que ela agora defende.

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O retrocesso proposto por Marina

 

Marina perigo programa governo

 

Leia mais Paulo Nogueira. O editor deste blogue acrescentou o material ilustrativo. Pelo programa de governo de Marina, que teve em Gianetti um dos principais redatores, uma das principais propostas da candidata é reduzir a meta da inflação para 4% em 2016 e 3% em 2019. Um dos prováveis efeitos colaterais dessa redução é o desaquecimento da economia e consequentes demissões. Quando questionado sobre o assunto, Giannetti traz uma clara resposta sobre possíveis demissões. Convém repetir as palavras do economista: “O custo de não fazer [reduzir a meta da inflação] é maior que o de fazer” . E aí, como não cabe dizer que o desemprego é galopante ou crescente (adjetivos usados antes dos governos de Lula e Dilma), ele afirma que a geração de empregos despencou – sem mencionar que o Brasil se encontra em cenário de pleno emprego, o que explica a desaceleração na criação de novas vagas.

Segundo ele, não há relação negativa entre estabilidade e desemprego. É verdade: prova disso é que Lula e Dilma mantêm a estabilidade econômica e a geração de emprego mesmo enfrentando graves crises econômicas mundiais, desencadeadas nos Estados Unidos (crise no mercado de crédito imobiliário que quebrou o tradicional banco Lehman Brothers), Grécia e Espanha.

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Enquanto Dilma e Lula garantem a manutenção dos direitos trabalhistas, o aumento real da renda e a geração de emprego, Giannetti parece acreditar que esses não são os principais valores a serem preservados: “o custo de não fazer é maior que o de fazer”. A receita, então, para reduzir a meta da inflação, seria, segundo o economista, reajustar tarifas públicas, reduzir gastos públicos, rever isenções tributárias e~restabelecer ~ o tripé macroeconômico (de câmbio flutuante, meta de inflação e disciplina fiscal).

Reajustar tarifas públicas implica em onerar o cidadão, com mais gastos para o povo. Reduzir gastos públicos é reduzir gastos em políticas sociais (em outras palavras, é fazer o país voltar ao passado). Giannetti propõe explicitamente a revisão isenções tributárias, e parece não reconhecer que a desoneração da folha de pagamento das indústrias é uma das responsáveis por garantir a manutenção do emprego, beneficiando as indústrias, os empregados e os consumidores.

O governo também desonerou de PIS e Cofins a cesta básica (e olha que tentou expandir o benefício incluindo o ICMS e ISS, mas estados e municípios não abriram mão das receitas). Além disso, o governo reduziu (até chegou a zerar nos momentos mais críticos da economia mundial) o IPI sobre produtos como automóveis, linha branca e móveis.

Quanto a “restabelecer o tripé macroeconômico”, não se restabelece o que está em vigência. No Brasil de 2014, a inflação está dentro da meta, a disciplina fiscal está mantida (vide a aprovação das contas públicas pelo TCU e a Lei de Responsabilidade Fiscal) e persiste a política do câmbio flutuante. Como se vê, o tripé econômico de Giannetti da Fonseca é o mesmo que Dilma e Lula adotaram. A diferença está em como o governo petista e de seus aliados realizam esse trabalho: com emprego e conquistas sociais.

Giannetti também defende a autonomia do Banco Central, assim como Neca Setúbal, coordenadora do programa de governo do PSB (e membro de uma das famílias controladoras do Itaú). O Banco Central cuida da política monetária do país – decide sobre taxa de juros, crédito e moeda -, e sua autonomia significa menos controle social, uma vez que o quadro diretor do BC não estaria sob as decisões do executivo, eleito pelo voto. Esse quadro pode levar a aumento dos juros, diminuição da renda e várias outras consequências, a depender da dinâmica do mercado, com interferência governamental muito reduzida. Seguimos observando.

O Banco Central, na ditadura militar, tinha autonomia e independência. Coisa do presidente Castelo Branco, que cassou a estabilidade no emprego de todos os trabalhadores.

Tv Marina Collor mudança

Marina Collor mudança

política marina

A temida autonomia do Banco Central, o poder dos banqueiros, a dependência do Brasil colônia e a servidão do trabalhador

 Rasha Mahdi
Rasha Mahdi

 

Em nova inserção que começou a ser exibida nas redes de TV e rádio de todo o Brasil, o PT diz que a ideia de Marina de dar autonomia ao Banco Central “tira o poder do presidente e do Congresso” de controlar a política econômica, transferindo decisões importantes sobre a vida dos brasileiros para os banqueiros.

“Marina tem dito que, se eleita, vai dar autonomia ao Banco Central. Parece distante da vida da gente, né?! Parece. Mas não é. Isso significa entregar aos banqueiros um grande poder de decisão sobre a sua vida e da sua família. Os juros que você paga. Seu emprego. Preços e até salários. Ou seja, os bancos assumem um poder que é do presidente e do Congresso, eleitos pelo povo. Você quer dar a eles esse poder?”, declara o locutor na nova propaganda do PT (ver vídeo).

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marina banco

 

A autonomia do Banco Central implicará na terceirização do emprego, que passará a ser temporário, porque quanto mais mínimo o salário maior o lucro das empresas.

Dilma Rousseff afirmou hoje (17) que não fará reformas na lei trabalhista que reduzam direitos dos trabalhadores, “nem que a vaca tussa”. Segundo Dilma, o direito às férias e ao décimo terceiro salário está entre os itens que não podem ser alterados para atender a interesses de empresários.

“Eu não mudo direitos na legislação trabalhista. Férias, décimo terceiro, FGTS [Fundo de Garantia do Tempo de Serviço], hora extra, isso não mudo nem que a vaca tussa”, enfatizou a candidata, em entrevista após encontro com empresários na Associação Comercial e Industrial de Campinas, no interior paulista.

Em alguns casos, segundo Dilma, é possível fazer adaptações na lei, mas sem reduzir direitos, como no caso de trabalho de jovens aprendizes em micro e pequenas empresas. A candidata lembrou que a lei determina que os empresários paguem pela formação dos aprendizes, mas, para estimular a contratação, o governo anunciou na última semana que, nesses casos, a formação será custeada com recursos do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).

A candidata à reeleição voltou a comentar uma proposta apresentada nos últimos dias, de que, se reeleita, criará um regime tributário de transição para que micro e pequenos empresários não tenham que limitar o crescimento por medo de perder os benefícios e isenções do Simples Nacional. Dilma também se comprometeu a “acabar com a indústria da multa”, garantindo que a atuação dos fiscais tributários nas empresas de pequeno porte seja primeiro educativa, antes da aplicação da punição.

Ela reforçou o compromisso de reduzir a burocracia para os processos de abertura e, principalmente, fechamento de empresas e disse que as primeiras medidas serão anunciadas ainda neste mês. “Abrir e fechar empresas no Brasil é, de fato, um grande desafio. Temos o compromisso de assegurar que esse tempo seja reduzido, que saia de 100, para, em alguns casos, cinco dias”.

Campanhas internacionais 

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Juan Hervas
Juan Hervas

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Rally against the austerity measures

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22M ESPAÑA: la Historia es nuestra

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por Jerónimo Andreu

A convocação da marcha incluía três lemas principais (“Não ao pagamento da dívida”, “Sem novos cortes”, “Fora Governos da troika”). Mas pouco se soube dessas reivindicações. Perdeu força frente à diversidade de reivindicações dos cartazes. “Se não luta, eles podem com você”, protestava Mamen Ruiz, de 32 anos e com dois filhos, e que se uniu à Plataforma dos Atingidos pela Hipoteca (PAH) de sua cidade, Múrcia (sudeste da Espanha), quando viu de perto o despejo. Virgínia, de 47 anos e servidora pública de Justiça manifestava-se “pelas taxas, pela lei do aborto e para dizer a Gallardón (ministro da Justiça) que deixe o cargo”. No redemoinho de vozes decepcionadas fundiram-se trabalhadores demitidos, empregados do setor de mineração, pequenos partidos de esquerda, membros das ondas anticortes…

O substrato do protesto foram as colunas de pedestres que seguiram o traçado das seis estradas nacionais que confluem na capital. Mas a verdadeira matéria-prima da concentração foram os madrilenhos e os que chegaram em trens, carros e ônibus de todo o país. Na estação de Atocha, todas as colunas se uniram em um braço que avançou até a central praça de Colón, onde foi lido um manifesto.(Transcrevi trechos. Veja vídeos)

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El rotundo éxito de las Marchas de la Dignidad no es sólo cuantitativo. Hubo miles y miles de personas, muchas más que en ninguna otra manifestación de este carácter. Y eso es muy importante. Implica que lejos de la propaganda el movimiento anti saqueo no ha hecho más que crecer desde aquel 15 de mayo de 2011. Daba una cierta sensación en la manifestación de estar repleta de activistas (lo cual no es siempre una buena señal: hace falta que estén todos los activistas y mucha gente que no lo es pero que apoya el movimiento). Como las sensaciones son sólo sensaciones, no se deben sacar muchas consecuencias de ellas, pero si fuera así querría decir que hay un núcleo de activistas mucho más numeroso del que nunca habríamos soñado.

Más allá de lo cuantitativo hay datos cualitativos que dan a las marchas una relevancia altísima. En primer lugar el nivel de organización y coordinación. Desde hace varios meses, en cientos de pueblos de todo el país vienen preparándose las marchas, su logística, su difusión, su contenido… Todo ello con una alta eficacia como ha sido evidente a la vista del resultado. Desde distintos puntos del país iban saliendo marchas que eran recibidas, acogidas y apoyadas en pueblos y ciudades, muchas veces con nulo apoyo (o todos los obstáculos posibles) de los poderes locales. En cada uno de esos pueblos se preparaban comidas, lugares de pernocta, desayunos. Y también encuentros con los vecinos, actos para difundir la dignidad constituyente que recorría el país. Mientras, se iban preparando cientos de autobuses para que quienes sólo pudieran acudir el 22 estuvieran en Madrid.

Otro dato, que ya no es novedoso, es el grado de unidad y entendimiento entre distintos que no renuncian a seguir siéndolo pero que saben que hay que luchar unidos contra el saqueo, contra el poder. Por supuesto ha habido fricciones, diversidad de objetivos, meteduras de pata hasta el mismo día de ayer… Nada que no ocurra en cualquier colectivo y más cuanto más numeroso sea. Pero siempre ha terminado primando el esfuerzo en avanzar en la unidad popular. Tal esfuerzo no es novedoso en la calle (aunque sí ha habido un avance en la forma de entender el respeto: la no ocultación de identidades) y evidencia que tenemos claro que quienes luchamos contra el saqueo y por la democracia y los derechos humanos formamos parte de un amplísimo y plural “nosotros”.

Un tercer dato es que todo esto ha sido posible al margen de los grandes medios de comunicación. Hasta que el 19 de marzo el PP dio la voz alarma (¡35 manifestaciones en Madrid el sábado! ¿Es que nadie piensa en los comerciantes de Centro?) ningún gran medio de los de siempre había hecho caso a lo que se estaba organizando y llevaba semanas en marcha por todo el país. Posiblemente muchos de los madrileños que participaran en las marchas el sábado se enteraron por la información que sí hubo desde entonces y muy especialmente desde que los sorprendentes bípedos que gobiernan la Comunidad de Madrid empezaron a llamarnos nazis, revolucionarios comunistas y todo lo que se les ocurriera salvo etarras (¿por qué no nos llamaron etarras?). Pero los miles de personas que vinieron de todo el país y sospecho que una gran mayoría de quienes fueron viviendo en Madrid conocieron la convocatoria por medios ajenos a las grandes empresas de comunicación: nuevos medios de comunicación independientes, redes sociales, propaganda, boca a boca… resulta evidente que por diversas circunstancias ni el ninguneo ni la criminalización compartidos por el Gobierno y los grandes medios de comunicación tienen éxito desde hace bastante tiempo.

Todo ello hace muy relevante el éxito de ayer. Es una demostración de que somos mucho más de lo que nos llegamos a creer, que por una vez el optimismo no es sólo de la voluntad. Durante la crisis no han faltado quienes han echado el freno a la respuesta apelando a que la correlación de fuerzas nos es desfavorable. Todo lo que rodeó a las marchas de ayer (incluso el grotesco conteo policial de heridos en los incidentes, según el cual hubo muchos más policías heridos que manifestantes) evidencia que el potencial del movimiento popular anti saqueo es muy superior al que imaginábamos, que no podemos hablar de debilidad de la oposición salvo como pesimismo de la voluntad. Desde ayer, echar el freno, no ser radicalmente audaces en las propuestas de cambio, no empujar hacia nuevos cimientos políticos, económicos e institucionales debe ser considerado alta traición. También habrá que considerar traidor a quien se empeñe en buscar qué nos diferencia para dificultar universalizar esta unidad popular en todos los frentes ¿Cómo explicaremos a nuestros hijos que con tanta gente junta en la calle no conseguimos cambiar unidos el país? No podremos.

*Hugo Martínez Abarca es autor del blog Quien Mucho Abarca

La censura mediática silencia que 3158 españoles se han suicidado por la crisis, 119 de ellos por desahucios

España es un país que está resistiendo bien la crisis porque a pesar de la dureza y crueldad con que sus dirigentes tratan a los ciudadanos, la “paz social” es un hecho incuestionable, dice el economista hindú Raghuram Rajan, autor del libro Grietas del Sistema. Y no le falta razón, solo que las causas de esta “paz social” no están en la eficacia de los sindicatos y de los partidos de la oposición para vehicular todo el odio e indignación que suscita el saqueo permanente de esta “casta” o “partitocracia” que arrasa nuestra economía, sino que directamente se han unido a ella en detrimento de los propios españoles. Por eso la “paz social” en España, construida a costa de desarticular la sociedad civil para sustituirla por partidos y sindicatos subvencionados, se basa en un hecho oculto que provoca la ausencia de salidas y alternativas: 3.158 españoles se han suicidado, 119 de ellos por desahucios.

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Esta semana ha ocurrido en Málaga, uno más. Leandro C.M.G., de 36 años de edad, se ha quemado a lo bonzo frente a la Junta de Andalucía, que le había negado una ayuda para atender a su madre, que falleció por ello. El político responsable, delegado territorial de Salud y Bienestar Social en Málaga, el socialista Daniel Pérez, se lavó las manos: “su expediente no se resolvió favorablemente porque no se presentó la documentación solicitada”. Hasta el presidente andaluz, José Antonio Griñán, se mostró inflexible: “no consta ninguna solicitud en la Junta de Andalucía”.

Su caso apenas suscitó unas líneas en la prensa ni generó interés en el resto de la sociedad, cuando este mismo hecho en Túnez, cuando el joven universitario y vendedor ambulante, Mohamed Bouazizi, se prendió fuego y produjo desde 2010 una oleada de revoluciones y derrocamientos de partidos en el mundo árabe: Túnez, Egipto, Libia, Siria y ahora Turquía, donde la sociedad civil también ha hecho retroceder al “sultán” Erdogán manifestándose masivamente en la calle sin perder su capacidad de intimidar a los políticos.

La crueldad e insensibilidad de los políticos en torno al drama de la pobreza y el paro ha convertido a España en la vergüenza del mundo, sin que los poderes públicos se aperciban de la gravedad de la catástrofe para quienes la sufren. Este cataclismo ha obligado al movimiento 15-M a abrir una página en wikipedia para intentar cuantificar el número de suicidios en España relacionados con la crisis, cifra que va a aumentando cada mes. No están incluidas las tentativas como la del joven Leandro en Málaga, lo que incrementaría notablemente la cifra.

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La situación parece evidenciar que en España, ante la falta de alternativas políticas, los ciudadanos optan por quitarse la vida antes que rebelarse contra el régimen o ayudar a su derrocamiento o sustitución. Algunos movimientos sociales están barajando la idea de dar a conocer los nombres de los políticos con cargo y sueldo vigente que desempeñan su labor en la provincia en la que se produce el suicidio de un ciudadano por las crisis, para poder hacerlos algún día responsables del mismo. El propio Leandro, con quemaduras en un 50% de su cuerpo que le han destrozado la vida, culpó a Rubalcaba y a la Junta de Andalucía por su desesperación. Los ciudadanos saben bien donde apunta el origen del drama.

Aunque la prensa y las administraciones públicas lo silencian, ya es oficial que el suicidio es la primera causa de muerte violenta en España, pues en 2011 aumentó a 3.158 casos debido a la pobreza, al paro y a los desahucios, según el Instituto Nacional de Estadística. La enumeración se hace muy difícil en estos casos, que solo transcienden muy pocas veces a la prensa y cuya relación se publica en cualquier caso con mucho retraso. Uno de los escasos datos que se conocen fue divulgado por Tercera Información y Mundo Obrero, dos diarios que han investigado el drama y han estimado en 119 el número de personas que se quitaron la vida entre enero y noviembre de 2012 al ser desahuciados por no poder pagar la hipoteca bancaria.
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El desastre se agrava porque los periodistas del régimen son obligados a silenciar estos sucesos, ya que los medios de comunicación son víctimas de una creencia política, alimentada por la “casta”, que presupone que la publicación de la noticia de un suicidio provoca un sentimiento de imitación en quien, padeciendo las mismas circunstancias que el afectado, la lee o escucha. Esto lleva al silencio y a la censura, en unos momentos en que es fundamental conocer cual es la realidad del verdadero impacto de la crisis económica en las clases medias y trabajadoras de España.

(Por Un Espía en el Congreso *)


(*) Soy corresponsal parlamentario y trabajo en el Parlamento de uno de los países más corruptos de Europa. Es mi propósito contarles simplemente lo que veo y oigo aquí, pues a menudo no lo encuentro reflejado en los medios de comunicación. ¿Censura? Dejémoslo simplemente en olvido… Sin mi anonimato como “espía en el Congreso” no podría mirar a través del ojo de la cerradura. Y aún así, cada mañana, cuando acudo a las Cortes, me dan arcadas y debo aguantar el tipo para no vomitar: España está en llamas con más de 6,2 millones de parados, suicidios ocultados, protestas generalizadas, expropiaciones hipotecarias, estafas bancarias a ancianos, corrupción dominando el poder… Y toda la clase dirigente sin excepción, junto a sus familiares y amigos más allegados, retribuida y subvencionada íntegramente por el pueblo, se sonríe y se saluda educadamente, cumple con pulcritud su ritual mediático y se limita a tocar la lira, como en los mejores tiempos de Nerón. Nuestros mayordomos, a quienes pagamos generosamente, se nos han rebelado, se han hecho con la caja y con las llaves de la casa y tras sisarnos o robarnos descaradamente, ahora pretenden quedarse hasta con la vivienda. Pasen y vean…

POR QUÉ SERÁ QUE SEREMOS

por Carlos Galeon

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Por qué será que seremos
los españoles tan raros,
que teniendo siempre claros
los fines que pretendemos
por mucho que proyectemos,
lo contrario nos ganamos
aunque ni ganas tengamos
de aguantar contrariedades
causas de precariedades
que ni locos, codiciamos.
La mayoría es de izquierda,
y nos manda una derecha
con la terrible sospecha
que es un gobierno de mierda,
cuya banda, no muy cuerda,
aparte de ser ineptos
son a lo de otros adeptos
y que en vez de gobernar
se dedican a robar,
cual si fuesen sus preceptos.
Y siendo republicanos,
tragamos con monarquía
que deviene en sinarquía
y do los reyes, ufanos,
no tienen quietas las manos
y el rey, y toda su casa,
se mete, con toda guasa,
de intermediario en negocios,
imponiendo a sus socios
por su favor, una tasa.
Odiamos a los banqueros,
pero siempre nos rendimos
o a ellos acudimos
a dejar nuestros dineros
o nos faltan financieros
para comprar cualquier trasto,
aún sabiendo lo nefasto
que es recurrir a uno dellos,
pues no les frena atropellos
y te sale caro el gasto.
No hay banquero del que poderse fiar
No hay banquero del que poderse fiar

Agnósticos o ateos
somos la gran mayoría
de nuestra ciudadanía,
mas no sé si por choteos
o bien porque hay cabildeos,
la Iglesia ha un poderío
que le cede el puterío
sobre toda la nación,
pues deja la educación
a su libre albedrío.

La Sanidad, que es de todos,
es algo que hemos ganado
y también la hemos pagado,
pero están buscando modos
para quitarnos, los godos,
y pasalla a la privada,
do por ser privatizada
suele ser doble chantaje:
robarnos nuestro bagaje
y cobrar por la putada.

De siempre que hemos soñado
con tener unas pensiones
dignas y sin pretensiones,
mas que una vez jubilado
se pueda vivir holgado,
y no habiendo conseguido
este fin tan perseguido,
aún quieren abaratarnos
las que vienen a abonarnos,
porque es algo desmedido.

Seguro que sus pensiones
y sus gajes bien holgados
ni tan solo son hablados
en las muchas comisiones
que hacen estos bujarrones,
pues forma es de dar por culo
(y no lo digo por chulo),
que lo digo por vergüenza,
pues se ha de ser sinvergüenza,
miserable y garrulo.

Estando la Educación en manos de quien está…
Estando la Educación en manos de quien está…

La ‘Marea Ciudadana’ saldrá a la calle por la unidad de luchas y los servicios públicos

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Decenas de colectivos y mareas esperan llenar mañana las calles de todo el Estado para protestar contra “el golpe de los mercados” que provoca recortes en los servicios públicos.

Trabajadores de la sanidad, de la enseñanza, de servicios sociales, colectivos feministas, en defensa del agua, bomberos, ecologistas… La lista de organizaciones que se han adherido a la movilización de mañana es larga y todas con un mismo objetivo: hacer confluir las luchas que se han venido manteniendo por separado a lo largo de estos últimos años.

La unidad será, por tanto, la principal baza de esta marea de mareas. “Una sociedad justa y viable sólo será posible si la ciudadanía se une para defender los derechos sociales por encima de los mercados y la política honesta y la justicia social por encima de los intereses de las élites financieras”, reza el manifiesto.

Entre los principales enemigos de esta sociedad más justa, los organizadores apuntan a la reforma del artículo 135 de la Constitución por parte del PP y el PSOE, “sin consulta alguna a la ciudadanía”, que “supedita todos los recursos del Estado al pago de esta deuda ilegítima a cosa de recortar todos los servicios públicos y de subastar a precio de saldo el patrimonio del Estado”. Veja vídeo 

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Madrid canta Grândola, Vila Morena

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Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade
Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada esquina um amigo
Em cada rosto igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto igualdade
O povo é quem mais ordena
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola a tua vontade
Grândola a tua vontade
Jurei ter por companheira
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
“Grândola, Vila Morena” é a canção composta e cantada por Zeca Afonso que foi escolhida pelo Movimento das Forças Armadas (MFA) para ser a segunda senha de sinalização da Revolução dos Cravos em Portugal. A canção refere-se à fraternidade entre as pessoas de Grândola, no Alentejo, e banida pelo regime salazarista como uma música associada ao comunismo. Às zero horas e vinte minutos do dia 25 de abril de 1974, a canção era transmitida na Rádio Renascença, a emissora católica portuguesa, como sinal para confirmar as operações da revolução. Por esse motivo, virou símbolo popular da revolução assim como do início da democracia em Portugal. Hoje a música vem sendo cantada pelos espanhóis nos protestos de rua contra as privatizações dos serviços e empresas estatais.