PM: Treinamento bélico, violência sistemática

"Democracia" policial em São Paulo
“Democracia” policial em São Paulo

 

[Ruy Braga e Ana Luiza Figueiredo] No final de maio, o Conselho de Direitos Humanos da ONU sugeriu a extinção da Polícia Militar no Brasil. Com isso, um tema emerge: é possível garantir a segurança da população sem o recurso à violência militar? Entendemos que sim.


No entanto, para que isso aconteça é preciso desnaturalizar o discurso populista de direita a respeito das “classes perigosas” que credita a violência à população pobre das cidades.

Antes de tudo, devemos reconhecer que a violência urbana é uma questão de ordem socioeconômica. Exatamente por isso, para combatermos a criminalidade a contento é necessário uma abordagem que priorize o desenvolvimento de políticas sociais capazes de enfrentar a pobreza e a degradação social.

Mas, como vimos recentemente no Pinheirinho, na cracolândia ou na USP, o Estado brasileiro sustenta há décadas uma política de militarização dos conflitos sociais.

As razões para isso deitam raízes profundas em nossa história recente: o modelo policial brasileiro foi estruturado durante a ditadura militar se apoiando na ideologia da segurança nacional.

O núcleo racional dessa doutrina, vale lembrar, afirmava que o principal inimigo do Estado encontrava-se no interior das fronteiras brasileiras. Rapidamente, o inimigo interno se confundiu com a própria população pobre do país. Leia mais 

 

Polícia promove o massacre de Carajás
Polícia promove o massacre de Carajás

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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