Brasil possui 35 partidos políticos registrados que significam nenhum

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Até partido fêmea existe: o Partido da Mulher Brasileira. Logo aparecerá o partido macho. Que existem partidos para todos os preconceitos, fanatismos, carolices, o que você imaginar para receber ajuda de empresas nacionais e estrangeiras nas campanhas eleitorais, e verbas partidárias incluídas no Orçamento do Povo, e administradas pela iníqua e parasitária justiça eleitoral, que apenas trabalha nos anos pares.

São 35 partidos políticos e, no máximo, apenas cinco conhecidos do eleitorado, pelos atos de putrefação de suas lideranças sem nenhum idealismo. Que todos defendem as mesmas promessas: mais educação, mais saúde, emprego para todos, o fim da violência e da corrupção. Nenhum partido defende idéias.

Nenhum partido representa os sem terra, os sem teto, os sem nada, neste Brasil governado pelas elites e separado em castas, que se dividem em governistas e pretensos oposicionistas que defendem o partido único, uma luta pelo poder que vale tudo, golpe, intervenção militar, ditadura. Nenhum partido defende, realmente, a Democracia. A igualdade. A fraternidade. A liberdade mesmo que tarde.

Enrico Bertuccioli
Enrico Bertuccioli

Não existe nenhum pessimismo em dizer o que acontece no Brasil, marcado pelo colonialismo, e dominado pelo imperialismo, acontece nos quatro cantos deste vasto velho mundo. Existiu algum dia de paz na Europa, desde Roma dos césares? No Século XX, quase todos os países foram governados por ditaduras, e travaram duas guerras mundiais, que motivaram os principais inventos imaginados pelos romances e filmes de ficção científica.

As guerras religiosas, e pela independência, persistem em todos os continentes. Nos Estados Unidos cada cidadão tem que jurar o combate eterno contra os inimigos internos e externos. Aqui no Brasil existe o slogan vai para Cuba, que diagnostica um medo sem justificativa. Cuba é um país pobre, sem bomba nuclear, e com apenas onze milhões de habitantes. O Brasil, 205 milhões. Para construir um porto, Cuba precisou do dinheiro brasileiro.

Um verdadeiro partido político, que represente o povo em geral, deve defender que ideais?

ESPANHA
ESPANHA

Toda ditadura é criminosa. Nunca mais tirania

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Exemplos de incitação ao crime:

pedir o retorno da ditadura,
defender uma intervenção militar,
propagar um golpe, que levará o Brasil a uma guerra interna.

A pena de detenção deve ser bem maior. Que uma guerra civil mata milhares de pessoas.

Pedir a intervenção de um exército estrangeiro é crime de traição à Pátria.

O que aconteceu de novo, na política, nestes cem dias de governo de Dilma?

Os tucanos e aliados, derrotados no primeiro e segundo turnos, elegeram Eduardo Cunha presidente da Câmara dos Deputados. E desejam o impeachment de Dilma, por atos e fatos debatidos na campanha eleitoral, e julgados pelo povo nas urnas.

Toda ditadura mata a Liberdade, a Democracia, a Fraternidade.

Por uma justiça social, por uma polícia social, por um governo do povo, pelo povo, para o povo, nunca mais ditadura.

A tortura é um crime hediondo. Tortura nunca mais.
Nunca mais tirania. Nem colonialismo.
Independência ou Morte!

Venezuela. Los fascistas promueven cacería de sus propios vecinos

AVN

Un alambre de púas que, además de cerrar una calle, “protegía” a los vecinos de un supuesto peligro desconocido, que nunca se materializó, mató a dos venezolanos. Aunque el miedo a un otro deshumanizado movió los hilos del terror, el fascismo y la muerte, en algunas zonas de clase media, ahora “el enemigo” o “el sapo” (chivato o soplón), que debe ser aniquilado, proviene incluso del propio entorno.En las redes sociales, al escribir “sapo”, puede encontrarse propaganda de guerra, presentada a través de mensajes y fotos, que alerta a los demás usuarios sobre vecinos o completos desconocidos, a quienes hay que bloquear, amenazar, agredir o asesinar porque son considerados como “traidores”.

En el libro Fascismo. El rostro oculto de la oposición venezolana, Juan Barreto, explica que entre las características de esta corriente ultraderechista se encuentra “el miedo al ‘enemigo’ “, al diferente, al intruso, al débil. Además de un culto a la muerte basado en un “principio de guerra permanente”.

En una de las cuentas de la red social, un usuario coloca una foto y una captura de la planilla de cotización del IVSS de un trabajador con el siguiente mensaje: “(…) si este tipo pasa por aquí con sus amigos lo despachamos para que reúna con su ‘muerto supremo’ “.

En la búsqueda también se constató que en una secuencia de fotos se acusa a un venezolano con su cédula de identidad y zona de residencia, al que además se señala como militante del Psuv, de “haber entregado” a uno de los capturados por la Guardia Nacional Bolivariana, por estar presuntamente involucrado en los hechos violentos ocurridos en Los Ruices, que causaron dos asesinatos.

“El miedo unifica a todos aquellos que temen a lo mismo (…) Por eso, el miedo es un instrumento de fácil uso para el fascismo”, recoge Barreto y el equipo Multitud y Comuna en el texto antes citado, publicado en 2013.

Entre la propaganda de guerra que se publica en Twitter se encuentra una foto de una niña con una mirada perversa, que tiene como fondo una casa en llamas, y donde se agregó: “Allá vivía mi vecina, era informante de los colectivos”.

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“Es importante que ubiquen a los sapos en su edificio, en su calle, esos deben ser aislados o siempre estarán informado al régimen sus movimientos”, manifiesta en su cuenta de Twitter alguien que aún en su propia comunidad pide “aislar” al “enemigo”.

En otro mensaje se lee: “Cuidado con los chavistas vecinos… se han convertido en sapos… mucho cuidado con chavistas… hay que bloquearlos y alejarlos”.

“El proyecto fascista consiste en la creación de una amenaza y de ejecución de una metodología sistemática de aplastamiento y castigo (…) encarnada en actores sociales colectivos identificados entre sí por los temores comunes y la desesperanza compartida”, señala el sociólogo y periodista.

“La escalada de violencia será como un terremoto. Sapos serán ajusticiados”, dice otra persona en la red social.

Barreto explica en el texto que el fascismo “apela a lo sombrío”. “El miedo opera desde la oscuridad”, dice, y basta recorrer o ver imágenes de algunas de las urbanizaciones de clase media alta para ver cruces, lápidas falsas, velas, fotos de fallecidos, imágenes religiosas, personas vestidas de negro con máscara que representan la muerte, banderas negras, entre otros símbolos.

Estos mensajes fascistas también provienen de educadores la Universidad Central de Venezuela: “Esta revolución ha montado una red de sapos en todo el país, aparte de los espontáneos que no cobran y son los peores”, escribe este paranoico profesor de derecho.

Barreto también se refiere al control territorial que pretenden los fascistas y que impide que “los otros” se acerquen a sus linderos bajo amenaza de agresión o muerte.

“Hermanos estamos rodeados de sapos , no publiquen demasiada información, mejor hagamos cadenas de contacto en contacto”, dice otro usuario.

“La propaganda fascista prepara condiciones que permiten la legitimación de actos de violencia contra la vida de comunidades y organizaciones que no comulgan con las ideas fascistas”, explica el militante de Redes.

En la gráfica de un joven que saluda al presidente Nicolás Maduro se agrega: “Hay que ubicarlo: dirección, trabajo y dónde esta la familia , a ver que tan valiente es el sapo”. A continuación se escribe su usuario en la red social Twitter.

“Todos los sapos en los edificios y sectores que andan llamando a la GNB, se les va a echar una vainita, ya sabemos de muchos”, plasma otro violento anónimo.

En otros mensajes también se llama a perseguir “rojos”, “tupamaros” y servidores públicos, chavistas, trabajadores, perrocalenteros, mototaxistas. En conclusión, todo lo “diferente”.

La finalidad de esta política, reflexiona Barreto, es “la unificación de los odios para direccionarlos hacia un enemigo común, microfísico, que es fácilmente identificable”.

Os governos de Sérgio Cabral e Eduardo Paes debaixos d’água

Maracanã hoje. É rezar para uma Copa do Mundo sem chuva. A reformou comeu mais de um bilhão... Dinheiro rasgado e molhado. Jogado na lama
Maracanã hoje. É rezar para uma Copa do Mundo sem chuva. A reformou comeu mais de um bilhão… Dinheiro rasgado e molhado. Jogado na lama

Falta pouco para a expressão “imagina na Copa” perder o sentido. A população do Rio de Janeiro, no entanto, ainda não tem razões para crer que problemas históricos, como as inundações causadas pelas chuvas de verão, os engarrafamentos, os arrastões na praia ou a penúria dos aeroportos estarão resolvidos a tempo do Mundial de 2014 – nem da Olimpíada de 2016. Particularmente em relação à chuva, não há mais esperanças: obras recém-inauguradas na cidade não resistiram ao primeiro temporal de verão e estão na mesma situação de prédios degradados, ruas esburacadas.

Símbolo da nova era da cidade, o recém-inaugurado estádio do Maracanã, o “novo Maracanã”, foi fotografado nesta quarta-feira como uma imensa nave boiando num espelho d’água turva na região da Grande Tijuca. O estádio foi reformado ao custo de 1 bilhão de reais, com o entorno também revirado para a adequação das galerias, redes de esgoto e toda a infraestrutura necessária para uma obra padrão Fifa. As obras de agora, no entanto, ainda parecem insuficientes para garantir que a região resista aos temporais de todo verão.

Outra obra finalizada recentemente também amanheceu alagada: o complexo Cidade da Polícia, no Jacaré, que passou a abrigar treze delegacias especializadas e a Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), tropa de elite da Polícia Civil do Rio de Janeiro. A área da cantina passou parte do dia com alguns palmos de altura de inundação. O estacionamento de viaturas ficou alagado e policiais temem que tenham sido danificadas picapes utilizadas em operações. A água é mais um problema para quem trabalha na Cidade da Polícia: policiais relatam que a falta de luz é uma constante no local.

Na Baixada Fluminense, mais um exemplo de obra recente que parece não estar preparada para as chuvas: como mostrou reportagem do site de VEJA, desde a quinta-feira da semana passada cerca de 100 apartamentos dos andares térreos do Condomínio Parque Valdariosa – que tem 1.500 unidades – foram invadidos pela água da chuva. Este é o maior empreendimento do Minha Casa, Minha Vida na Baixada. Nesta quarta-feira, o problema se repetiu: os apartamentos ficaram alagados pela água que retornava pelos ralos e vasos sanitários.

O condomínio foi construído para receber famílias de baixa renda, parte delas removidas de áreas com risco de deslizamento ou de enchentes. De acordo com o prefeito de Queimados, Max Rodrigues Lemos, engenheiros da Construtora Bairro Novo, que construiu os apartamentos, estão vistoriando o sistema de drenagem do condomínio para verificar se houve obstrução ou outro problema, como quebra de manilhas ou uso de manilhas menores do que o necessário.

“Existe um problema na drenagem do condomínio, segundo a construtora. De acordo com a empresa, foi um problema na execução. A construtora pediu uma semana para fazer um diagnóstico detalhado e apresentar um relatório. E se comprometeu a realizar as mudanças necessárias”, disse Lemos, após reunião com representantes da Bairro Novo e da Caixa Econômica Federal. Reportagem da revista Veja. Transcrevi trechos.

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A CIDADE POLICIAL DE “SEU” CABRAL

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Localizada próximo à Linha Amarela e na interseção das comunidades de Manguinhos e Jacarezinho, o governador Sérgio Cabral levantou a Cidade da Polícia, um complexo de 66 mil metros quadrados, inicialmente orçado em 72 milhões.

Grande parte da Cidade  ocupa os antigos galpões da Souza Cruz, mas as instalações do setor de segurança e controle, do estande de tiros, do canil e do Esquadrão Antibombas, além do quiosque, da quadra poliesportiva e da cabine de medição, são construções novas. No total, 25,5 mil metros quadrados de área construída, sem considerar as obras complementares a serem licitadas.

Três prédios já estão prontos: o setor de segurança e controle, o estande de tiros e a Unidade de Monitoramento e Inteligência (UMI). Esta última é a terceira maior unidade da Cidade de Polícia, com quase cinco mil metros quadrados de área construída e com dois pavimentos, onde se concentrarão sistemas e equipamentos dos mais modernos do mundo.

Os outros blocos do complexo estão com 55% de obras já executadas. A maior estrutura do complexo é o Pavilhão Central que tem quatro blocos e 8,8 mil metros quadrados de área construída. O pavilhão vai abrigar uma central de armamentos e as seguintes unidades especializadas: Decon (Delegacia do Consumidor); DRCI (Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática); DDEF (Delegacia de Defraudações); DELFAZ (Delegacia Fazendária); DRF (Delegacia de Roubos e Furtos); DCOD (Delegacia de Combate às Drogas); DFAE (Divisão de Fiscalização de Armas e Explosivos); DC-Polinter (Divisão de Capturas – Polícia Interestadual); DRFA (Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis); DDSD (Delegacia de Defesa de Serviços Delegados); DRCPIM (Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Propriedade Imaterial); DPMA (Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente); e DRFC (Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas).

Segundo maior prédio do complexo, a Central de Flagrantes, com 5,3 mil metros quadrados de área construída, concentrará todos os registros das delegacias especializadas e o efetivo da Coordenadoria de Operações Especiais (Core). Com metade da reforma pronta, a nova unidade aproveitou apenas a fachada de um antigo prédio. Toda a parte interna está sendo refeita. Aos fundos, foi construída a nova sede do Esquadrão Antibombas.

Logo após a portaria, fica o bloco social, um prédio antigo que está sendo reformado para acolher o setor de triagem, a área administrativa, uma enfermaria, o refeitório e uma cozinha industrial. Ao lado, estão a quadra poliesportiva e o quiosque,com uma área de convivência, que já estão prontos.

Parte das obras complementares, um prédio entre a UMI e o Pavilhão Central será reformado para abrigar a Semat (depósito destinado à guarda de material e equipamentos) e o setor de treinamento, inclusive com a construção de uma favela cenográfica para simular situações de confronto. Que os favelados são os principais inimigos das polícias civil e militar do governador Sérgio Cabral, conforme a estratégia de guerra interna criada pelo general Golbery.

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Novos ataques a jornalistas em protestos. Número de agressões desde junho chega a 96

Tropas federais esperam os jornalistas
Tropas federais esperam os jornalistas
Manifestantes se ferem após início do confronto contra tropa da Força Nacional (Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo)
Manifestantes se ferem após início do confronto contra tropa da Força Nacional (Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo)

Nota de repúdio da Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo):

Quatro jornalistas foram agredidos na tarde desta segunda-feira (21.out.2013) no Rio de Janeiro durante a cobertura de protesto contra o leilão do campo petrolífero de Libra. Houve confronto entre manifestantes e agentes da Força Nacional na Barra da Tijuca, zona Oeste do Rio, próximo ao hotel onde o pregão foi realizado. A repórter Aline Pacheco, da TV Record, foi agredida por manifestantes com um soco nas costas. O fotógrafo Gustavo Oliveira, da agência britânica Demotix, foi atingido por uma pedrada. O também fotógrafo Pablo Jacob, de “O Globo”, e o cinegrafista Marco Mota, da TV Brasil, foram atingidos por balas de borracha disparadas por agentes da Força Nacional. Um veículo da TV Record foi virado por manifestantes.

Na terça-feira passada (15.out.2013), professores em greve fizeram um grande protesto na capital fluminense, que terminou com dezenas de prisões e atos de vandalismo e violência. Na ocasião, o repórter fotográfico Pablo Jacob foi agredido por policiais com golpes de cassetetes. Na sexta (18.out.2013), Pablo voltou a ser agredido – desta vez por manifestantes – quando cobria a soltura de pessoas detidas nas manifestações do dia 15. Além dele, os também fotógrafos Carlos Wrede, do jornal “O Dia” e Luiz Roberto Lima, do “Jornal do Brasil”, também foram agredidos por manifestantes. O clima hostil persistiu no sábado (19.out.2013) quando novos alvarás de soltura foram expedidos.

Alexandro Auler também cobria os protestos como freelancer e flagrou o momento em que o colega, ostensivamente identificado como repórter, foi agredido por policiais.
Alexandro Auler também flagrou o momento em que Pablo Jacob, ostensivamente identificado como repórter, foi agredido por policiais.

Beagles
Em São Paulo o fim de semana também foi violento para a imprensa. A repórter do jornal “O Globo” Tatiana Farah foi alvo de dois disparos de bala de borracha durante protestos no sábado (19.out.2013). Tatiana cobria, em São Roque (interior de São Paulo), a manifestação contra o uso de animais (especialmente cães da raça beagle) em testes farmacológicos. Segundo a repórter, embora ela gritasse ser da imprensa e estivesse com as mãos para o alto, um policial do choque mirou seu rosto e disparou uma bala de borracha, que passou de raspão por seu couro cabeludo. Outro disparo feriu-a na região das costelas. Nesse mesmo protesto, manifestantes atearam fogo a dois veículos da TV TEM, afiliada da rede Globo que cobre a região.

No dia 15 de outubro, de acordo com informações do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, o repórter fotográfico freelancer Yan Boechat foi vítima de violência policial. Boechat afirmou ter sido agredido ao tentar registrar a truculência de alguns agentes da PM contra um manifestante. Também no dia 15, o repórter fotográfico Guilherme Kástner, do “MetroNews”, conseguiu registrar em vídeo o momento em que foi atacado por policiais.

Com esses novos episódios, o número de ataques a jornalistas contabilizado pela Abraji desde o início dos protestos chega a 96. Manifestantes foram responsáveis por 25 episódios de agressão contra profissionais da imprensa. Os outros 71 casos, ou 74% do total, foram protagonizados por policiais ou agentes da Força Nacional. Faça o download da planilha completa aqui.

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo condena todos os atos de violência contra jornalistas, sejam praticados por manifestantes ou por policiais. A Abraji cobra mais preparo das autoridades para agir de maneira a garantir o direito de a imprensa trabalhar – e não o contrário, como parecem vir fazendo. É inaceitável que o Brasil tenha quase 100 episódios de agressão, hostilidade ou prisão de jornalistas em pouco mais de quatro meses. Esse índice não é compatível com a democracia e fere o direito de toda a sociedade à informação.

A volta do conceito de guerra interna, criado por Golbery

Hora do povo

Senador Pedro Simon: “O leilão do campo de petróleo do pré-sal de Libra, na Bacia de Santos. Avaliada em R$ 1,5 trilhão, com uma reserva estimada de oito a 12 bilhões de barris de petróleo, representa o maior negócio envolvendo petróleo no mundo, atualmente. Trata-se da maior descoberta da Petrobras em 60 anos, e é equivalente a reserva brasileira conhecida até o momento”.

A presidente Dilma assinou um “Decreto de Garantia da Lei e da Ordem” para que a Força Nacional de Segurança, e também unidades do Exército, cerquem o Windsor Barra Hotel, durante o leilão do campo de Libra – o maior campo petrolífero do mundo, descoberto pela Petrobrás no pré-sal.

Dilma retoma o conceito de guerra interna do general Golbery.

 Leiloeiros da soberania se refugiam atrás da Força Nacional  

por Carlos Lopes

Como a maior – e, provavelmente, única – ameaça à lei e à ordem na segunda-feira, no Windsor Barra Hotel e arredores, é o próprio leilão daquele que, segundo o ex-presidente da Petrobrás, Sérgio Gabrielli, é o maior campo petrolífero da História, tal medida somente será apropriada se for para deter os que querem entregar o petróleo de Libra a um cartel estrangeiro.

O Exército não foi criado nem existe para ser guarda-costas de leiloeiros da soberania nacional ou de açambarcadores das riquezas do país. Nem a Força Nacional de Segurança. Muito pelo contrário. A função do primeiro é combater os inimigos do país – a da segunda, os bandidos.

Tentar usar o Exército e a Força Nacional de Segurança para garantir um ato espúrio, contra o país, e, de resto, ilegal, somente demonstra mais claramente ainda o isolamento desesperado desse entreguismo contra o qual o povo votou e que repudia – além do fato já conhecido de que o entreguismo, em países como o nosso, é o caminho mais curto para o fascismo.

Não é à toa que para praticar essa leiloagem eles têm que transformar um hotel da Barra num Forte Apache, com alguns cachorros americanos, mas sem o Rin Tin Tin. Afinal, quem é a favor desse leilão neste país? São tão poucos que até sabemos seus nomes e sobrenomes. Os entusiasmados, então, são tantos que até agora estamos esperando uma manifestação, por pequena que seja, a favor desse assalto ao povo do Brasil… Mas eles não existem, o que é o maior elogio que se pode fazer ao povo brasileiro.

A traição ao país, portanto, não será esquecida nem perdoada – porque há crimes que não têm possibilidade de perdão; nem a traição aos compromissos explícitos da campanha eleitoral que garantiram a vitória nas urnas. O povo não gosta de ser enganado – e não existe casuísmo que impeça essa lembrança.

Ao contrário dos romances antigos, a marca da infâmia não precisa ser gravada com um ferro em brasa no ombro de quem o merece. Bastou o olhar do povo para fazer de Silvério dos Reis um leproso moral (Pelos caminhos do mundo,/ nenhum destino se perde:/ Há os grandes sonhos dos homens,/ e a surda força dos vermes).

Virar o fio depois do meio do caminho – ou, como dizem outros, matar a própria biografia depois de velho – é como sobreviver a uma tremenda tempestade no mar e morrer na areia. Não tem muita graça. Talvez por isso o marechal Dutra, como lembramos na página oito desta edição, quando presidente da República, desistiu do entreguista “estatuto do petróleo” que enviara ao Congresso. Não quis, apesar de seu conservadorismo, entrar para a História como o presidente que entregou o petróleo brasileiro ao famigerado cartel das petroleiras multinacionais. Na época, não havia a Petrobrás. Mas, Dutra, que tinha lá os seus defeitos, era dotado de algum bom senso.

A presidente Dilma pode ainda seguir a tradição de seus predecessores – inclusive de alguns (Artur Bernardes, Dutra) que não estavam entre os mais iluminados.

O fato é que, se ela não decidir juntar-se ao país, esse leilão só poderá ser feito à maneira da ditadura – sem discussão alguma, contra a maioria, praticamente contra todos, contra a lógica, contra o interesse nacional e cercado num hotel da Barra da Tijuca, com os participantes do leilão, como aconselhou a ANP, tendo que se instalar na véspera dentro do estabelecimento.

Que discussão houve sobre esse leilão? Nenhuma. Pelo contrário, evitou-se qualquer discussão, evitou-se, mesmo, receber e ouvir aqueles que eram contra – apesar de estarem entre os mais firmes apoiadores da presidente Dilma quando sua candidatura esteve em perigo, no segundo turno das últimas eleições presidenciais: líderes sindicais, estudantis, em suma, as lideranças populares. Mais fácil foi receber presidentes e executivos de multinacionais.

A presidente Dilma, dizem informações do Planalto, desistiu de comparecer ao leilão. Fez bem em não manchar a dignidade do seu cargo com o corpo presente voluntariamente nesse ninho de ratos.

Porém, melhor faria se cancelasse esse festim macabro e retomasse as palavras que fizeram o povo brasileiro votar nela: “Dilma presidente para o Brasil seguir não privatizando. A presidente que não vai deixar privatizar nem a Petrobrás nem o pré-sal. Com Dilma o pré-sal será uma conquista de todos os brasileiros e não de empresas estrangeiras“. Ou, nas suas próprias palavras:

“… é crime tentar privatizar a Petrobras e ou pré-sal. (…) há poucos dias o principal assessor do candidato Serra para a área de energia e ex-presidente da Agência Nacional do Petróleo, durante o governo FHC, defendeu a privatização do pré-sal. Isso seria um crime contra o Brasil

Ou, senão:

“Quem trouxe esse tema da privatização foi o principal assessor energético do candidato Serra, o David Zylbersztejn, que foi presidente da ANP na época do FHC. Agora ele diz que é a favor que haja uma privatização. Não é da Petrobrás, mas do pré-sal. Ele defende que esse pré-sal seja passado para as empresas privadas internacionais. E é interessante, porque isso mostra um quadro que me deixa em dúvida se eles são a favor da privatização do pré-sal ou se eles são a favor da privatização do pré-sal e também da Petrobrás”.

Ou, também:

Eles defendem a privatização do pré-sal, ou seja, que a exploração do pré-sal seja feita por quem? Pelas empresas privadas internacionais. Isso é grave porque o pré-sal é uma das riquezas mais importantes do país. Defender a privatização do pré-sal significa tirar dinheiro do país“.

A única razão para fazer um leilão do campo de Libra – exatamente o maior de todos – é entregá-lo às multinacionais. Como os entreguistas são muito incompetentes, podem até fracassar, mas o objetivo é esse. Do ponto de vista técnico, a Petrobrás é muito melhor qualificada – é até mesmo a operadora única. Do ponto de vista financeiro, não há problemas para quem tem petróleo.

E, como disse a presidente da Petrobrás, Graça Foster, quem faz a descoberta faz facilmente o desenvolvimento:

Eu conheço a Petrobrás, conheço a área de exploração e produção e, independentemente das ideologias, não conheço nenhuma outra empresa que esteja tão bem preparada para Libra. Eu não conheço. Porque foi a Petrobrás que definiu a locação, que perfurou, que descobriu, que tem os dados, que tem as informações, que tem uma infraestrutura para compartilhar com o escoamento da produção de Libra. Se for prepotência, peço desculpas, mas eu não conheço nenhuma empresa tão bem preparada para fazer Libra acontecer. Eu não conheço“.

Entregar essa descoberta colossal a uma Shell da vida – que não conseguiu descobrir petróleo no mesmo lugar – ou a uma Total, será afundar um prego no caixão político de quem o fizer. Um prego impossível de ser removido.

La irrupción del Ejercito Brasilero contra los huelguistas petroleros y el hundimiento del mito sobre los “progresismos de tercera vía”

Crónicas del nuevo siglo
En una recuperación de atributos subjetivos que hacen a su condición de clase, los trabajadores petroleros brasileros realizan acciones de resistencia contra la privatización de una de las zonas petroleras más prometedoras de su país: Campo de Libra (frente a las Bahía de Santos) del que se calcula una producción de 1,4 millones de barriles diarios, equivalente a la mitad del total de la producción actual.Como en los famosos y tan denostados noventa, estamos ante una acción clásica del neoliberalismo: entregar los recursos naturales con el pretexto de falta de capitales para explotarlos (Brasil, el gigante que aspira a ser potencia mundial dice no tener capitales para explotar sus recursos naturales; resulta difícil de creer) y la promesa de destinar una parte de lo obtenido para mejorar el estado de la educación y la salud pública, objeto de las críticas más duras por parte de las imponentes movilizaciones populares inmediatamente previas a la “milagrosa” visita del Papa Francisco.Ante la resistencia obrera en curso –como diría el “amigo” Moyano: resuelta por los “cuerpos orgánicos” de las instituciones sindicales brasileras -que no se distinguen por su irreverencia o excesivo celo en la defensa de los intereses obreros y populares- el gobierno de Dilma Rousseff ha ordenado la intervención de una tropa de elite, la Fuerza Nacional, creada para combatir al narcotráfico rompiendo una tradición política comenzada en el 2003 por Lula de no utilizar las Fuerzas Armadas tradicionales en el conflicto social (las Policías en Brasil, tienen de por sí destacamentos altamente preparados para el combate callejero y con una capacidad de fuego superior a la media de los ejércitos latinoamericanos).

La decisión de proteger la inversión del Capital Privado Extranjero (que sea de origen chino no altera nada a esta altura de la subordinación de toda China a las lógicas del capital globalizado) por medio de la última defensa del Estado: su núcleo armado, confirma el carácter de la experiencia del P.T. de Lula y Dilma mucho más que sus apuestas a la integración latinoamericana o sus firmes actitudes en el plano internacional a favor de la paz y contra el hegemonismo norteamericano (tal como se mostró en el incidente por el espionaje norteamericano sobre la región, precisamente buscando información sobre la cuenca de Campo de Libra que finalmente fue concedida a empresas chinas y no a las norteamericanas).

Lo estremecedor de la vuelta del Ejercito a su función de Fuerza de Ocupación Interna, confirmando la vigencia de la Doctrina de Seguridad Nacional (por más que no se la nombre o aún se la haya declarado obsoleta en más de un ámbito de debate regional) contribuye a revelar el mito del carácter “progresista” del gobierno de Dilma y de otros gobiernos supuestamente “progresistas” de la región, mito construido a partir de un silogismo que se basa en dos premisas erróneas: a) la preeminencia de las políticas de integración latinoamericana por encima de las políticas internas de mantenimiento de la matriz de distribución de ingresos constituida en el largo periodo que va del golpe de Estado de 1964 hasta la asunción del primer gobierno de Lula en el 2003 en el Brasil y en general, en la llamada década perdida de los noventa en América Latina y b) la confianza en que se puede arribar a una sociedad más justa y solidaria, digamos pos capitalista o algo así, por el camino de pequeñas reformas que “astutamente” se abren paso sin confrontar con el núcleo del Poder Dominante (los grupos económicos nacionales y trasnacionales, los agentes imperiales, las fuerzas armadas y el aparato de seguridad, los medios hegemónicos de comunicación y los intelectuales a su servicio).

Ambos debates son seculares. Leer más

A guerra civil do Rio de 2007 a 2013. Homicídios dolosos: 40 mil e 300 mortes violentas. Desaparecidos: Mais de 35 mil pessoas

Os dados não são confiáveis, porque fornecidos pela polícia.

 

Amarildo
Amarildo
HOMICÍDIOS 40.300 + Amarildo
por Antônio Carlos Costa

 

Semana passada o Instituto de Segurança Pública publicou mais uma estatística sobre a violência no Estado do Rio de Janeiro. A quantidade de gente morta entre 2007 e julho de 2013 é impressionante. :
Homicídio doloso: 33 365
Lesão corporal seguida de morte: 263
Latrocínio: 1080
Resistência com morte do opositor: 5448
Policiais militares mortos em serviço: 110
Policiais civis mortos em serviço: 34
Somando os números chegamos à assustadora marca de 40 300 mortes violentas em apenas sete anos e sete meses. Amanhã fará dois meses que o pedreiro Amarildo, morador da Rocinha, continua desaparecido depois de ter sido levado por policiais militares à base da UPP da comunidade. Estamos, portanto, diante de dois fatos emblemáticos: soubemos há poucos dias que cruzamos no mês de julho passado a marca de 40 mil mortes violentas neste governo e amanhã fará dois meses do desaparecimento do Amarildo.
Perguntas precisam ser feitas para que esse massacre de vidas humanas, em pleno regime democrático, não se repita nos próximos anos. Não fazê-las é irresponsabilidade injustificável:
1. Temos duas policias sob a responsabilidade do Estado que fazem trabalhos que se complementam. A PM que opera o policiamento ostensivo e a Polícia Civil responsável pela investigação dos crimes. Elas pouco dialogam, se boicotam e desconfiam uma da outra. Quando teremos uma polícia de ciclo completo, ou seja, que exerça ambos os tipos de atividade policial?
2. Mais de 90% dos homicídios no Rio de Janeiro não são elucidados. Cerca de 3% apenas dos homicidas são condenados. Até quando manteremos nível tão baixo de elucidação e punição dos culpados?
3. Quem policia a polícia?
4. Por que o salário dos policiais continua tão baixo?
5. O que tem sido feito pelas famílias dos policiais mortos em serviço?
6. Quais políticas públicas têm sido implementadas nas favelas do Rio de Janeiro visando criar mais oportunidade de vida para seus moradores?
7. A guerra às drogas tem dado bons resultados?
8. Quantas das 35 703 pessoas desaparecidas no Estado neste mesmo período tiveram a vida interrompida pelo crime? O que se sabe sobre aqueles cujo registro do desaparecimento não foi feito em delegacia?
9. Há algum mapeamento sobre locais de desova no Estado?
10. Há combate contra o tráfico de armas e munição? Quais os resultados?
11. Quantos milicianos foram presos este ano?
12. Qual o plano para a diminuição da violência em áreas onde não há UPP?
13. O projeto das UPPs tem sustentabilidade?
14. Que esforços tem sido envidados para que seja diminuído o números de mortes em operações policiais?
15. Quem matou Amarildo?
Fazer essas perguntas não significa menosprezar in totum os esforços da Secretaria de Segurança Pública, negar que o problema da violência é anterior a este governo e criar atmosfera de pessimismo no estado. O problema é que pessoas estão desaparecendo e morrendo numa extensão ainda inaceitável.
amarildo sangueAmarildo 3