Em nome de Jesus, Cunha abriu contas no paraíso

Os pastores eletrônicos e políticos patrocinados pela igrejas pentecostais criadas na ditadura militar sempre agiram como mercadores do templo, que conforme o Novo Testamento foram expulsos, a chicotadas, por Jesus.

Jesus expulsando os vendilhões. Vitral na Igreja de Saint-Aignan de Chartres, em Chartres, na França
Jesus expulsando os vendilhões. Vitral na Igreja de Saint-Aignan de Chartres, em Chartres, na França

Jesus expulsando os vendilhões ou Jesus expulsando os cambistas, episódio conhecido também como limpeza do Templo, é um dos eventos do ministério de Jesus narrado nos quatro evangelhos canônicos do Novo Testamento.

Neste episódio, Jesus e seus discípulos viajam a Jerusalém para a Pessach (a Páscoa judaica) e lá ele expulsa os cambistas do Templo de Jerusalém (o Templo de Herodes ou “Segundo Templo”), acusando-os de tornar o local sagrado numa cova de ladrões através de suas atividades comerciais. No Evangelho de João, Jesus se refere ao Templo como “casa de meu Pai”, clamando para si assim o título de Filho de Deus.

Este é o único relato de Jesus utilizando-se de força física nos evangelhos.

Jesus expulsando os vendilhões. 1626. Por Rembrandt
Jesus expulsando os vendilhões. 1626. Por Rembrandt

O relato se inicia afirmando que Jesus visitou o Templo de Jerusalém, o Templo de Herodes, cujo pátio é descrito como repleto de animais e mesas dos cambistas, que trocavam o dinheiro padrão grego e romano por dinheiro hebraico e de Tiro. A cidade estaria lotada com judeus que tinham vindo para a páscoa, algo em torno de 300 000 ou 400 000 peregrinos.

Fazendo um chicote com algumas cordas, «…expulsou a todos do templo, as ovelhas bem como os bois, derramou pelo chão o dinheiro dos cambistas, virou as mesas e disse aos que vendiam as pombas: Tirai daqui estas coisas; não façais da casa de meu Pai uma casa de negócio.» (João 2:15-16).

No relato de Mateus:

“ «… expulsou todos os que ali vendiam e compravam, derribou as mesas dos cambistas, e as cadeiras dos que vendiam as pombas; e disse-lhes: Está escrito: A minha casa será chamada casa de oração; vós, porém, a fazeis covil de salteadores.» (Mateus 21:12-13) ”

Em João, esta é a primeira de três vezes que Jesus vai a Jerusalém para a Pessach e o evangelista afirma que, durante esse período, ocorreram diversos sinais (não especificados) milagrosos realizados por Jesus, que fizeram as pessoas acreditarem em seu nome, mas o próprio Jesus não confiava neles, porque conhecia a todos (João 2:24).

Em Marcos 12:40 e em Lucas 20:47, Jesus novamente acusa as autoridades do Templo de ladrões e, desta vez, afirma que as viúvas pobres, como vítimas, são a prova. Os vendedores de pombas estavam vendendo os animais que seriam sacrificados pelos pobres que não podiam comprar sacrifícios mais caros e, especificamente, pelas mulheres. De acordo com Marcos 11:16, Jesus proibiu as pessoas de realizarem qualquer tipo de comércio no Templo – uma sanção que certamente arruinaria os sacerdotes.

Mateus afirma que os líderes do Templo questionaram Jesus se ele estava ciente que as crianças gritavam Hosana ao Filho de David, e Jesus respondeu «Sim; nunca lestes: Da boca de pequeninos e crianças de peito tiraste perfeito louvor?». (Mateus 21:16), aceitando a aclamação e citando Salmos. In Wikipédia.

Evangélico, Cunha tem carros de luxo em nome de Jesus.com

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Segundo a PGR, um dos carros registrados como propriedade dessa empresa está um Porsche Cayenne 2013 avaliado em R$ R$ 430 mil

por Abnor Godin

Mariano
Mariano

A Procuradoria-Geral da República acusa o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de ter colocado carros de luxo em nome da empresa Jesus.com Serviços de Promoções, Propagandas e Atividades de Rádio.

Ele é acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de ter omitido a propriedade de pelo menos sete carros de luxo, cujo valor é estimado em torno de R$ 1 milhão. A frota foi colocada em nome de duas empresas das quais é sócio – a outra é a C3 Produções Artísticas.

Segundo a PGR, em nome da empresa “Jesus.com” estão registrados um Ford Edge V6 2013, um Porsche Cayenne 2013 e um Ford Fusion 2013. Somente o Porsche é avaliado hoje em R$ 430 mil, segundo os investigadores.

“Eduardo Cunha se utilizaria de diversos veículos, incluindo um Porsche Cayenne, um Touareg, um Corola, um Edge, uma Tucson, uma Pajero Sport”, afirma o procurador-geral em exercício, Eugênio Aragão.

Na declaração de bens à Justiça em 2014, Cunha informou que tinha apenas um Toyota Corolla, ano 2007. Em nota nesta sexta-feira, ele voltou a negar as acusações de ter se beneficiado do propinoduto da Petrobras e de ter contas na Suíça.

Omissão patrimonial

Investigações da PGR apontam que, ao todo, Eduardo Cunha omitiu pelo menos US$ 15 milhões (cerca de R$ 60 milhões em valores atuais) de suas declarações de bens prestadas à Justiça Eleitoral. Ainda assim, o deputado teve uma evolução patrimonial de 240% entre os anos de 2002 e 2014, segundo informações da PGR

Petropropina

A PGR informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o presidente da Câmara dos Deputados recebeu propina de contratos da Petrobras até 11 de setembro de 2014. Os fatos constam do pedido de aditamento por meio do qual a PGR pediu, em agosto, a abertura de ação penal contra Cunha pelo suposto recebimento de U$S 5 milhões em contrato de navios-sonda para a Petrobras.

“Porsche de Cunha está registrado na empresa Jesus.com”!

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por José Simão

carro propriedade Jesus

Cunha terceirizou Jesus! “Eduardo Cunha tem 288 domínios na internet, entre eles googlejesus, facebookjesus, yahoojesus, shoppingjesus, compradecrente e crentecompra”

.cunha mesme dez por cento propina dízimo

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Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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