Tribuna da Imprensa jornal censurado. Virou blogue, sofreu apagão

tribuna prédio

 

Para fechar um jornal, basta as agências de publicidade determinarem um boicote. Isso sempre é feito a mando dos poderes ditatoriais. Aconteceu no Rio de Janeiro com o Correio da Manhã. Fui chefe de redação de 1967 a 1970 da sucursal no Recife/Nordeste. O boicote das agências de publicidade foi ordenado pela ditadura militar.

A ação terrorista pode ser realizada a mando de qualquer poder. Em uma democracia, a corrupção infiltrada no executivo, no legislativo, no judiciário, e/ou ditadura econômica.

Publica a Wikipédia: Em 26 de março de 1981, uma bomba explodiu na sede do jornal na Rua do Lavradio, 98, um ato creditado a defensores radicais da ditadura militar, com o objetivo de culpar os militantes da esquerda.

tribuna atentado bomba

Em 2011, a sede do jornal chegou a ter a sua falência decretada e seu acesso lacrado, em razão do pedido feito pelo desembargador Paulo César Salomão, pelo não pagamento de uma indenização por danos morais decorrente de uma ação que impetrara contra o jornal. Ele se sentira atingido por um artigo assinado pelo economista Romero da Costa Machado – que não pertencia aos quadros da Tribuna – publicado em 1994, sob o título ‘O crime ao amparo da lei’, no qual era chamado de ‘PC Salomão’.

O atual editor da Tribuna da Imprensa é Hélio Fernandes Filho.

A Tribuna da Imprensa tem como colaboradores os jornalistas Carlos Chagas, Argemiro Ferreira, Roberto Monteiro de Pinho e Sebastião Nery, dentre outros, e atualmente, somente é editado em versão via internet online, sem mais a versão impressa, que publica hoje:

Tribuna interrompe circulação

Blog da Tribuna sai do ar, com ‘problemas técnicos’ altamente suspeitos. É o mínimo que podemos informar.

  

tribuna charge

por Carlos Newton

 

O blog da Tribuna da Imprensa saiu do ar ontem (quarta-feira, 24 de abril), por volta das 11 horas da manhã, mas desde cedo já estava inacessível para ser editado. Ou seja, não podíamos inserir novas matérias, artigos ou charges, nem liberar os comentários.

Para entender o que aconteceu, é preciso saber como se monta um blog ou site. Primeiro, é preciso adquirir o “registro e o domínio” dos nomes com os quais se queira trabalhar. Depois, pagar a “hospedagem” a um servidor (o nosso é o UOL, excelente, pois em cinco anos jamais houve problemas, salvo no dia em que São Paulo sofreu um apagão de energia e todo mundo saiu do ar, inclusive a Folha de São Paulo).

Depois de adquirir registro/domínio, cria-se a estrutura do blog sobre uma “plataforma” já existente. No nosso caso, a plataforma foi o conhecido serviço norte-americano “WorldPress”. Depois, usa-se a hospedagem (servidor UOL) para colocar o site/blog no ar e ir alimentando de matérias, fotos e ilustrações, através do WorldPress.

CONEXÃO FALHANDO

Há 25 dias estávamos com “problemas técnicos”, mas os especialistas do UOL não conseguiam identificar. Supunha-se que fossem problemas de falta de renovação do domínio do nome heliofernandes.com.br, mas o próprio UOL tinha dúvidas, nossa conta aparecia sem pendências e só haveria renovação de domínio em junho. Mesmo assim, tentamos fazer a “renovação” desse domínio, mas a operação estranhamente não se completava. Houve comentaristas que também tentaram, sem sucesso. Tudo muito estranho.

O blog então começou a sair do ar e voltar. Os técnicos do UOL melhoravam a conexão, depois desconectava tudo de novo. Os comentaristas e leitores às vezes perdiam acesso. Mesmo assim mantivemos o blog e seguimos negociando apoio técnico do UOL, várias vezes ao dia, por internet e por telefone.

Até que, a atendente do UOL Daniela Couto, no último dia 19, garantiu que dia 22 tudo estaria normalizado. E isso aconteceu. Tudo certo, o blog decolou de vez. Mas a normalidade só durou dois dias.

AÇÃO DE HACKER?

Nesta quarta-feira, dia 24, desde cedo não havia como editar o blog. Ligamos para o UOL, o atendente Sidnei percorreu conosco os caminhos internos até que se surpreendeu ao verificar que nosso acesso ao WorldPress havia sido desativado. Ficou surpreso porque só quem poderia fazer isso seria eu, único detentor da senha.

O próprio funcionário do UOL aventou a possibilidade de interferência externa por hacker, como vários comentaristas já haviam sugerido. Ontem à noite, enquanto a seleção brasileira tentava jogar, conseguimos identificamos uma presença estranha em ações de “configuração” interna do nosso blog, sob o nome de jdimaree, que vem a ser uma empresa metalurgia norte-americana.

É tudo muito estranho e vamos investigar com mais calma. No momento, estamos lutando para refazer o blog sem perder o Banco de Dados, ou seja, o arquivo todo. É a segunda vez que isso acontece com a Tribuna da Imprensa. Todo o arquivo do jornal “sumiu” da internet, de uma hora para hora, cinco anos atrás. Ou seja, parece que o Helio Fernandes tem mania de ser censurado, não é mesmo?

O importante é que vamos em frente, pois graças a dois amigos (Antonio Caetano e Marcio Lordelo, especialistas em informática) o arquivo já está salvo, mas há problemas para inseri-lo no novo blog, que estamos criando do zero.

Como diz o Helio Fernandes, a gente não desiste nunca.

Helio Fernandes, a força de um nome que faz História
Helio Fernandes, a força de um nome que faz História

 

La foto de una procesión de funeral en Gaza obtiene el máximo galardón en un concurso internacional de fotografía

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“Gaza”, foto del año de World Press 2013 (Paul Hansen)
Mondoweiss.net
Traducido del inglés para Rebelión por Sinfo Fernández.

El jurado del Concurso de Fotografía World Press 2013 ha concedido la Foto del Año 2013 al fotoperiodista sueco Paul Hansen por su instantánea de una procesión de funeral en Gaza tomada durante la Operación Pilar Defensivo emprendida por Israel el pasado noviembre. El premio está considerado como uno de los más prestigiosos del mundo dentro del fotoperiodismo.

La procesión se celebraba por Fuad Hiyasi y sus dos hijos, Suhaib, de dos años, y Muhammad, de cuatro, asesinados en un ataque aéreo israelí el 19 de noviembre de 2012.

Como señala Yousef Munayyer, del Centro Palestina, la historia que subyace en esta foto está recogida en el último informe de Human Rights Watch sobre los presuntos crímenes de guerra israelíes perpetrados durante el reciente ataque contra Gaza. El grupo por los derechos humanos indica que las “investigaciones de campo sobre esos ataques” –incluido el bombardeo del hogar de los Hiyasi- “no encontró pruebas respecto a la presencia en el lugar de combatientes palestinos, armamento u otros objetivos militares evidentes en el momento del ataque. Aquellos que deliberadamente ordenaron o tomaron parte en los ataques contra civiles u objetivos civiles son responsables de crímenes de guerra.”

Añade Human Rights Watch sobre el incidente:

Alrededor de las 19:30 horas del día 19 de noviembre, un único proyectil impactó contra la casa de la familia Hiyasi en el bloque 8 del campo de refugiados de Yabaliya. El pequeño bloque de dos plantas se vino abajo cuando diez miembros de la familia se hallaban en su interior. El ataque mató a Fuad Hiyasi, que era conserje en el instituto Hamad, junto a dos de sus hijos, Muhammad, de cuatro años, y Suhaib, de dos. Su mujer, Anna, resultó herida, al igual que tres más de sus hijos y una hija.

Uno de los supervivientes, Nur Hiyasi, de 18 años, dijo que se encontraba en casa con sus padres, cuatro hermanos y una hermana cuando se produjo el ataque:

“Mohammad y Suhaib estaban con mi padre en otra habitación. El resto de la familia estábamos en la sala viendo la televisión. A las 19:30 horas, vi que todo se volvía rojo y de repente la casa entera se vino abajo sobre nuestras cabezas. Después, cuando volví en sí, me encontré en casa de mi vecino y un miembro de la familia me trasladó en una ambulancia. Estuve cuatro días en el Hospital Kamal Adwan. Tengo dos vertebras fracturadas. No necesito cirugía pero tengo muchos dolores. Los doctores dicen que debo guardar reposo durante un mes.

Human Rights Watch vio también a tres de los hermanos heridos de Nur: Ashraf, de 17 años, tenía heridas en el pecho, en la parte superior del brazo y por encima del ojo derecho. Osama, de 13, tenía vendada la cabeza a causa de diversos cortes. Musab, de 2 años, tenía una herida en la cabeza.

Un video de la casa de los Hiyasi tomado después del ataque muestra a los trabajadores sanitarios sacando los cuerpos de Fuad, Mohamed y Suhaib.

La casa de los Hiyasi, que fue inspeccionada por Human Rights Watch el 28 de noviembre, estaba en ruinas. Los edificios de los alrededores de la densamente habitada zona estaban sólo ligeramente dañados, excepto la casa de al lado que presentaba daños algo más importantes en una de las fachadas. Los daños sugieren que un avión israelí arrojó una bomba en el lugar. Human Rights Watch no encontró allí residuos de la munición allí.

Uno de los vecinos, que vive al otro lado de la muy estrecha calle –no puede pasar un coche- del hogar de los Hiyasi, dijo que no oyó lanzamientos de cohetes desde el área ni antes del ataque ni a lo largo del conflicto de ocho días. Tampoco hubo más explosiones en la zona esa noche, dijo. Él y otros vecinos declararon que no sabían ni comprendían por qué habían atacado la casa de la familia Hiyasi porque la familia no tenía vínculo alguno con ninguno de los grupos armados de Gaza. Uno de los vecinos dijo que otro hijo de Fuad había muerto asesinado en un ataque israelí hace unos cinco años aunque sólo era un civil sin más conexiones.

El ejército israelí no hizo anuncio alguno acerca de ataques específicos en Yabaliya en aquel momento. El Centro de Información sobre Inteligencia y Terrorismo israelí afirmó que las tres víctimas eran civiles “no implicados”.

La CNN informó:
La Foto del Año de este año, tomada por Paul Hansen, es una impactante imagen de los cuerpos de dos niños pequeños trasladados a través de las calles de Ciudad de Gaza después de un ataque aéreo israelí contra su hogar, según informó el fotógrafo. Les están llevando a una mezquita para después proceder a enterrarles, el cuerpo de su padre va sobre una camilla detrás de ellos. Su madre está hospitalizada.

El fotógrafo humaniza lo que algunos pueden ver como una situación con una fuerte carga política.

Pero el presidente del jurado, Santiago Lyon, dijo a CNN que no había lugar a controversia alguna. Lyon es el vicepresidente y director de fotografía de The Associated Press. Añadió que en la última selección, la ronda de jueces representaba a muchos sectores de todo el mundo.

Había tres cosas que los jurados buscaban en la imagen ganadora: una fotografía que llegara al intelecto, al corazón y a las tripas, dijo. La foto de Ciudad de Gaza cumplía las tres, dijo Lyon.

Al Akhbar:

“La fuerza de la imagen está en el contraste de la rabia y el dolor de los adultos con la inocencia de los niños”, dijo el miembro del jurado Mayu Mohanna, de Perú. “Es una foto que no voy a olvidar”.

“Este premio es el máximo honor que puedes alcanzar en la profesión”, dijo Hansen a The Associated Press. “Estoy muy contento, pero también muy triste. La familia ha perdido a dos niños y la madre está inconsciente en el hospital”.

La foto de Hansen, tomada el 20 de noviembre, ganó el primer premio tanto en la categoría de fotografía informativa como en la competición general… El concurso recibió instantáneas de fotógrafos profesionales de prensa, fotoperiodistas y fotógrafos documentales de todo el mundo. Se recibieron un total de 103.481 imágenes, enviadas por 5.666 fotógrafos de 124 países.

Hansen recibirá un premio de 10.000 € e inaugurará la exposición del año, que se celebrará en las fechas del 25-27 de abril en Amsterdam.

El certamen celebrado era el 56º Certamen Anual de Fotografía de World Press.

Fuente: http://mondoweiss.net/2013/02/funeral-procession-contest.html

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