Os últimos passos de Walgney Carvalho

Walgney Carvalho
Walgney Carvalho

 

Walgney Assis Carvalho denunciou o envolvimento da polícia do governador Antônio Anastasia na morte do jornalista Rodrigo Neto.

Em conversa pelo comunicador de uma rede social, há cerca de dez dias, ao ser indagado se tinha “notícias novas” sobre o andamento da investigação do assassinato do repórter Rodrigo Neto, disse que estava indignado por ser tratado como suspeito do crime.

“Ele disse que também estaria sendo investigado pela polícia que, inclusive cumpriu mandado de busca e apreensão em sua casa. Ao fim da nossa última conversa, o Carvalho deixou uma mensagem enigmática, sugerindo que poderia virar celebridade, mas não entrou em detalhes”, informou o amigo para a reportagem do Diário do Aço.

Na sua página no Facebook, Walgney colocou o seguinte recado no dia 12 último:

caladinho

Fica comprovado que Walgney vinha sofrendo stalking policial.

O Gazeta do Aço, onde os dois jornalistas trabalhavam, informa hoje:”A execução de Walgney Carvalho ocorre exatamente 37 dias depois da execução do repórter Rodrigo Neto. Os dois trabalhavam sempre em conjunto antes mesmo de Rodrigo Neto ser contratado para voltar ao impresso, no mês de março”.

Se a polícia de Anastasia, ao invés de promover terrorismo, estivesse procurando os assassinos de Rodrigo Neto, Walgney não estaria morto.

A polícia informou que identificara os suspeitos. Mas o que tranquilizava Walgneu era a fé. Ele postou no último dia de 12 no fb:

12 abril

Às 10h26m de domingo último  indicou o lugar em que seria morto. Os assassinos ficaram na tocaia.

E colocou na foto a seguinte legenda: DAQUI A POUCO, NESTE DOMINGÃO 14, ABRIL, 2013 ENCONTRO DE CAVALEIROS NO SÍTIO DO ROGÉRIO NO COCAIS DE BAIXO, EM CORONEL FABRICIANO...MUITA COMIDA...GENTE BONITA...É A UNIÃO DOS POVOS EM UMA GRANDE AMIZADE...VAMOS EMBORA PRA LÁ POVÃO...
E escreveu a seguinte legenda: DAQUI A POUCO, NESTE DOMINGÃO 14, ABRIL, 2013 ENCONTRO DE CAVALEIROS NO SÍTIO DO ROGÉRIO NO COCAIS DE BAIXO, EM CORONEL FABRICIANO…MUITA COMIDA…GENTE BONITA…É A UNIÃO DOS POVOS EM UMA GRANDE AMIZADE…VAMOS EMBORA PRA LÁ POVÃO…

Em com.br informa: Um homem encapuzado chegou armado e atirou três vezes à queima-roupa contra o fotógrafo, que atuava na área policial, conforme informou o veículo onde trabalhava. O suspeito fugiu em uma moto que o esperava na rua.

De acordo com a Polícia Militar (PM), testemunhas informaram que o atirador estava rondando o local desde o início da noite e fazia muitas ligações pelo celular. Mesmo assim, não levantou suspeita. Por volta de 22h, ele se aproximou de Walgney e atirou friamente. Uma bala atingiu a cabeça do fotógrafo e outra pegou na axila. O assassino fugiu a pé e, a cerca de 50 metros do pesque-pague subiu em uma moto NX preta. A polícia ainda apura se havia outro comparsa na moto. Os dois homens, segundo a PM, têm várias passagens pela polícia.

O deputado Durval Ângelo, presidente da Comissão de Direitos Humanos de Minas Gerais, que vem acompanhando as apurações sobre a morte do jornalista Rodrigo Neto afirmou, por meio do Twitter, que o assassinato do fotógrafo tem relação com esse caso. Em mensagem encaminhada para o perfil da ministra Maria do Rosário, da Secretaria Nacional de Direitos Humanos da Presidência da República, o presidente da Comissão de Direitos Humanos afirma que o caso pode ser queima de arquivo. “A CDHumanos (Sic.), logo após a morte do R Neto, recebeu denúncias de q ele sabia autoria”, disse sobre Walgney. “ O Carvalho q (Sic.) foi agora assassinado tinha muitas informações. Falei dele quando você (Sic.) esteve no Vale”, comentou o deputado.

O assassinato de Rodrigo aconteceu em 7 de março quando entrava em seu carro, logo depois de sair de um churrasquinho que frequentava regularmente no Bairro Canaã, em Ipatinga, no Vale do Aço. Dois homens passaram em uma moto e atiraram no repórter.

O Jornal do Vale do Aço também pública denúncia de Durval Ângelo: “A Justiça Penal de Ipatinga é conivente com os policiais envolvidos nos crimes que o jornalista Rodrigo Neto denunciado. Juízes do Vale do Aço não concederam nenhuma prisão preventiva a policiais acusados de envolvimento com o crime organizado. Existem juízes que têm medo dos policiais, outros são escoltados pelos próprios policiais denunciados”, acusou.

O deputado lembrou o caso dos irmãos Caboclo, que foram condenados a 19 anos de prisão, mas continuam soltos. Segundo ele, os dois irmãos ofereceram R$ 100 mil pela morte do próprio deputado e R$ 60 mil pelo assassinato do delegado que apurava os crimes de que eram acusados, referindo-se ao ex-delegado Francisco Pereira Lemos, hoje ouvidor da Câmara Municipal de Coronel Fabriciano, da qual foi presidente em duas ocasiões na última legislatura. “O Judiciário fica em um olimpo inatingível, enquanto isso, temos policiais envolvidos em crimes bárbaros como o da moto verde”, completa Durval, disparando: “Hoje o Vale do Aço é o império da bandidagem e da criminalidade, e não da lei. Nós podemos ter mais mortes no Vale do Aço!”, alertou.

UMA FAMÍLIA DESTROÇADA PELA BANDIDAGEM MINEIRA

Também no dia 12 último, Walgney colocou as seguintes fotos:

1J

2 J

Walgney Carvalho, especialista em cobertura fotográfica policial foi morto por dois homens em uma motocicleta na noite deste domingo em Coronel Fabriciano

Diário do Aço

 

O repórter freelancer fotográfico do Jornal Vale do Aço, Walgney Assis Carvalho, 43 anos, foi morto a tiros na noite deste domingo.  O crime foi em um pesque-pague, no bairro São Vicente,  em Coronel Fabriciano, por volta das 22.

Walgney tinha chegado ao local havia uns 30 minutos. Pediu uma porção e sentou-se próximo a um poço de peixes. Conversava com as pessoas, como sempre fazia,  quando foi alvejado pelos tiros.

A reportagem do DIÁRIO DO AÇO esteve no local e a informação de testemunhas é que chegou ao local um homem estava em uma motocicleta da Honda, um modelo alto, não identificado.

O homem estacionou o veículo na rua em frente ao pesque pague, deu a volta por um lote vago que existe ao lado, e pegou Walgney Carvalho pelas costas.

Aposentado, Walgney Carvalho prestava serviços fotográficos para o Jornal Vale do Aço, na editoria de Polícia e também fazia registros fotográficos para a Perícia da PC.

Era conhecido por ser destemido diante dos cenários de crimes violentos, por dormir pouco e acompanhar in loco o registro de acidentes, homicídios e chacinas, 24 horas por dia.

A execução de Walgney Carvalho ocorre exatamente 37 dias depois da execução do repórter Rodrigo Neto. Os dois trabalhavam sempre em conjunto antes mesmo de Rodrigo Neto ser contratado para voltar ao impresso, no mês de março.

Além de policiais militares, que registraram a ocorrência, delegados da Polícia Civil também estiveram no local do crime, entre eles, o chefe da equipe do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), que atua nas investigações do Caso Rodrigo Neto desde o dia 11 de março. Ele evitou dar declarações, mas manifestou preocupação com o caso.

Levantamentos da polícia indicam que o executor esteve no local pelo menos três vezes durante o dia, observando o ambiente. Isso porque Walgney Carvalho estava com amigos no povoado de Cocais dos Arruda, onde participava de um encontro de cavaleiros e deixou no pesque-pague a sua motocicleta. Além disso, o fotógrafo tinha costume de passar sempre, aos domingos, naquele estabelecimento.

Walgney Assis Carvalho
Walgney Assis Carvalho

No começo da manhã de domingo, Walgney Carvalho postou em uma rede social fotos de um encontro de cavaleiros em que escreveu: “Daqui a pouco, neste domingão 14, abril, 2013 encontro de cavaleiros no Sítio do Rogério no Cocais de Baixo, em Coronel Fabriciano…muita comida…gente bonita…É a união dos povos em uma grande amizade…vamos embora pra lá povão…”

Fotógrafo se dizia indignado por ser tratado como suspeito do Caso Rodrigo Neto

A um amigo, em conversa pelo comunicador de uma rede social há cerca de 10 dias, ao ser indagado se tinha  notícias novas sobre o andamento da investigaçao do assassinato do repórter Rodrigo Neto, o fotógrafo disse que estava indignado por ser tratado como suspeito do crime.

“Ele disse que também estaria sendo investigado pela polícia que, inclusive cumpriu mandado de busca e apreensão em sua casa. Ao fim da nossa última conversa, o Carvalho deixou uma mensagem enigmática, sugerindo que poderia virar celebridade, mas não entrou em detalhes”, informou o amigo.

Nesta segunda-feira, questionado sobre o assunto o delegado chefe do DHPP,  Wagner Pinto, disse que não poderia esclarecer sobre o assunto, pois isso implicaria em revelar detalhes da investigação sobre o outro profissional da imprensa assassinado e as investigações ocorrem sob sigilo.

Necropsia

O exame de necropsia, realizado no IML de Ipatinga concluiu que Walgney Carvalho foi mesmo morto com dois tiros. Um dos disparos atingiu a nuca, ao lado da orelha direita e, no outro tiro, o projétil com entrada no lado direito atravessou tórax e atingiu o braço esquerdo da vítima.

A arma usada no crime foi também um revólver 38, mesmo calibre da arma usada para executar o repórter Rodrigo Neto, na madrugada de 8 de março.
SOBRE O CASO RODRIGO NETO:

“Policial que comete crime não é policial, é bandido” – 11/04/2013

Radialista é executado em Ipatinga – 08/03/2013

 

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Walgney Carvalho tinha 43 anos

 

Fonte : Plantão da Reportagem Diário do Aço. Repórteres Wellington Fred e Alex Ferreira

Minas Gerais. Terra do engavetado Mensalão Tucano mata mais um jornalista este ano

Está mais fácil a justiça marcar a data do julgamento da chacina de Unaí! Que a polícia do governador Antonio Anastasia achar o serial killer de jornalistas no Vale do Aço!

Walgney Assis de Carvalho atuava com Rodrigo Neto, assassinado há 37 dias
Walgney Assis de Carvalho atuava com Rodrigo Neto, assassinado há 37 dias

Fotojornalista que trabalhava com radialista assassinado também é morto em MG

O corpo de ficou por horas estedido no ensanquetado chão de Minas Gerais das chacinas impunes.Walgney Carvalho estava sentado perto de uma mureta de poço de peixe, quando foi alvejado pelas costas. Foto Wellington Fred
O corpo de Walgney Carvalho ficou por horas estendido no ensanguentado chão de Minas Gerais das chacinas impunes. Walgney Carvalho estava sentado perto de uma mureta de Poço de Peixe, quando foi alvejado pelas costas.
Foto Wellington FredPortal da Imprensa – No último domingo (14/4), o repórter fotográfico Walgney Assis Carvalho, de 43 anos, foi assassinado com três tiros em um pesque-pague, no bairro São Vicente, no Vale do Aço (MG). O crime ocorreu, exatamente 37 dias após a morte do radialista Rodrigo Neto, em Ipatinga, região próxima. Os dois eram especializados na editoria de polícia e trabalharam ao mesmo tempo no jornal Vale do Aço, na semana anterior à morte do radialista.

por Jéssica Oliveira

O fotojornalista prestava serviços de freelancer para o jornal há cerca de cinco anos, na editoria de polícia. O radialista foi trabalhar no impresso uma semana antes de ser assassinado.

Apesar de cobrirem o mesmo tema, os dois não trabalharam diretamente juntos ou em uma pauta específica, apenas cumpriram a rotina do dia a dia. “Mas é muita coincidência. Na mesma cidade, mesmo veículo, tema e em um espaço de tempo tão curto. Os dois levaram tiros em áreas vitais, como a cabeça”, comentou à IMPRENSA um funcionário do jornal, que não quis se identificar.

A equipe da publicação vive um clima de extrema preocupação e um sentimento muito forte de medo. As condições psicológicas de todos serão avaliadas.

“Fica também o sentimento de esperança que o Estado cumpra seu papel de dar uma resposta. Não para o jornal, não para os jornalistas, mas para a sociedade. O Estado tem o dever constitucional de esclarecer esses dois crimes e apontar quem são os culpados. Ele tem esse compromisso, essa responsabilidade, esse dever”, completou.

Morte do Walgney Carvalho
Segundo o portal G1, a Polícia Militar afirmou que um homem de moto se aproximou e disparou pelas costas do fotojornalista. A corporação não divulgou os motivos do crime e nem comentou sobre a possibilidade da morte de Carvalho ter alguma ligação com o assassinato de Neto.

De acordo com o portal Terra, o fotojornalista foi morto por um homem encapuzado, que entrou homem entrou no pesqueiro e, sem falar nada, disparou à queima-roupa contra a vítima, sendo que um acertou a cabeça. Após os disparos, o homem saiu andando e depois pegou uma moto.

Testemunhas disseram que perceberam a movimentação de um homem próximo ao local durante a noite do crime. Suspeitos ainda não foram identificados.

Morte de Rodrigo Neto
No dia 8 de março, Rodrigo Neto e um colega estavam no “Baiano do Churrasquinho”, no bairro Canaã, local que ele costumava frequentar. Quando Neto abria a porta de seu automóvel, dois homens em uma motocicleta, usando luvas e capacetes fechados, se aproximaram, dispararam e fugiram.

De acordo com o portal R7, o delegado responsável pelo caso, Ricardo Cesari, afirmou que Neto foi atingido por cinco tiros.

Neto chegou a ser socorrido com vida e foi levado para o Hospital Municipal de Ipatinga, no bairro Cidade Nobre, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. O jornalista era casado e deixa um filho.”

* Com supervisão de Vanessa Gonçalves