Juiz envolvido na morte de dois jornalistas de Minas Gerais

Justiça censura jornalista

Vários juízes substituíram os coronéis da ditadura militar nos serviços sujos de censura a jornalistas.

Sempre repito: a morte de um jornalista é a solução final da censura.

Que fique sabendo o Conselho Nacional de Justiça, CNJ, presidido pelo ministro Joaquim Barbosa, que tem um juiz acusado de participar da quadrilha que chacinou os jornalistas Walgney Carvalho e Rodrigo Neto.

Em Ipatinga, a sede de um grupo de extermínio com juiz, médico legista (Jose Rafael Miranda Americano), entre outras autoridades,  corre o boato do envolvimento do presidente da Câmara, Werley Glicério Furbino. Só tem gente fina. Os executores das mortes são policiais. Foi preso o investigador José Cassiano Guarda.

O Brasil precisa federalizar já! os inquéritos dos jornalistas martirizados, pela participação, em 99 por cento dos casos, de policiais ou ex-policiais.

Uma semana antes de morrer, Rodrigo Neto apresentou, para a Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa de Minas Gerais, uma relação de crimes em Ipatinga e outras cidades mineiras. O depoimento vazou. Que a AL divulgue o depoimento. Nele estão os nomes dos assassinos.

Na Assembléia, quando Aécio Neves era governador, um deputado deu um tapa na cara de uma jornalista diretora da assessoria de imprensa parlamentar. Um coronel da guarda do governador fez uma jovem jornalista ajoelhar, com um revólver engatilhado na cabeça.

Com coragem, idealismo e amor ao jornalismo, escreve Heron Guimarães:

jornalista ameaça censura

Extermínio em Ipatinga
 
A mais nova denúncia do presidente da Comissão dos Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, deputado Durval Ângelo, que aponta a participação de um juiz no extermínio de jornalistas no Vale do Aço, lança mais um sinal de alerta para os poderes constituídos do Estado.

Isso porque os assassinatos dos dois repórteres no Vale do Aço não podem, de forma alguma, ser tratados como homicídios comuns, que, apesar de igualmente inadmissíveis, não despertam mais, na população e nos próprios órgãos de segurança pública, a comoção que deveriam.

Ao que tudo indica, o repórter Rodrigo Neto, acostumado a fazer coberturas policiais, encontrou uma linha investigativa que ligava policiais de Ipatinga a crimes bárbaros e a um grupo de extermínio. Acabou sendo fuzilado após deixar uma bar que tinha o hábito de frequentar. Morreu cedo e abreviou sua passagem pela vida, deixando esposa e filhos.

Um mês depois, seu colega de profissão, o fotógrafo Walgney Carvalho, morreu em circunstâncias semelhantes. Assim como Neto, deixou família e filhos. Assim como Neto, foi covardemente fuzilado após um momento de descontração. Ele também participava das “investigações” que deixariam em maus lençóis homens da “lei” que mudaram de lado.

Neto e Carvalho sabiam demais e, certamente, por saberem demais, escarafunchavam demais, aliás, o que todo bom jornalista, por convicção ou por dever de ofício, honraria em fazer, desde que munido de coragem.

A situação é bem mais grave e vai além da necessidade de se fazer a justiça tão rogada pelos familiares e pelos amigos dos dois profissionais mortos; assim como no caso Tim Lopes, quando traficantes cariocas popularizaram o termo “micro-ondas”, estamos diante de um verdadeiro atentado à liberdade de imprensa e à democracia.

Evidências que apontam para o envolvimento de policiais já seriam o bastante para que todas as forças de Minas se unissem e reforçassem as investigações, tirando de Ipatinga o comando central das investigações.

Agora, com essa nova hipótese lançada por Durval, colocando no rol de suspeitos um membro do Judiciário, a gravidade aumenta. É preciso dar uma resposta ainda mais clara para a sociedade, apresentando, com o máximo de urgência, os responsáveis por tais barbaridades.

As vagas dos repórteres assassinados não estão sendo preenchidas por outros jornalistas por causa do temor que se abateu sobre a região de Ipatinga, mas o medo deve ser de todos. Não o medo de boçais que resolvem suas podres questões e escondem suas sujeiras matando e fazendo desaparecerem provas vivas, mas o medo de um Estado inerte, incapaz de agir.

 
 
 
 

Após execuções de dois jornalistas em Minas Gerais, atribuídas à ação de grupo de policiais, profissionais que cobrem a área vivem sob ameaça. Um deles teve de fugir

por Mateus Parreira

Rodrigo Neto

Decorrente de mais de 20 anos de assassinatos, afrontas à lei, desafios à Justiça e impunidade, o medo que ronda a imprensa do Vale do Aço faz mais vítimas, além do repórter Rodrigo Neto, de 38 anos, executado em 8 de março, e de seu colega de trabalho, o fotógrafo Walgney Assis Carvalho, de 43, morto no domingo, 37 dias depois. Acredita-se que os casos estejam ligados e as suspeitas recaem sobre um esquadrão de extermínio formado por policiais militares e civis. Rodrigo vinha denunciando que pelo menos 20 integrantes das forças de segurança acusados de execuções continuavam impunes. Antes dos dois últimos assassinatos, havia cinco profissionais de jornais e rádios sediados em Ipatinga especializados na cobertura policial. Dos três sobreviventes, dois estão sob ameaça, enquanto o outro pediu demissão e fugiu da cidade sem deixar rastro. As informações são da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e do comitê de profissionais de imprensa que acompanha as investigações. Com os dois homicídios, o Brasil passou a ocupar o terceiro lugar em mortes de jornalistas, segundo a ONG Repórteres Sem Fronteiras, com quatro óbitos neste ano – metade em Ipatinga. Fica atrás apenas do Paquistão e da Síria, países em conflito armado que registraram cinco mortes.

O Estado de Minas conseguiu contato com o repórter que abandonou a cidade. Ele relata o pânico que ronda os profissionais e os impede de confiar nas forças de segurança pública, e até mesmo em programas de proteção do Estado. “É impossível exercer a profissão com o mínimo de segurança, hoje, no Vale do Aço”, desabafou o repórter, que falou ao EM de uma cidade distante de Ipatinga. “Depois que mataram o Rodrigo e o Walgney, sobramos apenas três na linha de frente da reportagem policial. Dois vinham recebendo ameaças, sendo que um deles até andou com escolta armada. Não quis esperar minha vez chegar”, disse.

De acordo com o jornalista, o grupo de extermínio que age nas principais cidades do Vale do Aço não aparenta ser um grupo de pistolagem que receba dinheiro de empresários, políticos ou do crime organizado, mas sim uma frente de policiais que se impõe pela violência e pelo medo, eliminando desafetos ou acusados de crimes contra integrantes das forças de segurança. Para isso, investem até mesmo contra famílias e amigos de quem consideram seus inimigos. “Tenho medo pela minha segurança, mas também pela dos meus pais e amigos. Essas pessoas tentam atingir seus alvos por meio dos familiares e conhecidos. Matam e até envenenam para atrair quem está escondido”, disse.

Perguntado se pensa em procurar a polícia ou o Ministério Público para pedir proteção, o jornalista de Ipatinga descarta essa possibilidade, por temer por sua segurança e não confiar na estrutura do poder público. “Meus amigos (Rodrigo e Walgney) denunciaram e não adiantou. Terminaram mortos. Não confio em mais ninguém”, afirma. Antes de o fotógrafo ter sido morto, no último domingo, o repórter conta que a mãe já pedia ao colega que abandonasse a profissão, e a cidade também, com medo de que algo pudesse acontecer.

Exilado

O jornalista nutre poucas esperanças de retornar à cidade do Vale do Aço. “Lá não vou ter tranquilidade. Estou com o coração partido, porque amo minha profissão, meus pais e todos os que deixei, mas não tenho condições de voltar”, lamenta. “Eu já estava ficando com paranoia. Não tinha mais vida social. Tudo o que acontecia achava que era alguém me perseguindo”, relata. “Se saía com amigos, nunca me sentava de costas para a rua e não deixava ninguém fazê-lo, com medo de alguém em uma moto passar atirando. Quando chegava em casa, dava duas voltas no quarteirão para ver se havia alguém me seguindo.”

O Comitê Rodrigo Neto, que acompanha as apurações dos crimes contra a imprensa local, divulgou nota manifestando “indignação com as declarações do subsecretário de Defesa Social, Daniel de Oliveira Malard”, que disse em Ipatinga que jornalistas deveriam ser cuidadosos como medida para sua segurança, “tal como o fazem juízes e policiais”. De acordo com o comitê, “ao transferir a responsabilidade da segurança aos próprios jornalistas, o Estado mais uma vez dá mostra da fragilidade do sistema e descontrole sobre as forças de segurança do Vale do Aço”. O grupo lembra ainda que promotores, juízes e policiais “têm porte de arma, treinamento e escolta policial, se solicitada”.  A Associação Nacional de Jornais (ANJ) divulgou ontem nota referente ao assassinato do fotógrafo Walgney, manifestando repúdio ao que classificou como mais um atentado à liberdade de expressão e, diante das evidências de ligação do crime com a morte do repórter Rodrigo Neto, cobrou elucidação dos casos e punição dos culpados.

 

 

Denunciados impunes

As denúncias que Rodrigo Neto divulgou no Jornal Vale do Aço vêm sendo feitas na região há anos e fazem referência a 10 casos, com pelo menos 20 mortos desde 1992. São citados 21 policiais envolvidos. Nenhum foi condenado até hoje, ainda que oito procedimentos tenham sido abertos. Três foram concluídos sem qualquer punição. Quatro estão em tramitação. Sobre o último não há informações.

Rodrigo morreu na madrugada de 8 de março, quando saía de um bar no Bairro Canaã, em Ipatinga, e entrava em seu carro. Dois criminosos passaram em uma moto e atiraram no repórter, que chegou a ser socorrido no hospital municipal. Vítima da mesma forma de execução que vinha denunciando em vários episódios, Rodrigo estava escrevendo um livro intitulado Crimes perfeitos, que denunciaria execuções sumárias, envenenamentos e desaparecimentos de pessoas que envolveriam a ação de policiais militares e civis no Vale do Aço. Ele foi assassinado depois que passou a publicar no Jornal Vale do Aço reportagens sobre 10 desses crimes.

Para a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia e também para jornalistas locais, Walgney Carvalho foi executado no último domingo, em Coronel Fabriciano, na mesma região, porque teria informações sobre o assassinato do colega de trabalho. A forma como morreu, alvejado três vezes por um garupa de uma motocicleta, reforça a tese, bem como a munição usada, que era de calibre 38, a mesmo usada contra Rodrigo Neto. Os projéteis não eram comuns, mas caraterísticos de assassinos experientes, pois se fragmentam quando entram no corpo e potencializam os estragos.

A Polícia Civil informou, por meio de nota, que uma equipe especializada na apuração de homicídios e as corregedorias da corporação e da PM investigam o caso. E reiterou que as circunstâncias em que os crimes ocorreram serão esclarecidas, “apontando os culpados, sejam eles quais forem”.

O secretário de estado de Defesa Social, Rômulo Ferraz, afirmou ontem que há firme determinação de investigar os casos e solucionar a onda de crimes no Vale do Aço. Segundo o Ministério Público, há possibilidade de relação entre pelo menos 10 homicídios na região, incluindo os dois últimos, de repórter e fotógrafo. “Enfrentamos um histórico de violência na região, com intimidação e até eliminação de testemunhas, mas tudo isso está sendo combatido pela secretaria. Temos uma renovação de delegados e afastamentos na região de Ipatinga e Coronel Fabriciano. Não vamos tolerar essa situação e o trabalho será contundente”, afirma o secretário. (Com Júnia Oliveira e Guilherme Paranaiba)

Crimes investigados ou denunciados pelo jornalista Rodrigo Neto veja lista aqui

Aécio e a república de zumbis

O governo e a justiça de Minas Gerais pretendem eleger Aécio Neves presidente. Quando o maior trunfo eleitoral de Aécio continua sendo o avô Tancredo Neves. Acontece que existe contra a justiça e o governo de Minas Gerais uma procissão de almas.

Escreve Geraldo Elísio: “A região do Vale do Aço está se transformando em cenário ideal para filmes de bang bang e inexplicavelmente nada acontece. Setores ligados aos Direitos Humanos afirmam que um novo crime que resultou na morte do fotógrafo Walgney Assis Carvalho, assassinado no último domingo tem ligações com a execução do jornalista Rodrigo Neto, de 38 anos, no último mês de maio.

A ‘Gang dos Castro’ está envolvida na questão, bem como o ex-delegado de polícia Alexandre Silveira, atual secretário de Gestão Metropolitana a quem se atribui estar sobre o comando do secretário de Estado do governador Antonio Anastasia, Danilo de Castro.

A Polícia Federal chegou a entrar no caso, mas saiu. Por quê? As devidas explicações ainda não foram dadas. Para piorar a situação de sequências de mortes envolvendo autoridades  – remember a modelo Cristiana Aparecida Ferreira e o ex-ministro do Turismo, Walfrido dos Mares Guia, o ex-governador Newton Cardoso e o atual presidente da Cemig, Djalma Moraes – o delegado da Polícia Civil, Geraldo Amaral de Toledo, conhecido como Geraldo Toledo está sendo acusado de ter baleado na cabeça  a menor A.J.S. (…)

As autoridades do setor de Segurança nada manifestam, inclusive sobre a condenação de médicos ligados à Máfia do Tráfico de Órgãos em Poços de Caldas, no sul de Minas (…)”

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Escreve Mateus Parreiras: “Decorrente de mais de 20 anos de assassinatos, afrontas à lei, desafios à Justiça e impunidade, o medo que ronda a imprensa do Vale do Aço faz mais vítimas, além do repórter Rodrigo Neto, de 38 anos, executado em 8 de março, e de seu colega de trabalho, o fotógrafo Walgney Assis Carvalho, de 43, morto no domingo, 37 dias depois. Acredita-se que os casos estejam ligados e as suspeitas recaem sobre um esquadrão de extermínio formado por policiais militares e civis. Rodrigo vinha denunciando que pelo menos 20 integrantes das forças de segurança acusados de execuções continuavam impunes. Antes dos dois últimos assassinatos, havia cinco profissionais de jornais e rádios sediados em Ipatinga especializados na cobertura policial. Dos três sobreviventes, dois estão sob ameaça, enquanto o outro pediu demissão e fugiu da cidade sem deixar rastro. As informações são da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e do comitê de profissionais de imprensa que acompanha as investigações. Com os dois homicídios, o Brasil passou a ocupar o terceiro lugar em mortes de jornalistas, segundo a ONG Repórteres Sem Fronteiras, com quatro óbitos neste ano – metade em Ipatinga. Fica atrás apenas do Paquistão e da Síria, países em conflito armado que registraram cinco mortes”.

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Minas Gerais é terra sem lei.

Escreve Paula Sarapu: “Indiciado pela agressão à adolescente A.L.S., de 17 anos, o delegado Geraldo do Amaral Toledo Neto desrespeitou uma medida protetiva prevista na Lei Maria da Penha, decretada pelo Tribunal de Justiça em 3 de abril, ao se encontrar com ela em Conselheiro Lafaiete, no último fim de semana. A medida, que proíbe o contato dele com a jovem, foi proposta pela Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente em 19 de março, quando ela fez um registro de ocorrência, acusando o policial de tê-la agredido com chutes e socos.

Afastamento por segurança

As determinações da medida protetiva e o inquérito em que Toledo foi indiciado por agressão correm em segredo de Justiça. Segundo o criminalista e professor de direito processual da Faculdade Dom Hélder Câmara André Myssior, o delegado não poderia ter se encontrado com a menor, mesmo se ela o tivesse convidado ou tenha aceitado entrar no carro dele por vontade própria. Segundo o especialista, quando o agressor viola qualquer medida protetiva, o juiz decreta sua prisão preventiva. Como o delegado já está preso, ele pode responder pelo crime de desobediência.

‘As medidas protetivas pretendem impedir o agressor de se aproximar ou entrar em contato com a vítima. Há uma série de medidas, mas a que mais protege é o afastamento. O juiz pode ter proibido também qualquer contato por telefone ou meios eletrônicos’, explica o advogado, lembrando que a Lei Maria da Penha impede que a vítima retire a queixa. ‘Se a jovem estivesse atrás dele, ele deveria ter recorrido à Justiça pedindo a revogação da medida, mas não poderia encontrá-la de jeito nenhum: nem se ela convidasse, nem se ela aceitasse.’
Delegado responde por vários crimes

O delegado Geraldo Toledo responde a processos em BH e no interior. Em 2007, foi denunciado na 5ª Vara Criminal por receptação, formação de quadrilha e adulteração ou remarcação de chassis, quando chefiava a delegacia de trânsito de Betim. O Ministério Público entrou com ação civil pública contra ele na 2ª Vara de Fazenda Pública Estadual por improbidade administrativa. Há também um processo de 2011 na comarca de Abre Campo, em que Toledo foi denunciado por estelionato. O MP o acusa de inserir declarações falsas nos documentos de registro de veículos em Mateus Leme, na Grande BH, assinando procedimentos de vistoria de caminhões inexistentes. O delegado teria ocultado ainda documentos de processos administrativos referentes ao emplacamento dos veículos. À época, ele estava na delegacia de São Joaquim de Bicas, na Grande BH. Em 2004, ele foi denunciado com a ex-mulher, a promotora Mônica Regina Rolla. À época, ele era delegado em Alfenas e foi acusado de invadir um estabelecimento sem ordem judicial e fazer uma prisão em flagrante por porte de uma arma, que teria sido plantada. O preso teria tido uma desavença com o delegado. A denúncia foi da Procuradoria Geral de Justiça, mas o crime prescreveu.”

Morte misteriosa da modelo
Morte misteriosa da modelo

Para que seja instalada a república dos zumbis, a justiça do País da Geral engavetou os julgamentos da chacina de Unaí, financiada pelo líder tucano Antério Mântega, e do Mensalão mineiro, que assassinou a modelo Cristiana Ferreira.

Essa fantasmagórica república teria Margaret Thatcher como modelo econômico, e no mais tudo conforme uma ficção fantasmagórica que pode terminar em realidade.

Uma blogueira de 13 anos, Giovanna Souza, escreve: “Tem alguém aí que ainda não conhece a serie The Walking Dead? Se tiver, esse post é especialmente para vocês. The Walking Dead é uma série norte americana produzida pela AMC, baseada nos quadrinhos criados por Robert Kirkman que já está na terceira temporada.

(…) The Walking Dead acompanha um grupo de pessoas que lutam para sobreviver a um apocalipse zumbi, no meio de um Estados Unidos destruído. Rick Grimes, que era xerife de uma cidadezinha no estado da Georgia, lidera o grupo na busca por um novo lar longe da ameaça dos mortos-vivos. Ao longo da história, quando a luta pela sobrevivência começa fica mais perigosa, o comportamento dos personagens acaba mudando, levando-os a beira da insanidade.”

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No Brasil, há uma inversão. Os zumbis são os vivos da politicalha, e os mortos clamam por justiça.

Outra resenha de Giovanna Souza: “No universo de The Walking Dead não existe vilão maior do que o Governador, o déspota que comanda a cidade de Woodbury. Eleito pela revista americana Wizard como ‘Vilão do ano’, ele é o personagem mais controvertido em um mundo dominado por mortos-vivos. Neste romance os fãs irão descobrir como ele se tornou esse homem e qual a origem de suas atitudes extremas. Para isso, é preciso conhecer a história de Phillip Blake, sua filha Penny e seu irmão Brian que, com outros dois amigos, irão cruzar cidades desoladas pelo apocalipse zumbi em busca da salvação.

Cara, esse livro é muito bom. Tipo muito bom mesmo! Eu não botava muita fé nele, porque meu irmão tinha lido uma parte e dito que era um lixo. Mas é sério, o livro é surpreendente. É uma mistura de suspense com romance e drama. Sem contar com a parcela de matar zumbis, que todo fã de The Walking Dead curte. Em relação à linguagem, é meio difícil e tal, mas depois de uns 3 capítulos a gente se acostuma. O mais legal é que o livro descreve bem as emoções dos personagens, e os laços (secretos) que eles vão criando uns com os outros… o que uma situação de luta pela sobrevivência num mundo devastado pode causar na mente das pessoas. É muito bom, e nos faz pensar o que aconteceria se houvesse um apocalipse zumbi.”

Os últimos passos de Walgney Carvalho

Walgney Carvalho
Walgney Carvalho

 

Walgney Assis Carvalho denunciou o envolvimento da polícia do governador Antônio Anastasia na morte do jornalista Rodrigo Neto.

Em conversa pelo comunicador de uma rede social, há cerca de dez dias, ao ser indagado se tinha “notícias novas” sobre o andamento da investigação do assassinato do repórter Rodrigo Neto, disse que estava indignado por ser tratado como suspeito do crime.

“Ele disse que também estaria sendo investigado pela polícia que, inclusive cumpriu mandado de busca e apreensão em sua casa. Ao fim da nossa última conversa, o Carvalho deixou uma mensagem enigmática, sugerindo que poderia virar celebridade, mas não entrou em detalhes”, informou o amigo para a reportagem do Diário do Aço.

Na sua página no Facebook, Walgney colocou o seguinte recado no dia 12 último:

caladinho

Fica comprovado que Walgney vinha sofrendo stalking policial.

O Gazeta do Aço, onde os dois jornalistas trabalhavam, informa hoje:”A execução de Walgney Carvalho ocorre exatamente 37 dias depois da execução do repórter Rodrigo Neto. Os dois trabalhavam sempre em conjunto antes mesmo de Rodrigo Neto ser contratado para voltar ao impresso, no mês de março”.

Se a polícia de Anastasia, ao invés de promover terrorismo, estivesse procurando os assassinos de Rodrigo Neto, Walgney não estaria morto.

A polícia informou que identificara os suspeitos. Mas o que tranquilizava Walgneu era a fé. Ele postou no último dia de 12 no fb:

12 abril

Às 10h26m de domingo último  indicou o lugar em que seria morto. Os assassinos ficaram na tocaia.

E colocou na foto a seguinte legenda: DAQUI A POUCO, NESTE DOMINGÃO 14, ABRIL, 2013 ENCONTRO DE CAVALEIROS NO SÍTIO DO ROGÉRIO NO COCAIS DE BAIXO, EM CORONEL FABRICIANO...MUITA COMIDA...GENTE BONITA...É A UNIÃO DOS POVOS EM UMA GRANDE AMIZADE...VAMOS EMBORA PRA LÁ POVÃO...
E escreveu a seguinte legenda: DAQUI A POUCO, NESTE DOMINGÃO 14, ABRIL, 2013 ENCONTRO DE CAVALEIROS NO SÍTIO DO ROGÉRIO NO COCAIS DE BAIXO, EM CORONEL FABRICIANO…MUITA COMIDA…GENTE BONITA…É A UNIÃO DOS POVOS EM UMA GRANDE AMIZADE…VAMOS EMBORA PRA LÁ POVÃO…

Em com.br informa: Um homem encapuzado chegou armado e atirou três vezes à queima-roupa contra o fotógrafo, que atuava na área policial, conforme informou o veículo onde trabalhava. O suspeito fugiu em uma moto que o esperava na rua.

De acordo com a Polícia Militar (PM), testemunhas informaram que o atirador estava rondando o local desde o início da noite e fazia muitas ligações pelo celular. Mesmo assim, não levantou suspeita. Por volta de 22h, ele se aproximou de Walgney e atirou friamente. Uma bala atingiu a cabeça do fotógrafo e outra pegou na axila. O assassino fugiu a pé e, a cerca de 50 metros do pesque-pague subiu em uma moto NX preta. A polícia ainda apura se havia outro comparsa na moto. Os dois homens, segundo a PM, têm várias passagens pela polícia.

O deputado Durval Ângelo, presidente da Comissão de Direitos Humanos de Minas Gerais, que vem acompanhando as apurações sobre a morte do jornalista Rodrigo Neto afirmou, por meio do Twitter, que o assassinato do fotógrafo tem relação com esse caso. Em mensagem encaminhada para o perfil da ministra Maria do Rosário, da Secretaria Nacional de Direitos Humanos da Presidência da República, o presidente da Comissão de Direitos Humanos afirma que o caso pode ser queima de arquivo. “A CDHumanos (Sic.), logo após a morte do R Neto, recebeu denúncias de q ele sabia autoria”, disse sobre Walgney. “ O Carvalho q (Sic.) foi agora assassinado tinha muitas informações. Falei dele quando você (Sic.) esteve no Vale”, comentou o deputado.

O assassinato de Rodrigo aconteceu em 7 de março quando entrava em seu carro, logo depois de sair de um churrasquinho que frequentava regularmente no Bairro Canaã, em Ipatinga, no Vale do Aço. Dois homens passaram em uma moto e atiraram no repórter.

O Jornal do Vale do Aço também pública denúncia de Durval Ângelo: “A Justiça Penal de Ipatinga é conivente com os policiais envolvidos nos crimes que o jornalista Rodrigo Neto denunciado. Juízes do Vale do Aço não concederam nenhuma prisão preventiva a policiais acusados de envolvimento com o crime organizado. Existem juízes que têm medo dos policiais, outros são escoltados pelos próprios policiais denunciados”, acusou.

O deputado lembrou o caso dos irmãos Caboclo, que foram condenados a 19 anos de prisão, mas continuam soltos. Segundo ele, os dois irmãos ofereceram R$ 100 mil pela morte do próprio deputado e R$ 60 mil pelo assassinato do delegado que apurava os crimes de que eram acusados, referindo-se ao ex-delegado Francisco Pereira Lemos, hoje ouvidor da Câmara Municipal de Coronel Fabriciano, da qual foi presidente em duas ocasiões na última legislatura. “O Judiciário fica em um olimpo inatingível, enquanto isso, temos policiais envolvidos em crimes bárbaros como o da moto verde”, completa Durval, disparando: “Hoje o Vale do Aço é o império da bandidagem e da criminalidade, e não da lei. Nós podemos ter mais mortes no Vale do Aço!”, alertou.

UMA FAMÍLIA DESTROÇADA PELA BANDIDAGEM MINEIRA

Também no dia 12 último, Walgney colocou as seguintes fotos:

1J

2 J

Walgney Carvalho, especialista em cobertura fotográfica policial foi morto por dois homens em uma motocicleta na noite deste domingo em Coronel Fabriciano

Diário do Aço

 

O repórter freelancer fotográfico do Jornal Vale do Aço, Walgney Assis Carvalho, 43 anos, foi morto a tiros na noite deste domingo.  O crime foi em um pesque-pague, no bairro São Vicente,  em Coronel Fabriciano, por volta das 22.

Walgney tinha chegado ao local havia uns 30 minutos. Pediu uma porção e sentou-se próximo a um poço de peixes. Conversava com as pessoas, como sempre fazia,  quando foi alvejado pelos tiros.

A reportagem do DIÁRIO DO AÇO esteve no local e a informação de testemunhas é que chegou ao local um homem estava em uma motocicleta da Honda, um modelo alto, não identificado.

O homem estacionou o veículo na rua em frente ao pesque pague, deu a volta por um lote vago que existe ao lado, e pegou Walgney Carvalho pelas costas.

Aposentado, Walgney Carvalho prestava serviços fotográficos para o Jornal Vale do Aço, na editoria de Polícia e também fazia registros fotográficos para a Perícia da PC.

Era conhecido por ser destemido diante dos cenários de crimes violentos, por dormir pouco e acompanhar in loco o registro de acidentes, homicídios e chacinas, 24 horas por dia.

A execução de Walgney Carvalho ocorre exatamente 37 dias depois da execução do repórter Rodrigo Neto. Os dois trabalhavam sempre em conjunto antes mesmo de Rodrigo Neto ser contratado para voltar ao impresso, no mês de março.

Além de policiais militares, que registraram a ocorrência, delegados da Polícia Civil também estiveram no local do crime, entre eles, o chefe da equipe do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), que atua nas investigações do Caso Rodrigo Neto desde o dia 11 de março. Ele evitou dar declarações, mas manifestou preocupação com o caso.

Levantamentos da polícia indicam que o executor esteve no local pelo menos três vezes durante o dia, observando o ambiente. Isso porque Walgney Carvalho estava com amigos no povoado de Cocais dos Arruda, onde participava de um encontro de cavaleiros e deixou no pesque-pague a sua motocicleta. Além disso, o fotógrafo tinha costume de passar sempre, aos domingos, naquele estabelecimento.

Walgney Assis Carvalho
Walgney Assis Carvalho

No começo da manhã de domingo, Walgney Carvalho postou em uma rede social fotos de um encontro de cavaleiros em que escreveu: “Daqui a pouco, neste domingão 14, abril, 2013 encontro de cavaleiros no Sítio do Rogério no Cocais de Baixo, em Coronel Fabriciano…muita comida…gente bonita…É a união dos povos em uma grande amizade…vamos embora pra lá povão…”

Fotógrafo se dizia indignado por ser tratado como suspeito do Caso Rodrigo Neto

A um amigo, em conversa pelo comunicador de uma rede social há cerca de 10 dias, ao ser indagado se tinha  notícias novas sobre o andamento da investigaçao do assassinato do repórter Rodrigo Neto, o fotógrafo disse que estava indignado por ser tratado como suspeito do crime.

“Ele disse que também estaria sendo investigado pela polícia que, inclusive cumpriu mandado de busca e apreensão em sua casa. Ao fim da nossa última conversa, o Carvalho deixou uma mensagem enigmática, sugerindo que poderia virar celebridade, mas não entrou em detalhes”, informou o amigo.

Nesta segunda-feira, questionado sobre o assunto o delegado chefe do DHPP,  Wagner Pinto, disse que não poderia esclarecer sobre o assunto, pois isso implicaria em revelar detalhes da investigação sobre o outro profissional da imprensa assassinado e as investigações ocorrem sob sigilo.

Necropsia

O exame de necropsia, realizado no IML de Ipatinga concluiu que Walgney Carvalho foi mesmo morto com dois tiros. Um dos disparos atingiu a nuca, ao lado da orelha direita e, no outro tiro, o projétil com entrada no lado direito atravessou tórax e atingiu o braço esquerdo da vítima.

A arma usada no crime foi também um revólver 38, mesmo calibre da arma usada para executar o repórter Rodrigo Neto, na madrugada de 8 de março.
SOBRE O CASO RODRIGO NETO:

“Policial que comete crime não é policial, é bandido” – 11/04/2013

Radialista é executado em Ipatinga – 08/03/2013

 

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Walgney Carvalho tinha 43 anos

 

Fonte : Plantão da Reportagem Diário do Aço. Repórteres Wellington Fred e Alex Ferreira

Minas Gerais. Terra do engavetado Mensalão Tucano mata mais um jornalista este ano

Está mais fácil a justiça marcar a data do julgamento da chacina de Unaí! Que a polícia do governador Antonio Anastasia achar o serial killer de jornalistas no Vale do Aço!

Walgney Assis de Carvalho atuava com Rodrigo Neto, assassinado há 37 dias
Walgney Assis de Carvalho atuava com Rodrigo Neto, assassinado há 37 dias

Fotojornalista que trabalhava com radialista assassinado também é morto em MG

O corpo de ficou por horas estedido no ensanquetado chão de Minas Gerais das chacinas impunes.Walgney Carvalho estava sentado perto de uma mureta de poço de peixe, quando foi alvejado pelas costas. Foto Wellington Fred
O corpo de Walgney Carvalho ficou por horas estendido no ensanguentado chão de Minas Gerais das chacinas impunes. Walgney Carvalho estava sentado perto de uma mureta de Poço de Peixe, quando foi alvejado pelas costas.
Foto Wellington FredPortal da Imprensa – No último domingo (14/4), o repórter fotográfico Walgney Assis Carvalho, de 43 anos, foi assassinado com três tiros em um pesque-pague, no bairro São Vicente, no Vale do Aço (MG). O crime ocorreu, exatamente 37 dias após a morte do radialista Rodrigo Neto, em Ipatinga, região próxima. Os dois eram especializados na editoria de polícia e trabalharam ao mesmo tempo no jornal Vale do Aço, na semana anterior à morte do radialista.

por Jéssica Oliveira

O fotojornalista prestava serviços de freelancer para o jornal há cerca de cinco anos, na editoria de polícia. O radialista foi trabalhar no impresso uma semana antes de ser assassinado.

Apesar de cobrirem o mesmo tema, os dois não trabalharam diretamente juntos ou em uma pauta específica, apenas cumpriram a rotina do dia a dia. “Mas é muita coincidência. Na mesma cidade, mesmo veículo, tema e em um espaço de tempo tão curto. Os dois levaram tiros em áreas vitais, como a cabeça”, comentou à IMPRENSA um funcionário do jornal, que não quis se identificar.

A equipe da publicação vive um clima de extrema preocupação e um sentimento muito forte de medo. As condições psicológicas de todos serão avaliadas.

“Fica também o sentimento de esperança que o Estado cumpra seu papel de dar uma resposta. Não para o jornal, não para os jornalistas, mas para a sociedade. O Estado tem o dever constitucional de esclarecer esses dois crimes e apontar quem são os culpados. Ele tem esse compromisso, essa responsabilidade, esse dever”, completou.

Morte do Walgney Carvalho
Segundo o portal G1, a Polícia Militar afirmou que um homem de moto se aproximou e disparou pelas costas do fotojornalista. A corporação não divulgou os motivos do crime e nem comentou sobre a possibilidade da morte de Carvalho ter alguma ligação com o assassinato de Neto.

De acordo com o portal Terra, o fotojornalista foi morto por um homem encapuzado, que entrou homem entrou no pesqueiro e, sem falar nada, disparou à queima-roupa contra a vítima, sendo que um acertou a cabeça. Após os disparos, o homem saiu andando e depois pegou uma moto.

Testemunhas disseram que perceberam a movimentação de um homem próximo ao local durante a noite do crime. Suspeitos ainda não foram identificados.

Morte de Rodrigo Neto
No dia 8 de março, Rodrigo Neto e um colega estavam no “Baiano do Churrasquinho”, no bairro Canaã, local que ele costumava frequentar. Quando Neto abria a porta de seu automóvel, dois homens em uma motocicleta, usando luvas e capacetes fechados, se aproximaram, dispararam e fugiram.

De acordo com o portal R7, o delegado responsável pelo caso, Ricardo Cesari, afirmou que Neto foi atingido por cinco tiros.

Neto chegou a ser socorrido com vida e foi levado para o Hospital Municipal de Ipatinga, no bairro Cidade Nobre, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. O jornalista era casado e deixa um filho.”

* Com supervisão de Vanessa Gonçalves