Jornais e jornalistas que defendem eleição sindical de urna prenha não têm moral para denunciar a corrupção alheia

Ilustração de Kavehadel
Ilustração de Kavehadel

 

Eleição com voto de cabresto, com voto bico de pena, com voto marmita, com urna prenha, com transporte de eleitores (ninguém sabe de onde sai o dinheiro), com urna volante (nem na ditadura existia urna voadora), sinaliza que existe algo de podre no reino da Dinamarca.

Que moral tem um jornalista, que defende a corrupção na Imprensa, para combater a corrupção noutros poderes?

Onde começa a luta contra a corrupção?

Onde começa a defesa da liberdade de imprensa se o jornalista não tem liberdade de expressão, não  vota livre no sindicato, e recebe um salário de servo, e trabalha em uma gaiola de ouro?

 

 

Até quando vai durar a intervenção do governo do Estado nas eleições e campanhas sindicais
Até quando vai durar a intervenção (ditadura) do governo do Estado nas eleições e campanhas sindicais?

 

 

 

Sindicato dos jornalistas de Pernambuco quer fazer eleição bico de pena com urnas volantes prenhas

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Bico de pena. Forma de eleição praticada na República Velha antes de 1930, cujo voto era aberto e não secreto, e havia controle dos caciques políticos sobre os eleitores. Para acabar com essa manipulação, o Brasil fez a Revolução de Trinta.

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Pernambuco, prefere o voto bico de pena, o voto marmita das urnas volantes.

VOCÊ ACREDITA EM URNA VOLANTE?
VOCÊ ACREDITA EM URNA VOLANTE?

Eleições de Bico de Pena


Era um tipo de eleição realizado durante o período da chamada política do “café-com-leite”, através de listas de votação com os nomes daqueles que eram aptos a votar, listas que a chapa governista ainda não divulgou, nem entregou – como manda a lei – para os participantes da chapa oposicionista Você Sabe Porquê.

Mas eleições da República Velha, essas listas sofriam alterações de assinaturas e os votos eram falsificados para que os resultados fossem manipulados. Este tipo de prática refletia um modo de política feita com cartas marcadas pelos interesses das alianças, que garantiam a estabilidade vigente. No caso do Sinjope, o continuísmo do mando dos jornalistas secretários de imprensa de Eduardo Campos e Geraldo Júlio, que possuem os mesmos interesses dos barões da mídia.

O voto bico de pena e o voto marmita: a história das eleições no Brasil

por Janaína Botelho

O voto no Brasil tem uma historicidade. No período colonial, os políticos eram escolhidos através da declaração oral dos eleitores e a cédula eleitoral surgiu apenas no Império. Com o fim da eleição indireta dos pelouros, os vereadores passaram a ser eleitos diretamente, através de um sistema que dividia a sociedade politicamente ativa em “votantes” e “eleitores”. Votantes eram os homens com determinada renda anual, excluídos os menores de 25 anos (exceto os casados, os oficiais militares, os clérigos e os bacharéis); os filhos-famílias que vivessem em companhia dos pais (exceto os que exerciam ofícios públicos); os criados (em cuja classe não se incluíam os guarda-livros e os caixeiros); os administradores de fazendas rurais e fábricas e os religiosos que viviam em regime de reclusão. Eleitores eram os homens escolhidos pelos votantes nas Assembleias Paroquiais e que deveriam possuir uma renda anual bem superior a dos votantes. Os eleitores compunham os colégios eleitorais que elegiam os deputados provinciais e gerais e os senadores, estes últimos em uma lista tríplice para ulterior escolha do imperador. Logo, a cada quatro anos, no dia 7 de setembro, os votantes se reuniam nas igrejas locais e elegiam, por sufrágio direto, os sete vereadores, os juízes de paz e indiretamente, por intermédio dos eleitores, os parlamentares provinciais e gerais.
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Mas o processo eleitoral brasileiro já ganhou bizarras denominações, como a eleição “a bico de pena” e o voto “marmita”. Na República Velha, o voto era facultativo e “a descoberto”, embora a constituição determinasse o voto secreto. Nesse período, como era comum se forjar o resultado, as eleições ficaram conhecidas como eleições “a bico de pena”, alterando-se com a caneta, que era de bico de pena, os votos a favor de um determinado candidato. Mas não era suficiente ser eleito através de fraude. A Comissão de Verificação de Poderes do Senado deveria ratificar ou não a eleição de deputados e senadores. Controlada pela elite governista, a comissão impedia que a oposição tivesse sua eleição reconhecida. Essa prática ficou conhecida como “degola”.
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A Revolução de 30, que levou Getúlio Vargas ao poder, instituiu a Justiça Eleitoral, com a promulgação do Código Eleitoral, pois uma das reclamações contra o sistema político da República Velha era a facilidade com que se manipulavam as eleições. Mas nesse período, as cédulas eleitorais eram impressas e distribuídas pelos partidos ou pelo próprio eleitor. Era o denominado “voto marmita”, pois o eleitor trazia o voto pronto de casa em um envelope contendo as cédulas dos seus candidatos. Para proteger o sigilo do voto, foram adotados alguns mecanismos: embora as cédulas continuassem individuais, foi exigido o envelope oficial no qual o eleitor inseria sua cédula, sendo o envelope rubricado pelo mesário antes de ser depositado na urna. Igualmente foi introduzida a cabine para garantir a privacidade do eleitor. Surgiu finalmente um projeto de cédula oficial, impressas e distribuídas pela Justiça Eleitoral e a cédula única foi transformada em lei e utilizada nas eleições presidenciais de 1955. O último avanço foi a partir das eleições de 1996, com a adoção das urnas eletrônicas.
Até 1985, o analfabeto era proibido de votar no Brasil. A Lei Saraiva, de 9 de janeiro de 1881, proibira o voto aos analfabetos. O direito do voto só será permitido ao analfabeto com a promulgação da Emenda Constitucional número 25, de 15 de maio de 1985, e regulamentada pela Lei 7.332, de 1º de junho de 1985. Se considerarmos que o analfabetismo só foi erradicado na segunda metade do século XX, a maioria da população estava alijada da participação política.
JORNALISTA NÃO TEM MEDO DE CARETA. TODO JORNALISTA VERDADEIRO DEFENDE A LIBERDADE DE IMPRENSA E O VOTO LIVRE
JORNALISTA NÃO TEM MEDO DE CARETA. TODO JORNALISTA VERDADEIRO DEFENDE A LIBERDADE DE IMPRENSA E O VOTO LIVRE
Concluindo, na história das eleições, o povo brasileiro sempre ficou à margem do processo eleitoral. O voto censitário, um sistema em que somente poderia votar quem tivesse uma renda mínima, foi abolido com a constituição republicana de 1891. No entanto, a exclusão dos analfabetos do voto, que abrangia a maior parcela da população brasileira, colocava-os fora da participação política. Vale lembrar ainda que o voto feminino só foi admitido no governo Vargas. Atualmente, discute-se a não obrigatoriedade do voto para evitar a manipulação por parte da classe política. Observando a historicidade do voto no Brasil, chegamos à conclusão que a maior parte do povo brasileiro foi muito tardiamente convidada a participar da mesa dos “senhores”.
voto marmita

Armaram um esquema para transportar jornalistas aposentados. Jornalista não é burro velho. A recomendação da Chapa Você Sabe Porquê é aceitar a carona.

Todo mundo sabe quem paga o transporte direta ou indiretamente.

Agora, na hora de votar, do jornalista a lembrança da aposentadoria que recebe.

Votar nulo é votar no pior

Não ajude a eleger os candidatos indicados pelas pesquisas compradas. Não vote nos candidatos apoiados pelos currais das milícias, dos traficantes, dos coronéis do asfalto, do lóbi da imprensa das elites, do dinheiro das empresas estrangeiras.

Vote limpo. Vote livre. Vote por uma cidade iluminada.

Vote pelo verde das praças, dos hortos, dos sítios históricos, das ruas e avenidas arborizadas.

Vote pelo azul dos ares, dos mares, dos rios, dos lagos. Vote contra os terrenos baldios da especulação imobiliária, contra os despejos, os deslocamentos involuntários dos pobres, o imposto de marinha, os altos preços dos serviços essenciais e dos aluguéis de moradia dos sem teto da classe média.

Um prefeito governa o espaço urbano. E a rua é uma extensão de sua casa. E todos têm direito a uma moradia, para uma vida sadia, feliz e digna.

Para o prefeito que pretende a reeleição, o voto é um julgamento. Veja se ele fez alguma coisa que preste para o povo. Escolas primárias e postos de saúde com padrões de qualidade. Transporte público não é trem de carga.

Não vote em elefante branco, em obras inacabadas ou superfaturadas. Não vote em serviços fantasmas.

Ruas sujas, alagadas, lixo nas ruas, ruas terraplenadas, sem luz, sem saneamento e sem água indicam a presença de um prefeito ladrão. Idem a peste, a fome, os deslizamentos dos morros, os lixões. Os municípios mais pobres recebem verbas dos governos estadual e federal.

Não vote em prefeito que mudou de residência durante o cargo, e cujo endereço você desconhece.

Procure conhecer o passado do seu candidato e o presente. Vote no futuro da sua cidade, pelo seu bem e a felicidade de todos os munícipes.

Não venda seu voto, não venda sua alma ao diabo.

O efeito Mubarak no País do Nióbio, da corrupção, colônia internacional

O medo que aconteça aqui, a imprensa vendida ao capital estrangeiro, evitou o destaque.

Que o Brasil bem que precisa acabar com o absolutismo da justiça PPV.

Com o voto por favores do legislativo.

Com a ditadura da política econômica, que congela salários, pensões, aposentadorias dos pobres, e aumenta os juros, os impostos, para fazer caixa, o safadoso déficit primário para pagar a dívida da vassalagem.

Os quatro poderes temem o povo.

É uma democracia sem plebiscito.