Os imbecis pregam a desigualdade e o mando do Grande Irmão

 Giacomo Cardelli
Giacomo Cardelli

Redes sociais deram voz a legião de imbecis, diz Umberto Eco. Segundo o escritor, ‘idiotas’ têm o mesmo espaço de Prêmios Nobel.

Redes sociais existem de todas as cores, partidos, religiões, sociedades, classes etc, etc, etc.

A visão de Eco é elitista e acadêmica e conformista. Em sendo assim é uma visão imbecil. Eco jovem virou uma ninfa velha. Conservadora. Parece mais um frade dos conventos medievais, que descreveu no romance “O Nome da Rosa”. Um fanático religioso inimigo da felicidade, do sorriso, da música, da alegria.

“Normalmente, eles [os imbecis] eram imediatamente calados, mas agora eles têm o mesmo direito à palavra de um Prêmio Nobel”, disse o intelectual. Esta uma defesa da censura, do pensamento único.

Muitos desejam o povo sem voz. São inimigos das eleições, do voto direto (as eleições presidenciais nos Estados Unidos são indiretas), dos plebiscitos, dos referendos.

Quando a Bíblia deixou de ser escrita exclusivamente em latim, no Ocidente a revolução da Reforma Protestante contra o império do Vaticano, o catolicismo como igreja única, universal, e o papa com os poderes de um César.

Imbecis existem nos meios de comunicação. Notadamente os âncoras, os apresentadores de programas televisivos.

Na Grande Imprensa, comandados pelo Grande Irmão, existem legiões e legiões de imbecis. Eis um exemplo:

“Ficou chocado (a) com a agressão verbal ao frentista haitiano no Rio Grande do Sul ou com o colunista da Veja que pediu ‘menos escolas, mais prisões’?”, questiona Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania; “Pois esse surto nazifascista que o Brasil vem assistindo acaba de ganhar um novo capítulo antes mesmo que os anteriores tivessem sido digeridos. Na última edição dominical da Folha de São Paulo, um colunista saiu em defesa da desigualdade de renda no Brasil (!?)”, diz ele, referindo-se ao texto de Hélio Schwartsman, chamado ‘Em defesa da desigualdade’. Leia aqui

A Palavra é um direito de todos.

Não existe democracaia nos Estados Unidos. Nem eleição direta para presidente

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Ensina a história. Não existe esta de democracia em casa, e invasão, dominação e colonização de outros países. A repressão é uma só. Sempre esteve presente: na guerra civil, na escravatura, no massacre das populações indígenas, no racismo, na xenofobia.
Na política educacional elitista. Com ensino pago.
Na mais desumana política de saúde do mundo. Que expulsa os pobres dos hospitais.

No país mais rico do mundo, a fome e o consumismo, a miséria e o esbanjamento dividem os espaços urbanos.
Desde a invasão espanhola, abençoada pelo papa Alexandre VI, e a invasão da pirataria inglesa, financiada pela rainha Elizabeth I, jamais existiu a paz.

Os Estados Unidos sempre esteve em guerra.
Guerra interna, nos assassinatos de presidentes e líderes de movimentos sociais e religiosos; nas crucificações da KKK, Ku Klux Klan, criada pelo general Nathan Bedford Forrest; nas chacinas do coronel Charles Lynch, que batiza o termo linchamento; na caça às bruxas do senador Joseph Raymond McCarthy; nos alertas amarelos do presidente George W. Bush.

As eleições indiretas para presidente comprovam quanto os 1% ricos desconfiam do voto dos 99% pobres.
Os 1% ricos começaram, agora para valer, a exterminação das marchas e dos acampamentos dos indignados.
Que se denuncie os políticos como corruptos, tudo bem, serve como catarse.
Mas apontar os banqueiros como corruptos isso é inadmissível. Os bancos e as bolsas de valores são os símbolos máximos e os quartéis, os guardiões do capitalismo.

É notícia hoje:

Polícia retira manifestantes contra capitalismo de praça em Nova York
Ocupação em Wall Street é risco a saúde e segurança, diz prefeitura.
Pelo menos 70 ativistas foram detidos. Leia