A eleição da morte e do volume morto. O voto emocional no caixão

O acidente aéreo que ceifou a vida de Eduardo Campos criou o voto dos justiceiros. O voto de vingança. Porque foi espalhado o boato de que “o PT matou Eduardo Campos”.

Tal mentira ajudou a eleger desgastados governadores do PSDB, a começar por Geraldo Alckmin que, sem nenhuma protesto de Aécio Neves, fez divulgar a seguinte propaganda:

EDuardo alckmin 2

Uma propaganda que representa uma traição ao candidato tucano a presidente. Mas todo o PSDB aprovou. Que São Paulo é a maior cidade do Nordeste.

Em Pernambuco, todos os candidatos petistas foram considerados assassinos. Resultado: o PT não elegeu o senador e nenhum deputado federal e diminuiu sua bancada na Assembléia Legislativa.

A atoada de que “o PT matou Eduardo Campos” sobrou para Dilma e para o candidato a governador Armando Monteiro, e os dois vinham liderando as pesquisas.

O candidato Paulo Câmara Ardente, casado com uma prima de primeiro grau de Eduardo Campos, foi o candidato a governador campeão de votos no Brasil.

A coscuvilhice de “o PT matou Eduardo Campos” transformou em assassinos os deputados federais não eleitos Fernando Ferro, João Paulo, que foi candidato a senador, Pedro Eugênio, Paulo Rubem Santiago (do PDT, candidato a vice-governador), e os deputados estaduais Manoel Santos, Odacy Amorim, Sérgio Leite, Teresa Leitão.

 

muro pichado

A reação do PT foi pedir investigação sobre autoria de diversas pichações que apontam a legenda como responsável pela queda do avião que matou o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos.

Noticiou a imprensa nacional no primeiro turno: A frase “O PT matou Eduardo Campos” aparece em muros do Recife e em vários municípios. “Parece que estamos entrando em uma espécie de obscurantismo de campanha. É preciso que isto seja investigado e que os responsáveis sejam identificados e devidamente punidos, já que o fato dialoga com a eleição que está em curso”, disse a presidente estadual do PT, Teresa Leitão.

As fotos das pichações foram publicadas em todos os jornais e mostradas pelas televisões. Na internet, os nojentos memes:

Quem matou Eduardo Campos

Coronel-diz-que-morte-de-Eduardo-Campos-não-foi-acidente-300x222

dilma assassina

derrubo Aécio

proximo é você

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O PT, por incompetência, notadamente em Pernambuco e São Paulo, pretendeu anular uma campanha emocional com uma contrapropaganda racional. Alckmin, além de usar o cadáver de Eduardo Campos, continua a jogar com o volume morto das represas, garantido que não vai faltar água em São Paulo. Agora, para eleger Aécio.

Não foi divulgado que Eduardo Campos, quando comprou o avião, demitiu a antiga a tripulação, que foi substituída por pilotos de sua confiança. Pilotos que não conheciam o avião, que antes de explodir, teve um pane elétrica, logo nos primeiros vôos de Eduardo e Marina Silva.

Limitou-se o PT a comprovar que o avião foi comprado com dinheiro do caixa 2, e no nome de empresas laranjas.

O certo é que o corpo de Eduardo Campos continua insepulto. Não se sabe até onde a propaganda fúnebre influenciará a votação do segundo turno. Relembre que o primeiro ato da campanha de Aécio Neves, neste segundo turno, foi visitar a viúva de Eduardo.

O zunzum do atentado teve como base um texto que apareceu na web, logo depois do fatídico 13 de agosto, usando indevidamente o nome do coronel do Exército José Ori Dolvin Dantas, comprovando que o avião foi sabotado.

Garante o coronel que o texto jamais foi escrito por ele, e anunciou que está tomando “as devidas providências cabíveis para descobrir quem usou seu nome e seu currículo, indevidamente”.

Os políticos do PT acusados também precisam desmontar a câmara ardente, e condenar os pichadores de muros, os mexeriqueiros, os violadores de túmulo, os vivos-que=carregaram-o-morto de cidade em cidade, os que criaram a inverdade do atentado para matar Eduardo, os infames acusadores de um falso assassinato. Eleição não é linchamento.

eleição caixão

 

A hipótese de que Eduardo Campos tenha sido assassinado e o voto dos justiceiros

Marina-Santa

 

Eu não acredito na teoria da conspiração. Mas os eleitores de Marina Silva estão convencidos, sim, de que Eduardo Campos foi assassinado; e deles, o voto dos justiceiros.

Este clima emocional de vingança foi criado pela mídia e pela alta direção do PSB, partido de Eduardo, e pela Rede, partido clandestino de Marina, nos sete dias da mentirosa trégua de luto pela morte de Eduardo.

“Está claro: o PMDB” 

Escreve Ricardo Mota: “Com um humor de puro mau gosto e um desrespeito sem limites à comoção geral, trataram de encontrar o grande inimigo “que matou” o presidencial: foi o PT, foi o PSDB – assim variou a acusação do maluco ou do picareta de plantão na rede.

Se alguém saiu ganhando com a morte do ex-governador de Pernambuco (politicamente)?

Aí é outra história.

Está claro: o PMDB“.

Ricardo Mota não cita nenhuma vez o partido Rede de Marina Silva, nem o PSB de Beto Albuquerque.

Acusa o PMDB, que faz parte da base aliada de Dilma, apesar das dissidências.

 

PT ASSASSINOU CAMPOS

Propaganda divulgada por Carlos Parrini
Propaganda divulgada por Carlos Parrini

Escreve Carlos Parrini: “Algo estranho aconteceu. O jato que carregava o Eduardo Campos explodiu no ar antes de cair. Alguns fatos não se pode negar: Eduardo Campos seria uma pedra na chuteira do PT ao provocar um segundo turno? A coisa ficou tão feia que tudo foi estilhaçado. Só com testes de DNA poderão reconhecer alguns pedaços de cadáveres que conseguiram achar. Por que Marina Silva que sempre ficou como papagaio de pirata de Eduardo Campos, resolveu não acompanhar o presidenciável? Milagre? Ou a Salvação de Dilma que está no fundo do poço?

 

Como temos falado aqui, Marina Silva sempre foi PT, apenas mudou de partido. A pouco tempo ela falou que no segundo turno, apoiaria a DILMA.

Agora ficou fácil para Dilma pois são duas Petralhas a tirarem votos da Oposição. Foi exatamente como foi feito em 2010. A diferença dessa é que nesse suposto acidente morreram ou foram assassinadas 7 pessoas. Marina Silva não podia morrer pois será a Salvação da Dilma. Vão explorar essa tragédia, colocando Deus no meio e dirão que foi Ele quem salvou Marina. A Petralha conseguirá seus 20 milhoes de votos e, somados com os da Dilma. Sua vitória será fácil e continuaremos com os ladrões dando as ordens no Governo por mais quatro anos.

Que o Eduardo Campos descanse em paz e vele por nós, os otários”.

Carlos Parrini pede o voto de vingança contra Dilma. Que os eleitores promovam o linchamento nas urnas.

AUTO_simanca religião marina bíblia

AS DÚVIDAS LEVANTADAS PELA GLOBO

Perguntas e respostas do G1 (Globo): “O piloto pode ter escolhido o local de colisão?

Pelo que restou da aeronave, especialistas creem que ela “bateu voando”, no jargão aeronáutico. Ou seja, teria havido um impacto muito forte, que não indica o padrão de quem tenta um pouso forçado, gradual, que teria arrasado várias casas no entorno do acidente. O avião atingiu apenas uma casa e abriu uma cratera de cerca de três metros no solo.

A fuselagem pode dar pistas?
Apesar de o impacto ter destruído o jato, ainda é possível analisar as peças do avião com perícia especializada, para saber se explodiu no solo, no ar, entre outros”.

“Bola de fogo”, “bateu voando”, “impacto muito forte” etc são palavras senhas da teoria da conspiração.

 

xalberto Aécio aeroporto avião Marina

A QUEM INTERESSARIA O SUMIÇO DO EX-CANDIDATO DO PSEB?

 

Escreve hoje Arnaldo Bloch: “(…) uma hipótese literalmente explosiva está a rondar o ambiente eleitoral, embora não se esteja dando atenção a ela, atropelada pela reta final da disputa: a de que Eduardo Campos tenha sido assassinado. Foi?

Por mais baixa que seja a probabilidade de atentado, ela é infinitamente superior, por exemplo, à chance de Jim Morrison estar vivo numa fazenda no Texas, dados os absurdos que cercam a tragédia. Por exemplo, como é que não se acha a documentação de um jato de ponta, a serviço de todos os deslocamentos de um importante candidato? Quando é que, na história da aviação, um piloto se esquece de ligar a caixa preta? E a bola de fogo, sem vestígios de que a aeronave bateu? E a trajetória da queda, incomum nas condições estudadas?

A tese de atentado deverá ficar nos anais como tantas outras mortes suspeitas de políticos de calibre incômodo, caso da tríade JK/Jango/Lacerda. Mesmo assim, não é sem utilidade, ainda que no terreno ficcional, indagar: a quem interessaria a execução de Eduardo Campos, se o improvável se confirmasse? No terreno imaginário das motivações “puras”, tanto Dilma (e/ou o PT) quanto Marina estariam no páreo.

Na primeira hipótese, Campos despontava como nome de potencial eleitoral meteórico para o médio prazo, situado numa esquerda moderada e dono de uma aura de renovação pela qual o país anseia há décadas. Ainda que Dilma se reelegesse, a chance de, em 2018, virar-se de fato uma página na História, interrompendo com eloquência o projeto de poder petista, era altíssima.

O queixo de Mussolini
O queixo de Mussolini

Campos tinha pinta de colosso em formação. Em certas fotos, como a de recente capa da ‘Veja’, enxerga-se nele o ‘queixo de grande estadista’ comum a Kennedy, De Gaulle e Getúlio.

Mas o PT seria capaz de matar? Os defensores dessa tese recorreriam ao caso Celso Daniel e a outras sombras que até hoje pairam sobre a chamada República de Ribeirão Preto.

marina enterro 2

Já a hipótese de que o advento de atentado interessaria a Marina soa dolorosa e sacrílega. Como é que uma senadora comprometida com a causa ambiental, temente a Deus, e a quem Campos resgatou quando estava impossibilitada de concorrer, seria capaz de tal cogitação?

Os imbuídos da corrosiva teoria, contudo, não deixariam de notar que Marina, em profundos luto e tristeza, estava a postos para ocupar rapidamente o lugar da vítima. As reuniões e articulações não tardaram, e ela aceitou, com presteza, quiçá avidez, o convite. Se não é proibido nem absurdo Marina concorrer agora, não seria, tampouco, nenhuma ofensa se ela tivesse declinado, modesta que é (é?) para deixar claro que aquele lugar era de Campos, assim como as ideias, e adiasse seu calendário de poder para um timing mais ético.

Os mais radicais irão mais longe e dirão que, seguidora da corrente neopentecostal (que abriga o núcleo duro do fundamentalismo cristão contemporâneo), Marina estaria apenas dando sequência à vontade divina de construir a comunhão do mundo.

De resto, imerso no ambiente dos líderes da disputa, não consegui, a tempo, montar uma hipótese de motivação assassina para Aécio e o PSDB, ainda que os tucanos devam ter dado lá os seus tiros no pé. Aceito, em nome da boa ficção, sugestões, razoáveis ou insanas.

É vital, porém, considerar, num terreno bem mais plausível, que, na possibilidade de falha humana, os péssimos hábitos da atual aviação, os turnos dobrados e as bizarras relações que regem os contratos entre políticos e prestadores de serviços sejam os verdadeiros culpados do que aconteceu. E isso incluiria o PSB. E, em trágica ironia, a própria vítima, no rol de suspeitos, ainda que involuntários.

Felizmente, teorias da conspiração são apenas teorias e, ao contrário do que disse Waly, os paranoicos não estão sempre certos. Marina, com certeza, está só e modestamente cuidando de fazer da obra de Campos um legado pela grandeza do Brasil, Dilma é uma mulher honesta (como diria Marco Antônio, em Roma, todos o são…), e o PT não chegaria a tal extremo, apesar das distorções que a História provoca nos grandes conglomerados políticos”.

Luscar
Luscar

Arnaldo Bloch escreve uma página de humor negro. Mas escondeu que o “queixo de grande estadista” era o símbolo de Mussolini, assim como o bigodinho representava Hitler.

Neste Brasil dos cacutus ladrões, prefeitos são assassinados pelos agiotas que emprestaram dinheiro para a campanha eleitoral (só no Maranhão existem quatro máfias, uma delas matou o jornalista Décio Sá), pelos vice-prefeitos, pelas empreiteiras e prestadoras de serviços.  Matam, inclusive, os prefeitos honestos. Em cada Estado, pós-ditadura, são dezenas de prefeitos trucidades, inclusive em São Paulo.

Interessante esta tese de que Dilma pode ser suspeita pelo que não tem de parecência  com Marina, a dolorosa, a evangélica, a viúva em “profundos luto e tristeza”. É! culpar Marina “soa dolorosa e sacrílega”, santa que é, que nunca pecou contra o Quarto Mandamento. E “a hipótese de que o advento de atentado interessaria” a Dilma?

Concordo com Arnaldo Bloch: “Uma hipótese literalmente explosiva está a rondar o ambiente eleitoral, embora não se esteja dando atenção a ela, atropelada pela reta final da disputa: a de que Eduardo Campos tenha sido assassinado”.

Quem mantém esta certeza macabra, incrustada na cabeça e no coração, vota emocional, desorientado e fanaticamente, em Marina. É o voto justiceiro. O voto de vingança.

 

AUTO_dalcio urna propaganda fúnebre Marina

 

 

Vice de Marina alimenta teoria da conspiração. Mas esquece de nomear os interessados e beneficiados com a morte de Eduardo Campos

Marina avião

Disse o deputado Beto Albuquerque, que se tornou candidato à vice-presidente no lugar de Marina que ganhou o lugar de Eduardo Campos na disputa presidencial: “Continuamos querendo explicações das causas do acidente, como ele caiu e porquê”.

Este “porque”, persiste na cabeça do povo, e motiva o voto justiceiro que beneficia a candidata socialista Marina Silva e o próprio Beto, que sempre teve o apoio dos latifundiários, e ligado à indústria de armas, que abastece as polícias estaduais dos governadores.

O voto justiceiro é um voto de vingança. Boatos e rumores e palavras senhas como “caixa preta”, “drones”, “providência divina”, “avião fantasma” provocam a derrota de Dilma e Aécio, antes considerados vitoriosos pelas pesquisas.

Slogan tipo “não vou desistir do Brasil” faz renascer a profecia do sebastianismo, que persiste no inconsciente popular, e ressuscita Eduardo Campos, “vivo” e encarnado em uma santa Marina Silva, sacerdotisa de uma “nova política”.

 

O AVIÃO DA CAMPANHA DE EDUARDO CAMPOS E MARINA

Beto

 

 

247 – O PSB continua encontrando dificuldades para explicar a quem pertencia o avião que vitimou Eduardo Campos e outras seis pessoas, na recente tragédia aérea em Santos. Os antigos proprietários, do grupo AF Andrade, alegam ter vendido a aeronave a pessoas próximas a Eduardo Campos. O empresário que teria intermediado a transação, o pernambucano Aldo Guedes, sócio de Campos numa fazenda, nega ter adquirido a aeronave. O problema é que, tanto em um caso como em outro, o avião não poderia ter sido cedido à campanha, por não pertencer a uma empresa de táxi aéreo. E ninguém se dispõe a assumir a propriedade, uma vez que teria que arcar com os custos de indenizações às vítimas do acidentes.

Caso o imbróglio persista, a candidatura do PSB à presidência da República, encampada por Marina Silva, poderá até ser impugnada, uma vez que o uso da aeronave, também utilizada por Marina em outros voos, configuraria fraude à Justiça Eleitoral (leia mais aqui).

É uma situação tão delicada que Marina Silva, que fez campanha hoje em São Paulo, se negou a falar sobre o caso. Quem se pronunciou foi seu vice, Beto Albuquerque (PSB-RS), em tom de desafio à Polícia Federal, instando as autoridades policiais a provar qualquer irregularidade – na verdade, caberá ao PSB provar que o avião tinha dono, poderia ter sido usado como táxi aéreo e foi, de fato, contratado pela campanha.

Leia, abaixo, trecho da reportagem da Agência Brasil sobre a evasiva de Marina Silva e a declaração de Beto Albuquerque:

Ao ser questionada sobre notícia publicada hoje pela Folha de S.Paulo de que a Polícia Federal vai investigar se a aeronave do acidente que matou Eduardo Campos foi comprada com dinheiro de caixa 2 do PSB, Marina deixou que seu vice, Beto Albuquerque, respondesse à pergunta. “Continuamos querendo explicações das causas do acidente, como ele caiu e porque a caixa-preta não tinha gravado [a conversa no avião]. Não sei o que a Polícia Federal está falando, mas se ela está falando, ela precisa apurar antes de falar. O partido prestará informações a todos sobre as condições daquele contrato”, falou ele, acrescentando que o PSB deve se pronunciar durante a semana sobre o assunto.

marina avião

[P.S. Não esquecer que, no primeiro debate, Marina Silva pediu uma investigação da Polícia Federal. A investigação está sendo realizada, mas ela mudou, como sempre, de opinião. Não quer mais a polícia federal. Talvez prefira uma investigação exclusiva da polícia de Alckmin ou do Tio Sam.]

 

Enio
Enio

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Marina e o voto dos justiceiros

Genildo
Genildo

 

Nem bem a morte do candidato à Presidência da República Eduardo Campos em um acidente aéreo, nesta quarta (13), foi confirmada e surgiram comentários com afirmações de mau gosto ou inferências políticas bizarras nas redes sociais.

Pessoas pedindo para que, no lugar de Campos, naquele jatinho, estivesse Aécio ou Dilma. Ou colocando a culpa em um ou em outro pelo acidente.

Não, isso não é piada. Muito menos revolta contra a política.

O que não surpreende, pois tem o mesmo DNA das discussões estéreis e violentas levadas a cabo na internet, sob anonimato ou não. Mas não deixa de chocar.
Da mesma forma que choca alguns colegas jornalistas que no afã de prever o que vai acontecer com as eleições, analisam de forma desrespeitosa a situação, com ironias e sarcasmos que não cabem neste momento, desumanizando a cobertura da tragédia em busca de audiência.
Leonardo Sakamoto

 

O VOTO DE VINGANÇA

 

prisão liberdade mão bala jornalista Fadi Abou Hassan protesto

O pior é que foi criada uma teoria da conspiração. De que Eduardo Campos foi vítima de um atentado político.

O povo, no velório e no enterro de Eduardo, gritava por justiça. Assim nasceu o voto dos justiceiros.
Talis Andrade

O candidato [Eduardo Campos] em seus discursos falava sempre que enfrentar essa parada (campanha) tinha que ter ‘coragem’…
Evandro Lira 

Eles estão querendo transformar a tragédia num resultado eleitoral, estamos indignados com isso.
Silvio Costa

 

A MÃO DE DEUS

marina avião

 

Foi a proviência divina não estarmos naquele avião
Marina Silva

Boato. A morte do candidato Eduardo Campos (PSB) no dia 13 de agosto de 2014 não foi um mero acidente. O avião em que ele estava teria sido sabotado.

Uma tragédia que surpreendeu todas as pessoas.

No Twitter, o termo ‘Foi a Dilma’ também acabou chegando aos Trend Topics.

Entre os muitos textos que levantavam a bola para algum assassinato, um chamou atenção. O que apontava ‘algumas coincidências’ entre o número 13 e a morte de Eduardo Campos. Leia as versões:

Eduardo Campos tem 13 letras

Dilma Rousseff tem 13 letras

13 é o número do PT

Hoje é dia 13 de agosto

Avô morreu no mesmo dia

49 anos – 4+9 = 13

DDD de Santos – 13

Outro texto que circula na web é mais incisivo:

Grande maioria acredita que houve alguma sabotagem por parte dos concorrentes para que o avião caísse e o candidato a presidente não participasse na eleição.

Bem, agora vamos aos fatos. Claro que o acidente ainda é muito recente para se apontar qualquer informação mais exata a respeito. Porém, é improvável que Eduardo Campos teria sido assassinado.

Além disso, as primeiras informações sobre o acidente dão conta que o tempo em Santos estava ruim na hora do acidente. O piloto arremeteu antes do avião cair. Isso se dá por circunstâncias meteorológicas. As hipóteses que a polícia investiga são que o mau tempo, falha mecânica ou falha humana podem ter causado o acidente. Ou seja, não há hipótese de sabotagem. Sobre os números ’13’, não precisa nem comentar.

Muito provavelmente, novas teorias da conspiração devem aparecer com o tempo. Mas pode acreditar que elas são completamente falsas. Continue acompanhando novidades e desmentidos aqui no Boatos.org.
Edgard Matsuki

 

A SALVAÇÃO DAS ELITES 

Dinheiro Dilma Aécio Marina

O problema, para os órfãos da centro-direita, é que o candidato tucano já pode ser considerado carta fora do baralho. Este, inclusive, já começa a ser “cristianizado” pelos seus próprios correligionários e aliados de ocasião.

Disseram-me que José Serra está que é ‘todo sorrisos’, pois acaba de escapar de uma ‘barca furada’ que soçobrou sinistrada por uma onda gigante, verdadeiro tsunami causado por um terremoto provocado pelo impacto devastador de um avião ‘Kamikaze’ que caiu em Santos, pondo um trágico ponto final na carreira de um político promissor e colocando providenciais reticências na carreira da sua então vice.

Eduardo morreu para que Marina pudesse vencer?! Não seria esse um preço demasiado alto e injusto a se pagar?
Lula Miranda

 

TERRORISMO DA CIA

Enio
Enio

Para a oposição de direita, a morte de Eduardo Campos foi uma grande oportunidade.

Claro que não faltou a mão amiga do oligopólio da mídia, que manipulou eleitoralmente a cobertura do desastre aéreo e do velório de Eduardo Campos.

As pesquisas publicadas no dia 26 de agosto deixaram exultantes as hienas.

Segundo tais pesquisas, Marina teria ultrapassado Aécio Neves e inclusive venceria Dilma no segundo turno.

Marina Silva converteu-se ao neoliberalismo (apoio ao ‘tripé,  e à independência do Banco Central) e converteu-se à política externa subalterna (vide a crítica que fez ao ‘chavismo do PT’).

Aliás, quem prestar atenção às críticas que ela faz ao agronegócio, perceberá que sua ênfase hoje está em pedir ‘aumento da produtividade’. Uma linguagem verde dólar.
Walter Pomar

Há inúmeros relatos de atentados, armações, armadilhas e toda sorte de delitos cometidos pela CIA desde há muito tempo atrás, e em vários países, todos visando manter o status quo e interesses dos Estados Unidos.

Num avião embrulhado como o de Campos, seria mamão com açúcar aprontar alguma.
Sim, é possível, mas não provável que tenha havido sabotagem.

O timing teria sido perfeito. Tentou-se de todas as maneiras levantar Aécio Neves. A mídia encarregou-se dessa missão, sem sucesso. O homem não sobe de jeito nenhum. Dilma levaria com certeza no 1° turno, o que significaria mais quatro anos sem neoliberalismo e, mais, com toda força ao BRICS (veja que o Brasil vai implementar as exportações para Rússia).

Faltando cerca de 50 dias para as eleições, a substituição de Campos por Marina seria como um strike na campanha. Depois se veria como arranjar as coisas novamente. Seria fundamental uma ação agora.

Restam algumas perguntas: Teriam Marina Silva e Aécio Neves consciência dessa tramóia?

Em que pese que em política não se descartam possibilidades, na opinião do blogueiro, Marina e Aécio seriam inocentes. Mas por via das dúvidas, já estão impondo a Marina as teses neoliberais que, se eleita, terá que implementar.
Haveria possibilidade de se provar a tese do jornalista Wayne Madsen? Improvável. A CIA é profissional. Não cometerá erros.

Wayne Madsen seria levado a sério? Veja que este blogueiro no ínicio não botou muita fé. A tendência, como sempre, é de desqualificação. É o que a CIA espera. Não sei ao certo.
Fernando Castilho

Há já uma tese defendida por site norte-americano (Strategic Culture) de que a queda do avião com Eduardo Campos, cuja providência divina, coincidentemente, avisou apenas Marina, teria sido derrubado pela CIA.

Teoria da Conspiração ou mera coincidência? O fato concreto é que, depois de alguns anos, como foi agora o caso da Primavera Árabe, a CIA acaba admitindo seu papel na desestabilização de governos.

O Pré-Sal é o tipo de coisa com a qual os EUA mantém sempre um intere$$e primordial, a ponto de desencadear guerras em todos os países produtores. Não é mera coincidência que Marina Silva tenha dito, acima de outros pontos de interesse de seu eventual governo, que não vai mais priorizar o Pré-Sal. Por quê?!
Gilmar Crestani