Com 65 mortos na Kiss, faculdade faz ‘pacto’ de silêncio.

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[O “silêncio dos inocentes”.  Estão neste pacto a justiça, o prefeito de Santa Maria e os bombeiros. Também concordam os proprietários do forno crematório – a boate Kiss.]

A tragédia na boate Kiss é assunto quase proibido no prédio do Centro de Ciências Rurais da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Dos 242 mortos, 65 estudavam ali, onde estão os cursos de Agronomia, Engenharia Florestal e Medicina Veterinária. Qualquer aluno ou professor muda imediatamente a feição e o tom de voz ao conversar sobre aquele 27 de janeiro. Em algumas turmas, lembrar dos colegas que não sobreviveram foi oficialmente vetado.

Os psicólogos que fazem o acompanhamento de 80 alunos do centro orientam seus pacientes a não falar daquela madrugada nas salas de aulas ou nos encontros fora da faculdade. A maior parte desses estudantes conseguiu escapar no início do incêndio. Alguns carregam queimaduras nos braços e oito se recuperam de lesão pulmonar. A festa era organizada pela 89.ª turma de Agronomia – dos 36 alunos da sala, 10 morreram.

Por causa de uma greve no segundo semestre do ano passado, os alunos continuam em aulas neste mês. O silêncio sobre a tragédia parece um pacto entre os estudantes. Eles argumentam que a universidade precisa voltar a ter uma existência desvencilhada daquele dia. Os folhetos de festas e de formaturas também são raros.

“No máximo, o que teve esse ano foi um churrasco ou outro. Mas não é a mesma coisa, as pessoas ficam metade do tempo que ficavam antes e vão embora. Festa em lugar fechado ninguém mais quer fazer. As coisas mudaram muito por aqui”, conta Alex Schonell, de 19 anos, da 89.ª turma de Agronomia. O clima pesado também contagiou os calouros dos cursos de agrárias. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Reflexão de um monge

por Tarcísio Laureano

 

Tarcisio Laureano
Tarcisio Laureano

Meu sonho é morar num convento de freiras e a semana inteira aos teus pés vou rezar.

Tocando o sino da igreja, cuidando das flores do altar.

Rezando baixinho e, em silêncio, aos céus confessar:

Que tu, madre superiora, és causa e efeito das loas que meu coração inquieto vive a versejar.

 

 

Sindicato dos jornalistas de Pernambuco quer fazer eleição bico de pena com urnas volantes prenhas

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Bico de pena. Forma de eleição praticada na República Velha antes de 1930, cujo voto era aberto e não secreto, e havia controle dos caciques políticos sobre os eleitores. Para acabar com essa manipulação, o Brasil fez a Revolução de Trinta.

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Pernambuco, prefere o voto bico de pena, o voto marmita das urnas volantes.

VOCÊ ACREDITA EM URNA VOLANTE?
VOCÊ ACREDITA EM URNA VOLANTE?

Eleições de Bico de Pena


Era um tipo de eleição realizado durante o período da chamada política do “café-com-leite”, através de listas de votação com os nomes daqueles que eram aptos a votar, listas que a chapa governista ainda não divulgou, nem entregou – como manda a lei – para os participantes da chapa oposicionista Você Sabe Porquê.

Mas eleições da República Velha, essas listas sofriam alterações de assinaturas e os votos eram falsificados para que os resultados fossem manipulados. Este tipo de prática refletia um modo de política feita com cartas marcadas pelos interesses das alianças, que garantiam a estabilidade vigente. No caso do Sinjope, o continuísmo do mando dos jornalistas secretários de imprensa de Eduardo Campos e Geraldo Júlio, que possuem os mesmos interesses dos barões da mídia.

O voto bico de pena e o voto marmita: a história das eleições no Brasil

por Janaína Botelho

O voto no Brasil tem uma historicidade. No período colonial, os políticos eram escolhidos através da declaração oral dos eleitores e a cédula eleitoral surgiu apenas no Império. Com o fim da eleição indireta dos pelouros, os vereadores passaram a ser eleitos diretamente, através de um sistema que dividia a sociedade politicamente ativa em “votantes” e “eleitores”. Votantes eram os homens com determinada renda anual, excluídos os menores de 25 anos (exceto os casados, os oficiais militares, os clérigos e os bacharéis); os filhos-famílias que vivessem em companhia dos pais (exceto os que exerciam ofícios públicos); os criados (em cuja classe não se incluíam os guarda-livros e os caixeiros); os administradores de fazendas rurais e fábricas e os religiosos que viviam em regime de reclusão. Eleitores eram os homens escolhidos pelos votantes nas Assembleias Paroquiais e que deveriam possuir uma renda anual bem superior a dos votantes. Os eleitores compunham os colégios eleitorais que elegiam os deputados provinciais e gerais e os senadores, estes últimos em uma lista tríplice para ulterior escolha do imperador. Logo, a cada quatro anos, no dia 7 de setembro, os votantes se reuniam nas igrejas locais e elegiam, por sufrágio direto, os sete vereadores, os juízes de paz e indiretamente, por intermédio dos eleitores, os parlamentares provinciais e gerais.
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Mas o processo eleitoral brasileiro já ganhou bizarras denominações, como a eleição “a bico de pena” e o voto “marmita”. Na República Velha, o voto era facultativo e “a descoberto”, embora a constituição determinasse o voto secreto. Nesse período, como era comum se forjar o resultado, as eleições ficaram conhecidas como eleições “a bico de pena”, alterando-se com a caneta, que era de bico de pena, os votos a favor de um determinado candidato. Mas não era suficiente ser eleito através de fraude. A Comissão de Verificação de Poderes do Senado deveria ratificar ou não a eleição de deputados e senadores. Controlada pela elite governista, a comissão impedia que a oposição tivesse sua eleição reconhecida. Essa prática ficou conhecida como “degola”.
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A Revolução de 30, que levou Getúlio Vargas ao poder, instituiu a Justiça Eleitoral, com a promulgação do Código Eleitoral, pois uma das reclamações contra o sistema político da República Velha era a facilidade com que se manipulavam as eleições. Mas nesse período, as cédulas eleitorais eram impressas e distribuídas pelos partidos ou pelo próprio eleitor. Era o denominado “voto marmita”, pois o eleitor trazia o voto pronto de casa em um envelope contendo as cédulas dos seus candidatos. Para proteger o sigilo do voto, foram adotados alguns mecanismos: embora as cédulas continuassem individuais, foi exigido o envelope oficial no qual o eleitor inseria sua cédula, sendo o envelope rubricado pelo mesário antes de ser depositado na urna. Igualmente foi introduzida a cabine para garantir a privacidade do eleitor. Surgiu finalmente um projeto de cédula oficial, impressas e distribuídas pela Justiça Eleitoral e a cédula única foi transformada em lei e utilizada nas eleições presidenciais de 1955. O último avanço foi a partir das eleições de 1996, com a adoção das urnas eletrônicas.
Até 1985, o analfabeto era proibido de votar no Brasil. A Lei Saraiva, de 9 de janeiro de 1881, proibira o voto aos analfabetos. O direito do voto só será permitido ao analfabeto com a promulgação da Emenda Constitucional número 25, de 15 de maio de 1985, e regulamentada pela Lei 7.332, de 1º de junho de 1985. Se considerarmos que o analfabetismo só foi erradicado na segunda metade do século XX, a maioria da população estava alijada da participação política.
JORNALISTA NÃO TEM MEDO DE CARETA. TODO JORNALISTA VERDADEIRO DEFENDE A LIBERDADE DE IMPRENSA E O VOTO LIVRE
JORNALISTA NÃO TEM MEDO DE CARETA. TODO JORNALISTA VERDADEIRO DEFENDE A LIBERDADE DE IMPRENSA E O VOTO LIVRE
Concluindo, na história das eleições, o povo brasileiro sempre ficou à margem do processo eleitoral. O voto censitário, um sistema em que somente poderia votar quem tivesse uma renda mínima, foi abolido com a constituição republicana de 1891. No entanto, a exclusão dos analfabetos do voto, que abrangia a maior parcela da população brasileira, colocava-os fora da participação política. Vale lembrar ainda que o voto feminino só foi admitido no governo Vargas. Atualmente, discute-se a não obrigatoriedade do voto para evitar a manipulação por parte da classe política. Observando a historicidade do voto no Brasil, chegamos à conclusão que a maior parte do povo brasileiro foi muito tardiamente convidada a participar da mesa dos “senhores”.
voto marmita

Armaram um esquema para transportar jornalistas aposentados. Jornalista não é burro velho. A recomendação da Chapa Você Sabe Porquê é aceitar a carona.

Todo mundo sabe quem paga o transporte direta ou indiretamente.

Agora, na hora de votar, do jornalista a lembrança da aposentadoria que recebe.

“El sistema ha instaurado la moral del esclavo feliz”

 

 

 

¿Cuál es el discurso político hoy hegemónico?, el que ha calado en la mayoría de la población. Siguiendo los mecanismos de manipulación al uso, responde Julio Anguita, “el carcelero ha conseguido que el esclavo esté calentito en la prisión; que, aunque la puerta esté abierta, el prisionero no se escape ni pretenda hacerlo; es ésta la dominación perfecta”. En otras palabras, “el sistema ha conseguido instaurar la moral del esclavo feliz”. Por eso, añade el promotor del Frente Cívico Somos Mayoría, la gente repite expresiones como “hemos vivido por encima de nuestras posibilidades”, “hemos de arrimar el hombro” o “con una huelga no se consigue nada”.

Anguita ha presentado en la Facultat de Filologia de Valencia –en una sala abarrotada, con más de 500 personas- su libro “Combates de este tiempo” (Ed. El Páramo). El acto ha sido organizado por Esquerra Unida del País Valencià (EUPV-IU), el sindicato AContracorrent y la editorial El Paramo.

Puede que en la moral del esclavo feliz estén surgiendo grietas o portillos de esperanza. Algo así, al menos, pudo apreciarse en la huelga general del 14-N y las manifestaciones posteriores. “La gente está llenando las calles y enfrentándose a la policía”, explica Anguita. Y agrega una fotografía cercana que ilustra esta idea: “una señora en Córdoba le espetó el día de la huelga a un policía: Tú número; y si no me lo das eres un terrorista, al que manda otro como tú”. Explica el excoordinador general de Izquierda Unida que, cívicamente, “hemos de doblegar la moral de las fuerzas de orden público y, también, recordarles que son hijos del pueblo; ahora bien, para ello es necesaria mucha fortaleza de ánimo y contención”.

Anguita habla claro. Es algo que siempre le ha reconocido hasta el enemigo. Con él no va el discurso políticamente correcto ni el circunloquio postmoderno. Por eso, afirma rotundo, “esto es una guerra”, que, además, “viene de hace siglos: de la Revolución Francesa, de las Internacionales obreras y otros hitos”. En resumen, se trata, a juicio de Julio Anguita, de la eterna lucha entre la razón y la barbarie, entendida la razón como “el uso de la ciencia y la técnica para que el ser humano viva mejor”. Siempre se ha considerado esto como la modernidad, heredera –por lo demás- del renacimiento y la ilustración. “Pero hoy le han dado la vuelta al concepto”, critica el autor de “Combates de este tiempo”. “Llaman modernidad a la ofimática y a los móviles; es ésta una sociedad anticuada y embrutecida con aparatitos, para nada moderna”.

“Combates de este tiempo” es presente y es pasado. Es memoria. “El mayor acto revolucionario que conozco, es recuperar la memoria”, subraya Anguita. Hoy, explica, “por el exceso de medios de comunicación, el consumo y la cultura de lo banal, hemos perdido la memoria; igual que cuando a alguien le practican la lobotomía, se intenta que las poblaciones no sean pueblos sino meros consumidores; y sin memoria, no existen pueblos ni seres humanos; nos convertimos en peleles del último pastor que gobierna televisión española”, explica.

 

Ei, jornalisita, Ricardo Antunes é preso político?

Seu acusador Antônio Lavareda, cientista político, marqueteiro, bacharel em jornalismo, jantou com o governador Eduardo Campos no Palácio das Princesas.
Que eles conversaram?
Política?
Negócios?
Os “pedidos estranhos” de Ricardo Antunes?
Por que dois ou três dias depois do encontro palaciano, no dia 5 de outubro, antevéspera das eleições, Ricardo Antunes foi encarcerado, incomunicável, em presídio de segurança máxima, e lá permanece amordaçado?

“La libertad de prensa y la verdad en Grecia están siendo procesadas”

O Brasil tem sua lista de traficantes de moedas. Basta pesquisar no noticiário das operações da Polícia Federal. Operações que terminam em pizza. Tanto que o STF acaba de inocentar um marqueteiro político que recebeu dinheiro do PT, no exterior, por serviços prestados no Brasil: a campanha de Lula a presidente.

O jornalista que denunciar os milionários sonegadores do Brasil também será preso. Diferente de Kostas Vaxevanis jamais seria consagrado um herói nacional. Seria, sim, considerado um renegado pela grande imprensa. O precedente da prisão de Ricardo Antunes é bem exemplar. Não importa se chantageou. As denúncias que fez precisam ser investigadas já!  Tem Ricardo Antunes uma notícia de um milhão de dólares.

El periodista Kostas Vaxevanis a su llegada a la Fisalía de Atenas. Reuters. A prisão de Ricardo Antunes foi secreta
El periodista Kostas Vaxevanis a su llegada a la Fisalía de Atenas. Reuters. A prisão de Ricardo Antunes foi secreta

Kostas Vaxevanis, el periodista que publicó este sábado en la revista Hot Doc la lista con los datos de 2.059 ciudadanos griegos que tienen presuntamente cuentas bancarias en Suiza, dondre habrían estado evadiendo impuestos, declaró esta mañana ante la Fiscalía de Atenas, que pretende imputarle un delito de violación de la privacidad.

A su salida del Tribunal, Vaxevanis, que para muchos griegos se ha convertido en una especie de héroe nacional, dijo que “sólo cumplía con mi trabajo en el nombre del interés general. Periodismo es revelar la verdad cuando el resto del mundo está intentando ocultarla“. Vaxenavis, que es redactor jefe de Hot Doc, fue detenido el domingo y la pena que podría esperarle ronda los dos años de prisión.

La lista publicada por la revista es la conocida como ‘lista Lagarde’, una base de datos que en 2010, la entonces ministra francesa de Finanzas, Christine Lagarde, entregó a las autoridades griegas para perseguir a las personas con capitales evadidos en Suiza. Los nombres formaban parte de las listas que entregó a las autoridades de Francia el exinformático del HSBC en Ginebra, Hervé Falciani, hoy detenido en España y pendiente de su extradición. Leia mais 

Campanha pelo voto do silêncio

Por que o Correio Braziliense chama um quadrilheiro de delator?
Parece uma defesa da Omertà, o voto do silêncio das máfias.

Os bandidos das quadrilhas de Brasília consideram Durval Barbosa um delator.
Delator é o que denuncia para receber uma paga ou satisfazer seu instinto mau.
Para não ser mau, traidor dos comparsas, dedo duro, alcaguete, Durval devia permanecer calado?

Um denunciante, um criminoso confesso, ajuda o Brasil a varrer a corrupção. O arrependimento de qualquer pecado vem com a confissão. Vale para qualquer religião.

O Brasil está repleto de bandidos calados. Que agem em silêncio.
Estão aí, numa boa, as quadrilhas do juiz Lalau, de Salvatore Cacciola.
Idem os traidores da Pátria nos leilões que presentearam a Vale do Rio Mais do Que Doce, fatiaram a Petrobras, e entregaram o nosso nióbio.

Essa gentalha não delata. Não informa nada. Nem para a Receita Federal. De quem é o dinheiro que apareceu com o nome de Paulo Maluf?

Defendem o Brasil do sigilo bancário, do sigilo fiscal, do segredo de justiça. O Brasil encoberto. O Brasil do segredo eterno.

Sem o testemunho de Durval Barbosa o Brasil perdia o leilão do palácio de Durval Barbosa.

Informa o Correio Braziliense: Uma mansão em área nobre de Brasília é a primeira chance de o contribuinte ver de volta aos cofres públicos parte dos recursos desviados por Durval Barbosa, o delator da Operação Caixa de Pandora. A Justiça vai leiloar, na próxima quinta-feira, uma casa na QL 10 do Lago Sul com 862,58 metros quadrados de área construída, em que cada tijolo foi pago com dinheiro de contratos de informática do Governo do Distrito Federal. O imóvel de luxo pertencia a Durval e, por decisão judicial, será vendido como medida para ressarcir parte do prejuízo causado pelo esquema de corrupção que vigorou na capital do país ao longo de 10 anos.

A casa em cor creme é coisa para milionários.

Avaliada pelos peritos judiciais em R$ 4,3 milhões, pode valer mais, segundo corretores consultados pela reportagem. Para começar, nunca chegou a ser habitada. É novinha em folha. No piso superior, o comprador poderá desfrutar de uma suíte com banheira de hidromassagem, closet e bela vista na varanda. Há ainda outra suíte, dois quartos, banheiro social, uma sala, lavabo e home theater. 

O primeiro andar é totalmente preparado para receber convidados em grandes eventos sociais. O projeto de arquitetura foi concebido justamente para oferecer um espaço de lazer. O terreno, uma ponta de picolé — o lote do fim da rua, que é o mais valorizado —, é localizado ao lado da casa em que Durval viveu com a família antes de se separar de Fabiani Barbosa Rodrigues, em 2009. A intenção do casal era ampliar a residência com uma área para festas, a ponto de a obra ter sido embargada pela administração regional do Lago Sul por configurar uma extensão ilegal da casa de Durval. 
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