Marina e o voto dos justiceiros

Genildo
Genildo

 

Nem bem a morte do candidato à Presidência da República Eduardo Campos em um acidente aéreo, nesta quarta (13), foi confirmada e surgiram comentários com afirmações de mau gosto ou inferências políticas bizarras nas redes sociais.

Pessoas pedindo para que, no lugar de Campos, naquele jatinho, estivesse Aécio ou Dilma. Ou colocando a culpa em um ou em outro pelo acidente.

Não, isso não é piada. Muito menos revolta contra a política.

O que não surpreende, pois tem o mesmo DNA das discussões estéreis e violentas levadas a cabo na internet, sob anonimato ou não. Mas não deixa de chocar.
Da mesma forma que choca alguns colegas jornalistas que no afã de prever o que vai acontecer com as eleições, analisam de forma desrespeitosa a situação, com ironias e sarcasmos que não cabem neste momento, desumanizando a cobertura da tragédia em busca de audiência.
Leonardo Sakamoto

 

O VOTO DE VINGANÇA

 

prisão liberdade mão bala jornalista Fadi Abou Hassan protesto

O pior é que foi criada uma teoria da conspiração. De que Eduardo Campos foi vítima de um atentado político.

O povo, no velório e no enterro de Eduardo, gritava por justiça. Assim nasceu o voto dos justiceiros.
Talis Andrade

O candidato [Eduardo Campos] em seus discursos falava sempre que enfrentar essa parada (campanha) tinha que ter ‘coragem’…
Evandro Lira 

Eles estão querendo transformar a tragédia num resultado eleitoral, estamos indignados com isso.
Silvio Costa

 

A MÃO DE DEUS

marina avião

 

Foi a proviência divina não estarmos naquele avião
Marina Silva

Boato. A morte do candidato Eduardo Campos (PSB) no dia 13 de agosto de 2014 não foi um mero acidente. O avião em que ele estava teria sido sabotado.

Uma tragédia que surpreendeu todas as pessoas.

No Twitter, o termo ‘Foi a Dilma’ também acabou chegando aos Trend Topics.

Entre os muitos textos que levantavam a bola para algum assassinato, um chamou atenção. O que apontava ‘algumas coincidências’ entre o número 13 e a morte de Eduardo Campos. Leia as versões:

Eduardo Campos tem 13 letras

Dilma Rousseff tem 13 letras

13 é o número do PT

Hoje é dia 13 de agosto

Avô morreu no mesmo dia

49 anos – 4+9 = 13

DDD de Santos – 13

Outro texto que circula na web é mais incisivo:

Grande maioria acredita que houve alguma sabotagem por parte dos concorrentes para que o avião caísse e o candidato a presidente não participasse na eleição.

Bem, agora vamos aos fatos. Claro que o acidente ainda é muito recente para se apontar qualquer informação mais exata a respeito. Porém, é improvável que Eduardo Campos teria sido assassinado.

Além disso, as primeiras informações sobre o acidente dão conta que o tempo em Santos estava ruim na hora do acidente. O piloto arremeteu antes do avião cair. Isso se dá por circunstâncias meteorológicas. As hipóteses que a polícia investiga são que o mau tempo, falha mecânica ou falha humana podem ter causado o acidente. Ou seja, não há hipótese de sabotagem. Sobre os números ’13’, não precisa nem comentar.

Muito provavelmente, novas teorias da conspiração devem aparecer com o tempo. Mas pode acreditar que elas são completamente falsas. Continue acompanhando novidades e desmentidos aqui no Boatos.org.
Edgard Matsuki

 

A SALVAÇÃO DAS ELITES 

Dinheiro Dilma Aécio Marina

O problema, para os órfãos da centro-direita, é que o candidato tucano já pode ser considerado carta fora do baralho. Este, inclusive, já começa a ser “cristianizado” pelos seus próprios correligionários e aliados de ocasião.

Disseram-me que José Serra está que é ‘todo sorrisos’, pois acaba de escapar de uma ‘barca furada’ que soçobrou sinistrada por uma onda gigante, verdadeiro tsunami causado por um terremoto provocado pelo impacto devastador de um avião ‘Kamikaze’ que caiu em Santos, pondo um trágico ponto final na carreira de um político promissor e colocando providenciais reticências na carreira da sua então vice.

Eduardo morreu para que Marina pudesse vencer?! Não seria esse um preço demasiado alto e injusto a se pagar?
Lula Miranda

 

TERRORISMO DA CIA

Enio
Enio

Para a oposição de direita, a morte de Eduardo Campos foi uma grande oportunidade.

Claro que não faltou a mão amiga do oligopólio da mídia, que manipulou eleitoralmente a cobertura do desastre aéreo e do velório de Eduardo Campos.

As pesquisas publicadas no dia 26 de agosto deixaram exultantes as hienas.

Segundo tais pesquisas, Marina teria ultrapassado Aécio Neves e inclusive venceria Dilma no segundo turno.

Marina Silva converteu-se ao neoliberalismo (apoio ao ‘tripé,  e à independência do Banco Central) e converteu-se à política externa subalterna (vide a crítica que fez ao ‘chavismo do PT’).

Aliás, quem prestar atenção às críticas que ela faz ao agronegócio, perceberá que sua ênfase hoje está em pedir ‘aumento da produtividade’. Uma linguagem verde dólar.
Walter Pomar

Há inúmeros relatos de atentados, armações, armadilhas e toda sorte de delitos cometidos pela CIA desde há muito tempo atrás, e em vários países, todos visando manter o status quo e interesses dos Estados Unidos.

Num avião embrulhado como o de Campos, seria mamão com açúcar aprontar alguma.
Sim, é possível, mas não provável que tenha havido sabotagem.

O timing teria sido perfeito. Tentou-se de todas as maneiras levantar Aécio Neves. A mídia encarregou-se dessa missão, sem sucesso. O homem não sobe de jeito nenhum. Dilma levaria com certeza no 1° turno, o que significaria mais quatro anos sem neoliberalismo e, mais, com toda força ao BRICS (veja que o Brasil vai implementar as exportações para Rússia).

Faltando cerca de 50 dias para as eleições, a substituição de Campos por Marina seria como um strike na campanha. Depois se veria como arranjar as coisas novamente. Seria fundamental uma ação agora.

Restam algumas perguntas: Teriam Marina Silva e Aécio Neves consciência dessa tramóia?

Em que pese que em política não se descartam possibilidades, na opinião do blogueiro, Marina e Aécio seriam inocentes. Mas por via das dúvidas, já estão impondo a Marina as teses neoliberais que, se eleita, terá que implementar.
Haveria possibilidade de se provar a tese do jornalista Wayne Madsen? Improvável. A CIA é profissional. Não cometerá erros.

Wayne Madsen seria levado a sério? Veja que este blogueiro no ínicio não botou muita fé. A tendência, como sempre, é de desqualificação. É o que a CIA espera. Não sei ao certo.
Fernando Castilho

Há já uma tese defendida por site norte-americano (Strategic Culture) de que a queda do avião com Eduardo Campos, cuja providência divina, coincidentemente, avisou apenas Marina, teria sido derrubado pela CIA.

Teoria da Conspiração ou mera coincidência? O fato concreto é que, depois de alguns anos, como foi agora o caso da Primavera Árabe, a CIA acaba admitindo seu papel na desestabilização de governos.

O Pré-Sal é o tipo de coisa com a qual os EUA mantém sempre um intere$$e primordial, a ponto de desencadear guerras em todos os países produtores. Não é mera coincidência que Marina Silva tenha dito, acima de outros pontos de interesse de seu eventual governo, que não vai mais priorizar o Pré-Sal. Por quê?!
Gilmar Crestani

 

Censura. Aécio Neves quer apagar o passado

Dario Castillejos
Dario Castillejos

O senador tucano Aécio Neves, pré-candidato à Presidência da República, teve negado pela Justiça de São Paulo dois pedidos de bloqueio em links de sites e perfis em redes sociais que relacionam seu nome ao “uso de entorpecentes” e desvio de dinheiro durante a gestão como governador de Minas Gerais. As ações têm como alvos os sites de busca Google, Yahoo! e Bing, e pedem a exclusão de notícias e remoção de sugestões de pesquisas.

O tucano não conseguiu derrubar as notícias na primeira instância, no caso da ação sobre desvio de verbas, e entrou com um recurso, com pedido de liminar. No processo, os advogados do Google disseram que Aécio “parece sensível demais às críticas sobre sua atuação”. A empresa afirmou ainda que é impossível retirar o conteúdo do ar sem prejudicar outras buscas relacionadas ao nome do senador.

A ação que busca excluir postagens que vinculam o nome de Aécio ao consumo de drogas corre em segredo de Justiça e foi iniciada em dezembro de 2013.

Por ter comprovado o uso de drogas (socorro de emergência em hospitais), o jornalista Marco Aurélio Carone está preso em Minas Gerais, numa armação idêntica que o jornalista Ricardo Antunes sofreu da polícia de Pernambuco. A prisão de Ricardo criou o precedente da criação da figura criminosa “jornalista inimigo” e “perigoso para a ordem pública”.

Aécio responde a vários processos, e além do perdão da justiça, pretende que sua vida pública seja segredo de justiça.

Os eleitores precisam conhecer os candidatos,  inclusive a vida privada, em atos e fatos que são do interesse público.

A censura, imposta por todos regimes ditatoriais, permite a eleição de candidatos corruptos, induz o eleitor ao erro, dificulta a escolha do melhor candidato, impede o voto certo, facilita a fraude.

O povo sempre escolhe o melhor, desde que tenha acesso às informações. Uma eleição com censura não é democrática.

indignados voto ficha suja

Votar nulo é votar no pior

Não ajude a eleger os candidatos indicados pelas pesquisas compradas. Não vote nos candidatos apoiados pelos currais das milícias, dos traficantes, dos coronéis do asfalto, do lóbi da imprensa das elites, do dinheiro das empresas estrangeiras.

Vote limpo. Vote livre. Vote por uma cidade iluminada.

Vote pelo verde das praças, dos hortos, dos sítios históricos, das ruas e avenidas arborizadas.

Vote pelo azul dos ares, dos mares, dos rios, dos lagos. Vote contra os terrenos baldios da especulação imobiliária, contra os despejos, os deslocamentos involuntários dos pobres, o imposto de marinha, os altos preços dos serviços essenciais e dos aluguéis de moradia dos sem teto da classe média.

Um prefeito governa o espaço urbano. E a rua é uma extensão de sua casa. E todos têm direito a uma moradia, para uma vida sadia, feliz e digna.

Para o prefeito que pretende a reeleição, o voto é um julgamento. Veja se ele fez alguma coisa que preste para o povo. Escolas primárias e postos de saúde com padrões de qualidade. Transporte público não é trem de carga.

Não vote em elefante branco, em obras inacabadas ou superfaturadas. Não vote em serviços fantasmas.

Ruas sujas, alagadas, lixo nas ruas, ruas terraplenadas, sem luz, sem saneamento e sem água indicam a presença de um prefeito ladrão. Idem a peste, a fome, os deslizamentos dos morros, os lixões. Os municípios mais pobres recebem verbas dos governos estadual e federal.

Não vote em prefeito que mudou de residência durante o cargo, e cujo endereço você desconhece.

Procure conhecer o passado do seu candidato e o presente. Vote no futuro da sua cidade, pelo seu bem e a felicidade de todos os munícipes.

Não venda seu voto, não venda sua alma ao diabo.

Urnas eletrônicas nas eleições democráticas da Venezuela

Editorial: Este domingo es el día de los electores. Jornada para el ejercicio de la soberanía, oportunidad para que todos los ciudadanos se hagan partícipes de la decisión de otorgar a una persona la facultad y responsabilidad de ejercer la Presidencia de la República por los próximos seis años, dentro del pacto constitucional que sostiene y protege nuestra democracia.

Hoy los venezolanos ejercemos nuestro derecho constitucional de sufragar en votaciones universales, directas y secretas. Ha sido un derecho conquistado en un recorrido que no fue corto ni estuvo exento de regresiones. Apenas entre 1946 y 1947 quedó políticamente legitimado y constitucionalmente plenamente establecido que el voto era verdaderamente universal, directo y secreto. Tras su negación en el decenio dictatorial, fue reafirmado constitucional e institucionalmente desde 1958 hasta nuestros días.
Los venezolanos tenemos hoy nuevamente la posibilidad de reafirmar nuestra igualdad en el derecho al sufragio: porque todos los votos cuentan con igual peso en la sumatoria del resultado, porque el resultado vale para todos por igual y porque para el candidato ganador es conveniente y obligante entenderlo y atenderlo de ese modo.

Pero también es cierto que al ejercer ese derecho los votantes se expresan desde la libertad con la que cada quien sufraga por la opción de su preferencia. El proceso electoral es una de las más valiosas manifestaciones de la competencia entre pluralidad de concepciones y visiones, a la vez que de disposición pluralista para respetar la diversidad.

Solo desde la aceptación de coincidencias y divergencias se puede construir una sociedad democrática, libre, próspera. Con el voto podemos expresar nuestras preferencias individuales, con el voto renovamos el compromiso democrático entre los electores y el elegido. No dejemos de ejercer nuestro derecho, que es deber personal y responsabilidad con el país. ¡Todos a votar!

Identifícate y vota

El elector o electora se dirigirá ante el Presidente o Presidenta de la mesa electoral, posteriormente hará entrega de su cédula laminada, vencida o no, para que puedan verificar su identidad y además la coincidencia de su huella dactilar en el Sistema de Autenticación Integral (SAI).

Luego que el Presidente desbloquee la máquina el elector está autorizado para votar, debe dirigirse hasta la máquina de votación, presionar en la boleta electoral la tarjeta del candidato o candidata de su preferencia, recuerde que debe verificar la selección en la pantalla y presionar el recuadro votar.

Los candidatos presidenciales inscritos ante el CNE son: Hugo Rafael Chávez Frías, Henrique Capriles Radonski, Orlando Chirinos, Luis Reyes, María Bolívar, Yoel Acosta y Reina Sequera; cada elector o electora tendrá el libre derecho de elegir el candidato que desee.

Deposita y firma

Después de presionar el recuadro “VOTAR” en la pantalla dactilar, la máquina de votación imprimirá el comprobante de su voto, debe retirarlo sin jalarlo, verificar su selección, doblar y depositarlo en la caja de resguardo, para realizar el conteo ciudadano.

Del mismo modo, la persona después de ejercer su derecho al sufragio se dirigirá al miembro de la mesa electoral que está a cargo del cuaderno de votación, el mismo hará entrega de la cédula de identidad y el instrumento antes mencionado para que el elector firme en la página y renglón correspondiente, debe asegurarse de la ubicación y que coincida con su nombre y número de cédula para colocar la huella dactilar.

El ciudadano antes de retirarse de la mesa electoral, como señal de haber ejercido su derecho, introducirá el dedo meñique en el desengrasante, secarlo y sumergirlo en la tinta indeleble, con la ayuda de un miembro de mesa como en comicios anteriores.

Máquina de votación

En caso que el elector o electora no sepa cómo ejercer su derecho, debe manifestarse ante el presidente o presidenta de la mesa electoral para que le explique detalladamente el uso de la máquina de votación y de esta manera no tener ningún contratiempo al momento de participar.

Juízes eleitos. A lição democrática da Bolívia

A imprensa vem escondendo o feito. O povo boliviano acaba de eleger seus juízes.
Democraticamente.
Prefiro um magistrado escolhido nas urnas do povo, do que um indicado pelos políticos. Que nenhum governador desonesto nomeia um desembargador honesto. Seria suicídio político. Seria comprar uma chave de cadeia. Um político pode ser tudo. Nunca burro.
Nenhum presidente desonesto nomeia um ministro de tribunal honesto.
Que ministros nomearam os ditadores infames tipo Stalin, Hitler, ou pequenos césares como Franco, Salazar? Garanto que nenhum santo.

Eleições de domingo na Bolívia. Povo livre escolhe juiz livre
Eleições de domingo na Bolívia. Povo livre escolhe juiz livre

La lección democrática de Bolivia

por Ollantay Itzammá

Bolivia nos vuelve a dar una lección. Por primera vez, se elige en las urnas a cargos judiciales. Una prueba de que el proceso boliviano es revolucionario no sólo para ese país, sino para América Latina y para el mundo.

Cuando los teóricos del Estado moderno, en los siglos XVII y XVIII, ideaban la organización y funcionamiento del mismo, establecieron que de todos los órganos (mal llamados poderes) del Estado, sólo dos estarían compuestos por funcionarios electos por voto popular: el Ejecutivo y el Legislativo.

Desde entonces se estudiaba y aplicaba esta infalible e intangible teoría política pensada en el norte europeo: sólo se eligen Presidente y Vicepresidente del órgano Ejecutivo y diputados y senadores para el Legislativo. Los magistrados del órgano Judicial, por la exigencia de la “imparcialidad” de esta función, deben ser electos por el órgano Legislativo.

Después de más de tres siglos de la teoría política de John Locke, el pueblo boliviano, en el marco del proceso de reinvención estatal y social que impulsa, supera esta teoría y elige, de forma inédita, a 56 autoridades del órgano Judicial. En sí mismo, este hecho es un aporte fundamental, no sólo para la teoría y la praxis de la democracia, sino para el emergente constitucionalismo latinoamericano del siglo XXI que, ahora, alumbra al mundo con sus vigorosas innovaciones.

Fueron varios los factores que obligaron a las y los bolivianos a dar este salto teórico e histórico desde la praxis política. Primero, la sistemática corrupción del órgano Judicial convirtió a la “justicia” boliviana en una serpiente que sólo muerde a las y los descalzos. Segundo, los dueños de los partidos políticos imponían a sus allegados en las diferentes funciones judiciales para blindar todos los actos de corrupción en la administración pública. Tercero, el excluyente sistema judicial mestizo, fue y es altamente racista con las y los indígenas. Recordemos que en Bolivia, para el 2001, el 62% de la población ya se asumía como indígena. Leia mais