Governo da Paraíba constrói o primeiro condomínio residencial exclusivo para idosos do Brasil

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O Governo entrega o primeiro condomínio residencial exclusivo para idosos do Brasil, e torna a Paraíba referência nacional na criação e fortalecimento de políticas públicas para a terceira idade.

O condomínio Cidade Madura, localizado no Cidade Verde, em João Pessoa, dispõe de 40 unidades habitacionais, posto médico, pista de caminhada, redário, praça e centro de vivência, tudo projetado para atender às necessidades e garantir qualidade de vida para os idosos que mais precisam.

São quase R$ 4 milhões investidos em algo que não tem preço: A dignidade e o respeito a quem precisa e merece! Campina Grande, Cajazeiras e Sousa também serão contempladas com o projeto que é pioneiro no país.

Realmente, um projeto exemplar. Com um salário mínimo de aposentadoria – compare com o vale refeição de um juiz -, ninguém consegue comer as três refeições da cada dia.

Nem pagar o aluguel de um casebre. Tem que morar de favor na casa alheia. Que é uma profunda humilhação. Que será sempre uma moradia provisória, incerta e inquietante. É uma situação terrível, extrema, nem um ser humano merece esse castigo, principalmente quem está com o pé na cova.

Bendito seja o governo que se lembra das crianças e dos velhos, neste Brasil cada vez mais cruel. De empresas escravocratas como a Contax.

 

O pai de Marina tem vida de favelado em um alagado do Rio Branco no Acre. Irmã da evangélica presidenciável: “Ela não está fazendo pelo pai. Vai fazer por alguém?”

Art.230 da Constituição Federal – “A Família, a sociedade e o Estado têm o dever de amparar as pessoas idosas, assegurando sua participação na comunidade, defendendo sua dignidade e bem-estar e garantindo-lhes o direito à vida”.

Quarto Mandamento
Quarto Mandamento
A vida sofrida do pai de Marina Silva, que vive em um miserável casebre, em um alagado do Rio Branco, no Acre.

Marina que tem o apoio dos banqueiros, dos empresários, dos industriais, de empresas internacionais, e que

ganhou R$ 1,6 mi com palestras em três anos,

foi ministra do PT, senadora, dispõe de grana para alugar aviões e jatinhos em duas campanhas presidenciais, que fica hospedada em hotéis de luxo ou palacetes dos amigos bilionários, tem décadas que não dorme na casa do pai. Não existe registro de nenhuma visita.

Pedro, pai de Marina, na rede, estendida na varanda de sua casa de taipa, em um alagado do Rio Branco, no Acre. Clique na foto para ampliar
Pedro, pai de Marina, na rede, estendida na varanda de sua casa de taipa, em um alagado do Rio Branco, no Acre. Clique na foto para ampliar

Diz a irmã de Marina, Maria Elizete da Silva, de 52 anos: “Se a Marina ganhar para presidente, não vai deixar papai mais aqui neste bairro. Vai achar que também é demais, né?
O que é que o povo não vai dizer: ‘ela ganhou, o pai dela continua ali, no alagado, e ela não está fazendo pelo pai. Vai fazer por alguém”, questiona Maria.

Maria Elizete da Silva, irmã de Marina Silva, quer que a candidata à Presidência pelo PSB tire seu pai de bairro pobre em Rio Branco (AC).
Maria Elizete da Silva, irmã de Marina Silva, quer que a candidata à Presidência pelo PSB tire seu pai de bairro pobre em Rio Branco (AC).

A reportagem é de Fábio Fabrini, e publicado no insuspeito jornal o Estado de S. Paulo. Observe que a pobre vida do pobre pai de Marina foi bem suavizada. Confira. Leia aqui. E imagine a vida do ancião, que tem o nome de Pedro, o apóstolo, e primeiro papa para os católicos.

Pedro Augusto da Silva tem 87 anos. Há 34 anos reside no mesmo alagado. Para sobreviver vendia tabaco na antiga rodoviária do Rio Branco. Uma profissão que a filha evangélica condena.

Problemas de saúde fez ele desistir de ser camelô.  Tem um salário mínimo de aposentadoria por idade. Que acha muito pouco. E é. Um salário mínimo do mínimo que a equipe econômica de Marina considera alto.

Não sei a irmã Maria recebe o bolsa-família, que Marina pretende extinguir.

IDOSO (1)

Art.4º – Nenhum idoso será objeto de qualquer tipo de negligência, discriminação, violência, crueldade ou opressão, e todo atentado aos seus direitos, por ação ou omissão, será punido na forma da lei.

Art.10º – É obrigação do Estado e da sociedade, assegurar à pessoa idosa a liberdade, o respeito e a dignidade, como pessoa humana e sujeito de direitos civis, político, individuais e sociais, dos espaços e dos objetos pessoais.
§2º – O direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral, abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da autonomia, de valores, ideias e crenças, dos espaços e dos objetos pessoais.

§3º – É dever de todos zelar pela dignidade do idoso, colocando-o a salvo de qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor.

Art.15º – É assegurada a atenção integral à saúde do idoso, por intermédio dos Sistema Único de Saúde – SUS, garantindo-lhe o acesso universal e igualitário, em conjunto articulado e contínuo das ações e serviços, para a prevenção, promoção, proteção e recuperação da saúde, incluindo a atenção especial às doenças que afetam preferencialmente os idosos.
§2º – Incumbe ao Poder Público fornecer aos idosos, gratuitamente, medicamentos, especialmente os de uso continuado, assim como próteses, órteses e outros recursos relativos ao tratamento, habilitação ou reabilitação.

Art.19º – Os casos de suspeita ou confirmação de maus-tratos contra idoso serão obrigatoriamente comunicados pelos profissionais de saúde a quaisquer dos seguintes órgãos:
I – Autoridade Policial;
II – Ministério Público;
III – Conselho Municipal do Idoso;
IV – Conselho Estadual do Idoso;
V – Conselho Nacional do Idoso;

Art.74º – Compete ao Ministério Público:
I – instaurar o inquérito civil e a ação civil pública para a proteção dos direitos e interesses difusos, individuais indisponíveis e individuais homogêneos do idoso (…)

Campanha da Fetape e do MPPE
Campanha da Fetape e do MPPE

Lei de trânsito desumana: 30 segundos, para um velhinho atravessar uma rua, uma avenida, em Porto Alegre

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O novo Estatuto do Pedestre, aprovado pela Câmara Municipal de Porto Alegre, estabelece novas regras e proteções para quem circula a pé na Capital. Entre elas está a exigência de tempo mínimo de 30 segundos para travessias em sinaleiras. Nos últimos seis anos, ocorreram 8.389 atropelamentos na cidade, somando 366 vítimas fatais. O projeto de lei do vereador Nereu D’Avila (PDT) que revogou o antigo estatuto de 2007 quer diminuir o número de acidentes.

Na proposta apresentada por ele está a criação da Ouvidoria do Pedestre, órgão responsável por receber as reclamações sobre a mobilidade da cidade. Também institui a Semana do Pedestre, que deverá ocorrer anualmente em setembro, e a formação do Conselho Municipal dos Direitos e Deveres do Pedestre (Consepe). Os usuários a pé ou com carrinhos de bebê e cadeiras de rodas também terão novas regras e deveres.

Para o diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari, o estatuto nasce de uma preocupação com a segurança do cidadão. “Foi uma medida para assegurar o bem-estar do pedestre, que é o principal ator em todas as vias da Capital”, afirmou. Para ele o ser humano tem que ser tratado com distinção. “Sempre tendo a prioridade em relação a qualquer outro modal”, acrescentou.

Cappellari alertou sobre a construção do documento. “É uma matéria técnica. Se tentarmos resolver questões importantes como essa, com decreto, com lei, nós vamos paralisar a cidade”, comentou. Mesmo simpatizando com algumas propostas, ele acha que o tempo de 30 segundos, estipulado para travessia nas sinaleiras, não pode ser definido sem um estudo técnico. “Tenho absoluta convicção de que se nós colocarmos esse tempo nos semáforos a cidade vai parar completamente, porque não é dessa forma que se faz um planejamento de circulação.” (Blog Porto Imagem)

 

 sinaleira

Papa Francisco convidou a pensar nos “exilados escondidos” no seio das famílias, e deu como exemplo os anciãos

 

São José do Egito
São José do Egito

A Sagrada Família de Nazaré.

Família – porque Deus quis nascer numa família com mãe e pai, como aliás mostram os presépios – disse o Papa Francisco – frisando que o Evangelho deste domingo é centrado sobre a fuga da Sagrada Família de Belém para o Egito devido às ameaças de Herodes.

José, Maria e Jesus experimentam portanto as condições dramáticas dos refugiados, marcadas por medo, incerteza, dificuldades – prosseguiu o Papa – recordando que, infelizmente, também nos nossos dias, milhões de famílias vivem esta triste realidade. Quase todos os dias os meios de comunicação falam de pessoas obrigadas a fugir devido à fome, guerras e outros perigos graves, indo à procura de segurança e de uma vida digna para si e para os próprios familiares…

Mesmo quando esses refugiados e emigrantes encontram trabalho, nem sempre isto é acompanhado dum verdadeiro acolhimento, respeito, apreço dos valores de que são portadores – frisou o Papa, convidando a pensar no drama dos migrantes e refugiados que são vítimas de recusa e exploração.

Mas o Papa convidou também a pensar naqueles que definiu de “exilados escondidos” no seio das famílias, e deu como exemplo os anciãos, por vezes tratados como uma presença incômoda, e recordou mais uma vez que a forma como se tratam os anciãos e as crianças é espelho do estado da família…

E com veemência Francisco voltou a repetir que numa família onde os membros se recordam sempre de pedir licença, dizer obrigado e pedir desculpas, nessa família reina a alegria e a paz…
O Papa Francisco continuou a sua reflexão, fazendo notar que Jesus quis pertencer a uma família humana que passou por várias dificuldades, isto para mostrar que Deus está lá onde a pessoa humana enfrenta perigos, lá onde o homem sofre, onde tem de fugir, onde experimenta a recusa e o abandono; mas está também lá onde a pessoa humana sonha, espera regressar à Pátria em liberdade, projecta e opta pela vida, pela própria dignidade e pela dos seus familiares.

O Papa referiu-se ainda à simplicidade de vida da Família de Nazaré, exemplo para as famílias de hoje, ajudando-as a se tornar comunidades de amor e de reconciliação, em que se experimenta a ternura, a ajuda e o perdão recíprocos. Mas convidou-as também a tomar consciência da importância que têm na Igreja e na sociedade, especialmente no anuncio do Evangelho que da família passa aos diversos âmbitos da vida quotidiana…

Depois da oração mariana do Angelus, o Papa recordou que o próximo Sínodo dos Bispos enfrentará o tema da família e, neste dia da Festa da Sagrada Família confiou à Família de Nazaré os trabalhos do Sínodo, dirigindo a Ela, juntamente como os fiéis, uma oração a favor de todas as famílias do mundo…

ORAÇÃO À SAGRADA FAMÍLIA
Jesus, Maria e José,
em Vós, contemplamoso esplendor do verdadeiro amor,
a Vós, com confiança, nos dirigimos.
Sagrada Família de Nazaré,tornai também as nossas famílias
lugares de comunhão e cenáculos de oração,escolas autênticas do Evangelho
e pequenas Igrejas domésticas.
Sagrada Família de Nazaré,que nunca mais se faça, nas famílias, experiência
de violência, egoísmo e divisão:quem ficou ferido ou escandalizado
depressa conheça consolação e cura.
Sagrada Família de Nazaré,que o próximo Sínodo dos Bispos
possa despertar, em todos, a consciência do carácter sagrado e inviolável da família,
a sua beleza no projecto de Deus.
Jesus, Maria e José,escutai, atendei a nossa súplica.

Em Pernambuco, existe uma cidade, que rememora o exílio da Sagrada Família de Nazaré: São José do Egito.

Igreja

Papa Francisco: «Far-nos-á bem pensar nos numerosos idosos e idosas nas casas de repouso e também naqueles que — esta palavra é feia, mas digamo-la — são abandonados pelos seus entes queridos»

O Papa Francisco voltou a exaltar o papel precioso dos idosos na Igreja e na sociedade. Falou sobre isto durante a missa celebrada na manhã de 19 de Novembro, na capela de Santa Marta.

A MESA DO AVÔ

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A sua homilia começou com uma pergunta: «O que deixamos como herança aos nossos jovens?». Para responder, o Pontífice evocou a narração contida no segundo livro dos Macabeus (6, 18-31) no qual se narra o episódio do sábio ancião Eleazar, um dos escribas mais estimados que, em vez de comer a carne proibida para agradar ao rei, abraçou voluntariamente o martírio. De nada serviram os conselhos dos seus amigos, que o exortavam a fingir que comia aquele alimento para se salvar. Preferiu morrer entre os sofrimentos, para não dar um mau exemplo aos outros, sobretudo aos jovens. «Um idoso coerente até ao fim» — definiu-o o Santo Padre — em cujo comportamento exemplar é possível reconhecer «o papel dos idosos na Igreja e no mundo».

«Este homem — explicou — não duvida diante da escolha entre a apostasia e a fidelidade. Tinha muitos amigos, que o queriam levar a assumir um compromisso: “Finge e poderás continuar a viver”. É a atitude do fingir, do fingir piedade e religiosidade, que Jesus condena com uma palavra muito forte no cap. 23 de Mateus: a hipocrisia. Ao contrário, «este nonagenário bondoso e estimado pelo seu povo não pensa em si mesmo, mas só em Deus, para não o ofender com o pecado da hipocrisia e da apostasia. Mas pensa também na herança» que deve deixar, pensa nos jovens. E na Escritura a palavra jovens é usada com frequência.

Eleazar pensava no que deixaria em herança aos jovens com a sua escolha. E perguntava: «Um compromisso, uma hipocrisia, ou a verdade que procurei seguir sempre?». Eis «a coerência deste homem, da sua fé – disse – mas também a responsabilidade de deixar uma herança nobre».

«Vivemos numa época em que os idosos não contam. É feio dizê-lo – frisou o Papa – mas são descartados porque incomodam». Contudo, «os idosos deixam-nos em herança a história, a doutrina e a fé. São como o bom vinho envelhecido e dentro de si têm a força para nos deixar uma herança nobre».

A este propósito, o Papa referiu-se ao testemunho de outro grande ancião, Policarpo. Condenado à fogueira, «quando o fogo começou a queimá-lo» — recordou — sentiu-se ao seu redor o perfume de pão cozido. Os idosos são: «Herança, vinho bom, pão bom». Ao contrário,  «neste mundo pensa-se sobretudo que eles incomodam».

Aqui, o Pontífice voltou com a memória à sua sua infância: «Recordo que quando éramos crianças nos contavam esta história. Havia uma família, um pai, uma mãe e muitos filhos. E havia um avô que vivia com eles. Mas era idoso e à mesa, quando comia a sopa, sujava tudo: a boca, o guardanapo… não fazia uma linda figura! Um dia o pai disse que, considerando o que acontecia com o avô, a partir do dia seguinte ele teria comido sozinho. Comprou uma mesinha e pô-la na cozinha; assim o avô comia sozinho na cozinha e a família na sala de jantar. Depois de alguns dias o pai voltou para casa e encontrou um dos seus filhos a brincar com um pedaço de madeira. Perguntou-lhe: “O que fazes?”. “Estou a brincar de carpinteiro”, respondeu o menino. “E o que estás a construir?”. “Uma mesinha para ti, para quando fores idoso como o avô”. Esta história fez-me muito bem a vida inteira. Os avós são um tesouro».

Voltando ao ensinamento das Escrituras, a propósito dos idosos, o Papa referiu-se à carta aos Hebreus (13, 7), na qual «se lê: “Lembrai-vos dos vossos guias que vos pregaram a palavra de Deus. Considerai como eles souberam encerrar a carreira. E imitai a sua fé”. A memória dos nossos antepassados leva-nos à imitação da fé. É verdade, às vezes a velhice é um pouco desagradável, devido às doenças que comporta. Mas a sabedoria dos nossos avós é a herança que nós devemos receber. Um povo que não preserva os avós, que não respeita os avós, não tem futuro porque perdeu a memória. Diante do martírio, Eleazar está consciente da responsabilidade  que tem em relação aos jovens. Pensa em Deus, mas também nos jovens: “Devo dar o exemplo de coerência aos jovens até ao fim”».

«Far-nos-á bem pensar nos numerosos idosos e idosas nas casas de repouso e também naqueles que — esta palavra é feia, mas digamo-la — são abandonados pelos seus entes queridos», acrescentou o Santo Padre, recordando que «eles são o tesouro da nossa sociedade. Oremos por eles para que sejam coerentes até ao fim. Este é o papel dos idosos, este é o tesouro. Oremos pelos nossos avós que muitas vezes desempenharam um papel heróico na transmissão da fé em tempos de perseguição». Sobretudo no passado, quando os pais e as mães muitas vezes não ficavam em  casa ou tinham ideias estranhas, confundidas por ideologias em voga naquela época,  «eram precisamente as avós que transmitiam a fé».

Francisco: “Não existe comunicação pela metade. É tudo ou nada. Ou se fala tudo ou não se fala nada”

por Gilvandro Filho

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Bela entrevista do repórter Gerson Camarotti com o Papa. Indiscutível o seu valor jornalístico, um furo internacional (foi a primeira entrevista individual desde que Francisco foi eleito Papa).

O Papa é, realmente, uma figura histórica muito diferenciada e que merece todo respeito e toda a admiração. E toda a atenção. A sua pontuação sobre a idolatria pelo dinheiro e o descarte de velhos e idosos pelo capitalismo foi perfeita. Que mundo é este que nega oportunidade aos jovens (e criança) e aos idosos por não serem “produtivos”? “Os jovens são o futuro do mundo e os velhos estão aí para passar sua experiência e sabedoria”.

Sobre a idolatria ao dinheiro e a sua manipulação pela imprensa, ele foi na mosca!!!! “Milhares de crianças morrem de fome e isso não é notícia. Se a bolsa cair 2 ou 3 pontos, tratam como uma catástrofe mundial”.

Também gostei da imagem que ele criou: sem jovem e sem idosos o mundo cai. Que os jovem precisam ser escutados e que os idosos precisam passar a sabedoria deles. E sobre os protestos dos jovens, no Brasil: “Não tenho conhecimento dos motivos pelos quais protestam os jovens daqui. mas, jovem que não protesta não me agrada”.

Outra boa foi a questão de a Igreja Católica estar perdendo fiéis. “Uma mãe tem que cuidar, alimentar e amar os seus filhos. A Igreja precisa ser mãe. E falar diretamente com os seus filhos. Ela não pode se descuidar do filho e falar com ele por documentos. Seria como uma mãe falar com seu filho apenas por carta”. Bingo!

Outra ótima: “Não tenho medo. A hora que tiver que me acontecer alguma acontecerá. Como eu vinha ver um povo que amo e andar com vidros levantados? Não existe comunicação pela metade. É tudo ou nada. Ou se fala tudo ou não se fala nada”.

Outra: independentemente de igreja ou de religião, todos os lideres religiosos devem lutar contra a fome e o analfabetismo das crianças. Nesse ponto, um diferencial do Papa, que é o respeito pela outras religiões. Que sirva de lição a alguns dos nossos pastores e a certos manifestantes que misturam protesto com insanidade mental.

E, para não dizer que gostei de tudo, senti falta de uma pergunta sobre direitos humanos e sobre a ditadura argentina. Poxa, estava ali, a bola batendo e pedindo pra ser chutada. Não era para o repórter ter perdido esta oportunidade. Eu tenho impressão de que ele falaria na boa.

Mas, claro, foi um feito histórico e jornalístico. Veja a entrevista

 

Papa criticou “a cultura de rejeição” dos idosos

Papa embarcou na manhã desta segunda-feira para a viagem ao Brasilfoto GIAMPIERO SPOSITO/REUTERS
Papa embarcou na manhã desta segunda-feira para a viagem ao Brasil. Foto GIAMPIERO SPOSITO/REUTERS

O papa Francisco, que se encontra, esta segunda-feira, em viagem para o Brasil, insistiu “no risco” de ver toda uma geração de jovens sem trabalho, ao mesmo tempo que criticou “a cultura de rejeição” dos idosos.

“A crise mundial nada fez pelos jovens. Corremos o risco de ter uma geração sem trabalho, e do trabalho provém a dignidade da pessoa”, sublinhou o primeiro papa sul-americano da história, perante os jornalistas que o acompanham no avião com destino ao Rio de Janeiro.

Francisco, que prega desde que foi eleito uma “Igreja pobre para os pobres”, vai chegar a um país onde os jovens realizaram manifestações em massa, em junho, por vezes violentas, contra a incompetência dos serviços públicos e a corrupção.

“O objetivo da minha viagem é encorajar os jovens a viverem inseridos no tecido social com as pessoas de idade”, acrescentou o papa argentino, numa crítica à “cultura de rejeição dos idosos, que transmitem a sabedoria da vida”.

Para o papa, de 76 anos, os jovens “são o futuro dos povos, mas não apenas eles”.

“No outro extremo da vida, as pessoas idosas têm a sabedoria da vida, da história, da pátria e da família, de que precisamos”, sublinhou.

Antes desta intervenção, o papa cumprimentou cada um dos 70 jornalistas a bordo do avião, afirmando não gostar de dar entrevistas. E antes da partida, Jorge Bergoglio garantiu que não faria qualquer declaração no avião, mas acabou por pedir “a colaboração” dos jornalistas na defesa “dos jovens e dos idosos”.

Esta é a primeira viagem ao estrangeiro do jesuíta argentino que em março sucedeu a Bento XVI na chefia da Igreja católica, também em crise, minada sobretudo por escândalos de pedofilia.

“Chego ao Brasil dentro de algumas horas e o meu coração está cheio de alegria porque em breve estarei junto de vós” para celebrar a 28.ª edição das Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ), disse o papa numa mensagem divulgada na rede social Twitter, logo após a partida.

Cerca de 1,5 milhões de peregrinos de todo o mundo são esperados nesta ocasião, no Brasil, o maior país católico do mundo.

O papa deve chegar às 16 horas (20 horas em Lisboa), ao aeroporto internacional do Rio, onde será recebido pela presidente brasileira, Dilma Rousseff.

Francisco, que renunciou ao ‘papamóvel’ blindado, vai saudar a multidão no centro do Rio, a bordo de um jipe descoberto.

Durante a estada, o papa vai visitar uma favela e uma unidade hospitalar para toxicodependentes de ‘crack’, tendo ainda previsto encontros com detidos.

Movimentos de ateus e militantes de ‘Anonymous’ Rio convocaram manifestações para protestar, desde a chegada do papa, contra as despesas públicas (mais de 30 milhões de euros) criadas pelas JMJ.

O movimento ‘Anonymous’ convocou uma segunda manifestação para sexta-feira, na praia de Copacabana, no percurso do calvário das JMJ.

“Não é contra a Igreja católica. É mais um grito contra a corrupção e por serviços públicos dignos”, explicou o grupo na página da rede social Facebook.

As autoridades brasileiras destacaram 30.000 polícias e militares para garantir a segurança do papa e das JMJ, na “maior operação de segurança da história do Rio” de Janeiro, de acordo com a agência noticiosa francesa AFP.

(Jornal de Notícias/ Portugal)

VANDALISMO DE VERDADE

por Vittorio Medioli

 

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Vandalismo, dizem os vândalos e os despolitizados, é deixar milhões de brasileiros correndo desesperadamente de um posto de saúde a outro sem encontrar atendimento, hospitais lotados em seus corredores, com falta de médicos, leitos e material.

Vandalismo entre esses arruaceiros é considerado deixar um idoso sentado numa cadeira escancarada por 24 horas tomando soro até ruir aos pés dos filhos que choram, apenas choram. Deixar um enfartado morrendo numa maca suja; “internar” pacientes em colchonete estendidos no chão, sem fraldas, lençóis; aguardar 15 dias para recompor uma fratura exposta que leva a amputação. Não ter fio cirúrgico e álcool, remédios e o básico.

Outro vandalismo que as ruas comentam é não ter creches para crianças que vivem em ambientes insalubres e imundos; vandalismo de Estado é prometer 6.300 creches em quatro anos e depois de 30 meses ter apenas um número insignificante e, portanto, não informado. Barbaridade é ter 39 ministérios inúteis e criar mais um para abrigar Afif Domingos, um dublê de empresário, mas assim mesmo merecer seu kit de jato-executivo, cartão corporativo, residência oficial e um sem números de assessores e serviçais. (Continua)

 

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Os católicos rezam pelos sem terra, sem teto, os presos, os emigrantes, os desempregados, os anciãos?

Recentemente disse o Papa: “Meus pensamentos estão no sofrimento de mulheres, homens e também crianças que são exploradas pelas máfias que fazem deles escravos, por meio da prostituição, por meio de muitas pressões sociais”.

Os sermões do Papa vêem sendo censurados no Brasil.

Francisco pidió hoy a los fieles de todo el mundo que recen “sobre todo por los desempleados, los ancianos, los sin techo, los presos y aquellos que deben experimentan la emigración”.

Estas son las intenciones que el papa argentino Jorge Bergoglio desea que se tengan presentes durante la adoración eucarística que se realizará en la Basílica de San Pedro el próximo domingo 2 con motivo del Año de la Fe, informó hoy el Vaticano en un comunicado que reproduce la agencia EFE.

Durante la adoración eucarística todas las catedrales del mundo estarán sincronizadas con la hora de Roma y en comunión con el papa Francisco durante un momento que el propio Vaticano describió de “histórico”.

Francisco desea que en las oraciones de ese día se tenga también presente a aquellos que sufren “la nueva esclavitud y son víctimas de la guerra, de la trata de personas, del narcotráfico y del trabajo esclavo”, así como por los “niños y mujeres que sufren distintas formas de violencia”.

El pontífice aseguró que las plegarias de la Iglesia constituyen su gesto de “cercanía, de confort y de apoyo a la esperanza”.

En tanto, el Vaticano anunció la realización del encuentro “Evangelium Vitae”, en relación al trabajo que la Iglesia viene desarrollando sobre la promoción, respeto y defensa de la dignidad de la vida humana.

El sábado 15 de junio se celebrará una procesión silenciosa en la vía de la Conciliazione para llamar la atención sobre la “importancia de la vida humana y su valor intangible”, en tanto que el domingo 16 Francisco presidirá una misa y dirigirá un mensaje.

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Pobre vida de brasileiro pobre
Pobre vida de brasileiro pobre