Universitárias da tradicional família mineira: “Caloura com cara de puta”

Estupro e homofobia na Federal de Juiz de Fora

Circula na lista da Associação Nacional dos Programas de Pós-graduação em Comunicação (Compós) uma notícia de causar asco: uma moça de 17 anos fora estuprada em uma festa do Instituto de Artes e Design da Universidade Federal do Juiz de Fora (UFJF).

Obrigados pelo próprio Diretório Acadêmico que, pasmem leitores e leitoras, se chama Vladimir Herzog, estudantes da Faculdade de Comunicação daquela Instituição aplicaram o seguinte trote: andar com cartazes com os seguintes dizeres: “Caloura com cara de sapatão”, “Caloura com cara de puta”.

Esse tipo de trote, espantosamente praticado por estudantes de Comunicação, incitou uma onda de conservadorismo, machismo e homofobia que culminou com o estupro da estudante.

Como tem sido regra em quase todas as universidades federais, ninguém quer apurar nada e muito menos assumir a violência. A direção da UFJF lavou as mãos alegando que o fato ocorreu “fora dos muros da UFJF”. O fato fez com que o Departamento de Jornalismo da Facom/UFJF uma Nota de Repúdio contra todas as formas de discriminação. Um absurdo não apenas o estupro da estudante mas a violência psicológica praticada contra e pelos calouros. Meu repúdio e minha solidariedade aos atingidos. De longe, sinto-me, também violentado por cartazes tão imbecis. Por Gilson Monteiro

Calouro passa mal em trote depois de beber cachaça

Calouro obrigado a vestir trajes de menina e beber uma garrafa de cachaça. Tem apenas 17 anos
Calouro obrigado a vestir trajes de menina e beber uma garrafa de cachaça. Tem apenas 17 anos

Um calouro que foi forçado a beber ficou desmaiado na calçada e teve de ser socorrido pelos bombeiros depois do trote que recebeu ao entrar em uma faculdade de Juiz de Fora. Veteranos disseram que ele virou uma garrafa de pinga e que ele não estava mal ao final da “brincadeira”.

Ele foi socorrido pelo Bombeiros e encaminhado ao hospital. Assista ao flagrante. Clique aqui

Galeria de fotos

Como evitar que um candidato a serial killer comece as execuções

A Polícia Federal (PF) prendeu nesta quinta-feira (22/3) dois homens que planejavam um ataque a estudantes de ciências sociais da Universidade de Brasília (UnB). Por meio de um site, dois cabeças de búfalo doido, o ex-estudante da UnB Marcelo Valle Silveira Mello e o especialista em informática Emerson Eduardo Rodrigues postaram mensagens combinando o massacre.

Ontem, durante buscas realizadas em Brasília e em Curitiba, os policiais encontraram um mapa apontando uma casa de festas frequentada pelos universitários no Lago Sul. Local onde, segundo a PF, poderia ocorrer a tragédia. A página da internet também incitava a violência contra negros, homossexuais, mulheres, nordestinos e judeus, além pregar o abuso sexual contra menores.

Como evitar a ação de um serial killer, um outro Merah? – indaga Le Progrés.

O Brasil demonstrou como: a ação preventiva da Polícia Federal e uma Justiça rápida.

Facilitou que eles tivessem um site (sítio). Daí a importância da internet livre. Mais de 70 mil internautas denunciaram o Marcelo e o Emerson. E a PF, inclusive, ficou sabendo quais pessoas interagiam com os dois criminosos.

Serviços de informação dizem que era impossível identificar Merah mais cedo

“Nós questionamo-nos forçosamente: poderíamos ter agido de outra forma? Deixámos escapar qualquer coisa? Fomos suficientemente rápidos? Mas era impossível saber no domingo à noite ‘é o Merah, temos de ir buscá-lo'”, disse Bernard Squarcini, chefe da Direção Central das Informações Internas, a agência de contraespionagem de França.

Mohamed Merah, um francês de origem argelina de 23 anos, “não tinha aliás planeado atacar a escola judaica na segunda-feira de manhã”, disse Bernard Squarcini, referindo-se ao ataque em que Merah abateu a tiro três crianças e um professor, dias depois de dois ataques em que matou três militares.

“Segundo as declarações que fez durante o cerco, ele pretendia matar mais um militar, mas chegou demasiado tarde. E, como conhecia bem o bairro, improvisou e atacou a escola“, disse ao jornal “Le Monde”.

Um francês com o mesmo nome de Mohamed Merah, e a mesma idade, tinha um site, e tem sido alvo de ataques verbais. Mais que ele explique que se trata de um homônimo. E que não conhece o Mohamed serial killer.

PF prende em Curitiba dois cabeças de búfalo doido, canditatos a serial killer

A Polícia Federal (PF) prendeu, na manhã desta quinta-feira, Emerson Eduardo Rodrigues e Marcelo Valle Silveira Mello, suspeitos de postarem num site mensagens de apologia a crimes de violência contra mulheres, negros, homossexuais, nordestinos e judeus, além de incitações a abuso sexual contra crianças.

A dupla nazi-fascista, que postava na internet mensagens de conteúdo discriminatório havia pelo menos dois meses, foi localizada num hotel no centro de Curitiba durante a Operação Intolerância. De acordo com o delegado Flúvio Cardinelli, eles disseram ainda pertencer a uma seita que prega o extermínio de quem “não é fiel à causa”.

As investigações foram conduzidas pelo Núcleo de Repressão aos Crimes Cibernéticos, unidade especializada da Polícia Federal.

A Polícia Federal (PF) acredita que Emerson Eduardo Rodrigues e Marcelo Valle Silveira Mello estavam planejando um atentado contra um grupo de estudantes da Universidade de Brasília (UnB).

Policiais encontraram na casa de um deles um mapa que seria de uma casa frequentada pelos universitários em eventos sociais. Além disso, os dois teriam dito ao delegado Flúvio Cardinelli que tinham a intenção de cometer o crime.

Na página da internet mantida por eles, no post “Estudantes de Ciências Sociais da UnB, estamos a caminho”, são encontradas frases que demonstram a intenção de matar os estudantes. “A cada dia que se passa fico mais ansioso, conto as balas, sonho com os gritos de vagabundas e esquerdistas chorando, implorando para viver. Vejo o sangue para tudo quanto é lado, manchando uma camiseta com o logotipo do PSOL/PSTU”.

De acordo com a decisão judicial que decretou a prisão preventiva dos criminosos há “elementos concretos colhidos na investigação demonstram que a manutenção dos investigados em liberdade é atentatória à ordem pública. A conduta atribuída aos investigados é grave, na medida em que estimula o ódio à minorias e à violência a grupos minoritários, através de meios de comunicação facilmente acessíveis a toda a comunidade. Ressalto que o conteúdo das ideias difundidas no site é extremamente violento. Não se trata de manifestação de desapreço ou de desprezo a determinadas categorias de pessoas (o que já não seria aceitável), mas de pregar a tortura e o extermínio de tais grupos, de forma cruel, o que se afigura absolutamente inaceitável”.

Rodrigues seria o responsável, de acordo com a Polícia Federal, pelo domínio silviokoerich.org. No espaço, ele postava fotos de mulheres ensanguentadas, dizendo que elas mereciam morrer por manterem relações com homens negros. Usando o apelido “Búfalo Viril”, o suspeito também chegou a postar uma mensagem de apoio ao homem de 22 anos que quebrou o braço de uma moça de 19 anos, em Natal, após ela ter se recusado a beijá-lo.

Após o massacre de Realengo, que deixou 12 crianças mortas no ano passado, o site trouxe uma mensagem afirmando que o “búfalo estava rindo” do acontecimento.

Em outro conteúdo, o “búfalo viril” trazia comentários sobre a “impossibilidade” da Polícia Federal em localizá-lo, por ter seu site hospedado em um provedor fora do Brasil.

USP. Grávida entre 12 estudantes presos no domingo de Carnaval

A polícia de Alckmin continua a prender estudantes. O diabo que tudo é conforme a lei.

por Alceu Luís Castilho, do Blog Outro Brasil

Uma estudante grávida está entre as seis mulheres e seis homens presos na manhã deste domingo, na Cidade Universitária, durante reintegração de posse de parte do bloco G, no Conjunto Residencial da USP (Crusp). O prédio estava ocupado pelos alunos desde maio de 2010.

A estudante de cursinho vestibular está no quinto mês de gravidez. Ela já tinha sido retirada durante o despejo de ocupantes do antigo espaço do DCE-Livre, em janeiro. Na época os estudantes divulgaram uma foto de um portão sobre seus ombros. Ela foi levada carregada – em uma cadeira, por quatro policiais- para o ônibus.

O major Marcel Lacerda Soffner, porta-voz da Polícia Militar, disse inicialmente que “provavelmente” ela não era estudante da USP. Depois foi mais categórico: afirmou que ela não estuda na universidade. De fato, ela não estuda – é companheira de um ocupante da Moradia Retomada, estudante de Física.

Segundo Soffner, 3 entre os 12 estudantes detidos não são estudantes da USP. Uma jovem de 16 anos foi presa – sem que alguém percebesse que ela tinha direitos específicos. O blog também apurou que pelo menos uma das pessoas presas, do Sul, estava de passagem exatamente nestes dias, durante o carnaval, hospedada no apartamento do amigo – também preso.
“Antes de amanhecer o dia, em pleno domingo de carnaval, juridicamente não se pode nem final de semana, muito menos feriado”, afirmou um estudante.
Os estudantes que moram no bloco vizinho protestaram contra a reintegração e fizeram imagens do cerco da polícia.Segundo os alunos, os PMs dispararam balas de borracha que atingiram os vidros da cozinha do bloco F. Estudantes revidaram jogando lixo.

Adolescente de 16 anos estava entre doze presos na USP

A Polícia Militar não percebeu. Conselheiro Tutelar, não havia – apesar de determinação da juíza nesse sentido. A Polícia Civil também não percebeu, inicialmente. Depois, deixou-a numa cela comum por mais de três horas. Mas uma entre os 12 presos na Cidade Universitária, na manhã deste domingo, tem apenas 16 anos.

Seus direitos, previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente, foram ignorados sucessivas vezes, durante reintegração de posse no bloco G do Conjunto Residencial da USP.

O blog Outro Brasil conversou na tarde deste domingo, com exclusividade, com a estudante, moradora de Nova Odessa. Durante uma hora de entrevista ela se mostrou calma, sem se considerar assustada. (O ECA não permite a divulgação de seu nome, nem das iniciais.)

A jovem chegou ontem à tarde em São Paulo, com uma amiga, maior de idade, que veio declarar interesse na espera da quarta chamada da Fuvest. Passou somente uma noite na Moradia Retomada, em um quarto – a amiga havia saído quando os policias chegaram. Acordou por volta das 6 horas, com barulho de rojão – utilizado pela Polícia Militar como sinalização, durante a desocupação – e, da janela, logo viu a Tropa de Choque.

Dois ou três minutos depois, enquanto ainda arrumava suas coisas, um policial (e não um oficial de justiça) da Tropa de Choque entrou no quarto e perguntou se ela era moradora. Ela respondeu que não. Foi informada que era para descer, que seria liberada. Mas foi encaminhada para uma sala, junto com os demais 11 ocupantes do bloco. Lá, todos forneceram o RG. Nenhum policial e nenhum assistente social – entre os destacados pela USP para acompanhar o caso viu que ela nasceu em setembro de 1995.

O mandado judicial previa a presença de um Conselheiro Tutelar. Mas não havia. “Deverá a Universidade de São Paulo providenciar a presença de integrante do Conselho Tutelar para acompanhar a diligência da remoção coercitiva”, escreveu a juíza Ana Paula Sampaio de Queiroz Bandeira Lins encaminhado para oficiais de justiça e para o comando da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

Da sala, em vez de serem liberados, como fora sinalizado, todos seguiram para um ônibus. De lá, para o 14º Distrito Policial, em Pinheiros. Lá, foi encaminhada para uma cela comum, junto com os demais. Foi quando ela falou para uma carcereira, antes de ser revistada, que era menor de idade. A resposta foi que ela não poderia ficar na mesma cela – mas ficaria em outra, separada. E lá ficou, por mais de três horas.

– Era muito suja. Tinha cerca de 2 metros por 1 metro e pouco. Estava inteira escrita. A privada era muito nojenta, tinha merda ali. Na parede algo que me pareceu ser sangue.Recebeu um pão com refrigerante, sem queijo – ela é vegan. Provavelmente enviado pelas pessoas que, do lado de fora da delegacia, esperavam os doze presos.Por volta de 12h30 ela foi falar com o delegado. Não lembra o nome dele. O delegado de plantão, Noel Rodrigues, não quis dar entrevista, nem de manhã, ainda na Cidade Universitária, nem à tarde. Respondeu a uma bateria de perguntas – sem a presença de assistente social, Conselheiro Tutelar, alguém que defendesse especificamente direitos de uma adolescente. Apenas a advogada dos estudantes da USP – ligada à Conlutas.
Entre as perguntas, quem ela conhecia entre os estudantes, por que estava ali. Uma das afirmações, conta ela, era na linha “jogar verde para colher maduro”:– Fiquei sabendo que um deles é namoradinho seu – disse o delegado.

Ela negou prontamente. Eram 12h40 quando deixou a delegacia. A advogada responsabilizou-se por sua saída.

BALANÇO DO DIA

Acima, o relato. Mas o que a estudante achou de tudo o que vivenciou? Primeiro, ela diz que deveriam ter percebido logo que ela tem 16 anos:

– Eu não deveria ter ficado na cela, é muito ridículo. E estranho. Ficaram com o documento desde quando estávamos na sala, tiraram xerox, fizeram não sei o quê, e não perceberam que eu era menor?

Ela considera que, a partir do momento em que foi falar com o delegado, sentiu que queriam se livrar logo dela. O caso quase não foi mencionado pela grande imprensa – apenas uma rápida menção no portal G1, sem detalhes.

A estudante não conseguiu ver as identificações dos policiais. “O que entrou no meu quarto estava com aquele negócio pendurado, não deu para ver o nome”. Ela observa que havia três pessoas gravando ou tirando fotos – mas não o oficial de justiça, um conselheiro tutelar ou assistente social.

Sobre a reintegração de posse, a estudante diz que não era necessário nada daquilo.

– O pessoal precisa morar em algum lugar, eles não têm condição, não têm para onde ir. Totalmente desnecessário ter 150, 200 policiais. Tem outras coisas que eles poderiam fazer.

“Informes” levaram juíza a decidir pela desocupação no feriado

A juíza Ana Paula Sampaio de Queiroz Bandeira Lins escreve, no mandado de reintegração de posse datado do dia 17 de fevereiro, que “novos informes” motivaram o prosseguimento da reintegração de posse na Moradia Retomada, no bloco G do Conjunto Residencial da USP, neste domingo de carnaval.

Há alguns dias, estudantes montaram barricadas para impedir a reintegração. Mas a reitoria informou que ela não estava prevista. E, de fato, uma consulta ao processo mostrava que não havia ainda mandado judicial – expedido na sexta-feira por Ana Paula.

Uma cópia do documento foi entregue pelo porta-voz da PM aos jornalistas. Ele mostra que a juíza mantinha-se informada sobre o que acontecia no Crusp, e que o esvaziamento durante o carnaval foi motivo para a reintegração de posse.

Veja o principal trecho do mandado:

“Novos informes referentes à ocupação da área em que anteriormente estava estabelecida a Coordenadoria de Assistência Social da USP (Bloco G do Crusp) chegaram a essa unidade.
Segundo as notícias ora veiculadas, a situação começou a se acalmar, tendo sido retirados os obstáculos anteriormente utilizados como barreiras de acesso ao interior do imóvel.
Esse novo panorama está a sugerir a possibilidade de prosseguimento da diligência de reintegração sem maiores riscos à incolumidade dos ocupantes da área em litígio, dos agentes do Poder Público envolvidos na operação e de todos os estudantes, professores e funcionários da Universidade.
Determino, pois, sejam designados Oficiais de Justiça dessa unidade para cumprimento da ordem reintegratória”.

Em seguida a juíza determina à USP que providencie os meios necessários para embalar os pertences dos ocupantes. Discorre sobre o destino dos móveis, cabendo também à universidade disponibilizar caminhões e carregadores “de forma célere”.

Ana Paula determina a presença de assistente social da própria USP – que, segundo alguns estudantes, foi hostilizado ao chegar ao local. Ela também diz que poderiam existir menores no local, e que por isso a USP deveria providenciar a presença de integrante do Conselho Tutelar para acompanhar a “remoção coercitiva”.

“No cumprimento do ato, ficam autorizados, se necessário, o arrombamento e o reforço policial, observada, em sua utilização, a máxima cautela”, escreve a juíza. “A ordem de arrombamento estende-se a todos os acessos internos ou externos existentes na área ocupada, bem como compartimentos trancados do mobiliário ali existente”.O estudante William Santana Santos, porta-voz dos moradores do Crusp, disse que os professores Jorge Souto Maior, da Faculdade de Direito da USP, e Luiz Renato Martins, da Escola de Comunicações e Artes (ECA), fizeram um inventário da Moradia Retomada, para mostrar que ela era, de fato, utilizada para moradia.

Abuso sexual: aluna da USP é estuprada por PM. Veja vídeo. Aconteceu o mesmo em Pinheirinho. Até quando tais barbaridades continuarão a acontecer. Sempre. Sempre. São crimes que ficam impunes.

Leia Rodas e a USP dos nossos piores pesadelos. Por Rogério Beier

Quando Rodas na Rota tudo pode acontecer: tortura, estupro, morte


Parir na ESMA, num quartel da ditadura militar da Argentina. Monstruoso roubo de renascidos

Zoofilia. Deusa Europa que teve um caso com Zeus, transformado em um touro branco
Zoofilia. Deusa Europa que teve um caso com Zeus, transformado em um touro branco

Conheça o relato de 15 partos. Veja como uma ditadura militar pode atingir o mais alto nível de monstruosidade. A barbaridade da civilização ocidental. Que pariu monstros que governaram os impérios romanos e inglês. A Europa de Nero, Napoleão, Stalin, Hitler, Mussolini, Franco. Uma Europa que serve de modelo para os atuais governos dos países da África e das Américas. Uma Europa dos genocídios, dos holocaustos. Que exterminou milhões e milhões de índios durante cinco séculos. E negros. Que continua, inclusive na própria Europa, suas guerras racistas, religiosas, colonialistas.

Las 15 historias

Por Alejandra Dandan
1 Pichona, María del Carmen Poblete

“Pidió que la acompañara en el momento del parto, para no estar al lado de los asesinos. El ruido de las cadenas eran terribles en el momento que se sentían al mismo tiempo los gritos del bebé que nacía. Tuvo una hija mujer, en junio de 1977”. Siguen desaparecidas.

2 Ana Rubel de Castro

“Fue terrible, había sido torturada salvajemente, había sido secuestrada con su marido, era (prisionera) del Ejército, creo, pero la trajeron a la ESMA y estaba embarazada de dos meses. La torturaron hasta dejarle agujeros en los pechos. El hijo nació sietemesino: tenía dos kilos, era varón y dos días después ella gritaba, preguntaba, quería saber y trajeron una incubadora para la criatura, pusieron el chiquito y ella me pedía por favor que mirara si tenía todos los dedos, si los piecitos, si tenía alguna característica particular, y dos días después fueron trasladados.”
Ana y su hijo continúan desaparecidos.

3 Cori, María Hilda Pérez de Donda

“Estuve con ella porque ya estaba la pieza de las embarazadas, no sé por qué razón permitieron que yo pudiera quedarme con ellas ahí, así que tuve mucho contacto. Cori tuvo una nena, quería que se llamara Victoria. Fue secuestrada con su marido por la Aeronáutica y a ella la trajeron sola para dar a luz. Le hizo unos agujeritos en la oreja cuando nació la niña con unas cintitas azules que pudimos conseguir y una aguja al rojo vivo, una aguja de coser que había en la pieza de las embarazadas. Le hicieron escribir una carta diciendo que atendieran a la nena, que ella no podía ocuparse, esas fueron las primeras cartas.”
Cori sigue desaparecida. Su hija fue recuperada, es Victoria Donda.

4 Tita, Iris García

“Antes de ellas estuvo Tita, pero no conozco demasiado. Venía de Coordinación Federal, la vi en Capucha porque no había condiciones especiales para las embarazadas hasta que las pasaron a la pieza de las embarazadas, en la que Tita no estuvo. Creo no haber participado del parto. La dejaban caminar y tenía los pies hinchados. El nombre de Tita no lo recuerdo, pero una vez que tuvo familia creo que varón, la trasladaron inmediatamente. Y no vi la criatura porque no existía la pieza.”
Tita y su hijo continúan desaparecidos.

5 Mirta Alonso de Hueravillo

“Tuvo un hijo varón, yo tampoco estuve en el parto, fue otra compañera. Le puso el nombre Lautaro. La familia sabía que se iba a llamar Lautaro. Cuando se abrió la Pecera, donde se veían los diarios del mundo, en uno de los artículos había algo escrito en holandés, idioma que yo no conocía para nada. Yo decía que podía traducir todas las lenguas, pero no era verdad porque conocía pequeñas cosas, palabras que me daban a entender, como por ejemplo si el artículo decía que Argentina era un país contra los derechos humanos o si eran positivos los artículos por el Mundial. En este caso, lo único que pude ver fue una foto de una Casa Cuna, que habían encontrado a un chico que lo dejaron en la puerta y que tenía puesto algo que decía Lautaro. En el caso de Mirta, el niño era de rasgos indígenas porque ellos eran de Chile y eran de origen indígena. Se decía que los militares no los querían así, es una de las cosas que nosotros pensamos, que es uno de los chicos que entregan por esta razón.”
Lautaro fue recuperado por sus abuelos.

6 Susana Beatriz Pegoraro

“Fue secuestrada el 8 de julio del ’77 en la estación de Constitución. Sus padres la estaban esperando, ella venía de Mar del Plata y estaba embarazada y la secuestraron, y los trajeron al padre y a ella a la ESMA. Le dijeron que al padre lo iban a liberar, cosa que aparentemente quisieron hacer, pero al padre le dijeron: ‘Te dejamos acá, pero no tenés que dar vuelta la cabeza’. Y él dio vuelta la cabeza para ver la chapa. Lo volvieron a traer a la ESMA y luego nunca reapareció. A partir de ahí, a ella la llevaron a Mar del Plata a la Base de Buzos Tácticos, cuando la trajeron de nuevo fue una cosa, era otra persona la que habían traído: no hablaba, no se reía, no lloraba, estaba alterada totalmente por lo que había vivido en la base. Muy poquitos días antes la trajeron, pero en mi recuerdo es fines de septiembre. Estuve en el parto, y la dejaron unos diez días más o menos. Era la época en la que la pieza de las embarazadas se abrió. Venía Febres pocos días antes de que la embarazada tuviera familia y traía un lujoso moisés que nadie podía comprar. Era algo lujosísimo y se los daba diciéndoles: ‘Los vamos a llevar a los padres’ y les daba para que escribieran una carta. Yo estaba presente y tenía un papel y decía que pongan que no lo van a poder tener. Todas las cartas eran del mismo estilo, pero no llegaron nunca a las manos (de los familiares). Ella puso el nombre de su madre.”
En el parto estuvo Magnacco y Capdevilla. La hija de Susana Beatriz es Evelin Bauer Pegoraro, apropiada por Policarpo Vázquez, retirado de la Marina de Mar del Plata.

7 María José Rapela de Mangone

“Fue secuestrada junto con su marido porque guardaban los muebles en su casa de algún militante amigo. Su marido fue trasladado rápidamente y a ella la trajeron a la pieza. Venía siempre Magnacco a verla, venía a ver a todas la embarazadas. María José se había dado cuenta ya de que la criatura no se movía, pero no quiso decir nada porque dependía su vida del hecho de estar en esa habitación, tenía miedo de qué era lo que podía pasar. En diciembre el doctor Magnacco vio que el bebé no se movía, dijo: ‘Está muerto, hay que hacer un aborto’. Hizo el aborto e inmediatamente fue trasladada.”
María José permanece de- saparecida.

8 Graciela “Raquel” Tauro de Rochistein

“La habían traído de la Aeronáutica justo para dar a luz. Me acuerdo de ella, estuve en el parto también. Siempre era Magnacco que estaba en esos partos. Fue un varón. Ella debe haber estado dos o tres días o cuatro como máximo en la pieza, porque en la pieza en general cuando las traían para dar a luz sólo había lugar para cuatro, así que cada vez que daban a luz dejaban el lugar a otra embarazada. A ella la dejaron con la criatura unos días. Trajeron también el moisés, la trasladaron sin criatura. La criatura quedó en la habitación durante un tiempo.”
Raquel está desaparecida. Su hijo es Ezequiel Rochistein, restituido. Fue apropiado por Juan Carlos Vásquez Sarmiento, de la Fuerza Aérea, prófugo.

9 Cecilia Viñas

“Venía de Buzos Tácticos de Mar del Plata y dio a luz también un varón y durante mucho tiempo venían a visitarla a la pieza de las embarazadas los altos jefes. Vañek, de la Marina, venían Chamorro y (Jorge) Vildoza. Eran visitas permanentes. Dio a luz alrededor de octubre de 1977. También estuvo Magnacco.”
Su hijo se llama Javier, fue apropiado por Jorge Vildoza, jefe del Grupo 3.3.2. de la ESMA, prófugo de la Justicia.

10 Susana Siver de Reinhold

“Era (prisionera) del Servicio de Informaciones Naval, estaba con su marido. Tuvo familia en enero del ’78 pero estuvo desde octubre o noviembre en la pieza de las embarazadas. No fue un parto normal. No estaba Magnacco, estaba Scheller y llamó al Hospital Naval para que viniera un ginecólogo, y yo lo vi y supe que era el jefe de Ginecología del Hospital, no sé su nombre. Puedo describirlo si es necesario, lo recuerdo perfectamente y dijo que había que llevarla al hospital directamente para que diera a luz, para hacerle una cesárea. Tuvo una cesárea y casi dormida la trajeron de vuelta a la ESMA. Es una de las que firma una de las tarjetas que me hicieron las embarazadas cerca de la Navidad: es como un osito en cartulina y uno abría la tarjeta y abría los brazos y decía ‘te queremos mucho, tus hijas’. Firmaban Liliana Pereyra, Pati Marcuzzo, María José y Susana.”
Su hija Laura es la última nieta recuperada, nació por cesárea en el Hospital Naval.

11-12 Liliana Pereyra y Patricia Marcuzzo

“Venían de Buzos Tácticos, las trajeron juntas. Deben haber estado en septiembre-octubre (de 1977). Liliana dio a luz un varón en febrero de 1978. Pati alrededor del 15 o 18 de abril de 1978. Las dos dieron a luz un hijo varón. Lilana me contó que habían torturado a su marido delante de ella para que ella hablara y cuando ya estaba en la ESMA, los de Buzos Tácticos venían a interrogarla y ella volvía desesperada cada vez. Se ensañaron bastante con ella. Fue trasladada. Luego supe que dijeron que hubo un enfrentamiento con subversivos y apareció fusilado el cadáver.”
Liliana y Patricia están desaparecidas. El hijo de Liliana es Federico Cagnola Pereyra, apropiado por civiles, y el de Patricia es Sebastián Rosenfeld, que fue devuelto a su familia.

13 Alicia Alfonsín de Cabandié

“Alicia era muy jovencita, tenía 17 o 18 años. La trajeron del Banco con los cabellos rapados, era alguien que tenía cabellos muy largos y la raparon, dijeron que era una cuestión de infecciones. Llegó antes de Año Nuevo y dio a luz un varón en marzo con el nombre Juan. Estuvo Magnacco, siempre fue Magnacco. A ella, cuando estuvo en el Banco, un coronel le había dicho que a su marido lo habían trasladado a un lugar del sur y que cuando ella tuviera a su bebé la iban a llevar junto con el bebé y que ahí iban a cambiar las ideas, que iban a cumplir una pena, que era un lugar abierto. A ella la vino a ver Minicucci.”
Alicia está desaparecida, su hijo es Juan Cabandié, apropiado por Luis Antonio Falco, de la Policía Federal.

14 Cristina Greco
“La trajeron de Mar del Plata justo antes de dar a luz. Tuvo una hija en marzo. Estaba desesperada porque ya había estado secuestrada por la ESMA hacía mucho, no sé si en el ‘76, la dejaron en libertad y la reconoció después Pedro Bolita. Había sido secuestrada con su marido, tuvo una hija y la tuvo poquitos días: fue trasladada inmediatamente. Nunca supe más. Después supe que la hija apareció con los abuelos y fue un momento muy particular en la ESMA porque cerraban la pieza (ver nota central).”
Cristina continúa desaparecida.

15 Patricia Roisinblit

“Dio a luz un varón, una cosa conmovedora, como Patricia había estudiado medicina idió que no le corten el cordón umbilical y se lo pongan sobre el pecho y decía: ‘No me lo saquen, no me lo saquen’”.
Rodoflo Pérez Roisinblit recuperó su identidad. Fue apropiado por Francisco Gómez, agente civil de la Fuerza Aérea. Patricia sigue desaparecida.

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O SEQUESTRO DOS INOCENTES

por Talis Andrade

Os oficiais de defunto
dos países do Cone Sul
desatam noivos e noivas
Retiram do sagrado fogo
dos lares as grávidas
do primeiro filho
para um secreto parto
na solidão do cárcere

Desumana trama
a prisão das jovens estudantes
escolhidas porque brancas e lindas
o corpo sadio
escolhidas por ser inteligentes
e acalentar uma semente
germinada em uma noite
o corpo pelo amor
iluminado

Desumana trama
da guarda herodiana
o sequestro dos primogênitos
adotados
por horrendas damas
estéreis a alma
estéreis o corpo

Que toda mulher
na dor do parto
relembre as jovens
assassinadas
o pacto de morte
o pacto de silêncio
do rapto dos inocentes

Relembre as jovens
covarde e cruelmente assassinadas
para que jamais possam
reivindicar a flor
que lhes arrancaram do ventre


Ilustração: Escuela de Mecánica de la Armada – ESMA,
a maternidade da ditadura Argentina, para o roubo dos nenens
Foto: Télam

Banqueiro pode estuprar

Os jornais brasileiros passaram a acusar Nafisatou Diallo. Que foi vítima de assédio sexual do presidente do FMI, o poderoso Dominique Strass-Kahn.

Jornalistas desonestos informaram que DSK fez sexo consentido. Outros informaram que Nafisatou recebeu dinheiro. A pobre camareira, negra, emigrante, passou de vítima à prostituta.

Conheça a defesa desta mulher, perseguida pelos governos da França e dos Estados Unidos.

O assédio moral da polícia dos banqueiros sinaliza que o poder do dinheiro fala mais alto no mundo capitalista.

Dos Dominiques o direito de estuprar. Para a psicologia criminal, todo estuprador um psicopata, capaz inclusive de matar.

O jornal El Mundo, Madri, publica hoje:

“Mi familia y yo estamos pasando por mucho”. Visiblemente nerviosa y emocionada, aunque guardando la entereza, Nafissatou Diallo ha hecho este jueves su primera comparecencia pública desde que denunciara el masado mayo a Dominique Strauss-Kahn (DSK), a quien acusa de agresión sexual e intento de violación. En su aparición ante las cámaras, Diallo defendió su reputación y aseguró que muchas de las cosas que se han dicho sobre ella “no son verdad”.

“Mucha gente me ha llamado muchas cosas, cosas malas. Por eso estoy aquí, para decir a la gente que muchas cosas que se han dicho sobre mí no son verdad”, afirmó Diallo, de 32 años, cuya credibilidad ha sido cuestionada en las últimas semanas. Además, ha demandado al New York Post por decir que se dedicaba a la prostitución.

“Estos meses pasados han sido demasiado para mí. Demasiado para mi hija [de 15 años]. Lloramos todos los días, no podemos dormir”, aseguró la camarera del Hotel Sofitel de Nueva York, que aprovechó su comparecencia para agradecer los apoyos recibidos.

“Le prometí [a mi hija] que voy a ser fuerte por ella y por todas las mujeres. Lo que me sucedió… no quiero que le suceda a ninguna mujer en el mundo. Es muy duro. Esto es demasiado para mí y mi hija”, dijo ante las cámaras que se congregaban en un centro de la comunidad cristiana situado en Canarsie, un barrio pobre de Brooklyn.

“Tomamos posición por todas las mujeres que han sido víctima de agresiones sexuales en todo el planeta”, precisó por su parte su abogado, Kenneth Thompson.

No descartan la vía civil

Tras permanecer en silencio y en el anonimato desde mediados de mayo -cuando el entonces director del FMI fue detenido en un avión que iba a despegar de Nueva York- la mujer ha concedido en los últimos días dos entrevistas para contar su versión de los hechos, en un intento de presionar a la Fiscalía para que lleven a DSK -actualmente, en libertad provisional- a juicio después del giro que ha dado el caso.

El propio letrado Thompson ha advertido este jueves que, si finalmente se retiran los cargos contra el político francés, recurrirán a la vía civil para reclamar daños y perjuicios. “Ella quiere Justicia y si los fiscales no llevan el caso ante un tribunal, hará falta que tengamos justicia y me apresuraré a presentar el caso ante un jurado”, dijo el abogado.

Este mismo miércoles, la mujer se reunió durante ocho horas con la Fiscalía de Manhattan. Durante esa reunión, escuchó con miembros de la Fiscalía la grabación de una conversación que mantuvo el día posterior a los hechos del hotel con un hombre en prisión. La conversación fue mantenida en fulani, el dialecto de Diallo, y la traducción de la misma despertó dudas sobre la credibilidad de la denunciante.

Según las primeras informaciones sobre la conversación, Diallo le decía: “No te preocupes, este tipo tiene mucho dinero. Sé lo que hago”. Sin embargo, el abogado de la denunciante ha desmentido que su cliente hablase de dinero. Según The New York Times, fue su compatriota quien sacó el tema y ella se habría negado a beneficiarse económicamente de su denuncia.