Prefeito Fernando Haddad começa o governo com o despejo dos moradores da Vila Itororó?

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Dia 10 de janeiro termina o prazo dos moradores permanecerem na Vila Itororó, localizada no centro de São Paulo, cobiçada pelos especuladores imobiliários.

A Vila foi tombada, mas parece que será destruída para satisfazer a ganância das construtoras. O povo que se dane. E governo nenhum faz nada que preste para o povo.

Uma das mais antigas vilas urbanas de São Paulo, a Vila Itororó é cenário, há vários anos, de uma batalha entre a Prefeitura, que promete transformá-la em centro cultural e gastronômico, e os moradores, que lutam para terem seus direitos reconhecidos.

A Vila foi desapropriada em 2006, pelo governo do Estado, que decidiu repassá-la à prefeitura, que diz ter planos de restaurar o local.

As primeiras famílias começaram a deixar a Vila em dezembro de 2011. De um total de 71, 64 foram reassentadas em conjuntos habitacionais na região.

Sete famílias, porém, permanecem na Vila. Segundo Antonia Souza Candido, que reside na Vila há 32 anos, esses moradores deveriam ter sido realocados para o empreendimento habitacional “Bom Retiro C”, localizado na Rua Guilherme Mawl, na região da Luz, também no centro.

Novos arranha-céus ou praça de alimentação tanto faz. O povo sempre perde em São Paulo, que disputa com o Rio de Janeiro a crueldade dos deslocamentos involuntários, neologismo para despejo coletivo tipo Chacina do Pinheirinho.

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Foto Éri Hobo
Foto Éri Hobo

 

Vila Itororó

Existe uma lenda que diz que lá ficava a residência da princesa Isábel. Lendas Urbanas. Depois dizem, casa de um costureiro português, metido a arquiteto, que ousou construir ele mesmo um castelinho exotico, mistureba de estilos. Obra esquisita mesmo pra época. Agora dizem que um mestre de obras foi o responsável por tal excentricidade. Vai saber.

No coração da cidade, esse vilarejo escondido abriga uma simpática comunidade.

Foi lá nossa última empreitada. Nova galeria a céu aberto, presente pra cidade que nos acolhe.

No bairro da Bela Vista, em São Paulo, entre as ruas Martiniano de Carvalho, Monsenhor Passalaqua, Maestro Cardim e Pedroso.

Francisco de Castro começou a ganhar dinheiro vendendo linguiça em Araçatuba, eu acho. Dai ele veio pra São Paulo, conseguiu o terreno de 5.000,00m2 e, em 1922, usando material de demolição do antigo Teatro São José, começou a construção da sua mansão – que ele chamava de “palácio dos sonhos”, pq tinha uma cúpula de cristal que servia de cobertura da garagem, e a primeira piscina particular de São Paulo (até então, piscina só em clubes… mesmo nas mansões do Jardim Europa o que existiam eram só espelhos d´água), essa piscina foi construída a partir da nascente de um riacho que cortava o terreno.
E junto com o casarão, ele contruiu mais 37 casinhas que alugava, e assim viveria com o dinheiro desses aluguéis. Desse jeito nascia a Vila Itororó.

A vila era super visionária para época: além da piscina, tinha uma sala de projeção de filmes, quase que um cinema particular, e por pouco não abrigou um cassino, que teve sua construção interrompida devido a morte de Francisco, em 1930, por tuberculose e problemas no fígado contraídos em relação à vida boêmia das festas que promovia.

Depois que ele morreu, o patrimônio foi adquirido por Leonor de Barros Camargo e depois doado a Santa Casa de Indaiatuba, que conservou e impediu a sua descaracterização, mas não o extraviu de seus bens móveis.

Dai em diante a coisa só piorou! Leia mais e conheça o autor do texto

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Foto Johnata
Foto Johnata

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