Proibição “Assassin’s Creed” e outros games violentos que teriam tranformado Marcelo Pesseghini em um matador

De acordo com o laudo psiquiátrico, recentemente Marcelo confundiu ficção com realidade e quis se tornar justiceiro. Ele criou um grupo imaginário de assassinos de aluguel e passou a usar um capuz, tudo isso inspirado no personagem de um videogame violento. Para concretizar seu sonho, no entanto, era preciso eliminar alguns “obstáculos”: seus familiares superprotetores, de acordo com o laudo.

G1 teve acesso ao perfil psicológico do adolescente feito a pedido da Polícia Civil. O documento, concluído na quarta-feira (18), tem o objetivo de saber o que levou Marcelo a usar a pistola .40 da mãe para executar os pais, que eram policiais militares, a avó materna e a tia-avó,e se matar depois.

Conforme o laudo assinado pelo psiquiatra forense Guido Palomba, Marcelo desencadeou ideias delirantes “nas quais a imaginação e a realidade se misturam morbidamente”, mesmo na adolescência. O nome disso, segundo o laudo, é “delírio encapsulado”. A inteligência dele, no entanto, não foi afetada, tanto é que era considerado um bom aluno.

Games
O laudo aponta que, neste ano, esse quadro de delírios se agravou quando Marcelo quis se tornar um justiceiro, um matador de aluguel de corruptos, inspirado no game “Assassin’s Creed”. Um mês antes dos crimes, o estudante passou a usar a imagem do assassino do jogo no seu perfil do Facebook, e começou a usar um capuz como o personagem Desmond Miles – um barman que volta no tempo na pele de seus ancestrais. Com isso, encarna o matador Altair e se envolve na guerra entre assassinos e templários ao longo de diversos eventos históricos.

“Aí vieram os games, em uma época em que já tinha familiaridade com as armas de verdade. Nasceu o desejo de tornar-se um herói, mais importante que seus próprios pais”, informa o laudo. “Assim, despontou a sua realidade, não mais fictícia como nos videojogos, cujos atores sempre retornam à vida, mas um mundo real que lhe satisfazia o sentimento de ser um justiceiro de verdade”, aponta o laudo. [Os pais de Marcelo eram heróis? A mãe, sim, denunciou colegas policiais de uma das quadrilhas de assaltantes de banco. Do pai – disse Marcelo na escola – que, em um só dia, matou dois bandidos. Quantas medalhas receberam da Polícia Militar? Por que a PM e a imprensa escondem a vida profissional dos pais de Marcelo?).

Os Mercenários
O laudo indica que Marcelo também começou a convidar amigos para fazer parte de um grupo criado por ele: Os Mercenários. “Seus membros seriam justiceiros, matadores de corruptos”, informa o laudo. “Nesse contexto lhe era familiar o conceito de justiceiro, pois seus pais eram policiais, que falavam em prisão, de cujo tipo de ação Marcelo se vangloriava, tanto é que contava aos amigos da escola”.

Para evitar a incentivação de novos crimes, por crianças e adolescentes, mais que justa a prevenção de que

Assassin’s Creed seja proibido

Novas imagens de Assassin’s Creed 4: Black Flag mostram que o Brasil pode ser novamente um dos cenários da série. Após uma rápida passagem por São Paulo em Assassin’s Creed 3, o novo game deve mostrar o País ainda em época colonial, quando os portugueses estavam migrando, aos poucos, para cá, em um período entre os anos 1500 e 1700.Existe até versões brasileiras

por Felipe Tinha

Similaridades com cenários brasileiros em Assassin's Creed 4 (Foto: Reprodução/Enciclopédia Nordeste)
Similaridades com cenários brasileiros em Assassin’s Creed 4 (Foto: Reprodução/Enciclopédia Nordeste)

Uma das imagens mostra o que pode ser uma pequena cidade de colonizadores, com soldados de roupa característica e uma igreja, ao fundo, que lembra o estilo Barroco. Tal estilo tem suas raízes na Itália, que também foi um dos cenários da série, então uma relação pode ser traçada.
A mesma imagem mostra diversas palmeiras ao longo da cidade. Este tipo de árvore pode ser encontrada no mundo todo, mas estão concentradas em regiões tropicais, como o Brasil, principalmente em cidades litorâneas. Como o herói de Assassin’s Creed 4 é um pirata, não seria estranho vê-lo chegando com seu navio na Bahia, por exemplo.

Floresta tropical também pode ser cenário em Assassin's Creed
Floresta tropical também pode ser cenário em Assassin’s Creed

Outra imagem vazada do game reforça um pouco mais a presença do Brasil no game, com uma densa floresta que pode nos lembrar a região do Amazonas ou parte da região norte brasileira. Edward Kenway, o personagem principal, poderá explorar nossas florestas tropicais em busca de tesouros escondidos.

OAB acredita que videogame influenciou Marcelo matar os pais

A polícia continua a investigação da chacina da família Pesseghini com o propósito de provar que o garoto de 13 anos foi o assassino.

Publica o G1: O advogado Arles Gonçalves Júnior, presidente da comissão de segurança da Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo (OAB-SP), disse nesta sexta-feira (16) que o garoto teria sido “influenciado” por jogar muito videogame. O advogado tem acompanhado as investigações por parte do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e garantiu que estão sendo feitas de forma “correta, transparente, serena e legal”.  Ele acompanhou os depoimentos de 16 pessoas das 31 chamadas pela Polícia Civil para poder traçar o perfil da família de policiais militares.

O garoto usava a imagem de um assassino de videogame no seu perfil do Facebook há um mês. O suspeito havia trocado sua foto de perfil no dia 5 de julho, passando a utilizar a imagem de um matador do game “Assassin’s Creed”. Esta foi a última atualização de Marcelo na rede social.

Para o advogado, os laudos deverão reforçar ainda mais a versão de que Marcelo Pesseghini é o autor da chacina na Brasilândia. “Esse caso é um divisor de águas. Os pais terão de repensar as suas posições, os policiais terão de repensar as suas posições, e a imprensa terá de repensar a abordagem de alguns casos”, afirmou.

Segundo Arles Júnior, os depoimentos prestados revelam que o menino apresentou uma mudança de comportamento, influenciado pelo jogo de videogame. “Todos os depoimentos chamam a atenção, cada um em determinado momento, como se fosse um quebra-cabeças”, disse. Das 31 pessoas ouvidas pela polícia, seis eram amigos de Marcelo Pesseghini, de acordo com o advogado da OAB.

Nota do redator do blogue: Este videogame, tão perigoso, já foi proibida sua comercialização?

No Facebook existem várias páginas com o nome do menino (que a polícia chama  de adolescente) todas com o início no dia 6 de agosto, um dia depois do crime. A única com data anterior – 1 de fevereiro deste ano – está limpa de comentários, e traz o nome completo de Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini, o que não é comum.

Na página a seguinte foto:

marcelo_pesseghini

Mais estarrecedora a logomarca da tropa que o pai de Marcelo era engajado:

rota

Noutras páginas criadas com o nome completo de Marcelo:

O portão da residência Perseghini
O portão da residência Perseghini

nu

menino marcelo nu

texto Marcelo