Celso Schröder e o salário do jornalista

Celso Schröder e o salário do jornalista. Ilustração Júcalo
Celso Schröder e o salário do jornalista. Ilustração Júcalo

Celso Shoröder continuará na presidência da Federação Nacional de Jornalistas. A nova posse acontecerá de 22 a 25 de agosto próximo.

O presidente reeleito da FENAJ, nos dias 16 e 17 últimos, agradeceu “o apoio de milhares de jornalistas que se mobilizaram [em Pernambuco sob o cutelo da CUT]  para garantir esta eleição direta, que nos orgulha por ser a FENAJ a única, tanto entre as federações de trabalhadores brasileiros, como nas organizações de jornalistas em nível mundial, a radicalizar a democracia e submeter-se à decisão direta da base”.

[Não sei que diabo é isso “radicalizar a democracia”?]

Na mensagem, Schröder também dirigiu-se à sociedade brasileira “para que, nestes momentos importantes e desafiadores à nossa jovem e custosa democracia, defenda a atividade jornalística como um patrimônio que não só custou vidas e liberdade de diversos jornalistas, mas também o sacrifício de centenas de brasileiros”.

[No blog da FENAJ, não existe nenhuma referência sobre jornalistas ameaçados de morte, ou exilados ou sob assédio judicial. Prefere o despiste de anunciar a desgraça doutros países, para esconder a vida de cão do jornalista brasileiro. Clique nos links.

Nenhuma proposta para o pisoteado salário piso. Será que pedirá o salário mínimo do operário argentino – 600 dólares – como salário piso do jornalista brasileiro?

Nem isso.

De que cuida a FENAJ?

Em nome da transparência, que os jornalistas tanto cobram dos políticos, devia primeiro colocar no blog uma prestação de contas do dinheiro que entra (origem) e gasta (o famoso onde? como? porquê?)

Seria uma boa novidade.

Vida de jornalista brasileiro. Ilustração Abdallah
Vida de jornalista brasileiro. Ilustração Abdallah

Ninguém culpabiliza as autoridades responsáveis pelos estragos da chuva “sem medida”

RJ improvável
RJ improvável

O Brasil não tem neve. Nem maremoto. Reclama da chuva, e mantém o constante racionamento de água. Culpa os mananciais secos, o aquecimento global, e apela para que o povo restrinja o consumo. Enquanto aumenta o faturamento das “fábricas de água”.

As populações mais pobres são sempre as principais vítimas. Com chuva ou sem chuva. Porque não se faz nada que preste para o povo. Só para construir os estádios de Nero – da Copa do Mundo – estão desalojando 170 mil pessoas.

A justiça que nunca foi democrática, ou social, faz que não sabe de nada, quando os despejos são assinados por um juiz ou um desembargador .

Lá na Argentina é assim:

Improvável SP
Improvável SP

Bruera a la Justicia

El organismo de derechos humanos de La Plata, el Colectivo de Investigación y Acción Jurídica, denunció al intendente platense Pablo Bruera por “estrago culposo”. En la presentación, el Colectivo afirma que las muertes en la tormenta del 2 y 3 de abril “fueron consecuencia directa de la insuficiencia del sistema de evacuación de excedentes pluviales y la falta de obras de infraestructura y equipamiento urbano para la localidad”. La acusación se basa en el estudio del Departamento de Hidráulica de la universidad local, realizado en 2007, y en las recomendaciones de la Corte Suprema bonaerense de 2011. Según parece, nadie les prestó la menor atención a estos documentos, con lo que “el estrago que hoy se lamenta es el resultado del accionar negligente de las autoridades municipales y provinciales”.

Pero la acusación es más sutil que la simple falta de obras. Como saben los lectores de m2, La Plata tuvo una verdadera batalla judicial y política por el suicida Código de Ordenamiento Urbano que Bruera impuso en la ciudad. El tema llegó a la Corte Suprema de la provincia, que lo autorizó, pero le advirtió a la municipalidad que semejante uso del suelo corría por cuenta y riesgo propio. “Es el Ejecutivo municipal quien tiene responsabilidad en la aprobación de obras particulares, por tanto en el crecimiento y aumento de la densidad del espacio urbano platense. Así como en la provisión del equipamiento y la infraestructura necesarios. Ahora bien, no se puede obviar que, para el manejo de obras de gran envergadura, es la autoridad provincial la encargada de visar y aprobar dichas iniciativas.” Es por esto que la acusación penal se extiende a algunos sectores del gobierno provincial, como las direcciones de Ordenamiento Urbano Territorial y la de Saneamiento y Obras Hidráulicas. De paso, esto puede significar que el echado secretario de Obras Públicas bonaerense y ahora renunciado ex cabeza de la Comisión Nacional de Museos, de Monumentos y de Lugares Históricos Juan Martín Repetto tal vez tenga que pasar por los tribunales provinciales.

El Colectivo hasta se ocupó de repudiar la excusa de la tormenta inesperada, escribiendo que “las lluvias producidas en 2002, 2005, 2008 y 2010 hacen que las sucedidas en abril no puedan considerarse como un hecho aislado e imprevisible, sino que demuestran la falta de planificación y la ausencia de la acción coordinada del Estado”.

El Colectivo se especializa en cuestiones de hábitat y derecho, de acceso a la tierra y vivienda, y tiene una considerable experiencia de difusión, educación y trabajo judicial en esos temas. (Página 12)

OTÁRIO BRASILEIRO

por João Luis Calliari

Paga as contas e se ferra
Honesto senhor, bom caráter
Com os impostos você se arrepia
Nasceu aqui, entrou numa fria

Na política só serpente
Gente vivendo de sujo trôco
Você pensa que está louco

Bem-vindo ao lar doce lar
O último golpe está na tela
Tranca o rango no bucho
Ou vai vomitar na janela

Volta quietinho pra sala
Manda os filhos pro quarto
Amanhã é um novo dia
Vai trabalhar! Vai pagar o pato!


Antologiado por Hercília Fernandes