PM versus famílias sem-teto não é confronto. É massacre!!!

por Jessica Santos de Souza – Coletivo AJA – Fotógrafos Ativistas

Foto Ponte Jornalismo
Foto Ponte Jornalismo

 

Reintegração de posse é sempre triste.

A PM sempre foi truculenta, mas nos últimos tempo não tem cumprido o combinado com os movimentos.

Não há mínimas condições de retirar as famílias e os policiais atacam senhoras e crianças sem nem piscar os olhos.

Até quando veremos imagens de crianças chorando e policiais fortemente armados. Até quando ouviremos nosso “nobres” colegas jornalistas tentando falar em vandalismo quando há uma legítima revolta?

O que você faria se estivesse indo para o trabalho e fosse atacado sem nem saber o porquê? Talvez corresse, talvez pegasse o primeiro objeto e tacasse de volta.

Solidariedade as famílias (FLM fala em pelo menos 800 pessoas) que só queriam um teto para morar e tiveram que passar horas cercadas por uma instituição que precisa ser desmilitarizada e repensada já que serve aos poderosos e não a população.

 

FOTO: Zanone Fraissat. Comenta Fotógrafos RESERVAMOS O DIREITO DE NÃO PUBLICAR NENHUM TEXTO COM ESSA FOTO. ESSE CLIQUE CAPTURA A REALIDADE.  O QUE VOCÊ VÊ?:
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FOTÓGRAFOS ATIVISTAS 

Editorial

 

SOMOS A POLICIA MILITAR…
E assim escutamos o refrão dessa música.
Isso se considerarmos isso uma música.

O FASCISMO nunca morreu, e nós estamos sofrendo repressões a cada ATO, a cada voz esbravejada da sociedade.
O FASCISMO nunca morreu, e nós estamos presos a cada AÇÃO, a cada caminhada em prol da Liberdade.
O FASCISMO nunca morreu, e nós estamos morrendo a cada REPRESSÃO, a cada luta a favor da MUDANÇA.

Sim, “isso” é a nossa Policia, aliás é a policia de quem aceita ter uma policia militar e despreparada…

Nunca apoiaremos a REPRESSÃO em todos os seus níveis.

 

 

 

 

 

 

A desprotegida residência de Eduardo Campos

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Falta polícia em Pernambuco. Várias cenas de bandidagem já aconteceram em frente à casa da família de Eduardo Campos, ex-candidato a presidente do Brasil.

Na véspera do seu enterro, jornalistas e cinegrafistas foram assaltados por dois bandidos armados. Que levaram três relógios. Ninguém foi preso.

Banners utilizados na campanha presidencial do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos e do ex-secretário da Fazenda Paulo Câmara (PSB) ao governo de Pernambuco amanheceram rasgados em frente à casa da família Campos, no bairro de Dois Irmãos no Recife, na manhã deste sábado (13). A data marca um mês após o trágico acidente aéreo que vitimou o ex-governador e outras seis pessoas na cidade de Santos, no litoral de São Paulo.

Esse material de propaganda foi retirado das ruas a mando do Tribunal Regional Eleitoral. Quem cumpriu a ordem judicial deve ser investigado.

Eduardo Campos era uma pessoa querida, não tinha inimigos. E os candidatos que disputam a presidência da República e o governo de Pernambuco jamais seriam capazes de dar um tiro no pé para patrocinar um estranho e inusitado e perigoso evento político, que apenas beneficia Marina que, no momento, faz a campanha do choro, e que a suspeita revista Veja diz ser “vítima da fúria do PT”.

Se Dois Irmãos, um dos bairros da elite recifense, permanece despoliciado, podemos avaliar a falta de segurança nos bairros da classe média baixa e nas favelas.

 

Veja fúria Marina

EM NOVA PEÇA DE CAMPANHA, VEJA AGORA VITIMIZA MARINA

247 – Na ausência de um novo escândalo, a revista Veja desta semana optou por dedicar sua capa a uma peça de propaganda em favor de Marina Silva, candidata do PSB à presidência da República.

Na capa “A fúria contra Marina”, a revista acusa o Partido dos Trabalhadores de promover baixarias contra a candidata que, hoje, representa a esperança de vitória de setores mais conservadores da sociedade brasileira na disputa presidencial de outubro. “Nunca antes neste país se usou de tanta mentira e difamação para atacar um adversário como faz agora o PT”, diz o subtítulo.

Veja não se referia às diversas tentativas frustradas comandadas por ela própria para tentar impedir vitórias do PT em 2002, 2006 e 2010, como as capas sobre os dólares de Cuba, o apoio financeiro das Farc ao PT ou os pacotes de dinheiro entregues na Casa Civil – teses que jamais se comprovaram.

O tema da reportagem desta semana é a crítica que começou a ser feita, pelo PT, a algumas contradições de Marina. O texto de Veja lista o que chama de “as 6 mentiras de Dilma”. Seriam as seguintes: Marina vai abandonar o pré-sal, será um novo Collor, Banco Central independente significa miséria para os brasileiros, Marina é sustentada por banqueiros, vai acabar com o Bolsa-Família e vai tirar R$ 1,3 trilhão de reais da educação e da saúde.

O problema é que muitas dessas “mentiras” estão mais próximas da realidade do que da fantasia. Foi a própria Marina quem, em seu programa de governo, negligenciou o pré-sal, dedicando algumas poucas linhas ao grande vetor da economia brasileira nos dias de hoje.

Sobre o fato de ser sustentada por banqueiros, é uma verdade absoluta. Afinal, Neca Setubal, herdeira do Itaú doou 83% dos recursos que bancam seu instituto. E graças a essa generosidade passou a falar em nome da candidata, defendendo uma agenda que atende ao interesse de bancos privados, com propostas como a independência do Banco Central.

Sobre ser um novo Collor, a crítica do PT não é dirigida à personalidade de Marina, mas sim à sua falta de sustentatação política e ao fato de se colocar acima dos partidos, com sua promessa de uma “nova política”.

Ao vitimizar Marina, Veja sinaliza que, hoje, acredita mais na candidata do PSB do que em Aécio Neves, do PSDB, como alternativa mais viável para derrotar o PT. Hoje, faltam pouco mais de vinte dias para as eleições presidenciais, período que comporta mais três capas de Veja.

Ao que tudo indica, o arsenal de denúncias da revista se esgotou e resta apelar a novas peças de propaganda política.

Nunca antes na história desse país se mentiu tanto com a desculpa de informar

por Mauro Donato

 

 

 

manipulação persuasão mídia imprensa pensamento opinião

Estufar o peito e bradar “mídia manipuladora” muitas vezes faz com que sejamos confundidos com adolescentes rebeldes e criadores de mitos.

Mas quando vemos a fotografia da ativista Sininho (Elisa Quadros Sanzi) inserida por meio de fusão em outra imagem, “recortada” através de ferramentas como o photoshop como pode ser observado na Veja desta semana, passamos do mito para o hiper-realismo (a manipulação de imagens, digitalmente ou não, é amplamente condenada no jornalismo).

Quando vemos que um ato em desagravo ao deputado Marcelo Freixo contou com a presença de vários artistas e lotou o auditório do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ devido às invencionices criadas a respeito do envolvimento do deputado com os autores do disparo de rojão, percebemos que paciência tem limite.

No evento estavam presentes artistas como Caetano Veloso, que escreve para o Globo (a TV não teve como ignorar e noticiou o ato no Jornal Nacional desta segunda-feira tendo a lividez cínica de, ao final, dizer que “entendia o desconforto” de Freixo, mas que “estava segura de que havia cumprido fielmente seu papel de informar”. Informar? Mentir mudou de nome?).

images mentira

 

Quando vemos a nota tímida, minúscula, quase um rodapé de página, anunciando que um segurança do metrô admitiu que foram funcionários que acionaram os botões “secretos” de emergência que cortaram a energia das estações — e não, como gritavam as manchetes garrafais endossando a versão do governador Alckmin e seu fiel escudeiro Fernando Grella, os “vândalos” de sempre –, comprova-se que existe má fé.

Credibilidade é tudo, já dizia a campanha publicitária de um determinado jornal que hoje faz parte desse grupo “orquestrado”, para usar termo tão caro a eles. Se hoje subestimam a inteligência de seus leitores e pouco se preocupam com o fato de jogarem no lixo os escrúpulos e o compromisso com a verdade, de que servem? A quem se destinam? Por quem são financiados, quais os reais interesses na depredação da honestidade — afinal, o que querem esses imensos black blocs corporativos? Por que dão destaque a uma manipulação de foto na qual o aparelho auditivo de Fidel Castro foi deletado (igualmente condenável), mas inserem uma pessoa num outro cenário que não aquele em que a foto foi realizada?

A tal “mídia manipuladora” soltou suas travas de vez. Perdemos todos, pois o contraponto, o embate saudável é que colabora para um ambiente intelectualmente profícuo, para elucidação de casos, para aceitação das diferenças.

A mentira não colabora em nada.

 

Vandalismo nas ruas

As manifestações de rua são necessárias e democráticas.

Existe o vandalismo gratuito. Tipo depredação dos equipamentos urbanos e comunitários, que acontece com ou sem protesto de rua.

responsabilidade

Os serviços públicos estão sucatados. Basta uma olhada nas escolas pichadas e o quebra-quebra de cadeiras, o desvio da grana da merenda escolar, o bulismo, os estupros de menores.

Nos hospitais e postos de saúde, as filas, o roubo de medicamentos, a gazeta dos médicos, os prédios sujos, as mortes por infecção hospitalar, e os macabros atestados de óbito por causa desconhecida.

No Brasil nada cordial, a queima de mendigos, os linchamentos, a violência policial.

Cresce a lista de pessoas desaparecidas, e de presos sob a guarda do Estado, as chacinas e as mortes de “bandidos” pés-rapados na farsa dos tiroteios, uma  selvajaria que levou o  governador Geraldo Alckmin a proibir que os soldados  prestem socorro às vítimas da violência. Para evitar assassinatos dentro de viaturas militares.

Publicado no último dia 12, jornal O Dia. Rio de Janeiro, no Morro do São João, no Engenho Novo, uma invasão da polícia de Sérgio Cabral terminou com um jovem morto.

A vítima foi identificada como José Carlos Lopes Junior que, coincidentemente, morreu no dia do aniversário de 19 anos. Após o intenso tiroteio, dezenas de moradores da favela, que conta com Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) desde janeiro de 2011, fecharam a Rua Barão de Bom Retiro, onde incendiaram dois ônibus.

 Transcrevo de reportagem de Flavio Araújo e Marcelo Victor: Pai do rapaz morto, José Carlos Lopes fez grave denúncia contra os milicos da UPP: “Mandaram meu filho ajoelhar e o assassinaram. Que polícia é essa? Por isso que sumiram com o Amarildo e não acontece nada”, disse, referindo-se ao auxiliar de pedreiro morto após sessão de tortura em julho, na Favela da Rocinha.

Santiago

tiro na cabeça

Denunciam as Mães de Maio: O jornal “A Cidade”, de Ribeirão Preto, publicou uma matéria (e uma seqüência de fotos espetacular) que dá mais algumas amostras do grau de selvageria, despreparo e descontrole da polícia de Alckmin.

Adolescentes entre 12 e 17 anos foram agredidos e ameaçados depois de uma confusão em uma escola na pequena cidade de São Simão. O estopim foi o roubo de um cartão de memória de um aluno. Houve quebra-quebra e depredação. Seguiu-se um “protesto”. A PM foi chamada.

De acordo com a publicação, um menino de 12 anos foi levado pelo braço. Garotos e garotas foram algemados e forçados a se ajoelhar no chão. Três meninas foram jogadas na viatura depois de ser capturadas pelos cabelos e apanhar.

O confronto no colégio representa, de certa forma, um microcosmo do que vem acontecendo nas manifestações. Se a PM não consegue conter um grupo de crianças, como vai lidar com milhares de adultos?

Um certo capitão Maurício Tavares explicou o seguinte: “Essas crianças têm índole violenta. É preciso cuidado. As pessoas podem se machucar gravemente”.

Para o capitão de fila de melão: as “crianças têm índole violenta”, e ele comanda fardados pacíficos”.

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Itajaí. Foto de Zé Rogério/RICTV

Em Itajaí, Santa Catarina,a comunidade do bairro Cordeiros, deteve um suspeito de ter assaltado uma lanchonete na tarde desta quinta-feira 13.

O homem linchado e amarrado no poste por populares tem 26 anos, mas não registra passagens pela polícia.

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Em São Luiz, a população do Bairro Radional amarrou um homem também acusado de roubo, no dia 8 de junho de 2012.

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No Paraná, em 6 de setembro último, um idoso causou transtornos no Conjunto Vivi Xavier, zona Norte de Londrina. Vivendo sozinho em uma pequena casa de fundos na Rua Elvis Presley, Antonio Borges teve um surto e acabou sendo agredido e amarrado a um poste.

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Em janeiro último, no dia 6, um “ladrão” foi surpreendido quando tentava invadir uma casa na Vila Roberto, em Birigui (SP).

Toda imprensa deu destaque aos estudantes da faculdade Cásper Libero, de São Paulo, que no trote deste ano, no último dia 11, amarrou um calouro ao poste por mais de 40 minutos.

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No mesmo trote uma uma estudante aparece com uma banana na boca. Segundo relatos dos estudantes, as meninas e alguns meninos tinham que reproduzir sexo oral na fruta ou em um pepino.

Assédio moral e assédio sexual: treino de felação
Assédio moral e assédio sexual: treino de felação

Além disso, uma estudante teria ficado ferida nas mãos e nas pernas após ter peças das roupas cortadas à tesoura. Muitos alunos ficaram apenas de cueca ou de calcinha e sutiã.

Os futuros estupros depois serão escondidos, como aconteceu na Universidade Federal de Juiz de Fora, Minhas Gerais.

Estadão defende vandalismo na Venezuela e protestos violentos da direita

Jornal Estado de São Paulo: “As forças de segurança venezuelanas invadiram neste domingo simultaneamente a casa de Leopoldo Lopez e a de seus pais, na tentativa de prender o opositor que acusa o presidente do país, Nicolás Maduro, de ser responsável pela morte de três pessoas em manifestações contra o governo na semana passada”.

Esquece o Estadão de informar que Leopoldo Lopes  é um fugitivo da justiça.

Bandas de López destrozan Chacao

Los grupos de choque de la derecha que buscan sembrar caos en la ciudad se han concentrado en el municipio Chacao, del cual Leopoldo López, hoy prófugo de la justicia y jefe de estas bandas violentas, fue alguna vez alcalde.

El actual alcalde del municipio, Ramón Muchacho, dejó ver por Twitter, desde tempranas horas de ayer, su desesperación por la falta de control de los grupos vandálicos en su jurisdicción.

El mismo Muchacho difundió en su cuenta la fotografía que muestra destruida la agencia del Banco de Venezuela, ubicada en la avenida Francisco de Miranda con la calle Élice,

Desde @ramonmuchacho pasó la noche reportando heridos. A las 9:38 pm escribió: “Salud Chacao ha atendido 7 heridos hasta esta hora. Seguimos en el sitio, pero ambulancias no pueden pasar barricadas”, además de que quemaron cauchos, potes de basura y causaron destrozos en la sede de Salud Chacao.

También dijo que los policías del municipio “hacen todo lo que pueden dentro de sus facultades legales y físicas! Superman no existe!”. Del msmo modo, fijó posición respecto a los hechos de violencia: “Imagino que todos los sectores del país fijarán posición sobre lo que está ocurriendo en @Chacao. Aquí la mía: lo repudio!”

Dispararon contra las oficicinas del Ministerio del Poder Poular para el Transporte Terrestre
Dispararon contra las oficicinas del Ministerio del Poder Poular para el Transporte Terrestre
 
La avenida Francisco de Miranda fue víctima de la anarquía
La avenida Francisco de Miranda fue víctima de la anarquía
Así quedó la agencia del Banco de Venezuela
Así quedó la agencia del Banco de Venezuela

Para o Estado de S. Paulo existe o vandalismo bom e o ruim:

“Lopez não estava em nenhuma das residências vistoriadas pela polícia na ação que começou no fim da noite deste sábado e se estendeu até a manhã deste domingo. Testemunhas disseram que os vizinhos batiam em panelas e frigideiras para protestar contra o que eles consideram uma ordem de detenção arbitrária. O líder da oposição não é visto desde a entrevista que concedeu à imprensa na noite de quarta-feira.

‘Maduro, você é um covarde’, escreveu Lopez em uma mensagem postada no Twitter, após as forças de segurança deixarem as casas. O jornal venezuelano El Universal publicou na quinta-feira uma cópia de suposta [?] ordem de prisão de Lopez sob acusações que vão do vandalismo ao terrorismo.

A caça ao opositor durante a madrugada foi acompanhada de mais uma noite de protestos contra o governo, nos quais os policiais dispararam bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha para dispersar um grupo de cerca de 500 estudantes”.

Fica registrado que o Estado de S. Paulo é contra a polícia usar balas de borracha, de efeito moral e dar tiros com balas de borracha.

A mudança de comportamento do jornal paulista talvez sirva de um alerta para a violenta polícia do governador Geraldo Alckmin, líder da oposição ao governo da União.

Kali, a boca

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Eles são bandidos, eles são inconsequentes, eles são despolitizados, eles são vândalos, eles são vendidos, eles são fascistas, eles são anti-éticos.

Eles não.

Vocês. A cada noite que sai, a cada mascara que cai, a cada bomba que explode eles querem mais, enquanto você segue sentado vendo os jornais ditarem o que você deve saber. Eles morrem, eles apanham, eles são julgados, eles correm, eles assanham, eles são encarcerados. Enquanto você segue apontando dedos, procurando culpados, eles tentam mudar o mundo. Eles são utópicos, eles são caóticos, eles são voláteis, eles são neuróticos. Eles são vocês. O que os preocupa não é o grito dos corruptos, dos assassinos do Estado, dos desonestos, dos sem caráter, dos sem ética, sua única preocupação é o silencio dos que sonham. Hoje existe uma guerra acontecendo bem embaixo dos seus olhos, essa guerra não tem matiz política, não tem lado, é uma batalha ambidestra contra o status quo, contra os conservadores, contra o estabelecido. Uma batalha pela vida, pelo ser humano, pela destruição dos padrões e a reconstrução de uma nova sociedade.

Bem vindos ao Ano de Kali do sânscrito Kālī काली (que significa, literalmente, “A Negra”)A lenda conta que, numa luta entre Durga e o demônio Raktabija, cada gota do sangue deste demônio se criava um novo demônio. Durga e Shiva, ao tentar matar os vários demônios que surgiam a cada gota de sangue, criavam ainda mais demônios. Quando estão prontos para desistir da batalha, surge Kali, que a cada corte que faz, bebe o sangue de seu inimigo, acabando assim com os demônios. Mas Kali não é uma deusa ou deus do mal pois, na verdade, o papel de ceifadora de vidas é absolutamente indispensável para a manutenção do mundo.

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FOTO: Fotógrafos Ativistas
TEXTO: Fotógrafos Ativistas

AUDIODESCRIÇÃO: Foto colorida. Em uma truculenta ação dos policiais do batalhão de choque de São Paulo, um dos policiais segura uma escopeta apontando para manifestante que estão no chão e rendidos. Segundos depois o mesmo policial atira contra uma manifestante de joelhos no chão.

bar

Dame más gasolina!

por Fábio Chap
Thiago Stone

minha cidade queima
aqui dentro
de
mim

minha cidade queima

ali fora
dejetos
e
entulhos
se misturam
com
orgulho

de quem diz amar
a cidade
quase
em cinzas

empresário não é
mais
cidadão
que eu

por isso,
vejo no fogo
espetáculo social

e na revolta
espetáculo essencial
dentre todas as coisas
em chamas
minha cidade é
uma
delas

eu sou a outra

‘dame más gasolina!’

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AUDIODESCRIÇÃO DA FOTO DE THIAGO STONE: Em close está um amontoado de entulhos, madeiras de cavalete e ao centro uma lixeira de plastico estão sendo consumidos pelo fogo.
.
Diante deste queima da cidade de São Paulo, o poema de protesto de FÁBIO CHAP é de uma ironia surrealista. Um humor negro que denuncia a orquestração que a imprensa faz com o noticiário das passeatas de protesto e a bravura bárbara da polícia para defender dos “vândalos” uma lixeira.
.