Deu no New York Times: EUA continuam com terrorismo de Estado. O entreguismo tucano do Pré-sal e da Petrobras

Espionagem no Brasil

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por Gilmar Crestani

 

A dúvida que me assalta neste momento é porque os EUA não precisavam espionar FHC… Bobagem, FHC não fazia nada sem autorização dos EUA. Tanto foi assim que a reeleição foi comprada mas a viabilidade eleitoral se deu graças ao Bill Clinton. Foi ele que ajudou a segurar a reeleição, via FMI, mas depois resolveu espinafrar FHC e o Brasil em público. O notório, e porque não pitoresco, episódio de nossos diplomatas tirando os sapatos para entrarem nos EUA é apenas mais uma imagem da subserviência de FHC.

O convescote de FHC com representantes da Chevron, em Foz do Iguaçu, prometendo entregar a Petrobrás caso Serra fosse eleito, foi de um empreguismo sem precedentes. Os cables vazados pelo Wikileaks também mostram os dedos de José Serra tentando inviabilizar a Petrobrás e entregar, como mostrou a Folha de São Paulo, o pré-sal a Chevron.

Na época dos vazamentos, até William Waack da Rede Globo foi pego. Portanto, a espionagem no Brasil, com tantos capachos tentando entregar o Brasil, é coisa de Peter Sellers…

 

New York Times diz que EUA ainda espionam Dilma

 

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247 – Reportagem publicada pelo jornal “New York Times” nesta terça-feira (3) diz que a presidente Dilma Rousseff “aparentemente” continua sendo espionada pela NSA (Agência de Segurança dos EUA). O jornal norte-americano registra que dezenas de líderes mundiais sob monitoramento da NSA foram excluídos do programa de espionagem depois que a prática veio a público, em 2013. A ordem, no entanto, não abrangeu todos os presidentes espionados. “Aparentemente programas no México e no Brasil continuaram”, escreveu o jornal.

O grampo da NSA sobre Dilma Rousseff veio à tona em 1º de setembro de 2013. A presidente brasileira reagiu energicamente e, duas semanas depois, cancelou uma visita oficial a Washington agendada para 23 de outubro de 2013. Dilma também condenou a prática em discurso na Assembleia Geral da ONU, em 24 setembro de 2014.

O Itamaraty enviou uma mensagem ao blog do jornalista Fernando Rodrigues, que publicou a notícia, comentando a informação do jornal norte-americano. “O Brasil lamenta e repudia todos os episódios de espionagem não-autorizada de autoridades estrangeiras por órgãos de inteligência. O Brasil tem procurado atuar, no sistema multilateral, no sentido de estimular o respeito à privacidade nos meios digitais. Nesse sentido, apoiamos e sediamos a Reunião Multissetorial Global sobre o Futuro da Governança da Internet – a NETmundial – em São Paulo, em abril deste ano. Também foram aprovadas resoluções, copatrocinadas pelo Brasil, na Assembleia-Geral da ONU, demonstrando o reconhecimento da importância do tema pela comunidade internacional”.

Fim de uma era, uma nova civilização ou o fim do mundo?

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por Leonardo Boff

Há vozes de personalidades de grande respeito que advertem que estamos já dentro de uma Terceira Guerra Mundial. A mais autorizada é a do Papa Francisco. No dia 13 de setembro deste ano, ao visitar um cemitério de soldados italianos mortos em Radipuglia perto da Eslovênia disse:”a Terceira Guerra Mundial pode ter começado, lutada aos poucos com crimes, massacres e destruições”. O ex-chanceler alemão Helmut Schmidt em 19/12/2014 com 93 anos adverte acerca de uma possível Terceira Guerra Mundial, por causa da Ucrânia. Culpa a arrogância e os militares burocratas da União Européia, submetidos às políticas belicosas dos USA. George W. Bush chamou a guerra ao terror, depois dos atentados contra as Torres Gêmea, de “World War III”. Eliot Cohen, conhecido diretor de Estudos Estragégicos da Johns Hopkins University, confirma Bush bem como Michael Leeden, historiador, filósofo neoconservador e antigo consultor do Conselho de Segurança dos USA que prefere falar na Quarta Guerra Mundial, entendendo a Guerra-Fria com suas guerras regionais como já a Terceira Guerra Mundial. Recentemente (22/12/2014) conhecido sociólogo e analista da situação do mundo Boaventura de Souza Santos escreveu um documentado artigo sobre a Terceira Guerra Mundial (Boletim Carta Maior de 22/12/2014). E outras vozes autorizadas se fazem ouvir aqui e acolá.

A mim me convence mais a análise, diria profética, pois está se realizando como previu, de Jacques Attali em seu conhecido livro Uma breve história do futuro (Novo Século, SP 2008). Foi assessor de François Mitterand e atualmente preside a Comissão dos “freios ao crescimento”. Trabalha com uma equipe multidisciplinar de grande qualidade. Ele prevê três cenários: (1) o superimpério composto pelos USA e seus aliados. Sua força reside em poder destruir toda a humanidade. Mas está em decadência devido à crise sistêmica da ordem capitalista. Rege-se pela ideologia do Pentágo do”full spectrum dominance”(dominação do espectro total) em todo os campos, militar, ideológico, político, econômico e cultural. Mas foi ultrapassado economicamente pela China e tem dificuldades de submeter todos à lógica imperial. (2) O superconflito: com a decadência lenta do império, dá-se uma balcanização do mundo, como se constata atualmente com conflitos regionais no norte da Africa, no Oriente Médio, na Africa e na Ucrânia. Esses conflitos podem conhecer um crescendo com a utilização de armas de destruição em massa (vide Síria, Iraque), depois de pequenas armas nucleares (existem hoje milhares no formato de uma mala de executivo) que destroem pouco mas deixam regiões inteiras por muitos anos inabitáveis devido à alta radioatividade. Pode-se chegar a um ponto com a utilização generalizada de armas nucleares, químicas e biológica em que a humanidade se dá conta de que pode se auto-destruir. E então surge (3) o cenário final: a superdemocracia. Para não se destruir a si mesma e grande parte da biosfera, a humanidade elabora um contrato social mundial, com instâncias plurais de governabilidade planetária. Com os bens e serviços naturais escassos devemos garantir a sobrevivência da espécie humana e de toda a comunidade de vida que também é criada e mantida pela Terra-Gaia.

Se essa fase não surgir, poderá ocorrer o fim da espécie humana e grande parte da biosfera. Por culpa de nosso paradigma civilizatório racionalista. Expressou-o bem o economista e humanista Luiz Gonzaga Belluzzo, recentemente: “O sonho ocidental de construir o hábitat humano somente à base da razão, repudiando a tradição e rejeitando toda a transcendência, chegou a um impasse. A razão ocidental não consegue realizar concomitantemente os valores dos direitos humanos universais, as ambições do progresso da técnica e as promessas do bem-estar para todos e para cada um”(Carta Capital 21/12/2014). Em sua irracionalidade, este tipo de razão, construi os meios de dar-se um fim a si mesma.

O processo de evolução deverá possivelmente esperar alguns milhares ou milhões de anos até que surja um ser suficientemente complexo, capaz de suportar o espírito que, primeiro, está no universo e somente depois em nós.

Mas pode também irromper uma nova era que conjuga a razão sensível (do amor e do cuidado) com a razão instrumental-analítica (a tecnociência). Emergirá, enfim, o que Teilhard de Chardin chamava ainda em 1933 na China a noosfera: as mentes e os corações unidos na solidariedade, no amor e no cuidado com a Casa Comum, a Terra. Escreveu Attali:”quero acreditar, enfim, que o horror do futuro predito acima, contribuirá para torná-lo impossível; então se desenhará a promessa de uma Terra hospitaleira para todos os viajantes da vida (op.cit. p. 219).

E no final nos deixa a nós brasileiros esse desafio:”Se há um país que se assemelha ao que poderia tornar-se o mundo, no bem e no mal, esse país é o Brasil”(p. 231).

Pavel Constantin
Pavel Constantin

Aécio made in USA

tio sam brasil bandeira

 

por Gilmar Crestani

A cada dia que passa uma nova revelação, uma pior que a outra, a respeito da vida pregressa do candidato da direita hidrófoba. Não bastasse a promiscuidade entre privada e público, agora também a comprovação de que seu principal agente econômico é um cidadão norte-americano.

Se já não era de estranhar o alinhamento automático de FHC com os EUA, a ponto de seus diplomatas aceitarem de cabeça baixar terem de tirar os sapatos para entrarem nos EUA, agora a revelação de Armínio Fraga, que já foi cogitado para ocupar cargo no Banco Central dos EUA, seja o homem bomba de Aécio Neves.

 

 

O alinhamento automático, desde a ditadura até o último dia de FHC, não trouxe ao Brasil melhorias ao povo. Quem se beneficiava era aqueles que, por indicação do pai, do avô, do tio, tinham empregos, os melhores, garantidos, e sem precisar trabalhar. O verdadeiro aparelhamento do Estado era a ocupação de postos pelo DNA. A Lei anti-nepotismo é recente. No Judiciário havia a linhagem do “gen jurídico”. Bastava um tubarão no topo da pirâmide para que cabeças de bagres e piranhas infestassem os cargos públicos. Como fez agora o Ministro Fux em relação às filhas (copie e cole no google “Fux Filhas” para ver onde vais parar…). É a tal de meritocracia do Aécio que, no popular, se chama pistolão… Este é o verdadeiro patrimonialismo, o aparelhamento do Estado. Em Minas tratou o Estado foi tratado por Aécio como se fosse sua privada, espalhando familiares por todos os órgãos. Não existe prova maior do que a construção, com dinheiro público, do aeroporto na fazenda do Tio Quedo, deixando as chaves do aeroporto aos cuidados do tio.

Não é inacreditável que em São Paulo, onde as manifestações foram as mais violentas e onde a polícia baixou o cassetete sem dó nem piedade, tenha sido reeleito no primeiro turno exatamente quem desceu o porrete de forma mais violenta. O mesmo Estado que hoje é principal fornecedor de votos a Aécio, e onde Tiririca, Silas Malafaia e Marco Feliciano sejam os campões de votos? Ou seria porque é em São Paulo que fica a sede do Instituto Millenium, aquele puteiro que coordena as ações dos grupos mafiomidiáticos de que são exemplo a sra. Judith Brito e ANJ? Não é mera coincidência que as sedes dos principais “partidos opositores” aos movimentos sociais, às esquerdas em geral e ao governo federal em particular tenham sede em São Paulo: Grupo Abril que edita a Veja; o Grupo Folha, o Estadão, a Multilaser, o Banco Itaú…

Não é mera coincidência que os mesmos atores do golpe de 1964 (CIA e Rede Globo) estejam novamente ao lado de Aécio Neves

euaglobo

Não é inacreditável que no Estado onde o PSDB é forte, o Ministério Público arquiva toda e qualquer investigação que envolva políticos do PSDB? Mesmo tendo sido condenados na Suíça e na Alemanha, pela corrupção instalada respectivamente pela Alstom e Siemens, Robson Marinho continue presidindo o Tribunal de Contas daquele Estado?

Não é inacreditável que todos os processos para investigar os desvios cometidos pelos políticos paulistas, na maioria tucanos, tenha sido arquivado pelo Ministério Público. Será que o PSDB contratou o advogado do Fluminense, a Justiça paulista é igual ao STJD?

Se tudo isso, que é muito, não é tudo. Há algo que reputo ainda pior.

Há uma coincidência muito grande em manifestações que explodiram em vários países do mundo, mas só naqueles cuja principal riqueza é o petróleo. Aconteceu na Líbia, no Egito, na Turquia, na Ucrânia, na Venezuela e… no Brasil.

Todas manifestações espontâneas, mas todas atentando contra os interesses nacionais. Todas, também coincidentemente, com finanCIAmento de ongs norte-americanas.

Desde os vazamentos do WikiLeaks do Julian Assange se sabe da parceria de políticos tucanos, alguns jornalistas e um outro tanto de empresários que trabalham alinhados com o serviço de inteligência dos EUA, também conhecida como CIA.

A mesma que deu suporte e logística ao golpe de 1964 e que, pelas revelações, busca insuflar conflitos religiosos no Brasil (por aí mora a explicação dos 14% de crescimento da bancada evangélica…)

Mais recentemente, os papéis filtradas por Edward Snowden mostraram a infiltração de agentes na CIA que grampearam até a Presidência da República. Embora que os EUA grampearem é regra e não exceção, também foi revelado que o alvo principal sempre foi a Petrobrás.

Coincidentemente, a Petrobrás também é o alvo principal de investigações mal explicadas, com vazamentos seletivos e condenações a priori pelos envolvidos com a candidatura do melhor amigo dos EUA neste momento no Brasil. É através de Aécio Neves, e seu cogitado homem forte da economia, Armínio Fraga, que fecha os pontos do desenho que mostra a figura do Tio Sam nestas eleições.

A proximidade com os EUA só é bom para cidadãos norte-americanos. México que o diga, aliás, como já dizia Porfirio Díaz: “Pobre México. Tão longe de Deus e tão perto dos Estados Unidos.”

 

tio sam

VEJA QUANTO É IMPORTANTE PARA O BRASIL E O MUNDO A REELEIÇÃO DE DILMA

Nas eleições presidenciais do Brasil está em jogo a mudança do Mundo. É o salto do Brasil para ser uma nação independente, sem o mando do FMI, dos Estados Unidos e países da Europa, que desde séculos colonizam a África, parte da Ásia, as Américas do Sul, Central e México.

Notadamente os Estados Unidos, Inglaterra e Israel estão jogando pesado nestas eleições, pelo poder dos bancos, empresas multinacionais, ex-estatais privatizadas e os meios de comunicação de massa.

Inviabilizada a candidatura de Aécio Neves (?), desde a morte de Eduardo Campos, transformaram Marina na carta de aposta para desestabilizar o governo e impedir a reeleição de Dilma Rousseff.

É nesta guerra econômica, pela criação do BRICS, que se deu credibilidade a teorias de conspiração de que Eduardo Campos foi vítima de um atentado político, planejado e executado por George Soros, banqueiros e CIA.

De que o Brasil vive uma crise de crescimento econômico, com desemprego, moeda fraca, o velho complexo vira-lata, que casa com uma Marina que chora, vestida de preto, que passou fome, e doente, ressuscitou várias vezes pela graça de Deus, para salvar o Brasil das garras… do PT, quando o Brasil deve ser salvo das garras dos piratas de várias bandeiras.

Para se entender a razão da imprensa ocidental considerar Dilma Rousseff uma das mulheres mais poderosas do mundo, e a importância do Brasil como nação, leia esta reportagem de capa, publicada hoje no conceituado jornal econômico da Europa, o direitista e conservador L’Economic, editado na Espanha.

economic. Espanha Brics

Occident perd el control del món

El banc d’inversions i el fons d’estabilitat dels Brics que impulsa la Xina posen fi al monopoli que els Estats Units i Europa han tingut durant setanta anys en les institucions econòmiques i financeres internacionals

Indian PM Modi walks past Chinese President Xi Jinping and Brazilian  President Rousseff during the 6th BRICS Summit in Fortaleza
El primer ministre indi, Narendra Modi, caminant entre la presidenta brasilera, Dilma Rousseff, i el president xinès, Xi Jinping, a la cimera dels BRICS de juliol. Foto: REUTERS

por JOAN POYANO

 

Jim O’Neill, un executiu del banc d’inversions Goldman Sachs, es va empescar l’any 2001 la sigla BRIC per fer referència a les economies emergents que marcaran les pautes econòmiques i polítiques mundials del segle XXI: el Brasil, Rússia, l’Índia i la Xina. Aquests quatre estats es van reunir per primera vegada el 2006 i al cap de quatre anys s’hi va afegir Sud-àfrica, que aporta la s de Brics. Un grup que amb un 43% de la població, el 21% del PIB i el 20% de la inversió mundial reclama més protagonisme, que li neguen les institucions -el Fons Monetari Internacional i el Banc Mundial- creades el juliol del 1944 per servir al capitalisme industrialitzat dels Estats Units i Europa.
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Sense sortir de l’FMI i el BM, els Brics van acordar aquest juliol -coincidint amb el setantè aniversari de la fundació d’aquests dos organismes a la població nord-americana de Bretton Woods- posar en marxa el New Development Bank (NDB), un banc de desenvolupament per finançar inversions recíproques, amb seu a Xangai (Xina), i un capital inicial de 100.000 milions de dòlars que hi posaran a parts iguals aquests cinc estats i que està obert a l’entrada d’altres països emergents. A la reunió de Fortaleza (Brasil) també van acordar dotar amb 100.000 milions de dòlars l’Acord de Reserves de Contingència (ARC), un fons de reserves per evitar pressions de liquiditat en el curt termini i enfortir la xarxa de seguretat financera mundial.
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Bretton Woods va representar un abans i un després en l’ordre econòmic internacional. Per donar estabilitat al comerç es va organitzar un sistema monetari lligat al dòlar, i per eliminar el dèficit en les balances de pagaments dels estats se’ls dóna préstecs de l’FMI si compleixen unes condicions -reducció de despeses, privatitzacions, pujades de tipus d’interès…- que el mateix fons ha reconegut a posteriori que han agreujat les darreres crisis.
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Representarà també un abans i un després l’acord de Fortaleza? Jordi Bacaria, director general del Centre d’Estudis i Documentació Internacionals a Barcelona (Cidob) assegura que és la constatació que “el món de la postguerra mundial i del monopoli institucional i internacional de les potències industrials ha finalitzat”: “El comerç sud-sud està passant al davant del comerç nord-sud, i aquest nou espai l’omplen amb altres institucions, com aquest acord de contingència amb el qual es munten un FMI paral·lel”, remarca Bacaria. A tall d’exemple, si el comerç entre els Brics era l’any 2002 de 21.000 milions d’euros, l’any 2012 ja sumava 219.400 milions d’euros, una evolució que en el cas del Brasil la presidenta, Dilma Rousseff, explica perquè “abans dirigia la seva mirada cap als països desenvolupats i avui mira cap a tota l’Amèrica Llatina i tot Àfrica i té una relació amb els Brics”.
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Alejandro Alcaraz, professor de finances internacionals de l’escola de negocis EADA, també destaca que la creació del banc de desenvolupament és un senyal que hi volen dir la seva els països emergents, que “s’han adonat que comencen a ser més poderosos que algunes economies desenvolupades”, i considera que els candidats a afegir-se a la iniciativa dels Brics són Mèxic i Corea del Sud. Alcaraz subratlla que “s’obre una porta a la desdolarització de l’economia mundial”. La moneda nord-americana ja va perdre part de la seva hegemonia com a divisa en el comerç internacional, i en pot perdre més si els Brics comencen a pagar els seus intercanvis amb iuans, la divisa de la Xina, que aporta el 41% del fons de reserva ARC.
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Si els Estats Units porten la veu cantant en les institucions de Bretton Woods, en les de Fortaleza la porta la Xina, la impulsora del NDB i l’ARC perquè està interessada en l’estabilitat de les economies dels països on es produeixen les matèries primeres que necessita importar per continuar sent la fàbrica del món. Amadeu Jensana, director d’economia i empresa de Casa Àsia, assenyala que la Xina “té un paper preponderant en el Brics, però haurà d’anar amb compte a l’hora d’exercir el lideratge perquè no la seguirien”. A les relacions complicades amb l’Índia, pels conflictes territorials a l’Himàlaia, s’hi afegeix l’historial a Àfrica, on “ha arrambat amb tot”.
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Àsia i Àfrica seran les superpotències del futur, segons explica Josep Piqué, exministre d’Afers Estrangers en el govern d’Aznar i anterior president del Cercle d’Economia, en l’assaig el Cambio de Era: un mundo en movimiento de Norte a Sur y de Oeste a Este, en què manté que l’economia mundial s’està desoccidentalitzant i que el canvi vindrà marcat per l’explosió demogràfica i l’evolució tecnològica. A Àsia, la Xina competeix amb els Estats Units i el Japó firmant acords comercials, i aquest dijous el primer ministre indi, Narendra Modi, i el president xinès, Xi Jinping, van anunciar una sèrie d’acords pels quals la Xina es compromet a invertir 15.400 milions d’euros en cinc anys en l’establiment de parcs industrials i projectes d’infraestructura, especialment en el sector ferroviari, a l’Índia. A principis de mes, Modi va arrencar del Japó en la seva visita a Tòquio promeses d’inversions que pugen a 27.000 milions d’euros.
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Àsia-Pacífic. L’eix al voltant del qual gira l’economia mundial es desplaça de l’Atlàntic (Estats Units i Europa) al Pacífic (Àsia i Amèrica), i l’Amèrica Llatina succeeix Àfrica com a objectiu de l’expansió xinesa a la recerca de recursos energètics i matèries primeres. Si l’any passat Xi va firmar acords amb Mèxic, Costa Rica i Trinitat i Tobago, aquest juliol ha fet una altra gira per l’àrea firmant inversions per a infraestructures com els 4.700 milions de dòlars amb què la Xina finançarà la construcció de dues preses hidroelèctriques a l’Argentina, l’aportació de 2.100 milions de dòlars per a la renovació d’una línia ferroviària de càrrega, i l’interès per la Zona Especial de Desenvolupament del port de Mariel (Cuba). A més, Xi proposa construir una xarxa ferroviària que connecti la costa pacífica del Perú amb l’atlàntica del Brasil. El comerç entre la Xina i l’Amèrica Llatina ha passat de 12.000 milions de dòlars l’any 2000 a 261.000 milions el 2013, que l’han situat com a segon major soci comercial de la regió (després dels Estats Units) i primer en alguns països, com és ara el Brasil.
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No estranya que O’Neill digués l’any passat que si hagués de tornar a definir les economies emergents que marcaran el futur no faria una sigla sinó que només hi posaria la C de la Xina.

El veto dels Estats Units

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Els Brics sumen el 21% del PIB mundial (destaca la Xina, amb el 12,3%), quasi el mateix que el 23% que sumen els 28 membres de la UE o el 22,5% dels Estats Units. Però en drets de vot a l’FMI tenen l’11% i la Xina –que ocupa el segon lloc en el rànquing mundial per PIB i el primer en exportacions- té el 3,8%, quatre vegades menys que els Estats Units i per sota del Japó, Alemanya, França i el Regne Unit.

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El 2010 el fons va plantejar una reforma per donar més pes als països emergents: la Xina guanyaria 2,4 punts percentuals i es convertiria en el tercer major membre de l’FMI, després del Japó; el Brasil, l’Índia i Rússia s’incorporarien als deu primers, i els que perdrien més pes serien Aràbia, Bèlgica i Alemanya. Cent quaranta estats membres estaven d’acord amb el canvi, però en la reunió de la primavera no va prosperar perquè calia el 85% dels vots i hi van votar en contra els EUA, que amb un 16,7% tenen un dret a veto que mantindrien amb el canvi, ja que el seu percentatge només quedava modificat de tres dècimes a la baixa. Obama no va aconseguir el suport del Senat a una modificació que, si s’hagués aprovat, potser hauria evitat els fons paral·lels dels Brics.

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Els drets de vot i les quotes –aportació al capital del fons- es calculen pel pes econòmic, corregit amb factors com el grau d’obertura de l’economia i el nivell de reserves. Un país membre pot obtenir anualment un préstec de fins al 200% de la seva quota, i els préstecs acumulats no poden superar el 600%.

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Potència agrària, minera i petroliera

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Primer productor mundial de cafè, canya de sucre, taronges i bestiar. Segon exportador mundial de ferro i un dels principals productors d’alumini i hulla. Com a país productor de petroli, el Brasil es proposa autoabastir-se a curt termini (les seves reserves podrien convertir-lo en un dels cinc principals productors).

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Rica en minerals preciosos i reserves de carbó

El seu PIB representa gairebé el 40% del total d’Àfrica. És el major productor i exportador d’or, platí i crom, i el quart productor de diamants del món. Té el 60% de les reserves mundials de carbó. Líder mundial en sectors industrials especialitzats, com ara materials rodants ferroviaris i maquinària minera.

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Economia agrària i informàtica

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Quarta potència agrícola del món i segon major productor de bestiar boví. El sector serveis és la part més dinàmica de l’economia índia: contribueix a més del 55% del PIB i dóna feina a una quarta part de la població activa. El ràpid creixement del sector del programari estimula les exportacions de serveis i modernitza l’economia índia.

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Fàbrica del món amb capital estranger

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És la segona potència econòmica mundial, la primera exportadora i té les reserves de divises més altes del món. El 2013 va créixer un 7,6%, el nivell més baix des dels anys noranta. La indústria i la construcció aporten quasi la meitat del PIB, i més del 50% de les exportacions són realitzades per empreses amb capital estranger.

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Dependent de les exportacions d’hidrocarburs

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L’economia russa està estancada per la fugida de capitals, la inestabilitat en el mercat de divises i els baixos preus del petroli. Rússia té una gran riquesa de recursos naturals: és el primer productor de gas natural i de petroli del món i un dels principals productors i exportadors de diamants, níquel i platí.

El descubrimiento reciente de nuevas redes de espionaje de Estados Unidos en Brasil, que afectaron directamente a la presidenta Dilma Rousseff

por Stella Calloni
Télam

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América Latina está sometida además a otro tipo de espionaje y recolección de datos, como el que realiza el Comando Sur, con sede en La Florida, que desde el año 2010 mantiene un portal en internet para la guerra de la desinformación en la región.

El 6 de diciembre de 2010, la especialista en Guerra Cibernética, Rosa Miriam Elizalde se refirió a esta ”creación web” del Comando Sur, similar a las que el Pentágono administra en otras regiones donde ha intervenido militarmente. Se trata de la divulgación de información elaborada “desde su punto de vista” y necesidades estratégicas, a través de Diálogo-Américas publicado en inglés, español y portugués.

En la portada de esta publicación, una encuesta invita a los lectores de la región a definir “cuál es el mayor problema de su país actualmente” y estos deben marcar una de las siguientes opciones:
Desempleo / Crimen / Seguridad pública / Problemas económicos / Problemas de salud / Terrorismo / Tráfico de drogas / Problemas políticos / Corrupción.

Elizalde señala que el “extraño diálogo que propone este sitio, presupone que todos los países del continente tienen al menos un problema de los que aparecen en la lista y que han servido de pretexto para las intervenciones militares del Ejército norteamericano en la región”.

La página se anunciaba como una revista militar profesional publicada trimestralmente por el Comandante del Comando Sur de Estados Unidos como “foro internacional para el personal militar de América Latina”, añadiendo que “el Secretario de Defensa ha determinado que la publicación de esta revista es necesaria para llevar a cabo la actividad pública que exige la ley del Departamento de Defensa”.

Es muy importante tener esto en cuenta, si se considera que tanto “propaganda como información” ya no es controlada por ministerios y funcionarios civiles estadounidenses, porque se ha militarizando ambos temas de uso común en las guerras sicológicas ue monitorea el ejército de ese país.

De esta manera, el Pentágono va obteniendo datos con los que luego diseña campañas. Por ejemplo, analizan si el tema “corrupción” puede “agitar” Brasil, o el de “seguridad” (como se promueve en Venezuela o en Argentina) o temas “económicos” que llegan encubiertos con informes y acusaciones falsas de todo tipo.

Lo que resulta más útil para “direccionar” las protestas en la población de cada país se instala a partir de informaciones preparadas – la mayoría falsas – o tomando alguna situación real y partiendo de ésta para crear una negativa corriente de opinión. El Pentágono enviará estos bien preparados diagramas a sus diversas ONGS, el 80 por ciento de las cuáles trabaja para las fundaciones estadounidenses, y que a su vez sugieren a los medios masivos que están en sus redes a instalar en las poblaciones una temática determinada.

“La Ciberguerra es hoy una realidad que nadie debe desconocer en nuestra región, un tema a tratarse en el Consejo de Defensa que reúne a nuestros países bajo el marco de la Unión de Naciones Suramericanas.”

No importa que se mienta. En la Guerra Psicológica, el golpe de la mentira es la primera acción a nivel masivo y luego se relega la respuesta o el desmentido el tiempo suficiente para que no tenga efectos o directamente se la oculta y por lo tanto la mayoría nunca sabrá la verdad.

En el año 2005 Los Angeles Times, publicó un análisis (30-12) donde se informaba que el ejército había activado en todo el mundo “centros de operaciones de prensa que funcionan durante las 24 horas del día”, situando por primera vez “la Internet y otros medios de información no tradicionales” bajo la competencia de expertos del Pentágono y de las agencias de inteligencia norteamericanas.

En este caso Elizalde cita que en Irak, el Pentágono subcontrató al Lincoln Group, como redactores de artículos que presentaban en medios iraquíes la ocupación norteamericana desde un punto de vista favorable a Estados Unidos. De esta forma se enmascaraba la realidad.

La Lincoln Group compró estaciones de radio y de periódicos, tradujeron los materiales y se hicieron pasar por periodistas independientes o ejecutivos de publicidad. Mientras esto ocurría, los funcionarios de EEUU, dentro y fuera de Irak, promovían los “principios democráticos”, la “transparencia política” y la “libertad de prensa”.

Aunque la propia legislación norteamericana formalmente prohíbe que el ejército realice este tipo de operaciones hoy por hoy es una de sus tareas más comunes. Precisamente Los Angeles Times argumentó -para justificar la violación de esa prohibición- que “la existencia de Internet, hace que los esfuerzos del Pentágono se ejecuten bajo el supuesto de que la prensa alternativa internacional está ejerciendo influencia negativa en los norteamericanos, y por tanto, forma parte de su ámbito de competencia”.

Por supuesto de acuerdo a este criterio esa prensa “alternativa” afecta “su” seguridad nacional. Más aún, voceros militares estadounidenses advierten que con internet resulta difícil “separar los medios extranjeros de los domésticos. Esas líneas definidas ya no existen”, según confesó un “contratista” privado que se dedicaba en Iraq a operaciones de información para el Pentágono y que se negó a revelar su nombre a Los Angeles Times.

La Ciberguerra es hoy una realidad que nadie debe desconocer en nuestra región, un tema a tratarse en el Consejo de Defensa que reúne a nuestros países bajo el marco de la Unión de Naciones Suramericanas.

Ya en el año 2007, bajo el gobierno de George W. Bush una de “las estrategias favoritas de la Ciberguerra,” que ya estaba en práctica “eran ataques piratas contra los sitios en Internet que molestaban a la administración” norteamericana. Para esto el Laboratorio de Investigación de la Fuerza Aérea disponía de 40 millones de dólares, pero lo más importante es que se fabricaban sitios web y “ciberdisidentes”, de acuerdo a las necesidades militares y de contrainsurgencia y para justificar acciones bélicas e injerencias diversas.

En mayo de 2008 ya se conocía que el Pentágono “creaba una red mundial de sitios web noticiosos en lengua extranjera, incluido un sitio en árabe para los iraquíes”, contratando periodistas locales para escribir historias de acontecimientos de actualidad y otros contenidos que promuevan los intereses de EE.UU. y mensaje contrainsurgentes”.

Todo esto supone un enorme peligro para América Latina. Se pueden crear campañas severas contra los gobiernos, agitar sectores opositores en acciones directamente golpistas como : Venezuela ( 2002-2003), Bolivia (2008), Ecuador (2010) los tres impedidos por sus pueblos y la solidaridad latinoamericana. También Honduras (2009) y Paraguay (2012), golpes que no pudieron evitarse especialmente porque en ambos países existen bases y presencia militar de Estados Unidos. De la misma manera actuaron los Parlamentos y las Cortes Supremas de Justicia, y esencialmente las campañas mediáticas, como factores claves, incorporados al nuevo golpismo para dar una falsa “institucionalidad” a esos golpes de Estado.

Para las campañas mediáticas lograron conformar una legión de periodistas que en realidad actúan como “contratistas” y escriben en consonancia con las necesidades bélicas, injerencistas o golpistas, en el marco de un plan de guerra contrainsurgente o directamente militar.

Los diseños tienen una misma característica y elementos culturales, políticos, religiosos, según las necesidades del Pentágono para informar a un público internacional. La información es ahora un arma de guerra, capaz de trasnformar la invasión y ocupación de un país – en las que se utilizan ejércitos privados (mercenarios) bajo el mando de la OTAN – en “guerras humanitarias” o “democratizadora”, términos que amparan la impunidad sobre miles y miles de víctimas y crímenes de lesa humanidad configrando los primeros genocidios del siglo XXI.

 

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Jornal entreguista chama Dilma de “furiosa”

br_diario_comercio. furiosa

Uma pessoa é espionada e deve agradecer. A presidente do Brasil é espionada por um serviço de polícia estrangeiro e todos os brasileiros devem ficar contentes para apoiar uma imprensa vendida, que faz propaganda das guerras do Império. Eta jornal safado e submisso.

tio sam brasil bandeira

Pablo Pino
Pablo Pino

BRA_ZH dilma espionagem

Malagón
Malagón

Freno a Cameron del Parlamento británico

FUE DERROTADA LA MOCION DEL OFICIALISMO A FAVOR DEL PRINCIPIO DE INTERVENCION MILITAR POR UNA CAUSA HUMANITARIA EN SIRIA

the_times.síria

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newyork_post. Síria

El ministro de Defensa, Phillip Hammond, reconoció que la votación significaba que el Reino Unido no participaría de una acción militar en Siria. En la misma línea, el premier dijo que respetaría la voluntad de los legisladores.

 

Por Marcelo Justo

Desde Londres

El gobierno de David Cameron sufrió una dura derrota en la Cámara de los Comunes con fuertes repercusiones para la respuesta militar liderada por Estados Unidos contra el gobierno sirio por el presunto uso de armas químicas. La moción del oficialismo a favor del “principio de intervención militar” en casos de urgencia humanitaria fue derrotada por 285 votos contra 272. La enmienda que presentó el laborismo a la propuesta, poniendo fuertes condiciones y la necesidad de “pruebas concluyentes”, fue también derrotada, 220 a favor, 332 en contra. El ministro de Defensa, Phillip Hammond, reconoció que la votación significaba que el Reino Unido “no participará en una acción militar en Siria”.

Con su estrategia política hecha añicos, aguijoneado por el líder de la oposición, Ed Miliband, quien le exigió garantías de que no recurriría a la “prerrogativa real” (como un decreto), el primer ministro indicó que respetaría la voluntad de la Cámara de los Comunes. “Está claro esta noche que el Parlamento británico, que refleja la voluntad del pueblo británico, no quiere ver una acción militar. Entiendo el mensaje. Y voy a actuar de acuerdo con esto”, indicó Cameron.

El primer ministro, que había convocado al Parlamento el fin de semana para votar sobre una intervención militar, había cedido a la presión de los laboristas presentando una moción a favor del “principio de intervención en casos humanitarios”, que debía dar paso la semana próxima a una segunda votación sobre la intervención en el caso concreto de Siria una vez que los inspectores de las Naciones Unidas terminaran con su investigación en el terreno, presentaran su informe y el Consejo de Seguridad se manifestara al respecto.

El recuerdo de la invasión de Irak, en 2003, sobrevoló la votación final y estuvo presente en las intervenciones de todos los diputados. Los parlamentarios repudiaron en términos inequívocos el uso de armas químicas, pero cuestionaron las pruebas presentadas sobre el gobierno sirio y el impacto que tendría una respuesta militar.

El gran problema de los dedos acusadores que apuntaban a Siria es que utilizaron un recurso totalmente desprestigiado con la invasión a Saddam Hussein por su arsenal de “armas de destrucción masiva”: las fuentes de Inteligencia. El mismo primer ministro reconoció en el debate, que comenzó a las dos de la tarde y que se extendió hasta las 10 de la noche, que la información de Inteligencia sobre la responsabilidad del gobierno de Assad no era un “ciento por ciento” cierta.

Cameron se desvivió por asegurar que el objetivo de una respuesta militar se limitaba a una firme condena al uso de armas químicas y no tenía como fin intervenir en la guerra civil siria. “No se trata de tomar parte en el conflicto, de invadir, de cambiar el gobierno o de aliarse a la oposición. Se trata del uso de armas químicas y de nuestra respuesta a un crimen de guerra”, señaló Cameron.

En un intento de influir en la votación, el gobierno publicó la conclusión de la jefatura de Inteligencia señalando que era “altamente probable” que Siria fuera responsable, y la del fiscal general, Dominic Grieve, respaldando la legitimidad de una respuesta militar ante el uso de armas químicas para evitar una repetición del ataque.

El tiro le salió por la culata. En los meses, semanas y días que precedieron a la invasión de Irak, en 2003, los informes de los servicios secretos habían hablado de ataques al Reino Unido con armas de destrucción masiva que podían alcanzar Londres en “45 minutos” y el fiscal general británico, lord Peter Goldsmith, había señalado que la invasión a Irak era legal desde el punto de vista del derecho internacional.

Con el fiasco de unas armas de destrucción masiva que no aparecieron por ningún lado, la experiencia no pasó en vano: la credibilidad de los servicios y la del fiscal general para estos casos está por los suelos.

El líder de la oposición, Ed Miliband, logró mostrar que el laborismo había aprendido de su pasado, se proyectó como el político capaz de oponerse a un presidente estadounidense, aunque sea demócrata (que para un laborista es “del palo”) y, más importante aún, se convirtió en el líder que le ganó la batalla al primer ministro sintonizando con el sentir de la mayoría de los británicos. “Las pruebas tienen que preceder a la decisión. No la decisión a las pruebas”, dijo a la Cámara, exigiendo que se permitiera a los inspectores concluir con su labor e informar al consejo de seguridad.

La posición de Cameron es mucho más delicada. El primer ministro se lanzó a la aventura siria con un entusiasmo digno del líder político más admirado de los británicos, el héroe de la Segunda Guerra Mundial, Winston Churchill. Jugó su prestigio y sus fichas y perdió la apuesta. Según el analista político de la BBC, Norman Smith, la derrota “ha abierto un serio interrogante sobre su capacidad de liderazgo”.

(Transcrito do Página 12, Argentina)