Os tribunais eleitorais não ensinam, mas existe um jeitinho de fiscalizar a honestidade da urna eletrônica que você votou

* Acreditar nas urnas do Brasil é uma questão de fé.

* Milhões de eleitores reclamam votos não computados.

* Fiscalize sua urna neste segundo turno 

 

Urnas

 

Centenas de eleitores de São Paulo, que votariam no PT no primeiro turno das eleições, reclamaram nas redes sociais que tiveram seus votos anulados depois de apertarem o número 13 na hora de votar, e cujas urnas exibiram “mensagem de erro”, anulando o voto em seguida.

Não foram constatados erros nas mesmas urnas quando digitados os números de outros candidatos e seus partidos.

Os votos brancos somaram 2.020.581 e os nulos 2.374.888 (mais de 4 milhões de votos nulos e brancos é de se estranhar muito).

Se aconteceu isto com o seu voto, DENUNCIE no Site do TSE, ou no Cartório Regional Eleitoral onde você emitiu o seu título de eleitor.

Esta denuncia foi publicada pelo Dj. Wilson Alexandre, fundador do Fofinho Rock Club, desde 1971.

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Acreditar nas urnas eletrônicas é uma questão de fé. O Brasil não tem comprovação de voto. É proibido qualquer tipo de comprobação, de confirmação, de evidência. Resta um jeitinho. Pasme! Quem ensina é o jornal El País, da Espanha.

 

 

Aplicativo de celular fiscaliza a eficiência da urna eletrônica

 

Eleitor pode ajudar a verificar se houve fraude ou irregularidades na apuração dos votos, ao fotografar o boletim da urna de cada seção eleitoral

 

Um teste nas eleições municipais de 2012 demonstrou que as urnas eletrônicas brasileiras eram vulneráveis a fraudes. O exame, feito por especialistas em cibersegurança, constatou que era possível quebrar o sigilo do voto. Ou seja, descobrir em quem cada cidadão votou. Na ocasião, o Tribunal Superior Eleitoral, que chamou os especialistas para analisar o sistema, disse que corrigiu prontamente as falhas. Mas não detalhou quais procedimentos técnicos foram adotados. Desde então, o coordenador da pesquisa que confirmou essa brecha no software das urnas eletrônicas, o professor de Ciências da Computação Diego Aranha, tenta obter dados sobre a segurança das informações, mas não conseguiu.

“Em um experimento solicitado pelo próprio TSE, nós montamos um ataque contra o sigilo do voto e tivemos sucesso. Gostaríamos de montar outros ataques, porque a vulnerabilidade nos mostrava que talvez fosse possível manipular os votos, mas não houve interesse por esse teste”, afirmou Aranha em entrevista ao EL PAÍS.

Quer dizer que o sistema da urna eletrônica já pode ter sido violado em alguma eleição? “Não sei responder a essa pergunta porque não tenho dados técnicos. Não pudemos avançar nos testes”, disse o especialista.

Diante da impossibilidade de desenvolver novas pesquisas, Aranha e o empreendedor digital Helder Ribeiro reuniram uma equipe e decidiram fiscalizar a eleição. Na semana passada, eles lançaram o aplicativo para smartphones Você Fiscal. Por meio dele, é possível fotografar o boletim de urna impresso após a conclusão da votação em cada seção eleitoral e enviar a imagem para a equipe que vai analisar os dados. Neste boletim de urna, consta a quantidade de votos que cada candidato obteve na seção. Pela lei, o documento deve ser afixado em uma área pública visível, costuma ser colado nas portas de cada seção eleitoral. “Queremos estimular os eleitores a fiscalizar e a nos ajudar a checar se há fraudes ou irregularidades na apuração, já que não tivemos como investigar a segurança do próprio software”, afirmou o pesquisador.

Três dias após a eleição, os dados que constavam dos boletins de todas as urnas são divulgados pelo TSE, que anuncia separadamente quantos votos os candidatos receberam em cada seção eleitoral. É aí que começa o trabalho de comparação das informações enviadas pelos eleitores/colaboradores com o que foi difundido pela Justiça eleitoral. “Não acho que vamos encontrar alguma irregularidade. Mas saber que há cada vez um número maior de fiscais já dificulta qualquer intenção de fraude”, completou Aranha.

Para elaborar o Você Fiscal os idealizadores da proposta se apoiaram no financiamento coletivo e obtiveram cerca de 65.000 reais, que foram investidos no programa. Desde o lançamento do aplicativo até a noite de sábado [do primeiro turno], 12.000 pessoas já haviam feito o download do programa (ele ainda pode ser realizado). É um número pequeno para fiscalizar cerca de 430.000 seções eleitorais espalhadas pelas 27 unidades da federação, mas já é uma iniciativa que se distancia dos partidos e demonstra a necessidade cada vez maior de transparência dos dados públicos.

 

A Justiça é inimiga da transparência

 

Dilma Rousseff denunciou a corrupção do governo Aécio Neves, e foi censurada duas vezes, neste segundo turno, pelo Superior Tribunal Eleitoral. Uma das provas apresentada por Dilma foi retirada do portal do Tribunal de Contas de Minas Gerais, pela ministra presidente, nomeada pelo PSDB, e esposa de um político ladrão, com processos engavetados na justiça mineira.

Não confio na justiça brasileira, chamada de PPV, de preto, puta e veado, pelo ex-presidente do STJ, ministro Edson Vidigal. A ministra Eliana Calmon investigou vários “bandidos togados”, que seu substituto classificou de “maças podres”, que continuam impunes. O máximo que pode acontecer como condenação é o prêmio de uma aposentadoria  precoce.

Nossas urnas deveriam seguir o modelo da Venezuela, país que realiza referendos e plebiscitos, mas que a imprensa vendida do Brasil propaga que governado por uma ditadura esquerdista. Para os barões da mídia não existe ditadura da direita.

As urnas eletrônicas desejadas:

voto impresso

 

Urna eletrônica é confiável?

 

por Ilton C. Dellandréa

A urna eletrônica usada nas eleições do Brasil é semelhante a um micro. É programada por seres humanos e seu software é alterável de acordo com as peculiaridades de cada pleito. Por ser programável pode sofrer a ação de maliciosos que queiram alterar resultados em seus interesses e modificar o endereço do voto com mais facilidade do que se inocula um vírus no seu micro via Internet. Além disto, pode desvendar nosso voto, pois o número do título é gravado na urna na mesma ocasião e fica a ela associado.

Há várias formas de se fazer isto. Por exemplo: é possível introduzir um comando que a cada cinco votos desvie um para determinado candidato mesmo que o eleitor tenha teclado o número de outro.

Talvez eventuais alterações maliciosas sejam possíveis de serem detectadas a posteriori. Mas descobrir a fraude depois de ocorrida não adianta. O importante é prevenir.

A preocupação com a vulnerabilidade da urna eletrônica é antiga. Pode ser acompanhada no site Voto Seguro, mantido por técnicos especializados, engenheiros, professores e advogados que defendem que a urna eletrônica virtual – que não registra em apartado o voto do eleitor e que será usada nas próximas eleições – admite uma vasta gama de possibilidades de invasões, sendo definitivamente insegura e vulnerável.

Recentemente o engenheiro Amílcar Brunazo Filho (especialista em segurança de dados em computador) e a advogada Maria Aparecida Cortiz (procuradora de partidos políticos) lançaram o livro “Fraudes e Defesas no Voto Eletrônico”, pela All Print Editora, no mínimo inquietante. Mesmo para os não familiarizados com o informatiquês ele é claro e transmite a idéia de que as urnas eleitorais brasileiras podem ser fraudadas.

São detalhados os vários modos de contaminação da urna e se pode depreender que, se na eleição tradicional, com cédulas de papel, as fraudes existiam, eram também mais fáceis de ser apuradas porque o voto era registrado. Agora não. O voto é invisível e, como diz o lema do Voto Seguro: “Eu sei em quem votei, eles também, mas só eles sabem quem recebeu meu voto”, de autoria do engenheiro e professor Walter Del Picchia, Professor Titular da Escola Politécnica da USP.

O mais instigante é que os autores e outros técnicos e professores protocolizaram no TSE pedidos para efetuar um teste de penetração visando demonstrar sua tese e isto lhes foi negado, apesar da fundamentação usada.

O livro cita o Relatório Hursti, da ONG Black Box Voting, dos EUA, em que testes de penetração nas urnas-e TXs da Diebold demonstraram que é perfeitamente possível se adulterar os programas daqueles modelos de forma a desviar votos numa eleição normal (página 25).

Elas foram, por esses motivos, recusadas tantos nos EUA quanto no Canadá.

(…) depois que se descobriu que o Poder Judiciário não é imune à corrupção – veja-se o caso de Rondônia – nada é impossível, principalmente em matéria eleitoral. Por isto é incompreensível a negativa do TSE em admitir o teste requerido e, o que é pior, insistir em utilizar a Urna-E Virtual com apoio na Lei n. 10.740/03, aprovada de afogadilho e sem o merecido debate, ao invés da mais segura Urna Eletrônica Real.

Se não é certo, em Direito, dizer que quem cala consente é, todavia, correto dizer que quem obsta o exercício de um direito é porque tem algo a esconder. Ou, por outra, que há alguma coisa que aconselha a ocultação. Ou porque – e agora estou me referindo ao caso concreto – se intui que pode haver algo de podre no seio da urna eletrônica que poderia provocar severas desconfianças às vésperas do pleito. Transcrevi trechos 

 

Ramses Morales Izquierdo
Ramses Morales Izquierdo

Alagoas. As urnas eletrônicas são tão seguras quantos os prédios da justiça eleitoral

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A desembargadora presidente do Tribunal Regional Eleitoral, Elizabeth Carvalho do Nascimento, suspendeu por uma semana os serviços na sede do Tribunal Regional Eleitoral, localizado na praça Visconde de Sinimbu, no centro de Maceió. A decisão foi tomada depois da divulgação do laudo pericial que aponta problemas na estrutura do prédio, apontando riscos de desabamento e incêndio.

Amanhã, o Sindjus/AL (Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário Federal e Ministério Público da União em Alagoas) vai realizar uma assembléia, a partir das 9 horas, para analisar as medidas tomadas pela presidente do TRE, entre outros assuntos.

Em nota oficial, a desembargadora explica que a suspensão nos serviços “entre os dias 3 e 7 de junho para evitar eventuais riscos à segurança das pessoas e do patrimônio desta Justiça Especializada, como medida emergencial”. Os prazos processuais também estarão suspensos durante o período.

A nota ressalta ainda que Elizabeth Carvalho “designou, então, uma equipe especializada do tribunal a fim de aferir as instalações elétricas e estruturais do prédio, bem como determinou a expedição de ofícios a diversos órgãos no sentido de colaborarem e disponibilizarem parte de suas dependências para uso provisório da Justiça Eleitoral, a fim de garantir a continuidade dos serviços prestados à população”.

al forno

De acordo com Luciana Wander, a Justiça Federal, por meio do juiz Sebastião Vasques, pediu um laudo sobre a real situação do prédio. Enquanto a decisão não sai, cerca de 200 servidores do TRE temem pela vida e até planejam rotas de fuga para o caso de um incêndio ou desabamento.

“Os servidores estão muito temerosos diante do risco iminente de explosão, porque desde que começou a chover já houve vários princípios de incêndio”, revelou a sindicalista, apontando para tomadas, quadro elétrico e chão com manchas de fogo após as descargas elétricas.
Segundo ela, o prédio do TRE foi construído para abrigar aproximadamente 40 servidores, porém atualmente são mais de 200 em salas apertadas que comportam ainda maquinários e fiações elétricas expostas.
“Os servidores planejam qual será a rota de fuga no caso de um acidente, pois não há saídas de emergência e apenas um elevador. Todo o quadro elétrico do prédio fica no subsolo, primeiro e quarto andares, então em caso de incêndio para onde vão correr e o que fazer? O único jeito é pular das janelas!”, exclamou em tom de indignação.

Em meio ao concreto, ferragens aparecem enferrujadas por conta da ação da maresia
Em meio ao concreto, ferragens aparecem enferrujadas por conta da ação da maresia

Principais destaques do laudo pericial no prédio-sede do TRE-AL

– Fiações de computadores, de aparelhos de ar condicionado e de equipamentos através de gambiarras sobrecarregam a parte elétrica em diversos quadros de distribuição do prédio.
– Situação crítica no primeiro pavimento. No quadro de distribuição de energia elétrica, o perito notou elevada temperatura de 45 graus centígrados.
– Na caixa de fiações elétricas, a temperatura chegou a 71 graus. No laudo, o perito diz que é uma verdadeira bomba incendiária, prestes a explodir a qualquer momento.
– Foram detectadas patologias nas estruturas de concreto do prédio, como falta de qualidade, espessura de revestimento e corrosão da armadura. Destaca que a ferragem danificada se degrada com mais rapidez, em consequência da ação do oxigênio e da proximidade com o mar. O perito considerou um risco em médio prazo.
– Não existe brigada de incêndio, com isso, nenhum servidor está preparado para o uso de equipamentos em caso de incêndio.
– No prédio, não há saída de emergência e nem sinalização para possíveis emergências.
– A rampa de acesso está com inclinação de 11,35%, ou seja, acima do permitido, que é de 8,33%.
– As portas dos banheiros estão com larguras que variam de 53 a 55 centímetros, quando o mínimo permitido é de 60 cm. Além disso, não há sanitários com portas acessíveis a cadeirantes.
– Há apenas um elevador no prédio, o que torna insuficiente para a demanda de 200 servidores.

Situação do Fórum Eleitoral da Capital

– Há problemas de acessibilidade. A inclinação das rampas, de acordo com a norma da ABNT 9050, permitida é no máximo de 8,33%, enquanto que a inclinação existente do prédio do Fórum é de 17,46%, ou seja, mais do que o dobro permitido.
– A fiação está exposta no setor de atendimento, no estacionamento e no galpão das urnas eletrônicas. A Central de ar está quebrada.
– Há infiltrações e vazamento no teto e nas paredes. Também não existe brigada de incêndio.
– O prédio está sem saída de emergência. Todo o acesso ocorre através de uma porta de vidro. Atualmente, são 60 funcionários e 250 pessoas usuárias.

urna

O maior poder é o do povo. Basta de ditadura!

Ditaduras existem: do executivo, do legislativo, do judiciário. Existem outras mais obscenas: a militar, a econômica, a religiosa, a da imprensa (o pensamento único)

O Brasil precisa, além de eleições, com votos comprováveis, de referendos e de plebiscitos. A voz do povo é a voz de Deus. O resto é resto. Já era a era Gilmar. Despejo, precatório e censura precisam da assinatura da justiça absolutista. Para oferecer concessões das nossas riquezas, basta a assinatura de uma Ana qualquer. Ninguém sabe quem assina os empréstimos de bilhões dos bancos oficiais. O Brasil é o país do segredo.

Andres Alves
Andres Alves

Transcrevo do 247: Professor de Direito Constitucional na Universidade de São Paulo, o jurista Virgílio Afonso da Silva reduziu a pó a liminar concedida pelo ministro Gilmar Mendes, que impediu a tramitação de um processo sobre fidelidade partidária no Congresso Nacional. No texto, que se espalha como um rastilho de pólvora em todo o meio jurídico, ele afirma que a decisão de Gilmar não encontra paralelo na história do STF nem na experiência internacional.

A decisão, de caráter puramente político, deve ser derrubada na próxima quarta-feira, mas Gilmar tem feito romaria aos gabinetes dos colegas pedindo apoio. Teme que a derrota se dê por um placar humilhante e o exponha a críticas ainda mais duras por ter invadido, de forma monocrática, as prerrogativas de um outro poder.

 

A emenda e o Supremo

por Virgílio Afonso da Silva

Na semana passada, todos os holofotes estavam apontados para a Câmara dos Deputados, que discutia uma proposta de emenda constitucional (PEC) que, segundo muitos, é flagrantemente inconstitucional, por ferir a separação de poderes. Contudo, a decisão mais inquietante, em vários sentidos, inclusive em relação à própria separação de poderes, estava sendo tomada no prédio ao lado, no Supremo Tribunal Federal (STF).

No dia seguinte, nas primeiras páginas dos jornais, o grande vilão, como sempre, foi o poder Legislativo. A PEC analisada na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara é polêmica, com certeza. Sua constitucionalidade é questionável, não há dúvidas. Mas, do ponto de vista jurídico, da separação de poderes e do direito comparado, a decisão do STF, que bloqueou o debate no Senado sobre as novas regras de acesso dos partidos políticos à TV e ao fundo partidário, é muito mais chocante.

O ponto mais polêmico da PEC é a exigência de que uma decisão do STF que declare a inconstitucionalidade de uma emenda constitucional seja analisada pelo Congresso Nacional, o qual, se a ela se opuser, deverá enviar o caso a consulta popular.

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Ministro decidiu que o Senado não poderia deliberar sobre um projeto de lei porque ele não concorda com o teor

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É quase um consenso entre juristas que um tribunal constitucional ou uma suprema corte, como é o caso do STF, deve ter a última palavra na interpretação da constituição e na análise da compatibilidade das leis ordinárias com a constituição. Mas muito menos consensual é a extensão desse raciocínio para o caso das emendas constitucionais. Nos EUA, por exemplo, emendas à constituição não são controladas pelo Judiciário. A ideia é simples: se a própria constituição é alterada, não cabe à Suprema Corte analisar se o novo texto é compatível com o texto antigo. Isso quem decide é povo, por meio de seus representantes. Mesmo no caso do controle de leis ordinárias, há exemplos que relativizam o “quase consenso” mencionado acima, como é o caso do Canadá, cujo Parlamento não apenas pode anular uma decisão contrária da Suprema Corte, como também imunizar uma lei por determinado período de tempo contra novas decisões do Judiciário.

Não há dúvidas de que o caso brasileiro é diferente. A constituição brasileira possui normas que não podem ser alteradas nem mesmo por emendas constitucionais, as chamadas cláusulas pétreas. Mas não me parece que seja necessário entrar nesse complexo debate de direito constitucional, já que o intuito não é defender a decisão da CCJ, cuja conveniência e oportunidade são discutíveis.

Neste momento em que o Legislativo passa por uma séria crise de legitimidade, não parece ser a hora de tentar recuperá-la da forma como se tentou. Tampouco quero defender a constitucionalidade da PEC no seu todo. O que pretendi até aqui foi apenas apontar que, embora extremamente polêmica, a proposta é menos singular do que muitos pretenderam fazer crer.

Já a decisão do ministro Gilmar Mendes, tomada na mesma data e que mereceu muito menos atenção da imprensa, é algo que parece não ter paralelo na história do STF e na experiência internacional. Ao bloquear o debate sobre as novas regras partidárias, Gilmar Mendes simplesmente decidiu que o Senado não poderia deliberar sobre um projeto de lei porque ele, Gilmar Mendes, não concorda com o teor do projeto. Em termos muito simples, foi isso o que aconteceu. Embora em sua decisão ele procure mostrar que o STF tem o dever de zelar pelo “devido processo legislativo”, sua decisão não tem nada a ver com essa questão. Os precedentes do STF e as obras de autores brasileiros e estrangeiros que o ministro cita não têm relação com o que ele de fato decidiu. Sua decisão foi, na verdade, sobre a questão de fundo, não sobre o procedimento. Gilmar Mendes não conseguiu apontar absolutamente nenhum problema procedimental, nenhum desrespeito ao processo legislativo por parte do Senado. O máximo que ele conseguiu foi afirmar que o processo teria sido muito rápido e aparentemente casuístico. Mas, desde que respeitadas as regras do processo legislativo, o quão rápido um projeto é analisado é uma questão política, não jurídica. Não cabe ao STF ditar o ritmo do processo legislativo.

Sua decisão apoia-se em uma única e singela ideia, que pode ser resumida pelo argumento “se o projeto for aprovado, ele será inconstitucional pelas razões a, b e c”. Ora, não existe no Brasil, e em quase nenhum lugar do mundo, controle prévio de constitucionalidade feito pelo Judiciário. Mesmo nos lugares onde há esse controle prévio – como na França – ele jamais ocorre dessa forma. Na França, o Conselho Constitucional pode analisar a constitucionalidade de uma lei antes de ela entrar em vigor, mas nunca impedir o próprio debate. Uma decisão nesse sentido, de impedir o próprio debate, é simplesmente autoritária e sem paralelos na história do STF e de tribunais semelhantes em países democráticos.

Assim, ao contrário do que se noticiou na imprensa, a decisão do STF não é uma ingerência “em escala incomparavelmente menor” do que a decisão da CCJ. É justamente o oposto. Além das razões que já mencionei antes, a decisão do STF é mais alarmante também porque produz efeitos concretos e imediatos, ao contrário da decisão da CCJ, que é apenas um passo inicial de um longo processo de debates que pode, eventualmente, não terminar em nada. E também porque, se não for revista, abre caminho para que o STF possa bloquear qualquer debate no Legislativo sempre que não gostar do que está sendo discutido. E a comprovação de que essa não é uma mera suposição veio mais rápido do que se imaginava: dois dias depois, em outra decisão sem precedentes, o ministro Dias Toffoli exigiu da Câmara dos Deputados explicações acerca do que estava sendo discutido na CCJ, como se a Câmara devesse alguma satisfação nesse sentido. É no mínimo irônico que, na mesma semana em que acusa a Câmara de desrespeitar a separação de poderes, o STF tenha tomado duas decisões que afrontaram esse princípio de forma tão inequívoca. A declaração de Carlos Velloso, um ex-ministro do STF que prima pela cautela e cordialidade, não poderia ter sido mais ilustrativa da gravidade da decisão do ministro Gilmar Mendes: “No meu tempo de Supremo, eu nunca vi nada igual”!

Venezuela tem democracia sim, senhor! e eis a prova nos jornais de hoje, dia de eleger o sucessor de Hugo Chaves

LIVRE, DEMOCRATICAMENTE, OS JORNAIS DA VENEZUELA PARTICIPAM DA CAMPANHA ELEITORAL.

E NOS PAÍSES DO CHAMADO ‘EIXO DO BEM’ RESTAM PULHAS, PIGUISTAS, QUE PROPAGAM A EXISTÊNCIA DE UMA DITADURA.

NA VENEZUELA TEM REFERENDO. TEM PLEBISCITO. TEM COMPROVAÇÃO DE VOTO NAS URNAS ELETRÔNICAS.

SÀO COISAS QUE O BRASIL NÃO TEM

ve_2001.ve_clarin_aragua.ve_correo_caroni.PAGINA 01 PORTADA NEW.QXPve_informador.ve_nacional.ve_nueva_prensa.ve_ultimasnoticias.ve_universal.ve_version_final.

Urnas eletrônicas nas eleições democráticas da Venezuela

Editorial: Este domingo es el día de los electores. Jornada para el ejercicio de la soberanía, oportunidad para que todos los ciudadanos se hagan partícipes de la decisión de otorgar a una persona la facultad y responsabilidad de ejercer la Presidencia de la República por los próximos seis años, dentro del pacto constitucional que sostiene y protege nuestra democracia.

Hoy los venezolanos ejercemos nuestro derecho constitucional de sufragar en votaciones universales, directas y secretas. Ha sido un derecho conquistado en un recorrido que no fue corto ni estuvo exento de regresiones. Apenas entre 1946 y 1947 quedó políticamente legitimado y constitucionalmente plenamente establecido que el voto era verdaderamente universal, directo y secreto. Tras su negación en el decenio dictatorial, fue reafirmado constitucional e institucionalmente desde 1958 hasta nuestros días.
Los venezolanos tenemos hoy nuevamente la posibilidad de reafirmar nuestra igualdad en el derecho al sufragio: porque todos los votos cuentan con igual peso en la sumatoria del resultado, porque el resultado vale para todos por igual y porque para el candidato ganador es conveniente y obligante entenderlo y atenderlo de ese modo.

Pero también es cierto que al ejercer ese derecho los votantes se expresan desde la libertad con la que cada quien sufraga por la opción de su preferencia. El proceso electoral es una de las más valiosas manifestaciones de la competencia entre pluralidad de concepciones y visiones, a la vez que de disposición pluralista para respetar la diversidad.

Solo desde la aceptación de coincidencias y divergencias se puede construir una sociedad democrática, libre, próspera. Con el voto podemos expresar nuestras preferencias individuales, con el voto renovamos el compromiso democrático entre los electores y el elegido. No dejemos de ejercer nuestro derecho, que es deber personal y responsabilidad con el país. ¡Todos a votar!

Identifícate y vota

El elector o electora se dirigirá ante el Presidente o Presidenta de la mesa electoral, posteriormente hará entrega de su cédula laminada, vencida o no, para que puedan verificar su identidad y además la coincidencia de su huella dactilar en el Sistema de Autenticación Integral (SAI).

Luego que el Presidente desbloquee la máquina el elector está autorizado para votar, debe dirigirse hasta la máquina de votación, presionar en la boleta electoral la tarjeta del candidato o candidata de su preferencia, recuerde que debe verificar la selección en la pantalla y presionar el recuadro votar.

Los candidatos presidenciales inscritos ante el CNE son: Hugo Rafael Chávez Frías, Henrique Capriles Radonski, Orlando Chirinos, Luis Reyes, María Bolívar, Yoel Acosta y Reina Sequera; cada elector o electora tendrá el libre derecho de elegir el candidato que desee.

Deposita y firma

Después de presionar el recuadro “VOTAR” en la pantalla dactilar, la máquina de votación imprimirá el comprobante de su voto, debe retirarlo sin jalarlo, verificar su selección, doblar y depositarlo en la caja de resguardo, para realizar el conteo ciudadano.

Del mismo modo, la persona después de ejercer su derecho al sufragio se dirigirá al miembro de la mesa electoral que está a cargo del cuaderno de votación, el mismo hará entrega de la cédula de identidad y el instrumento antes mencionado para que el elector firme en la página y renglón correspondiente, debe asegurarse de la ubicación y que coincida con su nombre y número de cédula para colocar la huella dactilar.

El ciudadano antes de retirarse de la mesa electoral, como señal de haber ejercido su derecho, introducirá el dedo meñique en el desengrasante, secarlo y sumergirlo en la tinta indeleble, con la ayuda de un miembro de mesa como en comicios anteriores.

Máquina de votación

En caso que el elector o electora no sepa cómo ejercer su derecho, debe manifestarse ante el presidente o presidenta de la mesa electoral para que le explique detalladamente el uso de la máquina de votación y de esta manera no tener ningún contratiempo al momento de participar.

O DESCANSO DAS URNAS

por Talis Andrade

 

 

Os tribunais trabalham

trabalham tanto

na contagem recontagem

dos votos depois

das eleições

os funcionários

de tão cansados

permanecem um ano

em descanso

remunerado

 

Da gravidez das urnas

o difícil parto

Dos votos de cabresto

o previsível reparte

 

Da imprensa a enganosa

cobertura

Dos políticos

a despretensiosa jura

os tribunais da His Brazil

trabalham mais

que os de Honduras

 

Os tribunais trabalham

trabalham tanto

Contam votos

nos arriscados tempos

de ditadura

In livro Balas de Festim, inédito