A chapa oposicionista do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Pernambuco teve apenas quatro votos

TEVE MAIS URNAS VOADORAS QUE VOTOS NA CHAPA VOCÊ SABE PORQUÊ

quatro 1

Ricardo Antunes: Esse foi o presidente da Comissão Eleitoral. Até esse post abaixo, César Rocha tinha o meu respeito, embora não tivesse obedecido nem mesmo a orientação da OAB PE para a impugnação da urna com votos fantasmas, de ter colocado três brutamontes da CUT para contar os votos sem qualquer comunicação formal a chapa da oposição e de ter, pasmem, convidado um vendedor de amendoim, isso mesmo um vendedor de amendoim (eu até gosto) para ser mesário em uma das urnas. E aqui não vai demérito algum para o vendedor, mas será que não havia entre 5 mil jornalistas alguém mais habilitado para a função? Um vexame. Uma vergonha. Vejam os comentários. O Ministério Público irá tomar as providencias cabíveis.

xxx

Cesar Rocha: Tinha decidido não comentar nada, mas tenho ouvido tanta sandice aqui nos últimos dias sobre a eleição da diretoria do Sindicato dos Jornalistas de Pernambuco e da Fenaj, que não me contive. O processo foi absolutamente feito dentro da normalidade, talvez frio demais – daí o número tão alto de abstenção. Agora, eu queria apenas registrar o seguinte: os jornalistas de Pernambuco conhecem Ricardo Antunes . Tanto conhecem que a chapa liderada por ele teve ao final 15 votos, contra 224 da chapa vencedora.

quatro eu sou

Talis Andrade: 1 – Colocamos Ricardo Antunes na Chapa Você Sabe Porquê como aviso para a polícia do governador Eduardo Campos, e para a Justiça: Não aceitamos prisão de jornalistas no exercício da profissão. Nas manifestações de ruas, recentemente realizadas, jornalistas foram presos e soltos, e espancados pela mesma polícia. E o Sindicato deu uma notinha frouxa e submissa.

2 – Perdemos nas urnas voadoras para a Chapa Governista. Urnas conduzidas, secretamente, pela CUT. E mais: Urnas apuradas pela CUT. Tirando os votos dos candidatos, tivemos apenas quatro (4) votos. Mas moralmente me considero vitorioso.

3 – Abaixo o stalking policial, a censura judicial, a censura extrajudicial. No caso do Ricardo, que foi preso incomunicável e torturado, não acreditamos que ele tentou vender uma notícia por um milhão de dólares. Isso nunca aconteceu na história da Imprensa internacional.

4 – A sede do Sinjope é a cara dos eleitores da chapa do continuísmo.

5 – A história da prisão de Ricardo Antunes escrevi sem medo e sem ódio.

https://andradetalis.wordpress.com/tag/ricardo-antunes/

6 – Jornalismo se faz com debate, com opinião. O futuro da imprensa escrita está no jornalismo opinativo. Que a rádio informa instantaneamente. A tv mostra. Idem novo jornalismo on line.

xxx

Ricardo Antunes: Aliás, esse comentário de César Rocha me remete a uma coisa. Parece um post em que pede uma nova prisão para mim. Muito estranho mesmo…

xxx

Talis Andrade: Ricardo Antunes, fique com a certeza de que você receberá  o consolo do Sinjope. Fica prometida uma “visita humanitária”… O Sinjope assinará, novamente, um atestado médico de que você não está sendo torturado. E a polícia dirá: Obrigado, Sinjope!

Tem mais: nunca fui amigo de Ricardo Antunes. Mas estou cansado de defender jornalistas espancados, ameaçados de morte, presos, exilados. De pedir prisão para os assassinos de jornalistas e blogueiros. Tudo gente que não conheço.

quatro mão

Ricardo Antunes: É verdade, Talis Andrade. Se encontrei você 4 vezes foi muito nos meus 30 anos de profissão. Mas você, como alguns poucos, não foi covarde nem omisso.

(Continua)

Jornais e jornalistas que defendem eleição sindical de urna prenha não têm moral para denunciar a corrupção alheia

Ilustração de Kavehadel
Ilustração de Kavehadel

 

Eleição com voto de cabresto, com voto bico de pena, com voto marmita, com urna prenha, com transporte de eleitores (ninguém sabe de onde sai o dinheiro), com urna volante (nem na ditadura existia urna voadora), sinaliza que existe algo de podre no reino da Dinamarca.

Que moral tem um jornalista, que defende a corrupção na Imprensa, para combater a corrupção noutros poderes?

Onde começa a luta contra a corrupção?

Onde começa a defesa da liberdade de imprensa se o jornalista não tem liberdade de expressão, não  vota livre no sindicato, e recebe um salário de servo, e trabalha em uma gaiola de ouro?

 

 

Até quando vai durar a intervenção do governo do Estado nas eleições e campanhas sindicais
Até quando vai durar a intervenção (ditadura) do governo do Estado nas eleições e campanhas sindicais?

 

 

 

Hoje é o dia do futuro dos jornalistas de Pernambuco. Tem eleição no Sinjope

Chapa batida. Ilustração de Bernard Bouton
Chapa batida. Ilustração de Bernard Bouton

 

Nenhuma notícia nas rádios, nas televisões, nos jornais impressos, no jornalismo on line. O que não é notícia não acontece.

O patronato e os pelegos apostam em um sindicato morto. No sindicalismo submisso. Na greve de teatro. Nas urnas volantes. Na chapa batida. Nos salários indignos. Nos passaralhos. Na liberdade de imprensa como propriedade dos patrões. Que realizam o jornalismo como escada, como abre portas dos palácios. Dos palácios do executivo, do judiciário, do legislativo. Do jornalismo como chave dos cofres dos bancos oficiais.

Ninguém consegue fiscalizar uma urna volante. Ilustração de  Arcadio Esquivel
Ninguém consegue fiscalizar uma urna volante. Ilustração de Arcadio Esquivel

 

 

Sindicato dos jornalistas de Pernambuco quer fazer eleição bico de pena com urnas volantes prenhas

Eleicoes-Voto-Censitario

Bico de pena. Forma de eleição praticada na República Velha antes de 1930, cujo voto era aberto e não secreto, e havia controle dos caciques políticos sobre os eleitores. Para acabar com essa manipulação, o Brasil fez a Revolução de Trinta.

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Pernambuco, prefere o voto bico de pena, o voto marmita das urnas volantes.

VOCÊ ACREDITA EM URNA VOLANTE?
VOCÊ ACREDITA EM URNA VOLANTE?

Eleições de Bico de Pena


Era um tipo de eleição realizado durante o período da chamada política do “café-com-leite”, através de listas de votação com os nomes daqueles que eram aptos a votar, listas que a chapa governista ainda não divulgou, nem entregou – como manda a lei – para os participantes da chapa oposicionista Você Sabe Porquê.

Mas eleições da República Velha, essas listas sofriam alterações de assinaturas e os votos eram falsificados para que os resultados fossem manipulados. Este tipo de prática refletia um modo de política feita com cartas marcadas pelos interesses das alianças, que garantiam a estabilidade vigente. No caso do Sinjope, o continuísmo do mando dos jornalistas secretários de imprensa de Eduardo Campos e Geraldo Júlio, que possuem os mesmos interesses dos barões da mídia.

O voto bico de pena e o voto marmita: a história das eleições no Brasil

por Janaína Botelho

O voto no Brasil tem uma historicidade. No período colonial, os políticos eram escolhidos através da declaração oral dos eleitores e a cédula eleitoral surgiu apenas no Império. Com o fim da eleição indireta dos pelouros, os vereadores passaram a ser eleitos diretamente, através de um sistema que dividia a sociedade politicamente ativa em “votantes” e “eleitores”. Votantes eram os homens com determinada renda anual, excluídos os menores de 25 anos (exceto os casados, os oficiais militares, os clérigos e os bacharéis); os filhos-famílias que vivessem em companhia dos pais (exceto os que exerciam ofícios públicos); os criados (em cuja classe não se incluíam os guarda-livros e os caixeiros); os administradores de fazendas rurais e fábricas e os religiosos que viviam em regime de reclusão. Eleitores eram os homens escolhidos pelos votantes nas Assembleias Paroquiais e que deveriam possuir uma renda anual bem superior a dos votantes. Os eleitores compunham os colégios eleitorais que elegiam os deputados provinciais e gerais e os senadores, estes últimos em uma lista tríplice para ulterior escolha do imperador. Logo, a cada quatro anos, no dia 7 de setembro, os votantes se reuniam nas igrejas locais e elegiam, por sufrágio direto, os sete vereadores, os juízes de paz e indiretamente, por intermédio dos eleitores, os parlamentares provinciais e gerais.
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Mas o processo eleitoral brasileiro já ganhou bizarras denominações, como a eleição “a bico de pena” e o voto “marmita”. Na República Velha, o voto era facultativo e “a descoberto”, embora a constituição determinasse o voto secreto. Nesse período, como era comum se forjar o resultado, as eleições ficaram conhecidas como eleições “a bico de pena”, alterando-se com a caneta, que era de bico de pena, os votos a favor de um determinado candidato. Mas não era suficiente ser eleito através de fraude. A Comissão de Verificação de Poderes do Senado deveria ratificar ou não a eleição de deputados e senadores. Controlada pela elite governista, a comissão impedia que a oposição tivesse sua eleição reconhecida. Essa prática ficou conhecida como “degola”.
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A Revolução de 30, que levou Getúlio Vargas ao poder, instituiu a Justiça Eleitoral, com a promulgação do Código Eleitoral, pois uma das reclamações contra o sistema político da República Velha era a facilidade com que se manipulavam as eleições. Mas nesse período, as cédulas eleitorais eram impressas e distribuídas pelos partidos ou pelo próprio eleitor. Era o denominado “voto marmita”, pois o eleitor trazia o voto pronto de casa em um envelope contendo as cédulas dos seus candidatos. Para proteger o sigilo do voto, foram adotados alguns mecanismos: embora as cédulas continuassem individuais, foi exigido o envelope oficial no qual o eleitor inseria sua cédula, sendo o envelope rubricado pelo mesário antes de ser depositado na urna. Igualmente foi introduzida a cabine para garantir a privacidade do eleitor. Surgiu finalmente um projeto de cédula oficial, impressas e distribuídas pela Justiça Eleitoral e a cédula única foi transformada em lei e utilizada nas eleições presidenciais de 1955. O último avanço foi a partir das eleições de 1996, com a adoção das urnas eletrônicas.
Até 1985, o analfabeto era proibido de votar no Brasil. A Lei Saraiva, de 9 de janeiro de 1881, proibira o voto aos analfabetos. O direito do voto só será permitido ao analfabeto com a promulgação da Emenda Constitucional número 25, de 15 de maio de 1985, e regulamentada pela Lei 7.332, de 1º de junho de 1985. Se considerarmos que o analfabetismo só foi erradicado na segunda metade do século XX, a maioria da população estava alijada da participação política.
JORNALISTA NÃO TEM MEDO DE CARETA. TODO JORNALISTA VERDADEIRO DEFENDE A LIBERDADE DE IMPRENSA E O VOTO LIVRE
JORNALISTA NÃO TEM MEDO DE CARETA. TODO JORNALISTA VERDADEIRO DEFENDE A LIBERDADE DE IMPRENSA E O VOTO LIVRE
Concluindo, na história das eleições, o povo brasileiro sempre ficou à margem do processo eleitoral. O voto censitário, um sistema em que somente poderia votar quem tivesse uma renda mínima, foi abolido com a constituição republicana de 1891. No entanto, a exclusão dos analfabetos do voto, que abrangia a maior parcela da população brasileira, colocava-os fora da participação política. Vale lembrar ainda que o voto feminino só foi admitido no governo Vargas. Atualmente, discute-se a não obrigatoriedade do voto para evitar a manipulação por parte da classe política. Observando a historicidade do voto no Brasil, chegamos à conclusão que a maior parte do povo brasileiro foi muito tardiamente convidada a participar da mesa dos “senhores”.
voto marmita

Armaram um esquema para transportar jornalistas aposentados. Jornalista não é burro velho. A recomendação da Chapa Você Sabe Porquê é aceitar a carona.

Todo mundo sabe quem paga o transporte direta ou indiretamente.

Agora, na hora de votar, do jornalista a lembrança da aposentadoria que recebe.

Denúncia de fraude nas eleições do Sintepe. Temos que garantir eleições limpas e verdadeiras no Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Pernambuco

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Quem confia em urna volante?

Quem abre e fecha uma urna voadora?

Existem 18 sinônimos e nove sentidos para a palavra volante:

1. itinerante.

2. condutor [Quais caixeiros-viajantes levam as urnas?]

3. impresso [Por falar em impresso, até hoje, na antevéspera das eleições, o Sinjope não entregou a lista de votantes]

4. voador.

5. mutável.

6. volátil.

7. errante, vagabundo.

8. instável, movediço.

9. ambulante, móvel, rápido, voante.

urna

Aos leitores do Diario de Classe: se puderem, compartilhem esta notícia por e-mail ou pelas redes sociais (Facebook, Twitter…). Por enquanto, não podemos comprovar quem está com a verdade no Sintepe, mas podemos pressionar para que tudo se esclareça! É o mínimo que podemos fazer para mudar essa incômoda situação!

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No evento promovido ontem pela Secretaria de Educação de Pernambuco, no Chevrolet Hall, um grupo de professores, identificados como Movsol (Movimento Solidariedade), fez uma grave denúncia.
O grupo distribuiu um folheto afirmando que houve fraude na eleição do Sintepe, realizada em outubro de 2011. A Chapa 2, Oposição – Novo tempo, novo Sintepe teria vencido a eleição, mas teria havido manipulação favorecendo a Chapa 1, composta pela situação.
Os representantes do Movsol utilizaram vários argumentos para comprovar que houve fraude. Vejamos alguns:
1. A Chapa 1 criou um sistema eleitoral que viabilizou a fraude, pois qualquer sócio poderia ter votado mais de uma vez, já que era possível participar da votação nas urnas fixas e nas volantes (havia duas listas de registro diferentes). Segundo os denunciantes, houve gente da Chapa 1 que votou até 3 vezes;
2. Como forma de protesto, integrantes das chapas 1 e 3 resolveram não participar da apuração. Assim, os representantes da Chapa 1 apuraram na presença apenas de representantes da OAB e de um procurador do Ministério do Trabalho, porém nenhum deles assinou algum documento atestando a lisura do processo eleitoral;
3. A Chapa 1 falsificou cédulas eleitorais: o nome da Chapa 2 era Oposição – Novo tempo, novo Sintepe. Mas, na cédula, estava escrito: “Sindicato Independente, Classista e de Luta”, nome muito semelhante ao da Chapa 1: “Sintepe Independente, Classista e de Luta”;
4. Foram utilizadas urnas de lona, mais sujeitas a fraudes do que as eletrônicas, e com cadeados que não estavam lacrados;
5. Urnas volantes não passaram em centenas de escolas.

Diante das irregularidades, os representantes do Movsol afirmaram que integrantes da Chapa 2 moveram três ações judiciais, uma delas exigindo prestação de contas e em outra pediram anulação das eleições. A eleição está, então, sub judice.
O Movsol mantém um blog, onde podem ser conferidos mais detalhes sobre as denúncias: www.movsol.blogspot.com. [Vi o blog. É antigrevista, e pra lá de governista ou medroso. Sindicalismo de oposição não pode ser frouxo]
Quanto ao Sintepe, será que alguém vai querer se pronunciar?
Pelo menos por aqui, o espaço está aberto.
É certo que há muita gente (pelo menos alguns milhares de professores e funcionários da educação) querendo saber o que realmente houve…

urna 2

 (Transcrevi do Diário de Classe)
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P.S. Por que urna volante? Por que o associado sindical não pretende ou tem preguiça de votar? Por que no local de trabalho? Muito mais cômodo para o eleitor, e lucrativo e eficaz para o pelego, buscar o voto de cabresto em casa, na câmara (veja origem do termo)?
Cecigiam
Cecigiam