Estudantes e movimentos sociais nas ruas hoje contra retorno da ditadura

movimentos sociais hoje

movimento dia 20

Do Portal da UNE
Para estudantes resolução da crise se dá com resistência dos movimentos sociais unidos
Estudantes de todas as regiões do Brasil aprovaram durante Seminário de Gestão da UNE a participação da entidade no grande ato nacional hoje, dia 20 de agosto, que contará com a presença de movimentos sociais e centrais sindicais, como MTST, CUT, UBES, Unegro, MST, UBM e CTB. A passeata em defesa dos direitos sociais, da liberdade e da democracia, contra as ameaças da direita golpista, e por saídas populares para a crise deve acontecer em 10 capitais.

Em São Paulo, a concentração está marcada para o Largo da Batata, na região Oeste da capital.

A marcha vai integrar o calendário da Jornada de Lutas da Juventude também aprovado durante o Seminário de Gestão da UNE realizado no último dia 1 e 2 de agosto. A Jornada é uma série de manifestações que ocorre tradicionalmente a partir de agosto em lembrança ao dia do estudante e ao aniversário da UNE.

“A resolução da crise passa pela unidade dos movimentos sociais no enfrentamento nas ruas. Nossa Jornada tem data para começar, mas não para acabar. Os nossos sonhos, as nossas lutas, os direitos conquistados não cabem no ajuste fiscal e as nossas pautas também não cabem em marchas que levantam bandeira de intervenção militar, que levantam suástica, que tem palavras de ordem machistas”, destacou a presidenta da UNE, Carina Vitral.

A mobilização é construída em todo o Brasil pelas entidades que assinam o manifesto abaixo. Leia a íntegra:

TOMAR AS RUAS POR DIREITOS, LIBERDADE E DEMOCRACIA!

cultiva liberdade

Contra a direita e o ajuste fiscal!

Estaremos nas ruas de todo o país neste 20 de agosto em defesa dos direitos sociais, da liberdade e da democracia, contra a ofensiva da direita e por saídas populares para a crise.

Que os ricos paguem pela crise!

A política econômica do governo joga a conta nas costas do povo. Ao invés de atacar direitos trabalhistas, cortar investimentos sociais e aumentar os juros, defendemos que o governo ajuste as contas em cima dos mais ricos, com taxação das grandes fortunas, dividendos e remessas de lucro, além de uma auditoria da dívida pública. Somos contra o aumento das tarifas de energia, água e outros serviços básicos, que inflacionam o custo de vida dos trabalhadores. Os direitos trabalhistas precisam ser assegurados: defendemos a redução da jornada de trabalho sem redução de salários e a valorização dos aposentados com uma previdência pública, universal e sem progressividade.

Fora Cunha: Não às pautas conservadoras e ao ataque a direitos!

Eduardo Cunha representa o retrocesso e um ataque à democracia. Transformou a Câmara dos deputados numa Casa da Intolerância e da retirada de direitos. Somos contra a pauta conservadora e antipopular imposta pelo Congresso: Terceirização, Redução da maioridade penal, Contrarreforma Política (com medidas como financiamento empresarial de campanha, restrição de participação em debates, etc.) e a Entrega do Pré-sal às empresas estrangeiras. Defendemos uma Petrobrás 100% estatal. Além disso, estaremos nas ruas em defesa das liberdades: contra o racismo, a intolerância religiosa, o machismo, a LGBTfobia e a criminalização das lutas sociais.

A saída é pela Esquerda, com o povo na rua, por Reformas Populares!

É preciso enfrentar a estrutura de desigualdades da sociedade brasileira com uma plataforma popular. Diante dos ataques, a saída será pela mobilização nas ruas, defendendo o aprofundamento da democracia e as Reformas necessárias para o Brasil: Reforma Tributária, Urbana, Agrária, Educacional, Democratização das comunicações e Reforma democrática do sistema político para acabar com a corrupção e ampliar a participação popular.

A rua é do povo!

20 de Agosto em todo o Brasil!

Assinam:

Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST)
Central Única dos Trabalhadores (CUT)
Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB)
Intersindical – Central da Classe Trabalhadora
União Nacional dos Estudantes (UNE)
União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES)
Rua – Juventude Anticapitalista
Fora do Eixo
Mídia Ninja
União da Juventude Socialista (UJS)
Uneafro
Unegro
Círculo Palmarino
União Brasileira das Mulheres (UBM)
Coletivo de Mulheres Rosas de Março
Coletivo Cordel
Serviço Franciscano de solidariedade (Sefras)
Igreja Povo de Deus em Movimento (IPDM)

Vídeos

Ter ou não ter Copa. Prisão de vice em protesto expõe racha da UNE

Katerine Oliveira
Katerine Oliveira

Apesar da posição favorável da UNE à realização da Copa no Brasil, a 1ª vice-presidente da União Nacional dos Estudantes, Katerine Oliveira, de 23 anos, foi detida durante o protesto contra a realização da Copa do Mundo no Brasil realizado no sábado, 25 de janeiro, no centro de São Paulo.
Katerine Oliveira participa do grupo Rebele-se, um dos coletivos de oposição à atual direção da entidade. Ao contrário da posição oficial da UNE, o grupo se coloca contra a realização da Copa da forma como está sendo feita: os gastos são considerados abusivos e mal coordenados. “Em dez anos, foram feitas duas reformas no Maracanã” exemplifica a vice-presidente, em entrevista à CartaCapital. E emenda: “eles chegaram a postar na página da UNE uma mensagem defendendo o trabalho voluntário durante a Copa. Achamos que a instituição não deveria se prestar a isso.”

Postado na página de Katerine Oliveira no Facebook
Postado na página de Katerine Oliveira no Facebook

Normalmente a UNE apoia as ações do governo federal. O Ministério dos Esportes é presidido por Aldo Rebelo, do PCdoB, partido domina a UNE há cerca de duas décadas e tem entre seus filiados sua atual presidenta, Virgínia Barros, de 27 anos. Virgínia defendeu a realização do evento e diz que na UNE discute-se, contando com os diversos coletivos, o legado deixado pela Copa, que na sua visão é positivo. “Falamos do legado social da Copa, que vem promovendo a criação de cidades melhores. Não temos uma visão unilateral do evento, vemos como uma oportunidade para o País.” Quanto à oposição dentro da UNE, Virgínia reforça que a instituição é formada por diversos coletivos, e que as articulações se dão sempre por encontros, debates e votações.

Virgínia Barros
Virgínia Barros

Virgína diz que a UNE condena a detenção de sua vice-presidente Katerine e a ação da polícia em protestos, independente da pauta dos mesmos. “Defendemos a desmilitarização da polícia e também repudiamos a criminalização de movimentos sociais. As manifestações são legítimas e, neste caso, fica claro o despreparo da polícia em lidar com isso.”
A UNE teve em uma semana três prisões de seus membros. Além de Katerine, dois diretores, Mateus Weber e Igor Mayworm, foram detidos pela polícia por estarem acampados em frente ao Palácio do Planalto, em protesto quanto ao descredenciamento, acontecido no dia 13 de janeiro, das universidade Gama Filho e da UniverCidade.

Ação policial
Katerine narrou os acontecimentos de sábado, quando foi detida. Junto a um grupo de outros manifestantes, ela entrou em um hotel na Rua Augusta para se proteger das bombas de efeito moral e balas de borracha que estavam sendo lançadas pela polícia. O recepcionista do hotel acabou permitindo que os jovens ficassem por lá até que a situação se acalmasse.
No entanto, a polícia entrou no estabelecimento e, com ameaças, obrigou os manifestantes a se agacharem. “Não quebramos nada na recepção. Os policiais gritaram e usaram insultos para coibir os manifestantes, que não reagiram em nenhum momento. Um deles chegou a dizer ‘Levanta, vadia’ para uma das meninas. O comandante era o mais alterado, e ele não tinha nenhuma identificação” diz Katerine, que viu apenas um dos policiais utilizando o nome no uniforme.
O que chamou a atenção de Katerine foi a insistência em apagar qualquer registro que pudesse ter sido feito. Aos manifestantes, ela conta, foi pedido que entregassem os celulares ou câmeras, enquanto eram apagadas as filmagens e os aparelhos desligados. “Ouvi os policiais perguntando ao recepcionista aonde ficavam as câmeras de segurança. Não sei se elas foram apagadas, mas ouvi perguntarem por elas. Percebi que estavam preocupados com as gravações”.

OS PRESOS DA POLÍCIA DE SÉRGIO CABRAL. "Olha a gente aí", escreveu Katerine Oliveira na página do Facebbok.
OS PRESOS DA POLÍCIA DE SÉRGIO CABRAL. “Olha a gente aí”, escreveu Katerine Oliveira na página do Facebbok.

O grupo de Katerine foi encaminhado a 78º DP dos Jardins para fazer ocorrência. Às 3 da manhã, estavam liberados. Um rapaz de 22 anos, Fabrício Proteus Nunes, que não estava no grupo de Katerine mas participava da manifestação, está em estado grave na Santa Casa, em Higienópolis, depois ser atingido por três tiros disparados por um policial. Oficialmente, a PM alega legítima defesa na ação.

Katerine Oliveira promete não parar com os protestos: “Não fugimos da luta! Semana que vem tem mais!“ . E indica a página #copapraquem na internet

Duas pernambucanas lideram os estudantes do Brasil

Manuela Braga
Manuela Braga
Vic

A estudante pernambucana Virgínia Barros – formada em direito pela UFPE e, atualmente, estudante de letras da USP – foi eleita no último final de semana presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE). Vic Barros, como é conhecida e prefere ser chamada, liderou a chapa “Bloco da unidade para o Brasil avançar”, que venceu com 69% dos votos.
Com o cargo, a pernambucana Vic Barros se tornou a quinta mulher a chegar à presidência da UNE, que já havia sido ocupada pelo ministro Aldo Rebelo, pelo ex-governador de São Paulo José Serra, pelo senador Lindbergh Farias e pelo ex-ministro Orlando Silva.

Vic é filiada ao Partido Comunista do Brasil (PC do B), militante da União da Juventude Socialista (UJS).

Manuela Braga preside a União dos Estudantes Secundários – UBES.

Transcrevo do blogue da UNE:
O Congresso da UNE também definiu os rumos e posicionamentos da entidade para os próximos dois anos, no que diz respeito à conjuntura nacional, educação e organização do movimento estudantil. Foi convocada, na plenária final, uma Jornada de Lutas para os meses de junho, julho e agosto, com a pauta central da Educação brasileira.

Em uma remota sala de aula de Garanhuns, no interior de Pernambuco, Tia Lélia escreve no quadro a palavra “reivindicar” e explica aos alunos da segunda série o seu significado. A pequena Virgínia, fascinada com a janela do mundo aberta pela carinhosa professora, leva o que aprendeu para uma redação, “Meu país Brasil”, que acabou entrando em um livro publicado com textos dos alunos.

Tia Lélia estaria garantidamente encontrando as lágrimas no domingo, dois de junho de 2013, se estivesse na Goiânia Arena, a 2.115 quilômetros de Garanahuns, vendo o que aconteceu à pupila. Virgínia cresceu, virou Vic, e alcançou estatura ainda muito maior do que seus 1,53 de altura. Presidenta da União Nacional dos Estudantes, não somente aprendeu o significado da palavra reivindicar como transformou-se nele.

A baixinha Vic Barros, hoje morando em São Paulo e aluna do curso de Letras da USP, chega ao posto de maior liderança do movimento estudantil brasileiro, presidindo a mitológica entidade que, há 75 anos, é o exemplo máximo no país para ilustrar aquela lição da segunda série. Ela representa agora sete milhões de estudantes universitários do Brasil, sendo a quinta mulher a ocupar o cargo e figurando ao lado de personagens como o ministro Aldo Rebelo, o ex-governador de São Paulo José Serra, o senador Lindbergh Farias e o ex-ministro Orlando Silva.

De personalidade afável, porém forte, óculos e sotaque marcantes, fã de rock and roll e torcedora do Sport Club do Recife, Vic deixou Garanhuns para conhecer a cidade grande aos 13 anos, passando a adolescência na capital pernambucana. Não participou do grêmio do colégio nem do movimento secundarista, mas já aproximava-se sentimentalmente da política com a admiração a dois líderes de seu solo: Miguel Arraes e Luís Inácio Lula da Silva.

Seu primeiro curso superior foi Direito, no qual formou-se pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Na fila da matrícula, recebeu um panfleto de uma reunião do movimento estudantil e, ainda caloura, já estaria disputando a eleição para o DA do seu curso. Perdeu a primeira mas, em veloz ascensão, acabou chegando alguns anos depois ao DCE da federal e posteriormente à presidência da União dos Estudantes de Pernambuco (UEP), em uma identificação completa com a militância e às causas da juventude. Sob sua gestão na UEP, os estudantes conquistaram a gratuidade na Universidade Estadual de seu estado, em 2009.

Insatisfeita com a ideia de encerrar sua vida acadêmica e admtindo ter procurado o curso de Direito muito em função das expectativas dos pais, mudou-se para São Paulo e permitiu-se outro sonho, explorar a paixão pela literatura, pelos versos, narrativas e possibilidades da palavra em um dos mais respeitados cursos de Letras do Brasil. Blogueira, sempre atenta à internet e às redes sociais, virou diretora de Comunicação da UNE e, no ano de 2012, garimpou o suado e merecido reconhecimento nacional dentro do movimento estudantil coordenando a Caravana UNE+10, iniciativa que percorreu universidades de todo o país para colher anseios e propostas da juventude em relação ao futuro do Brasil.

A UNE que Vic assume lhe permite, por gracejos do destino, representar exatamente aquela geração do movimento estudantil que mudará, para sempre, o futuro das milhões de outras tias Lélias e Virgínias que virão. Os 10% do PIB para a Educação, principal luta da entidade, poderão ser conquistados em sua gestão dependendo da mobilização e cobrança dos estudantes no processo do tramitação do Plano Nacional de Educação (PNE) no Congresso Nacional. Estão diretamente vinculadas, também, as lutas por 100% dos royalties do Petróleo e 50% do Fundo Social do Pré-Sal para a educação.

Feminista e contrária ao conservadorismo na sociedade e na universidade, espera ampliar na UNE os encontros de estudantes negros, de mulheres e da diversidade sexual. Filiada ao Partido Comunista do Brasil (PcdoB) e militante da União da Juventude Socialista (UJS), acredita que o Brasil pode avançar no debate sobre as drogas, espera denunciar o extermínio dos jovens negros e pobres, assim como lutar pela democratização dos meios de comunicação do país.

No que diz respeito à relação com o governo federal, promete mais radicalização e pressão, destacando a reivindicação imediata de 2,5 bilhões de reais no Plano Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes) e cobrando do ministro da Educação Aloizio Mercadante medidas para solucionar os problemas da expansão das federais já apontadas pela UNE. Outra prioridade que aponta, nos próximos dois anos, é atacar a desnacionalização do ensino privado no país, cada vez mais entregue aos grupos financeiros internacionais.

Com um horizonte complexo e desafiador à frente, Vic parece não se intimidar. A pequena de Garanhuns lembra constantemente do irmão Vinícius, que faleceu jovem, ainda aos 27 anos, para inspirar a sua própria ascensão. Maior ídolo da presidenta da UNE, ele deixou, segundo ela, o exemplo do envolvimento constante em causas coletivas, sociais, humanitárias, em tudo aquilo que pode, de certa forma, mudar o mundo.

Hoje ela cresce, dentro da UNE, sabendo que não está sozinha. Sua citação favorita, publicada no seu perfil do Facebook e extraída do romance único de Raduan Nassar, “Lavoura Arcaica”, atesta como 1,53 pode ser, definitivamente, a altura de uma pessoa enorme:

“A sabedoria está exatamente em não se fechar nesse mundo menor. Humilde, o homem abandona a sua individualidade para fazer parte de uma unidade maior, que é de onde retira sua grandeza”.

A privatização das universidades começa pelos hospitais

O Ministério da Educacão é uma gracinha. Está construindo, ou reformando, hospitais superfaturados para privatizar. Acontece na Universidade Federal de Juiz de Fora.

No Chile, os estudantes promovem uma campanha, com mártires, para tornar o ensino gratuito. No ano passado foram oito meses seguidos de greve. E gigantescas paradas (fotos). Aqui os tribunais de justiça teriam declarado a greve ilegal. Toda luta do povo continua ilegal. Na ditadura militar era assim. (“Eu nasci assim, eu cresci assim,/ E sou mesmo assim, vou ser sempre assim”).

A jornalista Elaine Tavares desmascara a criação da

Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares
Na fala do governo federal – de onde saiu a proposta – vem a conversa mole de que é uma empresa pública.

Não é. É de direito privado, portanto, vai atuar como tal. Seu objetivo é o lucro.

E como se gera lucro no atendimento à saúde? A resposta vem do médico Pedro Carreirão Neto: “cortando serviços, diminuindo a qualidade e enxugando pessoal”. Então, imaginem o que vai acontecer se o HU for entregue a essa empresa. O que nem é tão bom, vai piorar.

A ideia do governo é de entregar mais de cinco bilhões de reais para criar a nova empresa. Se esse dinheiro fosse direto para os hospitais, quanto bem não faria. Mas não. Será criada toda uma estrutura gigantesca para administrar os hospitais universitários de todo o país. O objetivo do governo é diminuir custos. Mas, é uma incoerência. Como diminuir custos, criando mais gastos? Bueno, a resposta a essa questão é simples. O governo mente. A empresa de serviços hospitalares é uma exigência do mercado. Empresas, médicos, laboratórios e mais uma série de abutres querem ganhar dinheiro com a saúde das gentes. E sem risco, porque vão ganhar tudo de mão beijada do Estado. É um negócio espetacular.

Não é sem razão que o povo brasileiro vê, todos os dias, as grandes redes de comunicação lançarem matérias enormes sobre a falta de qualidade dos hospitais públicos. A campanha de demonização do que é público não é por acaso. Não acontece assim, de repente, a mídia se interessar pela saúde dos pobres. Tudo isso faz parte de uma campanha muito bem urdida de lavagem cerebral. Mostra-se, à exaustão, o horror dos hospitais, e depois vem a “boa” notícia: agora vai privatizar. Como se privatização fosse a solução para as coisas ruins que acontecem na saúde pública. É fato que o atendimento público não é bom, mas não há garantia nenhuma de o atendimento ser melhor na iniciativa privada. Pelo contrário. Se o que vai valer é o dinheiro de quem pode pagar, a coisa tende a ficar pior para os pobres.

Em Santa Catarina o governo do estado já entregou vários hospitais para as malfadadas “organizações sociais”, espécie de ONGs que agora cuidam da administração dos mesmos. A lógica do lucro sobre a doença. Coisa muito perversa. Os sindicalistas estão aí, desde há tempos, denunciando, sem serem ouvidos. E a coisa foi se fazendo, urdida no silêncio, pois o que aparece para a população é que agora tudo vai melhorar. Quem precisa fazer uso de um hospital sabe que não é assim. Há algumas semanas os médicos de Santa Catarina vêm se mobilizando na denúncia dos horrores que estão vivendo nos hospitais. Áreas inteiras de hospitais são fechadas, atendimentos são centralizados na capital, há leitos desativados, equipamentos apodrecem sem uso por falta de pessoal. E agora? Dizer o quê? Muitos desses hospitais estaduais já estão em mãos privadas. Significa que o que alardeavam os “arautos da desgraça” era a mais pura verdade. Tudo ficou pior. Leia mais.

Camila Vallejo elogia mexicanos do @Yosoy132 e diz que juventude não está mais “apática”

A dirigente estudantil chilena lembrou as manifestações por uma reforma do sistema educacional em seu país

 A dirigente estudantil chilena Camila Vallejo elogiou o movimento mexicano “Yo soy 132” e destacou a importância dos jovens para os progressos na democracia. Em uma coletiva de imprensa na UNAM (Universidade Autônoma Metropolitana da Cidade do México), Vallejo afirmou que os protestos estudantis chilenos em 2011 por uma reforma no sistema educacional acabaram com a imagem de uma juventude “apática, indolente, que só buscava satisfação pessoal e que não se importava com a luta pela democracia”.

“Sabemos hoje que não é assim. Demonstramos que nos mobilizamos e participamos”, disse Vallejo. Segundo ela, conquistar um avanço na democracia de um país “não depende só dos jovens, é preciso um movimento social amplo e diverso” que influencie todos os setores da sociedade para que participem ativamente da construção de um mundo mais justo, sem explorações e com igualdade social.

O movimento estudantil “Eu sou 132” surgiu em 11 de maio na Universidade Ibero-Americana, instituição privada da capital mexicana, quando o candidato à Presidência Enrique Peña Nieto foi vaiado por uma grande quantidade de estudantes, que o acusaram de ser um candidato “fabricado” e imposto pela emissora Televisa.

No México, a campanha para as eleições presidenciais de 1 de julho caminhava sem emoções. Após um mandato de cinco anos de Felipe Calderón, conquistado após suspeitas de fraude e marcado pelo salto da violência do crime organizado, a população parecia apática. Até que chegou o dia 11 de maio. Em uma universidade privada, aos gritos de “Assassino!” e “Fora daqui”, centenas de estudantes da UIA (Universidade Iberoamericana), instituição jesuíta bastante influente e considerada um baluarte conservador, expulsaram o candidato do PRI (Partido Revolucionário Institucional), Enrique Peña Nieto.

Dali em diante, um movimento espotâneo, denominado “Yo Soy 132” (Eu sou 132), arrebatou o México. Predominantemente juvenil, apesar de reunir integrantes de todas as camadas da população em seus protestos – nas ruas e nas redes sociais –, a movimentação que surpreendeu o país acendeu as esperanças de que uma “primavera mexicana” está em curso.

Tido pela grande maioria dos meios de comunicação mexicanos como o favorito, até antes da campanha presidencial, Peña Nieto foi pego de surpresa. Os estudantes lembraram os seis anos do massacre de Atenco, quando uma operação policial no Estado de México, cujo governador era o presidenciável, deflagrou uma repressão brutal para desarticular a FPDT (Frente de Povos em Defesa da Terra) em sua luta contra a construção de um aeroporto em Texcoco. Dois jovens foram mortos e mais de 207 presos. Quarenta e sete mulheres foram violentadas sexualmente, de acordo com a CNDH (Comissão Nacional de Direitos Humanos). Nenhum dos culpados foi punido.

O PRI reagiu ao ataque a Peña Nieto e acusou a universidade de ter sido manipulada por um grupo de provocadores e inimigos políticos infiltrados. Os principais meios de comunicação fizeram coro. Em resposta, 131 estudantes gravaram um vídeo em que mostram a carteira de estudante, desmentindo as acusações. Em questão de horas o “Yo Soy 132” eclodiu na web e manifestações contra Peña Nieto e os meios de comunicação hegemônicos foram agendadas.

“Sou bonita, mas não idiota!” dizia a faixa de Karina, vestida com roupas de marca. Com um sorriso no rosto, a estudante da UIA explica porque foi à marcha de quarta-feira (23/05), em repúdio à imprensa: “Essa é a primeira vez que participo de um movimento como esse. Sou de uma geração que cresceu nas redes sociais e em um país oprimido por informações manipuladas. Quando percebemos como Peña Nieto e suas emissoras quiseram esconder nossa indignação, a resposta surgiu automaticamente”

Veja vídeo

Documentário sobre a revolta estudantil Pinguim no Chile. UNE na gelada cachoeira de notas frias .

 

Enquanto no Brasil, a UNE é investigada pelo uso de notas frias, o gasto de 12 milhões do governo federal em quatro anos de muita farra e safadeza, no Chile os estudantes realizaram oito meses de greve geral, com várias paradas que mobilizaram todo o país.

O reitor pode roubar, a UNE nem aí.

O governo federal corta verbas das universidades, a UNE nem aí.

A polícia de Alckmin invade a USP, prende, espanca, desaloja e expulsa estudantes, a UNE nem aí.

Lá no campus da Universidade Federal de Juiz de Fora, onde estão construíndo um hospital escola superfaturado, uma universitária menor de 16 anos, virgem, foi estuprada em abril último, a UNE nem aí.

A UNE é formada por uma cachoeira de diretórios acadêmicos que estão no bolso dos reitores. Diretórios acadêmicos de m.

 

Entre 2006 e 2010, a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a União Municipal dos Estudantes Secundaristas (Umes) de São Paulo receberam aproximadamente R$ 12 milhões do governo federal, por meio de convênios.

Agora, o Ministério Público aponta indícios de irregularidades nesses repasses que eram destinados à capacitação de estudantes e à promoção de eventos culturais e esportivos. No caso da UNE, o procurador do MP junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) Marinus Marsico identificou o uso de notas fiscais frias para comprovar gastos.

Ele também percebeu que parte do dinheiro proveniente dos cofres públicos foi usada para comprar bebidas alcoólicas (cerveja, vinho, cachaça, uísque e vodca), bem como pagou despesas sem vínculo com o objeto conveniado (faturas de energia elétrica, dedetização da sede da entidade, limpeza de cisterna, impressão do jornal da UNE). Curioso também foram os gastos com a compra de búzios, velas, ventilador, tanquinho de lavar roupas, freezer e celular. Além disso, Marinus detectou diversas notas emitidas por bares com a identificação “despesas” na descrição do gasto.

No final de maio, o procurador formalizou representação ao TCU para que o órgão investigue o uso dos recursos federais repassados à UNE e à Umes pelos ministérios da Cultura, Saúde, Esporte e Turismo. (In Leis dos Homens).

Existem várias denúncias de roubalheira$. Pobre Brasil! que até os movimentos estudantis são liderados por corruptos. Veja o exemplo do Chile. Revolta Pinguim