Exclusivo. Os cartazes das campanhas de Aécio, Eduardo Campos e Dilma

A polícia avaliou em um milhão de dólares uma notícia. Para a Sobornne pernambucana constitui um preço justo. Idem a justiça absolutista que bateu o martelo.

Um cartaz publicitário deve valer muito mais. Que os melhores marqueteiros são os que cobram a campanha mais cara, e possuem contas em paraísos fiscais.

Dizem que propaganda é plágio. Que seja. Ofereço de graça aos cientistas políticos de Dilma, Aécio, Eduardo Campos, Marina Silva, Serra, Joaquim Barbosa e outros presidenciáveis, algumas sugestões que a imprensa espanhola – La Marea – apresenta como “aberrações de ontem e de hoje”.

 

 

 

1.- Cañete corporativo.
1.- Cañete corporativo.

 

2.- Acuarela de abrazos y buen rollo socialista.
2.- Acuarela de abrazos y buen rollo socialista.
3.- Conciencia de clase, él la tenía.
3.- Conciencia de clase, él la tenía.
3.- Ilusionando desde 1990
4.- Ilusionando desde 1990
4.- Hijos de buena estirpe caminando.
5.- Hijos de buena estirpe caminando.
5.- Nos gobernó ocho años, dejando descendencia.
6.- Nos gobernó ocho años, dejando descendencia.
6.- Vota PSOE, y ¿volverá el feudalismo? ¿Haremos castillos e iglesias?
7.- Vota PSOE, y ¿volverá el feudalismo? ¿Haremos castillos e iglesias?
7.- Ejem…
8.- Ejem…
8.- Regenerándose.
9.- Regenerándose.
9.- E vaia que se volveron
10.- E vaia que se volveron (Aqui a foto de Tancredo ou Arraes com o neto no colo)
10.- Si no votas, Stalin y Sabino Arana se hacen un selfie
11.- Si no votas, Stalin y Sabino Arana se hacen un selfie
11.- También le votaron, y gobernó…la culpa es de los políticos.
12.- También le votaron, y gobernó…la culpa es de los políticos.
12.- Todos tenemos un pasado.
13.- Todos tenemos un pasado.
15.- Quiso volver a entrar.
14.- Quiso volver a entrar.
16.- Falacia Ad Hitlerum. Adolf Hitler también hizo campaña electoral
15.- Falacia Ad Hitlerum. Adolf Hitler también hizo campaña electoral

Pernambuco censurado

Menekse Cam
Menekse Cam

Toda campanha eleitoral no Brasil é marcada com passaralho nas redações e assassinato de jornalistas.

Ricardo Antunes, que antecipou a notícia do lançamento da candidatura de Eduardo Campos a presidente, terminou seis meses preso da polícia de Pernambuco, pela mirabolante negociação, com o banqueiro e marqueteiro Antonio Lavareda, de uma notícia por um milhão de dólares – uma novela que terminou em censura judicial, criando a preocupante existência do criminoso “jornalista inimigo”.

Kaká Filho, radialista, foi demitido por criticar a Secretaria de Saúde de Pernambuco, no caso da falta de medicamentos para o menino Matheus. Veja links.

A procuradora Noélia Brito teve o blogue censurado por relatar escândalos na Prefeitura de Ipojuca, o segundo maior PIB do Estado depois do Recife, que investigados, pela Polícia Federal, terminaram em prisões e inquéritos, comprovando que a censura sempre beneficia a corrupção.

Contra o terrorismo estatal, contra o terrorismo policial, contra o assédio judicial, contra o assédio moral nas redações, fui anticandidato a presidente do Sindicato dos Jornalistas de Pernambuco contra o voto de cabresto, o peleguismo e a imoralidade das prenhas urnas voadoras ou volantes.

Um Sindicato da chuva que não molha.

Sinjope

A FARSA, A MENTIRA E A VERGONHA

por Ricardo Antunes, anticandidato a vice-presidente do Sindicato dos Jornalistas de Pernambuco

Mais uma vez o Sindicato dos Jornalistas Profissionais Pernambuco mostra sua verdadeira face: a do engodo e a da mentira.

Me citam afirmando que “mencionei ter sido submetido a censura” quando sabem que o Tribunal de Justiça há mais de 10 meses instituiu a censura prévia ao meu blog Leitura Critica, a pedido do marqueteiro do Governador.

Enquanto a ABI e a ABRAJI deram enfáticas notas contra a mordaça, o sindicato permaneceu mudo, calado, submisso.

Agora, depois de novos atentados contra a Liberdade de Expressão, e pressionados pela opinião pública e por jornalistas que não têm medo da verdade, soltam uma nota atrasada, tímida e mentirosa.

Pior: atestam (e isso é bem sintomático) que ainda tem dúvidas de um fato que todo o Brasil sabe, e de uma decisão judicial que repercutiu até mesmo na imprensa local: a censura do Tribunal de Justiça contra mim.

Tudo isso para não contrariar os interesses do empresário poderoso que não me deixa falar, e adiar sua derrota inexorável quando o processo subir para Brasília.

É o Sindicato do medo, da vergonha, atrelado a um projeto político do Secretario de Imprensa, Evaldo Costa, candidato a deputado federal pelo PSB na Paraíba.

A cada dia que passa, a farsa desse sindicato se torna mais clara na defesa dos interesses de quem serve.

Vou derrotar os dois e, quando a censura acabar ( sim, sim, ela vai acabar um dia, não se enganem) irei revelar o que se escondeu por trás desse jogo torpe, vil e sujo.


P.S. Esta nota do Sinjope teve o agradecimento de Noelia Brito, com a seguinte ressalva: “O jornalista Ricardo Antunes é vítima, sim, de CENSURA PREVIA condenada por incontáveis decisões do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.

Afirmo isso como sua advogada que protocolou RECURSO EXTRAORDINÁRIO contra essa aberração que está sendo praticada contra ele e contra a imprensa livre pelos vassalos do sr. Lavareda e do governador Eduardo Campos.

Quem defende a liberdade de expressão e de informação não pode jamais compactuar com tamanho ataque às liberdades democráticas.

E quanto àquele processo de extorsão que forjaram contra meu constituinte, como sua advogada também afirmo ser mais uma farsa montada pela SDS, do sr. Damásio e que será devidamente desmascarada.

Li todo o inquérito e fiquei escandalizada com o crime que cometeram e cometem contra o jornalista Ricardo Antunes.

As testemunhas que mentiram no inquérito deveriam ter sido interpeladas criminalmente para provar o que afirmaram, mas no processo judicial terão que fazê-lo.

Pernambuco deveria estar de luto por ter se licenciado da democracia desde que Eduardo Campos assumiu o governo do Estado.

A nota da Comissão de Ética do Sindicato dos Jornalistas de Pernambuco também faz um alerta contra a censura imposta pelos aliados de Eduardo Campos em Ipojuca contra mim e contra o comunicador Luan Carvalho e os professores Marilene Xavier e Leônidas Castro”.

Censurado, sem poder citar os nomes dos carcereiros, Ricardo Antunes fala de sua longa prisão

A cidade de um dono só

Ricardo Antunes
Ricardo Antunes

Por Ricardo Antunes
Exclusivo para o Blog de Jamildo

Há pouco mais de um ano, no fatalístico dia 5 de outubro de 2012, fui algemado e preso por um grupo de policiais do Governo de Pernambuco, pela fantástica, excepcional e inverossímil acusação de tentar “vender” (sic) uma notícia por um milhão de dólares.

Coincidência ou não, era o único jornalista, editor de um blog (leituracritica.com), que criticava , abertamente, a possibilidade de um grupo político controlar ao mesmo tempo o Governo do Estado e a Prefeitura da Capital.

“Do gari ao empresário, todos nós valeremos menos”, escrevi. O resultado dessa “mexicanização” da política pernambucana, onde até o PT local virou sublegenda do PSB, está aí para todo mundo vê.

Minha análise não era nada pessoal contra o governador e seu então candidato a prefeito Geraldo Julio (PSB). Ele é competente e tem gente séria em sua equipe. Sabe jogar xadrez. E como todo político também faz gol contra e comete erros. Minha função é aponta-los e nada contra quem escolheu ser seu “vassalo” ou trabalhar honestamente em seu projeto político. Cada uma faz da vida o que quer. Idem a pretensão/obsessão do, hoje, candidato é legítima.

Coloco isso apenas para reiterar que minha crítica nada mais era que apenas a antevisão do dissenso entre os partidos da base aliada da presidente Dilma Rousseff; e a previsível perseguição aos que ousam dizer não, delatados e perseguidos como “traidores” da então pré-candidatura presidencial de Eduardo Campos, desde aquela época. Isso começa a ocorrer também no plano local. Aliados de antes (como o PTB) não podem ousar pensar em administrar o Estado. Sofrem assédio por querer faixa própria, traçar seu destino. Mas que país é esse? perguntaria o observador mal informado.

Tudo que eu disse no meu blog se confirmou. Absolutamente tudo. Noves fora os acordos que antecipei em relação as cartas marcadas das licitações de publicidades que foram abertas no mês passado na Prefeitura do Recife. Por tudo isso, em qualquer lugar que não fosse o Recife ( A Cidade Cruel, no dizer de Agamenon Magalhães) deveria ter ganho qualquer prêmio de jornalismo.

Ao contrário, fui trancado numa prisão como castigo, feito “menino treloso” que contou o que não deveria se saber. As cartas estavam postas na mesa.
Após denunciar e comprovar uma série de escândalos, envolvendo uma figurinha carimbada do empresariado local, terminei pagando um preço caro. Muito caro. Além de preso, torturado e linchado pela rede de comunicação montada por meus algozes em todo o Brasil, permaneci como criminoso, trancado por seis meses no Cotel, presídio de segurança máxima.

O processo não voltava para a juíza. Mas como assim? não voltava, pronto.

Quando voltou, fui solto, como manda a lei.

No dia de minha prisão toda a imprensa pernambucana esteve na coletiva do delegado para ouvir apenas uma versão. A versão “oficial”. Foi estranho. Muito estranho. Mas na “Cidade de Um Dono Só”, o que é ruim para quem diz “não” ao “Imperador”, pode sempre ficar pior.

Preso, não pude contar minha versão. Solto, descobri que tinha sido amordaçado. Isso mesmo. Depois de negado pelo juíza de primeira instancia , “eles” conseguiram que o desembargador Eurico de Barros Correia Filho do Tribunal de Justiça censurasse meu blog – numa clara afronta aos princípios constitucionais do Estado de Direito. Apenas o blog de Jamildo me deu a possibilidade de contar a minha história, mas já era tarde. A tesoura da Censura ardil foi mais rápida. Foi apenas nesse blog, também, que se leu o histórico voto da juíza Catarina Vila-Nova Alves de Lima, da Sexta Vara Civil de Jaboatão dos Guararapes que recusou a mordaça.

Impedido de exercer a profissão que escolhi, silenciado em minha própria cidade, sem poder contar a minha verdade, para a alegria dos “poderosos de plantão”, não foram poucas as pessoas que me aconselharam a me mudar do Recife para escapar da morte anunciada. Não o fiz, porque quero acompanhar de perto esse injusto e demorado processo. Não existe meia-verdade. O processo policial virou um romance kafkiano.

Lutar contra os poderosos não é tarefa fácil. Fui solto somente no final de fevereiro. De lá para cá tenho sobrevivido às custas dos amigos que se revezam na ajuda material e na força para a superação.

Não satisfeitos em me colocar numa cadeia, os meus algozes continuam sua sanha de tortura para que eu capitule. Para que, de joelhos, me renda.

Eu digo não, e repito: Minha prisão foi política. Minha censura também.

As ameaças contra a minha integridade física continuam. Telefonemas anônimos me acordam de madrugada. Invadem meus e-mails e minha caixa postal. Colocam “prostitutas” para falarem comigo pelo Facebook. Vigiam meus passos, espionam meus telefonemas, montam novas ciladas. Mas o que querem mais de mim? O que desejam com o terror? O que posso oferecer a mais que não o meu sofrimento para esses sádicos?

As agressões não irão calar a minha voz; a sanha vil e covarde somente me anima e me dá vida. Não posso “morrer”, ser “suicidado”, “atropelado” ou “cair de bike”. Não me venham com a plantação de “drogas” no meu carro. Todas essas possibilidade, e mais outras 1001, já relatei para a Fenaj, diversas Organizações de Direitos Humanos e Secretaria Especial da Presidência da República.

Sócio da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo, participo do Congresso Internacional dia 12 no Rio de Janeiro. Dia 20, em São Paulo, vou ao Seminário  “Jornalistas Ameaçados”, patrocinado pelo Instituto Vladimir Herzog e, depois, sigo para Brasília para uma nova reunião com a Federação Nacional dos Jornalistas e outras entidades que, como a OAB -PE, devem se manifestar contra essa censura. Minha agenda é pública, e não preciso andar com seguranças. Quem deve, soube que está andando. Quanto ironia, hein?

Ao contrário dos que  supõem, não carrego qualquer tipo de rancor no coração ou de vingança em minhas mãos.

Não me move o sentimento de revanche.

Apenas espero Justiça.

No país da impunidade, sonho com o dia em que os ricos e os poderosos, também, amargarão a justa prisão. Como acontece com os pobres, os pretos, os sem dinheiro, os sem poder, os que sofrem stalking policial, os perseguidos, os que ousam em nadar contra a corrente, os que resistem a moda e dispensam as verbas oficiais.

No Estado em que a última “onda” é censurar e perseguir, relembro os versos de Dom Hélder Câmara, e escuto longe a sua voz. Tive o privilégio de tê-lo
(quanta pretensão) por três ou quatro tardes no seu refúgio ao me provocar – como fazia a todos que o visitava: “E aí? o que você está fazendo de sua vida?”, indagava ele.

Na minha solidão profissional (entendo os que não podem falar), no meu refúgio existencial (quanta maldade existe no homem), na solidariedade nos momentos de dor e privação (ah, como são belos os amigos), ouço longe a voz do “Velho Dom” que um dia escreveu:

“Quanto mais negra a noite, mas carrega em si a madrugada”.

Marina Silva prefere a vida mansa de vice

Marina-sem-rede-nenhuma

Com o jeitinho manso de madre superiora da Igreja Católica, apesar de evangélica da Assembléia de Deus, Marina Silva queria um partido exclusivo, mas não foi para a rua buscar as assinaturas suficientes. Ficou na espera. No balanço de uma rede de dormir.

O deputado Alfredo Sirkis (PV-RJ), um dos articuladores da Rede Sustentabilidade,  afirmou em seu blog que a “autoilusão” e a “autocomplacência” fizeram com que Marina não conseguisse o número necessário de assinaturas válidas para obter o registro. Ele afirmou também que Marina é uma “líder extraordinária”, mas tem “limitações” e “não sabe reagir a críticas”.

Três partidos – PPS, PEN e PHS – convidaram Marina para se filiar como candidata a presidente, mas ela preferiu o PSB de Eduardo Campos, outro que “não sabe reagir a críticas”. É chamado pelos amigos e inimigos de “Imperador”. O jornalista Ricardo Antunes criticou o autoritarismo de Dudu, e terminou preso por seis meses, via um rocambolesco processo de ‘negociação’ de uma notícia por um milhão de dólares, coisa jamais vista na história da imprensa mundial.

Com sua entrada no PSB, Marina perdeu o cavalo selado que só passa uma vez. Não conhece o ditado pernambucano: quem não é Cavalcanti é cavalgado. Dudu acabou com este domínio e outros. O último governador da família Cavalcanti, Joaquim Francisco (1991-95), está na campanha de Eduardo.

Marina tem, na última pesquisa do Ipobe, realizada em setembro último, 16% das intenções de voto; e Eduardo, 4%. Se Marina projetava ser candidata a presidente, pode tirar o cavalinho da chuva. O Imperador vai fazer de Marina escada.

Marina precisa se contentar em ser vice. Parece que prefere. Não nasceu para comandar.

Da escuridão do Reluz recifense as ameaças de morte à Noelia Brito

noelia brito foto

Aconteceu com Mosquito, e o stalking terminou com um misterioso suicídio. Vem sucedendo com o mais conhecido, internacionalmente, cartunista brasileiro Carlos Latuff, ameaçado pela polícia do governador Sérgio Cabral. No exílio permanece o premiado jornalista Mauri König, ameaçado de morte pelos delegados caça níqueis do governador  Beto Richa.

Em Recife, a polícia prendeu o jornalista Ricardo Antunes, por seis meses, pela plantação de ter negociado com o bacharel em Jornalismo, Antônio Lavareda, uma notícia por um milhão de dólares – a notícia mais cara do mundo. Preço jamais visto na História da Imprensa. Contra esta arbitrariedade fui anticandidato a presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Pernambuco. Coloquei Ricardo Antunes como vice-presidente. A chapa registrada, e única concorrente da chapa continuísta, deu, sem querer, uma nada consta contra Ricardo Antunes. Fiz o domado sindicato, indiretamente, defender Ricardo Antunes contra os secretários jornalistas do governador Eduardo Campos, que chamou Ricardo Antunes de “pobre coitado” e “infame”.

É neste Pernambuco ditatorial, da antiga Sorbonne, que se promove o assédio a Noelia Brito. Exemplo dessas costumeiras mensagens no Brasil:

Mosquito ameaça polícia terrorismo

Da escuridão do Reluz, Noelia Brito vem recebendo os corruptos, criminosos, nefastos, fúnebres avisos de morte anunciada: “os imeios contendo xingamentos e ameaças para que não fizesse qualquer menção ao caso da licitação do Reluz em nenhum dos espaços onde escreve. Dois dias após as ameaças, portanto, no dia 23 de agosto, o jornal Correio Braziliense revelou que um apadrinhado de Geraldo Julio fora o vencedor da licitação milionária destinada à instalação de luminárias na capital pernambucana. O resultado dessa licitação já havia sido anunciado, com antecedência, nos classificados de jornais e pelo Blog Carta Polis”.

Acrescenta Noelia Brito: “Antes das ameaças por email, esta blogueira já vinha sendo vítima de uma série de ataques difamatórios em postagens realizadas por perfis falsos plantados no grupo Direitos Urbanos, do Facebook, no Blog de Jamildo, onde assina coluna semanal, e no Facebook, em perfis “fakes”.

O caso já foi denunciado à Polícia Federal, “já que as verbas do Reluz são federais, e os crimes cometidos pelos bandidos que tentam calar a voz desta blogueira são federais”, informa Noelia Brito. Leia mais

denúncia

noelia brito retrato

O valorizado terreno da favela dos Coelhos não resistiu ao quinto incêndio

Coelhos h 1
Eu Reclamo Recife: Comunidade dos Coelhos está nesse momento com dezenas de casas incendiadas!

Os bombeiros tentam conter o fogo!

Rossana Coelho: Completamente esperado. Tempo chuvoso, solo úmido, paredes molhadas… tudo para incendiar…
BRA^PE_JDC coelhos 1 vira cinzas

Folha Coelhos
Alessandra Nilo: Coelhos. Hoje conheci muitas pessoas que vão começar do menos zero, somente com a roupa do corpo e nenhum documento. A situação é de cortar o coração pelo desespero das pessoas, e de cortar os pulsos por conta do aparelho público…

Segundo os moradores, os bombeiros demoraram demais para chegar (relatos mencionam mais de duas horas), quando chegaram o fogo estava na metade, com parte de comunidade já dentro do rio, tentando controlá-lo com baldes, enquanto o vento, forte, o alimentava – luta desigual.

Para completar os encaixes das mangueiras não funcionavam e as próprias mangueiras estavam furadas !!!

A fala de que, se tivessem chegado rápido, teriam conseguido impedir que o incêndio se expandisse foi unânime, repetida como mantra a noite inteira.

Difícil se conformar. Entre toda a confusão, muitas casas ao redor foram também saqueadas. E no fim, via fogo ou roubo, tod@s perderam quase tudo. A defesa civil cadastrou 97 famílias, e esse é

o quinto incêndio dos Coelhos, uma tragédia repetida.

As alternativas oferecidas pelo município não agradam a ninguém. Os pneus e papelão queimados nas ruas, os momentos de alta tensão com a polícia deram o tom da insatisfação. Ficar com parentes ou sofrer violência(s) no abrigo público e, em uma ou outra opção, amargar o esquecimento por muitos meses… mais cento e cinquenta reais, que é o auxílio moradia já recebido por muitos (com atrasos), que continuavam nas palafitas estimulados pelo sonho da casa própria. A decisão de ocupar a escola da comunidade, até que uma proposta mais concreta, decente e digna seja desenhada, me pareceu a mais lógica. Ilógico é a parca estrutura para responder efetivamente à situações de emergência da qual dispomos.

coelhos 1

Eliane Macedo: POR QUÊ
Por que ocorrem incêndios justamente nas comunidades que estão localizadas nas áreas de maior interesse imobiliário no Recife?

DP Coelhos

Informa Ricardo Antunes, jornalista censurado pela justiça pernambucana:

A cadela shaeny brinca com d. Maria Catarina que terá sua casa demolida amanhã pela Prefeitura. Uma história a menos no drama dos Coelhos
A cadela shaeny brinca com d. Maria Catarina que terá sua casa demolida amanhã pela Prefeitura. Uma história a menos no drama dos Coelhos
Os sonhos no chão à espera dos caminhões. Cinco minutos para demolição. Muita gente triste a olhar...
Os sonhos no chão à espera dos caminhões. Cinco minutos para demolição. Muita gente triste a olhar…
Esta casa marcada com um número não existe mais...
Esta casa marcada com um número não existe mais…
Lateral da mesma casa que foi a primeira a ser demolida na tarde de ontem. Ao fundo o rio, e do outro lado o Coque
Lateral da mesma casa que foi a primeira a ser demolida na tarde de ontem. Ao fundo o rio, e do outro lado o Coque
"Seu" Dida mora nos Coelhos, e salvou seu Corcel 73 amarelo, com a ajuda dos amigos. No local onde vivia sobraram apenas os escombros. O que ele estaria sentindo, vendo esta cena, de um  luxuoso camarote oficial, no estádio Arena de Pernambuco?
“Seu” Dida mora nos Coelhos, e salvou seu Corcel 73 amarelo, com a ajuda dos amigos. No local onde vivia sobraram apenas os escombros. O que ele estaria sentindo, vendo esta cena, de um luxuoso camarote oficial, no estádio Arena de Pernambuco?
Isac Alves ainda acordado ao lado das irmãs, Maria Gabriela e Rebeca Alves, que  dormem numa das salas do Colégio Municipal dos Coelhos
Isac Alves ainda acordado ao lado das irmãs, Maria Gabriela e Rebeca Alves, que dormem numa das salas do Colégio Municipal dos Coelhos

mae

Aos 35 anos, com cinco filhos, e sem companheiro, Cristiane Silva perdeu todo seu barraco. Tem, no entanto, o sorriso de Rafaela (4) e do Rafael (de um ano e meio) para enfrentar seu drama. — em ADRO
Aos 35 anos, com cinco filhos, e sem companheiro, Cristiane Silva perdeu todo seu barraco. Tem, no entanto, o sorriso de Rafaela (4) e do Rafael (de um ano e meio) para enfrentar seu drama. — em ADRO

E finaliza Ricardo Antunes: Ainda puras as crianças não sabem. Hoje, as 11 horas, a Prefeitura do Recife divulga os nomes das quatro agências vencedoras, que vão embolsar cerca de R$ 60 milhões (isso mesmo R$ 60 milhões), para fazer propaganda da atual gestão.

Uma, de conhecido “marketeiro”, está sendo comtemplada.

Censurado desde janeiro pela Justiça, se eu falar algo pago multa, e sou preso, novamente, no Cotel, e sem direito a fiança.

Engraçado esta vida, esta Cidade, não?

Minha parte do dia eu já fiz, agora é com vocês e os coleguinhas da imprensa.

PS: Hoje, sairá apenas o primeiro lote de R$ 30 milhões. Os outros R$ 30 milhões ficaram para setembro.

[Nota do retador do blogue: Quando indiquei Ricardo Antunes vice-presidente, na Chapa Anticandidatura Você Sabe Porquê, foi para protestar contra a prisão de jornalistas sem uma explicação convincente. E um aviso: um Sindicato de Jornalistas Profissionais não faz visita humanitária a um associado preso, depois de cinco meses. O certo é exigir do governador do Estado uma explicação. Uma polícia não prende um jornalista político, na antevéspera de uma eleição, sem que o governador tome conhecimento. Principalmente um jornalista de oposição. E pela inacreditável e super, super faturada cobrança de uma notícia de um milhão de dólares, para pagar em 30 prestações, durante quase três anos. Seria muita burrice um acordo desse tipo. E no mais, que jornalista ou Prêmio Nobel de Literatura escreveu, neste mundo, uma notícia por um milhão de dólares?]T.A.

 

Veja que o Jornal do Comércio pretende roubar dos jornalistas e do Sinjope

O feitor da redação do Jornal do Comércio. Ilustração de Fabio Magnasciutti
O feitor da redação do Jornal do Comércio. Ilustração de Fabio Magnasciutti

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Nos Cursos de Jornalismo, a Legislação e Deontologia do Jornalismo é uma das disciplinas. Portanto, a lição precisa ser repetida (Transcrevo da página do exemplar e competente jornalista Antonio Magalhães, que foi meu companheiro na Universidade Católica de Pernambuco e na redação do Jornal do Comércio):

AULA DE DIREITO

Primeiro dia de aula, o professor (…) entrou na sala e a primeira coisa que fez foi perguntar o nome a um aluno que estava sentado na primeira fila:
– Qual é o seu nome?
– Chamo-me Nelson, Senhor.
– Saia de minha aula e não volte nunca mais! – gritou o desagradável professor.
Nelson estava desconcertado. Quando voltou a si, levantou-se rapidamente, recolheu suas coisas e saiu da sala.
Todos estavam assustados e indignados, porém ninguém falou nada.
– Agora sim! – vamos começar .
– Para que servem as leis? Perguntou o professor – Seguiam assustados ainda os alunos, porém pouco a pouco começaram a responder à sua pergunta:
– Para que haja uma ordem em nossa sociedade.
– Não! – respondia o professor.
– Para cumpri-las.
– Não!
– Para que as pessoas erradas paguem por seus atos.
– Não!
– Será que ninguém sabe responder a esta pergunta?!
– Para que haja justiça – falou timidamente uma garota.
– Até que enfim! É isso, para que haja justiça.
E agora, para que serve a justiça?
Todos começaram a ficar incomodados pela atitude tão grosseira.
Porém, seguíamos respondendo:
– Para salvaguardar os direitos humanos…
– Bem, que mais? – perguntava o professor .
– Para diferençar o certo do errado, para premiar a quem faz o bem…
– Ok, não está mal porém respondam a esta pergunta:
“Agi corretamente ao expulsar Nelson da sala de aula?”
Todos ficaram calados, ninguém respondia.
– Quero uma resposta decidida e unânime!
– Não! – responderam todos a uma só voz.
– Poderia dizer-se que cometi uma injustiça?
– Sim!
– E por que ninguém fez nada a respeito? Para que queremos leis e regras se não dispomos da vontade necessária para praticá-las? Cada um de vocês tem a obrigação de reclamar quando presenciar uma injustiça. Todos. Não voltem a ficar calados, nunca mais! Vá buscar o Nelson – Disse. Afinal, ele é o professor, eu sou aluno de outro período.

Aprenda: Quando não defendemos nossos direitos, perdemos a dignidade e a dignidade não se negocia.

Antonio Magalhães

Nota do editor do Blogue:  A Imprensa Livre depende da liberdade do jornalista. Uma liberdade que começa nas redações.

Quem tem feitor é escravo. Uma redação não é uma prisão, nem campo de concentração, nem quartel.

Devemos combater todo tipo de assédio:

Assédio moral

Assédio sexual

Assédio judicial

Assédio extrajudicial

Stalking policial

Temos que recuperar a dignidade perdida de uma profissão hoje sem prestígio, que recebe o salário da fome e do medo.

Quando o Jornal do Comércio impediu a entrada da Chapa Você Sabe Porquê, na antevéspera das eleições sindicais, demostrou que prefere a eleição de uma chapa governista, submissa, que brinca de fazer greve de teatro.

O jornalista Ricardo Antunes foi preso na antevéspera das eleições municipais, quando o governador Eduardo Campos elegeu Geraldo Júlio prefeito.

Ricardo Antunes, preso torturado, incomunicável, o governador deu entrevista à revista Época, e chamou seu encarcerado e algemado jornalista de “infame”.

E acrescentou, cruelmente: “Ricardo Antunes é um pobre coitado e miserável”.

As assessorias de Imprensa do governo do Estado pagam salários “miseráveis” aos “pobres coitados” funcionários públicos.

A estratégia dos sindicatos por melhores salários – pretendemos realizar campanhas – principia na  melhoria dos ordenados dos assessores de imprensa. Para que eles não realizem bicos nas redações dos jornais, rádios e televisões. Sem biqueiros, mais vagas abertas. E exigir equiparação salarial, quando os assessores de imprensa conquistarem salários dignos.

Ricardo Antunes faz parte da chapa Você Sabe Porquê. É um recado para os quatro poderes: Não aceitaremos mais, passivamente, nenhum assassinato, nenhuma prisão, nenhum tipo de censura a jornalistas e blogueiros no exercício da nossa sagrada e libertária profissão.

Nunca mais jornalistas espancados nas ruas, na cobertura de greves dos trabalhadores e protestos do povo.

Nunca mais o roubo policial de máquinas de fotografia e de filmar.

Nunca mais balas perdidas, balas de borracha, balas de chumbo, bombas de gás lacrimogêneo e canhões sônicos.

Nunca mais o ranger dos dentes dos cachorros treinados da polícia, nem trombadas com os cavalos da polícia montada.

Nunca mais censura.

Tortura nunca mais.

 Anne Derenne
Anne Derenne

A ilustração de Anne Derenne representa a minha espera para entrar na redação do Jornal do Commércio.

Um jornal democrático é a casa do povo.

No Jornal do Comércio, quando não era uma gaiola de luxo, fui repórter especial de Abdias Moura e de Eugênio Coimbra Júnior.

Fui copidesque de Ronildo Maia Leite.

Editor, redator chefe, diretor responsável do Jornal do Comércio, na redação estavam outros queridos amigos: Nilo Pereira, Ladjane Bandeira, Ivan Maurício, Dulce Chacon, Clara Angélica, Paulo Fernando Craveiro, Edson Régis, Manoel Inácio (Pelé), J. Gonçalves de Oliveira (que já conhecia das farras com Carlos Pena Filho, Ascenso Ferreira, Djalma Tavares, Mauro Mota, Francisco Bandeira de Mello). Tempos, sim, de boemia com Audálio Alves, Carlos Moreira, Newton Navarro, Sanderson Negreiros, Berilo Wanderley, Câmara Cascudo, Djalma Aranha Marinho, Márcio Marinho, Francisco Fausto Paula de Medeiros, Marcos Vinicius Vilaça, Zila Mamede, Tereza Tenório, Woden Madruga, Selênio Siqueira, José Maria Garcia, Marcos Cordeiro e Rosalvo Melo.

(Continua)