Faculdade de Direito da Universidade Federal do Paraná faz julgamento simbólico do massacre da polícia de Beto Richa

Julgamento de Beto Richa: Culpado
Julgamento de Beto Richa: Culpado

O teatro da reitoria da UFPR ficou lotado na noite desta sexta-feira(08) para acompanhar o Julgamento Moral sobre o Massacre do Centro Cívico de Curitiba ocorrido no dia 29 de abril de 2015.

Juristas renomados como Celso Antonio Bandeira de Mello (Professor Emérito da PUC-SP, o maior jurista do Direito Administrativo brasileiro de todos os tempos), Jorge Luiz Souto Maior (jurista e magistrado, USP), Pedro Rodolfo Bodê de Moraes (sociólogo especialista em segurança pública, UFPR) e Larissa Ramina (Professora de Direito Internacional da UFPR) foram os julgadores.

O julgamento iniciou com depoimentos de representantes dos sindicatos e movimentos sociais. O professor Hermes Leão, presidente da APP-Sindicato destacou a falta de diálogo e a truculência do governador desde que foi reeleito. “Em uma de suas primeiras ações como governador, enviou um pacotaço para a Assembleia Legislativa e alterou uma lei que acabou com a eleição de diretores(as) de escola”, afirmou. Ele também destacou que o Paraná vive hoje, infelizmente, um processo de ditadura e afirma que prova disso é o aparato militar utilizado na última semana contra os(as) servidores(as). O público também pode acompanhar as manifestações de Fabio Konder Comparato (jurista, USP) e Flavia Piovesan (jurista, PUC-SP), elaboradas especialmente para a ocasião.

Fabio Comparato disse que as oligarquias sempre mandaram no Brasil, e recomendou reformulação da legislação penal com responsabilização das autoridades pela utilização de força policial em manifestações. Piovesan criticou o Massacre do Centro Cívico e todo o autoritarismo contrário aos direitos humanos.

O governador Beto Richa (PSDB) foi convidado para o evento, mas não compareceu. Enviou seu advogado pessoal, Arnaldo Busato, que comparou o evento ao Tribunal Jacobino Revolucionário, chamou seu cliente de “Roberto Richa” e disse que para ele toda a culpa pelo massacre é do ex-secretário de segurança, Fernando Francischini. Os presentes se colocaram de costas para o advogado e começaram a gritar “renúncia, renúncia”.

Jorge Luiz Souto Maior afirmou que a lei aprovada durante o massacre não é legítima, e falou em responsabilização do governador. Já a professora Larissa Ramina falou em responsabilização internacional do governo Beto Richa pelo Massacre do Centro Cívico. Pedro Bodê pregou a desmilitarização da PM e unificação das polícias, assim como a possibilidade de insubordinação por parte de policiais. Celso Antônio Bandeira de Mello disse que o responsável pelo Massacre de Curitiba é o governador Beto Richa (PSDB), que cabe o Impeachment, e que José Richa deve estar com vergonha do filho: disse “filho de peixe, peixinho é, mas nesse caso é tubarão”.

A decisão final do júri foi pela responsabilização do governador Beto Richa pelo massacre.

A carta final será divulgada no portal da Faculdade de Direito.

Quem será a próxima vítima do estuprador da UF-JF? Conheça o manual de sujeição sexual das calouras da UF-PR

A delegada que investiga o desfloramento de uma menor no campus da Universidade Federal de Juiz de Fora decretou a lei do silêncio para a proteção do criminoso, e anunciou que é muito difícil provar um crime de estupro. É mesmo? Então por que investiga?

Na Universidade Federal do Paraná, um bando de canalhas decretou que as calouras devem serviços sexuais gratuitos aos veteranos. Acontece que no caso da menor de Juiz de Fora a estudante tinha 17 anos e era virgem.

Um “manual de sobrevivência” foi distribuído a calouros do curso de direito da UF-PR. O livreto de oito páginas afirma que mulher “tem a obrigação de dar” e que não pode ser parcelado.

O manual machista foi tema de reportagem de Jean-Philip Struck publicada na Folha de S. Paulo.

O texto safado afirma que se uma garota disser “vamos com calma”, o aluno deve dizer “não pode o devedor obrigar o credor a receber parte em uma prestação e parte em outra”, segundo um trecho do artigo 252. E conclui: “Ela vai ter que dar tudo de uma vez”.

O livro foi produzido pelo PDU (Partido Democrático Universitário), grupo que até 2011 comandava o centro acadêmico local. Um grupo direitista, com tendências neonazistas, e cujas irmãs e noivas, servilmente e submissas, eles esperam que sejam escravas sexuais. Isso chamam de “democracia”. Quando não passa de um incitamento ao stalking, ao bullying, ao assédio sexual, ao estupro. Idênticas mentes criminosas programaram a calourada no Instintuto de Artes e Design, na UF-JF. Serviram bebidas alcoólicas e drogas.

O manual dá dicas aos calouros dos melhores bares vizinhos à instituição e de como “se dar bem na vida amorosa seguindo a legislação brasileira”. Uma legislação permissiva e que não criminaliza quase nenhum crime sexual. No caso de estrupo, a polícia só investiga se a vítima denunciar. Tem que ir a uma delegacia e prestar queixa. Cabe a qualquer cidadão denunciar todo crime que testemunha. Para não ser cúmplice pelo silêncio.

O caso da estudante da UF-JF foi um estupro programado e, possivelmente, um crime mais grave, porque existe a suspeita de que aconteceu uma currra.