Ó MINAS GERAIS. Os estupros coletivos de jovens meninas ocorrem debaixo do nosso nariz

por Cristina Moreno de Castro

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A cena é a seguinte: uma festa de jovens universitários, todos com 17 a 20 e poucos anos, querendo curtir a vida adoidado, como no filme do Matthew Broderick. Começa a chapação: vodca com suco, cerveja, uísque com energético. Mas os homens bebem em garrafas diferentes das mulheres. Na delas, um pó branco se mistura à bebida, disfarçadamente. Ao beber o batidão “bolado”, elas apagam. São levadas para um quartinho, onde são estupradas, às vezes por vários homens, que se revezam. Estupro coletivo. Muitas, jovens demais, acordam no meio do estupro, morrendo de dor, sangrando. Violentadas em sua primeira vez. O crime é acobertado pela vergonha das vítimas e pela visão dos homens envolvidos, os abusadores, de que tudo aquilo é normal.

A cena descrita acima não aconteceu na Índia, desta vez. Acontece rotineiramente em uma das cidades mais importantes de Minas, e patrimônio cultural da humanidade: Ouro Preto. Mais precisamente, nas repúblicas universitárias que existem aos montes na primeira capital mineira. Transcrevi trechos. Relembro o caso impune de Juiz de Fora. Esta onda de estupros começou lä, durante o reinado de um reitor corrupto. Veja links.

New Hit. Quando a curra compensa

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O estupro – a violência sexual de um único tarado  – constitui uma aberrante tortura. Imagine uma curra…

Esta semana que passou, como muitxs de vocês sabem, começou o julgamento dos integrantes da banda New Hit.

No dia 26 de agosto de 2012, na cidade de Ruy Barbosa, na Bahia, duas adolescentes foram estupradas por nove homens integrantes da New Hit, dentro do ônibus do grupo. As meninas se dirigiram ao veículo para pedir autógrafos e parabenizar um dos integrantes, que fazia aniversário. Lá, foram violentadas de forma brutal, com a conivência e também violência de um policial militar.

Entre os dias 18 e 20 de fevereiro, também em Ruy Barbosa, aconteceu a primeira audiência de instrução. É o momento em que a juíza ouve vítimas, testemunhas, defesa e acusação. Como não foi crime contra a vida, os estupradores não vão a Júri Popular, são julgados pela própria juíza a partir dos materiais colhidos na audiência de instrução.

O julgamento começou, mas está longe de ser concluído. Foi adiado para setembro. E, por mais vergonhoso que possa parecer, a banda continuará fazendo shows pelo nordeste. Sim, eles estão faturando alto em cima da fama que conseguiram. A repercussão foi ótima pra eles. O estupro compensa — é a mensagem que está sendo passada pela lerdeza da Justiça e o habeas corpus para que respondam em liberdade. Por isso é fundamental que haja protestos e boicotes aos patrocinadores em cada cidade que a banda for se apresentar. Todo o apoio nas redes sociais é essencial.  Leia mais

Os patrocinadores desses improvisados cantores bregas são sempre prefeitos ladrões. As secretarias de turismo e cultura estão virando quadrilhas de superfaturamento de shows. New Hit & outros da mesma laia nunca foi cultura. Inclusive não deviam patrocinar a música estrangeira. Tipo transformação do Rio de Janeiro, de Capital do Samba, em capital do rock.
“Sujas de sêmen”

Na época Salvador Dez narrou:  O coronel Paulo Uzeda, responsável pela área do município de Ruy Barbosa, afirmou em entrevista ao programa Se Liga Bocão, da Record Bahia, que as vítimas foram encontradas “totalmente sujas de sêmen”, após a investida dos músicos dentro de um ônibus.

Ainda segundo o comandante do 11º Batalhão de Itaberaba, na região da Chapada Diamantina, “as provas eram muito grandes” e agora a decisão “está nas mãos da Justiça”. Uzeda lembrou ainda que as vítimas são menores de idade — 15 e 16 anos. Os músicos confirmam que houve relação sexual, mas dizem que o ato foi consensual.Relato emocionado

Uma das vítimas foi entrevistada no programa e revelou como ocorreu o ato. “Enquanto um me segurava, o outro praticava o ato sexual. Ficavam revezando de dois em dois comigo no banheiro. Ficaram nesse troca-troca até que dez pessoas me abusaram. Quando terminaram, ainda falaram ‘não esqueçam de tomar a pílula do dia seguinte’ para mim e para minha prima”, disse a jovem.

“Minha saia e meu rosto estavam cobertos de sêmen. Eles fecharam a janela do banheiro e um deles cobriu minha prima com um lençol para que ninguém visse o que estava ocorrendo. Não tive como reagir. Seguravam minha cabeça no espelho e diziam que era pra eu ficar olhando”, continuou a vítima, que ainda contou ter visto sua prima mais nova ser estuprada pelo vocalista da banda, Eduardo Martins, o Dudu.

Quem também comentou o caso durante o programa, e também confirmou a participação de Dudu, foi o delegado Marcelo Moreira Cavalcante, titular da Delegacia Territorial (DT) de Ruy Barbosa.

De acordo com o jornal Massa, uma das adolescentes que sofreu o abuso sexual chegou a dizer aos pagodeiros que era virgem. Entretanto, isso não demoveu os supostos estupradores do ato lascivo. “Eles riram e disseram que agora eu não era mais”, declarou, em depoimento à polícia.

Soltos pelo habeas corpus do  desembargador Lourival Trindade, os selvagens partiram para as ofensas. Existe um site com esta foto:
new-hit- meninas nuas

Veja a foto das meninas, ladeadas por funcionários do Juizado de Menores.

menores retrato costa

A publicação da suposta foto exibindo os rostos das adolescentes constitui mais um estupro. Um crime cuja autoria deve ser investigada.
Nenhum biotipo confere.

É costumeiro os criminosos e advogados sem ética detratarem as vítimas. Aconteceu na curra de uma universitária, virgem e adolescente, no campus da Universidade Federal de Juiz de Fora no ano passado. O reitor prometeu um inquérito que não divulgou. Que ele fez: proibiu qualquer manifestação em defesa da jovem, que teve de abandonar a faculdade e a cidade. A garota, que passou em cinco vestibulares, foi apresentada como devassa e farrista. Sendo uma jovem estudiosa, religiosa e filha exemplar.

Henrique-Rei JF estudantes

Tais infâmias não podem mais acontecer. Não importa o passado da vítima. Estupro é estupro. Não tem desculpa. E uma curra, mais grave ainda. Veja o caso de Assange, condenado internacionalmente pelo estupro de duas prostitutas, na mesma noite, na mesma cama.

Desculpa de governador: Toda violência é coisa do PCC

Seis anos depois da implementação da Lei Maria da Penha, que endureceu as penas para os agressores das mulheres, o principal desafio nas políticas de combate à violência doméstica é a ampliação da rede de atendimento às vítimas, que inclui delegacias especializadas, centros de referência, casas abrigo, entre outros.

A avaliação é da ministra-chefe da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM), Eleonora Menicucci. Segundo ela, o Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher, comemorado hoje (25), é uma data para se reafirmar o enfrentamento do que chamou de “lamentável tragédia brasileira e mundial”.
“Acredito que [o principal desafio] é consolidar e expandir essa rede. As delegacias especializadas, por exemplo, somam 375, que é muito pouco para o tamanho do Brasil”, disse a ministra, acrescentando que, além de poucas, essas unidades são mal distribuídas no país. Somente o estado de São Paulo concentra um terço (125) de todas as delegacias especializadas de atendimento à mulher.
Quantas delegacias funcionam no estado falido da Paraíba?
Toda violência existente no Brasil passou a ser coisa do PCC. De dentro dos presídios a ordem de execução de todos os crimes. Inclusive os praticados por policiais.
Do PCC a Lei de Talião para os estupradores. Foi essa lei bíblica que fez um blogueiro de m. escrever em defesa do violentador do campus da Universidade Federal de Juiz de Fora. Um crime impune. Em abril último, uma estudante virgem de 18 anos foi violentada no Instituto de Artes e Design (É isso aí: o nome em inglês. Coisa de colonizado).
Que as feministas apelem para os comandantes do PCC  – todos em presídios de segurança máxima: Pena de Talião para os assassinos de mulheres!
E esqueçam que a violência contra a mulher se combate com mais escolas. Com moradia digna. Um salário que não seja o mínimo do mínimo.  Acontece que nenhum governo faz nada que preste para o povo.
 A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) divulgou uma declaração que denuncia “a persistência da discriminação contra as mulheres em todos os âmbitos, incluindo a política, a educação, o emprego e a saúde”.”O lar continua sendo um lugar perigoso para muitas mulheres da América, devido às altas taxas de violência doméstica”, continua o comunicado e acrescenta que as mulheres vítimas dessa violência enfrentam obstáculos formidáveis no acesso à justiça. “Para a maioria das mulheres, as leis que existem no papel sobre seu direito à equidade e à justiça nem sempre se tornam realidade”.La discriminación contra las mujeres continúa estando profundamente arraigada en las estructuras sociales de los países de la región. En general, las mujeres son más afectadas por la pobreza que los hombres, tienen menos acceso a vivienda y a servicios de salud, y son sujetas a violencia física y sexual en mayor proporción que los hombres. Existe además una interseccionalidad en la discriminacion contra las mujeres, en base a factores como la raza, la etnicidad y la pobreza. En este sentido, por ejemplo, las mujeres indígenas y las mujeres afrodescendientes están particularmente expuestas a actos de violencia física, psicológica y sexual. La Comisión ha destacado que la ausencia de una respuesta eficaz por parte del Estado y la impunidad reinante en relación con la violencia y la discriminación propician su repetición.

Juiz de Fora terra sem lei

A onda de insegurança em Minas Gerais começa em Juiz de Fora, onde foi estuprada uma menina de 17 anos no campus da Universidade Federal. Estão protegendo os curradores. E também escondendo a morte do jornalista de Joelson Jaime, o Joe.

Para a imprensa conservadora, crime para valer, e deve ser combatido, quando afeta os interesses dos anunciantes e dos proprietários dos meios de comunicação. Os leitores, os rádio-ouvinte, os telespectadores que se danem.

Querem segredinho suspeito para o caso da universitária estuprada no campus da UF-JF. Estudantes protestam

Substituíram a delegada que começou o inquérito. Manobraram para tirar a Polícia Federal das Investigações da possível curra de uma caloura de 17 anos no campus da Universidade Federal de Juiz de Fora.

O crime hediondo aconteceu no prédio do Instituto de Artes e Design. A vítima teve a coragem de apresentar a lista de suspeitos. Era uma menina virgem. Uma menina que continua imaculada. E que se torna um exemplo. Crime de estupro tem que ser denunciado. Os tarados, os anormais, os monstros, as almas sebosas, os covardes, os criminosos sexuais, que drogaram e seviciaram a menor, precisam ser presos e os nomes revelados. Basta da proteção do reitor! Do coito dos que promoveram a festa, e que são suspeitos. Todos maiores de idade e filhos das elites mineiras.

Eu,  que amo Minas Gerais e a poesia de Adélia Prado, fico de alma alegre com os estudantes que quebram o cabresto do reitor, e enfrentam as gangues que  mandam na UF-JF, para o orgulho do País da Geral e de todo o Brasil.

Com faixas, panfletos e alto-falantes, estudantes da UFJF se reuniram ontem, em frente ao Restaurante Universitário (RU), em um ato de repúdio ao caso de estupro de uma adolescente de 17 anos, ocorrido no dia 13 deste mês, durante festa de recepção aos calouros do Instituto de Artes e Design, realizada dentro do campus.

O movimento, organizado pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE), tem o objetivo de conscientizar os alunos sobre casos semelhantes e cobrar providências das autoridades.

“O número de estupros de mulheres tem crescido na sociedade. Precisamos atentar para esses casos machistas, que colocam a figura feminina em situações vexatórias. Neste fato específico no campus, lutamos para que ele não caia no esquecimento”, ressaltou o coordenador do DCE, Felipe Fonseca.

O caso ganha cada vez mais repercussão na mídia e no cenário acadêmico nacional. O manifesto iniciado por docentes da UFJF, com apoio da Associação de Professores do Ensino Superior (Apes), atingiu mais de 300 autoridades e entidades de todo o país, entre juristas e membros que participaram da elaboração do Estatuto da Criança e Adolescente (ECA), professores de instituições de ensino superior como Universidade de Campinas (Unicamp), Universidade Federal Fluminense (UFF), Universidade de Brasília (UNB), Universidade Federal do Ceará, de Uberlândia, além de associações ligadas às mulheres e aos movimentos sociais, e representantes do Conselho Nacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT) e do Ministério da Cultura. Todos apóiam o ato de repúdio e cobram medidas mais severas para coibir atos de violência contra a mulher dentro do campus.

No ato realizado ontem, os estudantes pedem a punição dos envolvidos. “A suspensão de festas dentro da UFJF não ataca o problema. A instituição precisa garantir a integridade física dos alunos”, disse Felipe. O grupo pede ainda mais iluminação em todos os locais da instituição. “Há muitas áreas escuras, afastadas. As melhorias podem coibir os agressores de atacar as mulheres”, defendeu a aluna de pedagogia Priscilla Lima. Os alunos estão organizando ainda o “Coletivo de mulheres da universidade”, para serem debatidas formas de combate ao machismo na UFJF nas mais diversas situações, entre elas, os trotes. O primeiro encontro será na sexta-feira, às 14h, no Diretório Acadêmico (DA) de Pedagogia, na Faculdade de Educação.

Ontem foi publicada portaria que suspende temporariamente os eventos festivos que não estejam diretamente ligados às atividades fins da universidade. A suspensão será mantida até que sejam fixadas novas normas sobre o uso do campus, com aprovação do Conselho Superior, composto por representantes de todas as categorias da UFJF. A assessoria de comunicação da universidade afirmou ainda que continua em andamento, de forma sigilosa, o trabalho da comissão de sindicância interna que apura o caso de estupro da adolescente. O relatório da investigação deverá ser encerrado em um mês, podendo ser prorrogado por mais 30 dias. Em relação à segurança no campus, a UFJF declarou que há segurança em toda a área da universidade, além de 212 câmeras de monitoramento.

 

Apuração segue em sigilo na Polícia Civil

Paralelamente à apuração da UFJF, a Polícia Civil instaurou inquérito para apurar o caso do estupro da adolescente. Doze dias depois do ocorrido, a delegada que acompanhava o caso, Maria Isabella Bovalente Santo, deixa a Delegacia de Proteção e Orientação à Família para assumir cargo na Corregedoria da Polícia Civil, em Belo Horizonte.

Ontem a delegada Maria Pontes, que assume o caso, limitou-se a informar que a apuração será realizada e mantida em sigilo. “Não só esse caso, mas todos os crimes sexuais demandam mais discrição e cuidado para não expor a vítima a constrangimentos.” O laudo do exame de corpo de delito já foi solicitado ao Instituto Médico Legal (IML) a fim de materializar o crime, mas ainda não chegou nas mãos da delegada.

Os casos recentes de estupro em Juiz de Fora chamam a atenção. Somente entre o início de outubro à primeira quinzena de março, 11 estupros envolvendo maiores de 18 anos de idade foram registrados na delegacia especializada. A maioria dos casos não chegou a ser investigada já que a maior parte das vítimas não procurou a delegacia para representar a queixa, o que é necessário para a abertura do inquérito policial.

Para a delegada Maria Pontes, a falta de iniciativa e participação das vítimas provoca impunidade e dificulta o trabalho de investigação. “É a vítima que precisa solicitar e é ela que orienta toda a investigação. Muitas não procuram a delegacia por vergonha, medo de exposição e de novo sofrimento, mas sua participação é fundamental. Para a polícia, é um dos crimes com maior dificuldade de apuração, já que não há testemunhas, e, muitas vezes, nem os exames comprovam o abuso.”

Impunidade na Universidade Federal cria onda de estupros em Juiz de Fora

Instituto de Artes e Design, por Ana Luiza Affonso
Instituto de Artes e Design da UF-JF, por Ana Luiza Affonso

Uma estudante virgem, menor de idade, foi violentada dentro do campus da Universidade Federal de Juiz de Fora. Ela participava de uma festa promovida pelo diretório acadêmico no prédio do Instituto de Artes e Design. A vítima, universitária do primeiro ano, e mais uma aluna veterana apresentaram uma lista de suspeitos, que são também alunos da universidade. Existe um  acobertamento dos criminosos por parte do diretório acadêmico, e uma operação abafa promovida pela reitoria, que alega que o crime foi praticado fora do campus, afastando a Polícia Federal das investigações.

O estuprador ou estupradores são alunos da UF-JF. Tudo indica que os próprios organizadores da calourada. Foi uma festa privada, com convites numerados, tudo bem organizado. Possivelmente um estupro programado. Que a aluna foi dopada.

Este crime que ficará impune, deve envolver os filhotes da alta sociedade de Juiz de Fora, vem provocando uma onda de estupros na cidade. É o exemplo da currupção que vem de cima.

Informa a Tribuna de Minas: “Domingo violento com dois estupros em Juiz de Fora. Casos envolveram criança de 5 anos e adolescente de 13”. Leia