UF-JF divulga notícia mentirosa sobre estupro de universitária de 17 anos

Secretaria de Comunicação (Secom) da Universidade Federal de Juiz de Fora transcreve hoje noticia que selecionou:

“Em nota oficial, a Universidade Federal de Juiz de Fora enfatizou que a festa Calourarte não foi realizada pela a instituição. O diretório acadêmico responsável pela organização do evento afirmou que a jovem saiu da calourada acompanhada por um rapaz e entrou em um carro. Portanto, o estupro teria acontecido fora da Universidade”.

Diretório acadêmico não faz parte da universidade. Inclusive nem sede tem dentro do campus. Nem na ditadura militar era assim.

No último dia 17, o Secom transcreveu notícia assinada por Renata Brum e Sandra Zanella (colaborou Guilherme Arêas):
“No caso da adolescente, a suspeita é de que ela tenha sido induzida a tomar um drinque e ingerir uma substância que a teria deixado desacordada, sendo possivelmente abusada por um dos frequentadores do evento. Uma colega de classe da vítima, 21 anos, relatou aos policiais que havia deixado a amiga no evento, por cerca de 40 minutos, na companhia de outros jovens. Ao retornar, teria encontrado a garota descomposta e com arranhões nos braços. Ela teria levado a estudante para sua casa e, no dia seguinte, acompanhado a adolescente na consulta médica, por já suspeitar que ela poderia ter sofrido abuso sexual.Após o atendimento na Santa Casa, a adolescente foi submetida a exame de corpo de delito no Hospital de Pronto Socorro (HPS). Conforme a PM, o crime foi constatado durante a perícia médica. A ocorrência foi acompanhada pela conselheira tutelar Delfina Mônica Costa, já que os pais da jovem moram no interior de São Paulo.’Fizemos o acompanhamento, inclusive no hospital. Ela recebeu atendimento ambulatorial, mas não precisou ser internada. Agora, vamos informar o ocorrido à Vara e à Promotoria da Infância e Juventude. Se o fato ocorreu mesmo na universidade, é muito preocupante, porque a festa tinha bebidas para adolescentes.”Ainda no Secom. Notícia assinada por Ricardo Beghini:

“A vítima, que estava em Juiz de Fora há 45 dias, relatou que, durante a festa, teria sido levada por uma pessoa para um lugar escuro atrás do prédio do IAD. (onde fica o prédio do IAD?). Como estaria dopada, a jovem alega que não conseguiu reagir à investida. No dia seguinte, sentindo dores na região vaginal, ela procurou a Santa Casa de Misericórdia, onde foram detectados indícios de estupro.

O crime foi constatado pela perícia médica, que também revelou que a estudante era virgem antes de sofrer o abuso sexual”.

O agressor ou um bando de estupradores. Que estão soltos dentro da universidade. A menina foi brutalmente machucada.

Por que o Secom divulga tais inverdades: “a jovem saiu da calourada acompanhada por um rapaz e entrou em um carro. Portanto, o estupro teria acontecido fora da universidade”?

Primeiro, culpabilizar a universitária de 17 anos.

Segundo, mudar o local do crime. Quando tudo aconteceu no prédio do IAD – Instituto de Artes e Design. Atrás do prédio. Local que os estudantes chamam de “matadouro” aconteceu o estupro.

De acordo com informações da Polícia Militar, que registrou a ocorrência no sábado (14), uma amiga da vítima relatou tê-la encontrada embriagada (dopada) e em situação degradante após terem se separado durante o evento por cerca de 40 minutos. A menor foi levada para casa e, ao acordar na manhã seguinte, decidiu procurar a polícia após verificar arranhões em seu corpo e desconforto na região genital.

A menina foi abandonada no “matadouro”. Ninguém prestou socorro. Por quê? Medo da gangue?

A festa foi realizada com convites numerados. O diretório acadêmico tem os nomes dos participantes.

Continuo acreditando que foi uma curra, criminosamente praticada por dois ou três estudantes da UF-JF. Digo com a responsabilidade de quem foi, durante treze anos, professor universitário.

É assim que os cafajetes, os tarados, os seviciadores, os torturadoresde tratam as meninas da tradicional família mineira:
Universitárias pisoteadas e humilhadas no trote de 1. 600 novos calouros, este ano, na UF-JF
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Pura misoginia

Estupradores soltos dentro de uma universidade representam um perigo? A resposta fica para os pais e alunas da UF-JF

 

O local do crime 

O inquérito que investiga a curra de uma menor dentro da Universidade Federal de Juiz de Fora começa sob suspeita.

Primeiro, a demora.

Segundo, a manobra da retirada da Polícia Federal. Uma debandada que muda o local do crime. Quando a menina ” foi encontrada por algumas veteranas  caída atrás do prédio do Instituto de Artes e Design da UF-JF, e levada para um quarto”, informa hoje o jornal Estado de Minas.

Terceiro, todo crime que ocorre dentro de um prédio da União tem que ser investigado pela Polícia Federal.

Estranhamente, a UF-JF, em todas as notinhas oficiais, afirma que o crime aconteceu “fora do campus”. E pré-julga a vítima quando usa termos abusivos como “suposto estupro”.

Isso chamo de cumpricidade com os seviciadores. Existe, no caso, protecionismo de algum filhote da reitoria?

Que os alunos, na sua maioria, têm a declarar?

E os pais? Consideram as filhas seguras dentro de uma universidade com estupradores soltos?

Depoimento da mãe da adolescente violentada

“Às 23h30 (sábado último), a conselheira tutelar me ligou e falou que havia acontecido um problema, que minha filha havia sido estuprada. Viemos imediatamente. Ela me disse que lembra de ter ido com uma pessoa para um lugar escuro atrás do prédio, mas estava completamente dopada e não tinha como reagir.

A UF-JF, até agora, não entrou em contato conosco. As investigações nem começaram. Talvez, se agissem mais rápido, o culpado pudesse ser pego, já que eles têm o nome de todos os alunos. O que aconteceu com minha filha foi muito sério. Se tivesse mais segurança no campus, nada disso teria ocorrido. Ela me ligou e pediu para ir (participar da festa). Só deixei porque jamais pensei que isso pudesse acontecer no prédio e dentro da universidade em que ela estuda.

Vou entrar com processo contra a instituição e contra o responsável pelo evento. Ela passou em três universidades e optamos pela UF-JF. Mandei minha filha para a instituição que considerávamos melhor e mais segura. Ela era virgem e, agora, estou levando minha filha para casa desse jeito. Vai passar, mas vai demorar e vai ser difícil.”

Que entre com todos os processos possíveis, e questione, de pronto, essa inexplicável ausência da Polícia Federal.

Depoimento do pai da menina de 17 anos

“Não tivemos retorno das policiais. Não estamos nem surpresos com essa demora. Como tudo no país, acredito que vai dar em nada. Mas nossos advogados ficarão em cima. É uma pena porque, se não houver rigor na investigação, outras pessoas podem acabar sendo vítimas como nossa filha”.

Segundo ele, a filha não voltará para cursar a faculdade na UF-JF. “Juiz de Fora acabou para ela. Escolhemos a instituição por ser segura. Permitimos que ela fosse à festa porque aconteceria dentro do local onde estuda, onde havíamos subentendido que estaria em segurança. Mas aconteceu tudo ao contrário”, desabafou.

Honradez e coragem de uma menina: apresenta os nomes dos selvagens estupradores da Universidade Federal de Juiz de Fora

Pai de estudante vítima de suposto (Suposto? Existem dois laudos médicos) estupro (ou curra?) na UFJF oficializa registro de crime na delegacia. A estudante de 17 anos também prestou depoimento sobre o crime que teria (Teria? Foi um hospital que acionou a Polícia Militar. E a PM remeteu o boletim de ocorrência para a Polícia Federal e Civil)  acontecido durante uma calourada. A delegada responsável pelas investigações vai intimar as pessoas citadas pela universitária.

por Luana Cruz

A estudante de 17 anos, que afirmou (Os médicos que constataram. A vítima nem sabia) ter sido vítima de estupro dentro (Tanto faz dentro ou fora. Todos diretórios estudantis têm o reconhecimento oficial da Reitoria) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), e o pai dela prestaram depoimento na Delegacia de Orientação e Proteção à Família sobre o crime. De acordo com a Polícia Civil, na quarta-feira, o pai da adolescente oficializou na delegacia a denúncia do crime de estupro (Essa providência já tinha sido tomada pela Polícia Militar), cujo registro é condicionado à representação da vítima, de acordo com a legislação vigente.A família da jovem alega (Alega? A palavra certa é confirma) que o abuso aconteceu durante uma calourada realizada no Instituto de Artes e Design da universidade na última sexta-feira. Durante a comemoração, a garota tomou um copo de cerveja. Após ingerir o líquido, a jovem informou que não se lembrava de nada (Desapareceu a informação de que foi colocado entorpecente no copo).Ela foi encontrada por algumas veteranas ( Por que sabiam o local do crime?) caída (E desmaiada) atrás do prédio do instituto e levada para um quarto. No dia seguinte, a adolescente acordou com dores e sangramento e foi encaminhada para a Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora. A universitária passou por exames médicos que constataram os abusos (E que a garota era virgem).A delegada Maria Isabela Bovalente Santo, responsável pelas investigações, vai intimar as pessoas citadas pela universitária tanto em depoimento, como no registro do boletim de ocorrência feito pela Polícia Militar.

O laudo de corpo de delito será solicitado ao Posto de Medicina Legal a fim de materializar o crime em apuração. Um equipe de policiais civis foi designada para fazer levantamentos que possibilitem a autoria do estupro (A vítima já apresentou nomes. A amiga universitária que levou a adolescente para o hospital também sabe os nomes dos covardes seviciadores, um bando de tarados estupradores). O prazo para conclusão do inquérito é de 30 dais.

A UFJF informou que a festa não foi realizada pela instituição (Notinha safada. Não realizada pela reitoria. Mas por um diretório estudantil da instituição)  e que as possíveis ocorrências registradas durante o evento estão sendo conduzidas pelos órgãos competentes (Não tanto. Que manobraram a retirada, a debandada da Polícia Federal). Serão instalados procedimentos internos de apoio às investigações das autoridades policiais. Estado de Minas 
 
Honradez: Observação rigorosa dos deveres da moral e da justiça. Honestidade. Probidade. Decoro. Pudonor. Integridade de coragem.
Coragem: Firmeza de ânimo ante o perigo, os reveses, os sofrimentos. Constância. Perseverança (com que se prosegue no que é difícil de conseguir).

Estupro ou curra no campus da Universidade Federal de Juiz de Fora?

A Polícia Civil instaurou o inquérito que vai apurar o estupro de uma estudante de 17 anos, que (aconteceu) dentro do Campus da UFJF, no último fim de semana. Conforme a titular da Delegacia de Proteção e Orientação à Família, Maria Isabela Bovalente Santo, a investigação deve ser concluída em 30 dias. A apuração não teve início de imediato, já que o crime teria acontecido dentro de um instituição pública federal, portanto, o caso seria encaminhado à Polícia Federal. Somente na terça-feira foi definido que a competência seria da Polícia Civil. (Quem definiu esta competência?)

Paralelamente à investigação criminal, docentes da UFJF coletam assinaturas para cobrar a apuração interna e a punição dos autores, além da implantação de ações educativas dentro do campus. O manifesto de repúdio, que já foi assinado por quase 30 professores, será encaminhado à Reitoria e à direção do Instituto de Artes e Design, além de outras autoridades. “Muito embora saibamos que a violência física e simbólica contra as mulheres ocorre em toda a sociedade, não podemos admitir tais atrocidades no ambiente acadêmico”, diz o documento.

A Associação dos Professores de Ensino Superior (Apes) também cobra providências da UFJF. “A Apes apoia a manifestação de repúdio e enxerga nesse episódio a situação de barbárie que vive nossa sociedade. O caso depõe contra o processo de humanização pregado dentro de uma instituição de ensino”, destacou o presidente da Apes, Rubens Rodrigues. (Tribuna de Juiz de Fora)

A UFJF informou que, hoje, o reitor Henrique Duque deve anunciar medidas visando a disciplinar eventos na instituição, até que uma comissão seja reativada. O reitor está viajando. O crime aconteceu na noite da última sexta-feira. Vai chegar cansado da viagem. Que cansada é a vida de um reitor.

O Ministério da Educação continua calado. Essa de  reativar comissão é piada. Expulsão dos implicados. E justiça rápida.

Cadeia para os sádicos, os estupradores, os desviados sexuais de uma sociedade corrupta. Cadeia sim!  Continuo acreditando que foi uma curra. Isto é, um grupo de universitários covardes, machistas,  safados, desajustados, brutamontes e torturadores seviciaram sexualmente uma menina de 17 anos.

Antes de 64, nos meus tempos universitários, os estudantes realizavam trotes. Eles são necessários. Era uma oportunidade para criticar a política, os costumes, o comportamento de personalidades. A estudantada ainda continua com medo de tocar em assuntos controversos.

Os jornais vendidos querem transformar os trotes em ações beneficentes de escoteiros. Tipo doar sangue, caminhada pela paz dos ricos etc. Não é por aí.

O Projeto Camelot, da CIA, na ditadura militar, aplicou no Brasil, via Ministério da Educação, o lema distorcido dos hippies: “Faça o amor, e não faça a guerra”. Então, com os projetos Mauá e Rondon começaram o liberou sexual, das drogas e os embalos de sábado à noite. Este programa do Brasil da tortura, dos sequestros, dos estupros continua nos trotes e calouradas.

Universitárias da tradicional família mineira: “Caloura com cara de puta”

Estupro e homofobia na Federal de Juiz de Fora

Circula na lista da Associação Nacional dos Programas de Pós-graduação em Comunicação (Compós) uma notícia de causar asco: uma moça de 17 anos fora estuprada em uma festa do Instituto de Artes e Design da Universidade Federal do Juiz de Fora (UFJF).

Obrigados pelo próprio Diretório Acadêmico que, pasmem leitores e leitoras, se chama Vladimir Herzog, estudantes da Faculdade de Comunicação daquela Instituição aplicaram o seguinte trote: andar com cartazes com os seguintes dizeres: “Caloura com cara de sapatão”, “Caloura com cara de puta”.

Esse tipo de trote, espantosamente praticado por estudantes de Comunicação, incitou uma onda de conservadorismo, machismo e homofobia que culminou com o estupro da estudante.

Como tem sido regra em quase todas as universidades federais, ninguém quer apurar nada e muito menos assumir a violência. A direção da UFJF lavou as mãos alegando que o fato ocorreu “fora dos muros da UFJF”. O fato fez com que o Departamento de Jornalismo da Facom/UFJF uma Nota de Repúdio contra todas as formas de discriminação. Um absurdo não apenas o estupro da estudante mas a violência psicológica praticada contra e pelos calouros. Meu repúdio e minha solidariedade aos atingidos. De longe, sinto-me, também violentado por cartazes tão imbecis. Por Gilson Monteiro

Calouro passa mal em trote depois de beber cachaça

Calouro obrigado a vestir trajes de menina e beber uma garrafa de cachaça. Tem apenas 17 anos
Calouro obrigado a vestir trajes de menina e beber uma garrafa de cachaça. Tem apenas 17 anos

Um calouro que foi forçado a beber ficou desmaiado na calçada e teve de ser socorrido pelos bombeiros depois do trote que recebeu ao entrar em uma faculdade de Juiz de Fora. Veteranos disseram que ele virou uma garrafa de pinga e que ele não estava mal ao final da “brincadeira”.

Ele foi socorrido pelo Bombeiros e encaminhado ao hospital. Assista ao flagrante. Clique aqui

Galeria de fotos

Estupro ou curra de estudantes da Universidade Federal de Juiz de Fora

As polícias Federal e Civil de Minas Gerais vão atuar juntas na investigação do estupro de uma estudante de 17 anos, ocorrida entre a noite de sexta-feira (13) e a manhã de sábado (14). Vão. Isso pode demorar.

Cinco dias após o registro do estupro, no Campus da Universidade Federal de Juiz de Fora, Minas Gerais, as polícias ainda não iniciaram as investigações.

O trâmite burocrático emperra o início da apuração do crime. Somente ontem ficou definido que caberá à Polícia Civil, por meio da Delegacia de Proteção e Orientação à Família, investigar, e não a Polícia Federal. Apesar do crime ter acontecido em um prédio da União.

Mesmo assim, até a tarde de ontem, o expediente ainda não havia chegado nas mãos da delegada titular da especializada em crimes de família, Maria Isabella Bovalente. Essa demora precisa ser explicada.

A Polícia Militar registrou um boletim de ocorrência e avisou as polícias Federal e Civil. A Delegacia de Mulheres e o Conselho Tutelar de Juiz de Fora também acompanham o caso. “As primeiras informações (anônimas) acusam  a jovem de ter ingerido bebida alcoólica misturada a uma substância que a deixou desacordada”. Pretendem incriminar a vítima. Talvez exista um abafa da UF-JF ou pressão política por parte dos pais dos estudantes envolvidos.

De acordo com a PM, a estudante do curso design da instituição foi socorrida por amigas, que a levaram ao hospital no sábado (14).

Perícia médica constata violência sexual

A vítima deu entrada na Santa Casa de Misericórdia após acordar, no sábado, e sentir desconforto e dores nas partes íntimas. No hospital, ficou constado o estupro, e a PM acionada.

Uma colega de classe da vítima, 21 anos, relatou aos policiais que havia deixado a amiga no evento, por cerca de 40 minutos, na companhia de outros jovens, que são os pricipais suspeitos. Ao retornar, teria encontrado a garota descomposta e com arranhões nos braços. Ela teria levado a estudante para sua casa e, no dia seguinte, acompanhado a adolescente na consulta médica, por imaginar que ela poderia ter sofrido abuso sexual.

Após o atendimento na Santa Casa, a adolescente foi submetida a exame de corpo de delito no Hospital de Pronto Socorro (HPS). Conforme a PM, o crime ficou comprovado durante a perícia médica. A ocorrência teve o acompanhamento da conselheira tutelar Delfina Mônica Costa, já que os pais da jovem moram no interior de São Paulo.

“Fizemos o acompanhamento, inclusive no hospital. Ela recebeu atendimento ambulatorial, mas não precisou ser internada. Agora, vamos informar o ocorrido à Vara e à Promotoria da Infância e Juventude. Se o fato ocorreu mesmo na universidade, é muito preocupante, porque a festa tinha bebidas para adolescentes.” Na manhã de ontem, ela e o vereador Noraldino Júnior (PSC) acompanharam os pais da vítima até a 1ª Delegacia Regional de Polícia Civil, em Santa Terezinha.

“Fui acionado pelo Conselho Tutelar como presidente da Comissão Antidrogas da Câmara. Como ela teria tomado só essa dose e ficado desacordada, suspeitamos que o criminoso colocou no copo algum entorpecente. O fato é que ela desacordou e, quando voltou, estava com sangue nas pernas e muito grogue. O próprio laudo apontou que ela era virgem. Vemos com decepção o fato de eles (família) terem escolhido a cidade e voltarem com uma imagem tão negativa.”

Pais vieram às pressas do interior de SP

Informados no final da noite de sábado sobre o estupro da filha mais velha, os pais viajaram às pressas do interior de São Paulo para poderem encontrar a jovem que mora há apenas 45 dias em Juiz de Fora. “Às 23h30, a conselheira tutelar me ligou e falou que havia acontecido um problema, que minha filha havia sido estuprada. Viemos imediatamente. Ela me disse que lembra de ter ido com uma pessoa para um lugar escuro atrás do prédio, mas estava completamente dopada e não tinha como reagir”, disse a mãe da jovem, 40 anos.

“A UFJF, até agora, não entrou em contato conosco. As investigações nem começaram. Talvez, se agissem mais rápido, o culpado pudesse ser pego, já que eles têm o nome de todos os alunos. O que aconteceu com minha filha foi muito sério. Se tivesse mais segurança no campus, nada disso teria ocorrido. Ela me ligou e pediu para ir. Só deixei porque jamais pensei que isso pudesse acontecer no prédio e dentro da universidade em que ela estuda”, acrescentou, no final da manhã de ontem, quando procurou ajuda na 1ª Delegacia Regional de Polícia Civil, em Santa Terezinha.

“Vou entrar com processo contra a instituição e contra o responsável pelo evento. Ela passou em três universidades e optamos pela UF-JF. Mandei minha filha para a instituição que considerávamos melhor e mais segura. Ela era virgem e, agora, estou levando minha filha para casa desse jeito. Vai passar, mas vai demorar e vai ser difícil.”

O bullying sempre indica a presença de uma gangue

O coordenador do Diretório Central dos Estudantes (DCE), Felipe Fonseca, classificou o episódio como “violência bárbara”. Ele ressaltou que a situação reforça o machismo da sociedade, problema que também afeta a universidade, evidenciado, principalmente, nos trotes e nas calouradas. “Vamos fazer uma campanha, por meio de um informativo, e o caso do estupro, com certeza, vai estar presente. Precisamos resgatar o debate dentro da UF-JF.”  É outro vai-vai.

Representantes do Coletivo Feminista Maria Maria – Mulheres em Movimento, núcleo da Marcha Mundial de Mulheres em Juiz de Fora, também repudiaram o crime, e afirmaram que a discussão precisa ser mais ampla. “Como grupo de mulheres criado e organizado na UFJF para debater e promover ações que discutam a mulher na universidade e na sociedade em geral, é inaceitável que o caso seja tratado apenas como problema de segurança no campus, sem levantar o debate de violência contra a mulher, que deveria ser o foco do caso.”

Temos vários crimes acontecendo na Universidade: o bulismo, o tráfico de drogas, a presença de um estrupador, ou mais de um, aproveitando que a menina estava desacordada. Era uma festa fechada, com senhas numeradas, e quem distribuiu as senhas sabe os nomes de todos os participantes.

Este pode ser mais um  caso de uma série de estupros dentro da Universidade. Um tarado que a polícia precisa mostrar a cara, e a justiça encontrar uma lei para punir o covarde torturador e estuprador, o maníaco sexual solto dentro da UF-JF.

Há uma forte possibilidade de curra. Pelos arranhões em várias partes do corpo. Pelas insuportáveis dores nas partes íntimas. Todo mundo sabe que o ato sexual não hospitaliza ninguém. Isso indica várias penetrações. Duas ou mais almas sebosas.

Polícia e Universidade desacreditados

Indignados, os pais da caloura do Curso de Artes e Design informaram que já entraram em contato com advogados no município onde moram, no interior paulista, os quais ficarão responsáveis por cobrar agilidade na apuração.

“Não tivemos retorno das polícias. Não estamos nem surpresos com essa demora. Como tudo no país, acredito que vai dar em nada. Mas nossos advogados ficarão em cima. É uma pena porque, se não houver rigor na investigação, outras pessoas podem acabar sendo vítimas como nossa filha”, comentou o pai da adolescente.

Segundo ele, a filha não voltará para cursar a faculdade na UF-JF. “Juiz de Fora acabou para ela. Escolhemos a instituição por ser segura. Permitimos que ela fosse à festa porque aconteceria dentro do local onde estuda, onde havíamos subentendido que estaria em segurança. Mas aconteceu tudo ao contrário”, desabafou o pai.

A UF- JF informou ontem que, durante todo o dia, levantou informações sobre o crime, mas que, somente no final da tarde, o Setor Jurídico teve acesso ao boletim de ocorrência da Polícia Militar. Passou essas informações para a delegada Maria Isabella Bovalente? A instituição garantiu que irá tomar providência administrativa. Até sexta-feira, o reitor Henrique Duque, que está em viagem, deve anunciar uma medida a curto prazo para regular os eventos no campus. A instituição ainda informou que o reitor irá procurar a família da adolescente e se colocar à disposição. O reitor deve explicações para todos os pais de alunas. Todos.

Cabe ao reitor exigir o máximo rigor da polícia nas investigações, expulsar os envolvidos, e reclamar da justiça justiça.

Até agora o Ministério da Educação continua calado. O famoso nada a declarar.