Patrões, banqueiros e direita alemães querem expulsar Grécia da zona euro

Em coro bem afinado, porta-vozes dos patrões, banqueiros e do partido de Merkel vieram a público, neste domingo, exigir a expulsão da Grécia do euro pela população ter rejeitado em referendo as medidas de austeridade exigidas pelo Eurogrupo.

Direita alemã não
Direita alemã não “gostou” da vitória do “não” no referendo na Grécia.

O deputado conservador alemão Michael Fuchs, em reação à vitória do “não” no referendo, acusou Alexis Tsipras de ter provocado um “desastre”.

“Lamento muito o resultado”, afirmou o dirigente do partido de Merkel. “Tsipras provocou um desastre e precisa agora de descobrir como apanhar os cacos. Não há hipótese de encontrar uma solução dentro de 48 horas”, declarou este domingo Fuchs.

Julia Klöckner, também dirigente da CDU-CSU, avisou Tsipras que “não deve pensar que vai colocar a Alemanha e a Europa sob pressão à custa do resultado do referendo”.

Patrões e banqueiros alemães querem Grécia fora do euro

Dois presidentes de duas das mais influentes confederações patronais alemãs afirmaram este domingo que não conseguem ver outro caminho para a Grécia que não passe pela saída do país da zona euro, depois da sua população ter rejeitado em referendo as medidas de austeridade propostas pelo Eurogrupo.

“Não, vamos poder evitar”, declarou Anton Boerner, presidente da associação de empresas exportadoras da Alemanha, questionado pela agência Reuters se a saída da Grécia do euro era inevitável.

O presidente de bancos de poupança alemães, Georg Fahrenschon, disse que “com o “não”, o povo grego manifestou-se contra os fundamentos e regras de um bloco de moeda única. Como consequência, a Grécia deve deixar a zona euro”. In Esquerda/ Net/ Portugal

“A Grécia está a dar à Europa uma lição de democracia e resistência”. Veja  Vídeo

“Rebelándose contra la corrupta UE, Grecia puede salvar al mundo del Armagedón”

Pocos se dan cuenta de que el destino de la libertad en Occidente depende de la actuación de Grecia en la crisis actual, opina Paul Craig Roberts, quien asegura que el país heleno puede salvar al mundo del Armagedón si decide rebelarse contra la UE.

JOHN MACDOUGALL / AFP
JOHN MACDOUGALL / AFP

La crisis griega no es sobre la deuda, ya que la deuda sirve más bien como pretexto para que el “imperio de Washington de Estados vasallos europeos” reprima la soberanía en el mundo, escribe el subsecretario del Tesoro en la Administración de Ronald Reagan, Paul Craig Roberts, en su último artículo.

“El imperio ha rechazado el referéndum democrático de Grecia el próximo domingo porque no cree en la democracia, sino en la sumisión”, asegura el analista. En su opinión, se supone que lo que tiene que hacer el gobierno griego es “aceptar la liquidación de la deuda y permitir que Grecia sea saqueada”. No obstante, para eso hay que silenciar la voz de su gente. Y esa es la razón por la cual “los alemanes y la UE se oponen a que el gobierno griego entregue la capacidad de decidir el futuro de Grecia a los griegos”.

“Si la democracia puede ser destruida en Grecia, puede ser destruida en toda Europa”, advierte Craig Roberts. “Los griegos tienen en sus manos no solo el destino de la democracia en Occidente sino también el destino de la vida en la tierra”, asevera.

“Washington está tramando un Armagedón, pero Grecia puede salvarnos”, insiste el especialista, explicando que lo único que deben hacer los griegos es “apoyar a su gobierno e insistir en que este muestre el dedo medio a la corrupta UE, no pague la deuda y gire hacia Rusia”.

En la opinión de Craig Roberts, esto empezaría a desenredar la UE y la OTAN, “mecanismos que Washington utiliza para crear conflictos con Rusia”, y salvaría el mundo del Armagedón. Lo más probable es que Italia y España sigan a Grecia saliendo de la UE y la OTAN, ya que estos países son también objetivos de despiadado saqueo, escribe el autor. “Es difícil imaginar otro escenario que pueda salvar al mundo de la Tercera Guerra Mundial”, concluye Craig Roberts. RT

FMI e países imperialistas temem o efeito dominó da Grécia

Uma Grécia incomoda muita gente, duas Grécias incomodam, incomodam muito mais.

Duas Grécias incomodam muita gente, três Grécias incomodam, incomodam, incomodam muito mais.

Espanha, Portugal e Irlanda são bolas da vez. A direita européia está em polvorosa. Tremem de medo os governos conservadores, monitorizados pelo FMI e vassalos dos Estados Unidos.

A imprensa vendida, elitista, que defende os interesses da pirataria do colonialismo europeu, principalmente na África e América do Sul, faz a orquestração do medo. A propaganda de que Hugo Chávez, Lula da Silva e Alexis Tsipras são terroristas. Antes este tipo de jornalismo marrom satanizava Che Guevara, Fidel Castro e Mandela.

Desde a queda do muro de Berlim, o comunismo não faz medo. Depois da implosão das torres gêmeas, nos Estados Unidos, a palavra-chave é terrorismo. Tanto que, na véspera das eleições na Grécia, a França realizou uma passeata com chefes de governos que condenaram a chacina de jornalistas na redação do jornal satírico Charlie Hebdo. Lideravam a passeata François Hollande e Ângela Merkel, que fizeram campanha contra Alexis Tsipras.

A imprensa hoje cria um novo Frankenstein ou Drácula.

ESPANHA 

larazon. espanha populismo medo

 

PORTUGAL

Portugal
‘FT’ questiona se novo líder grego pode vir a ser um Lula ou um Chávez

 

.

O G1 (Globo) faz a verberação da orquestração do medo da Inglaterra, que é o medo da França, que é o medo da Alemanha, que é o medo dos Estados Unidos:

Transcrevo:

Texto foi publicado após vitória do partido contrário a austeridade no país.
Autor faz conjecturas sobre como deverá ser o mandato de Alexis Tsipras.

 

Texto do FT questiona se novo líder grego será como Lula ou Chávez (Foto- Reprodução: FT)
Texto do FT questiona se novo líder grego será como Lula ou Chávez (Foto- Reprodução: FT)

 

Neste final de semana, o partido Syriza venceu as eleições legislativas da Grécia. Entre seus principais pontos, o programa econômico do Syriza compreende o fim das medidas de austeridade e a renegociação da dívida pública do país, que representa 175% do PIB.

Diante desse cenário de desconfiança do mercado, já que o partido do líder do Syriza, Alexis Tsipras, é contra a austeridade, o jornal britânico “Financial Times” publicou um texto em que questiona se a nova liderança poderá vir a ser “um Lula” ou “Chávez”, em referência aos ex-presidentes do Brasil e da Venezuela.

Para Tony Barber, autor do texto, a questão central, “para a qual nenhuma resposta definitiva pode ser dada”, é saber se Tsipras está disposto a fazer acordos com os credores da Grécia. Segundo Barbar, “durante três anos, Tsipras, às vezes, soava como Hugo Chávez , o presidente populista e ‘bicho-papão’ dos EUA, e , por vezes, como Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-presidente brasileiro, que, uma vez no cargo, governou como um reformista, em vez de um esquerdista radical”.

Jovem e carismático

Tsipras, um líder político jovem (tem 40 anos) e carismático, foi fundamental nessa transformação do Syriza.
Conhecido por seus discursos empolgantes e sua aversão a gravatas, ele assumiu a liderança do partido em 2008 e foi eleito para o Parlamento em 2009.

“A crise econômica e o colapso dos partidos tradicionais certamente ajudaram a aumentar a influência do Syriza, mas foi Alexis Tsipras que catapultou o partido”, explica Christoforos Vernardakis, professor de ciência política da Universidade Aristóteles de Salonica e fundador do instituto de pesquisas VPRC.

“Isso aconteceu porque Tsipras é jovem e não parece ter medo. Ele pegou uma esquerda que estava na defensiva e a transformou em uma opção crível para o governo.”

Para seus simpatizantes, Tsipras é um líder nato, que trata com respeito quem está a seu redor. “Ele gosta de processos e decisões coletivas”, diz Samanidis.

Nikos Karanikas, um velho amigo e colega de partido, por exemplo, diz que, apesar da ter se tornado um líder político proeminente, Tsipras ainda vive em um bairro de classe média de Kypseli, em Atenas, e continua a trabalhar como engenheiro civil.

Seus críticos, porém, costumam retratá-lo como um político arrogante, inexperiente e com fome de poder.

Mudança

No que diz respeito a suas propostas políticas, o Syriza não só se opõe ao resgate internacional da Grécia e às medidas de austeridade como quer renegociar parte da dívida grega.

Cartazete de propaganda espanhola
Cartazete de propaganda espanhola

Essas promessas têm gerado nervosismo nos mercados financeiros e já se especula sobre uma possível saída da Grécia da zona do euro.

De acordo com o correspondente da BBC na Grécia, Mark Lowen, muitos no país parecem dispostos a dar uma chance a Tsipras.

Outros, porém, acreditam que uma vitória do Syriza poderia aprofundar a crise no país e levar a um confronto entre a Grécia e a União Europeia.

 

 

Syriza quedó a dos escaños de la mayoría absoluta que le permite gobernar en soledad

Tsipras dijo que su victoria es también la de todos los pueblos de Europa que “luchan contra la austeridad que destroza nuestro futuro común”

ARGENTINA
ARGENTINA

En Grecia se produjo un cambio histórico. La coalición de izquierda Syriza, liderada por Alexis Tsipras, ganó ayer las elecciones generales con el 36,4 por ciento de los votos, cifra que roza la mayoría absoluta (149 bancas), que le permitirá gobernar solo y poner fin al ajuste impulsado por la Unión Europea y el Fondo Monetario Internacional. Con un 96 por ciento de votos escrutados, Nueva Democracia, la fuerza conservadora del primer ministro saliente, Antonis Samaras, quedó segunda, con un apoyo de un 27,8 por ciento (76 asientos), según datos oficiales. En tercer lugar, en tanto, quedaron los neonazis de Amanecer Dorado, con un 6,3 por ciento de los votos (17 bancas), seguido de cerca por los centristas de To Potami (El Río), con un 6,2 por ciento (17 electos). Estos últimos se mostraron dispuestos en la campaña a formar alianza con Syriza. A continuación les siguieron los comunistas del KKE, con un apoyo del 5,4 por ciento (15 escaños), y el hasta ahora aliado del gobierno conservador, el Pasok socialdemócrata del viceprimer ministro Evángelos Venizelos, con un caudal electoral del 4,71 por ciento (13), idéntico porcentaje que el de los Griegos Independientes, referentes de la derecha nacionalista.

Tras demorar su discurso triunfal a la espera de la confirmación definitiva del número de bancas de que dispondría Syriza (149, a sólo dos de la mayoría absoluta), Tsipras habló ante una impaciente multitud de estudiantes y militantes de izquierda que colmaba la plaza de la estación de subte Panepistimio, frente a la Biblioteca Nacional y la Universidad de Atenas. El líder de la formación ganadora dijo ser consciente de que la victoria no le da un cheque en blanco, “sino un mandato para reorganizar el país”, y anunció su intención de negociar con los acreedores. “El nuevo gobierno estará dispuesto a colaborar y a negociar por primera vez con nuestros socios una solución justa, viable, duradera, que beneficie a todos”, declaró Tsipras ante sus seguidores.

“Grecia avanza con optimismo en una Europa que cambia”, agregó el líder de la izquierda griega. Respecto de las cruciales negociaciones con los prestamistas del país, la Unión Europea y el Fondo Monetario Internacional, el jefe de Syriza mostró la disposición del futuro gobierno griego de llevar a cabo un diálogo sincero y abordar un plan nacional y un plan sobre la deuda. Entre sus principales puntos, el programa económico de Syriza comprende el fin de las medidas de ajuste y la renegociación de la abultada deuda pública del país, que se eleva a un 177 por ciento del Producto Interno Bruto.

“No hay ni vencedores ni vencidos. Nuestra prioridad es hacer frente a las heridas de la crisis, hacer justicia, romper con las oligarquías, el ‘establishment’ y la corrupción”, afirmó. Tsipras declaró que Atenas deja la austeridad tras cinco años de humillación porque el pueblo le ha dado un mandato claro de relegar al pasado a la troika. El país heleno espera el desbloqueo del último tramo de los préstamos acordados antes de fines de febrero, a condición de que se respeten los compromisos adquiridos con los acreedores respecto de la aplicación de las reformas. Desde 2010, los acreedores han acordado unos 240.000 millones de euros en préstamos al país.

El presidente del Banco Central alemán (Bundesbank), Jens Weidmann, dijo ayer que la economía griega sigue necesitando apoyo externo y recordó al futuro gobierno de Atenas que ese respaldo sólo tiene cabida si se respetan los acuerdos adoptados. “Está claro que Grecia no puede todavía prescindir del apoyo de un programa de ayuda. Y, naturalmente, un programa de ese tipo sólo puede darse cuando se cumplen los acuerdos”, afirmó Weidmann en una entrevista con la primera cadena de la televisión pública alemana ARD, tras conocerse que los sondeos daban la victoria a Syriza.

El presidente del banco central alemán confió en que el nuevo gobierno griego no haga promesas ilusorias que el país no se puede permitir y que continúe con las reformas estructurales que se necesitan sin poner en cuestión lo conseguido hasta el momento. A su juicio, el objetivo es que las finanzas griegas sean sostenibles a largo plazo y mientras ése no sea el caso, una quita de la deuda sólo dará un breve respiro, estimó. Lograr ese objetivo, recalcó, exige reformas tanto en las finanzas públicas griegas como en la economía del país.

Tsipras pareció responderle al funcionario alemán. “Antes de todo, el pueblo debe recobrar su dignidad, el optimismo, la sonrisa, ése es el mensaje primordial”, señaló. Y reiteró así sus declaraciones al momento de emitir su voto: “Es un día para la vuelta de la esperanza, el fin del miedo, la vuelta de la democracia y la dignidad en nuestro país”. Pese a afirmar que en la elección no hubo vencedores ni vencidos, señaló que la Grecia del trabajo, del conocimiento y de la cultura que lucha y tiene esperanza había superado a la de los oligarcas y de los corruptos.

Y afirmó que su victoria es también la de todos los pueblos de Europa que “luchan contra la austeridad que destroza nuestro futuro común”. El nuevo gobierno, aclaró, desmentirá a todos los que ven destrucción. “No habrá desastre ni sumisión. Nuestro objetivo desde el primer día es restablecernos de las consecuencias de la crisis”, dijo. Para ello, adelantó, se “negociará con nuestros socios europeos” un plan de reformas “sin nuevos déficit pero sin un superávit irrealizable”.

Por su parte, Samaras reconoció su derrota pero destacó que “a pesar de la medidas dolorosas que tuvimos”, su partido sólo perdió dos puntos porcentuales con respecto a la elección general anterior, en 2012. Desde esos comicios, el partido que más perdió apoyo fueron los socialdemócratas del Pasok, la fuerza que gobernó el país ininterrumpidamente desde la posguerra hasta el inicio de la crisis económica hace cinco años y que se alió a los conservadores de Samaras en los últimos años para imponer el ajuste impulsado por la UE y el FMI. Evangelos Venizelos, el líder del Pasok, que quedó sexto en los comicios, felicitó a Tsipras por su victoria, pero le advirtió que la actual situación griega necesita de mayorías más amplias. El líder socialdemócrata responsabilizó al ex primer ministro Yorgos Papandreu por la debacle sufrida por la fuerza. Según dijo, el veterano dirigente provocó una escisión por razones personales, al crear su propio partido a pocas semanas de las elecciones anticipadas de ayer.

En tanto, el líder de la fuerza neonazi Amanecer Dorado, Nikos Mijaloliakos, celebró el tercer lugar desde la cárcel, donde la mayoría de la cúpula se encuentra hace más de un año. Pese a las detenciones y a que casi no hicieron campaña, la fuerza no perdió el apoyo de sus simpatizantes. Pero lejos de allí, en los alrededores de la Universidad de Atenas, los seguidores de Syriza no paraban de vibrar.

El lado sombrío de las migraciones internacionales: 232 millones de personas en esclavitud

 

IPS

 

escravidão negro trabalho indignados

 

La cantidad de migrantes internacionales aumenta inexorablemente, mientras continúan proliferando informes que los involucran y que hablan de situaciones similares a la esclavitud.Actualmente, 232 millones de personas viven y trabajan fuera de sus países de origen y las remesas de dinero enviadas desde su lugar de residencia suman más de 400.000 millones de dólares anuales, una cifra que va en aumento.

Las ganancias de los migrantes casi cuatriplicaron los 126.000 millones de dólares de ayuda oficial al desarrollo de las naciones ricas al mundo pobre el año pasado, según datos divulgados por la Organización de las Naciones Unidas (ONU).

La inyección de liquidez en países en desarrollo como India, Bangladesh, Marruecos, México, Sri Lanka, Nepal, Egipto y Filipinas es uno de los efectos más positivos de las migraciones.

Pero lo que es una bendición para algunos resulta una calamidad para otros.

Del lado negativo figura la continua explotación de los inmigrantes, principalmente en Medio Oriente, a raíz de un aumento del “trabajo esclavo”, que implica bajos salarios, inadecuada atención médica y atroces condiciones laborales.

Joseph Chamie, exdirector de la División de Población de la ONU y que ha escrito ampliamente sobre migraciones internacionales, dijo a IPS que, aunque generalmente hay una condena universal a esos trabajos “esclavos” practicados por los inmigrantes, las prohibiciones son difíciles de aplicar, ya que a menudo tienen lugar dentro de los hogares y en recintos pequeños.

Una estrategia para abordar esto es el Convenio 189 sobre el trabajo decente para las trabajadoras y los trabajadores domésticos de la Organización Internacional del Trabajo (OIT), que entró en vigor en septiembre.

En vísperas del Diálogo de Alto Nivel sobre la Migración Internacional y el Desarrollo: “Por unas migraciones productivas” que tiene lugar este jueves 3 y el viernes 4 en la ONU, Abdelhamid El Jamri, presidente del Comité de Derechos de los Trabajadores Migratorios, enfatizó que los migrantes no son materias primas, sino seres humanos.

“Los cambiantes patrones de las migraciones y la explotación y discriminación que enfrentan los trabajadores migrantes en sectores como la construcción y la agricultura han vuelto más crucial que nunca la protección de sus derechos”, dijo.

La Convención internacional sobre la protección de los derechos de todos los trabajadores migratorios y de sus familiares es uno de los principales tratados internacionales sobre derechos humanos. Sin embargo, solo la han ratificado 47 de los 193 estados miembros de la ONU.

Este pacto no ha sido ratificado por ninguno de los principales países de destino, entre ellos Estados Unidos, los estados miembros de la Unión Europea (UE) y los del Golfo, donde viven y trabajan millones de inmigrantes, dijo El Jamri.

Chamie, consultado sobre el diálogo de alto nivel en la ONU, dijo que, en vista de las actuales realidades políticas y de la continua división entre las naciones que importan y las que exportan mano de obra, es muy improbable que el diálogo produzca “nada más que lindas palabras”.

La aguda división entre las dos partes, señaló, tiene que ver principalmente con la reunificación familiar, los derechos de la población migrante, las migraciones indocumentadas y las responsabilidades compartidas.

Kul Gautam, ciudadano de Nepal y ex director ejecutivo adjunto del Fondo de las Naciones Unidas para la Infancia (Unicef), señaló a IPS que las ganancias que perciben quienes emigran son ahora la principal fuente de ingresos nacionales en su país de origen.

Unos 4.000 millones de dólares en remesas de emigrantes ingresan por año a Nepal, que equivalen a 25 por ciento del producto interno bruto (PIB), agregó.

De los 400.000 jóvenes que cada año ingresan al mercado laboral, unos 300.000 buscan empleo en el exterior. La mayor concentración de trabajadores emigrados de Nepal se ubican en Qatar y Malasia (con unos 400.000 cada uno), seguido por Arabia Saudita y otros países del Golfo.

Gautam se mostró crítico del duro trato que se da a los trabajadores migrantes, específicamente en los países del Golfo.

Según él, las últimas denuncias sobre esclavitud proceden de Qatar, uno de los países más ricos del mundo. Allí, grandes cantidades de trabajadores emigrados de Nepal, uno de los países más pobres del orbe, han sido maltratados en un proyecto de construcción de alto perfil: las obras de infraestructura para la Copa Mundial de la Federación Internacional de Fútbol Asociado 2022.

Una investigación realizada por el periódico británico The Guardian retrata un panorama escalofriante de miles de inmigrantes obligados a trabajar en condiciones inhumanas, sin recibir su paga durante extensos períodos y carentes de equipos de seguridad.

El gobierno nepalés anunció esta semana que en los últimos dos años fallecieron 70 inmigrantes de ese origen mientras trabajaban en obras de construcción para el campeonato de fútbol en Doha.

En cuanto al fortalecimiento de las normas internacionales, Gautam dijo que es difícil “decir si el diálogo de alto nivel (de esta semana) tendrá un impacto significativo, pero debería”.

En Nepal, muy pocos han oído sobre él, dijo, agregando: “No creo que la delegación nepalesa esté bien preparada, con propuestas específicas”.

“Pero pienso que las migraciones para el desarrollo son mucho más importantes que, digamos, la ayuda, el comercio, las inversiones extranjeras directas, etcétera, en el actual contexto de Nepal, y en el contexto de muchos países que dependen de las remesas como fuente clave de sus ingresos”, planteó.

Para ser justos, señaló, ciertamente no es la política del gobierno de Qatar practicar o condonar las condiciones de trabajo similares a la esclavitud. Más bien son empresas privadas inescrupulosas, contratistas e intermediarios, tanto en Qatar como en Nepal, los responsables de esas prácticas inhumanas, dijo.

Ante la pregunta de si la ONU estaba haciendo suficiente para impedir los abusos, Chamie dijo a IPS que el tema de las migraciones internacionales nunca se planteó como una prioridad en el foro mundial.

En contraste con otros asuntos globales, como la infancia, el comercio, el ambiente, las finanzas, las mujeres y los ancianos, todos los cuales han estado en el centro de distintas conferencias de la ONU, las migraciones internacionales son “el hijastro olvidado”, planteó Chamie.

Según él, esto se debe a que “los países de destino, especialmente los más desarrollados, desean mantener (el asunto) fuera de la ONU”.

Frontera-mexico-EEUU

muro2

Muro que separa o México dos Estados Unidos
Muro que separa o México dos Estados Unidos

Lampedusa, temor de 300 mortos

gazzettino.LUTO ZEROmattino. LUTO 3osservatore_romano.LUTO 1avvenire.LUTOcorriere_della_sera. LUTOfatto_quotidiano.LUTOilmessaggero.LUTOrepubblica.LUTOtempo.LUTO

FOTODIRETTA Tra dolore,ricerche e proteste

PREFEITA DE LAMPEDUSA: “VENHA CONTAR OS MORTOS COMIGO”

A prefeita de Lampedusa, Giusi Nicolini, pediu para o primeiro-ministro da Itália, Enrico Letta, dirigir-se à ilha para “contar os mortos” provocados nesta quinta-feira (3) pelo naufrágio de uma embarcação com 500 imigrantes africanos ilegais.
“Venha contar os mortos comigo”, escreveu a prefeita em um telegrama ao premier. Nicolini há anos tenta chamar a atenção das autoridades ao problema dos naufrágios em Lampedusa. Em entrevista à ANSA por telefone, a prefeita relatou que a cena desta quinta-feira “é um horror”. “Não terminam nunca de descarregar mais corpos. Venham ver. É uma cena impressionante”, contou a prefeita, chorando.
“Não posso deixar de expressar a miopia da Europa, que insiste em olhar só para o outro lado. Os imigrantes chegam à nossa ilha há anos e continuarão fazendo isso por muito tempo. Se as instituições não intervierem imediatamente, serão, inevitavelmente, cúmplices desse absurdo e vergonhoso massacre”, criticou.
Nicolini também desferiu críticas à lei italiana “Bossi-Fini”, que regula os casos de imigração no país. Em vigor desde julho de 2002, a lei prevê, entre outras coisas, punição aos que favorecem a imigração clandestina e o envio de pessoas indocumentadas a centros de acolhimento temporário.
“A Itália tem leis desumanas. Três barcos pesqueiros foram embora do local da tragédia porque o nosso país processa os pescadores que salvam vidas humanas, acusando-os de favorecer a imigração clandestina”, afirmou Nicolini. “O governo deve anular imediatamente essa normativa”, acrescentou. (ANSA)

Após detenção de David Miranda, liberdade de imprensa preocupa União Européia

A Comissária de Justiça da União Europeia, Viviane Reding, disse na última quinta-feira (23/8) que está preocupada com questões de liberdade de imprensa depois que autoridades do Reino Unido detiveram o brasileiro David Miranda, companheiro do jornalista norte-americano Glenn Greenwald, por nove horas no aeroporto de Heathrow, em Londres.

 

Comissária de Justiça da União Europeia revelou preocupação com liberdade de imprensa

“Eu compartilho plenamente das preocupações de Jagland”, afirmou Reding em mensagem no Twitter, referindo-se a uma carta enviada ao governo britânico pelo líder do Conselho da Europa, Thorbjoern Jagland.

 

O editor do Guardian, Alan Rusbridger, afirmou que foi obrigado a destruir alguns dos arquivos secretos do jornal sobre Snowden durante uma visita de um alto funcionário do governo há um mês.

 

De acordo com O Estado de S. Paulo, o governo confirmou na última quarta-feira (21/8) que o funcionário enviado ao jornal era o Secretário de Gabinete, Jeremy Heywood, um funcionário público politicamente neutro e o assessor de política mais antigo do premiê David Cameron.

 

“Estas medidas, se confirmadas, podem ter um efeito potencialmente negativo sobre a liberdade de expressão dos jornalistas, garantida pelo artigo 10 da Convenção Europeia dos Direitos Humanos”, explicou Jagland na carta.

 

O Guardian compareceu, na quinta (21/8), a um tribunal britânico para pedir um mandato que proteja os bens que o governo confiscou de Miranda.

 

Os advogados do brasileiro disseram que os itens apreendidos contêm informações confidenciais e pediram ao Supremo Tribunal que impeça que o governo “inspecione, copie ou compartilhe os dados”.

 (Transcrito do Portal da Imprensa)