Blindagem tucana: Casos Sivam e Alstom

Sivam

A PROPINA DO SIVAM

“Em 1993 (governo Itamar Franco), escolheu-se a empresa americana Raytheon para montar um sistema de vigilância no espaço aéreo da Amazônia. Coisa de US$ 1,7 bilhão, sem concorrência. Dois anos depois (governo FHC), o “New York Times” publicou que, segundo os serviços de informações americanos, rolaram propinas no negócio. Diretores da Thomson, que perdera a disputa, diziam que a gorjeta ficara em US$ 30 milhões. Tudo poderia ser briga de concorrentes, até que um tucano grampeou um assessor de FHC e flagrou-o dizendo que o projeto precisava de uma “prensa” para andar. Relatando uma conversa com um senador, afirmou que ele sabia quem levou dinheiro e quanto levou.” (Elio Gaspari)

Entenda: http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u33015.shtml

http://www.muco.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=244%3Acaao-sivam&catid=34%3Asala-de-escandalos&Itemid=53

serra alkmin vice aécio

A PROPINA DA ALSTOM

Brasil é o único que ainda não puniu envolvidos no propinoduto do metrô de 11 países que apuraram suspeitas contra a Alstom. Zâmbia e Indonésia já têm provas e punições a empresa ter pago propina para obter contratos. E aqui, nada.

Entenda: http://www.brasil247.com/pt/247/poder/110053/Agenda-proibida-do-PSDB-marca-Alstom-e-Siemens.htm

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PROPINA DA SIEMENS

Os trens da série S3000 comprados pelo governo de São Paulo da fabricante alemã Siemens podem ser vistos atualmente na linha 7 do metrô da região metropolitana, ligando a Estação da Luz, na capital, ao município de Francisco Morato.
Em 2002, a empresa alemã ganhou um contrato de R$ 33 milhões para fazer a manutenção desses dez veículos. O negócio é um dos vários que estão sendo investigados agora pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Ministério Público e Polícia Federal.
O estopim do caso teriam sido denúncias feitas em maio pela própria Siemens ao Cade de que ela teria formado um cartel com outras multinacionais da França, Canadá, Espanha e Japão para manipular os preços de uma licitação pública, e pago propina a autoridades do governo de São Paulo em diferentes administrações do PSDB por mais de uma década.

EntendaD: http://saraiva13.blogspot.com.br/2013/09/propinoduto-tucano-o-trem-pagador.html

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/08/130812_siemens_escandalo_dg

Hoje professores nas ruas de Curitiba para exigir renúncia do tirano e corrupto Beto Richa. Mais de 200 feridos

paranaprotestoassembleiaroger-7 feridoMilhares de educadores marcharão nesta terça-feira, 5 de maio, exigindo a saída do governador Beto Richa (PSDB) do cargo. O magistério paranaense acredita que o tucano não tem mais condições de continuar à frente do executivo estadual, após o massacre do dia 29 de abril. Até o desfecho desse imbróglio as 2,1 mil escolas da rede pública continuam 100% paradas em todo o estado.

Amanhã, delegações de várias partes do estado e do país se reunirão a partir das 9 horas na Praça 19 de Dezembro – a tradicional Praça do Homem Nu – para um novo protesto no Centro Cívico, em frente à Assembleia Legislativa e do Palácio Iguaçu, onde ocorrerá um “Ato Nacional” contra a violência.

Richa quer minimizar a crise com a educação oferecendo a cabeça do secretário da pasta, Fernando Xavier, e do titular da Segurança, Fernando Francischini, conforme anunciou ontem (3) o deputado federal Valdir Rossoni, presidente do diretório regional do PSDB.

Paralelamente ao movimento de rua, a APP-Sindicato busca soluções jurídicas para barrar o confisco da poupança previdenciária cujo projeto foi aprovado na semana passada pela Assembleia. Também vai ao Senado, em audiência pública, na quarta (6), denunciar o massacre autorizado por Richa. In portal de Esmael Moraes 

OS PROFESSORES FERIDOS PELA POLÍCIA DE RICHA NO MASSACRE DE 29 DE ABRIL

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Dezenas de pessoas ficaram feridas e a prefeitura de Curitiba considerou %22abusiva%22 a ação policialespancamentos Paraná Beto 29 abril

Para os governos tucanos, a questão social um caso de polícia

richa alckmin polícia

Os governadores do PSDB “têm acumulado recordes macabros em confrontos com a população”, afirma Paulo Moreira Leite, diretor do 247 em Brasília, depois de descrever a violência da Polícia Militar do governador Beto Richa contra professores como “uma vergonha que não será esquecida tão cedo”; segundo ele, “o que se passou no Paraná foi um episódio muito grave, que não deve ser visto com um caso isolado”; PML cita o governador Geraldo Alckmin e a repressão dos protestos iniciais contra aumento da passagem de transporte de 2013, em São Paulo; “Para um partido que quer eliminar a CLT, nada mais apropriado do que assumir o lema da República Velha, onde a questão social era um caso de polícia” In Portal 247

Foi assim em 2013, em 2014, e será sempre assim nos governos tucanos
Foi assim em 2013, em 2014, e será sempre assim nos governos tucanos

PSDB Paraná professor Richa

A GRANDE REPRESSÃO TUCANA

por Paulo Moreira Leite

Trinta anos depois do fim da ditadura militar, chegou a hora de os brasileiros acertarem o relógio a respeito dos métodos de governo do PSDB e o tipo de futuro que planeja para o país. Embora seus fundadores tenham participado da luta pela democratização, os governadores do PSDB têm acumulado recordes macabros em confrontos com a população.

Com pit-pulls, helicópteros, balas de borracha e bombas de gás, a brutalidade da Polícia Militar do governador Beto Richa é uma vergonha que não será esquecida tão cedo. Mais de 200 pessoas foram atendidas nos hospitais da região, numa mobilização que procurava, essencialmente, impedir que a Assembléia Legislativa, controlada pelo governo, legalizasse uma apropriação inacreditável do ponto de vista social: colocar a mão no fundo de pensão da aposentadoria dos professores para cobrir um rombo nas contas do Tesouro estadual. Não estamos falando daquelas operações contábeis — chamadas pedaladas –, praticadas por todos os governos federais depois que o país adotou a Lei de Responsabilidade Fiscal. O caso, no Paraná, era tungada mesmo.

“O centro de Curitiba transformou numa praça de guerra,” afirma Carmen Helena Ferreira Foro, vice-presidente da Central Única dos Trabalhadores, presente aos protestos — onde teve de ser medicada por causa de um ferimento no braço, produzido por uma bomba. “Foram duas horas de tiroteio, uma insanidade ” diz ela.

O que se passou no Paraná foi um episódio muito grave, que não deve ser visto com um caso isolado. Em São Paulo, principal laboratório político tucano do país, Geraldo Alckmin transformou a repressão policial em instrumento regular de intervenção política. Estudantes universitários que ousam cometer atos de protesto — e mesmo gestos mais insolentes, próprios de seus hormônios políticos — são reprimidos e perseguidos judicialmente, arriscando-se a cumprir longas suspensões que podem atrasar e até impedir a formatura, com prejuízo para os cidadãos que, dentro ou fora das universidades, pagam pelo ensino público através de impostos.

A repressão violenta dos protestos iniciais contra aumento na passagem de transporte público de 2013 será inesquecível por ter provocado uma revolta nacional, mas não serviu de lição. Em janeiro, um novo protesto contra o aumento de passagens foi atacado de forma violenta pela PM, reação desproporcional diante de uma vidraça quebrada. Indo mais para trás. Alguém esqueceu Pinheirinho?

Essa opção repressiva não acontece por um “descuido”, “excesso” ou “erro.” É uma decorrência da conversão do PSDB à doutrina mais radical da economia de mercado. Este processo levou o partido a abandonar compromissos com a negociação de políticas de bem-estar social que marcaram seus anos iniciais, trocando o papel que Mário Covas exerceu na Constituinte, como guardião dos direitos sociais, pelo objetivo que Fernando Henrique se colocou na posse presidencial, em 1994, de encerrar a Era Vargas. Em seu governo, FHC inaugurou o novo período ao colocar tanques do Exército nas ruas para enfrentar um protesto de petroleiros que queriam impedir a privatização da Petrobras.

Na nova etapa ideológica, a negociação de conflitos e a barganha entre interesses sociais divergentes, típica das sociedades democráticas, tornou-se inconveniente e disfuncional. Por isso, faz-se o possível para evitar negociação e qualquer tipo de concessão que possa servir de estímulo a novas mobilizações. A ideia é mostrar que as decisões são tomadas de cima e não deve haver esperança de que possam vir a ser modificadas — o que explica a recusa do Palácio dos Bandeirantes em sequer marcar um audiência de professores às vésperas de completar dois meses em greve.

Ao contrário do discurso exportado pelos republicanos norte-americanos, apontando para elementos de caráter libertário na opção pelo mercado, a experiência prática demonstra que ela cobra um culto à ordem.

Procurando avaliar a teoria e a prática liberal na obra Décadas de Espanto e uma Apologia Democrática, publicada em 1998, no final do primeiro mandato de FHC, o professor Wanderley Guilherme dos Santos lembra que “depois de criado, o Estado liberal transforma-se no estado em que a hegemonia burguesa não é seriamente desafiada. Trata-se de um estado cuja intervenção em assuntos sociais e econômicos tem por fim garantir a operação do mercado como o mais importante mecanismo de extração e alocação de valores e bens.”

Neste esforço para separar a realidade liberal do discurso liberal, o professor esclarece: “Não é de modo algum um Estado não intervencionista. Muito pelo contrário, o Estado liberal está sempre intervindo, a fim de afastar qualquer obstáculo ao funcionamento ‘natural’ e ‘automático’ do mercado.”

Entre os principais obstáculos que atrapalham esse funcionamento ‘natural’ e ‘automático’, encontram-se a a política econômica e a política trabalhista, que devem ser “completamente revistas e modificadas.”

Não chega a espantar, assim, que o PSDB, num esforço para ajustar as leis sociais à nova ordem, tenha assegurado os votos que garantiram a aprovação, na segunda votação da Câmara, do PL 4330.

É coerente, vamos combinar. Para um partido que quer eliminar a CLT, nada mais apropriado do que assumir o lema da República Velha, onde a questão social era um caso de polícia.

Com alguma imaginação é possível entender como a peça da repressão se encaixa em outra parte do jogo, aquela que estimula a judicialização da atividade política, questionando a soberania popular em nome da palavra final da Justiça.

Não é difícil entender o que está acontecendo, certo?

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Hospitais improvisados, choro e desespero no Paraná

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PM usa bomba e bala de borracha contra professores

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O Centro Cívico se transformou ontem em uma praça de guerra. Segundo informações da Prefeitura de Curitiba, mais de 200 pessoas ficaram feridas durante o conflito entre tropas da Polícia Militar e professores e servidores estaduais que se manifestavam em frente à Assembleia Legislativa contra a aprovação do projeto de lei que altera a Paranaprevidência, proposto pelo governo Beto Richa (PSDB). Cerca de 150 feridos foram atendidos em 12 ambulâncias. Outros 63 feridos foram encaminhados para Unidades de Pronto Atendimento. O Hospital Cajuru recebeu 36 pacientes, e o Hospital do Trabalhador, outros sete feridos. Segundo o governo do

Estado, 40 manifestantes ficaram feridos e outros 20 policiais. Um cinegrafista da TV Bandeirantes foi mordido por um pitbull da Tropa de Choque.

Por volta das 15 horas, os manifestantes tentaram transpor a primeira barreira de policiais que impedia a entrada na Assembleia Legislativa e houve confronto. A partir deste momento, foram disparadas bombas de gás lacrimogênio e balas de borracha contra os manifestantes. O disparo de bombas durou uma hora e meia e só se encerrou por volta das 16h30, quando os professores recuaram um pouco do cordão de isolamento e se concentraram mais na área da Prefeitura de Curitiba. A cada passo que os manifestantes davam para tentar avançar novamente em direção à Assembleia Legislativa, mais bombas eram lançadas. Os policiais também usaram jatos de água.

Antes do início do conflito, os manifestantes gritavam palavras de ordem como “retira ou rejeita” o projeto que alteraria as regras da Paranaprevidência. O volume de bombas atirado contra os manifestantes foi muito grande, mas a Polícia Militar não soube informar o número exato. A confusão era tão grande que nem ambulâncias conseguiam passar para atender os feridos. Depois de cerca de 15 minutos de bombardeio, os dirigentes sindicais que estavam no carro de som gritavam “Chega governador! Não estamos armados.” A todo momento os manifestantes xingavam o governador de covarde. No início da noite, os manifestantes deixaram o Centro Cívico. A APP Sindicato, que representa os profissionais da rede estadual de ensino, informou que faria uma reunião ontem à noite para definir os rumos da paralisação que iniciou na última segunda-feira.

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CHORO E DESESPERO

O subsolo da Prefeitura virou um verdadeiro hospital de guerra. O primeiro atendimento aos feridos aconteceu no prédio da Prefeitura. O cenário era de muita gente chorando, desesperada e com medo. A estudante de Direito Isabel Cortes foi atingida por estilhaços de bomba e estava com a perna sangrando. Ela foi atendida na Prefeitura. Os feridos também foram atendidos em um centro médico improvisado no Tribunal de Justiça. Era possível ver pessoas desacordadas e sangrando. Um centro de educação infantil da prefeitura que atende 150 crianças de três meses a cinco anos no Centro Cívico chamou os pais para buscarem os filhos quando as bombas começaram a ser disparadas.

A fumaça do gás lacrimogênio atingiu o local e algumas crianças começaram a passar mal.

Em nota, o governo do Paraná disse lamentar “os atos de confronto, agressão e vandalismo” e que as reiteradas tentativas dos manifestantes de invadir a Assembleia Legislativa culminaram com a ação de defesa das forças policiais. Ainda de acordo com o governo, 13 pessoas foram detidas por envolvimento direto no ataque aos policiais. Essas pessoas seriam ligadas ao movimento black-bloc e está em curso uma investigação sobre a atuação delas durante a manifestação. Segundo o comandante geral da PM, coronel César Kogut, a ação de ontem contou com 1.600 policiais. Ele disse ainda que não houve falha da polícia. “A agressão partiu dos manifestantes que iriam romper a barreira. A nossa missão era cumprir a ordem judicial de não invadir a Assembleia”, afirmou.

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Rogério Chequer responde processo nos Estados Unidos e virou líder tucano (não é piada) contra a corrupção no vem pra rua

Nota do Painel da Folha de S. Paulo, desta terça-feira, sobre a presença de Rogério Chequer do Vem pra rua: “Um empresário sugeriu a Rogério Chequer que posasse para uma foto com um deputado que participava do encontro promovido pelo Lide. O porta-voz do Vem pra Rua recusou: ‘Não tiro foto com político’; ocorre que o tucano do Vem pra rua já subiu em carros de som de José Serra e pediu votos para Aécio Neves ao lado de FHC; ele não tira foto com político?”

Não disse a Folha de S. Paulo que esse Rogério Chequer ou do “Cheque” é uma figurinha bem suspeita. Tinha que andar de braços dados com FHC, que já prestou serviços remunerados para a CIA.

Chequer morava nos Estados Unidos, e trabalhava para a Stratfor, uma empresa privada de inteligência e investigação, segundo o site Wikileaks.

Que esse cara vem fazer no Brasil? Por que a Polícia Federal não investiga a fonte de dinheiro desse agitador de rua, que trama o golpe?

Chequer não passa de um dupla cidadania, apresentado pela suspeita revista Veja, e que responde processo nos Estados Unidos por corrupção.

O movimento Vem pra rua pretende o bate calçada do trabalhador brasileiro com emprego terceirizado, precário e servil. Defende o retorno da ditadura que cassou a estabilidade no emprego, e a continuação da tortura, o desemprego, os despejos judiciais, e o genocídio dos negros e mulatos pelas polícias militares dos governadores. Em São Paulo, a PM de Alckmin possui um efetivo de cem mil homens, e mais 65 mil policiais civis e mais os civis armados da terceirização de empresas de segurança. Eta Brasil selvagem dos bandeirantes, da TFP, dos latifundiários, dos especuladores, dos piratas de todas as bandeiras, dos leilões entreguistas de FHC, e do trabalho escravo.

E Rogerio Chequer fala grosso (eta país sem dono): “O governo vai ter de ouvir”.

Me engana que eu gosto
Me engana que eu gosto

Denuncia Pragmatismo Político: Rogério Chequer está sendo tratado como o novo herói de boa parte da imprensa brasileira. Ganhou espaço nas páginas amarelas da revista Veja, e, no programa Roda Viva da TV Cultura, comandado por Augusto Nunes, colunista de Veja, encarou perguntas tão confortáveis que parecia haver ali um cenário previamente combinado entre entrevistadores e sabatinado.

Sem se dar por satisfeito após ler a entrevista de Chequer na Veja e assistir ao seu Roda Viva, o jornalista independente Fernando Brito descobriu, com uma breve pesquisa, coisas que os profissionais dos supracitados meios de comunicação não quiseram vasculhar ou fingiram não se interessar.

“Chequer vivia, até poucos anos atrás, nos Estados Unidos. Lá era sócio de uma empresa chamada Atlas Capital Manegement, que geria fundos de investimentos junto com David Chon e Harry Kretsky. Apenas um dos fundos, o Discovery Atlas Fund (do qual Chequer também era sócio), tinha US$ 115 milhões (R$ 360 milhões) em ativos”, conta Brito. As informações são do Institutional Investitor.

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Chequer, não se sabe a razão, deixou a sociedade que cuidava de fundos milionários nos EUA e voltou ao Brasil para se tornar sócio dos primos numa agência especializada em produzir apresentações de ‘power point’. É sabido, porém, que o líder dos atos anti-Dilma é réu em um processo na Corte Distrital do estado americano de Connecticut, aberto em 2012 pelo seu ex-sócio Robert Citrone (dono da Discovery Atlas), um bilionário que integra, inclusive, a lista dos homens mais ricos do mundo da Forbes.

Fernando Brito conta que a curiosidade sobre a trajetória de Chequer surgiu naturalmente, já que os grandes veículos de comunicação lhe concederam o título de nova celebridade política.
“Ele [Chequer], como qualquer pessoa, tem o direito de se manifestar. Mas quando o tornam uma figura pública, uma “referência nacional”, o que ele faz, fez e qual é a sua trajetória passa a interessar e é dever dos jornalistas informar, salvo se não tiverem interesse em saber de onde vem o personagem que promovem nacionalmente”, afirma.

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Wikileaks e Stratfor

Brito foi além, e no último dia 28 de março descobriu que o nome de Chequer consta na lista da empresa de inteligência global Stratfor (também chamada de CIA of Shadow) – o arquivo foi vazado pelo Wikileaks, que teve acesso a mais de 5 milhões de e-mails confidenciais da empresa. Rogério Chequer aparece no arquivo identificado com a companhia “cyranony”. Seu nome está na 13ª linha do arquivo, que pode ser baixado diretamente do site do Wikileaks aqui.
“Existe, de fato, uma companhia Cyrano NY, LLC, registrada como “companhia estrangeira” no Estado de Delaware, um paraíso fiscal dentro do território americano, e assim reconhecido até pela Receita Federal brasileira”, diz Fernando Brito.

Como já noticiou Pragmatismo Político em diversas oportunidades, a Stratfor foi acusada de envolvimento em tentativas de golpes de estado em vários países e atua fortemente no setor de manipulação de interesses estratégicos. Um dos e-mails fala da insatisfação da Stratfor com a rejeição do ex-presidente Lula aos caças norte-americanos e sugere uma relação da empresa com um grande jornal brasileiro. (…)

São ainda misteriosas as razões que fizeram Chequer abandonar uma aparente vida empresarial de sucesso nos Estados Unidos para regressar ao Brasil. Espera-se, no entanto, que o líder de um movimento que apregoa a “transparência” como bandeira principal explique-se publicamente.

“Não acusamos Chequer, embora ele, como figura pública que é, agora, talvez pudesse explicar o que fez desde que seus negócios saíssem de um estado glorioso que tinha como dono de um fundo de investimento nos EUA e viesse, em 2012, se tornar sócio dos primos numa agência de publicidade especializada em produzir apresentações de “power point”, questiona Brito.

Chequer e Olavo de Carvalho

Na última semana, o astrólogo Olavo de Carvalho, uma espécie de cardeal da extrema-direita brasileira chamou Chequer às falas. Pelo Twitter, Carvalho ironizou o líder do Vem pra rua, referindo-se a ele como “Chequer Semfunds”, “Talão de Chequer” e como alguém adepto à “paumolice tucana” (referência ao fato de o grupo ser ligado ao PSDB). O astrólogo estava insatisfeito porque Chequer e o Vem Pra Rua não haviam ainda assumido posições mais incisivas em defesa do impeachment da atual presidente.

Pouco tempo depois de ser repreendido, Chequer prestou esclarecimentos a Olavo – foi quase um pedido de desculpas. A conversa surtiu efeitos. Chequer quis provar que se despira do manto da “paumolice tucana” e, imediatamente, procurou o jornal O Estado de S.Paulo para anunciar publicamente uma redefinição de posições. Ficou decidido que ele e o Vem Pra Rua dariam sustentação oficial aos pedidos de impeachment.

O jornalista Fernando Brito, que também acompanhou o episódio, comparou a subserviência de Chequer diante de Olavo com o recuo de Marina após a pressão do pastor Silas Malafaia para que a ex-presidenciável do PSB alterasse pontos polêmicos do seu programa de governo.

“Note-se-lhe a firmeza de convicções e de caráter”, afirmou Brito, referindo-se à repentina mudança de posicionamento de Chequer depois da consulta com Olavo.

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Chequer precisa explicar por que saiu às pressas dos Estados Unidos,

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Chequer precisa explicar por que saiu às pressas dos Estados Unidos, os motivos de sua pendência judicial e o fato de ser uma das possíveis fontes de informação da empresa americana de inteligência Stratfor – um braço privado da CIA que tenta aplicar golpes de Estado em países cujos governos não são simpáticos (leia-se, alinhados) à Washington. Não o fará, porém, se depender dos grandes conglomerados de comunicação do Brasil… Há algo em comum entre Chequer e a grande mídia brasileira: a falta de compromisso com o País.

Comenta Plantão Brasil: O empresário Rogerio Chequer, de 46 anos, apontado como líder do movimento Vem pra rua, é o personagem de uma nota curiosa publicada no Painel, da Folha de S. Paulo, nesta terça-feira:

Sem partido Um empresário sugeriu a Rogério Chequer que posasse para uma foto com um deputado que participava do encontro promovido pelo Lide. O porta-voz do Vem pra Rua recusou: “Não tiro foto com político”.

Quem será que ele acha que engana? Recentemente, o líder do vemprarua subiu em carros de som de José Serra e gravou um vídeo, ao lado do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em que pedia votos para o senador Aécio Neves na disputa presidencial.

Seria bem mais honesto assumir sua militância política [e os secretos serviços estratégicos]

Toda ditadura é criminosa. Nunca mais tirania

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Exemplos de incitação ao crime:

pedir o retorno da ditadura,
defender uma intervenção militar,
propagar um golpe, que levará o Brasil a uma guerra interna.

A pena de detenção deve ser bem maior. Que uma guerra civil mata milhares de pessoas.

Pedir a intervenção de um exército estrangeiro é crime de traição à Pátria.

O que aconteceu de novo, na política, nestes cem dias de governo de Dilma?

Os tucanos e aliados, derrotados no primeiro e segundo turnos, elegeram Eduardo Cunha presidente da Câmara dos Deputados. E desejam o impeachment de Dilma, por atos e fatos debatidos na campanha eleitoral, e julgados pelo povo nas urnas.

Toda ditadura mata a Liberdade, a Democracia, a Fraternidade.

Por uma justiça social, por uma polícia social, por um governo do povo, pelo povo, para o povo, nunca mais ditadura.

A tortura é um crime hediondo. Tortura nunca mais.
Nunca mais tirania. Nem colonialismo.
Independência ou Morte!

CNJ APURA SE DESEMBARGADOR “ENGAVETOU” AÇÃO DE TUCANO. PROCESSO PRESCREVEU

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O Conselho Nacional de Justiça investiga se o desembargador Armando Sérgio Prado de Toledo, do Tribunal de Justiça de São Paulo, beneficiou o deputado estadual e ex-presidente da Assembleia Legislativa Barros Munhoz (PSDB) em ação.

Munhoz respondia por formação de quadrilha, fraude em licitação e omissão de informações à Promotoria em um suposto direcionamento de contrato quando foi prefeito de Itapira (SP), entre 1997 e 2004.

O processo penal contra o tucano ficou parado por três anos no TJ, o que resultou na prescrição dos crimes em questão.

Toledo chegou a ser investigado na época, mas o ex-presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, desembargador Ivan Sartori, determinou o arquivamento do processo porque “os elementos à disposição não demonstravam irregularidade capaz de gerar aposentadoria compulsória ou disponibilidade”, únicas penas possíveis para desembargadores.