Valério entrega líderes tucanos para escapar de processo no STF

 

O advogado Dino Miraglia, de Belo Horizonte, procurou a Assembleia Legislativa de Minas Gerais para pedir proteção à vida dele e de seu cliente, Nilton Antonio Monteiro, após peticionar ao Supremo para que estabeleça a conexão entre o caso conhecido como ‘lista de Furnas’ e o ‘mensalão tucano’, iniciado por Marcos Valério durante o governo do hoje senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG).

Em linha com o estilo do ministro Barbosa de detalhar as peripécias de Valério e seus cúmplices no ‘mensalão petista’, o caso da ‘lista de Furnas’, contido no inquérito 3530 do STF, acusa tucanos de alta plumagem, entre eles Azeredo, Clesio Andrade e Walfrido dos Mares Guia, de crimes como assassinato, explosões, incêndios, perseguições e até o suborno de magistrados da própria Corte Suprema. Compra de votos, no caso, seria o menor dos pecados cometidos pela quadrilha mineira. Segundo Miraglia, fitas transcritas do depoimento de outro advogado, Joaquim Engler Filho – então ligado ao PSDB mineiro – ao delegado João Otacílio Silva Neto, no Departamento Estadual de Operações Especiais da Polícia Civil de Minas Gerais, em 24 de janeiro de 2008, “comprovam o esquema montado para abafar o ‘mensalão mineiro”.

– O Marcos Valério está entregando todo mundo do PSDB. O esquema todo, para se livrar das penas que deverá receber quando esta ação for julgada. Quanto ao ‘mensalão petista’ não há mais muito o que fazer, mas na ação contra os tucanos, ele está contando tudo o que sabe. Minas está em polvorosa, porque a AP 536, após a juntada do inquérito 3530, transforma-se em um vendaval, capaz de revelar em detalhes toda a corrupção e demais crimes cometidos pelo alto escalão da República, na época do governo do presidente Fernando Henrique Cardoso – relata Miraglia.

 

Escreve Altamiro Borges:

A famosa “lista de Furnas”, que os demotucanos juravam não existir e que a mídia “privada” sempre evitou investigar, teria sido feita pelo próprio ex-presidente e ex-diretor de planejamento da empresa, Dimas Toledo. Para a procuradora Andrea Bayão Ferreira, do Rio de Janeiro, agora não há mais dúvida sobre a sua autenticidade. De posse dos documentos, Amaury Ribeiro inclusive já pensa em escrever a segunda parte do livro “A privataria tucana”. Para ele, a lista comprova a existência de um “mensalão” de Furnas.

A decisão do MPF também animou o deputado Rogério Correia (PT-MG). Com base num laudo pericial da Polícia Federal, ele foi um dos primeiros a denunciar o rombo na estatal para financiar a eleição de Aécio Neves ao governo de Minas, em 2002. “Quando fiz a denúncia, tentaram até mesmo cassar o meu mandato. Mas a verdade, finalmente, começa a prevalecer”. Para ele, a lista comprova a hipocrisia dos tucanos. “Eles só querem investigar os esquemas dos outros, porque esse de Furnas eles tentam abafar até agora”.

O linchamento, pela imprensa, do ministro Antonio Dias Toffoli e transformação eleitoreira do Mensalão

Reconhece o paulistano Diário do Comércio: “O escândalo do Mensalão deverá determinar o tom da campanha para o segundo turno da eleição em São Paulo. O candidato José Serra (PSDB) insiste em citar o esquema em seus discursos”.

Eu não entendo a burrice dos petistas. Por que não dão o troco com o Mensalinho de Minas Gerais, a CPI do Cachoeira, a CPI engavetada da Privataria Tucana, o proer dos bancos e outros escândalos que marcaram o governo de FHC e os governos do PSDB em São Paulo? Medo? Cumplicidade?

O ministro Antonio Dias Toffoli é fichado pela imprensa como petista. Idem o ministro Ricardo Lewandowski. Também Joaquim Barbosa, nomeado ministro por Lula.

O ministro Gilmar Mendes foi tachado de tucano ao conceder dois habeas corpus relâmpagos a Daniel Dantas.

O ministro Marco Aurélio de Mello de “collorido”, por ter sido nomeado pelo primo Fernando Collor.

Connsidero o STF pressionado pela imprensa oportunista e eleitoreira.
Uma imprensa capaz de tudo para eleger Serra prefeito.

“PSDB e PT são um pingue-pongue da corrupção. Jogam sempre juntos”

Sérgio Motta foi o José Dirceu do PSDB.
A bolsa do tucanato. Para Fernando Henrique, o cérebro.

“Espero concluir o projeto de reestruturação geral das telecomunicações iniciado pelo ministro Sérgio Motta. A reforma das telecomunicações está praticamente concluída, com o sucesso total da privatização, a implantação da Anatel e o início da competição. Não mudamos o modelo e vamos prosseguir. Quanto aos Correios, transita pelo Congresso o projeto de Lei Postal e reestruturação dessa área. E na radiodifusão, precisamos de uma nova lei para que esse setor também avance”, epitáfio de Fernando Henrique, quando presidente.

Sérgio Motta era também o cérebro de jogadas obscuras dos ditadores militares, coisa que os tucanos escondem. Escreve Sebastião Nery:

O revólver do doutor

Sebastião Nery
Sebastião Nery

Quando assumiu o Ministerio da Agricultura no governo Figueiredo, Nestor Jost não foi à transmissão do cargo na Coalbra (Coque e Álcool de Madeira do Brasil), uma picaretagem com dinheiro público, inventada por Sergio Motta e o general Golbery, para produzir álcool de madeira, lá em Uberlândia, e que deixou um rombo de US$ 250 milhões.

Jost mandou como seu representante o assessor parlamentar, doutor Fontoura, um gaúcho desabusado, sobrinho do ex-chefe do SNI, general Carlos Alberto Fontoura.

O salão apertado da sede da Coalbra, no edifício Serra Dourada, em Brasília, estava lotado. De repente, Sergio Motta e o doutor Fontoura começam a gritar um para o outro: “Ladrão! Filho da puta!”

O doutor Fontoura tirou do bolso um revólver, o auditório em pânico. Sergio Motta, gordo, suando, disparou escada abaixo, e o doutor gritando:

– Vou te dar um tiro na bunda!

Não deu. E não foi por falta de alvo.

TUCANADA

Sergio Motta foi dirigir a Eletropaulo, no governo Montoro, e cuidar para sempre do financiamento das campanhas eleitorais da tucanada. A partir de 95, os tucanos são donos de São Paulo. Em 2008, estouram na França os escândalos da empresa Alstom no Brasil:

“O Ministério Público vai investigar os contratos da Alstom com seis(!) empresas ligadas ao governo de São Paulo: além do Metrô, a Eletropaulo, a Cesp, a Sabesp, a CPTM, a CTEEP.

A Alstom teria pago US$ 6,8 milhões só para obter um contrato de US$ 45 milhões com o Metrô. Os valores seriam usados para pagar comissões a políticos brasileiros”…

E mais: “Ao lado de uma cifra de R$ 2 milhões, aparece uma série de nomes, entre eles o do senador Valdir Raupp (então líder do PMDB no Senado) e Adhemar Palocci, diretor da Eletronorte, irmão de Antonio Palocci” (“Folha”).
PSDB e PT são um pingue-pongue da corrupção. Jogam sempre juntos. Leia mais