Alertam juízes: Terceirização fonte de rebaixamento salarial e de maior incidência de acidentes de trabalho

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A Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho – ANAMATRA –, tendo em vista o debate do PL 4330/2004, que trata da terceirização em todas as atividades empresariais, vem a público reafirmar sua posição contrária ao referido projeto de lei, tendo em vista que terceirização indiscriminada ofende a Constituição Federal, na medida em que discrimina trabalhadores contratados diretamente e os prestadores de serviços contratados por intermediários, regredindo garantias conquistadas historicamente.

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Os juízes trabalhistas, que lidam com a realidade do trabalho no Brasil, sabem que a prestação de serviços terceirizados no Brasil é fonte de rebaixamento salarial e de maior incidência de acidentes de trabalho.

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A proposta em tramitação, além de comprometer seriamente os fundos públicos como o FGTS e a Previdência Social, não protege os trabalhadores, trazendo apenas preocupações e perplexidades diante do quadro atual, já delicado por razões conjunturais.

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Espera a ANAMATRA que o Congresso Nacional examina e matéria com a necessária prudência.

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Brasília, 7 de abril de 2015

Ministros do TST são unânimes: “Terceirização provocará gravíssima lesão social de direitos trabalhistas. E reduzirá a renda de dezenas de milhões de trabalhadores”

O retorno da senzala

 

Um manifesto que denuncia a escuridão de um Congresso inimigo do povo.

A terceirização é uma cunha nos direitos humanos e nos direitos dos trabalhadores. A monstruosidade de transformar o Brasil em uma imensa Somax, onde todos os empregos são indiretos e precários.

É a volta da servidão geral, ampla e irrestrita. O retorno das senzalas.

Não esquecer que no Brasil persiste a escravidão. A terceirização legaliza.

É a exploração, pela capitalismo selvagem, dos trabalhadores, que perdem todos os direitos.

Terceirização. Mais horas de trabalho por salários mais baixos, em condições perversas e desumanas.

 

Um manifesto histórico

 

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Contra a terceirização. Documento assinado por todos os ministros do Tribunal Superior do Trabalho

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Le Lis Blanc Brasil utiliza trabajo esclavo para producción de ropas

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Una de las marcas de ropas más caras de Brasil, Le Lis Blanc, utiliza trabajo esclavo para la fabricación de sus piezas en Sao Paulo

por Rebelión/Adital

Con informaciones de Daniel Santini, de Repórter Brasil.

Un reportero de la organización Repórter Brasil (www. reporterbrasil.org.br) estuvo presente en la fiscalización realizada por fiscales de la Superintendencia Regional del Trabajo y Empleo de San Pablo (SRTE/SP) en tres talleres, de donde fueron rescatadas 28 personas, incluyendo una adolescente de 16 años.

Los tres talleres con problemas estaban “cuarterizados”. Dos empresas intermediarias encargaban las piezas y las reenviaban a la marca de lujo. Aún así, de acuerdo con el auditor fiscal Luís Alexandre Faria, que participó de la acción, no existen dudas sobre la culpabilidad de Restoque S.La, empresa dueña de la marca Le Lis Blanc, en relación con las condiciones en la que los trabajadores fueron rescatados.

En uno de los talleres, en cuartos cercanos, se quedaban los trabajadores bolivianos, viviendo en camarotes en cuartos apretados, algunos con divisiones improvisadas, cobrando por producción y cumpliendo jornadas exhaustivas de 10 horas por día. Según las declaraciones, en promedio el valor pagado por pieza variaba entre R$ 2,50 y R$ 7. En los shoppings, las ropas con la marca Le Lis Blanc son vendidas por hasta 150 veces más.

Cuando se realizó la fiscalización, los talleres estaban parados, debido a una cancelación repentina de pedidos. “Esto sólo agravó la situación, pues eliminó la única posibilidad de subsistencia de los trabajadores que trabajaban para la empresa”, explica el auditor fiscal Renato Bignami, que coordinó la acción. “El principal problema que encontramos fue el hecho de que los trabajadores vivían en el mismo lugar de trabajo”, completa. Además de sometidos a condiciones degradantes y jornada exhaustiva, muchos de los rescatados estaban presos por deudas, lo que también configura esclavitud contemporánea. Todos los rescatados son bolivianos.

También fue caracterizadocomo tráfico de personas para fines deexplotación de trabajo en condiciones análogas a las de esclavitud, de acuerdo con lo previsto en el Protocolo Adicional a la Convención de las Naciones Unidas contra el Crimen OrganizadoTransnacional Relativo a la Prevención, Represión y Castigo del Tráfico de Personas, y en la Instrucción Normativa nº 91 de la Secretaría de Inspección del Trabajo del Ministerio deTrabajo y Empleo.

Según la SRTE/SP, la dirección de Le Lis Blanc asumió la responsabilidad por el caso, haciendo el registro y regularizando el pago de encargos de todos los trabajadores, incluyendo derechos retroactivos referentes al período en que se comprobó que los costureros trabajaron para el grupo. Las indemnizaciones pagadas directamente a los rescatados llegaron a cerca de R$ 600 mil, según las autoridades.

Nota do redator do blogue: Do escravocrata fazendeiro deve-se desapropriar a terra para a  reforma agrária que tarda. Os ingleses, no Brasil de D. Pedro II, confiscavam os navios negreiros. Que o Governo e a Justiça deviam fazer com as empresas internacionais, sediadas no Brasil, que escravizam o nosso povo sofrido e miserável? A escravidão é um crime contra a humanidade.  Não existe escravidão sem assédio moral, sequestro, prisão, tortura física e ameaça de morte.
Dia 11 de agosto próximo é dia dos pais, uma data criada pelo consumismo, para  faturamento comercial
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Eleição fraudulenta no Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Pernambuco. Parece mais concorrência pública com cartas marcadas

Onde estão as urnas. A chapa Você Sabe Porquê desconhece. Idem o jornalista livre. Ilustração de Fadi Abou Hassan
Onde estão as urnas prenhas do Sinjope? A Chapa Você Sabe Porquê desconhece. Idem o jornalista livre. Ilustração de Fadi Abou Hassan

As urnas volantes parecem drones. Têm comando invisível. Ninguém sabem onde estão.

Estão voando sobre o céu dos jornais, rádios e televisões.

Sem fiscalização.

São urnas prenhas. Dos pelegos.

É a eleição mais imoral da história do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Pernambuco.

Espero a revolta dos jornalistas livres e honestos.

Temos que protestar contra a corrupção sindical. Contra o assédio moral. Contra o stalking policial. Contra o mando dos “jornalistas” secretários do governador Eduardo Campos. Sindicato não é escada. Para “seu” ninguém.

Os donos do Sinjope, que aprovam as prisões e os espancamentos de jornalistas pela polícia de Eduardo Campos, engravidaram as urnas. Isso é nazismo, peleguismo
Os donos do Sinjope, que aprovam as prisões e os espancamentos de jornalistas pela polícia de Eduardo Campos, engravidaram as urnas. Isso é nazismo, peleguismo

Crianças catam sururu que abastece quiosques e restaurantes do Recife

Adital
Tipo de marisco muito apreciado na culinária do Recife, nordeste do Brasil, o sururu é frequentemente pescado por crianças e adolescentes de comunidades ribeirinhas urbanas da cidade

Texto e fotos Igor Ojeda*

*Ronaldo volta à superfície e despeja os sururus na galeia para Gustavo lavá-los (Fotos: Igor Ojeda)

Normalmente é assim. Os ribeirinhos da bacia do Pina, no Recife, que fica no Nordeste do Brasil, saem para pescar o sururu ainda na barriga da mãe. Quem brinca é Ronaldo, morador da comunidade Ilha de Deus, enquanto está na superfície despejando o molusco numa galeia – em seguida, submerge novamente. A brincadeira, no entanto, tem o seu fundo de verdade, como diz o ditado. Hoje com 20 anos, o rapaz começou no ofício aos cinco. Espécie de marisco pequeno, a iguaria é muito comum em mercados, feiras, bares e restaurantes da capital pernambucana. Em geral, é preparada com leite de coco – quando ganha um sabor adocicado – e servida com farinha de mandioca e limão. Seu caldinho, apreciado tanto em restaurantes “finos” quanto em quiosques de praia, é considerado afrodisíaco. “Desde que nasci trabalho com o sururu. Com cinco anos já estava na maré. Chegava a faltar na aula para ir pescar”, conta Ronaldo, que parou de estudar no sexto ano do ensino fundamental.

Quando este mergulha para pegar mais sururu, quem fala é Gustavo*, parceiro de pescaria. Sentado na beira da canoa já repleta de bacias com o molusco, ele mexe freneticamente as pernas, de forma alternada, dentro da galeia – espécie de caixote – mergulhada na água lodosa. “Estou lavando o sururu”, explica o garoto, de 15 anos. O movimento repetitivo não é o único desconforto. O contato com a casca fina do marisco causa inúmeras feridas na sola de seu pé. “Não tem jeito, paciência, tem de fazer isso. As feridas a gente lava na maré, que a maré faz sarar.”

Estamos nas proximidades das pontes Governador Paulo Guerra e Engenheiro Antônio de Góes – que ligam a Zona Sul ao Centro e à Zona Norte do Recife –, no meio da bacia do Pina, ecossistema situado em plena área urbana, na parte interna do porto da capital pernambucana, formado pela confluência dos rios Capibaribe, Tejipió, Jordão e Pina. Da Ilha de Deus, Gustavo e Ronaldo remaram bons minutos até um banco de lodo onde era possível pescar o sururu. Em uma das margens, pode-se avistar as casas de alvenaria da comunidade Brasília Teimosa, antiga favela de palafitas que se tornou famosa nacionalmente depois da visita do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva apenas uma semana após sua posse, em janeiro de 2003. No lado oposto, destacam-se edifícios de alto padrão.

Trabalho infantil

A pesca do sururu é uma das principais atividades econômicas das comunidades ribeirinhas dessa área, todas formadas há décadas. E, há décadas, os moradores desses locais começam desde criança a exercer esse tipo de trabalho, normalmente acompanhando os pais, que, por sua vez, não têm condições financeiras de sustentar a família sozinhos. Como acontece em muitos outros casos, na coleta desse molusco o trabalho infantil é naturalizado.

É a maré que determina que horas Gustavo e Ronaldo começam a trabalhar. Tem dias que eles saem às quatro da manhã. Outros, às sete. Os ribeirinhos gostam de aproveitar as marés baixas, pois desse modo o sururu fica mais próximo da superfície. Há vezes, porém, em que é preciso descer a cinco metros de profundidade, sob o risco de faltar fôlego e sentir câimbras. “Já salvei tanto criança quanto gente grande de se afogar”, conta Gustavo. Em geral, dependendo do rendimento, os dois amigos ficam de duas a quatro horas pescando o molusco. Assim que voltam para casa, eles o cozinham e pagam alguém da própria comunidade para catá-lo. “Catar” o sururu significa, na verdade, abri-lo um a um e retirar sua carne. O trabalho, igualmente muitas vezes realizado por crianças, é extremamente desgastante e pode causar feridas nas mãos por conta da casca afiada do pequeno marisco.

Gustavo e Ronaldo costumam vender o produto “final” no Mercado São José, o mercado municipal da cidade. “Vendemos a seis, cinco reais o quilo. Agora está mais barato. Tem que trabalhar mais”, diz o adolescente de 15 anos, que usa parte do que recebe para comprar roupas e deixa o resto em casa, onde vive com a mãe e duas irmãs, de 12 e sete anos. “Com o que ganhamos, dá pelo menos para sobreviver.” Para seguir trabalhando, Gustavo abandonou a escola ainda mais cedo que Ronaldo, na quinta série. Mas não é o que quer fazer a vida toda. “Ainda sou adolescente. Quando crescer quero arrumar um serviço melhor. Quero ser jogador de futebol do Sport”, revela o torcedor fanático do time pernambucano.

O decreto presidencial 6.481, de 2008, inclui tanto a coleta de mariscos quanto as atividades em mangues e lamaçais ou que envolvam mergulhos na lista de piores formas de trabalho infantil. De acordo com o documento, além das intempéries climáticas, as crianças e adolescentes que pescam sururu estão expostas a “posturas inadequadas e movimentos repetitivos; acidentes com instrumentos pérfuro-cortantes; horário flutuante, como as marés; águas profundas”. Como resultado, podem sofrer queimaduras na pele, envelhecimento precoce, câncer de pele, desitratação, doenças respiratórias, fadiga, dores musculares nos membros e na coluna, ferimentos, distúrbios do sono e afogamento.

Já meninos e meninas obrigadas a mergulhar em suas atividades laborais, como é o caso da coleta de mariscos, correm o risco de se afogar, terem a membrana do tímpano perfurada e sofrerem de uma série de enfermidades, como embolia gasosa, otite, sinusite e labirintite. O trabalho em mangues e lamaçais, por sua vez, expõe crianças e adolescentes com menos de 18 anos à umidade, cortes e perfurações e contatos com excrementos, situações que podem resultar em rinites, bronquites, dermatites e leptospiroses, entre outras doenças.

Contraste

 

*Para ajudar a mãe, Mariana pesca sururu desde os dez anos de idade

 

Quem “guia” a reportagem é Daiane. Moradora da Ilha de Deus, ela também costumava pescar sururu, “ofício” que igualmente começou a exercer desde pequena. Hoje, aos 20 anos, faz trabalhos de manicure e de diarista e pretende fazer faculdade de engenharia num futuro próximo. “Normalmente, quem vai para a maré é o homem, enquanto a mulher fica na cata, muitas vezes com a ajuda dos filhos. Mas, quando não tem homem, vai a mulher mesmo”, explica. Há alguns anos, quando ainda era adolescente, a jovem participou de uma ação do Centro Dom Helder Camara de Estudos e Ação Social (Cendhec) contra o trabalho infantil na sua comunidade. O resultado, segundo ela, foi muito bom. “Diminuiu a incidência de trabalho infantil na pesca do sururu na Ilha de Deus.” Nos últimos dois anos, além disso, a região foi urbanizada pela Prefeitura do Recife, política que fez melhorar as condições de moradia da população local.

Melhorias que ainda não chegaram para a população ribeirinha do Pina. Na “entrada” da comunidade, no entanto, a realidade é um tanto distinta. Inaugurado em outubro do ano passado, o RioMar Shopping destoa na paisagem. Terceiro maior centro de compras do Brasil, atrás do Shopping Leste Aricanduva, de São Paulo, e do Salvador Shopping, o estabelecimento é destinado em parte ao consumo de alto luxo, com lojas como Hugo Boss, Chanel Fragrance & Beauté, Daslu, e Diesel. Partindo do ponto de encontro no RioMar, conforme Daiane e a reportagem caminham em direção aos manguezais, as casas simples de alvenaria vão dando lugar a apertadas construções de madeiras, e ruas asfaltadas tornam-se ruelas e becos de terra. Espalhadas pelo chão, bacias cheias de sururu. Sob um telhado de zinco, uma mulher descasca o molusco.

Numa dessas moradias precárias, vive, com a família, Mariana*. “Pego sururu desde os dez anos, para ajudar minha mãe”, diz a garota, hoje com 14 anos. Ela costuma ir com o marido de uma das irmãs e um vizinho, ambos adultos. A tarefa é alternada: às vezes fica incumbida de lavar o marisco pescado na galeia, o que causa feridas nos pés. Outras vezes, ela própria mergulha para buscá-lo. “A água bate no peito”, conta. Por causa do trabalho, a menina parou de estudar na quarta-série. Não chegou a aprender a ler e escrever.

Palafitas

Acompanhada de Daiane e da reportagem, Mariana sobe em uma das canoas ancoradas na beira do mangue e começa a remá-la em direção ao mar, distante alguns quilômetros – no meio do caminho, alguns minutos depois, encontraríamos Gustavo e Ronaldo. Do barco, a visão é ainda mais impressionante. Inúmeras palafitas avançam sobre o rio. Sacos de lixo e entulhos de todo o tipo, e ratos correndo na borda ou até dentro da água compõem a paisagem. Após alguns minutos, o RioMar Shopping surge imponente ao fundo. Mariana liga o motor. “Quando eu pescava, era só no remo. Agora alguns barcos têm motor. O pessoal pagar uns R$ 500 para um morador construir a canoa. O motor custa uns R$ 150”, explica Daiane.

A primeira parada é na Ilha de Deus, onde várias mulheres e algumas meninas estão sentadas catando o sururu. Uma delas é Edlene Maria Alves da Silva, de 45 anos. “Cheguei novinha aqui. E desde que cheguei, trabalho com o sururu. Antes só pescava, depois comecei mais a catar. Mas ainda pesco.” Segundo ela, está cada vez mais difícil sobreviver com a venda do molusco. “Está chovendo muito. O braço de mar aqui é fraco. Quando chove dois, três dias, o sururu morre, porque a água fica salobra, e ele vive mais na água salgada”, lamenta.

A auditora-fiscal Paula Neves, coordenadora do Projeto de Combate ao Trabalho Infantil da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE), lembra que no Recife as crianças e adolescentes não ficam restritas à pesca e à cata do sururu. Muitas o vendem nas praias da cidade. A comercialização de alimentos e outros produtos na orla da capital pernambucana é uma das atividades com maior incidência de trabalho infantil. “Os meninos que trabalham na praia normalmente param de estudar na oitava série. Muitos deles dizem que trabalhando por três ou quatro dias por semana ganham mais do que o pai”, diz Paula.

*nomes alterados para preservar a identidade dos entrevistados

** Reportagem produzida em parceria com Promenino/Fundação Telefônica Vivo, e publicada também no site Promenino, que reúne mais informações sobre combate ao trabalho infantil

*Matéria especial do Repórter Brasil.

CORRUPÇÃO NO SINDICATO? Como identificar e combater

Não tenho medo. Vote livre. Desenho de Giacomo Cardelli
Não tenho medo. Vote livre. Desenho de Giacomo Cardelli

“Muitos sindicatos não têm uma política de filiações e não querem que os trabalhadores conheçam o sindicato”. Um dos truques mais manjados são as urnas volantes. As chamadas urnas prenhas.

O principal indício de sindicalismo corrupto: “Diretoria que não se renova, os principais cargos são as mesmas pessoas, ou seja, mantendo-se no poder por décadas (diretores que fazem do sindicato sua profissão)”.

“Há indícios visíveis na forma de atuação da entidade de classe. Observe seu sindicato e veja as conquistas da categoria em cada negociação coletiva”. Por que cada vez o salário do jornalista cresce que nem rabo de cavalo? Resultado: o jornalista anda por baixo.
COMO IDENTIFICAR A CORRUPÇÃO NO SINDICATO
TEM QUE PRIMEIRO IDENTIFICAR A CORRUPÇÃO NO SINDICATO. PARTICIPE E COMBATA O VOTO DE CABRESTO E AS CHAPAS BATIDAS
Os sindicatos inertes, não atuantes, causam prejuízo social à categoria e perdem sua legitimidade com os trabalhadores e a confiança de alguns diretores do sindicato.
Observe seu sindicato e atente para o comportamento da diretoria do sindicato, veja se os diretores se aproximam dos membros da categoria, como eles são remunerados, se prestam contas de seus gastos, PRESTAÇÃO DE CONTA DA ENTIDADE.
Há indícios visíveis na forma de atuação da entidade de classe. Observe seu sindicato e veja as conquistas da categoria em cada negociação coletiva. Atente para o comportamento de alguns diretores, veja se os diretores se aproximam dos trabalhadores (visita os locais de trabalho), se recebem remuneração do sindicato, se prestam contas de seus gastos, se têm jornal de divulgação (informativos para os trabalhadores) etc.


ATENÇÃO: A DIRETORIA SÓ PERMANECE NO CARGO ENQUANTO A CATEGORIA PERMITIR. CADA ASSOCIADO DEVE FICAR ATENTO AO TRABALHO DA DIRETORIA. LEMBRE-SE: SEU SALÁRIO E SUA CONDIÇÃO DE TRABALHO DEPENDEM DISSO.
O QUE SIGNIFICA DIRETOR PELEGO DO SINDICATO?

“A palavra pelego significa uma manta de pele que se coloca no lombo do burro para que este possa suportar, sem reclamar, o peso colocado em suas costas. Assim, os patrões usam alguns trabalhadores para “amaciar” a brutal carga de trabalho imposta à classe obreira. Trabalhadores estes, que  por não terem sentimento de classe, e para obter vantagens pessoais (SER LIBERADO PARA O SINDICATO, promoções, etc), se infiltram dentro do sindicato a serviço dos patrões.”
CONHEÇA OS PRINCIPAIS INDÍCIOS DE SINDICALISTAS CORRUPTOS:
·        Diretoria que não se renova, os principais cargos são as mesmas pessoas, ou seja, mantendo-se no poder por décadas (diretores que fazem do sindicato sua profissão).
·        Realização de assembléias gerais sem ampla divulgação.
·        Falta de aproximação com a base da categoria.
·        Falsas negociações com os patrões para enganar a categoria (sindicato  patronal ilegal que não representa a categoria).
·        Falta de incentivos à filiação de trabalhadores para os trabalhadores e dificultam a filiação dos trabalhadores.
·        Recusa em apresentar a prestação de contas.
·        Falta de informativos, que noticiem o que está acontecendo no mundo do sindicato e da categoria.
·        Desorganização na assistência, quando da rescisão contratual (homologação da rescisão), concordando sempre com as contas apresentadas pelo empregador.
·        Dificultam o acesso dos demais diretores do sindicato no atendimento aos trabalhadores.
PORQUE SINDICALISTAS CORRUPTOS NÃO QUEREM FILIAR TRABALHADORES PARA O SINDICATO?
Os sindicatos são entidades privadas, dotadas de autonomia, constituídas por vontade da categoria. Somente os filiados podem exigir mudanças principalmente nos indícios citados na questão anterior, podem decidir numa assembléia as ações da entidade, aprovar ou não a prestação de contas, eleger uma diretoria etc. Quando alguns diretores evitam filiar sócios é porque tem medo da categoria descobrir irregularidades. Dicas de como identificar sindicalistas corruptos verifique números de filiados que participam de assembléias e eleições se esse número for pequeno tem coisa errada acontecendo.
COMO SINDICATO SOBREVIVE SEM FILIADOS?
 Muitos sindicatos no Brasil sobrevivem através do imposto Sindical (valor descontado no seu salário do mês de março referente ao um dia de trabalho). Por isso muitos sindicatos não têm uma política de filiações e não querem que os trabalhadores conheçam o sindicato.
COMO OS DIRETORES PELEGOS ENGANA A CATEGORIA COM AJUDA DOS PATRÕES NO SINDICATO PATRONAL?

Para entender a corrupção é necessário entender como funciona o sindicato patronal. Várias empresas (PASMEM! SÃO VÁRIAS EMPRESAS COM O MESMO DONO, MAS REGISTRADA EM NOMES DE LARANJAS) filiam-se ao um determinado sindicato patronal e essa entidade negocia com o sindicato dos trabalhadores a CCT (Convenção Coletiva do Trabalho).

Esse sindicato patronal não aceita que outras empresas se filiem também por que numa licitação (procedimento administrativo para contratação de serviços ou aquisição de produtos pelos governos FederalEstadualMunicipal ou entidades de qualquer natureza) quem leva vantagens são as empresas (do mesmo dono) e as demais empresas tem dificuldade para disputar nas licitações.E o sindicato dos trabalhadores? os pelegos sabem da irregularidade e mesmo assim negociam convenção coletiva com esse sindicato patronal ilegal, e o resto da categoria fica prejudicada.

As demais empresas não reconhecem a Legitimidade da negociação dessa Convenção Coletiva e para enganar os trabalhadores os pelegos do sindicato entram na justiça trabalhista e cinicamente dizem “Caros amigos o sindicato já entrou na justiça para as empresas cumprirem as cláusulas da convenção coletiva, por isso devem aguardar a decisão”. Coloque uns 10 anos para a justiça decidir
Quanto ganha um sindicalista pelego no Brasil?
Essa pergunta é muito difícil de responder por que em alguns sindicatos a ajuda de custo é um salário mínimo ou piso da categoria ou muitos reais. O problema é que os pelegos assinam apenas um recibo e na prestação de contas do sindicato eles somam o total de todos os diretores e não informa o valor individual.
Como assinam um recibo e não declara no imposto de renda o valor da ajuda de custa, fica difícil saber.

Alguns sindicalistas além de receber o seu salário do vínculo empregatício (seu emprego) recebem também ajuda de custo do sindicato e das demais entidades sindicais. Demais entidades sindicais? O pelego além de ser da diretoria do sindicato laboral da categoria ele pode ser indicado para ser diretor de uma Federação, Confederação e até de uma Central Sindical.Obs: Um exemplo de quanto ganha alguns sindicalistas no Brasil:

R$ XXXXXX (não sei o valor) Salário do vínculo empregatício
R$ 545,00 (salário mínimo) ajuda de custo do sindicato
R$ 1.200 (mil e duzentos reais) Ajuda de custo da Federação
R$ 2.600 (dois mil e seissentos reais) ajuda de custo da Central Sindical
Obs: Sindicato é ou não é, um negócio lucrativo! Lembrando que esses dirigentes sindicais são liberados, ou seja, não precisa ir para empresa. O sindicato também beneficia situações que qualquer profissional TST deseja e devido o piso (não existe, R$ 545,00) fica apenas sonhando, é o sindicato bancando viagens para os dirigentes sindicais participarem de Feiras, Encontros SST e aproveitam os Cursos, Seminários, Etc. Acha que estou exagerando, filie-se ao sindicato e participe de assembléias de prestação de contas da entidade.
Transcrito do Fala TST: Corrupção no sindicato? Blog dos Técnicos em Segurança do Trabalho (TST). Se você está prejudicado(a) com a falta de um piso salarial e benefícios, falta estágio, o sindicato é inoperante, etc?
Leia, divulgue e participe na organização da categoria.
Esse blog não apóia nenhuma corrente política ou oposição à diretoria de qualquer sindicato.
É apenas um instrumento que busca educar os TSTs e conscientizá-los para a importância de se organizarem coletivamente. Confira 
Para um pelego: eis a sede ideal de um sindicato. Cartum de Popa Matumula
Para um pelego: eis a sede ideal de um sindicato. Cartum de Popa Matumula
A chapa governista do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Pernambuco apresenta, em décadas de continuísmo, a única obra realizada: uma maquete da sede. Coisa de marqueteiro. De propaganda eleitoral repetida e enganosa
A chapa governista do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Pernambuco apresenta, em décadas de continuísmo, a única obra realizada: uma maquete da sede. Coisa de marqueteiro. De propaganda eleitoral repetida e enganosa