Até hoje permanece encantado o preço do escondido estádio construído na Mata de São Lourenço em Pernambuco. Com certeza o coliseu mais caro do mundo

Arena do Coliseu de Pernambuco. Foto de Eduardo Matino
Arena do Coliseu de Pernambuco. Foto de Eduardo Matino
Os camarotes para você assistir os jogos no luxo e na luxúria
Os camarotes para você assistir os jogos no luxo e na luxúria

“O novo mandatário da Capitania hereditária de Pernambuco foi empossado, no dia 1 de janeiro de 2015, falando em um novo federalismo.

Como auditor do Tribunal de Contas do estado, ex-coordenador administrativo do TJ (onde tem um irmão) e ex-secretário da Fazenda, o mais novo integrante da oligarquia pernambucana deve saber que um novo federalismo só se faz com reforma tributária e a União”, escreve Michel Zaidan Filho, que sofre assédio judicial do governador Paulo Câmara Ardente.

O prefeito do Recife, Geraldo Júlio, ex-secretário de Planejamento também é funcionário concursado do Tribunal que faz de contas que faz as contas. Lá trabalha a viúva de Eduardo Campos.

O próprio Eduardo, que pediu para Dilma nomear Ana Arraes, nome de solteira, ministra do Tribunal de Contas da União do Brasil, foi secretário da Fazenda. E acusado de pagar escandalosos precatórios, conforme denúncias de Jarbas Vasconcelos então candidato a governador vitorioso nas eleições que derrotaram Miguel Arraes (1998).

De toda essa gente doutora em contas, a notícia, na época da inauguração, de que o Itaipava Arena Pernambuco, estádio construído na Mata de São Lourenço custou a bagatela de 532 milhões de reais.

A obra orçada em 479 milhões, hoje “O valor é 55% acima do contrato original, transformando o estádio no 4º mais caro do último Mundial”: 743 milhões, informa Cassio Zirpoli.

“Em relação ao fato de Odebrecht ter entregue ao Tribunal de Conta do Estado um relatório informando apenas o custo original (R$ 479 mi), Raul Henry defendeu o ato, pois o contrato original com a empresa não exigia uma planilha de custos unitários, conforme exigido pelo TCE-PE, mas com os seus recursos na obra (como guindastes utilizados, operários contratados etc)”. Leia mais

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Apesar de todos os doutorados em taboada, continua aberto 0 custo final do estádio, que passou a ser investigado pela Polícia Federal.

Informou toda a imprensa que a PF deflagrou a operação Fair Play, que apura irregularidades na construção da Arena Pernambuco.

Até agora foi encontrado um rombo de 42,8 milhões de reais. Conheça a safadeza:

“Há uma projeção de superfaturamento [R$ 42,8 milhões], e a constatação com precisão matemática será o segundo passo da investigação”, disse o delegado da PF Felipe Barros Leal, no Recife. Segundo ele, será recolhido material para confirmar a alta no custo da obra e o valor exato que foi superfaturado.

“A fraude na concorrência internacional já está confirmada”, afirmou Leal. Segundo ele, a Odebrecht foi procurada para fazer o projeto do estádio um ano antes de sair a licitação. Quando o edital saiu, as concorrentes tiveram apenas 45 dias para elaborar uma proposta.

Policiais federais cumprem mandados de busca e apreensão no escritório da Odebrecht no Recife nesta sexta-feira na Operação Fair Play (Foto: Camila Torres / Globo Nordeste)
Policiais federais cumprem mandados de busca e apreensão no escritório da Odebrecht no Recife nesta sexta-feira na Operação Fair Play (Foto: Camila Torres / Globo Nordeste)

Informa Vinícius Segalla: “A Odebrecth tem uma concessão para exploração do equipamento esportivo por 30 anos. Até lá, além do valor fixo que vem recebendo parceladamente por ter construído a arena, a empreiteira tem, por contrato, uma receita garantida de R$ 73 milhões por ano. Se a operação do estádio não resultar nesta receita, o contribuinte pernambucano completa o caixa da empreiteira baiana.

Conforme o UOL Esporte mostrou em reportagens recentes, por causa dessa cláusula contratual, o desembolso a mais do Estado com o estádio poderá chegar a R$ 1,76 bilhão, ou até ultrapassar esta cifra, fazendo com que o preço total da arena supere com folga a casa dos R$ 2 bilhões”. A putaria é maior do que se pensava. Veja

Carlos Augusto, do Jornal da Bahia, informou: na Operação Fair Play, foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão em sedes da construtora em Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e no Distrito Federal. Os agentes também recolheram documentos na residência de dois sócios da empresa e na sede do Comitê Gestor de Parceria Público-Privada Federal, em Pernambuco.

charge licitação

Os envolvidos na fraude responderão pelos crimes de organização criminosa voltada à corrupção de agentes públicos e à fraude em licitações.

Muito já se escreveu sobre o estádio escondido na Mata. Mas o governador de Pernambuco, empossado em 1 janeiro último, e que até agora nada fez, decidiu sair dos esconderijos do Palácio das Princesas para processar Michel Zaidan Filho que escreveu:
O povo de Pernambuco aguarda, ansiosamente, que Sua Excelência o governador do Estado, o PSB, família Campos, os ex-secretários de Eduardo Campos, à frente deles o ex-secretário da Copa, o Sr. Ricardo Leitão, venham explicar como entregaram a construção de uma obra de 500.000.000 de reais à uma Construtora, cujo o dono encontra-se preso nas dependências da Polícia Federal do Paraná, sem terem realizado concorrência pública, mesmo com o formato simplificado dos editais para a construção das obras da Copa do Mundo. E também como e porque superfaturaram as indenizações e compra de materiais na ordem de 70.000.000 de reais. Espera-se que o senhor governador da capitania Eduardo Campos use os dotes literários exercitados ontem na Folha de São Paulo para dar uma explicação cabal, clara e convincente sobre o favorecimento de uma Construtora, sob investigação, numa obra feita com recursos do BNDES, avalizada e intermediada pelo Governo do Estado.

Para sermos justos, o nome do falecido deveria ser transferido para a Arena Pernambuco, pois esta obra faraônica é o principal legado do ex-governador. Além, é claro, da imensa pletora das obras inacabadas que deveriam contribuir para a (i)mobilidade dos pernambucanos. Da dívida de mais de 8 milhões de reais. De uma política criminal que só faz aumentar o número de homicídios e rebelião e fuga de presos. Do sucateamento e privatização da saúde pública, entregue aos amigos do IMIP. Do aviltamento salarial dos professores da rede estadual. Do plano de educação elaborado às vesperas do fim do prazo. Da quadrilha que atuava dento da CPRH, desmantelada pela nova gestora.

Vossa Excelência deve explicar como funciona a democracia interna de seu partido, que concede por direito dinástico cargos de candidato a prefeito ao irmão do morto, de vereador, ao filho do morto. Afinal de contas, o PSB é um partido ou é uma oligarquia familiar? Continue lendo

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Augusto Nardes, nome envolvido em denúncias de propina

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PP gaúcho: Sirvam nossas patranhas de modelo a toda terra

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por Gilmar Crestani

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Em tudo o que acontecimento, bom ou ruim, a RBS busca sempre a presença de um gaúcho entre vítimas ou agraciados. Só não encontra seus ex-funcionários quando estes são pegos fazendo o que aprenderam com ela. A RBS não via nada de errado em Antônio Britto lhe entregar a CRT. A RBS também não sabia que sua funcionária, Ana Amélia Lemos era funcionária fantasma do Senado. Casada com um senador biônico, Ana Amélia tinha licença da RBS para diuturnamente atacar o PT e defender a RBS. Foi assim que a$$oCIOu à campanha do Aécio Neves e do Tiririca da Serra, José Ivo Sartori.

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O PP gaúcho tem esta tradição de se vincular à RBS e, desculpe à redundância, ao atraso político, econômico e cultural. Não é sem motivo que Mônica Leal virou Secretária da Cultura da paulista que inventou a “pantalha gaúcha” e o “bebê japonês”. Yeda Crusius, outra cria da RBS, legou ao Rio Grande a Operação Rodin em que aparecem os mesmos correligionários do PP e, vejam só, José Barrionuevo, da Central de Recados, do pastiche Zero Hora.

Como um mão lava a outra, com seus funcionários na linha de frente da política gaúcha, a RBS não precisa de advogados para se defender nas Operação Zelotes e na Operação Pavlova. Da mesma forma, nada desabonador sobre eles sai na RBS. Neste consórcio, quando uma mão suja lava a outra, as duas ficam sujas.

Como diz o hino riograndense, povo que não tem virtude acaba por ser escravo da RBS. E os escravos da RBS não só votaram nos seus funcionários Antonio Britto, Yeda Crusius, Ana Amélia Lemos, Lasier Martins, como também se vangloriam de ser ignorantes. Só uma manada amadrinha pela RBS poderia colocar no Piratini mais esta peça folclórica, que faz do verdadeiro Tiririca parecer um intelectual de conhecimento enciclopédico. Perto de Luis Carlos Prates, outra prata da casa, o outro Luís, o Heinze, também prata desta plagas, pela suas considerações culturais em relação aos índios, se assemelha à Maria Teresa de Calcutá. Heinze é parte de uma tradição gaúcha que canta em prosa em verso o orgulho de grosso, idiota e preconceituoso. Nem vou falar na famiglia Germano, e seus Farid do mesmo saco!

Graças a RBS, elementos como Augusto Nardes ganham projeção nacional. E nada a respeito deles é informado para a massa ignara que continua cantando nossas patranhas como se fossem façanhas.

Moral de Cuecas: Augusto Nardes, do TCU e do PP, é denunciado por recebebimento de propina

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Do Brasil 29

O ministro (“adorado” pela oposição) Augusto Nardes, do Tribunal de Contas da União (TCU), autor de um relatório em que aponta irregularidades nas contas do governo federal em 2014 (as chamadas ‘pedaladas fiscais’) teve o nome envolvido em denúncias de propina em obras públicas em documentos apreendidos com executivos da Camargo Corrêa.

A denúncia foi feita pela revista Carta Capital. A reportagem cita um “termo de acordo” de 500 mil reais de Nardes com o ex-diretor do DNIT( Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), Luiz Antonio Pagot, e com o PP, o partido do ministro.

O caso do cartel das empreiteiras que prestam serviços à Petrobras, investigado pela Polícia Federal na Operação Lava Jato, envolveu recentemente o nome do presidente do tribunal, Aroldo Cedraz, tornando ainda mais fragilizada a credibilidade da instituição que investiga Dilma.

O empresário Ricardo Pessoa, em delação premiada, revelou à Justiça que pagava R$ 50 mil por mês ao advogado Tiago Cedraz, filho do ministro, para obter informações privilegiadas que dissessem respeito à sua empresa.

(com informações do Brasil247 e Carta Capital)

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Lê também aqui no Ficha Corrida

PP da Anamélia, do Germano e do Heinze mostram o que é hipocrisia

A “carta de agradecimento” (?) da Ana Amélia a empreiteira OAS

Lê no Contexto Livre

A reputação ilibada de de Augusto Nardes, presidente do TCU

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Os governadores e a degeneração da música brasileira

Não entendo o fascínio dos governadores e prefeitos, notadamente de

Governador Eduardo Campos e Cláudia Leitte
Governador Eduardo Campos e Cláudia Leitte

Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Ceará, por Ivete Sangalo, e o pagamento de cachês amplificados de cantores bregas, e estilizadas e descaracterizadas músicas de origem negra dos Estados Unidos e África hodierna.

Eis que aparece nesta lista Claudia Leitte. Escreve Rafael Albuquerque: “Pouca gente sabe da recente falta de elegância da artista em encontro com Eduardo Campos (PSB), governador de Pernambuco, pediu um título de cidadania: ‘Quero ser cidadã pernambucana’, declarou rindo. O governador, desconcertado, de pronto deu um jeito de atender ao pedido da fluminense. Como o único representante do Legislativo presente na reunião era o líder do governo, Waldemar Borges, coube a ele a missão de encaminhar um projeto de resolução”. Não sei se o deputado protocolou o pedido de cidadania.

Seria consolidar a banalização do título. Que, em 5 de agosto de 2002, foi concedido a Ivete Sangalo.

Que fez Ivete Sangalo, além da degeneração da Música Popular Brasileira (MPB)? Degeneração que o crítico Rafael Teodoro chama de MIB – Música Imbecil Brasileira.

Escreve Rafael Teodoro: “Ivete Sangalo merece uma atenção especial. Originalmente vocalista da Banda Eva, seguiu o caminho para o qual todo ‘artista’ de axé está direcionado: a carreira solo. Sangalo soube aproveitar como ninguém a catapulta. Carismática e muito bem assessorada, ela sabia que seu repertório grotesco não a sustentaria mais do que alguns verões fora de Salvador. Assim, tratou de cultivar uma imagem que a projetasse como cantora para além da axé music, que principiava a agonizar nas vendas das gravadoras. Hoje, contando com o apoio de quase toda a mass media brasileira, que a tem por ‘grande cantora’, é empurrada ‘goela abaixo’ do público pela televisão, que lhe dá um espaço imenso nos principais canais abertos, sem contar os sucessivos apelos propagandísticos. Mas nem toda a máquina publicitária pode esconder a péssima qualidade do seu repertório, que não resiste a um exame qualitativo mais minucioso. ‘Carro velho’, sucesso comercial na sua voz, revela bem o quão criativa é a leitura de mundo da cantora: ‘Cheiro de pneu queimado. Carburador furado. Coração dilacerado. Quero meu negão do lado. Cabelo penteado. No meu carro envenenado. Eu vou, eu vou, então venha. Pois eu sei. Que amar a pé, amor. É lenha’.

Nos anos 2000, no entanto, a axé music entrou em colapso no mercado. Os carnavais fora de época (micaretas) foram aos poucos desaparecendo pela perda crescente de público. Os grupos ‘clássicos’ do período deixaram de existir não por brigas de seus integrantes, mas pela simples falta de shows. O mercado usou e abusou da axé music enquanto era lucrativa. Quando deixou de sê-lo, descartou-a, substituída que foi, nas rádios comerciais, pelo forró universitário e pelo funk carioca (cuja nomenclatura correta é ‘batidão’). Nem mesmo o movimento da ‘suingueira’, capitaneado por ‘pérolas’ do nível de ‘Re­bolation’, associado a um amplo apelo midiático que tem por diretriz espicaçar os ‘sucessos do carnaval’, conseguiu ressuscitar o declínio inexorável daquele gênero musical moribundo”. Continue lendo.

Há um complô – o Projeto Camelot – das redes de televisão, criadas pela ditadura militar de 64 – contra a Cultura brasileira. Um projeto de desnacionalização, que beneficia a indústria de cultura de massa globalizada. Uma internacionalização que envolve a editoração de livros, a desvalorização dos autores brasileiros; o cinema, pela reserva de mercado para o cinema estadunidense. E assim vai. Todo processo de colonização, desde as conquistas do Império Romano, começa pela cultura. A construção do Templo de Jerusalém, por Herodes, o Grande, provocou a divisão religiosa dos judeus.

Não sei bem a motivação de governadores e prefeitos pelas cantoras brancas do MIB. Talvez os cachês pagos.  A procuradora do Recife Noélia Brito ingressou com pedidos no Tribunal de Contas de Pernambuco e na Promotoria Pública, questionando os gastos da Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes com o show de Cláudia Leitte. Leia. É uma excelente, exemplar e pioneira denúncia.

Na Universidade Livre, Noélia Brito participou de um debate sobre a MPB,  com os jornalistas Ricardo Antunes, Antonio Nelson e Lúcia Helena Valle, cujas opiniões transcrevo, nos trechos acordados. Vou chamar de texto coletivo, e para maior autenticidade deixo o verbo na primeira pessoa e não faço distinção de gênero:

Divas da música brasileira… onde se encaixa Ivete?

Ivete Sangalo em Ipojuca, o segundo maior PIB de Pernambuco depois do Recife
Ivete Sangalo em Ipojuca, o segundo maior PIB de Pernambuco depois do Recife

“Diva… cantora… intérprete… Cada uma das palavras aqui tem sua força, quando falamos em música.  E não há como pensar em grandes interpretações – imortalizadas pelas grandes vozes que cravaram nas canções sua marca indelével – sem pensar em seus intérpretes… Quem consegue ouvir ‘Como Nossos Pais’ sem, de algum modo, lembrar-se de Elis Regina? Ou, como esquecer a releitura de Marisa Monte em Luiz Gonzaga, cantando-o como Blues, em ‘Xote das Meninas’?

Aqui, não vai nenhuma crítica ou azedume explícito direcionado à tal senhora do título deste artigo: Ivete Sangalo. Até porque eu gostaria muitíssimo de ter o que criticar: Ivete canta em tons muito altos… Seu repertório traz elementos ecléticos de mais (ou de menos)… sua postura em apresentações precisa ser revista… e por aí vai. Mas, como criticar uma arquiteta por má prática da medicina? Ou, como criticar uma animadora de palco por ser uma cantora medíocre? Não dá. Ela precisaria desenvolver ainda outras tantas habilidades que não possui, tadinha. Para que eu pudesse criticá-la como cantora.

Na atual cultura musical, basta ser amigo do Faustão para ser ‘canonizado’ cantor e intérprete. Ou do Luciano Huck. Pronto: virou ‘intocável’. A questão é: onde fica TODO aquele legado deixado por Elis, Maysa, Nara Leão [A Divina, Elizeth Cardoso] , enfim, simplesmente esquecer que já tivemos legítimos representantes de nossa cultura, rica em diversidade, sons, arranjos, cores e jeitos? Não, meus senhores, obrigada: vocês me violentam obrigando-me a ouvir interpretações tão vazias como a cabeça dessa senhora.

Exemplo? Ah, bem, vamos lá. O que dizer da obra-prima: ‘Que vai rolar a festa/ Vai rolar!/ O povo do gueto/ Mandou avisar…’  Lindo, né? Desde que a galera do ‘gueto’ fique lá mesmo, viu, ‘zifio’? As letras são racistas, colocando o ‘povão’ no seu devido lugar, perpetuando uma cultura escravocrata de mentalidade colonial que ainda – e assombrosamente – teima em existir em um país de mestiços.

A interpretação de Ivete é menos que medíocre. Nunca vi ninguém que vai a seu show  dizer: ‘mas ela canta muito! Trouxe arranjos diferentes, interpretou magistralmente!’. Já vi muita gente comentar: sua ‘energia’,  ‘presença de palco’ e  ‘animação’. Até onde sei, essas não são qualidades necessárias a uma grande intérprete da música. Toda essa ‘energia, traz o que, em termos de música? Nada. E, como ouvintes idiotizados de sua música, prosseguimos com ela. Uma legião.

Então entra a galera da ‘éducassão’ pra clamar pela falta dela. Mas, se nossas ‘divas da música’ atacam políticos do alto de seus trios elétricos, e se dirigem a eles com uma linguagem própria de qualquer profissional da estiva, e se sagram el máximo, como exigir desse público um comportamento diferenciado? Infelizmente, a idiotização dessa parte da população chega mais rápido quando fomentada por Ivetes Sangalo da vida”.

 Um pedido de beijo na boca do prefeito

Cartazete na internet
Cartazete na internet

Claudia Leitte pede um título de cidadania para Eduardo Campos. Ivete Sangalo, um beijo do prefeito de Salvador.

Narra a Folha de S. Paulo: “Ao passar pelo camarote da Prefeitura de Salvador, a cantora Ivete Sangalo constrangeu o prefeito ACM Neto (DEM) nesta terça-feira (12).

A cantora interrompeu a música que cantava e brincou com o político, pai de duas meninas –de cinco e dois anos– e solteiro desde o fim de 2011.

‘Que moça bonita, Neto, parece a Carla Bruni. Como é seu nome? Para a gente ficar logo amiga e você me jogar na comitiva…’, disse a cantora.

‘Neto, deixe eu lhe dizer uma coisa: não é porque eu sou cantora que não faço xixi, não é porque você é prefeito que não vai ser miseravão [gíria baiana para namorador]. Quero ver um pitoco. Se quiser de língua, também pode’, disse Ivete, antes de puxar o coro: ‘Beija, beija’.

O prefeito gesticulava que não e sorria enquanto a multidão gritava.

‘Não adianta, prefeito, eu só vou sair daqui quando você beijar. Esse homem sempre foi tímido’, disse Ivete.

O pedido, porém, não foi aceito, e a cantora teve de seguir adiante.”

Esse “ataque político”, de Ivete, ao invadir o camarote do prefeito, demonstra que perdeu o censo ao comparar, em uma ensolarada tarde de Salvador, uma menina de cinco anos com Carla Bruni, ex-primeira dama da França, e pedir um beijo de língua para uma pai, na frente das filhas crianças. Esse pode tudo das “divas” não tem lógica, além da ostentação de novas ricas. A soma do sucesso passageiro + dinheiro.

Volto a repetir: insondável o rasga dinheiro do povo, pela secretárias estaduais de Cultura, na desmoralização da música brasileira, com o apoio da Tv Globo que, para Flávio Ricco, faz o mesmo com as novelas.

“Ninguém exige das novelas perfeição absoluta em todos os detalhes. Determinadas coisas podem perfeitamente passar batido, sem incomodar quem quer que seja, até os mais exigentes. O que não se deve é subestimar a inteligência do público ou não calcular o estrago que o uso errado das palavras pode causar na vida de muitas pessoas. É preciso tomar muito cuidado com isso”, analisa Ricco, que demonstra o papel nocivo da televisão:

“É uma situação semelhante ao ‘vareia‘ do Renato Aragão, de há muitos anos, que de tanto ele usar virou vício para tristeza das nossas escolas e dos seus educadores. A televisão, como agora está fazendo, só tratou de espalhar o que não deveria.

Por que não evitar essas coisas? Vale lembrar aos nossos autores que existem zilhões de situações que podem ser engraçados nas novelas ou programas. Falar e ensinar errado, com toda certeza, não precisa ser incluída no meio delas”.

A idiotice musical vai longe. Tanto que ninguém reclama quando um cantor brega esconde o nome do letrista e do compositor de um música comercial.

Outra faceta –  costumeiro abuso capitalista:  comprar uma letra e/ou uma composição, e registrar como criação de autoria de algum interprete.

Na música clássica e popular, a poesia foi musicada por imortais compositores. São raros os nomes de cantores que a história registra.  O primeiro aparelho capaz de gravar e reproduzir sons foi inventado em 1877, por Thomas Edson.

Excelentes compositores e letristas existem, no anonimato, e não são os responsáveis pela degeneração da música brasileira. É que a música como espetáculo, indústria – um fenômeno mundial -, sucesso descartável de uma Madona, de uma Ivete Sangalo, visa ser “eterna enquanto dure nas paradas”. 

Ceará

Em Pernambuco, prefeitura pagará quase oitocentos mil para Claudia Leitte cantar na virada do ano

Nada mais pernambucano...
Nada mais pernambucano…

 

Ninguém sabe quanto a Prefeitura de Jaboatão vai gastar com cantorias, fogos, camarote do prefeito e outras mordomias, nesta virada do ano na praia de Candeias. Exclusivamente Claudia Leitte receberá perto de 800 mil, quando o cachê dela custa 230 mil. A banda Titãs,  50 mil, mas a Prefeitura do Recife paga 275 mil (1).

Vão também faturar: Márcia Pequeno & Banda, Allan Carlos e Convidados (falta a prefeitura confirmar as participações de Jota Quest e Garota Safada), Banda Torpedo e a Orquestra de Frevo de Jaboatão, que deve receber um cachezinho de m., que as prefeituras pernambucanas apenas valorizam (ou melhor dito, superfaturam) os artistas de fora.

Denuncia Noélia Brito:

Produtora do show de Claudia Leitte vai receber R$ 785 mil da Prefeitura de Jaboatão. Empenho comprova valor.

Quem tiver um pouco de conhecimento de Direito Financeiro, analisando os empenhos de pagamentos da da Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes para a produtora responsável pelo show da cantora Cláudia Leitte, constatará que o valor que essa empresa receberá pelo show, será muito maior que aquele que tem sido anunciado pela assessoria do prefeito Elias Gomes, pois mesmo após o pagamento de dois empenhos de R$ 236.725,00, ainda ficará um saldo devedor de R$ 311.696,94.
Se o show custará “apenas” R$ 472.000,00 como alega a assessoria do prefeito, a quem se destina os R$ 311 mil que ainda estão emprenhados?
Talvez seja chegada a hora do Tribunal de Contas e do Ministério Público começarem a tomar pé da situação. Confiram
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DINHEIRO JOGADO FORA NO RECIFE
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Na mesma faixa de mar vamos ter três shows. Que do pequeno trecho da praia do Pina continua a praia de Boa Viagem, interligada às praias de Piedade/ Candeias.
Veja a gastança do Recife nas praias e outros bairros:
Os shows pirotécnicos devem durar até 15 minutos.  A queima de fogos, nas praias de Boa Viagem e Pina, será musicada com trilha sonora regional e a produção deste ano será realizada  pela mesma empresa que promove o espetáculo na Praia de Copacabana.

Réveillon na Praia de Boa Viagem – Recife

O palco fica em frente ao Edifício Portugal

DJ  Salvador ( O DJ irá tocar a cada intervalo entre os shows)

21h – Titãs
22h20 – Patusco
23h40 – Elba Ramalho
00h – Queima de Fogos
01h40  às 03h – Spok Frevo

Réveillon na Praia do Pina – Recife

O palco fica na altura do posto 2 do Corpo de Bombeiros.

DJ Pepe Jordão  ( O DJ irá tocar a cada intervalo entre os shows)

21h – Adilson Ramos
22h30 – João do Morro
23h40 – Almir Rouche
00h – Queima de Fogos
01h30 às 03h – Escola Gigantes do Samba

Réveillon na Lagoa do Araçá – Recife

20h – Ayrton Montarroyos
21h40 – Orquestra 100% Mulher
23h30 – Dudu do Acordeon
00h – Queima de Fogos
1h30 às 03h – A Trombonada

Réveillon no Morro da Conceição   Recife

21h – Coco dos Pretos
22h20 – Denis Raz
23h30 – Orquestra do Maestro Adelmo Apolônio
01h às 02h – Adilson Ramos

Réveillon no Ibura – Recife

20h – Saltos Cia de Dança
21h – Xico de Assis
21h50 – Aborto do Cavaco
23h20 – Orquestra Popular do Recife
00h50 às 02h – André Rio

Réveillon Parque da Jaqueira

Na Jaqueira, apesar de não ter programação com shows, haverá uma bela queima de fogos de artifício, os quais serão lançados a partir do Rio Capibaribe, nas proximidades do parque.

A REPETIÇÃO DA FARRA DA NOITE DE NATAL

Aconteceu a mesma farra de dinheiro público para comemorar a noite de Papai Noel, que esses embalos profanos dos governadores e prefeitos descaracterizam a maior festa popular do Brasil que é a Noite de Festa do Nascimento de Jesus.

Isso não é de espantar, que depois vem o Carnaval, em seguida o São João, com 31 dias de festejos de rua em Caruaru, e quase todo sábado show comício, principalmente neste 2014, ano eleitoral.

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(1 ) Com esse dinheiro os artistas precisam bancar toda sua infra-estrutura e staff, como funcionários de escritório, advogados, músicos contratados, empresários, transporte de equipamento e toda mão-de-obra envolvida num show.

A estimativa é que os artistas acabam ficando com “apenas” 30% ou 40% do valor total de cada show. Quem paga a hospedagem e alimentação é o contratante, que também precisa, quase sempre, depositar 20% do valor total logo na assinatura do contrato, e o restante a combinar.
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CONHEÇA OS CACHÊS DOS ARTISTAS BRASILEIROS
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Confira aqui, e veja quanto o prefeito de sua cidade está pagando. Denuncie. Publico para a devida leitura dos Tribunais de Contas e Ministério Público.
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ELBA RAMALHO: JANEIRO EM JABOATÃO
É que Jaboatão vai promover outra festa de rua, de 5  a 15 de janeiro, e o prefeito Elias Gomes prometeu trazer Elba Ramalho.
Haja dinheiro.
A safadeza é grande neste mercado corrupto de shows. Informa Marlus Costa:  Para o réveillon de Maceió, Ivete Sangalo “fechou contrato por nada mais, nada menos que R$ 2,2 milhões. Nada mau, hein?”

Veja quem é quem na luta de titãs das pesquisas eleitorais

por Bárbara Lemos

A Datamétrica, empresa do economista, Alexandre Rands, é especializada na elaboração de soluções inovadoras. Há 16 anos atuando no mercado, a empresa conta com diversos clientes, tanto de instituições públicas quanto privadas. A expertise na realização de pesquisas de opinião e de mercado é responsável pela aplicação de mais de 2 milhões de questionários em pesquisas no Brasil inteiro, na América Latina e na África.

Com o faturamento anual estimado em R$ 50 milhões de reais, a Datamétrica tem como principais clientes o Banco do Nordeste, o Banco Mundial, o Governo do Estado de Pernambuco, a Prefeitura do Recife, o INSS, a McDonald’s, o Walmart e os Ministérios do Desenvolvimento Agrarário e do Trabalho e Emprego.

Por sua vez, o Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), do publicitário, Antonio Lavareda, foi fundado em 1986 e acumula uma vasta experiência e “know how” em pesquisa de mercado e de opinião pública, para os mais variados tipos de empresas, e estudos sociais e políticos.

A atuação se dá em âmbito nacional e internacional. Com sede no Recife, o Ipespe tem escritórios em São Paulo e Fortaleza, representação no Distrito Federal e em Salvador, além de equipes operacionais e consultores em todos os Estados do país. Tem como principais clientes o Banco do Brasil, a Câmara dos Deputados, o Governo Federal, o Itaú, a Honda Automóveis, a Petrobrás, a Odebrecht e os Ministérios da Educação, Reforma Agrária e Saúde.

A estimativa do faturamento anual do Ipespe foi negada pela assessoria que informou que somente o proprietário poderia responder tal questão. Fontes de mercado, no entanto, estimam um faturamento anual de R$ 70 milhões de reais para a empresa de Lavareda.

Este artigo foi publicado no blogue Leitura Crítica, fechado na marra pela polícia do governador Eduardo Campos, com a prisão do jornalista Ricardo Antunes, no dia 5 de outubro último.

Os Tribunais de Contas deveriam investigar a gastança desenfreada e perdulária dos governos federal, estaduais e municipais com pesquisas. O IBGE existe pra quê?

Tem um, o Data Popular, que acaba de divulgar um pesquisa – quem pagou? – informando que o brasileiro quer a volta da ditadura. Trata-se de uma apologia do crime. Esta pesquisa casou com as machetes de orquestração do inventado e fantasioso terrorismo do PCC. Trata-se de propaganda do PIG, que vende a idéia de um governo paralelo, formado dentro dos presídios, que comanda o Brasil. Só uma ditadura, propagam as viúvas do golpe de 64, colocaria ordem no país. (T.A.)

Amazon denuncia o vampirismo tributário brasileiro que beneficia servidores públicos parasitas e desnecessários

Denuncia a Amazon, empresa estadunidense, a infraestrutura terceiro-mundista do Brasil, e o “nosso labirinto tributário e vampiresco – necessário para bancar tantos políticos corruptos, além, é claro, do sem fim de servidores públicos parasitas (e, em grande parte, desnecessários)”.

Governar o Brasil é coletar impostos indiretos. Impostos pagos pelos pobres e pela classe média baixa.

Dinheiro arrecadado pelo governo federal para pagar os mega salários das cortes do executivo, do legislativo e do judiciário (inclusive os desnecessários Tribunal Superior Eleitoral e  Tribunal de Contas da União), e os juros e mais juros da dívida.

Dinheiro arrecadado pelos governos estaduais para sustentar, no luxo e na riqueza, as provincianas cortes do executivo, do legislativo e do judiciário (inclusive os desnecessários tribunais de contas e  regionais, que são estaduais de justiça. O de São Paulo, o maior do mundo, tem 360 (tresentos e sessenta) desembargadores.

Dinheiro arrecadado pelos governos municipais para enriquecer prefeitos e vereadores e suas legiões de secretários, assessores especiais & capangas.

Governos federal, estadual e municipal que nada realizam que preste para o povo, que os modernos aeroportos, estádios e shoppings são destinados aos turistas.

O Brasil vendeu todas suas empresas estatais (inclusive a Vale do Rio Doce, a maior mineradora do mundo, e a Petrobras, a quarta empresa petrolífera). Todas suas riquezas. É o país das montadoras e serviços.

Desnacionalizadas suas riquezas. O exemplo mais recente é o pré-sal. Todas suas empresas. Vide os casos da JBS S.A. , o maior frigorífico  no setor de carne bovina do mundo. Da Marfrig, a segunda maior exportadora de frango e suínos do Brasil, e a segunda maior provedora de produtos elaborados e processados de suínos e de produtos derivados de aves. Da CPF energia, que o o governo paulista vem fatiando.

O Brasil é tão dependente que, na última semana, o ditador do Paraguai ameaçou o Brasil com um apagão. Isso para posicionar o voto da presidente Dilma Rousseff sobre sanções econômicas ao Paraguai no Mercosul. Basta o desejo de um Federico Franco para deixar 18 estados sem energia, como aconteceu no apagão de 2009. Federico tem a chave, que liga e desliga Itaipu.

Leilões e concessões desnacionalizaram o extrativismo vegetal (começa pelo tráfico de madeira nobre e de plantas medicinais) e o extrativismo mineral. Potencialmente, o Brasil é um dos raros países do mundo com capacidade para se tornar auto-suficiente quando ao abastecimento de matérias-primas minerais, indispensáveis ao seu desenvolvimento.  Jazidas que começam a ser desvendadas. E logo doadas. Veios encobertos. Que as minas em exploração se encontram nas regiões mais povoadas do país. O nióbio está nesta lista. Minério traficado em Minas Gerais.

A cobiça do Eldorado e da His Brasil pressiona a criação de reservas indígenas dominadas pela pirataria. Reservas exageradamente dimensionadas, que podem se transformar em nações independentes, ou internacionalizar a Amazônia. O Brasil precisa rever os conceitos de reservas florestais, de reservas indígenas, e de  latifúndio, notadamente de latifúndio estrangeiro, e de monocultura. A colônia da Guiana Francesa não tem reserva indígena.

Não esquecer que apenas os postes do marechal Rondon integravam o imenso Brasil. Os Correios e Telégrafos a primeira empresa brasileira criada por Pedro I com o esquecido grito de “Independência ou Morte”. E querem privatizar os Correios sem os Telégrafos…

A Amazon no Brasil

por Yuri Vieira 

A Amazon pretende abrir sua filial brasileira no quarto trimestre deste ano e, segundo informa a Reuters Brasil, a empresa pretende, de início, vender apenas produtos digitais, uma vez que nossa infraestrutura de Terceiro Mundo e nosso labirinto tributário vampiresco – necessário para bancar tantos políticos corruptos, além, é claro, do sem fim de servidores públicos parasitas (e, em grande parte, desnecessários) – não permitiriam o enraizamento da empresa caso ela entrasse de cara no varejo. (Se você já foi empresário, deve ter notado como o governo brasileiro atrapalha de todas as formas possíveis e kafkianas o enraizamento da sua plantinha capitalista.) Enfim, a Amazon vem aí, mas de mansinho, pois não está acostumada a funcionar em locais tão inóspitos à livre iniciativa. (Aliás, imagino que você já tenha visto, no site norte-americano da Amazon, os enormes impostos tupiniquins embutidos nos preços dos produtos, isto é, apenas quando vendidos para nós, claro. Nós, brasileiros, precisamos parar de acreditar que mega-impostos, giga-taxas e encargos trabalhistas inspirados em Mussolini fazem parte da natureza. São frutos de malandragem, de safadeza e de boas intenções do tipo que enchem o inferno. Do contrário, como disse alguém outro dia, “como sou pobre, só posso comprar quando viajo aos Estados Unidos”. Comprar no Brasil é coisa de gente rica.)

Leia trecho da matéria na Reuters


Capital das ONGs e fundações seria a mais rica e maior cidade do Brasil

Estão fazendo alarde com o desvio de verbas do programa Segundo Tempo do Ministério dos Esportes. Não sei para que tanto pantim. Rouba-se, e muito, desde o Primeiro Tempo. Nos Esportes e noutros ministérios e mistérios.

Começa com o espantoso número de ONGs. Revela reportagem da Istoé: “as ONGs permanecem como uma verdadeira caixa-preta. Faltam dados primários, como quantas existem e quanto dinheiro movimentam. A última pesquisa abrangente realizada sobre o tema foi feita em 2006 pelo IBGE. Foram identificadas 338 mil instituições do gênero. Atualmente, estima-se que este número já tenha ultrapassado as 400 mil. É como se houvesse uma entidade para cada 475 pessoas”.

Dizem que são cerca de 500 mil. Isso sem contar as fundações.
Quantas fundações? Nem o diabo sabe.

O pessoal da esquerda prefere uma ONG. O da direita, uma fundação.
As grandes empresas e as grandes fortunas são viciadas em uma fundação. Que movimentam bilhões.
Banqueiros, latifundiários, magnatas das comunicações, empresários, corsários, especuladores, como pessoas físicas; e bancos, latifúndios, montadoras, multinacionais, seguradoras, mineradoras, redes de tv, igrejas, sociedades secretas, sociedades anônimas, como pessoas jurídicas – preferem fundações.

Nem ONG nem fundação paga imposto de renda, e a maioria vende ou esquenta nota fria.

Uma segunda Brasília. Uma capital segunda da corrupção. Fosse criada uma cidade para sediar todas essas arrumações – donos, laranjas, presidentes, secretários, tesoureiros, consultores, assessores, pesquisadores, recepcionistas (compreendendo relações públicas, relações sexuais, nepotes, primeira esposa, segunda esposa, prostitutos sagrados, prostitutas respeitosas, genro com sorte, idem nora e outras famiações e apadrinhamentos) estaria criada uma cidade mais populosa que São Paulo.

É um negócio tão fácil de arrumar que, tudo indica, tem sabido com mais de duas ongs e fundações.

“Nos últimos 16 anos, a expansão das atividades desempenhadas pelas ONGs foi tão notável que o governo federal repassou mais de R$ 70 bilhões às entidades sem fins lucrativos. O problema é que, em vez de se submeterem a licitações, elas são contratadas por chamamento, possibilitando que políticos e partidos direcionem o processo. Depois de assinados, os convênios dificilmente passam por uma auditoria que investigue se o plano de trabalho, elaborado na fase inicial, está sendo realizado. E, por último, grande parte da prestação de contas não é analisada ou sequer entregue. Há uma fila com milhares de contratos esperando análise no Tribunal de Contas de União (TCU).” Escrevem Pedro Marcondes de Moura e Vasconcelo Quadros. Leia

Falta uma reportagem sobre as fundações. Esta é praticamente impossível ser escrita. Ou investigada. Todas possuem nomes sagrados e consagrados.