Pastor Marcos Pereira preso por estupro, lavagem de dinheiro

O pastor Marcos Pereira, fundador da Assembléia de Deus dos Últimos Dias, foi preso acusado de diversos crimes, tais como estupro e lavagem de dinheiro.

Na política, apoiou o cantor Waguinho como candidato a senador em 2010, e a prefeito de Nova Iguaçu em 2012.

Esses pastores, esses pastores praticam crimes, e os fiéis esquecem. Veja a página de Marcos Pereira no Facebook.

“Com que intenção a prisão do pastor foi feita em plena Via Dutra, e com repórteres já presentes? Mesmo não tendo domínio de todos os fatos, o Verdade Gospel e o Pr. Silas Malafaia, mediante aos fatos mencionados aqui, acham estranhíssimo a prisão do Pr. Marcos Pereira”, questionando a cobertura da imprensa.

O juízo da 2ª Vara Criminal da Comarca de São João de Meriti, na Baixada Fluminense, condenou o pastor Marcos Pereira da Silva a 15 anos de prisão por estupro. Segundo os autos, o crime foi cometido no final de 2006 contra uma seguidora nas dependências da igreja Assembleia de Deus dos Últimos Dias.

“As testemunhas ouvidas relatam com firmeza como o acusado é uma pessoa manipuladora, fria, só pensa em si, utilizando-se das pessoas para satisfazer seus instintos mais primitivos e de forma promíscua, utiliza da boa-fé das pessoas para enganá-las. Pelo exposto e por tudo que dos autos consta, julgo procedente a pretensão punitiva para condenar Marcos Pereira da Silva”, diz a sentença, segundo o TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio).

O MP-RJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro) denunciou o pastor Marcos Pereira e Márcio Nepomuceno dos Santos, conhecido como “Marcinho VP”, pelo crime de associação ao tráfico. O órgão solicitou ainda o pedido de prisão preventiva dos dois.

Segundo o promotor Alexandre Murilo Graça, a associação dos denunciados para o tráfico de drogas começou em 1993, época em que o religioso fazia trabalho de evangelização em presídios, delegacias e comunidades dominadas pelo tráfico. Já Marcinho VP começava a ascender na estrutura do “Comando Vermelho”, organização da qual é um dos principais chefes.

O pastor, como aponta a denúncia, começou como “pombo correio”, levando ordens de chefes do tráfico que estavam presos para as comunidades onde atuavam, aproveitando-se do fato de ter acesso aos presos. Nas comunidades cariocas –principalmente nos complexos do Alemão e da Penha– outros religiosos eram ameaçados e impedidos de realizar seus cultos, o que fortalecia a igreja de Pereira.

Só na cidade do Rio de Janeiro existem mais de mil e cem favelas, todas dominadas pelos traficantes, pelas milícias e os pastores. Assim são eleitos vereadores, deputados estaduais, deputados federais, senadores, prefeitos e governadores.

O pastor Marcos Pereira não passou um ano preso. E mais poder vai ter essa gentalha no governo teocrata de Michel Temer-Eduardo Cunha.

A corrupção é ampla, geral e irrestrita. A farsa de propagar que ela apenas existiu na Petrobras

A Justiça Justiça pode melhorar, e muito, a vida do brasileiro. Um bom começo seria condenar – colocar na cadeia – os prefeitos e governadores ladrões. Principalmente os que desviam verbas da saúde e da educação.

Quem desvia verbas da saúde, mata, condena à morte os sem teto, os sem terra, os sem nada, pratica a eutanásia, o genocídio. Existem casos impunes de governadores que afanaram bilhões de reais.

Quem desvia verbas da educação rouba o futuro dos jovens.

Prender os traidores da Pátria, que entregaram e contrabandeiam nossas riquezas, através das privatizações das estatais, notadamente da Vale, telefonia, energia, água, minérios; da criação de latifúndios para engordar o gado e plantar a lavoura de exportação para alimentar o Primeiro Mundo.

Prender os sonegadores, os traficantes de moedas, os que vendem leis, concessões, alvarás, sentenças, habeas corpus, despejos judiciais, e cobram propinas no executivo, no legislativo, no judiciário.

Existe uma campanha de propagando que visa demonstrar que a corrupção apenas existiu na Petrobras. E apenas nos últimos dez anos. Puro teatro. Farsa. Despiste.

Esse pastoril poderia ser desfeito com a transparência dos pagamentos de precatórios com correção monetária, pagos com as assinaturas dos presidentes dos tribunais, em conchavo com prefeitos e governadores.

A corrupção é ampla, geral e irrestrita. Nada mais corrupto que as condições de moradia e emprego do povo em geral.

A Justiça podia exigir dos governos municipais, estaduais e federal o fim das favelas. São mais de duas mil na capital São Paulo, e mais de mil no Rio de Janeiro.

Patrocinar campanhas pela liberdade. Pelo pensamento livre e manifestações de rua. A justiça é campeã em censura a jornalistas e blogueiros.

O país é tão elitista que não realiza plebiscitos e referendos.

Patrocinar campanhas pela fraternidade. A polícia prende e arrebenta, tortura e mata. Lutar contra o femicídio, a homofobia, os assédios, a escravidão, a prostituição infantil, o tráfico humano, o tráfico de órgãos.

Patrocinar campanhas pela igualdade. A igualdade começa pelo fim dos salários indignos, humilhantes e da fome. Da criação de castas, de apartheid racial, de apartheid social.

É corrupção receber um salário acima do teto constitucional. É desumano legalizar empregos precários, terceirizados e temporários. O Brasil tinha uma legislação trabalhista humanizada, uma CLT que foi rasgada pelo presidente Fernando Henrique, a estabilidade no emprego que foi cassada pelo ditador Castelo Branco.

Do Piauí, o exemplo de um desembargador que impede o governador de privatizar a saúde.

A tentativa criminosa de privatizar a saúde do Piauí

Desembargador impede o avanço do capitalismo cruel. Do estado mínimo. O posicionamento do magistrado é devido ao pedido do Governo do Estado em relação à contrato com OS para gerir Upa em São Raimundo Nonato.

In Portal do Dia: O desembargador Arnaldo Boson Paes negou pedido de liminar em mandado de segurança impetrado pelo Governo do Estado junto ao Tribunal Regional do Trabalho da 22ª Região – Piauí. O Governo pretendia derrubar uma decisão da Vara do Trabalho de São Raimundo Nonato que declarou nulo o contrato entre a Secretaria de Saúde do Piauí e a organização social Cruz Vermelha. O contrato tinha como objeto a gestão da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de São Raimundo Nonato, localizado a 520 km de Teresina.

Na decisão, Arnaldo Boson destaca que o modelo de gestão da UPA/ SRN, segue uma tendência que se alastra pelo país, que configura prática deletéria de terceirização de serviços, com efeitos danosos sobre a qualidade do serviço público e sobre os direitos dos trabalhadores. Essa prática, na visão do desembargador, substitui a contratação de concursados pela contratação de trabalhadores terceirizados, levando à extrema precariedade laboral, com redução e até sonegação de direitos.

O magistrado ressaltou ainda que foi realizado concurso público destinando vagas para a UPA/ SRN, mas os aprovados foram surpreendidos com a decisão de que a unidade seria gerida pela organização social em detrimento à convocação deles.

“O que se busca por meio do contrato de gestão é que a “OS” se instale no hospital público, construído pela União, equipado com recursos públicos, recebendo dinheiro do orçamento para vender os serviços que presta com a instalação pública. Como se vê, não se trata de simples terceirização, mas de privatização da saúde pública”, frisou Arnaldo Boson Paes.

Boson ressaltou que as atividades próprias, típicas e fundamentais do Estado, como são as de Segurança, Saúde e Justiça, não podem ser terceirizas, tampouco privatizadas, principalmente em casos flagrantes como este em que há uma clara preterição dos candidatos aprovados em concurso público.

De acordo com a decisão do TRT, a anulação do contrato não causa qualquer prejuízo ao funcionamento da UPA/SRN na medida em que o município já dispõe de profissionais habilitados para o exercício das diversas atividades, bastando a nomeação e contratação dos concursados, dentro do prazo de 30 dias fixado pela decisão judicial, “tempo razoável à sua consecução”.

Paraguay: Aeroportos de vuelos clandestinos

La jefatura de Policía del Departamento de Caaguazú dispuso ayer las destituciones del jefe, subjefe y cuatro suboficiales de Investigación de Delitos de la Policía de Coronel Oviedo, luego de que el fiscal Osvaldo García solicitara explicaciones a la Policía de la zona, sobre un procedimiento realizado en el aeropuerto de dicha ciudad el jueves 19 pasado.

El fiscal denunció que los policías le ocultaron información y que actuaron irregularmente.

En aquel procedimiento había sido detenido Juan Viveros Cartes, con antecedentes por narcotráfico, quien luego fue liberado.

En síntesis, el fiscal afirma que la Policía ocultó información al Ministerio Público, no incautó ni un gramo de estupefaciente, no cumplió con la obligación de comunicar a la Fiscalía desde el momento que obtuvo la información.

Juan Carlos María Wasmosy Monti primeiro presidente civil após a presidência de Alfredo Stroessner e o primeiro eleito democraticamente, desde 1811, pelo Partido Colorado de Stroessner. Governou de 1993-98.

Cadeia para os piratas

Prisão de “gringos” mais que dobra no Brasil

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3.367 estrangeiros estão presos no Brasil, número que revela um crescimento de 135,6% nos últimos seis anos. O índice resulta da consolidação do país como rota do tráfico internacional de drogas – mais de 90% das prisões decorrem desse tipo de crime.

A busca pela cidadania brasileira também influencia nesse cenário. “O brasileiro não tem ‘cara’, um padrão físico específico. Quem vem de fora se aproveita disso, muitas vezes, com casamentos e uniões para conseguir o passaporte e entrar com mais facilidade em outros países levando drogas”, explica o juiz auxiliar da presidência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Luciano André Losekann.

Só no ano passado, o Ministério da Justiça recebeu 3.530 pedidos de estrangeiros para permanência no país, sempre em decorrência de casamentos. A quantidade de uniões estáveis, que são equiparadas ao matrimônio pela lei brasileira, também deu um salto. Em 2010 foram 39 pedidos de permanência de estrangeiros por esse motivo, contra 297 solicitações no ano passado.

NATAL PARAÍSO DO CRIME

Sou contra a xenofobia. Bandido é bandido, não importa a nacionalidade. Lugar de brasileiro ou estrangeiro traficante de moedas, de drogas, de escravos, de órgãos, de sexo, de armas, é na cadeia.

O Brasil não pode continuar com suas riquezas roubadas pelos corsários e piratas, e nenhuma cidade merece ser chamada de “Paraíso do Crime”, como acontece com Natal.

O Nem pode virar Dom Tommasino »

 por Elio Gaspari

 

A prisão do chefe do tráfico da Rocinha está cercada de indagações. Não se sabe se ele ia se entregar, nem por que policiais civis queriam levar para uma delegacia o carro onde ele estava escondido no porta-malas. De qualquer forma, se Nem negociava sua rendição, será possível iniciar conversações para que conte o que sabe.

Jogando com as brancas, o Judiciário, o Ministério Público e as polícias podem transformar a memória de “Nem” numa arma de combate ao tráfico. Jogando com as pretas, o crime organizado pode matá-lo, ou silenciá-lo, ameaçando sua família. Num Estado onde policiais militares executaram uma juíza com 21 tiros, isso é plausível.

Blog do Ricardo Gama (aquele que sofreu um grave atentado) denuncia a ligação de Cabral com os advogados que tentavam dar fuga ao traficante Nem

Traficante Nem, da Rocinha, é escoltado algemado por agentes da PF
Traficante Nem, da Rocinha, é escoltado algemado por agentes da PF

por Carlos Newton

O sempre atento comentarista Mario Assis nos manda essa impressionante denúncia do blog independente de Ricardo Gama, que está rolando na internet, sobre os três inacreditáveis advogados do traficante Nem e suas ligações com o governo Sergio Cabral. Confirma-se, assim, que a “prisão” do célebre criminoso é uma das histórias mais mal contadas dos últimos tempos. A propósito, não custa perguntar: como está a investigação do atentado a tiros contra o blogueiro, que ficou gravemente ferido?

INACREDITÁVEL, MISTERIOSO, SEM EXPLICAÇÃO…

1. Os três advogados PRESOS juntos com o traficante Nem: André Luiz Soares Cruz (disse ser cônsul honorário do Congo), Demóstenes Armando Dantas Cruz (disse ser funcionário do consulado, porém, além de advogado do traficante “Nem da Rocinha” ele é também Diretor do Conpej) e Luiz Carlos Cavalcante Azenha.

2. Os advogados André Luiz Soares Cruz e Demóstenes Armando Dantas Cruz são muito próximos do Dr. Jovenal da Silva Alcântara, Assessor Especial do Governador Sérgio Cabral. Os dois advogados são muito influentes e poderosos.

3. O Conpej (Conselho Nacional dos Peritos Judiciais) realizou no dia 18 de maio a sua já tradicional cerimônia de entrega dos certificados aos alunos que concluíram os cursos Periciais nos últimos meses, tanto na modalidade “Presencial” como EaD, com a presença de diversas autoridades e personalidades do Executivo e do Judiciário, tendo como homenageado especial o Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de janeiro Exmo. Dr. Reinaldo Pinto Alberto Filho, que recebeu a Moção da Ordem do Mérito Pericial pelos relevantes serviços prestados na defesa da atividade pericial e do aprimoramento profissional dos peritos, através de seu brilhante livro“ da Perícia ao Perito”. Estiveram também presentes a mesa como convidados especiais: o Dr. Jovenal da Silva Alcântara, Assessor Especial do Governador do Estado do Rio de Janeiro, Dr. Cláudio Jorge Diretor da Fazenda Publica, Dr. Marcos de Oliveira Siliprandi Diretor de Identificação Civil do Detran, Dr. Roberto Barbosa Delegado de Policia Federal, Dr. Julio César Valente Trancoso Presidente do Clube de Assistência aos Servidores Públicos, Dr. Demostenes Cruz Advogado e Diretor do Conpej, e Dr. André Luiz Soares Cruz Advogado.

4 . Um delegado da Polícia Civil “aparece do nada” quando o traficante Nem da Favela da Rocinha ia ser preso, e tenta ficar com a ocorrência, e tirar o carro sem que o porta-malas fosse aberto, o que só não conseguiu por que PM honestos furaram o pneu do veículo, e a Polícia Federal chegou a tempo.

Esse tal “delegado” foi chamado pelos Doutores do “crime”, os advogados que davam fuga ao bandido Nem, e já tinham tentado subornar os PM com um milhão de reais.

O tal “delegado” é investigado, e a “cúpula” da Polícia Civil diz que não houve nada de errado, já que a “verdade” era que o traficante Nem estaria negociando a sua rendição.

Mas para ficar mais confuso, o traficante Nem ia fingir que estava sendo preso, quando na verdade estaria se entregando para evitar supostas retaliações, isso tudo é alegado pela “cúpula” da Polícia Civil, conforme a matéria publicada em vários jornais do Rio de Janeiro.

Essa “rendição” do Nem era tão secreta, mas tão secreta, que ninguém sabia, nem a Polícia Militar e nem a Polícia Federal.

Aliás, era tão secreta, mas tão secreta, que nem o próprio Secretário de Segurança Pública José Mariano Beltrame sabia.

Mas Beltrame depois de alertado pela “cúpula” da Polícia Civil mudou de idéia, e passou a dizer que sabia, e aí?

Só um detalhe, o traficante Nem disse várias vezes à Polícia Federal que NUNCA negociou a sua rendição, e que estava fugindo.

5. Algo de podre no ar…. O que há escondido por trás da prisão do traficante Nem? Quem são as pessoas, os verdadeiros “tubarões”, que protegiam o bandido?

Como um pessoa, no caso o advogado, Dr. André Luiz Soares Cruz, se passa por Cônsul, comete crime de corrupção ativa (pena de2 a12 anos de cadeia) tentando subornar policiais militares com até R$ 1 milhão para ajudar um traficante a fugir, isso sem considerar a possibilidade do crime de associação ao tráfico. e não fica preso? Quem realmente é esse advogado, Dr. André Luiz Soares Cruz, e quem são seus amigos?

Muito estranha essa “historinha” da “cúpula” da Polícia Civil para tentar justificar a presença desse tal “delegado”, eu particularmente prefiro acreditar em duendes, fadas, e coelhinho da páscoa.

Fica a dúvida no ar, o que há por trás da prisão do Nem? Existem fatos que ainda não foram esclarecidos, por exemplo, essa historinha desse “delegado”.

O traficante Nem revelou a Polícia Federal que “policiais” receberiam propina de R$ 500 mil reais por mês. Quem são esse policiais?

Ahhh, se o Brasil fosse um país sério?

Complicado…. A verdade é: “O Nem hoje é um arquivo vivo, e corre sério risco de ser “suicidado”, além do que tem muita, mas muita gente mesmo sem dormir no Rio desde que o bandido foi preso.”

Que a POLÍCIA FEDERAL cuide da vida do Nem para que ele derrube a república dos bandidos engravatados do Rio.

Guerra do Rio: há policiais que cumprem o seu dever e há os que se associam ao crime e traem a sociedade

por Milton Corrêa da Costa (*)

Nem preso
Nem preso

A polícia do Rio, em poucas horas, vivenciou, nesta quinta-feira, 09/11/, os dois lados da moeda. Uma quadrilha de policiais e traficantes – os agentes do estado escoltavam os bandidos e as armas na fuga da Favela da Rocinha – foram presos em flagrante, no bairro da Gávea, na Zona Sul do Rio, pela Polícia Federal, que cercava a localidade (uma UPP deve ser instalada brevemente na citada favela) após checar escutas e rastrear a tornozeleira eletrônica usada por um dos marginais da lei.

Ressaltem-se as chocantes fotografias dos dez integrantes da quadrilha (quatro são policiais. entre civis e militares, e um é ex-PM) presos e algemados postados no chão. Ou seja, quem tinha por missão servir e proteger a sociedade, optou por proteger o tráfico, num desvio de conduta de suma gravidade. A escolta – vejam o poder aquisitivo do tráfico na Rocinha – havia sido acertada pelo valor de R$ 2 milhões. Vergonhosa traição com todas as letras. Atitude desabonadora, indigna e inaceitável dos pseudos policiais.

No outro lado da moeda, como deveria de se esperar sempre da conduta policial, na missão de servir e defender a sociedade, momentos após a prisão da quadrilha de agentes do estado e traficantes, profissionais do Batalhão de Choque, uma unidade de elite da PM do Rio, lograram prender, no bairro da Lagoa, também na Zona Sul da cidade, escondido no porta-malas de um carro, o traficante Nem, o mais procurado bandido do Rio, chefe do tráfico da Favela da Rocinha, que responde a 10 processos e 20 inquéritos pelos mais diversos crimes cometidos.

Um dos ocupantes do carro, em que se encontrava o traficante Nem, inclusive um advogado (atenção OAB) teria oferecido R$ 1 milhão para que fossem liberados. Os policiais não aceitaram a proposta da propina e prenderam os quatro ocupantes do veículo suspeito em nome da lei e da ordem.

Não obstante a dever cumprido pela polícia, com uma prisão extremamente significativa no processo de enfraquecimento do poder paralelo do Rio, no dia anterior um esquema de corrupção, tendo a frente um delegado da Polícia Civil do Rio, chefe do Núcleo de Controle de Presos, resultou na detenção, até agora, de 15 pessoas, oito são policiais, acusados de negociar regalias para presos, mediante uma tabela de valores de propina, para que os detentos cometessem assaltos e outros crimes fora do cárcere. Inacreditável o ponto a que chega a fraqueza moral de agentes do estado.

Registre-se, que além do bárbaro assassinato da juíza Patrícia Acioly, em que é acusado como mentor intelectual do crime um oficial de alta patente da PM, dias atrás integrantes de uma Unidade de Polícia PacIficadora (UPP), localizada no Morro Do Fallet (centro do Rio), inclusive os oficiais comandantes diretos da Unidade, foram acusados de se associarem com traficantes da localidade, em troca de facilitação no combate ao comércio de drogas. Parece episódio de filme policial, porém, lamentavelmente, é um fato real.

A pergunta que fica é até que ponto a fraqueza moral de alguns policiais, sob o escudo dos baixos salários, os transformam em bandidos oficiais? São desvios de conduta inaceitáveis no exato momento em que a política de implantação das UPPs no Rio traz a real possibilidade, de além do resgate de cidadania dos até então oprimidos pelo terror do tráfico, da criação de uma polícia democrática, parceira, cidadã e sobretudo confiável. A ação dos integrantes do Batalhão de Choque da PM do Rio, aqui destacada, ao prender, em nome da lei e da ordem o traficante Nem, não é virtude, é rotina e sobretudo dever de policiais verdadeiramente vocacionados.

A sociedade, a destinatária dos serviços policiais, clama por uma polícia verdadeiramente confiável, não por uma instituição desacreditada. Os desvios de conduta de policiais têm que deixar de ser rotina. A sociedade assim o exige. Vale lembrar que ao ingressarem nas instituições policiais juram, perante o pavilhão nacional, defender a sociedade com o sacrifício da própria vida, não aviltá-la de forma tão grave.


(*) Milton Corrêa da Costa é coronel da reserva da PM do Rio de Janeiro. Transcrito da Tribuna da Imprensa.

Fotos da prisão
No blog do Aceveda importantes reportagens sobre as milícias que são mais poderosas que as gangues de traficantes. As milícias são formadas por policiais

Vídeo dos policiais presos